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terça-feira, outubro 13, 2026

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Sífilis congênita recua 52,3% e reforça importância do pré-natal

Porto Velho registrou queda de 52,3% nos casos de sífilis congênita entre 2022 e 2025. Segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em 13 de outubro, as notificações passaram de 44 para 21. A comparação utiliza dois anos já encerrados; não se trata de resultado consolidado de 2026.

A redução foi associada pela Prefeitura à ampliação dos testes e do acompanhamento durante a gravidez. Para as famílias, a informação central é que identificar a infecção cedo, iniciar o tratamento indicado e acompanhar também a parceria sexual pode evitar a transmissão ao bebê.

Casos passaram de 44 para 21 entre 2022 e 2025

O indicador informado pela Semusa representa 23 registros a menos na comparação entre 2022 e 2025. A queda da sífilis congênita foi divulgada no contexto do Outubro Verde, dedicado à conscientização sobre a infecção e seus efeitos durante a gestação.

Outro número apresentado é o crescimento no diagnóstico e acompanhamento de gestantes com a infecção: de 214 em 2021 para 395 em 2025, alta de 84,6%. Isso aponta maior identificação de casos na rede, mas não permite concluir, isoladamente, que a circulação da bactéria tenha diminuído entre gestantes.

Entenda o período:
a redução de 52,3% compara 2022 com 2025. Os dados apresentados não correspondem a um balanço anual fechado de 2026.

Infecção durante a gravidez pode trazer riscos ao bebê

A sífilis congênita ocorre quando a bactéria responsável pela infecção passa da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto. Sem acompanhamento e tratamento adequados, a situação pode provocar aborto, prematuridade e problemas de saúde no recém-nascido.

Ter sífilis durante a gravidez não significa que o bebê necessariamente será infectado. O atendimento oportuno permite avaliar a situação, iniciar a medicação indicada e acompanhar a resposta ao tratamento. Evitar a sífilis congênita depende de testar e tratar a infecção na gestante. Por isso, não é recomendável esperar o aparecimento de sintomas para procurar uma UBS.

Importante:
a infecção pode não apresentar sinais perceptíveis. O exame no pré-natal é uma medida de proteção mesmo quando a gestante se sente bem.

Arte informativa com atendimento pré-natal ilustrativo e orientação sobre testes e tratamento gratuitos para prevenir a transmissão da sífilis ao bebê.
Testes e acompanhamento durante a gravidez ajudam a prevenir a transmissão da infecção ao bebê. Crédito: Arte TVdoPOVO.

Testagem no pré-natal ajuda a identificar a infecção

A orientação da rede municipal é iniciar o pré-natal assim que houver suspeita ou confirmação da gravidez. Nesse atendimento, o teste para sífilis na gestante ajuda a prevenir a sífilis congênita antes que a transmissão aconteça. O acompanhamento inclui exames nos períodos indicados pela equipe de saúde.

A testagem pode precisar ser repetida durante a gravidez, mesmo após resultado anterior negativo. A recomendação individual depende da avaliação do serviço de saúde. O mais importante é não interromper as consultas nem deixar de levar os resultados aos profissionais que acompanham a gestação.

Tratamento adequado também envolve o parceiro

Quando há diagnóstico de sífilis na gravidez, a equipe de saúde avalia e inicia o tratamento adequado, geralmente à base de penicilina benzatina. A aplicação deve seguir o esquema prescrito: não basta ter recebido uma dose sem confirmar se todo o tratamento necessário foi concluído.

A prevenção da sífilis congênita também requer atenção à possibilidade de reinfecção. A gestante pode contrair novamente a infecção após o tratamento, o que aumenta os riscos e exige nova avaliação profissional.

Proteção em conjunto:
a parceria sexual também precisa de avaliação e tratamento conforme orientação profissional, para reduzir o risco de reinfecção durante a gravidez. O preservativo ajuda a prevenir sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis.

UBSs oferecem testes gratuitos na capital e nos distritos

Quem precisa realizar o teste ou iniciar o pré-natal pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, na capital ou nos distritos de Porto Velho. A Prefeitura informa que os testes rápidos são gratuitos e sigilosos, com resultado em aproximadamente 15 a 20 minutos.

A orientação municipal é levar documento oficial com foto, Cartão do SUS ou CPF. Gestantes com teste positivo devem buscar atendimento sem demora e seguir a orientação profissional. O enfrentamento da sífilis congênita depende de diagnóstico, tratamento completo e acompanhamento da mãe e do bebê.

Onde procurar:
unidades básicas de saúde de Porto Velho e dos distritos. Os serviços de testagem e acompanhamento do pré-natal são gratuitos na rede pública.

Os dados representam avanço no indicador apresentado pela gestão municipal, mas os 21 casos registrados em 2025 mostram que o risco não desapareceu. A prevenção da sífilis congênita continua dependendo de acesso ao pré-natal e de atendimento oportuno.

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