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sexta-feira, julho 3, 2026
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Médicos voluntários salvam a vida de dois pacientes após queda de árvore no distrito de Surpresa, RO

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Médicos voluntários salvam a vida de dois pacientes após queda de árvores no distrito de Surpresa
Na madrugada gelada no meio do Rio Mamoré, uma rara frente fria completa o cenário de filme de terror: sensação térmica próxima de 10 graus, escuridão total, sangue, correria e dois homens em estado grave – tudo isso muito longe de qualquer cidade ou hospital.

Uma árvore havia caído e atingido o primeiro paciente, que já tinha ficado desacordado e sangrava também pelo ouvido. O segundo estava em estado ainda pior, teve uma crise epiléptica com diversas convulsões seguidas durante todo o dia. Tudo aconteceu nessa sexta-feira, dia 5, e ambos estavam no distrito de Surpresa, sem atendimento médico especializado e nem mesmo transporte para o hospital mais próximo, em Guajará-Mirim. Para o desespero dos familiares das vítimas, parecia que não havia mais o que fazer.

Mas os Doutores Sem Fronteiras estavam na região e viajavam a caminho da aldeia Barranquilha no Barco Hospital Walter Bártolo. Ao saber da ocorrência, a equipe foi resgatar os dois pacientes e os levou para a embarcação, onde receberam atendimento de emergência. Com o quadro mais estável, ambos seguiram de lancha e acompanhados pelos doutores até Guajará-Mirim.

No trajeto final até a cidade foram mais de duas horas de tensão. A médica Patrícia Alarcão e o dentista Felipe Machado foram os responsáveis por cuidar dos pacientes neste trecho. “Estava escuro, balançava, fazia frio e o paciente estava muito assustado e sem entender direito, chegou até a convulsionar no meio do rio”, conta a doutora Patrícia, que entregou os dois homens à salvo para a equipe de emergência dos bombeiros em Guajará-Mirim.

A ONG
A história dos Doutores Sem Fronteiras em Rondônia começa em 2004, quando o paulista Caio Machado, presidente da organização, veio atender pela primeira vez no Estado. Desde então já foram várias expedições e milhares de atendimentos gratuitos, principalmente em aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas. Só nos primeiros sete dias desta viagem, foram mais de dois mil procedimentos realizados e cerca de 200 óculos doados pela equipe, que conta com profissionais de várias regiões do país e dois franceses.

“Pode parecer mentira ou loucura, mas a gente não cobra nada dos pacientes e ninguém ganha nada para atender, pelo contrário, cada um paga a própria passagem pra vir à Rondônia e ainda deixa de trabalhar em São Paulo, ou seja, no final a gente está perdendo dinheiro e tempo com a nossa família, mas é o nosso dever ajudar”, explica Caio Machado. Além dos vários profissionais, os Doutores Sem Fronteiras trazem também materiais e equipamentos de primeiro mundo: “Tem indígena aqui que recebe exatamente o mesmo tratamento de cantor famoso ou jogador de futebol, coisa que lá na cidade custaria mais de 30 mil reais”, completa o presidente da organização.

Os atendimentos dos Doutores Sem Fronteiras em Rondônia acontecem em parceria com a ONG Kanindé, o DSEI Porto Velho, o Pólo Base GMI e o Barco Hospital Walter Bártolo.

Semes abrirá inscrições para o festival de praia de Jaci-Paraná

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A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semes), de Porto Velho, abrirá inscrições, gratuitas, para os torneios de vôlei de praia e futevôlei que serão realizados durante o Festival de Praia de Jaci-Paraná. O festival acontece nos dias 26, 27 e 28 deste mês.

As inscrições são limitadas e podem ser feitas de 8 a 22 de julho, em dias úteis, das 8h às 14h, na sede da Semes, na avenida Carlos Gomes, 2776, bairro São Cristóvão, entre a avenida Jorge Teixeira e Elias Gorayeb.

No futevôlei (somente masculino), poderão se inscrever até 16 duplas. No vôlei de praia, serão inscritas 8 duplas masculinas e 6 duplas femininas. No ato da inscrição, cada dupla deverá levar cópia de um documento oficial com foto, que podem ser o RG, CNH, carteira de conselho, carteira de trabalho, passaporte e outros, que serão anexados a ficha de inscrição. Podem participar duplas de qualquer município de Rondônia e até de outros estados, federadas ou não.

Na premiação serão entregues troféus e um kit esportivo de 1ª linha, contendo bolas, rede e outros. Para mais informações, os interessados podem ligar para o telefone: 98473-3825.

O Festival de Praia de Jaci-Paraná é uma promoção da Prefeitura de Porto Velho, com realização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo (Semdestur), Fundação Cultural, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semes) e instituições parceiras, com o patrocínio da Santo Antônio Energia.

As competências da Semes são de organizar toda a parte esportiva dentro do festival, que promoverá e organizará o torneio de vôlei de praia e futevôlei. Será montada uma arena com arquibancadas, barracas, grades de proteção, para que o público possa prestigiar os jogos.

Tremor de terra é registrado em Chupinguaia, RO

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A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou um pequeno tremor de terra em Chupinguaia (RO), no Cone Sul do estado, durante a quinta-feira (4). A informação foi divulgada através de um boletim, emitido pela estação da RSBR em Vilhena (RO).

De acordo com a Rede Sismográfica, o tremor em Chupinguaia foi de 2.9 de magnitude, o que não dá pra ser percebido pelos moradores. Esse tremor leve também não causa danos ou destruição em residências.

A estação VILB, em Vilhena, ajuda a detectar e identificar os tremores de terra que acontecem no estado. Apesar do Brasil não registrar terremotos de grande impacto, as pesquisas da RSBR ajuda a conhecer melhor este tipo de fenômeno.

Com a VILB é possível produzir informações em tempo real sobre o movimento e a estrutura interna da terra na região de Vilhena.

Outra estação de monitoramento da RSBR em Rondônia fica localizada em Extrema, distrito de Porto Velho, já nas proximidades da divisa com o Acre.

Prefeitura consegue liberação de emenda de R$ 32 mi para recapear 61,784 km de ruas

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Com atuação estratégica junto ao Departamento de Estruturação Regional Urbana, do Ministério do Desenvolvimento Regional, no final de junho, a Prefeitura de Porto Velho conseguiu a liberação de uma emenda parlamentar (da bancada federal de 2017) no valor de R$ 32 milhões, para investimentos no recapeamento, drenagem e pavimentação asfáltica de 61,784 quilômetros de ruas, na área urbana da capital.

O projeto contemplará 34 ruas que servem ou servirão como linhas de ônibus. O trabalho de infraestrutura contará ainda com a construção meio-fio e de sarjetas. “O valor disponibilizado será somado a uma contrapartida de R$ 5 milhões da Prefeitura, aumentado para R$ 37 milhões o valor que aplicado nas obras”, explicou a secretária Rosineide Kempim (Semesc) que, ao lado do secretário Diego Lage (Semisb), atuou junto ao Ministério do Desenvolvimento Regional para a liberação da emenda.

Sobre a indicação das ruas e trechos que serão atendidos no processo licitatório, Rosineide Kempim explica que as vias atendem o que determina o programa do Ministério do Desenvolvimento Regional. “O programa tem como escopo fortalecer o desenvolvimento regional e territorial, visando a redução das desigualdades, bem como a promoção do desenvolvimento territorial sustentável, por isso as linhas de ônibus serão prioridades, porque atendem o que demanda o programa”, salientou a secretária.

De acordo com o resumo das vias contempladas com as melhorias, serão beneficiadas as avenidas Farquhar (entre a rua João Alfredo e Avenida Imigrantes e entre Imigrantes e Estrada do Belmont), Pinheiro Machado (entre a rua Major Amarante e avenida Mamoré), Jatuarana (entre a avenida Campos Sales e BR-364), Presidente Dutra (entre a avenida 7 de Setembro e rua Padre Moretti), Amazonas (entre as ruas Joaquim Nabuco e José Amador dos Reis) e Rio Madeira (entre avenida Imigrantes e rua Santa Luzia).

Também serão contempladas as ruas Cabo Verde (entre rua Ponto Coqueiro e Rua E), Gonçalves Dias (entre 7 de Setembro e Calama), José Bonifácio (entre Barão do Rio Branco e Calama), Euclides da Cunha (entre Jaci-Paraná e Carlos Gomes), Atlas (entre Guaporé e Cabo Verde), Martinica (entre Lauro Sodré e Caramelo), Esron de Menezes (entre Alexandre Guimarães e Jaci-Paraná), Orion (entre Capricórnio e Zufia Paiva), Jacobina (entre Canindé e Blumenau) e Maringá (entre Canindé e Blumenau).

As benfeitorias serão feitas ainda nas ruas Ibotirama (entre Canindé e Blumenau), Cabedelo (entre Canindé e Petrolina), Ponto Coqueiro (entre Cabo Verde e Santa Elvira), Santa Elvira (entre Cabo Verde e Rua E), Aracari (entre Cabo Verde e Corrupção), Ponta Negra (entre Mamoré e Corrupção), Tenreiro Aranha (entre Goiás e Calama), Brasília (entre São Paulo e Padre Chiquinho), Salgado Filho (entre São Paulo e Padre Chiquinho), Getúlio Vargas (São Paulo e Amazonas), Pau Ferro (entre Dr. Godim e Louro), Almirante Barroso (entre Rogério Weber e Agenor Martins de Carvalho), Buenos Aires (entre Pinheiro Machado e Tiradentes), Daniela (entre Rio de Janeiro e Imigrantes), Andréia (entre Rio de Janeiro e Imigrantes), Gov. Ari Marcos (entre José Vieira Caúla e Alexandre Guimarães) e Ananias Ferreira (entre Rio de Janeiro e José Vieira Caúla).

Com PSL dominado por adversários, empresário vilhenense enfrenta “dilema partidário” para concorrer a prefeito

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O empresário Jaime Bagattoli ainda não confirmou sequer aos aliados mais próximos se será ou não candidato a prefeito de Vilhena no ano que vem. Seu nome vem sendo mencionado por causa do bom desempenho na disputa pelo Senado em 2018, quando, escorado na própria história pessoal de sucesso e empurrado pela “Onda Bolsonaro”, ele quase beliscou uma das duas vagas, ficando pouco atrás do ex-governador Confúcio Moura (MDB).
O problema enfrentado por Bagattoli, apesar da expressiva votação na cidade (acima de 80%) para senador, é de ordem partidária: além de ter todos os seus aliados expurgados da executiva do PSL no Estado, em Vilhena ele não sabe nem quem comanda a legenda.
Se quiser concorrer a prefeito, Jaime tem até março do ano que vem para decidir se permanece na sigla ou se busca abrigo em outra agremiação. Ele já teria, inclusive, recebido convite para se filiar ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), do vice-presidente Hamilton Mourão.
Mas, se mudar, o vilhenense enfrenta outro problema: perde a chance de assumir como senador, caso o senador Confúcio Moura (MDB) seja cassado por abuso de poder no pleito do ano passado, como é esperado por alguns de seus simpatizantes. Para sair sem perder o direito de herdar a cadeira de Confúcio, ele precisaria ser expulso do PSL.
FATOR MARCOS ROCHA
A maior dificuldade do empresário para viabilizar seu nome no PSL é o governador Marcos Rocha, que domina o partido em Rondônia. Os dois já trocaram afagos e palavras duras, e atualmente, continuam mutuamente amuados.
Pior: “na palavra” (porque não há diretório eleito na cidade), o atual presidente do PSL em Vilhena é o advogado Ricardo Zancan, secretário de Planejamento do prefeito Eduardo Japonês (PV), que pretende ir para a reeleição e quer Jaime fora do páreo. Aliás, o mandatário oriental tem se aproximado cada vez mais de Marcos Rocha, o que pode ajudá-lo a eliminar o adversário em potencial no ano que vem.

Donos de restaurantes de baleia celebram volta da caça para garantir ‘tradição da culinária japonesa’

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“Chef! Dois sashimis, três filés”, grita a garçonete na hora do almoço em um dos restaurantes de baleia mais famosos de Tóquio. A retomada da caça comercial de cetáceos trouxe o otimismo de volta a esses locais.

Nas mesas e no balcão do restaurante de Mitsuo Tani, de 64 anos, dos quais passou 46 cozinhando baleia, há funcionários de escritórios que têm pressa, jovens sozinhos e aposentados. Uma clientela bastante heterogênea.

O filé de baleia – 980 ienes ao meio-dia (7 euros, 7,90 dólares) – é o prato mais pedido. Há também um sortido de sashimis de diferentes partes do cetáceo (carne, pele, fígado), acompanhando de arroz e sopa.

Japão retoma a caça comercial de baleias após 30 anos de proibição

Japão retoma a caça comercial de baleias após 30 anos de proibição

Ele abriu seu restaurante em Tóquio depois de ter tido de fechar seu estabelecimento em Sendai (nordeste), devido ao tsunami de 2011. “Não conseguia mercadoria, era cada vez mais caro”, conta, enquanto prepara duas fatias de “rosbife de baleia”.

Novas receitas

Na capital, seu restaurante conquistou os paladares. Nunca houve problemas de abastecimento, nem mesmo durante as três décadas de moratória comercial (que tolerava apenas a caça com fins científicos).

Foi assim que Tani pôde continuar cozinhando baleia, mas não conseguiu transmitir sua arte.

“Com mais de 30 anos de interrupção de pesca comercial, ninguém se lançou no ofício, e isso não acontecerá da noite para o dia, de modo que a retomada não mudará as coisas de repente”, adverte Tani.

“Mesmo que alguns comecem agora, demorará 30 anos. E, se lhes parece um trabalho difícil demais, vão deixar de lado. A baleia tem que ser bem-feita, ou ninguém voltará a comê-la”, completou.

Em sua opinião, o consumo de baleia faz parte da cultura culinária japonesa. Por isso, fica feliz com a retomada da caça comercial, embora continue preocupado: “Temo que a quantidade diminua”.

No comando de outro estabelecimento de Tóquio, Sumiko Koizumi é mais otimista.

“A retomada da caça comercial é uma coisa excelente, temos a responsabilidade de divulgar os benefícios, de propor novas receitas”, comentou.

Itadakimasu

Para os consumidores, “será mais fácil comê-la. Primeiro, porque os supermercados serão mais propensos a sugeri-la, e os distribuidores estarão mais atentos às necessidades e em condições de responder a elas”, considera Koizumi.

Aos que se opõem à caça de baleia, alegando os riscos de desaparecimento de espécies, ou por ideologia, representantes do setor e autoridades respondem que as cotas (227 capturas entre julho e dezembro) foram fixadas justamente “para manter a população de baleias de forma sustentável”.

Como não se pesca em alto-mar – na Antártica, concretamente -, “as espécies comerciais serão distintas, mas, em geral, acredito que a qualidade melhorará”, afirma Kenta Yodono, representante da companhia pesqueira de baleias Kyodo.

Aos defensores dos cetáceos que denunciam a crueldade da caça, Yodono responde que “os pescadores japoneses as capturam para reduzir o tempo de agonia”.

“Qualquer animal que se come, primeiro, é preciso matá-lo”, lembra Tani.

“Os japoneses são tão conscientes disso – afirma Yodono – que não começam nunca a comer sem antes agradecer às divindades da natureza pela comida que lhe dão”. É o que significa a expressão “itadakimasu” (eu recebo).

Veja primeiras imagens do gorilinha nascido no Zoo de BH em junho

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O mais novo filhote de gorila do Zoológico de Belo Horizonte resolveu dar as caras nesta quarta-feira (3). A reportagem da TV Globo conseguiu captar as primeiras imagens do pequeno no colo e nas costas da mamãe Lou Lou e ao lado do papai Leon.

Nascido no dia 8 de junho, o gorilinha ainda vive grudado a mãe. Quando não está no colo, fica nas costas dela. De acordo com o gerente do Zoo, Humberto Mello, este é o único ponto de reprodução de gorilas em cativeiro da América do Sul e já conta com quatro filhotes. Ele afirmou que os órgãos internacionais de proteção à espécie, que está em extinção, comemoraram a chegada de mais um filhote.

Bebê gorila no colo da mãe Lou Lou — Foto: Reprodução/TV Globo

Bebê gorila no colo da mãe Lou Lou — Foto: Reprodução/TV Globo

O sexo do bebê ainda não foi identificado, pois ele não se separou da mãe. Mas Mello disse que o Zoo está na torcida para ser uma fêmea, pois os outros três filhotes são machos.

O nascimento do gorilinha foi confirmado pela Prefeitura de Belo Horizonte nesta sexta-feira (28). O quadro de saúde do bebê gorila é estável.

No recinto, além dos quatro filhotes, vivem três adultos. O mais velho é o macho Leon, que tem 21 anos e chegou ao zoológico em 2013, mesmo ano em que chegou Lou Lou, hoje com 15 anos. A outra fêmea é a Imbi, que tem 19 anos e chegou em 2011, quando o gorila Idi Amin ainda era vivo.

O primeiro da família a nascer no zoológico foi o Sawidi, em agosto de 2014, filho de Lou Lou; em seguida nasceu Jahari, em setembro de 2014, e Ayo, em maio de 2017, ambos filhos de Imbi.

Família de gorilas tem sete membros no Zoo de BH — Foto: Reprodução/TV Globo

Família de gorilas tem sete membros no Zoo de BH — Foto: Reprodução/TV Globo

Mergulhador encontra bomba da 2ª Guerra Mundial em mar de Fortaleza

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O corretor de imóveis e mergulhador nas horas livres Oscar Moreira pensou ter avistado uma garrafa no fundo do mar do litoral de Fortaleza. O artefato foi localizado a quatro quilômetros da Praia de Iracema. Ele retirou parte da sujeira e voltou para a superfície ainda pensando se tratar de um objeto antigo, mas não esperava que fosse uma bomba.

A peça foi achada no domingo (30), e o risco de ter nas mãos um material explosivo só foi dado pelos amigos oficiais de reserva da Marinha do Brasil, para quem Oscar encaminhou as imagens. A suspeita é de que se trate de uma cápsula explosiva não detonada, de uso em bateria antiaéreas. A bomba estava fincada na areia a aproximadamente 11 metros de profundidade.

“Eu mandei fotos para amigos da Marinha, só depois que percebi que estava correndo um grande risco”, afirma Oscar. Ele praticava mergulho livre com o amigo Régis. Eles estavam de caiaque e entraram na água numa área onde comumente são encontradas peças da década de 1940, quando Fortaleza era uma área estratégica de transporte marítimo tanto com fins comerciais como militares.

“Eu fiquei logo com medo, assustado, não quero passar mais nem um dia com essa peça comigo. É um risco grande”, afirma Oscar, que entrou em contato com a Capitania dos Portos, em Fortaleza, para poder entregar a bomba.

Origem da bomba

De acordo com o pesquisador Augusto Bastos, a bomba deve ter chegado ao local no período da Segunda Guerra Mundial, mas não se sabe a que equipamento militar ela pertenceu. “É cedo para dizer a origem dela, se veio de uma bateria antiaérea em terra, que havia esse equipamento em Fortaleza, ou mesmo de algum canhão em navios mercantes. Outra possibilidade é ter caído de algum avião. Uma investigação a partir do número de série da munição que poderá afirmar a origem do material. O que é mais preciso é que a peça não está detonada.”

Colegas da Marinha alertaram mergulhador sobre o risco de explosão — Foto: Camila Lima/G1

Colegas da Marinha alertaram mergulhador sobre o risco de explosão — Foto: Camila Lima/G1

Embora não tenha havido confrontos no período da Segunda Guerra Mundial, o Brasil, após a entrada na guerra ao lado dos Estados Unidos, armou a sua costa nos pontos mais estratégicos, como é o caso do litoral cearense. O historiador Henrique Braga aponta que o primeiro tiro brasileiro contra um submarino alemão ocorreu no mar do Ceará. Este submarino estaria, portanto, em águas cearenses, mas nunca foi localizado.

A bomba foi entregue na tarde desta quarta-feira (3) à Capitania dos Portos, em Fortaleza. O G1 acompanhou o recebimento pelos oficiais da Marinha, que preferiram não dar entrevista. Um dos militares chegou a sugerir, como hipótese, que se trate de uma espoleta graduada, ou seja, a bomba regularia a profundidade em que iria explodir.

A Capitania dos Portos recomenda que materiais desconhecidos encontrados no fundo do mar devem permanecer no local, devido ao risco de explosão.

Mergulhador encontra bomba da Segunda Guerra Mundial no litoral de Fortaleza — Foto: Camila Lima/G1

Mergulhador encontra bomba da Segunda Guerra Mundial no litoral de Fortaleza — Foto: Camila Lima/G1

Vírus do HIV é eliminado do genoma de animais vivos em pesquisa nos EUA

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Cientistas das universidades de Temple e Nebraska, nos Estados Unidos, eliminaram pela primeira vez o vírus responsável pela Aids do genoma de animais vivos.

A pesquisa que conseguiu realizar o experimento foi divulgada na terça-feira (2) em artigo na revista “Nature Communications”. O estudo mostra que um tratamento combinado de medicamentos e de edição genética conseguiu eliminar a presença do HIV-1 em ratos infectados pelo vírus.

“Agora nós temos um bom caminho para seguir em testes com primatas e a possibilidade de testes clínicos em pacientes humanos dentro de um ano”, disse em nota o pesquisador Kamel Khalili, da Universidade de Temple.

Como é o tratamento?

A edição genética foi aliada a uma variação da terapia antirretroviral de Longa Duração e Lenta Efetividade (Laser Art, em inglês). Ambas terapias, combinadas, conseguiram eliminar completamente o HIV em um terço das cobaias.

A equipe recorreu à tecnologia Crispr-Cas9 para uma terapia de genes que se mostrou efetiva em impedir os genomas de abrigar o vírus, mas não pôde eliminar sozinha a infecção pelo HIV.

Os medicamentos de controle da doença, usados nos tratamentos atuais, foram manipulados para serem absorvidos de maneira mais lenta pelas membranas celulares e assim acompanhar o ciclo do HIV.

As técnicas não conseguem acabar com a infecção individualmente e devem ser realizados em sequência. Juntos, os processos se unem para suprimir a reprodução dos vírus e eliminar completamente o DNA viral das células.

Próximos passos

Para confirmar que não houve resquício dos vírus, os cientistas inseriram células imunológicas dos animais que passaram pelo tratamento em ratos saudáveis e não foram registradas contaminações pelo HIV.

O grupo já pesquisa os efeitos do tratamento em primatas e, caso se mostre eficaz também com essa espécie, poderá ser repetido em humanos.

Os tratamentos atuais contra o HIV consistem no uso da terapia antirretroviral (TARV) que consegue suprimir a replicação do vírus, mas não consegue eliminá-lo. É um tratamento para toda a vida e se for interrompido pode ter um efeito de rebote que aumenta os riscos da Aids.

Vírus da Aids é transmitido pelo sangue, esperma e secreção vaginal

Com promessa de shows, negócios e diversão, maior festa do Cone Sul é aberta oficialmente em Vilhena

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Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 03, a abertura oficial da primeira Rondônia Rural Sul, no Parque de Exposições de Vilhena. O evento é uma união entre a Aviagro (Associação dos Agropecuaristas de Vilhena) e a Aciv (Associação Comercial e Empresarial de Vilhena) e reuniu autoridades de todo o Estado.

Durante os cinco dias de feira, entre 03 e 07 de julho, serão ministradas palestras e feitas negociações. Os portões do parque serão abertos às 08h30minh da manhã, e as negociações acontecem até as 18h. Porém, podem também ser feitas no período da noite. São mais de 100 expositores que estão no parque para mostrar seus produtos e serviços, além dos bancos com linhas de crédito diferenciadas.

No espaço do empreendimento estão sendo expostos também os trabalhos feitos pelos artesãos de Vilhena. O diferencial da festa é que os portões serão abertos ao público, apenas a entrada na arena será cobrada.

Quanto aos shows, nesta quarta-feira, 03, a cantora Marília Mendonça será a grande atração. Já na quinta-feira o entretenimento fica por conta da banda Forró Boys. Na sexta, Lauana Prado, uma revelação da música sertaneja, se apresentará no palco da Rondônia Rural Sul, e o encerramento dos shows fica para a dupla Jads e Jadson, que fará sua apresentação no sábado.

O secretário de Estado de Agricultura, Evandro Padovani, comenta que o Governo de Rondônia tem apoiado a feira, assim como deputados estaduais, que destinaram verbas para o evento.  A Seagri estará na Rondônia Rural Sul durante os cinco dias, e a presença do vice-governador Zé Jodan (PSL) também foi confirmada. Espera-se que o governador Marcos Rocha, também do PSL, confirme sua passagem pela festa. “Todos os incentivos que houve na Rondônia Rural Show estão sendo efetivados aqui na Rondônia Rural Sul, para apoio, a comercialização, a realizarem negócios. Trazemos também palestras técnicas para qualificação, para os nossos produtores em todas as áreas: animal, vegetal, assistência técnica, acesso ao crédito. Estamos aqui atendendo e dando o apoio necessário”.

Padovani ressalta a força do agronegócio na região, e como ele representa o PIB do Estado de Rondônia.

O vice-presidente da Emater, José de Arimateia, reforça que a entidade que representa, junto com a Seagri e a Idaron (Agência de Defesa Agrosilvopastoril de Rondônia) está trabalhando a mobilização de agricultores durante a feira, e também com crédito rural, que possibilita os financiamentos. “Temos também duas linhas de ação na área de concurso leiteiro, e expondo animais do Projeto Inseminar, que é um projeto de inseminação artificial em bovinos de leite para pequenos agricultores”, disse.

Os animais estão expostos para todos os que têm interesse em conhecer o melhoramento genético, e a melhoria de raças. “Estão mobilizados todos os nossos técnicos para dar esse apoio, e estamos mobilizando agricultores não só de Vilhena, mas de todo o Cone Sul”, completou.

O presidente da Aviagro, Kiko Campo Grande, disse que a grande expectativa é que a Rondônia Rural Sul se torne popular e que o comércio entenda que ela é da cidade e veio para fomentar a região durante o período da entressafra, trazendo crédito barato. “Outra expectativa é a de trazer tecnologia e que ela chegue até o produtor, ao agronegócio, e também promovemos entretenimento para a população à noite”, comentou. De acordo com o Kiko, a expectativa é que a feira movimente mais de 80 milhões de reais na geração de negócio, com um público de cerca de 50 mil pessoas.

A boa expectativa foi reforçada pelo presidente da Aciv, Olino Zoche, que disse que a perspectiva é muito boa pelos estandes que foram colocados e pelas empresas que estão na feira. “Vamos atingir o nosso objetivo, que é fortalecer o comércio da cidade e do Cone Sul. Além disse, fortalecemos também o artesanato e a agroindústria. As entradas serão liberadas durante o dia, e esperamos que sejam comercializados muitos produtos, e que também sejam utilizados os créditos que os bancos  colocaram à disposição. Uma parceira entre a Aciv e a Aviagro que foi fantástica, uma mudança de tipo de feira, e eu acho que tem tudo para dar certo”, frisou.

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