
O Queijo Minas Artesanal patrimônio imaterial da humanidade agora faz parte oficialmente da lista da Unesco, em um reconhecimento que valoriza a tradição de produção mantida há cerca de três séculos em Minas Gerais. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, durante votação em Assunção, no Paraguai.
O reconhecimento internacional fortalece não apenas o peso cultural do produto, mas também o papel econômico e social da cadeia produtiva em diferentes regiões mineiras. Ao considerar o modo de fazer o queijo, a Unesco destacou uma prática transmitida entre gerações e ligada diretamente à memória, à identidade e ao modo de vida das comunidades produtoras.
Queijo Minas Artesanal patrimônio imaterial da humanidade reforça tradição secular
Segundo as informações do texto-base, a candidatura foi apresentada em 2023 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. O processo levou em conta a permanência de técnicas ancestrais na produção do queijo de leite cru, preservadas ao longo de cerca de 300 anos em Minas Gerais.
Esse reconhecimento vai além do alimento em si. O que foi consagrado pela Unesco foi o conhecimento tradicional envolvido no preparo, a organização produtiva local e o valor simbólico de uma prática que atravessa gerações e se mantém viva em dezenas de municípios do estado.
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Unesco destaca cultura, memória e modo de vida das comunidades
A decisão da Unesco considerou que o Queijo Minas Artesanal preserva a memória e o cotidiano das comunidades produtoras de Minas Gerais. O Iphan também defende que o produto funciona como referência para a cultura nacional e para a identidade local de grupos espalhados por diferentes paisagens do estado.
De acordo com o instituto, a produção do queijo alcança 106 municípios mineiros. Isso mostra que o reconhecimento internacional não se limita a uma região isolada, mas alcança um patrimônio espalhado por diversas áreas de Minas, com forte ligação à agricultura familiar e à economia local.
Por que o reconhecimento é importante
- Valoriza uma tradição de cerca de 300 anos
- Fortalece a identidade cultural de Minas Gerais
- Reconhece o papel da agricultura familiar
- Pode ampliar turismo e valorização econômica
Primeiro item gastronômico brasileiro na lista da Unesco
O reconhecimento do queijo artesanal mineiro também chama atenção por abrir um novo espaço para a gastronomia brasileira dentro da lista internacional. Segundo o texto-base, este é o primeiro item gastronômico do Brasil a entrar nesse grupo, que já reúne referências como o café turco, a cerveja belga, a pizza napolitana e a baguete francesa.
Com isso, o Brasil passa a inserir um elemento típico da sua produção alimentar em um conjunto de bens culturais que representam tradições profundamente associadas a seus territórios de origem. O movimento amplia a visibilidade internacional do queijo mineiro e reforça a força simbólica da culinária regional brasileira.
Reconhecimento pode impulsionar economia e turismo em Minas Gerais
Antes mesmo da decisão, já havia expectativa de que o reconhecimento internacional pudesse fortalecer a economia do estado e atrair visitantes interessados nos saberes ligados à produção do queijo. Agora, com a declaração oficial, essa perspectiva tende a ganhar ainda mais força.
O Queijo Minas Artesanal patrimônio imaterial da humanidade passa a carregar um selo simbólico de prestígio mundial, o que pode ampliar a valorização comercial do produto, estimular o turismo gastronômico e reforçar o interesse por experiências ligadas aos modos tradicionais de produção em Minas Gerais.
Brasil já soma outras expressões culturais reconhecidas
Com a entrada do queijo mineiro na lista da Unesco, o Brasil amplia o conjunto de manifestações culturais já reconhecidas internacionalmente. O texto cita que o país já possui outras seis expressões consagradas como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, entre elas o Samba de Roda, o Frevo, a Roda de Capoeira e o Bumba meu boi do Maranhão.
Esse novo reconhecimento mostra como o patrimônio cultural brasileiro segue sendo valorizado em diferentes frentes, agora também por meio de um produto que une tradição, saber local, economia e identidade regional. Mais informações sobre patrimônio cultural podem ser acompanhadas no portal do Iphan.








