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terça-feira, abril 14, 2026

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Café transforma vidas de produtores reassentados em Porto Velho

Café Ajuri se tornou símbolo de renda, organização comunitária e reconstrução de vida para produtores do Reassentamento Santa Rita, em Porto Velho. A comunidade, localizada a cerca de 60 quilômetros do perímetro urbano da capital, na BR-364, km 54, reúne famílias que passaram a enxergar na cafeicultura uma nova oportunidade econômica.

Entre os produtores está Artur Raposo, agricultor que vive a rotina do campo desde as primeiras horas do dia. O café plantado, colhido, torrado e moído pela própria associação local ganhou marca própria e já circula em casas da capital, instituições de ensino e até em eventos fora do estado.

Resumo rápido

Comunidade

100+ famílias

Grupo reassentado após a construção da UHE Santo Antônio.

Produção

50 hectares

Área cultivada fortalece a base produtiva da comunidade.

Marca local

Café Ajuri

Produto beneficiado e comercializado pela associação.

O Café Ajuri nasce de uma história marcada por deslocamento, adaptação e trabalho coletivo. As famílias que antes viviam na margem esquerda do rio Madeira precisaram deixar suas áreas por causa da construção da usina. No novo território, a produção de café passou a representar estabilidade, renda e perspectiva de futuro.

Café Ajuri fortalece marca própria da comunidade

Homens brindando com copos de bebida

A associação criada pelos produtores ajudou a organizar o beneficiamento e a comercialização do produto. Assim, o café deixou de ser apenas uma lavoura e passou a carregar identidade territorial. O robusta amazônico produzido na comunidade Santa Rita é 100% regional e reforça a presença da agricultura familiar na economia de Porto Velho.

Leitura do impacto

Da lavoura ao mercado

A força da marca está no ciclo completo: plantio, colheita, torra, moagem e venda passam pela própria organização dos produtores. Isso aumenta o valor agregado e reduz a dependência da venda apenas como matéria-prima.

Segundo Artur Raposo, o apoio da Prefeitura de Porto Velho tem sido importante para ampliar as perspectivas de crescimento. Ele afirma que a comunidade já consegue sonhar com uma produção maior por causa dos incentivos e das melhorias realizadas no campo.

Um dos programas citados pelo produtor é o “Porteira Adentro”, que atua na recuperação de estradas vicinais. A melhoria no acesso às propriedades facilita o escoamento do Café Ajuri, ajuda na chegada de insumos e reduz dificuldades logísticas enfrentadas por agricultores da zona rural.

Caminho da produção

Infraestrutura rural muda o resultado no campo

Acesso:
estradas vicinais melhores aproximam lavouras, compradores e serviços.
Escoamento:
a produção chega com mais segurança ao beneficiamento e ao mercado.
Renda:
a marca própria amplia o valor recebido pela comunidade.

O prefeito Léo Moraes afirmou que o fortalecimento das comunidades rurais é essencial para o desenvolvimento do município. De acordo com ele, o café vem mudando histórias em Porto Velho e a gestão seguirá acompanhando as necessidades dos produtores.

Além do consumo em casas da capital, o produto também alcançou compradores institucionais. IFRO e UNIR estão entre os principais compradores do café produzido pelos reassentados da comunidade Santa Rita. Essa presença reforça a credibilidade do Café Ajuri e amplia a conexão entre produção rural, ensino e desenvolvimento local.

Grãos de café em plantações verdes

Por que a história chama atenção

O caso reúne três elementos editoriais fortes: reassentamento, organização produtiva e agregação de valor. A comunidade não apenas cultiva o café, mas também constrói uma marca capaz de representar origem, trabalho familiar e qualidade regional.

Com isso, o Café Ajuri passa a ocupar um espaço que vai além da produção agrícola. Ele se torna vitrine de uma economia local baseada em identidade, cooperação e melhoria das condições de vida no campo.

A participação de Artur Raposo em eventos como a COP 30, realizada no ano passado em Belém, mostra que a experiência do Reassentamento Santa Rita já ultrapassa os limites da comunidade. O produto leva o nome dos agricultores para novos espaços e fortalece o reconhecimento do robusta amazônico produzido em Porto Velho.

Na prática, o avanço do Café Ajuri revela como políticas de apoio rural, organização associativa e beneficiamento local podem transformar uma atividade agrícola em estratégia de desenvolvimento. Para os produtores reassentados, a lavoura representa mais do que renda: representa permanência, autonomia e futuro.

Fonte da notícia: Prefeitura de Porto Velho

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