back to top
sexta-feira, abril 10, 2026
Início Site Página 2249

Justiça Determina Transferência de Lula para São Paulo

0

A juíza Carolina Lebbos autorizou nesta quarta-feira, 07, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o estado de São Paulo. O petista cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro há mais de um ano na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Não há um prazo definido para que a determinação seja cumprida.

Lebbos, responsável pela execução penal do caso, decidiu que o local onde ele cumprirá pena deverá ser definido pela Justiça paulista. Na decisão, a juíza afirma que Lula deve ser transferido para um estabelecimento que garanta a “preservação de sua integridade física e moral, bem como de sua imagem”.

A transferência foi requisitada pela Superintendência da PF em Curitiba, que reclamava da alteração de rotina que foi imposta ao prédio com a permanência de Lula no local. A defesa do ex-presidente também era favorável à ida do ex-presidente para São Paulo, a fim de aproximá-lo de sua família.

Lula está em Curitiba desde que o ex-juiz Sergio Moro autorizou o cumprimento da pena no caso do tríplex do Guarujá, após a confirmação em segunda instância da sentença aplicada ao petista. Ele ficou recolhido em uma sala especial no prédio da PF em função de um entendimento de que ex-presidentes teriam direito a cumprir penas em Salas de Estado Maior, prerrogativa reservada para profissionais do Direito presos em situações cautelares – antes da condenação.

Segundo Lebbos, a prisão em sala especial ou de Estado Maior se restringe apenas aos casos de prisões processuais. “Não há previsão em tal sentido concernente à prisão para cumprimento de pena, decorrente de condenação criminal confirmada em grau recursal”, escreveu. A juíza reiterou na decisão que a lei “não faz não faz qualquer menção ao cumprimento da pena por ex-Presidentes em Sala de Estado Maior”.

Lebbos pontuou, no entanto, que é uma obrigação estatal garantir a integridade de Lula em função do cargo já ocupado pelo petista. Para a juíza, o ex-presidente deve ser transferido para uma nova Sala de Estado Maior apenas se não houver um local adequado para o cumprimento da pena em segurança.

A juíza também destacou que não há mais razões para Lula permanecer preso em Curitiba, longe do núcleo social e familiar do ex-presidente. Ela acolheu o argumento de que há “contínua e permanente sobrecarga imposta à Polícia Federal, em termos de recursos humanos e financeiros”, para manter o ex-presidente na Superintendência de Curitiba. Lebbos afirmou que a situação traz “prejuízo ao interesse público, com o emprego de recursos humanos e financeiros destinados à atividade policial na custódia do apenado”.

Moro Começa a Balançar

0

Por ora, o presidente Jair Bolsonaro ainda o defende. Ou finge fazê-lo. Não faz tanto tempo assim que o rude capitão, refém dos seus instintos mais primitivos, admitiu sentir um grande prazer em fornecer corda para que auxiliares incômodos se enforquem.
Ainda não procede assim com o ministro Sérgio Moro, da Justiça. Mas se ele, por qualquer razão, decidisse pedir as contas e largar o emprego, já não faria tanta falta ao governo. Bolsonaro prestaria as homenagens de praxe e tocaria em frente.

Moro desgastou-se com a publicação de seus diálogos com procuradores da Lava Jato. Ficou provado que ele se comportou como juiz e assistente de acusação no processo que condenou Lula a 12 anos de cadeia, pena recentemente reduzida a 8 anos.
Desgastou-se em seguida com o caso dos hackers da República de Araraquara porque anunciou que eles haviam invadido mais de mil celulares, entre eles o de Bolsonaro. Não satisfeito, ainda ligou para alguns dos hackeados e ameaçou destruir provas do inquérito.
Bolsonaro topa qualquer briga como já demonstrou, e não sabe viver sem uma. Mas tudo o que ele não quer neste momento é briga com o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, a quem só se refere como “gente nossa”.

Tem razão para isso. Foi Toffoli que suspendeu as investigações sobre os rolos fiscais do senador Flávio Bolsonaro e do ex-motorista Fabrício Queiroz. E daí? Daí que a decisão de Toffoli foi criticada pelo presidente do COAF, homem de confiança de Moro.
De resto, o pacote de leis anticrime despachado por Moro para o Congresso, uma das joias da coroa do governo Bolsonaro, emperrou por lá e enfrenta a má vontade de deputados e senadores com o ex-juiz, visto por eles como o algoz dos políticos.

Pouco a pouco, antes considerado um trunfo precioso, Moro começa a ser avaliado como um fardo por Bolsonaro e sua trupe, nela naturalmente incluída os filhos. Um fardo que ainda é possível carregar, mas que amanhã poderá deixar de ser.
Cresce em Bolsonaro o sentimento de que pode tudo. Enquadrou a ala militar do seu governo. Derrubou o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Declarou guerra à imprensa. Nomeará para a Procuradoria Geral da República quem quiser.
Moro? Moro que se cuide, mas não somente ele.

Estudo Inédito no Brasil: Fiocruz Rondônia Cria Primeira Colônia de Mosquitos para Pesquisa com Principal Vetor da Malária na Amazônia

0

Dados do Ministério da Saúde apontam que a maioria dos casos de malária, do país, se concentra na região Norte, sendo o Plasmodium vivax o principal causador da doença. Entre 2017 e 2018, foram realizadas 345.975 notificações de pacientes infectados pelo parasito, só na Amazônia, o que justifica a necessidade de estudos mais aprofundados sobre os aspectos epidemiológicos e clínicos ligados à infecção pelo Plasmodium vivax.

Para uma melhor compreensão da relação parasito-hospedeiro e propor alternativas ao tratamento de pacientes infectados com malária, pesquisadores do Laboratório de Entomologia da  Fundação Oswaldo Cruz, em Rondônia, criaram a primeira colônia de mosquitos do gênero Nyssorhynchus darlingi ou Anopheles darlingi, como é mais conhecido o principal vetor da doença no país. Trata-se de um estudo inédito no Brasil, já com resultados expressivos explica a coordenadora da pesquisa, Maísa da Silva Araújo, doutora em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Na prática, com o atual estágio de desenvolvimento da colônia são possíveis experimentos e estudos que antes não podiam ser realizados, dadas as dificuldades de se criar esse mosquito em laboratório. “O principal desafio enfrentado era a cópula, nós trazíamos os mosquitos de campo, alcançávamos o estágio de ovos, larvas e a primeira geração, mas não conseguíamos avançar para a segunda e terceira gerações, hoje, já estamos na décima oitava geração, em condições de laboratório”, destaca a pesquisadora, afirmando que o único grupo de pesquisadores que conseguiu desenvolver a técnica de colonização de Nyssorhynchus darlingi, em laboratório, foi no Peru.

O foco principal do estudo é tentar responder questões que permanecem sem ser esclarecidas, a partir de demandas levantadas pelos próprios pacientes. Como, por exemplo, até que ponto os medicamentos utilizados, atualmente, são eficazes no tratamento e prevenção da doença. São comuns os relatos de pacientes que tiveram recaídas e que foram novamente diagnosticados com malária, logo após o tratamento.

Outra vertente do estudo refere-se ao acompanhamento dos estágios de evolução do parasito no vetor infectado, até o momento que ele será capaz de transmitir a doença ao picar alguém. Além disso, os pesquisadores buscam compreender o que acontece com o mosquito, para ele conseguir desenvolver o Plasmodium, sendo verificada elevada suscetibilidade da colônia ao Plasmodium vivax, “com base nessas informações nós queremos descobrir em que momento e com quais substâncias poderemos eliminar ou bloquear a transmissão da malária, a partir de um mosquito infectado”, reforça Maisa.

ESTUDOS AVANÇAM

Os estudos também avançam em outros pontos considerados essenciais para a compreensão de aspectos epidemiológicos e clínicos da malária na região. Resultados experimentais com potenciais drogas realizados com amostras de sangue de pacientes infectados pelo Plasmodium vivax demonstram importante atividade de bloqueio no processo de transmissão da malária entre mosquitos infectados. Em colaboração com pesquisadores do Instituto René Rachou (Fiocruz Minas) foram testadas substâncias capazes de inibir a ação infectante do parasito, sendo constatados resultados satisfatórios com o experimento em laboratório.

Os resultados alcançados pela pesquisa revelam novas possibilidades, uma vez que os medicamentos disponíveis são, principalmente, para tratamento dos sintomas, havendo a necessidade de novos estudos para a descoberta de substâncias com alto poder de inibição da ação infectante do parasito.

De acordo com a pesquisadora, é isso que a pesquisa busca contemplar, utilizando os mosquitos da colônia. “A partir do momento que realmente tivermos algo que bloqueie a transmissão do Plasmodium, trabalharemos com a proposta de oferecer à população um medicamento ou vacina que seja eficiente tanto no tratamento quanto no bloqueio de transmissão da malária”, sinaliza.

Vale lembrar que a malária é uma doença infecciosa causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem principalmente pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. Além do Plasmodium vivax, existem no Brasil as espécies de Plasmodium falciparum e malariae que também afetam o homem. Embora a malária causada pelo Plasmodium vivax seja considerada mais branda, seu tratamento exige mais do paciente já que esse Plasmodium acaba se alojando por mais tempo no fígado, ocasionando outras complicações à saúde.

A Fiocruz Rondônia como instituição voltada à formação de recursos humanos qualificados e geração de tecnologias que possam ser aplicadas no diagnóstico, tratamento e controle das doenças tropicais, tem oportunizado o desenvolvimento de todas as fases deste projeto que também contou com apoio da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa de Rondônia (Fapero). Para entender a doença é preciso conhecer o vetor responsável por sua transmissão “por isso, a importância de iniciarmos os estudos com esta colônia, caso contrário, não avançaríamos em novas descobertas sobre este vetor” argumenta Maisa.

Câmara Aprova Texto-base da Reforma da Previdência em 2º turno

0

Depois de mais de cinco horas de sessão, o Plenário da Câmara dos Deputados  aprovou o texto-base da reforma da Previdência em 2º turno por 370 a favor, 124 contra e uma abstenção.  O quorum foi de 495 deputados.

A votação só se iniciou depois de os parlamentares aprovarem requerimentos que aceleraram o andamento da sessão. Por 304 votos a 9, o último requerimento rejeitou, em bloco, todos os destaques individuais.

Mais cedo, o Plenário tinha aprovado, por 353 votos a 10, um requerimento para encerrar as discussões depois de dois deputados terem falado contra a proposta e dois favoravelmente. Em seguida, deputados do centrão e do governo esvaziaram o plenário para forçar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a encerrar e reabrir a sessão por volta das 21h40.

A manobra reduziu o número de requerimentos para adiar o início da votação. Isso porque as requisições anteriores foram tiradas de pauta, forçando a oposição a reapresentar as propostas. Após a reabertura, Maia apresentou uma consulta de sua autoria para parcelar a votação do texto principal, rejeitada por 355 votos a 11. A manobra prejudicou os requerimentos que tentavam fatiar a votação em segundo turno.

A sessão para votar a reforma da Previdência em segundo turno começou às 19h15, depois de Rodrigo Maia passar o dia esperando a formação de quórum no Plenário da Casa. Por volta das 19h50, os deputados rejeitaram um requerimento do PSOL para retirar a proposta de pauta, por 306 votos a 18.

Lei proíbe fornecimento de canudo de plástico em comércio de Porto Velho

0

O fornecimento de canudo de plástico em estabelecimentos comerciais está proibido em Porto Velho, segundo a Lei Orgânica nº 2.625, publicada no Diário Oficial do Município desta terça-feira (6).

De acordo com a lei, os canudos não podem ser fornecidos em ambientes como hotéis, restaurantes, bares, padarias, lanchonetes e demais locais autorizados ou licenciados pela Prefeitura de Porto Velho.

A lei foi sancionada pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB) na última segunda-feira (5) e a proibição entra em vigor a partir desta terça. Quem descumprir a lei pode ser multado em 500 Unidade Padrão Fiscal (UPF), ou seja, cerca de R$ 37,5 mil.

A prefeitura não informa no Diário Oficial quais os materiais dos canudos que podem ser utilizados nos estabelecimentos ou como o valor da multa será utilizado.

História do 11 de Setembro será Adaptada em Minissérie

0

Os eventos de 11 de Setembro serão adaptados em minissérie. O canal ABC adquiriu os direitos do livro “Fall and Rise: The Story of 9/11”, de Mitchell Zuckoff. O livro retrata as histórias daqueles cujas vidas foram perdidas, salvas e para sempre alterados pelo ato de terrorismo que aconteceu em Nova York em setembro de 2001.

“Não consigo imaginar um lar mais perfeito para este projeto”, disse Zuckoff. “No dia 11 de setembro, milhões de pessoas souberam sobre os ataques pela ABC. Tenho plena convicção de que o canal nos permitirá trazer vida nova e aprimorada para as histórias que tive o privilégio de contar em ‘Fall and Rise'”.

A série será produzida pela Lionsgate e pela 3 Arts Entertainmen, e terá produção executiva de Erwin Stoff e Richard Abate, da 3 Arts, além de Mitchell Zuckoff. “Quando li pela primeira vez o manuscrito de Mitchell, sabia que seria uma honra levar esse notável trabalho à televisão. Esta é a história de como os Estados Unidos se reuniram naquele dia, primeiro em horror, depois em pesar e, finalmente, em determinação e esperança”, disse Erwin Stoff.

Zuckoff é um premiado jornalista investigativo e indicado ao prêmio Pulitzer, que foi membro da equipe do Boston Globe Spotlight Team. No 11 de setembro, ele liderou uma equipe de repórteres e escreveu a principal matéria de notícias para o Globe sobre os ataques. Ele é o autor de sete livros anteriores, incluindo 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, que inspirou o filme homônimo estrelado por John Krasinski.

Marvel e ABC estão Trabalhando em Série de Nova Heroína

0

As super-heroínas estão ganhando cada vez mais as telinhas. A Marvel e a ABC estão trabalhando em série de nova heroína dos quadrinhos. As companhias buscam reproduzir a parceria de sucesso de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., que chegará ao fim em sua sétima temporada. A esperança é garantir que pelo menos uma propriedade da Marvel esteja no ar no canal a todo momento. No entanto, não se sabe se a produção vai seguir os padrões de outras séries da emissora. Portanto, ainda não se sabe quantos episódios serão por temporada, quando ela será exibida e se terá hiato no meio do ano.

De acordo com o Deadline, a presidente da ABC Entertainment, Karey Burke, revelou: “Eu falei com a Marvel e estamos em conversas ativas sobre um projeto em particular”. Embora ela não tenha dado detalhes, disse que a personagem seria “algo novo, principalmente” e que a série se encaixaria em sua estratégia de super-heróis com foco feminino.

Este projeto é separado da série que a ABC começou a desenvolver no ano passado com o roteirista de Mulher-Maravilha Allan Heinberg, que é quadrinista veterano para a Marvel e a DC. Em setembro passado, o canal assumiu um compromisso de produção para um drama de uma hora sem título em parceria com a Marvel Television e ABC Studios. Escrito por Heinberg, seria sobre personagens femininos com superpoderes. Mas na tradição clássica da Marvel, os detalhes foram guardados a sete chaves.

Personagens femininas têm ganho cada vez mais as telonas e as telinhas, com longas-metragens de Capitã MarvelViúva Negra, série de Jessica Jones, da Feiticeira Escarlate, entre outras. No entanto, ainda há um número relativamente grande de personagens femininos que não foram adaptadas paras telas, como She-Hulk, que é prima do Dr. Bruce Banner, e a mutante nativo-americana Danielle Moonstar, ou que simplesmente fizeram participações especiais, como Misty Knight (Simone Missick) e Colleen Wing (Jessica Henwick) em Punho de Ferro e Luke Cage.

Prefeitura Firma Parceria com Governo para Construir Escolas

0

O prefeito Hildon Chaves, se reuniu na segunda-feira (5), com o secretário de educação do governo, Suamy de Abreu, com o intuito de discutir a parceria entre ambos os poderes em relação a educação de Porto Velho.

Com o intuito de melhorar a educação na capital serão construídas duas escolas no residencial Cristal da Calama. Uma da parte da Prefeitura de Porto Velho e a outra através do Governo do Estado.

Para o prefeito Hildon Chaves, o trabalho em conjunto com o governo será uma forma de contribuir com a melhoria da educação na capital.

“Precisamos entregar para a população do Cristal da Calama essas escolas. O governo vem somar forças com a prefeitura, em ações complementares, precisamos trabalhar em conjunto”, disse o prefeito Hildon.

Na reunião, o prefeito também concedeu ao governo o uso da escola no residencial Orgulho do Madeira, para as aulas no período noturno dos alunos do ensino médio, que está sendo finalizada e começa a funcionar neste mês de agosto.

Comdecom

Votação da Reforma da Previdência em Segundo Turno deve Começar Hoje

0

O plenário da Câmara dos Deputados pode votar a partir de hoje (6), em segundo turno, a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19). Assim como na votação em primeiro turno, serão necessários 308 votos para que a matéria seja aprovada e enviada ao Senado, onde também será analisada em dois turnos de votação.

proposta foi enviada pelo Executivo em fevereiro e aprovada em primeiro turno, por 379 votos a 131, no mês passado. Depois de quatro dias de debates, os deputados aprovaram quatro emendas e destaques e rejeitaram oito.

A primeira emenda aprovada pelos parlamentares melhorou o cálculo de pensões por morte para viúvos ou viúvas de baixa renda e antecipou o aumento da aposentadoria de mulheres da iniciativa privada.

Em outra emenda aprovada, foram suavizadas as regras para a aposentadoria de policiais que servem à União. A categoria, que engloba policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais legislativos, policiais civis do Distrito Federal e agentes penitenciários e socioeducativos federais, terá uma regra mais branda de transição. Os homens poderão se aposentar aos 53 anos e as mulheres aos 52, desde que cumpram o pedágio de 100% sobre o tempo que falta para a aposentadoria.

Uma das mudanças no texto da reforma manteve em 15 anos o tempo de contribuição para os trabalhadores do sexo masculino do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Os homens, no entanto, só conquistarão direito à aposentadoria integral com 40 anos de contribuição, contra 35 anos de contribuição das mulheres.

O último destaque aprovado reduziu a idade mínima de aposentadoria de professores para 55 anos (homens) e 52 anos (mulheres). Também fruto de um acordo partidário, o destaque estabelece que a redução só valerá para quem cumprir 100% do pedágio sobre o tempo que falta para se aposentar pelas regras atuais.

Os acordos entre os partidos para aprovar concessões à reforma da Previdência reduziram para R$ 933,5 bilhões a economia estimada em 10 anos. Ao encaminhar a proposta ao Legislativo, o governo federal pretendia gerar uma economia de R$ 1,236 trilhão, também no período de 10 anos.

Articulações

Para garantir o número de votos necessários à aprovação da matéria, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) tem se reunido com representantes do governo e líderes partidários. A expectativa de Maia é mapear os votos e ver se há condições para encerrar a matéria na Casa até quarta-feira (7).

Oposição

Na votação em segundo turno, os partidos podem apresentar apenas destaques supressivos, ou seja, que retirem trechos do texto aprovado em primeiro turno.

A líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou que a oposição apresentará os nove destaques a que tem direito para tentar retirar pelo menos quatro itens do texto da reforma. Estão no foco de partidos da oposição a retirada de trechos como a pensão para mulheres, aposentadorias especiais, pensão por morte e as regras de transição.

“Vamos entrar no segundo turno esperando que, neste recesso, os parlamentares tenham sido sensibilizados nas suas bases para alguns temas que, na minha opinião, são muito cruéis”, disse Jandira. Segundo a deputada, a oposição trabalhará na “redução de danos” ao trabalhador.

Parlamentares de partidos da oposição ainda definem estratégias para obstrução da sessão que analisará a reforma e, assim, tentar adiar a votação do texto.

Senado

Nessa segunda-feira (5), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse, por meio de uma rede social, que a expectativa do governo federal é que reforma da Previdência seja analisada, em primeiro turno, no plenário da Casa até o dia 30 de setembro.

“Ainda hoje (5), conversei com o ministro da Casa Civil, Oxyx Lorenzoni, sobre a conclusão da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados  e a expectativa da chegada da proposta ao Senado. Onyx prevê a análise da Previdência no plenário do Senado até 30 de setembro”, afirmou Alcolumbre no Twitter.

Ainda segundo Alcolumbre, após a conclusão da votação da proposta na Câmara, a reforma será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que tem 27 titulares e o mesmo número de suplentes. O relator da matéria é o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Entre as alterações previstas na Casa está a inclusão de estados e municípios na reforma. A tendência é que esse trecho, caso aprovado, tramite em separado para não causar impacto na tramitação do texto.

“Pessoalmente sou favorável à inclusão de estados e municípios. Acho até que é essencial. Estamos estudando com a nossa assessoria técnica qual é a saída que temos a aplicar e, em princípio, a ideia é uma PEC paralela. Aqui somos a Casa da Federação e é nossa obrigação cuidar disso. Uma das funções do Senado é manter o equilíbrio federativo”, defendeu Jereissati.

No Senado, não há tramitação da proposta em comissão especial, e o texto depende da aprovação de pelo menos 49 senadores nos dois turnos de votação.

Investimentos de R$ 2,5 Milhões em Pesquisas Ampliam Mercado do Pirarucu e Tambaqui de Rondônia

0
Foto: Gleilson Miranda/Secom

Equipe coordenada pela engenheira agrônoma e doutora em zootecnia na Universidade Federal de Rondônia (Unir), Jucilene Cavali conseguiu melhorias altamente positivas para o setor pesqueiro.

Seu projeto, apoiado pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa (Fapero), obteve o peso médio de 13 quilos para as espécies pirarucu e tambaqui e possibilitou a fabricação de bolsas com o couro desses peixes.

Aos oito anos, comemorados no último dia 26 com a palestra da doutora Jucilene e um café da manhã para seus servidores, a Fapero anunciou ter investido R$ 2,5 milhões, até o momento, em projetos acadêmicos na aquicultura/piscicultura.

Pelo primeiro edital de 2016, a equipe da Unir obteve sete bolsas de estudo, das quais, uma de mestrado, outra de doutorado.

A pesquisadora, que é orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais na Unir , destacou o fomento dado pelo governo estadual e o rápido crescimento na produção de pescado.

“Rondônia alcançou o ranking nacional na produção de pescado em 2016 por mais de 5 mil pisciculturas licenciadas”, afirmou. “Com 90,6 mil toneladas hectare/ano e apenas um frigorífico para processamento, viu o acúmulo de peixes nos viveiros no aguardo de melhores preços e oportunidades de venda”, disse.

Havia muita carência na área até 2017, quando apenas o Frigorífico Zaltana industrializava o peixe e Manaus era o maior cliente de Rondônia. Ainda não havia padronização para o peixe “exportado”. Hoje, quatro frigoríficos podem classificar o pirarucu e o tambaqui.

“Nos desafios do novo, na conjuntura de estruturação das Universidades e na multifuncionalidade que temos em sociedade, especialmente em uma região onde há muito a ser feito, a Fapero oportuniza pesquisadores a pleitear editais de fomento no próprio Estado, concorrendo em condições mais igualitárias entre os pares, especialmente no que tange a infraestrutura e produções científicas outrora disputadas no plano nacional”, ela comentou.

COURO QUE VIRA BOLSA

Com assistência técnica da Unir, uma produtora de Rondônia começa a fabricar artesanalmente bolsas ecológicas do couro de peixes pirarucu e tambaqui. Cada peça custa a partir de R$ 1,8 mil. O couro que seria descartado é agora bem aproveitado. A peça de couro adquirida in natura pelo valor de R$ 40 a R$ 60, alcança R$ 500 a R$ 600 quando curtida.

“A bolsa ecológica é melhor do que o couro bovino”, afirma a coordenadora. Para curtir o couro, pesquisadores substituíram o tanino pelo corante de borra de café.

Os impactos desse crescimento acelerado e a saturação dos viveiros de cultivo abriram demandas em sanidade de peixes e manejo alimentar. Era preciso estudar bem as densidades de estocagem, taxas de arraçoamento, exigências nutricionais de espécies de peixes nativos e promover assistência técnica mais especializada.

No período 2013-2017, apoiados pela empresa Nutrizon, os cursos de Engenharia de Pesca e Zootecnia da Unir eles pesquisaram intensamente, nutrição e sanidade.

Jucilene também atua na cadeia produtiva da carne, com ênfase em avaliação de carcaça e qualidade.

“Nada seria possível sem os grupos de pesquisa envolvidos (Grupo de Pesquisas em Tecnologias Ambientais, GPTA; Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos GEPAAR; e Grupo de Estudos e Pesquisas em Biociências, GPBio), via bolsas de Iniciação Científica, de mestrado e Doutorado”, ela disse.

“É gratificante acompanhar o envolvimento e a responsabilidade dos acadêmicos, nossos futuros profissionais, com as questões socioeconômicas e ambientais”, acrescentou.

Análises de pesos e medidas das espécies foram feitos no Laboratório de Pesca e Aquicultura da Unir em Presidente Médici, na BR-364, a 409 quilômetros de Porto Velho.

Lá, os pesquisadores utilizaram balanças de precisão e submeteram diversos exemplares à avaliação morfométrica, com a fita métrica (precisão de 0,5 mm). Nessas análises, a cabeça é seccionada, e os peixes eviscerados.

Separadamente, se pesam: vísceras, carcaça e cabeça. Logo após, é feita a dissecação, retirando-se o couro com escamas, vísceras (gerada a carcaça, parte composta de carne e espinhas), a manta (parte composta somente de carne) e espinhas (composto pelas espinhas da manta, coluna, costela e nadadeiras).

QUEM É

Jucilene Cavali , engenheira agrônoma doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (MG), em produção animal é também mestre em Zootecnia pela Unir, na área de Forragicultura e Pastagens. Pesquisadora/Orientadora no Programa de Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais da Unir/Embrapa e no Programa de Doutorado em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia Ocidental PPGESPA/UFAC. Vice-líder do Grupo de Estudos em Produção Animal e Aproveitamento de Resíduos e do Grupo de Pesquisa em Tecnologias Agroambientais.

medidas federais abril 2026

Governo atualiza Minha Casa Minha Vida e auxílio de servidores

0
Medida amplia o acesso à moradia e pode aliviar o orçamento de famílias que dependem de programas habitacionais.
Resultado preliminar Seduc RO sendo consultado por candidata em notebook

Seduc divulga resultado preliminar para técnico educacional em RO

0
Lista, gabarito final e recursos já podem ser consultados, enquanto novas datas do concurso saem dia 15.
volta da Artemis 2 com cápsula Orion em reentrada na atmosfera da Terra

Como os astronautas da Artemis 2 voltarão para a Terra

0
Cápsula enfrenta calor extremo, blackout e paraquedas em sequência até o resgate seguro no Pacífico.
Golpe do falso gerente em celular com chamadas suspeitas e fraude bancária em conta empresarial

Golpe do falso gerente atinge contas empresariais e soma mais de R$ 80 mil...

0
Empresários perdem dinheiro após contatos falsos por telefone e QR Code, em fraude que dificulta reação imediata.
saque do fgts

Governo quer liberar R$ 7 bi do FGTS para 10 milhões de trabalhadores

0
Pode atingir 10 milhões de trabalhadores e aliviar dívidas com acesso a recursos e crédito menos caro.