Brasil registra desemprego de 5,4% com mais empregos
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sexta-feira, março 6, 2026

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Brasil registra desemprego de 5,4% com mais empregos

 

Desemprego no Brasil fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, o resultado manteve o mesmo nível do trimestre anterior, indicando estabilidade no curto prazo. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o indicador mostra melhora significativa.

Na comparação anual, houve queda de 1,1 ponto percentual, já que a taxa estava em 6,5%. Dessa forma, os dados reforçam a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro.

📊 Panorama do mercado de trabalho no Brasil

  • Taxa de desemprego: 5,4%
  • População desocupada: 5,9 milhões
  • População ocupada: 102,7 milhões
  • Taxa de subutilização da força de trabalho: 13,8%
  • Pessoas fora da força de trabalho: 66,3 milhões

👥 O que significa desemprego de 5,4% na vida real

Para milhões de brasileiros, os números divulgados pelo IBGE representam mais do que estatísticas econômicas. Eles refletem a realidade de famílias que conseguiram voltar ao mercado de trabalho ou aumentar a renda nos últimos meses.

Com mais de 102 milhões de pessoas ocupadas, o Brasil registra um dos maiores níveis de emprego da série histórica da PNAD Contínua. Isso significa mais trabalhadores recebendo salários, movimentando o comércio e sustentando o consumo das famílias.

Economistas explicam que um mercado de trabalho aquecido costuma trazer efeitos positivos para a economia local. Mais pessoas empregadas significam maior circulação de dinheiro em setores como comércio, serviços e transporte.

Por outro lado, especialistas também alertam que o país ainda enfrenta desafios importantes, como o alto número de trabalhadores informais e a necessidade de ampliar empregos formais com carteira assinada.

Mercado de trabalho brasileiro tem mais de 102 milhões de ocupados

O levantamento mostra que a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, o total permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior.

Por outro lado, quando comparado ao mesmo período de 2025, houve crescimento de 1,7%. Isso significa que cerca de 1,7 milhão de pessoas entraram no mercado de trabalho brasileiro no intervalo de um ano.

Enquanto isso, a população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas. No curto prazo, o número permaneceu estável. Porém, na comparação anual houve queda de 17,1%, o que representa cerca de 1,2 milhão de brasileiros a menos sem trabalho.

Com isso, o nível de ocupação — proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa — ficou em 58,7%. Assim, o indicador permaneceu estável no trimestre e avançou em relação ao ano anterior.

Informalidade no Brasil ainda envolve 38,5 milhões de trabalhadores

Apesar da melhora no emprego, a informalidade no Brasil ainda é um desafio estrutural. Atualmente, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada.

Na prática, isso significa que cerca de 38,5 milhões de trabalhadores atuam sem vínculo formal. Ainda assim, esse percentual mostra leve redução em relação ao ano anterior.

Entre os principais grupos do mercado de trabalho, a PNAD Contínua apontou:

  • Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,4 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,5 milhões

Renda média do trabalhador sobe para R$ 3.652

Outro ponto importante da pesquisa foi o aumento da renda média do trabalhador. Segundo o IBGE, o rendimento real habitual foi estimado em R$ 3.652.

No trimestre, houve crescimento de 2,8%. Já na comparação anual, o avanço chegou a 5,4%. Dessa maneira, os dados indicam recuperação gradual do poder de compra dos trabalhadores.

💰 Evolução da renda do trabalhador no Brasil

  • Rendimento médio mensal: R$ 3.652
  • Crescimento da renda no trimestre: 2,8%
  • Crescimento anual da renda: 5,4%
  • Massa de rendimentos no país: R$ 370,3 bilhões
  • Aumento anual da massa salarial: 7,3%

Economistas analisam cenário do mercado de trabalho brasileiro

De acordo com analistas, os números mostram que o mercado de trabalho brasileiro permanece resiliente. Ao mesmo tempo, o desemprego no Brasil continua em níveis historicamente baixos.

Além disso, o crescimento da renda tende a estimular o consumo das famílias. Por consequência, esse movimento pode fortalecer a atividade econômica nos próximos meses.

No entanto, especialistas alertam que emprego forte e renda maior também podem pressionar a inflação. Por isso, a política monetária tende a continuar sendo conduzida com cautela.

 

Fonte: G1

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