PERIGO E FALTA DE RESPEITO COM OS MORADORES DA RUA
FRANCISCO BARBOSA DE SOUZA
NO BAIRRO FLAMBOYANT
Disputa em leilão de aeroportos deve ser acirrada e com foco em bloco do Nordeste
A disputa no leilão de 12 aeroportos marcado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para ocorrer nesta sexta-feira, 15, deve ser acirrada, sendo que pelo menos dez grupos interessados já foram mapeados pelo mercado. Entre os possíveis interessados estão a Vinci Airports e Aéroports de Paris ADP (França), Zurich Airport (Suíça), Aena (Espanha), Avialliance (em parceria com o Pátria) e Fraport (Alemanha), além da CCR e Socicam, do Brasil.
Com investimento previsto de R$ 3,5 bilhões, o valor da outorga ao longo de 30 anos de concessão é de R$ 2,1 bilhões. O lance mínimo para arrematar os 12 terminais é de R$ 218 milhões, outorga que deve ser paga à vista para a União.
Na avaliação de Daniel O’Czerny, responsável por financiamento de projetos de infraestrutura do Citi, o sucesso do leilão deve confirmar que essa estrutura funciona, abrindo caminho para os próximos leilões de clusters. “Falamos de perfis muito distintos de aeroportos, o que acaba atraindo uma maior diversidade de players para o leilão”, acrescenta O’Czerny .
Em meados de fevereiro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou que a concorrência pelos aeroportos estava acirrada e que recebia diariamente informações sobre novos interessados no leilão. “Vamos ter uma surpresa boa aí”, disse em conversa com a imprensa após participar de evento com investidores organizado pelo Citi.
Em relatório sobre o assunto, o BTG Pactual chama a atenção, no entanto, para a ausência dos mexicanos na disputa, lembrando que no passado os mexicanos não apresentaram lances por ativos brasileiros de maior relevância – exceto a ASUR, que fez um lance pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos em 2012.
“Suas despesas corporativas também devem ser maiores em relação aos potenciais concorrentes visto que eles não têm operações no Brasil, diferentemente de alguns players internacionais”, observam os analistas Samuel Alves, Gordon Lee e Renato Mimica. Somado a isso, o BTG observa que tanto a ASUR quanto a GAP já mencionaram em recentes teleconferências que não devem participar do certame.
Blocos
Os aeroportos, que correspondem a 9,5% do mercado doméstico, foram distribuídos em três grupos: Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, sendo o primeiro o maior e mais atraente por sua proximidade com a Europa e intenso fluxo de turistas. Esse bloco é composto pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB).
No caso do bloco Centro-Oeste a possibilidade de atender o agronegócio é o ponto chave, ao ofertar aeroportos em Cuiabá (MT), Sinop (MT), Rondonópolis (MT) e Alta Floresta (MT). O menor deles, o bloco Sudeste, tem a seu favor o fato de Vitória (ES) ser um importante terminal de cargas e a relevância de Macaé (RJ) para a indústria de óleo e gás.
De acordo com o edital, o lance mínimo inicial no leilão para o bloco Centro-Oeste é de R$ 800 mil, a do Nordeste é de R$ 171 milhões e a do Sudeste de R$ 46,9 milhões e carência inicial de cinco anos. No lançamento do edital, em novembro passado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ressaltou ainda que além do valor fixo mínimo, a contribuição inicial poderá ser acrescida pelo ágio decorrente da competição durante o leilão.
Investimentos
Nos primeiros cinco anos de vigência da concessão os investimentos devem somar R$ 1,47 bilhão, segundo o edital, sendo R$ 788 milhões referente ao bloco Nordeste, R$ 386,7 milhões ao Centro-Oeste e R$ 302 milhões ao Sudeste. No mesmo intervalo, a receita média anual por bloco é de R$ 394,7 milhões, R$ 101,5 milhões e R$ 123,4 milhões, respectivamente.
Maximizando o valor da outorga para o Estado, nesta rodada um mesmo proponente poderá apresentar lances e arrematar todos os blocos de aeroportos. A disputa pelos três lotes ocorrerá de maneira simultânea e vence a licitação quem apresentar maior valor de contribuição inicial. O operador aeroportuário não poderá ter menos que 15% caso participe em consórcio e a empresa aérea que desejar integrar o capital dos proponentes terá sua participação limitada ao porcentual de 2%.
RUA CONSTELAÇÃO NO BAIRRO FLAMBOYANT
Promessas… Promessas… e mais promessas…
A RUA CONSTELAÇÃO NO BAIRRO
FLAMBOYANT CONTINUA ABANDONADA
Mesmo com endometriose, gravidez pode transcorrer normalmente
Diferente do que se possa pensar, a endometriose não é um impeditivo para seguir normalmente com uma gravidez. É certo que essa inflamação do endométrio pode comprometer a capacidade reprodutiva da mulher, mas a partir do momento que ela consegue engravidar, a gestação segue sem problemas.
A apresentadora Tatá Werneck, por exemplo, anunciou no começo deste mês que está grávida do primeiro filho com Rafael Vitti. Ela, que convive com endometriose, disse que ficou surpresa ao descobrir que espera um bebê.
“Ser mãe era um grande sonho. Mas foi uma surpresa total. Eu estava me preparando para fazer uma cirurgia de endometriose em março. Nem sabia que poderia engravidar”, afirmou.
A gravidez de Tatá Werneck faz parte dos 50% dos casos de mulheres com endometriose que conseguem engravidar de forma natural, diz a ginecologista e obstetra Ana Carolina Lúcio Pereira, integrante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Mesmo quando a doença é profunda, é possível engravidar naturalmente.
Como a gravidez libera altos níveis de progesterona, hormônio usado no tratamento para endometriose, a inflamação no endométrio tende a diminuir. Com isso, há remissão dos focos da doença, que melhora significativamente. Se o embrião conseguiu se implantar normalmente no tecido do útero, a gestação não corre risco adicional.
Tatá Werneck teve de ficar em repouso nas primeiras semanas devido a um descolamento de placenta, mas o fator não tem relação com a endometriose. “Nessas primeiras semanas, pode ser um descolamento ovular e pode acontecer em qualquer mulher (assim como o descolamento de placenta). Quando ocorre, é manter repouso e a gravidez evolui muito bem”, afirma Mário Cavagna, chefe do departamento de reprodução humana do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, centro de referência em saúde da mulher.
O que é endometriose?
Endometriose é uma inflamação do tecido interno do útero, chamado endométrio. O crescimento exagerado dessa camada faz com que ela vá para lugares fora do órgão. Porém, Ana Carolina afirma que, mesmo que a implantação atinja níveis externos, algumas mulheres podem não desenvolver a doença. “Não há uma causa definida para a endometriose. Existem vários fatores envolvidos, como genéticos e imunológicos, mas são fatores ainda não conhecidos”, diz a médica.
Os sintomas da endometriose incluem cólicas fortes e recorrentes de difícil controle, que não melhoram com remédios comumente usados, dor forte durante a relação sexual e, em alguns casos, fora do período menstrual. Caso a inflamação chegue ao intestino ou à bexiga, pode haver sangramento, que será visível nas fezes ou na urina.
Infertilidade
Cavagna diz que a endometriose, embora não impeça uma gravidez, pode afetar a capacidade reprodutiva da mulher, sendo uma das principais causas de infertilidade feminina. Com a inflamação do endométrio, esse tecido pode se espalhar para além do útero e atingir as trompas, os ovários ou até outros órgãos.
“Esse processo inflamatório pode levar à formação de aderências que afetam a tuba uterina. A endometriose também pode promover um ambiente uterino hostil ao embrião, dificultando a implantação embrionária ou a chegada do espermatozoide até o óvulo”, explica o médico.
Ana Carolina complementa que, quando a inflamação atinge os órgãos pélvicos, pode deformar a arquitetura deles, principalmente da tuba uterina. “Ela não consegue captar o óvulo e fazê-lo progredir. Existe também alteração do óvulo, cuja qualidade não é boa”, diz. Cavagna acrescenta que, quanto mais avançado o estágio da endometriose, mais difícil é engravidar.
Cirurgia
O objetivo da cirurgia é retirar os focos de endometriose de onde quer que eles estejam. No entanto, a decisão pelo procedimento pode não ser tão simples assim. “A indicação cirúrgica leva em conta, basicamente, a qualidade de vida da mulher. Endometriose promove dor, às vezes a mulher não consegue ter relações sexuais devido à dor forte, pode comprometer o intestino. Mas se for apenas dificuldade para engravidar, nosso conduta no Pérola Byington é tratar para engravidar”, afirma o médico. Ou seja, a cirurgia não é requisito para depois engravidar.
Ana Carolina diz que a dificuldade de engravidar é considerada após um ano de tentativas. Nesses casos, é possível fazer fertilização in vitro. Sobre a cirurgia, a ginecologista observa que, mesmo após o procedimento, os focos podem voltar, pois diversos fatores que contribuem para o aparecimento da endometriose.
Tratamento e prevenção
O tratamento primordial tem o objetivo de bloquear os focos de endometriose. São usadas medicações que impedem a menstruação a fim de que o endométrio não cresça novamente após esse período. Medicamentos para dor também são prescritos. Uma vez que não há causas definidas para a doença, não é possível falar em prevenção específica. Ana Carolina indica a realização de exames periódicos para fazer o diagnóstico.
Ainda assim, a nutróloga Ana Luisa Vilela afirma que “a alimentação tem influência menor quando a doença já está mais avançada, mas pode ajudar no início do desenvolvimento da enfermidade, já que a endometriose é um processo inflamatório e há uma lista de alimentos que intensificam ou previnem esse mal”.
Ela explica que alimentos gordurosos, frituras e processados, que são muito ricos em gorduras do tipo ômega 6, podem colaborar para a inflamação e resultar em desequilíbrio. “Quando há consumo excessivo de gorduras pró-inflamatórias pode, ao mesmo tempo, acontecer a deficiência das gorduras benéficas – e esse é um grande perigo”, alerta a especialista.
Por outro lado, há alimentos que reduzem processos inflamatórios a aumentam a imunidade. “São os ricos em ômega 3, como a sardinha, atum, salmão, castanhas e amêndoas, hortaliças, carnes magras, ovos, queijo cottage, azeite de oliva, feijões e frutas como caju, goiaba, limão e abacate”, indica.
Ataques contra mesquitas matam quase 50 na Nova Zelândia
Pelo menos 49 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas nesta sexta-feira (15) durante ataques simultâneos a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia.
O balanço oficial foi divulgado pela primeira-ministra Jacinda Ardern, que classificou a tragédia como “um dos dias mais sombrios do país”.
Dos 48 feridos, entre eles adultos e crianças, 12 estão em estado grave e foram submetidos a procedimentos cirúrgicos, informou o Conselho de Saúde do Distrito de Canterbury.
As autoridades prenderam pelo menos quatro pessoas envolvidas nos atentados: uma mulher e três homens. O líder do massacre foi identificado como Brenton Tarrant, um australiano, de 28 anos de idade, natural do estado de Nova Gales do Sul, na costa leste da Austrália.
A polícia local ainda investiga o ato e não está descartando a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. A tragédia é tratada como terrorismo.
Um dos alvos do ataque contra a comunidade muçulmana foi a mesquita de Linwood, que reunia mais de 300 pessoas, no subúrbio de Linwood, em Christchurch. Já o segundo local atingido foi o templo de Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley.
Antes da ofensiva, o agressor já havia compartilhado um manifesto racista de 74 páginas no qual explicou que “o ataque terrorista” teve motivações de extrema-direita e anti-imigração.
No texto, o australiano afirma que nunca foi membro de nenhuma organização criminosa, mas fez doações e interagiu com muitos grupos nacionalistas. Ele também exalta outros atiradores supremacistas brancos.
O terrorista ainda ressaltou que escolheu a Nova Zelândia como seu principal alvo por causa de sua localização, para mostrar que mesmo as partes mais remotas do mundo não estão isentas da “imigração em massa”. Durante o ataque, um dos homens, que usava óculos e casaco estilo militar, utilizou um rifle automático para atirar contra os fiéis, informaram testemunhas. De acordo com a gerente de conteúdo de Facebook da Austrália-Nova Zelândia, Mia Garlick, a tragédia foi transmitida ao vivo por cerca de 17 minutos na conta de Tarrant na rede social. Isso foi possível porque durante o atentado, um dos atiradores usou um capacete com uma câmera. Nas imagens é possível ver ele abrindo fogo contra os fiéis enquanto caminhava pela mesquita. A polícia pediu ao público para não compartilhar a gravação “extremamente angustiante”. O Facebook, por sua vez, afirmou que as imagens foram removidas.
Os ataques foram registrados por volta das 13h40 (horário local) desta sexta-feira, cerca de 10 minutos depois do início das orações. Segundo as autoridades, um carro-bomba também foi localizado na Strickland Street, a cerca de 3 km do Hagley Park.
Como medida de segurança, a polícia evacuou a Cathedral Square, onde diversos estudantes faziam um protesto contra o aquecimento global. Além disso, o governo anunciou que todas as escolas e outras mesquitas da região foram fechadas, assim como algumas rodovias. Já a polícia australiana no estado de New South Whales reforçou a segurança, enquanto a estação de trem em Auckland foi evacuada.
O chefe de polícia da Nova Zelândia, Mike Bush, explicou que o líder do grupo comparecerá a um tribunal neste sábado (16) para responder a acusação de homicídio. Repercussão – O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, disse estar “horrorizado” com o ataque. “Estou horrorizado com os relatos que estou acompanhando do tiroteio sério em Christchurch, Nova Zelândia”, escreveu em seu Twitter.
Além disso, ele afirmou que as autoridades australianas ajudarão nas investigações contra “um extremista de direita e um terrorista violento”. Já a primeira-ministra britânica, Theresa May, descreveu a tragédia como um “ato repugnante de violência”. “Em nome do Reino Unido, minhas mais profundas condolências ao povo da Nova Zelândia depois do horripilante ataque terrorista em Christchurch”, disse.
Por meio do porta-voz da Alemanha, Steffen Seibert, a chanceler Angela Merkel lamentou os ataques. “Eu lamento com os neozelandeses por seus compatriotas, que oravam pacificamente quando atacados em suas mesquitas e assassinados por ódio racista. Estamos lado a lado contra esse terror”. (ANSA)
Atirador transmitiu ataque às mesquitas ao vivo e postou manifesto
O atirador australiano autor dos ataques contra mesquitas neozelandesas nesta sexta-feira além de transmitir ao vivo a ação mortífera também postou um manifesto racista no Twitter, segundo análise realizada pela AFP.
A polícia pediu às pessoas para não compartilharem as imagens, nas quais o agressor pode ser visto disparando à queima-roupa.
“A polícia está ciente de imagens extremamente dolorosas do incidente de Christchurch circulando na internet”, afirmou a polícia local no Twitter.
“Recomendamos o não compartilhamento do link. Estamos trabalhando para que essas imagens sejam removidas”, acrescentou.
A AFP analisou uma cópia do vídeo postado no Facebook Live que mostra um homem branco de cabelos curtos dirigindo-se à mesquita Masjid al Noor em Christchurch.
A AFP estabeleceu a autenticidade do vídeo por meio de uma investigação digital, comparando as capturas de tela das imagens do atirador mostrando a mesquita com várias imagens da mesma área disponíveis na internet.
Um “manifesto” explicando os motivos do ataque foi divulgado na manhã desta sexta-feira em uma conta no Twitter com o mesmo nome e perfil da página do Facebook que transmitiu o ataque ao vivo.
Intitulado “A Grande Substituição”, o documento de 73 páginas declara que o atirador tinha a intenção de atacar muçulmanos. O título parece ser uma referência a uma tese do escritor francês Renaud Camus sobre o desaparecimento de “povos europeus”, “substituídos”, segundo ele, por populações de imigrantes não europeus, que está crescendo em popularidade nos círculos de extrema direita.
No manifesto, o atirador diz que nasceu na Austrália em uma família de baixa renda e completou 28 anos. Ele declara que os momentos-chaves para a sua radicalização foi a derrota da líder de extrema direita Marine Le Pen na eleição presidencial francesa em 2017 e um ataque com caminhão que causou cinco mortes em Estocolmo, em abril de 2017, incluindo uma menina de 11 anos.
O primeiro-ministro australiano Scott Morrison confirmou que o atirador da mesquita Masjid al Noor era australiano.
As autoridades da Nova Zelândia anunciaram três prisões, acrescentando ter indiciado um homem por homicídio.
No vídeo da transmissão ao vivo, o atirador está em um carro, enquanto a voz de um sistema de navegação por satélite pode ser ouvida em segundo plano e a AFP traçou sua rota fazendo uma verificação cruzada no Google StreetView.
Palavras inscritas nas armas do atirador que aparecem no vídeo também correspondem a imagens postadas na conta do Twitter que publicou o manifesto. Este foi o último tuíte publicado por esta conta antes de sua suspensão.
As fotos das armas com suas inscrições específicas foram publicadas em 13 de março nesta conta do Twitter.
Também constam, em inglês e em várias línguas do leste europeu, nomes de personagens da história militar, incluindo muitos europeus que combateram as forças otomanas nos séculos XV e XVI.
AFP recuperou o vídeo antes que a conta do Facebook fosse desativada logo após os ataques, e fez capturas de tela da conta no Twitter antes de ser suspensa. A AFP não publicará nenhuma imagem.
Um porta-voz do ministério do Interior da Nova Zelândia alertou que é provável que o vídeo seja repreensível sob a lei do país e que o compartilhamento seja ilegal.
“O conteúdo do vídeo é perturbador e terá efeitos prejudiciais sobre as pessoas”, alertou.








