China em feiras agrícolas passou a chamar atenção no Brasil com o avanço de empresas do país asiático em eventos do agronegócio, especialmente na Agrishow, em Ribeirão Preto. Segundo reportagem da CNN Brasil, a presença chinesa cresceu nos últimos dois anos e reforça uma estratégia que vai além da compra de commodities.
O movimento mostra uma aproximação mais ampla entre tecnologia, máquinas agrícolas, drones e parcerias comerciais. Empresas chinesas observam tecnologias nacionais, pesquisas ligadas à ciência tropical e, ao mesmo tempo, oferecem soluções que prometem reduzir custos de mecanização para produtores brasileiros.
Presença chinesa ganha força na Agrishow
O Pavilhão China resume a mudança: mais empresas, melhor localização e maior visibilidade dentro da principal feira agrícola do país.
Aumento da participação chinesa em dois anos de Agrishow.
Número de companhias com estandes no Pavilhão China.
Extensão citada da Agrishow em Ribeirão Preto.
China em feiras agrícolas mira tecnologia e negócios
Na Agrishow, empresários chineses circularam em um ambiente marcado por tradutores, celulares usados em conversas simultâneas, cartões de visita em mandarim e negociações com brasileiros. A reportagem aponta que a China em feiras agrícolas passou a funcionar como vitrine para negócios em máquinas agrícolas no Brasil e na América do Sul.
O organizador do Pavilhão China, Neeson Cheng, afirmou à CNN Agro que o espaço deste ano ficou maior e mais bem localizado. Segundo ele, a edição anterior gerou negócios ao longo do ano seguinte, mesmo quando as conversas não foram concluídas durante a feira.
Feira vira vitrine para máquinas e parcerias
Empresas apresentam máquinas, implementos e tecnologias para produtores rurais.
Contatos iniciados na feira podem virar negócios depois do evento.
A presença chinesa deve crescer também em outros eventos agrícolas.
Além da Agrishow, o plano citado é ampliar a atuação em eventos de nicho, como a Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Com isso, a China em feiras agrícolas reforça uma presença mais estratégica no setor, com atenção especial a tecnologia, inteligência artificial, máquinas e soluções de menor custo.
Drones chineses se destacam no agro brasileiro
Entre os itens de maior interesse, os drones agrícolas ganharam destaque. A DJI, fabricante chinesa já consolidada no Brasil, atua oficialmente no país desde 2020 e aposta em equipamentos mais acessíveis, parcerias locais e suporte técnico para ampliar mercado.

A empresa possui modelos voltados a diferentes perfis de produtores. Há drones com capacidade de 20 litros, indicados para agricultura familiar e pequeno porte, e modelos maiores, com até 100 litros. Segundo a companhia, o desempenho pode chegar a 230 hectares por dia, conforme as condições de uso.
Drones atendem diferentes escalas de produção
Modelo voltado à agricultura familiar.
Equipamento para operações com demanda maior.
Potencial informado pela empresa.
Apesar do avanço, a DJI avalia que o mercado brasileiro ainda está no início. A reportagem cita cerca de 20 mil drones agrícolas em operação no país, com penetração estimada de 7%. A projeção da empresa é que o Brasil possa chegar a 170 mil drones agrícolas nos próximos cinco a dez anos.
Embora a produção permaneça concentrada na China, a companhia afirma que aumenta investimentos no Brasil, principalmente em estrutura comercial e suporte. Atualmente, conta com cerca de dez importadores e mais de 400 pontos autorizados para venda e assistência técnica.
China em feiras agrícolas sinaliza nova fase comercial
A presença da China em feiras agrícolas mostra uma relação mais diversificada com o agro brasileiro. O interesse não está apenas em commodities, mas também em tecnologia, máquinas, drones e soluções capazes de ampliar eficiência no campo.
O que essa expansão indica
Empresas chinesas buscam ampliar presença no mercado rural brasileiro.
Drones e máquinas aparecem como vitrines centrais.
Parcerias e assistência ajudam a sustentar a expansão.
O avanço da China em feiras agrícolas também indica uma tentativa de consolidar presença em mercados de nicho, onde o contato direto com produtores, distribuidores e técnicos pode acelerar novas parcerias.
Com a expansão da China em feiras agrícolas, a tendência apontada pela reportagem é de uma atuação chinesa cada vez mais organizada no agronegócio brasileiro. Para o produtor, o ponto central está na oferta de equipamentos, suporte e soluções voltadas à redução de custos e ganho de eficiência.
Fonte da notícia: CNN Brasil


