Novo medicamento para hemofilia é aprovado pela Anvisa
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sexta-feira, março 6, 2026

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Novo medicamento para hemofilia é aprovado pela Anvisa

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo tratamento para hemofilia no Brasil. O medicamento, chamado Qfitlia (fitusirana sódica), pode ajudar a prevenir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou hemofilia B.

A decisão amplia as opções terapêuticas para pessoas que convivem com a doença, especialmente aquelas que enfrentam sangramentos recorrentes ou apresentam inibidores contra fatores de coagulação.

A Anvisa priorizou a análise do medicamento porque a hemofilia é considerada uma doença rara. O registro foi concedido à farmacêutica Sanofi Medley e publicado no Diário Oficial da União.

O que é hemofilia

A hemofilia é uma doença genética que dificulta a coagulação do sangue. Pessoas com a condição produzem quantidades insuficientes de proteínas responsáveis pela formação de coágulos, chamadas fatores de coagulação.Quando ocorre um ferimento, o organismo inicia o processo para estancar o sangramento, mas não consegue completar a formação do coágulo com eficiência. Em casos mais graves, sangramentos podem ocorrer mesmo sem cortes ou traumas aparentes.

Novo medicamento pode reduzir episódios de sangramento

Segundo a Anvisa, o medicamento atua na prevenção de episódios hemorrágicos. Dessa forma, o tratamento pode reduzir a frequência de sangramentos e melhorar a qualidade de vida de pessoas que convivem com a hemofilia.

Além disso, novas terapias vêm sendo desenvolvidas para diminuir a necessidade de infusões frequentes de fatores de coagulação, que fazem parte do tratamento tradicional.

Esses avanços representam um passo importante no controle da doença, principalmente para pacientes que enfrentam complicações ou apresentam resposta limitada aos tratamentos convencionais.

Como funciona a coagulação do sangue

No corpo humano, a coagulação acontece por meio de uma sequência de reações envolvendo proteínas chamadas fatores de coagulação. Quando ocorre um corte ou lesão, as plaquetas formam um tampão inicial e, em seguida, esses fatores reforçam o bloqueio do sangramento.

Na hemofilia, esse processo não ocorre de forma completa porque o organismo produz quantidades insuficientes de determinados fatores.

Diferença entre hemofilia A e hemofilia B

Existem dois tipos principais de hemofilia. Embora apresentem sintomas semelhantes, cada tipo está relacionado à deficiência de um fator específico da coagulação.

Hemofilia A

A hemofilia A ocorre quando o organismo produz pouco ou nenhum fator VIII, proteína essencial para a formação de coágulos. Esse tipo representa a maioria dos casos da doença.

Hemofilia B

Já a hemofilia B ocorre quando há deficiência do fator IX. Embora seja menos comum, também provoca dificuldade na coagulação do sangue e pode causar sangramentos prolongados.

Sangramentos podem ocorrer sem ferimentos aparentes

A gravidade da hemofilia varia conforme a quantidade de fator de coagulação presente no organismo. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos espontâneos, mesmo sem cortes ou traumas aparentes.

Esses episódios podem ocorrer dentro das articulações, provocando dor, inflamação e danos permanentes quando acontecem repetidamente.


    Hemofilia no Brasil

    • 14.202 pessoas vivem com hemofilia no Brasil
    • 11.863 têm hemofilia A
    • 2.339 têm hemofilia B

Diagnóstico e tratamento da hemofilia

O diagnóstico geralmente ocorre ainda na infância, quando médicos identificam hematomas frequentes ou sangramentos prolongados após pequenos traumas.

Exames laboratoriais confirmam a deficiência dos fatores de coagulação e permitem identificar o tipo de hemofilia.

O tratamento tradicional consiste na reposição do fator ausente por meio de infusões intravenosas. No entanto, terapias mais modernas vêm sendo desenvolvidas para reduzir a frequência dessas aplicações e prevenir sangramentos.

Com a aprovação do novo medicamento pela Anvisa, especialistas acreditam que os pacientes poderão contar com mais alternativas para controlar a doença e evitar complicações ao longo da vida.

 

Fonte: G1

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