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sexta-feira, julho 3, 2026
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Cavalgada da Rondônia Rural Sul reúne centenas de cavaleiros em Vilhena

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A cavalgada da 1ª Rondônia Rural Sul reuniu centenas de cavaleiros e amazonas na manhã deste sábado (29), em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A festa acontece entre os dias 3 e 7 de julho. A cantora sertaneja Marília Mendonça é uma das atrações do evento.

De acordo com a organização, oito comitivas participaram do evento, com cerca de 600 pessoas montadas em cavalos. A concentração aconteceu na Praça Padre Ângelo Spadari e a cavalgada seguiu pelas Avenidas Major Amarante e Brigadeiro Eduardo Gomes, até o Parque de Exposições da cidade.

A cavalgada é um evento tradicional da Exposição e Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Vilhena (Expovil), que estava na 33ª em 2018. Contudo, este ano o evento mudou para Rondônia Rural Sul.

Madrinha do rodeio, princesas e rainha da Rondônia Rural Sul — Foto: Eliete Marqueha, s/G1

Madrinha do rodeio, princesas e rainha da Rondônia Rural Sul — Foto: Eliete Marqueha, s/G1

Conforme a organização, a mudança no nome se deu em virtude da fusão da Associação Vilhenense dos Agropecuaristas (Aviagro) e Associação Comercial e Empresarial de Vilhena (Aciv).

O evento deve apresentar shows, rodeios, leilões, concurso leiteiro, exposição de animais, tecnologia de produção, parque de diversões, gastronomia, entre outras atividades.

A expectativa para este ano, segundo a organização, é que mais de 80 mil pessoas passem pelo parque de exposições, nos cinco dias de festa.

Confira a programação da Rondônia Rural Sul:

03/07 – Marília Mendonça

04/07 – Forró Boys

05/07 – Lauana Prado

06/07 – Jads e Jadson

07/07 – Leilão

Todas as noites – Rodeio

Relatório final da CPI de Brumadinho será apresentado nesta terça-feira

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O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, será apresentado nesta terça-feira (2) pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).

Viana vai pedir o indiciamento de 14 pessoas, entre elas, executivos da Mineradora Vale. A segunda parte do parecer sugere a votação de três projetos que tratam de crimes ambientais, da segurança de barragens de rejeitos e da tributação da exploração de minérios no país.

O fim das barragens de resíduos no prazo de dez anos e a definição do valor para o pagamento de indenizações também serão apontados no relatório, que tem votação prevista para o dia 9 de julho.

A reunião está marcada para as 13h, na sala 13 da Ala Senador Alexandre Costa. A presidente da CPI de Brumadinho é a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES).

Parecer sobre pacote anticrime pode ser apresentado amanhã

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O relator do grupo de trabalho sobre o pacote anticrime (PLs 10372/18, 10373/18 e 882/19), deputado Capitão Augusto (PL-SP), pode apresentar seu parecer nesta terça-feira (2). O grupo de deputados trabalhou com sugestões feitas por outro grupo liderado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes; e com o texto enviado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. O pacote trata de organizações criminosas, crimes hediondos e corrupção.

O relator destacou mudanças na legislação sobre organizações criminosas, que endurecem o regime para integrantes de facções.

“Uma série de medidas para ressocialização do preso, como progressão de pena e saídas temporárias, não poderão ser concedidas a quem pertencer a facção criminosa. Porque ele pertencendo a uma facção criminosa, ele está sendo utilizado ainda como soldado dessa facção, o que mostra que não está visando a recuperação, a reintegração à sociedade”, justificou.

Segundo Capitão Augusto, o pacote elimina recursos desnecessários na Justiça e melhora as ferramentas de investigação com a criação do banco balístico. “Toda arma que vá ser comercializada no Brasil precisa primeiro ser registrada nesse banco balístico para começarmos a aumentar o índice de elucidação de crimes no País.”

O banco genético, que hoje teria cerca de 30 mil pessoas, seria fortalecido com a obrigatoriedade de inclusão de qualquer preso, informou o deputado. O banco seria semelhante ao dos Estados Unidos, que tem 12 milhões de pessoas, ainda de acordo com o relator.

Capitão Augusto acredita que o grupo de trabalho é favorável a 80% das sugestões iniciais.

Se for aprovado pelo grupo, o texto será analisado em seguida por uma comissão especial, antes de seguir para o Plenário da Câmara.

A reunião para apresentação do parecer está marcada para as 10 horas, em local a definir.

Número de estabelecimentos de produtos de origem animal em Rondônia salta de 20 para 60 em dois anos

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A Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa), pertencente a Agência de Defesa Sanitária Agrossilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), iniciou o mês de junho com uma agenda repleta de atividades. Do dia 4 ao dia 7 deste mês, a Gipoa capacitou 23 médicos veterinários do órgão, em planos de autocontrole, que estabelecem requisitos gerais de higiene e boas práticas de elaboração de alimentos voltados ao consumo humano. Atividades já realizadas pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE).

“Para nós continuarmos equivalentes ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), precisamos implantar esses programas de autocontrole que englobam: Boas Práticas de Fabricação (BPF), Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs), Procedimentos Sanitários Operacionais (PSO), Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) entre outros” explicou a gerente da Gipoa, Margarete Garbellini.

Segundo ela, os estabelecimentos que trabalham com produtos de origem animal: carnes, ovos, leite, mel e derivados, precisam seguir as normas contidas nos planos de autocontrole, para dessa forma entrarem no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi).

Em 2018, devido ao bom resultado nas inspeções sanitárias, Rondônia passou a integrar o Sisbi. Um momento importante para a economia, que saiu ganhando com a expansão das vendas dos produtos regionais. Hoje, o Estado já conta com 56 estabelecimentos que possuem o selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), sendo 22 estabelecimentos voltados à produção de carnes e derivados, 25 à produção de leites e derivados, 4 à produção de mel, 3 à produção de ovos e 2 voltados à produção de pescados. Segundo a gerente, destes, apenas dois frigoríficos possuem o selo Sisbi.

‘’Com essa equivalência ao Ministério da Agricultura, o mercado de Rondônia abre novas portas. Esses estabelecimentos com o selo Sisbi vão crescer no mesmo padrão de qualidade exigido pelo órgão, e vão poder comercializar os produtos em todo o país. Nossa meta é ainda aumentar o número de estabelecimentos e conseguir mais selos”, destacou Margarete.

Segundo ela, com a implantação da Gipoa em 2017, a Idaron teve vários resultados positivos.  “Nós aumentamos o nosso corpo técnico, e implantamos uma série de ações como a realização de auditorias nos estabelecimentos, ampliação e autonomia dos nossos planejamentos, aquisição de materiais novos, entre outras mudanças, de forma que pudéssemos ter um ótimo desempenho”.

De acordo com Tony Tenório, fiscal estadual agropecuário, com a Gipoa, o serviço de inspeção em Rondônia está em constante expansão. “Em comparação aos anos anteriores, o SIE cresceu bastante. O número de estabelecimentos saltou de 20 para mais de 50 em Rondônia, e todos os meses abrem novos estabelecimentos.  Tudo isso graças aos investimentos do governo do estado, parceria com outras secretarias e com a Emater”, conclui o fiscal agropecuário.

Festival ‘Rock In Leste’ acontece nos dias 6 e 7 de julho em Porto Velho

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O rock chega na Zona leste de Porto Velho. Nos dias 6 e 7 de julho, a Prefeitura, por meio da Fundação Cultural (Funcultural), realiza o festival ‘Rock in Leste 2019’. O evento será realizado na praça das Três Marias, localizada no bairro Três Marias, a partir das 18h. Durante o festival, comidas e bebidas serão vendidas ao público.

Levar diversão e cultura para os bairros mais afastados do centro da capital são alguns dos objetivos do projeto, segundo informou o presidente da Funcultural, Antônio Ocampo. “É muito importantes estarmos diversificando os locais desses eventos, desta vez o festival acontece na zona Leste, contemplando uma região que precisa desses eventos musicais e teatrais”.

Veja a lista das bandas que se apresentarão nos dois dias:

06/07/19

– Benvindo ao Pacifico

– GG Black Club

– Guerrilha S/A

– Sala 8

– Os Indecentes

07/07/19

– Da ordem ao Caos

– Nonsense

– Calibre Insano

– Quantika

– In The Night

Inauguração da reforma da Unidade de Acolhimento Casa Abrigo de Mulheres

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), inaugurou, na manhã desta sexta-feira (28/6), a reforma da Unidade de Acolhimento de Mulheres (Casa Abrigo).

A reforma é resultado de parceria da Prefeitura com a Vara de Execução de Penas Alternativas (Vepema), que destinou verba no valor aproximado de R$ 81 mil para reforma e melhoria da cozinha, aquisição de móveis planejados, iluminação, aumento da altura do muro, segurança eletrônica, circuito interno e externo. O objetivo é proporcionar um ambiente mais seguro e acolhedor para as usuárias do serviço.

Participaram da solenidade o prefeito Hildon Chaves, a primeira-dama do município, Ieda Chaves, o secretário Claudi Rocha e a adjunta Ana Maria Negreiros, da Semasf. Também esteve presente a juíza de direito da Vara de Execução de Penas Alternativas, Kerley Regina Alcântara, parceira da Prefeitura nesse trabalho.

Hildon Chaves disse que a Prefeitura sente-se prestigiada por contar com a confiança da Vepema na parceria desse trabalho. O prefeito informou que sua gestão adotou o posicionamento de não contratar, em cargo comissionado, pessoas que estejam implicadas com violência a mulher. No serviço de regularização fundiária, o título de propriedade é entregue à mulher, entendendo que ela tem maior responsabilidade para salvaguardar o bem da família. “Parabéns a todos, por proporcionar ao nosso município uma casa abrigo com condições dignas para receber a mulher que precisa de acolhimento”, disse o prefeito.

Aneel define bandeira amarela nas contas de energia de julho

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Linhas de transmissão de energia, energia elétrica

A bandeira tarifária utilizada como referência nas contas de luz do mês de julho será a amarela. O anúncio foi feito hoje (28) em comunicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a medida, as cobranças terão um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

O adicional retorna às contas após a autoridade reguladora ter definido bandeira verde em junho, situação em que não é cobrado acréscimo nas contas. No comunicado, a Aneel justificou a bandeira amarela pelo fato de julho ser um mês “típico da seca nas principais bacias hidrográficas do país”.

“A previsão hidrológica para o mês sinaliza vazões abaixo da média histórica e tendência de redução dos níveis dos principais reservatórios. Esse cenário requer o aumento da geração termelétrica, o que influenciou o aumento do preço da energia (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) em patamares condizentes com o da Bandeira Amarela”, justificou a agência.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado, de acordo com a Aneel, para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores, a verde, a amarela e a vermelha (nos patamares 1 e 2), que indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico e o preço da energia. Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca.

No dia 21 de maio, a Aneel aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento da bandeira amarela, o acréscimo cobrado na conta passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2, passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Brasil completa 25 anos de estabilidade; Real é a moeda mais longeva

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Há 25 anos, o Brasil dava início à batalha contra o dragão da hiperinflação. Uma das maiores conquistas do país, que mudou radicalmente o modo de vida dos brasileiros, o Plano Real instituiu a mais longeva das moedas e fez a inflação despencar de 916%, em 1994, para 22,14% no ano seguinte. Em 2019, a previsão é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atinja 3,6%. Será o terceiro ano seguido em que o indicador ficará abaixo da meta perseguida pelo Banco Central. Nos 12 meses até 1º de julho de 1994, quando a moeda começou a circular, a inflação somou incríveis 6.433%.

Se, até a data da implementação do Plano, a hiperinflação era a grande inimiga da população, duas décadas e meia depois, três desafios se colocam no caminho do Brasil: as contas públicas, que estão no vermelho e implodiram a capacidade de investimento do governo; a estagnação da economia, que, pelos cálculos do BC, crescerá apenas 0,8% neste ano; e a falta de emprego — mais de 13 milhões de pessoas não têm de onde tirar o sustento.

Antes de domar a fera da hiperinflação, o Brasil passou por cinco tentativas frustradas de estabilização, com diferentes planos econômicos: Cruzado (1986), Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991). Desde o sucesso do Plano Real, porém, a inflação nunca mais voltou a sair do controle. Pelos cálculos do economista Marcel Balassiano, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a média anual de inflação entre 1996 e 2018 foi de 6,4%.

Nos 25 anos do Real, a estabilização monetária permitiu a inclusão de milhões de pessoas no mercado de consumo, a adoção de importantes ferramentas de gestão macroeconômica, a começar pelo sistema de metas de inflação e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além do acúmulo de US$ 380 bilhões em reservas cambiais, que vacinaram o país contra choques externos. Também facilitou o desenvolvimento de programas sociais que, mesmo timidamente, permitiram a redução das desigualdades, conforme série de reportagens que o Correio começa a publicar a partir desta sexta-feira (28/6).

Concentração

Não há dúvidas de que, 25 anos depois do lançamento do Real, o Brasil está mais pobre e, de novo, à beira da recessão, sem qualquer capacidade de reação do governo, cujas finanças saíram do controle. Os gastos públicos não pararam de crescer e explodiram a partir de 2014. No ano passado, as contas registraram deficit primário (sem contar pagamento dos juros da dívida pública) de R$ 120,3 bilhões, ou 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o quinto ano seguido em que as contas fecharam no vermelho.

O setor público não tem recursos para fazer investimentos e acumula uma dívida em trajetória explosiva. A estimativa do governo é que chegue a R$ 4,3 trilhões até o fim do ano. O controle da inflação, porém, virou patrimônio nacional e a taxa básica de juros, apesar de ainda estar entre as maiores do mundo, nunca foi tão baixa:  6,5% ao ano. Caso o Congresso aprove a reforma da Previdência, é possível que o Banco Central reduza a Selic a 5,5% anuais até o fim de 2019.

A hiperinflação que vigorou até 1994 provocava uma transferência perversa de renda da população mais pobre para a mais rica. Esse fenômeno tornava o aumento descontrolado dos preços o maior tributo sobre os cidadãos, que não conseguiam proteger o valor do salário. As pessoas corriam para consumir o necessário o mais rapidamente possível na tentativa de driblar os reajustes, que eram diários. Nos supermercados, os preços eram remarcados várias vezes ao dia.

Por outro lado, a parte mais rica da sociedade — cerca de 25% da população tinha acesso ao sistema financeiro —  conseguia proteger o valor do dinheiro comprando dólar, investindo no exterior ou no Brasil. Aplicação financeira mais popular, o overnight, fazia a festa dos rentistas. “O Plano Real foi um eficiente mecanismo distributivo, que estancou um mecanismo de concentração de renda”, diz Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim, que assessorou a equipe econômica que implantou o Real. “O plano limpou o horizonte e permitiu que houvesse planejamento. Antes, vivíamos um dia de cada vez”, afirma.

Pragas

Padovani explica que, antes do Real, toda a economia era indexada à taxa de inflação, inclusive os salários, que eram corrigidos todos os meses. Isso fazia com que o custo de vida se transformasse em uma bola de neve. Para estancar esse processo inercial, a equipe econômica criou um mecanismo de desindexação para desativar a memória inflacionária: a Unidade de Valor Real (URV), uma moeda virtual atrelada ao valor do dólar, que vigorou entre fevereiro e junho de 1994.

Todos os preços, inclusive os salários, foram convertidos em URV, que era atualizada todos os dias, o que serviu como uma ponte até o início da circulação do real, em julho de 1994. “O Plano Real resolveu a inércia inflacionária com eficiência. Os planos anteriores tentaram combater a inflação congelando os preços, mas isso causava escassez de produtos, pois os fabricantes seguravam as mercadorias aguardando reajuste de preços”, lembra o economista Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente (IFI).

Para ele, embora o real tenha criado as condições para a criação de importantes ferramentas macroeconômicas, as principais heranças foram o fim da inflação e o ganho de renda da população. “Além disso, hoje em dia, as pessoas não aceitam promessas de mundos e fundos em campanhas eleitorais, porque sabem que isso não é possível e traria de volta a inflação”, opina Felipe Salto.

Em 1998, foi registrada inflação de 1,65%, a mais baixa desde o início do plano. Desde então, o IPCA alcançou dois dígitos em 2002 (12,53%) e em 2015 (10,67%). “As pessoas não toleram mais inflação alta, e a sociedade reage contra aumento de preços”, orgulha-se o economista Gustavo Loyola, que integrou a equipe econômica do Real e presidiu o Banco Central entre junho de 1995 e agosto de 1997. Ele ressalta que, das três “pragas macroeconômicas” existentes à época, duas foram erradicadas, a hiperinflação e as crises externas. “Faltou o deficit público. A questão, agora, é fiscal. Por isso, precisamos da reforma da Previdência, que não é a bala de prata, mas é o que vai reunir as condições necessárias para equacionar o problema fiscal”, frisa.

Brasil assume liderança de ações culturais do Mercosul

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Buenos Aires (Argentina) – O Brasil assumiu, nesta quinta-feira (27), a liderança das ações culturais do Mercosul pelos próximos seis meses. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, recebeu do governo argentino a presidência das atividades do bloco durante a 45ª Reunião de Ministros da Cultura do Mercosul, realizada em Buenos Aires, na Argentina.

O ministro falou da necessidade de exportar a cultura dos países latinoamericanos de forma articulada e de avançar em parcerias estratégicas com a Aliança do Pacífico, a União Européia e os países asiáticos. “Estamos discutindo como trabalhar em conjunto as questões culturais, desenvolver o mercado cultural e também exportar essas atividades, a nossa história, a nossa cultura, a nossa música, a nossa dança, o teatro e o cinema”, ressaltou.

O secretário de Cultura da Argentina, Pablo Avelluto, disse que as parcerias na região podem ampliar as ações ligadas à economia criativa e à valorização de patrimônios. “O debate das alianças, os novos entornos digitais, o desenvolvimento das indústrias criativas, o desenvolvimento dos patrimônios materiais e imateriais são assuntos que o Brasil tem plenas condições de coordenar”, afirmou.

O encontro foi realizado na casa do Observatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Villa Ocampo – antiga moradia onde viveu a escritora argentina Victoria Ocampo (1890-1979).
Para a diretora do escritório da UNESCO, Lidia Brito, a fala do ministro da Cidadania, Osmar Terra, durante a posse assegura e fortalece a continuidade dos acordos de cooperação. “Como vimos, hoje o Brasil tem muito a trazer para estes desafios que são comuns para toda a região. Portanto, o que nós esperamos é um reforço da nossa colaboração com nossos estados-membros e com o Brasil, em particular, pela sua presidência.”

Agenda

Terra também conversou com os representantes das delegações da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e Colômbia sobre as políticas desenvolvidas pelo Ministério da Cidadania – composto pelas secretarias especiais do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura. O ministro brasileiro afirmou que a aproximação é importante para a definição de políticas sociais. “Procuraremos investir na aproximação com outras esferas do Mercosul, em especial a área social”, destacou. O objetivo é articular e desenvolver ações que resultem em benefícios à população.

O secretário especial da Cultura, Henrique Pires, acompanhou a agenda e representará o País nesta sexta-feira (28) durante a segunda edição da Cúpula Cultural das Américas, na Argentina. Ele explica que o trabalho conjunto é fundamental para solucionar problemas comuns a todos os países da região. “É possível encontrar soluções nessas conversas multilaterais, no sentido de trocar experiências e aproximar as nossas comunidades.”

Uma nova reunião de ministros está prevista para ocorrer em novembro em Porto Alegre. Na data, também será realizada a Bienal de Música, com artistas com ênfase na identidade das fronteiras.

Reunião do Mercosul

A Reunião dos Ministros da Cultura tem a função de promover a difusão e o conhecimento de valores e tradições culturais dos países parte do Mercosul, assim como apresentar ao Conselho do Mercado Comum (CMC) propostas de cooperação e coordenação no campo da cultura.

Fundado em 1991 pelo Tratado de Assunção, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) é responsável por facilitar conversas e acordos entre países componentes da América do Sul. No segundo semestre de 2019, o Brasil assume a presidência do bloco, então ocupada pela Argentina.A cada seis meses há rotatividade – por ordem alfabética – dos países membros no cargo de mais alta representação jurídico-política da organização.

Palco Giratório e Série Encontro das Águas são destaques em julho, no Teatro Amazonas

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Em julho, a agenda do Teatro Amazonas traz ao público o Festival Palco Giratório, realizado pelo Sesc, e mais uma edição da Série Encontro das Águas, que reúne o erudito e o pop e é protagonizada pelos Corpos Artísticos da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A programação ainda inclui concertos da Amazonas Band e Orquestra de Câmara, espetáculo do Corpo de Dança do Amazonas, entre outros eventos. Confira:

2 de julho – No dia 2 de julho, às 20h, tem início o Festival Palco Giratório do SESC, projeto de difusão e intercâmbio das Artes Cênicas com mais de 20 anos de história. A primeira peça será “Meu Seridó”, do grupo Casa Zoé, de Natal (RN).

O espetáculo leva o sertão do Rio Grande do Norte ao público, por meio de um passeio pelo imaginário delirante e mitos do local. “Meu Seridó” também fala da relação do homem com a terra, com humor, música e reflexão. A classificação indicativa é livre e a entrada é gratuita.

3 de julho – “Se eu fosse Iracema” é a segunda peça do Palco Giratório, que será apresentada no dia 3 de julho, às 20h, com entrada gratuita. O espetáculo propõe um olhar sobre o universo indígena brasileiro, transitando entre a tradição e a sua situação atual, e usa referências que vão de mitos e rituais de várias etnias a questões como a demarcação de terras e outros direitos fundamentais, muitas vezes negligenciados.

O monólogo, primeira pesquisa de linguagem do grupo 1COMUM Coletivo, do Rio de Janeiro, com atuação de Adassa Martins, dramaturgia de Fernando Marques e direção de Fernando Nicolau, questiona: qual a real possibilidade de convivência entre as diferenças? A classificação é para 14 anos.

5 de julho – No dia 5, às 20h, será realizada a 2ª Mostra de Repertório Espatódea em comemoração aos 3 anos de aniversário da companhia Espatódea Trupe. No evento serão apresentados dois espetáculos infantojuvenis: “Upiara e a Lenda da Água Doce” e “O Cavaleiro Andante e Seu Fiel Escudeiro”. A entrada para todos os lugares do Teatro é R$20 (valor da inteira) e a classificação é livre.

6 de julho – No dia 6, a Amazonas Filarmônica realiza o concerto “From Vienna With Love To Manaus”, com participação da cantora austríaca Tamara Trojani e de Konstantin Schenk, como regente. A entrada será gratuita, e a classificação livre.

8 de julho – Continuando a programação do Palco Giratório, no dia 8 de julho, às 20h, será apresentada a peça “Traga-me a cabeça de Lima Barreto”, da Cia Comun, do Rio de Janeiro.

Inspirada livremente na obra de Lima Barreto (1881-1922), especialmente em “Diário Íntimo” e “Cemitério dos vivos”, “Traga-me a cabeça de Lima Barreto” é um monólogo teatral que reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação. Com entrada gratuita, o espetáculo tem classificação indicativa para 14 anos.

11 de julho – A Amazonas Band volta ao palco do Teatro Amazonas no dia 11 de julho, às 20h, para o concerto “Memórias para o Futuro”, uma retrospectiva do Festival Amazonas Band. Na ocasião, serão apresentadas obras que fizeram história nas nove edições do evento. A entrada será gratuita e classificação livre.

12 de julho – O Coral João Gomes Júnior apresentará um concerto de gala no Teatro, no dia 12, às 20h, em comemoração aos 63 anos do grupo. O evento terá entrada gratuita e classificação também é livre.

13 de julho – No dia 13 de julho, às 20h, o Festival Palco Giratório apresenta a peça “Mulher Arrastada”, que fala sobre Cláudia Silva Ferreira, mulher negra, pobre que foi baleada pela Polícia Militar em uma operação e teve o corpo arrastado por uma viatura quando estava sendo levada ao hospital. O caso aconteceu em 2014, no Rio de Janeiro.

Entrelaçando fato verídico e narrativa ficcional, esta peça-manifesto mostra a figura trágica de Cláudia reivindicando o que havia sido apagado durante a cobertura jornalística do caso: o seu próprio nome, substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”. A entrada será gratuita e a classificação é de 12 anos.

14 de julho – No dia 14 de julho, às 17h e 19h, o público infantil poderá prestigiar a obra “Branca de Neve: A mais bela de todas”, com montagem da Companhia Metamorfose. O clássico ganha uma nova versão sob um ponto de vista inovador. Repaginada, Branca de Neve é divertida, perspicaz e quebra paradigmas e preconceitos. Nesta versão, Zangado tem um papel fundamental.

Os ingressos custam R$ 40 (valor da inteira) para todos os lugares do Teatro e já podem ser comprados no site da bilheteria digital: http://bit.ly/brancadeneveteatroam.

17 de julho – Ainda pela programação do Festival Palco Giratório do Sesc, às 20h do dia 17 será apresentada a peça “Das cinzas coração”, da Quimera Criações Artísticas e Teatro Ateliê, do Rio Grande do Sul. “Das cinzas coração” usa a linguagem do cinema mudo, com trilha-sonora ao vivo para contar uma história de opressão feminina baseada que se passa em 1920. A entrada será gratuita e a classificação indicativa é para 12 anos.

18 de julho – “Aquelas – uma dieta para caber no mundo” acontece no dia 18 de julho, às 20h, também pelo Palco Giratório. A montagem da Manada Teatro, do Ceará, conta a história de Maria de Bil, santa popular da cidade de Várzea Alegre (CE), que foi assassinada em 1926 pelo “companheiro”, transformada em mártir, e até hoje é ícone de devoção do povo da região. A classificação é para 14 anos, e a entrada será gratuita.

19 e 27 de julho – Sucesso de público, a Série Encontro das Águas chega à quinta edição, com a proposta de unir o pop ao erudito. Nos dias 19 e 27 de julho, às 20h, a Orquestra de Câmara do Amazonas, o Balé Folclórico do Amazonas e a banda Aliases realizarão o concerto “All Star”, um show nostálgico com uma homenagem a grandes vertentes do soul, com foco especial em Amy Winehouse.

Os ingressos para a Série Encontro das Águas serão vendidos no site da Bilheteria Digital e custam R$ 60 para plateia e frisas, R$ 40 para o 1° pavimento, R$ 30 para o 2º e R$ 20 para o 3º pavimento.

20 e 28 de julho – A Série Encontro das Águas continua com o espetáculo “Playbill (Broadway)”, que reunirá diversos musicais que são obras primas do gênero, como o Fantasma da Ópera. O espetáculo será realizado nos dias 20 de julho (às 20h) e 28 (às 17h e 20h), pela Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica, Grupo Vocal dos Corpos Artísticos e Coral do Amazonas. Terá, ainda, colaboração do diretor cênico Matheus Sabbá.

21 de julho – No dia 21 de julho, às 11h, será realizada mais uma edição do “Concertos para Juventude”, desta vez com a Orquestra de Câmara do Amazonas. No evento, são apresentadas obras clássicas enquanto o maestro e os músicos conversam com o público sobre curiosidades da orquestra e a história da música. A entrada é gratuita e a classificação é livre.

21 e 26 de julho – “A Arte da Guerra”, dentro da Série Encontro das Águas, vai reproduzir as trilhas sonoras das grandes batalhas clássicas do cinema no palco do Teatro Amazonas, por meio de um concerto interativo da Amazonas Filarmônica em parceria com o Mapingua Nerd. O espetáculo acontece nos dias 21 (às 17h e 20h) e 26 de julho (20h).

24 de julho – O Festival Palco Giratório volta ao Teatro no dia 24 de julho, às 20h, com o espetáculo “Risco”, do grupo Fragmento Urbano, do Amazonas. A peça tem, como contexto, a metafórica das sensações e sentimentos que o corpo sofre a partir das adaptações em lugares e em instabilidades que se depara. A entrada é gratuita e classificação livre.

25 de julho – A última peça do Palco Giratório será “Helena”, da companhia amazonense Ateliê 23, no dia 25 de julho, às 20h. O espetáculo narra, de forma não cronológica, a história de vida uma mulher-mãe-professora-brasileira-resistência. A metáfora de Helena fala sobre a construção de uma imagem de superação. A entrada é gratuita, e a classificação é para 16 anos.

28 de julho – Às 11h do dia 28 de julho, a Série Encontro das Águas apresenta o “Concerto Didático”, com o Coral do Amazonas. O evento propõe um passeio pelo coral de diversas épocas e estilos. Além disso, questões como o funcionamento de um coro, o que são os “naipes” e como ouvir uma peça coral separando suas várias camadas serão respondidas pelo Coral do Amazonas e maestro Otávio Simões. A entrada é gratuita.

30 de julho – No dia 30 de julho, às 20h, o Corpo de Dança do Amazonas reapresenta o espetáculo de dança “Mata”, do coreógrafo Clébio Oliveira. A encenação sugere momentos de tensão e conflitos, e tem a proposta de ser poético reflexivo e atemporal, abordando o fenômeno de “despertencimento” de uma nação indígena. Entrada gratuita e a classificação indicativa é para 14 anos.

31 de julho – Os 27 anos de carreira do cantor amazonense Serginho Queiroz serão comemorados no show “Luzídia”, no dia 31 de julho, às 20h. Cerca de 20 convidados da música amazonense estarão com no palco do Teatro Amazonas, dentre eles: Zezinho Corrêa, Márcia Siqueira, Célio Cruz e Kethlen Nascimento. A entrada custa R$ 30 (valor da inteira) para todos os lugares do Teatro.

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