Famílias em Resex de Rondônia poderão participar de uma chamada pública federal do Projeto Floresta+ Amazônia que prevê pagamento por serviços ambientais para povos e comunidades tradicionais em Reservas Extrativistas da Amazônia.
Em Rondônia, a iniciativa contempla as Reservas Extrativistas Rio Cautário e Rio Ouro Preto. O apoio pode chegar a R$ 8 mil por família, dividido em duas parcelas anuais de R$ 4 mil, desde que a inscrição seja aprovada e os critérios ambientais sejam cumpridos.
A chamada foi lançada pelo Governo do Brasil no âmbito do Projeto Floresta+ Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.
Neste artigo, você vai ver:
- quem pode participar da chamada pública;
- quais Reservas Extrativistas de Rondônia foram incluídas;
- como funciona o pagamento de até R$ 8 mil por família;
- quando começam as inscrições;
- quais cuidados as famílias devem observar antes da adesão.
Resumo para o leitor
Famílias em Resex de Rondônia entram na chamada
A chamada pública é voltada a povos e comunidades tradicionais que desenvolvem atividades de uso sustentável dos recursos naturais em Reservas Extrativistas da Amazônia. No caso de Rondônia, as áreas contempladas são a Resex Rio Cautário e a Resex Rio Ouro Preto.
De acordo com o ICMBio, a iniciativa deve reconhecer mais de 1.100 famílias nos estados do Amazonas e de Rondônia. O objetivo é valorizar quem vive em áreas protegidas e contribui para manter a floresta em pé.
O pagamento por serviços ambientais não deve ser entendido como benefício automático. A participação é voluntária e depende de inscrição aprovada, cadastro validado pelo ICMBio na Resex elegível e cumprimento das regras previstas na chamada pública.
Critérios principais
Pagamento pode chegar a R$ 8 mil por família
O valor previsto para as famílias aprovadas pode chegar a R$ 8 mil, dividido em duas parcelas anuais de R$ 4 mil. A primeira parcela será liberada após aprovação da inscrição.
O segundo repasse dependerá dos resultados do monitoramento de desmatamento na unidade de conservação. A avaliação será feita com base em dados oficiais do sistema Prodes, usado para acompanhar o desmatamento por satélite.
Na prática, o pagamento por serviços ambientais reconhece que comunidades tradicionais prestam um serviço público ao conservar a floresta, proteger recursos naturais e manter atividades sustentáveis dentro das Reservas Extrativistas.
Como funciona o pagamento
Inscrições começam em setembro de 2026
As inscrições começam em 1º de setembro de 2026 e seguem até 31 de março de 2027. O processo deve ocorrer principalmente por meio de mutirões nos territórios elegíveis, com equipes do MMA, ICMBio e PNUD.
A participação das famílias é voluntária. Além do cadastro validado, a chamada exige adesão formal, anuência no processo de Consentimento Livre, Prévio e Informado, cumprimento das responsabilidades previstas no contrato de uso da área e respeito ao Plano de Manejo.
Também estão entre os critérios não ter embargo ambiental ativo, infrações ambientais vinculadas ao CPF do provedor de serviços ambientais ou pendências relacionadas a termos ambientais firmados com órgãos federais.
Datas da chamada pública
Por que a chamada importa para famílias em Resex de Rondônia
As famílias em Resex de Rondônia vivem em territórios onde a conservação ambiental está ligada à rotina, à produção, ao uso sustentável dos recursos naturais e à permanência das comunidades tradicionais na floresta.
Segundo a fonte oficial, as unidades selecionadas mantêm pelo menos 90% de seus territórios com cobertura de vegetação nativa. Ao mesmo tempo, estão em regiões que exigem atenção por causa de alertas de desmatamento no entorno.
Por isso, o pagamento por serviços ambientais funciona como reconhecimento ao papel das famílias que ajudam a proteger a floresta. A chamada também fortalece a economia da floresta, que depende de atividades sustentáveis, segurança territorial, orientação técnica e políticas públicas contínuas.
Para as famílias em Resex de Rondônia, a chamada representa uma forma de reconhecimento pelo trabalho de conservação feito no dia a dia. O pagamento por serviços ambientais valoriza quem vive em áreas protegidas, usa os recursos naturais de forma sustentável e contribui para manter a floresta em pé.
Economia da floresta em Rondônia
A chamada coloca as comunidades tradicionais no centro do debate sobre conservação, renda e permanência na floresta. Para Rondônia, o ponto principal é reconhecer que proteger a Amazônia também depende de fortalecer quem vive nos territórios.
Famílias em Resex de Rondônia devem buscar orientação oficial
A chamada não vale para qualquer morador rural. Ela é voltada a famílias em Resex de Rondônia e de outras áreas selecionadas da Amazônia, desde que tenham cadastro validado em Reservas Extrativistas participantes e cumpram as regras previstas no edital.
Por isso, as famílias interessadas devem acompanhar os canais oficiais do ICMBio, do MMA, do PNUD e as orientações repassadas nos mutirões dos territórios elegíveis. Também é importante não entregar dados pessoais a terceiros sem confirmação da origem da orientação.
A cobertura integra as pautas de meio ambiente, economia da floresta e Rondônia. Para acompanhar outros temas relacionados, veja também a editoria de Meio Ambiente no TVdoPOVO.
O que não confundir
Resumo final
As famílias em Resex de Rondônia incluídas na chamada do Projeto Floresta+ Amazônia poderão receber até R$ 8 mil por serviços ambientais, desde que a inscrição seja aprovada e as regras sejam cumpridas.
Em Rondônia, a chamada contempla as Resex Rio Cautário e Rio Ouro Preto. As inscrições começam em 1º de setembro de 2026 e seguem até 31 de março de 2027, com participação voluntária e acompanhamento das equipes oficiais.



