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sexta-feira, março 20, 2026

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Ressonância magnética na carne pode mudar padrão de maciez

Ressonância magnética na carne começa a abrir uma nova etapa para o setor bovino no Brasil. Uma tecnologia desenvolvida no país promete medir com precisão a maciez da carne em apenas 12 segundos, sem destruir o corte e com potencial para mudar tanto a rotina dos frigoríficos quanto a experiência do consumidor.
O equipamento usa princípios semelhantes aos exames médicos, mas adaptados para análise de alimentos. Em vez de gerar imagens, ele capta sinais internos da peça e converte essas informações em indicadores objetivos. Isso permite uma leitura rápida, padronizada e confiável, reduzindo uma das maiores limitações do setor: a subjetividade na avaliação da qualidade. A tecnologia segue conceitos já utilizados na ressonância magnética, amplamente aplicada na medicina.

TECNOLOGIA NA PRÁTICA

Maciez medida em até 12 segundos

Sistema analisa a carne sem destruir o corte e pode ser integrado ao fluxo industrial.

Hoje, a indústria ainda depende de fatores indiretos para estimar a qualidade final da carne, como genética, idade do animal, tipo de alimentação e tempo de maturação. Apesar de relevantes, esses critérios não garantem precisão no resultado final entregue ao consumidor.

Com a ressonância magnética na carne, a análise passa a ser direta e baseada em dados reais. Isso permite uma classificação mais consistente dos cortes e abre espaço para novas estratégias comerciais, como a segmentação de produtos premium com base em qualidade comprovada.

Por que isso importa: a maciez da carne é um dos principais fatores de satisfação do consumidor e influencia diretamente a recompra.

Eficiência industrial e redução de custos

ressonancia magnetica na carne aplicada na industria para controle de qualidade
Frigoríficos adotam tecnologia para garantir padrão de qualidade da carne

Além da precisão, a tecnologia traz ganhos operacionais importantes. Com dados rápidos, frigoríficos conseguem identificar o ponto ideal da carne com maior antecedência, e a ressonância magnética na carne passa a impactar diretamente a eficiência do processo produtivo.

Atualmente, a maturação da carne pode levar dias ou até semanas, exigindo espaço em câmaras frias e alto consumo de energia. Com medições mais rápidas, esse tempo pode ser otimizado, reduzindo custos operacionais e aumentando a rotatividade do estoque.

Outro benefício relevante é a redução de perdas. Como o método não destrói a peça analisada, o mesmo corte pode ser testado e comercializado, o que amplia o aproveitamento do produto e melhora a rentabilidade da operação.

Impacto da tecnologia na indústria

12s
tempo de análise por corte
0%
destruição da peça analisada
+ precisão
na classificação da maciez
↓ custo
com armazenamento e energia

Com esses ganhos, a indústria pode operar de forma mais eficiente e sustentável. Além disso, a padronização da qualidade da carne melhora a previsibilidade do produto, o que reduz reclamações e aumenta a confiança do consumidor.

IMPACTO NO MERCADO

Nova régua de qualidade

Classificação técnica pode criar cortes premium e aumentar o valor agregado da carne no varejo.

O impacto não se limita à indústria. Para o consumidor, a principal mudança está na transparência, já que a ressonância magnética na carne permite identificar melhor a qualidade antes da compra.

Isso abre caminho para novas formas de comunicação no ponto de venda, como selos de qualidade ou indicadores de maciez. Dessa forma, o consumidor ganha mais segurança na escolha e reduz o risco de frustração com o produto adquirido.

Próximo passo: criação de selos de maciez na embalagem pode orientar melhor a decisão de compra.

Além disso, produtores podem ser beneficiados com a valorização de seus animais. Cortes que comprovarem alto nível de maciez podem alcançar preços melhores, criando um ciclo positivo dentro da cadeia produtiva.

Se adotada em larga escala, a ressonância magnética na carne pode redefinir o padrão de qualidade do setor. Mais do que uma inovação tecnológica, trata-se de uma mudança estrutural na forma como a qualidade da carne bovina é classificada, comercializada e percebida pelo consumidor.

 

Fonte: CNN Brasil 

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