
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (12) que recebeu com “pesar” a decisão do governo dos Estados Unidos de retirar as sanções impostas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro lamenta retirada de sanções contra Moraes, considerando que segundo ele, a medida encerrou uma janela de oportunidade para o país enfrentar problemas estruturais. Bolsonaro lamenta retirada de sanções contra Moraes, pois a decisão enfraquece a possibilidade de reformas jurídicas.
O parlamentar se manifestou por meio de uma nota publicada nas redes sociais. No texto, ele avaliou que a retirada das sanções enfraquece a pressão internacional sobre o Judiciário brasileiro e reduz o espaço para mudanças institucionais. Novamente, Bolsonaro lamenta a retirada de sanções contra Moraes, que poderia ter pressionado mais o judiciário brasileiro.
Governo dos EUA retira Moraes da Lei Magnitsky
O governo norte-americano retirou Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, instrumento usado para punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos. No entanto, as autoridades americanas não explicaram os motivos da decisão. A reação foi imediata quando Bolsonaro lamenta retirada de sanções contra Moraes, destacando a falta de justificativas.
Enquanto as sanções estavam em vigor, eventuais bens do ministro nos Estados Unidos permaneciam bloqueados. Além disso, cidadãos americanos não podiam realizar negócios com ele ou com empresas ligadas ao casal. Moraes havia entrado na lista em julho deste ano.
Eduardo Bolsonaro critica falta de coesão política
Na nota, Eduardo Bolsonaro afirmou que a sociedade brasileira não conseguiu se unir politicamente para enfrentar o que chamou de problemas estruturais do país. Segundo ele, a falta de articulação interna comprometeu o avanço das iniciativas.
Além disso, o deputado apontou que o apoio insuficiente a ações conduzidas no exterior contribuiu para o agravamento do cenário político atual. Para ele, a retirada das sanções representa um retrocesso nesse processo.
Atuação internacional e bastidores diplomáticos
Eduardo Bolsonaro atuou como um dos principais interlocutores internacionais durante o período em que as sanções estiveram em vigor. À época, o governo dos Estados Unidos justificou a medida citando decisões do STF envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com apuração da GloboNews, o Itamaraty já trabalhava com a expectativa de reversão das sanções. O tema apareceu em reuniões diplomáticas e também em conversas diretas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o então presidente americano Donald Trump.
STF reage e defende independência do Judiciário
Quando os Estados Unidos anunciaram as sanções, Alexandre de Moraes classificou a decisão como “ilegal e lamentável”. Em resposta, o Supremo Tribunal Federal divulgou uma nota em defesa da independência do Judiciário brasileiro.
O STF afirmou que juízes brasileiros não aceitarão pressões externas e reforçou que a atuação da Corte segue a Constituição e a soberania nacional.
Decisão amplia debate político no Brasil
A retirada das sanções ocorre em meio a um ambiente político tenso, marcado por decisões recentes do STF e por embates entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e o Judiciário.
Enquanto aliados do ex-presidente veem a medida como uma oportunidade perdida, o governo brasileiro trata a decisão como um gesto de normalização diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
Fonte: G1











