Supremo decide se vai soltar o ex-presidente Lula nesta terça-feira
Jorge Oliveira é o novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
esta sexta-feira (21), o presidente da República, Jair Bolsonaro, apresentou Jorge Antonio de Oliveira Francisco como ministro-chefe da Secretaria-Geral. O general Floriano Peixoto, que deixa o cargo, passa a ocupar a presidência dos Correios.
O novo ministro é advogado, major da Polícia Militar do Distrito Federal e está atualmente na subchefia da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, cargo que continuará exercendo no primeiro momento. “É uma pessoa muito afeta à burocracia, que é uma missão difícil. Costumo dizer que é o prefeito aqui do Planalto. Eu desejo a ele boa sorte, felicidades e, mais do que isso, temos plena confiança no trabalho dele, como tínhamos no do Floriano Peixoto também”, ressaltou o presidente em pronunciamento oficial no Palácio do Planalto.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=aEDOpxLI9oo]
Correios
Segundo o presidente Bolsonaro, à frente dos Correios, o general Floriano Peixoto terá o desafio de resgatar a credibilidade da instituição. “Isso é basicamente, no nosso linguajar militar, uma missão. E temos plena confiança que ele a cumprirá a contento, afinal de contas, é um colega nosso acostumado a desafios”, disse o presidente.
Segov
No pronunciamento, o presidente Bolsonaro também falou sobre o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos e a nova função do ministério, que é articular assuntos de interesse do governo com o Parlamento. “É uma pessoa que passou pela assessoria parlamentar, ficou dois anos, tem vasta experiência em outras áreas, como por exemplo foi adido militar em Israel, participou de operações as mais variadas de Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro e é uma pessoa perfeitamente qualificada, tem o melhor relacionamento com o parlamento brasileiro”, pontuou.
Governador Wilson Lima recebe embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben
governador do Amazonas, Wilson Lima, recebeu, na manhã desta quarta-feira (19/06), o embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben. Em reunião na sede do Governo, zona oeste de Manaus, ambos afirmaram o interesse em estreitar as relações e firmar parcerias importantes para o desenvolvimento de amazonenses e palestinos.
O embaixador afirmou que considera o Brasil importante na resolução de conflitos, por ser um país de povo pacífico. Ele também mencionou a relevância do Amazonas no trabalho de preservação das florestas brasileiras. Ao parabenizar o governador pelo trabalho que vem sendo desenvolvido no estado, Ibrahim Alzeben convidou Wilson Lima para visitar a Palestina ainda este ano. O convite foi aceito pelo governador.
“Faço questão de ir à Palestina. Fui à Israel a convite do meu partido, como demonstração do entendimento do objetivo de paz entre as nações. O Brasil é um país da paz. No Amazonas, embora tenhamos uma grande luta contra questões como a violência e o tráfico de drogas, nossa cultura é de paz. Entendo que as questões territoriais envolvendo a Palestina e Israel são muito particulares. O Amazonas não tem o direito de opinar, é uma questão que tem que ser resolvida pelos organismos internacionais”, ressaltou Wilson Lima.
Ele reconheceu a contribuição de judeus e palestinos para o Estado do Amazonas. “Estamos permeados da cultura palestina. A atividade comercial que nós temos aqui é prova disso. O desenvolvimento do interior e a nossa cultura estão muito ligados a isso. Nós estamos aqui à disposição para o que for possível e o que estiver dentro das nossas possibilidades, para que a gente possa estreitar a nossa relação. Há uma necessidade muito grande de proteger a Amazônia. Aqui nós também sofremos um processo de pertencimento. Todo mundo diz que a Amazônia é do mundo e ela acaba sendo de todo mundo, menos de quem está aqui. Precisamos preservar, garantindo o desenvolvimento econômico e social”, disse o governador.
Também participaram da reunião os secretários Marcos Apolo Muniz, da Secretaria de Estado da Cultura (SEC), e Jório Veiga, da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), além de representantes do Centro Islâmico do Estado do Amazonas e da Sociedade Árabe Palestina de Manaus.
O agronegócio vem transformando a Ponta do Abunã em Rondônia
Das margens do rio Madeira na cabeceira da ponte em construção, prevista para ser inaugurada no segundo semestre, até a divisa com Acre, num eixo de 160 quilômetros de extensão pela Br 364, são 225 mil hectares de terras planas ocupadas racionalmente por 265 mil cabeças de bovinos de corte e leite que começa a ser descoberta pela agricultura de precisão, soja e milho sem que seja necessário derrubar uma árvore.
Essa vasta região que até há bem pouco tempo fora palco de dualidades e conflitos entre Rondônia e Acre, porém no presente, pela sensibilidade dos governadores Marcos Rocha (RO) e Gladson Cameli (AC), deixando as rusgas pelo meio do caminho e mirando no futuro respira progresso e desenvolvimento. Por determinação dos dois governantes, os secretários de agricultura de Rondônia Evandro Padovani e Paulo Wadt, do Acre, formatam um projeto para ampliar o agronegócio na região.
Acrescente-se mais 140 mil hectares de solos férteis no sul de Lábrea no Amazonas, onde estão alojados 108 mil cabeças de bovinos, cujo destino e saída é pelo estado de Rondônia, tendo como única via de escoamento a Br 364, quanto em direção ao Acre como ao sul do País. Por ser uma região nova onde agronegócio começa a se consolidar os três estados são principais beneficiados, conforme revela Ednaldo Santos, gerente da agência do Banco da Amazônia no distrito de Extrema.

Bovinos no sul de Lábrea no Amazonas
UM POUCO DA HISTÓRIA DA REGIÃO
Nos últimos 12 meses foram firmados contratos de crédito rural, no valor de R$ 17,2 milhões, pelo Banco da Amazônia com amparo do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e mais 1,04 milhões para pequenos empresários da região. Estimam os técnicos da Emater que a estrutura fundiária no distrito de Extrema gira em torno de 550 propriedades rurais 50% menor de 100 hectares predominando agricultura familiar, com produção de grãos, fruticultura, criação de pequenos animais e bovinos de corte e leite.
Até o final de 1980, o governo de Rondônia não investiu nesta região, até então ocupada e explorada pacificamente pelo estado do Acre. Em 1988, o governo de Jerônimo Santana começou a ocupar paralelamente, gerando um conflito e dividindo a opinião pública, até 1977, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor de Rondônia. Contudo a região continuou sem investimentos, contando ainda com o aumento de centenas de agricultores com títulos provisórios emitidos pelo Incra.
No entanto, até os dias atuais centenas de propriedades estão ocupadas ilegalmente. O litígio não permitiu em 1992 a criação do município de Extrema, ou Ponta do Abunã. Os distritos de Extrema, Nova California, Vista Alegre do Abunã e Fortaleza do Abunã, participam com mais de 30% da arrecadação do município de Porto Velho.
A Ponta do Abunã é a região mais importante do estado de Rondônia, em extração da Castanha do Pará, sustentada por uma densidade de castanheiras extraordinariamente elevadas nas florestas locais. Também se destaca o extrativismo do açaí, muito abundante nas matas ciliares da bacia do Abunã e a borracha que ainda é extraída em pouca quantidade e comercializada no estado do Acre.

Pecuarista José Silveiro utiliza sistema de rodízio para a engorda de 3,5 mil cabeças de gado
Na opinião do pecuarista José Silvério Pereira Baia, que engorda 3,5 mil cabeças de bovinos por ano no sistema de rodízio colocando 60 animais por área de 14 alqueires a cada dez dias, “essa é a melhor região de Rondônia para trabalhar e produzir, isso aqui é um cantinho do céu”. Acentua que votou em Marcos Rocha pela necessidade de mudanças.
COERÊNCIA E MUDANÇAS
Com melhoramento genético e manejo adequado numa região que mesmo no período seco chove a cada dois meses, as pastagens permanece verde, o rebanho não perde peso e qualidade.
Outro que não pode se queixar da sorte é o pequeno produtor rural Loy Maleski, que prepara a segunda safra adubada e irrigada de 5 mil pés de açaí em 20 hectares de área cultivada. Usando a mesma técnica mantêm produzindo 600 pés de côco, 120 mil pés de abacaxi, consorciado com melancia, milho verde e 600 pés de ponkan enxertados.
Loy Maleski recebe apoio técnico da Emater em Extrema, mas por falta de condições para transportar sua produção até Porto Velho, principal centro consumidor em Rondônia, negocia sua produção com estado do Acre. Dezenas, talvez centenas, de pequenos e médios produtores rurais desta região seguem o mesmo rumo pela ausência de condições de comercializar suas produções no próprio estado de origem.

O produtor rural Loy Maleski cultiva mais de 5 mil pés de açaí em 20 hectares
Pode não ser “o pedacinho do céu” apregoado pelo pecuarista, José Silvério Pereira Baia, mas é uma região tipicamente miscigenada por culturas e costumes de famílias mineiras e sulistas, que acordam de madrugada aproveitando a “fresquinha” matinal para produzir e ordenhar suas vaquinhas.
Sócrates Carmim produzindo entre 80 e 100 litros de leite/dia é o exemplo da agricultura familiar que tem dado certo na região. Na propriedade de 100 hectares cria ovinos, suínos, galinhas caipiras, tem café e milho, explorando apenas 33 hectares, as outras 77 são reserva de preservação ambiental. Conhecer a chácara de Socrates Carmim deixa qualquer ambientalista feliz.
A filha única de Sócrates e Simara, Pompéia Carmim, formada em administração, aos 23 anos salta da cama às 4 horas da madrugada para participar da ordenha de 18 vacas leiteiras seguindo a tradição familiar.
Na outra ponta da linha em se tratando de produção no campo, Abrelino Alves, consorcia café e castanha uma experiência que vem dando certo numa área de 20 hectares, que já despertou atenção de pesquisadores da Embrapa. As folhas das castanheiras adubam o solo mantendo a umidade, as altas copadas das árvores protegem dos raios solares gerando frutos fortes e sadios.
PISCICULTURA E EXTENSÃO RURAL
O que pouca gente sabe é que no distrito de Extrema, também com o acompanhamento técnico da Emater, Ilo Valmir Ribeiro, explorando 4,5 hectares de lâmina de água em 40 tanques medindo 50X15, produz 50 mil alevinos de pirarucu por safra, comercializando em Goiânia, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Acre e Rondônia.

Sócrates Carmim produzindo entre 80 e 100 litros de leite/dia
Com Rondônia e Acre ele comercializa 200 mil alevinos de tambaqui, 50 mil de tambatinga, 80 mil piauçú, 40 mil de pintados e 30 mil de jatuarana. Tudo isso é resultado de 15 anos de trabalho acreditando no potencial da região.
Para o médico veterinário da Emater, Fabiano Barbosa Oliveira que presta assistência técnica a 300 famílias de pequenos produtores rurais, o melhoramento genético do rebanho bovino na região é importante, uma vez que a extensão rural tem que acompanhar o desenvolvimento no campo. É verdade, o Programa de Aquisição de Alimentos em Extrema tem 56 produtores cadastrados, mas que por falta de estimulo não conseguem produzir e nem transportar para Porto Velho a produção.
Frisa Fabiano Barbosa Oliveira, o programa incentiva a produção, mas a janela é muito ampla. Mesmo assim, ele como nove entre dez produtores rurais e empresários da região acredita que ela caminha para se tornar, em pólo de desenvolvimento sustentável no norte de Rondônia.
Sistema S garante apoio ao governo do Acre para a realização da Expoacre 2019
Secretário da Casa Civil, Ribamar Trindade, ouviu dos presidentes e dirigentes do setor empresarial, industrial e agropecuário que instituições estarão com o governo na realização da maior feira de agronegócios do Acre
O Governo do Estado do Acre garantiu nesta sexta-feira, 21, o apoio das Federações da Indústria, do Comércio e da Agricultura, além do Sebrae, na realização da Expoacre 2019, a maior feira de agronegócios do Acre.
A edição deste ano terá um toque todo especial por ser a primeira destinada a movimentar realmente as demandas dos setores empresariais na região.
A ideia é impulsionar novos negócios, que em edições anteriores sequer existiam, captando empreendimentos dos estados de Rondônia e do Mato Grosso, por exemplo.
“Viemos aqui para pedir o apoio, logístico e estrutural, das nossas federações e do Sebrae, imprescindível para o sucesso da Expoacre”, afirmou José Ribamar Trindade, secretário de Estado da Casa Civil, representando o governador Gladson Cameli.
O entendimento do secretário é o de que a união dessas instituições com o governo do estado vai permitir que a população e a classe empresarial, sobretudo, a do agronegócio, possa desfrutar de um ambiente de negócios totalmente novo, diferente de todas as edições já realizadas.
Conforme o presidente da Federação da Indústria do Acre, José Adriano da Silva, a parceria com o governo do estado é fundamental para o sucesso da grande festa agropecuária.
“A gente apoia, sim, a iniciativa do governo e vamos estar juntos, apoiando no que for possível”, garantiu Silva.
Também confirmaram suporte à Expoacre o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Acre, Assuero Veronez, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre Leandro Domingos e o superintendente do Sebrae no Acre, Marcos Lameira.
Ariquemes é o primeiro município de Rondônia a ter brinquedos adaptados para crianças com deficiência, instalados em espaços públicos.
Obras no estádio Arena da Floresta seguem em ritmo acelerado
As obras de manutenção no estádio Arena da Floresta, em Rio Branco, iniciadas em maio, seguem em ritmo acelerado. Depois de passar alguns anos sem os devidos reparos, o espaço está sendo remodelado. O trabalho é coordenado pela Secretaria de Infraestrutura e de Desenvolvimento Urbano (Seinfra).
A proposta é oferecer mais conforto e tranquilidade aos torcedores. A recuperação inclui intervenções na parte externa, com nova fachada e a nova identidade do governo, o estádio está sendo todo pintado.
As intervenções incluem ainda a parte hidráulica, correções em paredes com infiltrações, manutenção do elevador e iluminação. As arquibancadas receberão assentos novos. Guarda-corpo, alambrado e corrimão estão sendo recuperados. Além disso, o sistema de proteção contra descargas atmosféricas será revisado.
De acordo com Erivaldo Rodrigues, chefe do Departamento de Obras da Seinfra, estão sendo executados serviços emergenciais de manutenção preventiva e corretiva e de reparos, o que irá proporcionar aumento da vida útil do estádio.
“Estamos trabalhando na remoção de toda camada de pintura, os pontos de alvenaria e superfície de concreto que apresentarem desgaste também serão recuperados. A arquibancada será toda limpa e receberá uma camada de tinta”, disse.
O secretário de Infraestrutura e de Desenvolvimento Urbano, Thiago Caetano, tem realizado vistorias técnicas em todas as obras em execução para garantir agilidade no andamento das obras.
“Recebemos a determinação do governador Gladson de garantir a rapidez e qualidade das obras que estão sendo executadas nos espaços públicos”, completou Caetano.
Pedra se destaca em meio a vegetação e vira ponto turístico em Cacoal, RO
A ‘pedrona’ da linha 10 é conhecida por muitos como ponto turístico de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho. O lugar que se destaca pela vista que revela a cidade a quem chega no topo, está localizada na área rural de Cacoal.
Para chegar no topo, os moradores, turistas e aventureiros precisam percorrer um trajeto de mais de 100 metros e o caminho não é fácil. Mas para quem gosta de adrenalina o passeio é maravilhoso, como é caso do Grupo Anjos da Trilha, que se aventurou até o topo da rocha.
Antes do início da subida, há um curto caminho plano. Depois de alguns minutos de caminhada a subida começa, e dali em diante o trajeto começa a ficar mais difícil, e tem até gente que prefere subir sobre duas rodas.
“Essa subida é um lazer e cada vez que venho é uma emoção diferente”, destacou o trilheiro José Albano.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/t/b/oByC4TQfqBrNHBZPu02g/imagens-ram-cacoal-3-.jpg)
Trilheiros optaram por subir a pedra com auxílio de motocicletas — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
O caminho é longo e tem alguns obstáculos, para os que decidem fazer o percurso sobre duas rodas. As quedas são inevitáveis, mas nada que desanime os aventureiros. E enquanto os trilheiros se desafiam de moto, outros preferem subir a pé. Como é o caso da esteticista Leila Cordeiro. Ela e o marido são amantes dos esportes radicais e essa não é a primeira vez que enfrenta o desafio de subir na pedrona da linha 10.
“Eu já vim de bike, já vim a pé, de moto e pra mim é sempre uma emoção. A cada vez descubro uma nova beleza”, define a aventureira.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/p/a/GAB2HEQwAjSEs5KL0MVQ/imagens-ram-cacoal-4-.jpg)
Motociclistas redobram atenção para trilha em pedra de Cacoal — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Quando os trilheiros chegam no ponto mais inclinado da pedra, percebem que precisam redobrar a atenção e os esforços. Desse ponto do caminho em diante, lindos cenários se revelam, um caminho que a natureza esculpiu. Após cerca de vinte minutos de caminhada, 107 metros percorrido, surge a recompensa: uma paisagem linda.
“Primeira vez que trago meu bebê. Eu já havia vindo há dois anos e acho que vale muito a pena essa vista, conseguir enxergar o pôr do sol de um lado e do outro lado o nascer da lua, a vista é incrível”, classificou a fisioterapeuta Maiara Tassi.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/s/n/gNf7tYRaeOpTjpaktmQA/maiara-tassi-e-familia.jpg)
Maiara levou a família para conhecer o local — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
O local parece mágico, atrai casais apaixonados, famílias que procuram um momento de sossego e até aqueles que trazem no sangue a adrenalina, se rendem a bela vista.
“É muito gratificante, as pessoas que sobem se sentem livres. O vento é constante, a gente se sente praticamente no céu”, afirmou o trilheiro Ulisses Silva Santos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/q/O/jBNBTNRCe0CyagnhzUuA/imagens-ram-cacoal-6-.jpg)
Motociclista sobe em pedra que se tornou ponto turístico em Cacoal — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/H/R/hQgvkBTgqfU3v5fe038A/imagens-ram-cacoal-12-.jpg)
Moradores de Cacoal aproveitam vista do topo da pedra — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/U/3/g9TFQDR3yg0q2CMqqBHA/imagens-ram-cacoal-9-.jpg)
Pedra com mais de 100 metros se torna ponto turístico em Cacoal — Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Após barco explodir, transporte de combustível é suspenso e cidades do Acre ficam desabastecidas
Depois do acidente com um barco que viajaria com 5 mil litros de gasolina para Marechal Thaumaturgo e explodiu no porto de Cruzeiro do Sul, os donos de embarcações que fazem o transporte de produtos inflamáveis para duas cidades isoladas do Acre suspenderam as operações.
Por conta disso, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo estão desabastecidas de gasolina a diesel e até mesmo os serviços essenciais estão comprometidos.
O acidente abalou a cidade de Marechal Thaumaturgo, onde mora a maioria das vítimas que ficaram feridas após a explosão da embarcação. O acidente levou os órgãos reguladores proibirem o transbordo de combustível de caminhões para as pequenas embarcações que transportam o produto para Marechal Thaumaturgo e Porto Walter.
A falta de um porto com estrutura adequada de segurança levou os órgãos fiscalizadores proibirem o abastecimento das embarcações. Desde o dia do acidente, não está sendo levado combustível para as duas cidades, que só são abastecidas com produtos inflamáveis e cargas pelo Rio Juruá.
De acordo com a Prefeitura de Marechal Thaumaturgo, o município já enfrenta a falta de gasolina e diesel e pode deixar de manter suas atividades essenciais.
“Já estamos começando a paralisar algumas ações da prefeitura, principalmente os serviços de limpeza. Os ônibus de transporte dos alunos também já não estão rodando, as equipes de saúde que viajam para a zona rural e ribeirinha também já estão com os serviços comprometidos por falta de combustível para abastecer os veículos”, disse o prefeito Marechal Thaumaturgo, Isaac Pianko.
Para encontrar uma alternativa e encaminhar esses produtos para as duas cidades, o procurador-geral da Prefeitura de Marechal, representantes de distribuidoras e dos órgãos de controle da atividade, como a Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), se reuniram durante esta semana com a finalidade de definir um local para que o combustível seja transferido dos caminhões para as pequenas embarcações com o menor risco.
Os órgãos definiram que o transbordo do combustível será feito em um local provisório, mas foi determinado que normas de segurança sejam obedecidas.
O porto improvisado fica longe de casas e de outras embarcações. A Antaq deu um prazo de 45 dias para que seja construído um ponto adequado para o abastecimento dos barcos.
“O local onde vão ocorrer as operações têm que ter um registro na Antaq e autorização dos órgãos competentes, como meio ambiente e prefeitura e a embarcação que vai fazer esse transporte de combustível, uma autorização da Antaq ou já ser da frota de uma empresa autorizada. Ao mesmo tempo, deve cumprir regras da autoridade marítima que é a Agência Fluvial de Cruzeiro do Sul”, esclareceu o técnico de regulação aquaviária, Denivaldo Gomes.
Os donos de embarcações alegam que, devido às condições de navegação no rio, algumas exigências se tornam praticamente impossível de serem obedecidas.
“Faço transporte para a prefeitura de Marechal Thaumaturgo e lá está tudo parado, mas chegou essa lei que não pode embarcar em caixa, tem que ser em tanque de ferro. Isso fica complicado, porque o nosso rio aqui para cima é seco e fica difícil de navegar”, diz Bruno Silva, dono de uma embarcação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/i/Z/fCqMrERgCB3ZuWfJ775Q/whatsapp-image-2019-06-20-at-10.44.37.jpeg)
Órgãos fiscalizadores determinaram que posto adequado deve ficar pronto em 45 dias — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Mortes
O jovem de 33 anos foi a terceira pessoa que morreu com queimadura depois que o barco explodiu. Antes dele, já tinha ido a óbito Simone Souza Rocha, de 24 anos que morreu no domingo (9), ainda em Cruzeiro do Sul, e Marluce Silva dos Santos, 38 anos, que também seria encaminhada para Minas Gerais, mas também não resistiu e morreu na terça-feira (11), no Hospital do Juruá.
Antônio José de Oliveira da Silva, de 33 anos, morreu no sábado (15), no hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Um bebê que estava em tratamento em Rio Branco, filha de Marluce, também não resistiu e morreu ainda nos sábado. Já são quatro mortes confirmadas do acidente que deixou 18 pessoas feridas.
Cinco pacientes continuam internados na Unidade de Queimados do Hospital João XXIII, sendo que o estado de saúde de 4 ainda é considerado gravíssimo. Apenas uma criança de 4 anos que teve queimaduras em 25% do corpo apresentou melhoras.
Mais quatro feridos estão em tratamento na Unidade de Queimados do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília e mais dois estão em Goiânia. Outras três pessoas tiveram ferimentos mais leves e não precisaram ser transferidas para unidades especializadas, esses já tiveram alta médica.
Tragédia
O acidente ocorreu no início da noite de sexta-feira (7). Um barco explodiu quando que era abastecido por um caminhão-pipa com 5 mil litros de gasolina que seriam levados em vasilhas para Marechal Thaumaturgo. Além do combustível, a embarcação também levaria os passageiros e outras cargas.
Este é o segundo acidente com embarcações que fazem que transportam combustíveis para cidades mais isoladas do Acre, no Vale do Juruá. Em setembro de 2016, uma balsa de pequeno porte também explodiu com 8 mil litros de combustível e 40 botijas de gás, no porto de Rodrigues Alves. A embarcação levaria o combustível para o abastecimento da cidade de Porto Walter.
Dois funcionários que estavam na embarcação saíram feridos e um dos tripulantes, José Lázaro da Silva, 32 anos, morreu 13 dias após o acidente no Hospital do Juruá. A embarcação também explodiu no momento que era abastecida por um caminhão-pipa. Até o momento, a Marinha ainda não divulgou os resultados do processo de investigação que apura as causas e todas as circunstâncias do acidente.
Matas de Rondônia é a marca que o Estado pretende oferecer ao mercado mundial como o primeiro café robusta sustentável
A marca cafeeira Matas de Rondônia sairá, ainda este ano, abrindo mais portas para a exportação do grão robusta produzido em Rondônia. Será a primeira identificação de café sustentável dessa variedade no mundo.
O estado tem, atualmente, 400 produtores cadastrados em 15 municípios associados na Cafeicultores Associados da Região das Matas de Rondônia (Caferon), criada em Cacoal.
Tão logo for concluído o cadastro, o pedido de registro da identificação geográfica (IG) será protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Ele contemplará cafeicultores associados em 15 municípios que representam mais de 80% da produção do estado.
Esses municípios situam-se entre Cacoal, na BR-364, Zona da Mata, São Miguel do Guaporé e Seringueiras, regiões tradicionais produtoras.
“Do rio Machado ao rio Guaporé”, destaca o assessor técnico da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária (Seagri), Janderson Dalazen.
Aproximadamente 70% da colheita da safra 2018/2019 já foram concluídos,informou o assessor.
A base familiar predomina na cafeicultura estadual, na média de quatro a cinco hectares por produtor. Eles fizeram aumentar a produtividade de 7,5 sacas de 60 quilos por hectare em 2001, para 31,5 sacas em 2019.
“Com a substituição de lavouras por clones mais produtivos, brevemente ela deverá ultrapassar 35 sacas/ha, porém, já temos alguns produtores com áreas recordes de 180 casas/ha”, previu o assessor da Seagri.
A Caferon editou norma de gestão para os associados, nela incluídos o regime de uso e práticas sustentáveis para melhoria de qualidade.
Qual o êxito do robusta no estado?
“Na década de 1970 chegaram ao antigo território sementes de café arábica, mas o amadurecimento do fruto e a secagem sofriam prejuízos por causa do longo período de inverno caracterizado por chuvas regulares e algumas intensas, na Amazônia Ocidental Brasileira”, explicou o assessor.
Lembrou Janderson que os primeiros Coffea canéfora robusta e conilon que aqui desembarcados foram trazidos por produtores do Estado do Espírito Santo nos anos 1980. Essa espécie de café é originária da África Ocidental.
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) também enviou sementes de robusta, via Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
“Programas do governo estadual adquiriram e distribuíram esses cafés; no campo, conilon e robusta cruzaram entre si, originando um híbrido, e hoje a base genética é híbrida”, contou o assessor da Seagri. Dessa maneira, produtores podem escolher as maiores plantas e os maiores grãos.
Já a partir da década de 1990, vieram mudas clonais (híbridos com tendência a robusta), daí a predominância em Rondônia passou a ser a variedade robusta. “Esse café tem características diferenciadas em bebida, seu sabor é sucessivamente testado em concursos de qualidade”, comentou Janderson.
PANORAMA MUNDIAL
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê um volume de exportação de 35,33 milhões de sacas. No biênio 2017/18, as vendas para o mercado externo totalizaram 30,45 milhões de sacas. Em vista disso fica configurada uma projeção de crescimento de 16,03%.
No entanto, a safra brasileira de café robusta em 2019 poderá ser insuficiente para fazer frente ao aumento de demanda do consumo mundial estimado em mais de três milhões de sacas de 60 kg ao ano. É o que estima o pesquisador Celso Luís Vegro, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Projeções indicam que a produção nacional pode alcançar entre 56 e 58 milhões de sacas este ano, com forte recuperação da safra de conilon sem, contudo, reverter o ciclo de baixa na produção nacional.
Robusta com melhor bebida é de mudas clonais espalhadas pelo interior de Rondônia
“Mesmo considerando aumento de produção em países concorrentes (particularmente no Vietnã e em Honduras), a depender dos reflexos dos atuais baixos preços sobre a tecnologia adotada pelos cafeicultores, o ano de 2020 poderá trazer grande redução na oferta mundial do produto, posicionando a cafeicultura brasileira como a que mais se aproveitará de uma eventual alavancagem nas cotações”.
SAIBA MAIS
Análise da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de acordo com estimativas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA no dia 14/12/2018:
►A produção mundial de café na safra 2018/19 deverá totalizar 174, 4 milhões de sacas, das quais 104,01 milhões de café arábica e 70,4 milhões da espécie robusta. É volume recorde.
► O número estimado no início de 2019pelo USDA é superior em 9,83% as 158,8 milhões de sacas produzidas na safra passada (94,4 milhões de arábica e 64,4 milhões de robusta). Vale ressaltar que, em valores absolutos, o adicional de produto que será ofertado ao mercado consumidor no ano safra 2018/19 será de 15,6 milhões de sacas.
► Maiores consumidores: o USDA estima que no corrente ano safra a demanda mundial deverá crescer 2,07%, em relação ao período anterior (expansão de 3.315 mil de sacas), saindo de 160,2 milhões mil em 2017/18 para 163,5 milhões no corrente período. Neste contexto, destacam-se os Estados unidos com 26,5 milhões de sacas, Brasil 23,2 milhões e Japão com 8,2 milhões, como os maiores consumidores de café do mundo.

















