Inflação de alimentos perde pressão em fevereiro segundo dados do IPCA-15
IPCA-15 de fevereiro mostra alta moderada nos alimentos, com desaceleração frente a meses anteriores

A inflação de alimentos começou a dar sinais de estabilização em fevereiro, segundo dados do IPCA-15 divulgados nesta quinta-feira. O grupo Alimentação e Bebidas registrou alta de 0,20%, com impacto de 0,04 ponto percentual no índice geral. Embora ainda haja pressão em itens específicos, o ritmo de avanço perdeu intensidade em comparação aos meses anteriores.

IPCA-15 indica desaceleração na alimentação no domicílio

Dentro do grupo, a alimentação consumida em casa avançou apenas 0,09%, desacelerando frente a janeiro, quando havia registrado alta de 0,21%. Esse movimento sinaliza que a inflação de alimentos deixou de ser o principal vetor inflacionário neste início de ano.

Os maiores aumentos vieram do tomate, que subiu 10,09%, e das carnes, com alta de 0,76%. No entanto, itens relevantes da cesta básica ajudaram a conter a pressão nos supermercados.

O arroz recuou 2,47%, o frango em pedaços caiu 1,55% e as frutas registraram queda de 1,33%. Dessa forma, o impacto no orçamento das famílias foi parcialmente compensado.

Alimentação fora de casa mantém ritmo mais elevado

Por outro lado, a alimentação fora do domicílio apresentou variação mais intensa, com alta de 0,46%. As refeições subiram 0,62%, enquanto os lanches avançaram 0,28%.

Ainda assim, o cenário atual contrasta com o observado em fevereiro do ano passado. Em 2025, o grupo Alimentação e Bebidas havia subido 0,61% no IPCA-15, mais que o triplo da taxa atual.

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Comparação histórica mostra perda de protagonismo dos alimentos

Nos primeiros meses de 2024, a pressão foi ainda mais forte. Em fevereiro daquele ano, a alimentação no domicílio chegou a subir 1,16%, após avanço de 2,04% em janeiro.

Agora, o comportamento dos preços indica uma inflação mais concentrada em itens específicos e voláteis, como hortaliças. Enquanto isso, produtos básicos mostram estabilidade ou queda, reflexo da melhora na oferta e do efeito das safras.

Especialistas ressaltam que, embora o ritmo tenha diminuído, os alimentos continuam sendo um dos grupos com maior peso no orçamento das famílias brasileiras. Portanto, qualquer oscilação tende a impactar diretamente o custo de vida.

O que muda para o consumidor

A desaceleração da inflação de alimentos reduz parte da pressão sobre o orçamento doméstico. Contudo, o consumidor ainda precisa acompanhar a variação de produtos mais sensíveis, como hortaliças e proteínas.

Se o movimento de estabilização se mantiver nos próximos meses, o grupo pode deixar de ser um dos principais responsáveis pela inflação acumulada em 2026.

Fonte: CNN Brasil