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quarta-feira, abril 15, 2026

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Após CPI rejeitar indiciamentos, Gilmar mira Vieira

Gilmar Mendes quer apresentar uma representação criminal contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) depois que a CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República.

O parecer, elaborado por Vieira, foi derrotado por 6 votos a 4. O texto mirava Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Paulo Gonet, mas não avançou como conclusão oficial da comissão.

O que mudou após a votação

RELATÓRIO DERROTADO

6 votos a 4

A CPI rejeitou o parecer que pedia o indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República.

REAÇÃO NO STF

Ação em estudo

Gilmar Mendes quer representar contra Alessandro Vieira após a ofensiva do relatório contra integrantes da Corte.

TENSÃO INSTITUCIONAL

Crise aberta

Mesmo rejeitado, o relatório ampliou o confronto político entre setores do Senado e do Supremo Tribunal Federal. 

Gilmar Mendes reage após derrota de relatório na CPI

Gilmar Mendes reagiu publicamente ao relatório e afirmou que uma CPI não teria base legal para pedir o indiciamento de ministros do STF. Durante sessão da Segunda Turma, ele chamou o parecer de “proposta tacanha”.

Segundo a publicação do G1, o ministro também avaliou que eventuais excessos da comissão podem configurar crime de abuso de autoridade. Nos bastidores, integrantes do Supremo classificaram a iniciativa como uma escalada de tensão institucional.

Sequência dos fatos

O relatório pediu indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República.

A CPI rejeitou o parecer por 6 votos a 4 após mudanças na composição do colegiado.

Depois da derrota do texto, Gilmar Mendes passou a defender reação jurídica contra Alessandro Vieira.

O relatório de Alessandro Vieira apontava supostos indícios de crimes de responsabilidade. O documento sustentava que ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos em processos ligados ao Banco Master no Supremo.

No caso de Dias Toffoli, o texto mencionava negócios envolvendo empresa familiar do ministro e fundo gerido por companhia relacionada ao Banco Master. Também citava viagem em jatinho privado para Lima, no Peru.

EFEITO POLÍTICO

A rejeição do relatório não encerrou a crise entre Senado e Supremo.

EFEITO JURÍDICO

A reação pode virar representação criminal contra o relator da CPI.

CPI rejeitou indiciamentos de ministros do STF

A CPI do Crime Organizado foi instalada para investigar omissões no combate ao crime organizado no Brasil. O Banco Master entrou no foco da comissão após suspeitas de irregularidades em operações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita.

Antes da votação, três integrantes titulares da comissão foram trocados. Com a nova composição, o relatório de Vieira foi rejeitado. A derrota impediu que o pedido de indiciamento fosse aprovado pela maioria do colegiado.

Gilmar Mendes argumenta que crimes de responsabilidade seguem rito próprio e não caberia à CPI tratar o tema como indiciamento criminal. Ele também criticou o que classificou como tentativa de criminalizar decisões judiciais.

PONTO CENTRAL

A CPI pode investigar, mas não julga nem pune autoridades.

Por isso, a disputa envolve os limites da comissão, a reação do Supremo e os efeitos políticos do relatório rejeitado.

A Procuradoria-Geral da República informou ao G1 que não iria se manifestar. Já a Associação Nacional dos Procuradores da República afirmou que as conclusões sobre Paulo Gonet eram precipitadas e sem fundamento.

O ministro Flávio Dino, que não estava entre os nomes citados no pedido de indiciamento, publicou mensagem em defesa dos colegas. Ele afirmou que críticas devem ocorrer com respeito à dignidade das pessoas e à preservação das instituições democráticas.

Reação de Gilmar Mendes amplia tensão institucional

O movimento de Gilmar Mendes ocorre em meio a um ambiente de confronto entre setores do Legislativo e do Judiciário. Embora o relatório tenha sido rejeitado, a iniciativa de Alessandro Vieira provocou reação pública e reservada dentro do STF.

Relatório derrotado
O texto não virou posição oficial da CPI, mas produziu forte repercussão política.
Resposta do Supremo
Integrantes da Corte discutem medidas jurídicas após o episódio.

Reservadamente, uma ala do Supremo também passou a discutir alternativas para tentar tornar Alessandro Vieira inelegível ainda neste ano. A avaliação relatada ao G1 é que o senador cruzou uma linha ao mirar diretamente membros da Corte.

Se Gilmar Mendes formalizar a representação, o caso deverá avançar para análise dentro do próprio sistema de Justiça. Até agora, o efeito mais concreto foi a rejeição do relatório na CPI, mas a crise política e institucional segue aberta.

Fonte da notícia: G1

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