Senado aprova licença-paternidade de até 20 dias no Brasil
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sexta-feira, março 6, 2026

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Senado aprova licença-paternidade de até 20 dias no Brasil

O Senado aprovou o projeto que amplia a licença-paternidade de 5 para até 20 dias no Brasil. A nova regra será implementada de forma gradual a partir de 2027. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dado relevante: quando a licença atingir 20 dias, o impacto anual estimado será de
R$ 4,4 bilhões, segundo cálculo apresentado durante a tramitação da proposta no Senado.

Atualmente, a legislação garante apenas cinco dias de afastamento para o pai trabalhador após o nascimento do filho. No entanto, a nova proposta amplia esse direito e atualiza uma regra que permaneceu praticamente inalterada desde a Constituição de 1988.

Contexto da mudança

A Constituição de 1988 reconheceu o direito à licença-paternidade, porém deixou a definição do prazo para uma lei posterior. Desde então, o país manteve o período mínimo de cinco dias. Agora, o Congresso decidiu ampliar o benefício para incentivar a participação do pai nos primeiros dias de vida da criança.

Além disso, o projeto estabelece um cronograma progressivo para a ampliação do benefício. Dessa forma, empresas e órgãos públicos poderão se adaptar gradualmente à nova regra.

Por que a licença-paternidade é importante

Pesquisas mostram que a presença do pai nos primeiros dias de vida do bebê pode melhorar o desenvolvimento emocional da criança e reduzir a sobrecarga materna. Além disso, quando pais participam ativamente do cuidado inicial, a divisão de tarefas familiares tende a se tornar mais equilibrada ao longo do tempo.

Como será o aumento da licença

  • 2027: licença passa para 10 dias
  • 2028: aumenta para 15 dias
  • 2029: chega a 20 dias

O benefício valerá para pais de filhos biológicos, para quem adotar crianças e também para responsáveis que obtiverem guarda judicial. Além disso, a regra também inclui casais homoafetivos. Nesse caso, um dos pais poderá usar a licença-paternidade enquanto o outro utiliza a licença-maternidade.

Ao mesmo tempo, o projeto define como ocorrerá o pagamento durante o período de afastamento. Primeiro, a empresa paga o salário do funcionário. Em seguida, a Previdência Social reembolsa a companhia.

Regras do benefício

  • O trabalhador recebe remuneração integral durante o período.
  • A empresa paga inicialmente o salário.
  • Depois, a Previdência reembolsa o valor.
  • O pai pode emendar a licença com férias, se houver acordo com a empresa.
  • O período de afastamento não poderá ser dividido.

Além dessas regras, o projeto prevê situações especiais. Por exemplo, quando ocorre parto antecipado, o pai também mantém o direito ao benefício. Da mesma forma, se a mãe permanecer internada após o parto, o prazo da licença começa após a alta hospitalar da mãe ou do bebê.

Situações especiais previstas

  • Licença garantida em caso de parto antecipado.
  • Contagem pode iniciar após a alta hospitalar da mãe ou do recém-nascido.
  • O trabalhador pode receber indenização se ocorrer demissão arbitrária durante o período protegido.

Portanto, se o presidente sancionar a proposta, o Brasil iniciará em 2027 um processo de ampliação gradual da licença-paternidade. Com isso, milhões de pais poderão acompanhar de forma mais próxima os primeiros dias de vida dos filhos.

 

Fonte: Só Notícia Boa

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