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sexta-feira, julho 3, 2026
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Enem vai ser 100% digital até 2026, diz Inep

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai deixar de aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em papel a partir de 2026.

A transição do papel para o computador vai começar em 2020 com um projeto-piloto para 50 mil candidatos de 15 capitais, explicou Alexandre Lopes, o novo presidente do Inep, em entrevista coletiva a jornalistas em Brasília, na manhã desta quarta-feira (3).

Principais pontos das mudanças anunciadas:

  • Em 2020, o Enem terá as duas aplicações anuais, além de uma aplicação em formato digital em dois dias de outubro;
  • A aplicação em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
  • A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de participantes;
  • O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
  • O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores, mas sim usar equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
  • Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
  • A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
  • Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
  • O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.
Custo estimado em R$ 20 milhões

“As primeiras aplicações digitais serão opcionais”, informou o Ministério da Educação em uma nota distribuída aos jornalistas, explicando que a estimativa de custo do projeto-piloto é de R$ 20 milhões.

“Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel”, diz o comunicado, enfatizando que, “em caso de problemas logísticos na aplicação digital, o participante poderá participar da reaplicação”.

Na primeira aplicação do piloto, as 50 mil vagas serão preenchidas por ordem de chegada dos inscritos que optarem por participar dela no ato de inscrição.

“A gente acha que vai ter fila de espera para fazer o primeiro piloto. O nosso objetivo é fazer com 1% no primeiro piloto”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

O processo de inscrição será o mesmo para todos os candidatos, assim como o valor da taxa.

Aumento gradual de aplicações

Segundo Lopes, na edição de 2020, o Enem terá três aplicações, ao contrário das duas que ocorrem todo ano – uma regular e uma reaplicação para candidatos de locais de provas que enfrentaram problemas logísticos, na mesma data do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL).

“Ano que vem, 2020, teremos três aplicações do Enem, a regular em papel, a reaplicação e mais uma data de prova, o Enem digital, para 50 mil pessoas”, explicou Alexandre Lopes, presidente do Inep.

“Em 2021 [o Enem digital] continua sendo opcional, com duas provas digitais, além da aplicação regular. De 2022 a 2025 a gente vai aumentando a quantidade de provas ao longo do ano, atingindo quatro provas por ano”, disse Lopes sobre o escalonamento do Enem digital no período de transição. Em 2026, não haverá mais Enem aplicado em papel.

Datas do Enem 2020 definidas

O Enem digital em formato piloto em 2020 acontecerá nos dias 11 e 18 de outubro do ano que vem. Já o Enem regular acontecerá em 1º e 8 de novembro de 2020.

A reaplicação para os dois modelos acontecerá em dezembro.

Segurança

O ministro da Educação afirmou que a segurança do processo digital será garantida pelo Inep, e explicou que, atualmente, o processo de execução do Enem já é quase todo feito digitalmente. “A parte da aplicação é analógica, todo o resto é passado no computador”, disse Weintraub.

“O bandido, principalmente um bandido sofisticado, ele é um agente racional. Se é um louco, não tem capacidade de fazer uma fraude dessa. E um agente racional considera a relação risco-retorno”, afirmou ele.

O ministro ressaltou que tentativas de fraude seriam hipoteticamente mais fáceis na hora de atribuir a nota final de um candidato, com mudanças feitas diretamente no sistema, e não durante a aplicação do exame.

Bolsonaro não viu a prova do Enem 2019

Questionado durante a entrevista coletiva, Weintraub afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não teve acesso à prova do Enem 2019 – segundo o Inep, a mídia digital contendo o conteúdo desta edição foi entregue à gráfica na última sexta-feira (28), e a impressão será feita neste mês.

“Eu não li a prova, o presidente não leu, e o Camilo [Mussi] não leu”, disse o ministro da Educação, confirmando, em seguida, que Alexandre Lopes, recém-empossado presidente do Inep, tampouco teve acesso às questões que serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.

“Não adianta pedir uma dica pra nenhum dos quatro, porque a gente não tem ideia do que tem nas questões. Antes da aplicação eu não pretendo ler. Ninguém vai ler, salve uma hecatombe nuclear. Eu tenho uma base estatística forte, então, zero probabilidade.” – Abraham Weintraub, ministro da Educação

Polícia de RO descobre casa de prostituição onde meninas de 13 a 16 anos eram mantidas presas

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A Polícia Civil está investigando um caso de exploração sexual de quatro meninas no distrito de União Bandeirantes, em Porto Velho. Na última semana, uma mulher de 39 anos foi presa após uma das garotas que haviam sido aliciadas por ela conseguir fugir do bar onde eram mantidas presas e faziam programas. O caso está sendo investigado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

A adolescente de 16 anos, que conseguiu fugir, foi até a Polícia Militar (PM) do distrito e contou que é do estado do Acre e foi aliciada com outras duas amigas com a promessa de ter alimentação, moradia e o transporte até o distrito pagos pela dona do bar.

Quando chegaram no local, as jovens foram surpreendidas por regras rígidas na casa de prostituição. Ao G1, a delegada da DEPCA, Janaína Xander, contou que uma das regras era a proibição das adolescentes saírem da casa. Se saíssem, tinham que pagar uma multa à aliciadora.

“Lá elas não podiam deixar o ambiente. Tudo era cobrado uma multa para mantê-las sob controle naquela situação de exploração”, disse.

Ainda segundo o registro policial, uma das menores contou que fez cinco programas e todo o dinheiro foi recolhido pela mulher por uma dívida que ela cobrava da jovem.

Revoltada com as regras impostas pela exploradora, a menina fugiu e avisou os policiais, que foram até o local e encontraram as outras três garotas que eram mantidas presas. Elas afirmaram ter idade entre 13 e 16 anos.

Uma delas, segundo a polícia, estava consumindo bebida alcoólica, no bar que funcionava junto à casa onde as meninas faziam os programas, quando os militares chegaram.

A dona do bar, que aliciou as meninas, foi presa e levada à Central de Polícia em Porto Velho. Ela continua presa. As quatro adolescentes estão em um abrigo para menores na capital.

Durante essa semana deve acontecer a escuta especializada das garotas, feita por psicólogo e assistente social, para que não haja revitimização das jovens ao relatar as violências que sofriam.

“O próximo passo é fazer a escuta especializada dessas garotas, para saber se além dessa situação de exploração sexual, se elas não sofreram mais nenhum crime, localizar a família delas e saber como elas saíram de casa e chegaram lá”, explicou Janaína Xander.

Nos próximos dias, o resultado das investigações da Polícia Civil deve ser enviado ao Ministério Público para continuidade do processo e oferecimento da denúncia à Justiça.

A delegada relembra a importância das denúncias nesses casos, para que a polícia aja impedindo esse tipo de crime.

“Quem tiver informações de casas de prostituição, exploração sexual, faça a denúncia, pode ser no disque 100 (Ministério dos Direitos Humanos), no 197 (Polícia Civil), mas quando fizer a denúncia, dê maiores detalhes”, pede a delegada.

Produtores colhem café clonal pela primeira vez em Vilhena, RO

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Produtores de Vilhena (RO), na região do Cone Sul, estão colhendo café clonal pela primeira vez no município. De acordo com a Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), a cidade não tem tradição de produzir o grão, mas a colheita está mostrando que é possível inserir a cultura nas propriedades.

O produtor João Batista Chagas, de 33 anos, produz hortaliças e, há dois anos, aceitou o desafio da Emater-RO de plantar café clonal. Ele conta que tinha vontade de trabalhar com o café, mas acreditava que as características de Vilhena, como o solo e o clima, impossibilitavam a produção.

“Pensei que Vilhena não dava café. Quando plantei as 5 mil mudas, achavam que eu era doido. E agora, a gente viu que é possível produzir café aqui. Se continuar assim, penso em deixar as hortaliças”, explica João.

O produtor João Aparecido Barboza, de 58 anos, trabalha com hortaliças há mais de 10 anos e está vendo no café clonal uma nova possibilidade de cultura. Ele plantou 1 mil mudas da espécie. “Tem que adubar bem a terra, mas produzimos bem. Agora vamos avaliar sobre as nossas produções”, diz.

Café deve ser beneficiado em Cacoal (RO) — Foto: Eliete Marques/G1

Café deve ser beneficiado em Cacoal (RO) — Foto: Eliete Marques/G1

Conforme a Emater-RO, ao todo, são cerca de 40 hectares de café plantados na cidade; 30 deles da espécie clonal. Embora seja uma produção pequena, a associação acredita que a colheita está servindo para “quebrar paradigmas” na cidade.

“Havia uma tradição de que o município de Vilhena não poderia produzir café, por causa do clima, solo e altitude. Mas mudanças no sistema de produção, entre elas, adubações mais profundas, mostram que é possível. Estamos conseguindo, aos poucos, demonstrar que esse café pode ter muita produtividade”, enfatiza o engenheiro agrônomo Maciel Lemos.

Segundo a Emater-RO, nesta colheita, a média de produção está sendo de 50 sacas por hectare. O grão deve ser beneficiado em Cacoal (RO), pois Vilhena ainda não tem estrutura para o processo.

“Esta colheita são de plantas com dois anos. No terceiro ano, acreditamos em 100 sacas por hectare. Ano que vem a expectativa é que as áreas de café cresçam exponencialmente no município”, enfatiza o engenheiro.

Segundo Emater, expectativa é de crescimento de áreas plantadas em Vilhena  — Foto: Maciel Lemos/Emater

Segundo Emater, expectativa é de crescimento de áreas plantadas em Vilhena — Foto: Maciel Lemos/Emater

Pesquisa revela que 93% dos poços escavados possuem água contaminada em Ariquemes, RO

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Uma pesquisa feita em conjunto por vários órgãos de saúde revelou que 93% dos poços escavados estão com água contaminada por coliformes totais em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Os dados também apontaram que 67% dos poços estão contaminados pela bactéria escherechia coli. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela Agência Municipal de Regulação (AMR), na segunda-feira (1°).

A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), AMR e Vigilância de Saúde do município, sendo realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Agência de Vigilância de Saúde (Agevisa) de Rondônia.

Ao todo, 30 amostras de água foram coletadas no município, entre os dias 24 e 25 de junho, sendo 15 amostras de água provenientes do sistema de fornecimento de água tratada e 15 amostras provenientes de poços escavados.

Ao todo, foram coletadas 30 amostras: 15 de poços escavados e 15 de sistema de água tratada.  — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução

Ao todo, foram coletadas 30 amostras: 15 de poços escavados e 15 de sistema de água tratada. — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução

O técnico de qualidade de água da Funasa, Sirlei Gomes de Lima, explicou como foi feito o procedimento para a constatação da presença de bactérias na água.

“Submetemos essas amostras a um produto reagente e os deixamos na encubadora durante 24 horas. As amostras ficaram na temperatura de 35°C, que é a temperatura ideal para o crescimento de bactérias. As que existiam algum micro-organismo apresentaram coloração azulada e as que não existiam permaneceram da mesma forma que foi colocada”, explicou.

Para o técnico de qualidade, o resultado das amostras é assustador para a população em geral que utiliza a água dos poços escavados para consumo, sendo uma situação encontrada em todo o estado, nos locais que não possuem obras de esgotamento sanitário e rede de água tratada.

Conforme resultado, 93% dos poços possuem coliformes totais e outras 67% possuem escherechia coli.  — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução

Conforme resultado, 93% dos poços possuem coliformes totais e outras 67% possuem escherechia coli. — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução

De acordo com o resultado, 14 amostras coletadas nos poços escavados possuem os coliformes totais, representando um total de 93%. Outras 10 amostras possuem a bactéria escherechia coli, equivalente a 67%. Já as amostras provenientes do fornecimento de água tratada não apresentavam nenhuma das bactérias.

Para evitar a contração de doenças, Sirlei Gomes alertou a população para não consumirem a água dos poços escavados, assim como não utilizar os poços como fossas.

“A recomendação do Ministério da Saúde é de que as pessoas mudem alguns hábitos para evitarem que fiquem doentes, como abandonar esses poços escavados que estão com água imprópria para o consumo humano e não o utilize como fossa, pois contaminará todo o lençol freático, causando um risco para a saúde pública”, alertou.

Os micro-organismos encontrados, causam infecções gastrointestinais, urina e de boca, com sintomas que vão de diarreia, dores abdominais e vômito até febre. O risco é maior para pessoas com baixa imunidade, como crianças, idosos e quem está passando por algum tratamento de saúde.

Secretaria Nacional de Segurança Pública confirma doação de helicóptero ao Acre

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O governo do Estado do Acre recebeu da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) a doação de um helicóptero modelo AS 350 B2 (Esquilo) para ser utilizado em missões de combate ao crime e no transporte de pacientes em locais isolados. A aeronave possui duas turbinas e tem capacidade para transportar quatro passageiros e dois tripulantes.

A aquisição do moderno helicóptero foi liderada pelo governador Gladson Cameli. O gestor acreano não mediu esforços para garantir a doação ao mostrar que a aeronave é de extrema importância para o Acre, principalmente, por conta de suas peculiaridades geográficas.

“Fomos oficialmente informados da aquisição sem nem um custo de um novo helicóptero que atenderá as nossas secretarias, principalmente a Saúde e Segurança Pública. Essa aeronave vai ajudar a combater o crime organizado e também terá a utilidade de serviço de resgate aéreo”, ressaltou Cameli.

A doação foi confirmada, oficialmente, no fim de junho. A partir de agora iniciam-se os trâmites legais para a conclusão da doação do helicóptero. A expectativa é de que a aeronave esteja sobrevoando os céus acreanos até o fim do segundo semestre de 2019.

“Quero agradecer ao secretário Nacional de Segurança Pública, Guilherme Theópançahilo, e ao governo federal que atenderam prontamente ao nosso pedido e isso é uma grande conquista para o Estado porque essa aeronave irá nos trazer inúmeros benefícios”, enfatizou.

Esta é a segunda aeronave doada ao governo do Acre somente este ano. Em fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal cedeu um avião bimotor Sêneca III com capacidade para sete passageiros e um tripulante ao Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Moro não reconhece diálogos vazados

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O ministro da Justiça, Sergio Moro, não reconheceu a autenticidade dos diálogos com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Moro participa de audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para esclarecer as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil. As  mensagens, segundo o Intercept, indicam que Moro orientou o trabalho do Ministério Público Federal.

Na declaração inicial, Moro defendeu o trabalho da Lava Jato. Afirmou nunca ter agido de forma ilegal. Segundo ele, o ataque a celulares de autoridades é criminoso e busca prejudicar o resultado das investigações.

Ainda de acordo com o ministro, “alguém com muitos recursos” está por trás dos ataques de hackers aos celulares de procuradores que deram origem aos áudios do Intercept Brasil. Ele disse acompanhar as investigações da Polícia Federal como “vítima”.

“Alguém com recursos porque não é a tentativa de ataque de um celular, mas a tentativa de ataque de vários, em alguns casos, talvez, com sucesso, o que não parece corresponder a atividade de um adolescente com espinha na frente de um computador”, afirmou Moro.

Um dos autores do requerimento de convite, o deputado Darcisio Perondi (MDB-RS) saiu em defesa do ministro e exaltou o Parlamento. “Vinda do ministro reflete o saudável exercício da democracia, pois permite a explicação dos vazamentos criminosos”, disse o vice-líder do governo.

Nesta audiência, o clima é de animosidade, bem diferente da reunião realizada no Senado em 19 de junho. Na ocasião, Moro negou conluio com procuradores, mas foi tratado com mais cordialidade pelos senadores, inclusive os oposicionistas.

A deputada Érika Kokay (PT-DF) definiu a Lava Jato como uma farsa. Reclamou da mensagem em que o então juiz federal aconselhou o Ministério Público a não investigar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Disse que as delações premiadas foram escolhidas seletivamente, o que desmoraliza o combate à corrupção. “O país está vivendo uma farsa no Palácio do Planalto”, encerrou.

Final de campeonato

Antes do início da audiência, o clima era de final de campeonato. No lado de fora, manifestantes se dividiam entre palavras de apoio ao ministro e atos em desagravo.

Dentro da Comissão de Constituição e Justiça, petistas e governistas trocavam provocações. Presidente do colegiado, o deputado Fernando Francischini (PSL-PR) anunciava o sumiço dos óculos de Perpétua Almeida (PCdoB): “Pessoal, a deputada Perpétua perdeu seus óculos”.

Os pedidas aproveitaram para ironizar o ministro: “Manda um telegram para o Moro, Perpétua”. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), reagiu na hora: “Manda um telegram para o Lula. Se querem provocar, então vamos provocar”. O ex-presidente Lula está preso em Curitiba, após condenação no âmbito da Operação Lava Jato.

Moro comparece à Câmara para falar sobre vazamento de diálogos com procuradores da Operação Lava Jato divulgados pelo site Intercept. Mensagens reveladas pelo veículo indicam troca de colaboração entre Moro, então juiz federal, e Deltan Dallagnol, procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Segundo a lei, o juiz não pode auxiliar ou aconselhar nenhuma das partes do processo.

O Escolhido: Crítica da 1ª temporada

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O cenário de O Escolhido, nova série brasileira produzida pela Netflix, possibilita diversas leituras ao espectador: há o embate entre fé e ciência, personagens que passam a conhecer e vivenciar de perto outro tipo de crença (o que, de fato, os fazem entrar numa nova realidade), e também existe uma aura de mistério que paira do início ao fim devido ao dom do personagem principal. Há inúmeras camadas interessantes dentro da série e, por mais que todas não sejam devidamente desenvolvidas a fundo ao longo dos seis episódios deste primeiro ano, ela consegue abordar alguns destes temas introdutórios para que conheçamos pelo menos uma parcela este universo peculiar e propositalmente isolado.

A premissa, que gira em torno da chegada de três médicos – Lúcia (Paloma Bernardi), Enzo (Gutto Szuster) e Damião (Pedro Caetano) – a um vilarejo a fim de vacinar a população contra uma nova mutação do vírus da Zika, é realmente um resumo muito inicial. Se no primeiro episódio existe a instauração do conflito dos profissionais com os habitantes fiéis a uma pessoa intitulada como “O Escolhido”, nos capítulos seguintes há uma aproximação muito íntima para com aquele aquele local tido como sagrado e intocável. Por não poupar questões que chamam a atenção (como quando o personagem-título chegou à sua posição de curador, ou por que somente aquele povoado é digno de cura), a série ganha fôlego, mas falha no sentido de deixar algumas pontas soltas que poderiam ser trabalhadas de modo mais amplo caso não houvesse uma abordagem muito centrada no grupo que segue o misterioso homem.

No entanto, o ritmo e a divisão dos episódios são muito bem executados, de modo que conseguem traçar pontualmente até onde o ceticismo do trio de médicos vai, até chegar o momento em que todos passam a enxergar que os feitos d’O Escolhido não são cercados por mentiras. Por mais que falte maiores explicações sobre sua atuação como curandeiro e figura santa, é possível se aproximar facilmente da rotina do homem e seus fiéis muito pela ambientação da produção, que explora diversos cantos do Pantanal a fim de entregar cenários exóticos e muito bem detalhados – seja com objetos, o acampamento isolado e totalmente preparado, a igreja em que alguns rituais acontecem e, em suma, toda a cidade, que fora preparada com afinco (incluindo com a participação dos próprios moradores) para dar mais identidade à narrativa. A direção de arte faz um excelente trabalho para tornar todo este universo crível, assim como é possível ver em 3%.

A fluidez do roteiro é um dos pontos que mais se destacam em O Escolhido, pois a dinâmica entre dois grupos distintos é o que move toda a trama. Por vezes, elementos enigmáticos são apresentados com bastante regularidade (especialmente nos três primeiros episódios), mas acabam por ser substituídos pelas sub-tramas entre personagens. Lucia e O Escolhido (Renan Tenca) são os protagonistas de cada lado, expondo bem o ceticismo e a fé, mas Lucia perde um pouco de sua força a partir do momento em que passa a ficar mais próxima do líder daquele local. Sua ambição admirável de querer levar a medicina para todos dá espaço para uma certa ingenuidade com relação aos moradores locais, especialmente quando ela repentinamente se vê como elemento essencial para os planos dali. A ligação de Lucia com a civilização de Aguazul é digna e faz sentido no aspecto geral, mas algumas escolhas da personagem soam questionáveis e rápidas demais devido ao número reduzido de episódios e uma maior atenção a conflitos particulares.

Com uma construção que abre portas para uma interpretação que vai muito além do embate “ciência vs fé” (tema tão atual no cenário brasileiro) mas acaba apenas introduzindo tal chance, O Escolhido não aproveita todo o potencial que tem, especialmente por entregar uma mitologia tão original e tão rica que explora um pouco de nosso país. Questionamentos sobre a ignorância da religião são levemente trabalhados, mas ainda assim a sensação de que algo está faltando persiste, por mais que toda a construção de personagens e ambientes sejam o suficiente para prender a atenção e fazer valer a maratona. O trabalho de Carolina Munhóz e Raphael Draccon no texto da série é realmente minucioso, mas por sermos inseridos tão rapidamente àquela realidade oculta alguns diálogos acabam sendo muito expositivos – ou pouco naturais, também.

O Escolhido possui uma chance de ouro em mãos caso for renovada para uma nova temporada: o gancho que a cena final traz é firme, mas só poderá ser eficiente caso a série realmente mergulhe mais a fundo nas matas do Pantanal e nas motivações do personagem principal – assim como num maior aproveitamento do que é proposto ao público inicialmente. No mais, a produção tem capacidade de sobra para garantir mais profundidade no futuro, pois a tensão já está completamente instaurada e a motivação de cada personagem está tão clara quanto as águas que cercam Aguazul.

MPF recomenda que Unir verifique autenticidade de autodeclarações de candidatos às vagas de cotas raciais

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A Universidade Federal de Rondônia (Unir) recebeu uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que estabeleça no edital do vestibular como serão verificados os requisitos das pessoas que disputam as vagas reservadas nas cotas raciais. O MPF tem recebido reclamações de diversos estudantes informando que pessoas brancas estão ocupando as vagas reservadas para estudantes negros e pardos.

Caso a Unir opte por utilizar uma banca verificadora, a orientação do MPF é que se priorize o contato presencial com a pessoa interessada na vaga reservada na cota racial. Além disso, o MPF sugere que a banca seja composta por avaliadores de diferentes gêneros, naturalidade, idade, origem étnico-racial e com representantes de professores, alunos e funcionários da Unir. Também foi orientado à Unir que a autodeclaração somente seja rejeitada por unanimidade dos membros da comissão.

Em todas as situações, a Unir deve assegurar o respeito aos princípios da dignidade da pessoa humana, do contraditório e ampla defesa, da igualdade de tratamento entre os candidatos, da publicidade e do devido processo legal. A Universidade tem prazo de 15 dias para responder se vai acatar ou não a recomendação e apresentar documentos que comprovem o seu cumprimento.

Cotas raciais – A Lei 12.711/2012 determina que as universidades reservem, em cada vestibular, por curso e turno, no mínimo 50% de suas vagas para estudantes de escolas públicas. As universidades devem preencher parte desses 50% por estudantes autodeclarados pretos, pardos ouindígenas e por pessoas com deficiência. O cálculo do número de vagas para cada grupo é proporcional ao percentual de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência presente em cada estado, conforme dados do último censo do IBGE.

O procurador da República Raphael Bevilaqua argumenta que a reserva de vagas se justifica na medida em que a desigualdade racial no Brasil tem raízes históricas e vem resistindo à passagem do tempo, inclusive ao processo de modernização das instituições nacionais. “A população afrodescendente ainda é a maior atingida pela violência, pelo desemprego e falta de representatividade política. No Brasil, predomina o preconceito racial de marca, no qual os indivíduos são preteridos ou excluídos não em virtude de sua origem ou ascendência, mas por portarem os traços ou marcas fenotípicas do grupo étnico-racial a que pertencem, como cor da pele, traços faciais e textura dos cabelos”, expõe.

Bevilaqua aponta que o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou sobre a legalidade do sistema misto de identificação racial no caso das vagas reservadas em universidades federais, podendo haver tanto a autodeclaração quanto a banca de verificação.

Com questionário definido, conheça as perguntas que serão feitas no Censo 2020

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Após definir os temas e o tamanho dos questionários do Censo 2020, o IBGE divulgou hoje (1) as perguntas que serão respondidas pela população no ano que vem. O questionário básico, aplicado em todos os domicílios do país, terá 26 perguntas,  sendo que a última, já prevista, não havia sido computada anteriormente, pois não exige uma resposta do informante. Já o da amostra, com 76 questões, será respondido por 10% dos lares brasileiros.

Os questionários serão testados durante o Censo Experimental, previsto para acontecer entre setembro e novembro deste ano, no município de Poços de Caldas (MG). Essa etapa será um ensaio geral para avaliar e aperfeiçoar a logística da operação censitária.

O Censo vai coletar informações em todos os 5.570 municípios brasileiros. Cerca de 180 mil recenseadores estarão nas ruas entre os meses de agosto e outubro de 2020 para contar uma população estimada em 213 milhões de habitantes.

BNDES apresenta novas linhas de financiamento para empresários de Manaus

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Palestra “BNDES em Manaus” acontece nesta terça-feira, 2, às 17h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas – FIEAM.

Na ocasião, serão apresentadas as formas de apoio do BNDES, com destaque para dois novos produtos voltados ao médio empresário: o BNDES Crédito Direto Médias Empresas e o BNDES Direto 10.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), promoverá a palestra “BNDES em Manaus” nesta terça-feira, dia 2 de julho, às 17h, para divulgar as novas linhas de financiamento para as médias empresas. O evento é voltado para os empresários de Manaus e arredores, que também poderão esclarecer dúvidas com a equipe de atendimento do BNDES.

Além dos já conhecidos produtos para as médias empresas – como o BNDES Finem e o BNDES Finame Direto – o “BNDES em Manaus” vai apresentar novidades. O BNDES Crédito Direto Médias Empresas tem como foco financiamentos acima de R$ 10 milhões, com possibilidade de apoio a todos os itens financiáveis e a até 40% do valor total na forma de capital de giro. Já o BNDES Direto 10 permite financiamentos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões para setores de alta complexidade tecnológica e intensivos em conhecimento (atividades como tecnologia da informação, educação, economia criativa, eficiência energética, complexo industrial da saúde, autopeças, bens de capital e defesa).

Desempenho do BNDES – De janeiro a março de 2019, foram aprovados R$ 91 milhões em operações para o Estado do Amazonas, a maioria para setores de infraestrutura (75% do total), via BNDES Finame (93%). Os desembolsos neste mesmo período foram de R$ 57 milhões. No ano de 2018, as aprovações e os desembolsos para o Amazonas foram de R$ 328 milhões (dos quais 18% para médias empresas) e R$ 279 milhões (dos quais 28% para médias empresas) respectivamente.

Palestra “BNDES em Manaus – Conheça as novas linhas para médias empresas”
Quando: Terça-feira, 2 de julho de 2019
Horário: 17h
Local: Auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas – FIEAM (Avenida Joaquim Nabuco, 1919, Centro, Manaus/AM)
Evento gratuito 
Inscrições: denoc@bndes.gov.br

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