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Porto Velho inicia limpeza de jardins de chuva e retira 2 mil litros de resíduos

Os jardins de chuva de Porto Velho começaram a receber uma nova etapa de manutenção nesta quarta-feira (28). Equipes da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), vinculada à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), iniciaram o trabalho em duas estruturas da rua Governador Ari Marcos, com remoção de resíduos, limpeza das entradas de água e cuidados com a vegetação.

A Prefeitura informou a retirada de aproximadamente 2 mil litros de resíduos desses dois pontos. O serviço é preventivo e busca manter livres os acessos por onde a água da chuva chega aos jardins. A quantidade removida não representa a capacidade de armazenamento de água das estruturas.

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O que mudou nos jardins de chuva da rua Governador Ari Marcos

Os primeiros locais atendidos ficam na rua Governador Ari Marcos, um próximo à avenida Rio de Janeiro e outro na altura da rua Alexandre Guimarães. Segundo o município, as equipes recolheram folhas secas e materiais acumulados, retiraram ervas daninhas e fizeram a poda necessária para conservar as áreas plantadas.

O volume aproximado de resíduos corresponde, segundo a Prefeitura, a dez sacos de 200 litros. Esse dado ajuda a dimensionar a quantidade de material retirado apenas nas duas unidades atendidas nesta etapa; não deve ser interpretado como volume de água drenada ou como medida de desempenho hidráulico.

A manutenção também inclui o controle da grama, para que a vegetação não avance sobre os espaços destinados à chegada e à circulação da água. As plantas saudáveis são preservadas, pois fazem parte do projeto de infraestrutura verde e não apenas de seu aspecto paisagístico.

Como os jardins de chuva ajudam na drenagem

Os jardins de chuva são áreas planejadas para receber temporariamente parte da água que escorre pelas ruas e calçadas. Em vez de encaminhar imediatamente todo esse volume para tubulações, as estruturas usam solo preparado, pedras e vegetação para favorecer retenção e infiltração no terreno.

Na prática, eles funcionam como complemento da drenagem tradicional, formada por bocas de lobo, caixas, galerias e tubulações. Não substituem essas estruturas e, sozinhos, não garantem o fim dos alagamentos. O desempenho depende de fatores como intensidade da chuva, características do solo, dimensões do projeto e conservação dos acessos.

A própria Prefeitura já divulgou estimativas diferentes de capacidade para jardins implantados em Porto Velho. Por isso, esta reportagem não atribui uma capacidade específica aos dois jardins da rua Governador Ari Marcos: o comunicado de 28 de outubro não apresenta medição individual desses equipamentos urbanos.

Faixa explica a limpeza das entradas de água e preservação da vegetação nos jardins de chuva.
Limpeza das entradas de água e preservação da vegetação fazem parte da manutenção dos jardins de chuva. Ilustração digital editorial TVdoPOVO.

Por que a limpeza das entradas de água é importante

Mesmo quando uma estrutura utiliza elementos naturais, ela precisa de limpeza periódica. Folhas secas, terra e lixo podem bloquear os pontos de entrada e dificultar a passagem da água até a área destinada à infiltração. Daí a importância de remover o material acumulado sem eliminar indiscriminadamente a vegetação.

Nos jardins de chuva, a vegetação saudável ajuda a compor o sistema e deve permanecer protegida durante a manutenção. A retirada de ervas daninhas, o controle de grama e as podas descritas pela Sesb são medidas diferentes da remoção integral das plantas, que não foi anunciada.

A limpeza dos jardins se aproxima, em finalidade preventiva, dos cuidados necessários com bocas de lobo e galerias: permitir que a água encontre seu caminho. Isso não significa, contudo, que a manutenção de uma única estrutura resolva problemas de drenagem de toda a região.

Quais são os próximos pontos e o que ainda falta saber

A programação divulgada pela Sesb também contempla um jardim na rua Cipriano Gurgel, no bairro Industrial. Nesse local, a equipe identificou necessidade de corte e controle da vegetação. O comunicado menciona ainda avaliação e limpeza de outros pontos implantados pelo município.

Até a publicação do informe, a Prefeitura não apresentou um calendário completo das próximas intervenções, o custo da manutenção nem resultados medidos de vazão ou redução de alagamentos. Portanto, não há base para afirmar que o trabalho já produziu melhora quantificada no escoamento das chuvas.

O acompanhamento das próximas etapas poderá mostrar quando as demais unidades serão atendidas e se serão divulgados critérios de periodicidade. A informação confirmada neste momento é o início dos serviços nas duas estruturas da Governador Ari Marcos e a inclusão da Cipriano Gurgel na programação.

Como a população pode ajudar a conservar os jardins

A população pode ajudar a conservar os jardins de chuva ao evitar o descarte de lixo, entulho e outros materiais em suas áreas ou nas entradas de água. Resíduos depositados nesses espaços podem comprometer justamente a passagem que a manutenção busca desobstruir.

Para acompanhar ações futuras, a orientação é consultar os comunicados oficiais da Prefeitura de Porto Velho e da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Informações sobre cronograma, custos ou resultados que venham a ser publicadas posteriormente deverão ser avaliadas como atualizações, e não como fatos já confirmados em 28 de outubro.

Fonte oficial e contexto

Leia o comunicado da Prefeitura sobre a manutenção, de 28 de outubro de 2026, e o material de referência sobre funcionamento dos jardins de chuva.

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