O debate sobre crianças com celular em Rondônia ganhou força com um novo dado nacional do IBGE: pela primeira vez desde o início da série histórica, caiu a proporção de brasileiros de 10 a 13 anos que tinham o próprio aparelho.
Segundo a Agência Brasil, com base no módulo de tecnologia da informação e comunicação da Pnad Contínua, 55,2% das crianças de 10 a 13 anos tinham celular em 2025. O índice representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.
O levantamento não traz recorte específico para Rondônia, mas serve de alerta para famílias em Porto Velho e no interior. O tema envolve segurança digital infantil, privacidade, redes sociais, exposição de imagem e uso consciente da tecnologia.
Na prática, a discussão sobre crianças com celular em Rondônia não deve ser tratada com pânico nem com liberação sem acompanhamento. O ponto central é criar diálogo, regras proporcionais à idade e orientação segura dentro de casa e na escola.
O tema integra a cobertura de Tecnologia, Educação e Direitos Humanos do TVdoPOVO. Veja também notícias de Tecnologia, Educação e Rondônia.
Neste artigo, você vai ver
Segurança digital
Resumo para pais e responsáveis
Faixa etária: crianças de 10 a 13 anos.
Dado nacional: 55,2% tinham celular em 2025.
Preocupação: segurança e privacidade passaram a liderar os motivos citados.
Crianças com celular em Rondônia: dado nacional acende alerta
Em 2025, o IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros de 10 a 13 anos tinham celular. Foi a primeira queda desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2016.
Esse grupo etário foi o único com redução na posse do aparelho. Nas demais faixas de idade, o uso de celular continuou crescendo, e o aparelho segue presente na rotina da maior parte da população.
Para famílias de Rondônia, a leitura correta é de referência nacional. Não é possível afirmar, com base no material analisado, que houve queda específica no estado. Ainda assim, o assunto ajuda pais, mães, responsáveis e escolas a discutirem limites e segurança.
Ponto central
55,2% tinham celular em 2025
Faixa etária: crianças de 10 a 13 anos.
Variação: queda de 1,5 ponto percentual em relação a 2024.
Leitura: foi o único grupo etário com recuo na posse do aparelho.
Segurança e privacidade viram motivo principal
Entre os responsáveis por crianças que não têm celular, a preocupação com privacidade e segurança foi citada por 32%. O índice subiu 7,8 pontos percentuais em relação a 2024 e quase dobrou desde 2022.
Esse dado mostra uma mudança importante. Antes, o preço do aparelho aparecia como principal razão para a criança não ter celular. Agora, a decisão passou a envolver mais fortemente exposição digital, aplicativos, mensagens e redes sociais.
No debate sobre crianças com celular em Rondônia, esse ponto ajuda as famílias a fazerem uma pergunta mais ampla: a criança está preparada para lidar com contatos desconhecidos, privacidade, imagens, grupos e regras de convivência online?
Por que algumas famílias evitam o aparelho
Internet, escola e uso consciente do celular
O acesso à internet entre crianças de 10 a 13 anos também teve leve queda, independentemente do aparelho usado, passando de 84,9% para 84,4% no recorte nacional.
O tema ganhou outra camada com a Lei nº 15.100/2025, que trata do uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, inclusive celulares, em escolas públicas e privadas da educação básica.
Para famílias e escolas, o tema não deve ser tratado como guerra contra a tecnologia. O caminho mais equilibrado é construir regras de uso, horários, orientação sobre aplicativos, cuidado com imagens e diálogo sobre redes sociais.
Alerta para famílias e escolas
Sem pânico: tecnologia pode apoiar estudo, comunicação e acesso a serviços.
Combinados: horários, aplicativos, privacidade e redes sociais precisam ser discutidos.
Escola: regras de uso devem proteger aprendizagem, convivência e saúde dos estudantes.
Tecnologia cresce entre idosos e no acesso a serviços
Enquanto houve recuo entre crianças de 10 a 13 anos, a tecnologia avançou entre idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos usavam internet, alta de 4,4 pontos percentuais em relação a 2024.
A proporção de idosos com celular passou de 78,3% em 2024 para 80,3% em 2025. Na população geral, o uso da internet também cresceu, mostrando que a conexão segue cada vez mais presente na vida cotidiana.
Esse contraste reforça que o debate sobre crianças com celular em Rondônia não é contra a tecnologia. A questão é adequar idade, contexto, supervisão e finalidade de uso.
Tecnologia no cotidiano
Bancos: acesso digital facilita pagamentos e serviços financeiros.
Serviços públicos: internet virou caminho para consultas, cadastros e solicitações.
Compras: mais pessoas usam a rede para comprar ou encomendar produtos.
Como famílias de Rondônia podem tratar o tema
O debate não deve culpabilizar pais, mães, escolas ou estudantes. A tecnologia faz parte da vida social, mas exige orientação, limites claros e cuidado com exposição de imagem, contatos desconhecidos e redes sociais.
Uma forma prática de começar é conversar sobre horários de uso, locais onde o celular pode ser utilizado, tipos de aplicativo permitidos, privacidade em fotos e vídeos, grupos de mensagens e o que fazer diante de conteúdo inadequado.
Como serviço público, o tema crianças com celular em Rondônia precisa ser tratado com equilíbrio: reconhecer os usos positivos da internet e, ao mesmo tempo, orientar crianças e adolescentes sobre segurança digital.
Mais informações podem ser acompanhadas na reportagem da Agência Brasil e nos materiais oficiais do IBGE sobre a Pnad Contínua.
Atenção ao leitor
O levantamento é nacional e não traz recorte específico para Rondônia. A leitura local deve ser de orientação para famílias, escolas e responsáveis sobre segurança digital infantil.
Resumo final
O debate sobre crianças com celular em Rondônia deve envolver privacidade, segurança, rotina escolar, diálogo familiar e uso consciente da tecnologia.



