Queijo de SC é eleito o melhor do mundo e coloca a produção artesanal brasileira no centro de uma das disputas mais prestigiadas do setor. O título foi conquistado pelo Reserva do Vale, produzido pela Queijos Possamai, de Pouso Redondo, em Santa Catarina, durante o 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo.

O resultado reforça o peso da produção artesanal no país. Além disso, amplia a visibilidade de produtores que investem em qualidade, maturação e identidade regional. O concurso avaliou mais de 2,7 mil queijos de mais de 20 países, com análise de 300 jurados, o que amplia a dimensão da conquista catarinense.
Queijo de SC é eleito o melhor do mundo e supera mais de 2,7 mil concorrentes
A expressão queijo de SC é eleito o melhor do mundo resume um feito que vai além do troféu. O concurso ocorreu entre os dias 16 e 19 de abril, na capital paulista, e premiou produtos nacionais e internacionais em diferentes categorias. Na etapa final, os queijos que haviam recebido medalha Super Ouro voltaram a ser avaliados até a definição do grande vencedor.

O destaque catarinense nasceu de uma receita que combina técnica, paciência e matéria-prima controlada. O Reserva do Vale passa por maturação mínima de 12 meses, processo que contribui para a formação de cristais de tirosina e para um perfil de sabor descrito como amendoado e caramelizado. Esse refinamento ajuda a explicar por que o produto avançou até o topo da competição.
Produção familiar ganha protagonismo nacional
A Queijos Possamai produz queijos artesanais desde 1984. A empresa trabalha com leite próprio vindo da Fazenda Possamai, que reúne mais de 600 animais. Esse modelo fortalece o controle sobre a qualidade e mostra como uma cadeia produtiva bem estruturada pode transformar tradição rural em reconhecimento internacional.
Quando se diz que queijo de SC é eleito o melhor do mundo, o resultado também revela um movimento maior. O Brasil vem consolidando espaço em concursos especializados, com produtos que unem origem, inovação e valor agregado. Isso interessa não apenas à gastronomia, mas também ao agro, ao turismo e à economia regional.
O pódio foi completado por dois queijos paranaenses: o Bacchus, de casca lavada e mosto de uva, em segundo lugar; e o Passionata, maturado com infusão de maracujá, em terceiro. O resultado mostra um cenário competitivo em que diferentes regiões do Sul do país se destacam pela sofisticação e pela diversidade dos seus produtos.
Além do prêmio principal, o evento também reconheceu profissionais do setor. O título de Melhor Queijeiro ficou com Kennidy Bortoli, pesquisador do Biopark, em Toledo, enquanto o de Melhor Queijista foi para Débora Martins, da Queijaria Cave 381, em São Paulo. O resultado amplia a visibilidade de toda a cadeia de produção e curadoria.
Assim, a notícia de que queijo de SC é eleito o melhor do mundo sintetiza uma conquista que mistura tradição familiar, técnica de maturação e força do agro artesanal. Para o consumidor, o prêmio funciona como selo de excelência. Para o setor, representa uma vitrine poderosa para a produção brasileira diante do mercado internacional.
Fonte da notícia: CNN Brasil Viagem & Gastronomia


