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segunda-feira, abril 20, 2026

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Governo mira 700 aberturas de mercado para o agro até o fim do ano

Mercados abertos para o agro podem chegar a 700 até o fim do ano, segundo a meta confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. A estratégia do governo concentra esforços em negociações com países da Ásia, da África e da América Central, num movimento que busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no comércio internacional.

O ritmo recente reforça essa projeção. Só na primeira quinzena de abril, o Brasil avançou em acordos para fornecer 29 produtos agropecuários a nove países: Arábia Saudita, Etiópia, Vietnã, El Salvador, Azerbaijão, Jordânia, Angola, Peru e Filipinas. Com isso, o total acumulado chegou a 594 mercados abertos desde 2023, número que o governo quer elevar para a marca de 700 até o fim de 2026.

Resumo rápido

Meta final
700
Objetivo declarado para as aberturas de mercado até o fim do ano.
Acumulado
594
Total de mercados abertos para o agronegócio brasileiro desde 2023.
Abril
29 produtos
Produtos com avanço nas negociações apenas na primeira quinzena do mês.
Novos destinos
9 países
Lista inclui mercados estratégicos para proteína, frutas e castanhas.

Meta de mercados abertos para o agro ganha força com novos acordos

O governo sustenta a projeção com base no desempenho recente das negociações. Desde o início do ano, o Brasil já fechou acordos com 59 novos parceiros. Segundo a pasta, o ritmo atual é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022, quando foram conquistados 239 acessos em quatro anos. Agora, a leitura oficial é que há espaço para acelerar ainda mais esse processo.

Navio cargueiro recebe sacas suspensas por guindaste durante operação portuária de exportação agropecuária
Ilustração editorial mostra sacas sendo embarcadas em navio de carga, em cena que simboliza a expansão das exportações do agro brasileiro.
Países e frentes abertas
Expansão recente mira proteína, frutas e castanhas
Vietnã
Filipinas
Etiópia
El Salvador
Arábia Saudita
Angola

A ofensiva comercial inclui abertura de espaço para carnes bovina, suína e de aves, além da ampliação do acesso para frutas e da expectativa de novos avanços para castanhas. A lógica do governo é diversificar destinos e aproveitar nichos com demanda crescente por produtos brasileiros.

Entre os casos mais relevantes está o Vietnã, que liberou a entrada de miúdos bovinos e suínos, como coração, fígado e rins. O governo considera essa autorização uma das vitórias mais importantes do período por envolver um mercado com capacidade de absorção e um tipo de produto de menor consumo no Brasil, mas com valor comercial no exterior.

As Filipinas também concentraram avanços importantes. O país autorizou a exportação de carne bovina resfriada, concluiu a reabertura do mercado para carne com osso e ainda reduziu em mais da metade a tarifa sobre a gordura bovina brasileira. Na prática, o pacote mistura abertura de segmento, regularização documental e ganho de competitividade tributária.

Ritmo da estratégia
Desde 2023
O país chegou a 594 mercados abertos para o agro, consolidando uma agenda contínua de acesso comercial.
Último ano e meio
Foram 346 novas aberturas, salto expressivo em relação ao estoque existente quando a atual equipe assumiu.
Próximos passos
A agenda internacional mantém reuniões sanitárias e comerciais para sustentar a meta de 700.

O eixo asiático aparece como peça central dessa estratégia. Além da demanda por proteína, a região oferece espaço para itens que nem sempre têm forte saída no mercado interno. Isso explica por que o governo vem tratando negociações sanitárias e tarifárias como prioridade, sobretudo em mercados que podem ampliar rapidamente o volume comprado.

Ao mesmo tempo, a meta de mercados abertos para o agro não depende apenas de anunciar novos destinos. Ela exige consolidação de acessos já conquistados, solução de pendências técnicas e presença diplomática constante. Por isso, a próxima agenda internacional da equipe inclui participação em feira de pescados em Barcelona e reuniões em Paris com organismos multilaterais e países parceiros.

Leitura de cenário
O que impulsiona a meta

Demanda externa por proteína animal, abertura para produtos de maior valor agregado e diversificação geográfica sustentam a ofensiva brasileira.

O que o governo busca agora

Transformar o bom momento em resultado contínuo, ampliando a presença do Brasil em mercados estratégicos e aproximando o número de 700 mercados abertos para o agro.

Se o ritmo de negociações for mantido, o governo deve encerrar o ano com novo patamar de inserção internacional para o agronegócio brasileiro. Mais do que um número simbólico, a meta funciona como indicador de competitividade, diversificação e capacidade de reação do país em mercados disputados.

Fonte da notícia: CNN Brasil

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