Jovens abandonam redes sociais e passam a adotar uma rotina mais discreta na internet, em um movimento que ganhou força depois da pandemia. A tendência, conhecida como low profile, reflete uma mudança de comportamento entre pessoas que decidiram reduzir a exposição online e valorizar mais a vida fora das telas.
O fenômeno se espalhou especialmente entre integrantes da Geração Z, que cresceram conectados, mas começaram a questionar os efeitos da hiperconectividade. Saúde mental, privacidade, segurança e mais tempo para relações reais aparecem entre os principais motivos para esse afastamento.

Jovens abandonam redes sociais e aderem ao low profile
O termo low profile vem do inglês e costuma ser usado para definir pessoas mais discretas. No ambiente digital, a expressão passou a identificar quem prefere manter pouca exposição, publicar menos, evitar excesso de interação pública e reduzir o tempo gasto nas redes.
Segundo a reportagem, o movimento ganhou muitos adeptos após a pandemia. Durante esse período, trabalho, escola, lazer e relações pessoais ficaram concentrados nas telas. Com a retomada dos encontros presenciais, muitos jovens passaram a perceber o prazer de estar mais desconectados.
Uma pesquisa britânica citada na matéria mostra que jovens entre 15 e 25 anos estão diminuindo o tempo dedicado às redes sociais. A mudança acontece justamente no momento em que parecer sempre conectado virou quase uma obrigação social.
Por que essa tendência cresce?
Redução de ansiedade, dependência digital e comparação excessiva.
Menos exposição de rotina, localização e vida pessoal.
Mais tempo para amigos, família e atividades fora das telas.
Jovens abandonam redes sociais após excesso de conexão
Na reportagem, o designer Pedro relata que começou a se desligar gradualmente das plataformas depois de perceber um desconforto crescente com a vida excessivamente online. Em 2021, ele teve burnout, síndrome relacionada ao esgotamento profissional, e passou a rever o próprio uso da tecnologia.
Como o trabalho dele exige muitas horas diante de telas, a saída foi reduzir notificações, apagar aplicativos e manter as redes apenas para divulgar atividades profissionais. A decisão, segundo seu relato, ajudou a tornar a rotina mais confortável e menos pressionada pela lógica da conexão permanente.
Esse comportamento ajuda a explicar por que jovens abandonam redes sociais sem necessariamente abandonar a internet. Em muitos casos, a mudança está mais ligada ao controle do tempo, à redução de estímulos e à busca por equilíbrio emocional.
Low profile também atrai outras faixas etárias
Embora a reportagem destaque a força do movimento entre jovens, o comportamento low profile também chegou a outras idades. A entrevistada Maria Clara, com mais de 50 anos, afirma que prefere manter distância das redes por uma questão de segurança e privacidade.
Ela cita, por exemplo, o receio de compartilhar informações pessoais demais, como rotina da família, escola dos filhos ou localização em tempo real. Esse cuidado reforça uma percepção cada vez mais comum: nem toda exposição traz benefícios, e muita informação publicada pode abrir espaço para riscos.
Menos tela e mais relações reais
A reportagem também destaca que o afastamento das redes pode trazer ganhos concretos para a convivência. O uso excessivo das telas está associado a dependência, ansiedade e baixa autoestima, além de prejudicar a qualidade do tempo vivido fora do ambiente digital.
Pedro relata que, ao reduzir a presença nas redes, percebeu melhora na relação com familiares e amigos. Esse é um dos pontos centrais da tendência: trocar parte da energia antes dedicada ao mundo online por experiências mais reais, presenciais e significativas.
Jovens abandonam redes sociais em busca de uso mais consciente
O movimento em que jovens abandonam redes sociais não significa necessariamente rejeição total à internet. Em muitos casos, representa um uso mais seletivo, consciente e equilibrado da tecnologia. Em vez de eliminar completamente o digital, muita gente decide apenas reposicionar as redes no dia a dia.
Assim, o low profile surge como uma resposta à exaustão da hiperconectividade. Mais do que moda, a tendência aponta para uma tentativa de recuperar autonomia, reduzir estímulos e construir uma relação mais saudável com a internet.
Para assistir à reportagem original, acesse o vídeo publicado no YouTube.
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