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terça-feira, maio 19, 2026

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INSS exige biometria facial e muda regras do consignado para aposentados

Empréstimo consignado do INSS passa a ter novas regras a partir desta terça-feira (19), com exigência de biometria facial para aposentados e pensionistas que contratarem esse tipo de crédito. A validação deverá ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS, depois que o banco enviar a proposta da operação.

Beneficiário segurando cartão do INSS e cédulas de dinheiro, em imagem sobre empréstimo consignado do INSS.
Novas regras do empréstimo consignado do INSS alteram validação, margem e prazo para aposentados e pensionistas.

A mudança também reduz o limite máximo da renda que pode ser comprometido com parcelas do consignado. Segundo as novas regras citadas pelo INSS, a margem que antes chegava a 45% passa para 40% do valor da aposentadoria, pensão ou outro benefício. No caso do Benefício de Prestação Continuada, o limite informado é de 35% do valor mensal.

Painel de serviço

Os principais números das novas regras

Mudanças atingem validação, margem, prazo de pagamento e início da cobrança.

40%
Nova margem
Limite geral da renda que pode ser comprometido.
108
Parcelas mensais
Prazo máximo passa de 96 para 108 meses.
5
Dias corridos
Prazo para confirmar a proposta por reconhecimento facial.

A regra combina limite menor de comprometimento da renda com validação digital obrigatória no empréstimo consignado do INSS.

Empréstimo consignado do INSS terá confirmação facial

Na prática, o beneficiário que pedir crédito ao banco receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status de pendente de confirmação. A partir desse momento, terá até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial.

Se a validação não for feita dentro do prazo, o contrato será automaticamente cancelado. De acordo com o INSS, a exigência da biometria segue lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e sancionada no início de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Como funciona

O caminho da validação no Meu INSS

1
Pedido no banco
O aposentado ou pensionista solicita o crédito junto à instituição financeira.
2
Proposta pendente
A proposta aparece no aplicativo Meu INSS aguardando confirmação do beneficiário.
3
Biometria facial
A operação só avança se houver reconhecimento facial no prazo informado.

Sem confirmação em até cinco dias corridos, o contrato é cancelado automaticamente.

O empréstimo consignado do INSS é uma modalidade em que as parcelas são descontadas diretamente do benefício. Por isso, as regras de margem e autorização têm impacto direto sobre aposentados e pensionistas que usam esse tipo de crédito.

Segundo o governo, as alterações buscam dar mais segurança às operações. A biometria também atende a uma recomendação do Tribunal de Contas da União para reduzir riscos de fraude nas contratações.

O que muda no empréstimo consignado do INSS para aposentados e pensionistas

Além da biometria facial obrigatória, o novo modelo amplia o prazo máximo de pagamento de 96 para 108 parcelas mensais. Isso equivale a até nove anos para quitar a operação, conforme as regras citadas pelo INSS.

Outra mudança é a possibilidade de o beneficiário contratar o empréstimo consignado do INSS e começar a pagar somente depois de até três meses. O texto também informa o fim da vedação à carência, com permissão para que ela seja de até 90 dias.

Comparativo

Antes e depois das regras

Margem
Antes: até 45%
Agora: 40%

No BPC, o limite informado é de 35% do valor mensal.

Prazo
Antes: 96 meses
Agora: 108 meses

O pagamento pode chegar a nove anos, conforme a nova regra.

Confirmação
Antes: sem regra facial geral
Agora: biometria obrigatória

Validação ocorre no Meu INSS após a proposta do banco.

A nova regra também proíbe a contratação de consignado por telefone ou por meio de procuração de terceiros. Esse ponto reforça o objetivo de reduzir operações sem confirmação direta do beneficiário no empréstimo consignado do INSS.

Na medida provisória publicada para criar o Novo Desenrola, o governo também alterou regras do consignado do INSS e de servidores públicos federais. No caso dos aposentados, o governo afirmou que as mudanças darão mais acesso e ajudarão quem precisa desse crédito.

Margem do empréstimo consignado do INSS será reduzida

O texto também aponta que, além da redução inicial de 45% para 40%, haverá diminuição gradual da margem consignável em dois pontos percentuais ao ano até atingir 30%.

Aposentada segurando dinheiro em arte sobre consignado do INSS.
Novas regras do consignado do INSS passam a exigir biometria facial e alteram margem de contratação.

No conjunto das medidas, o empréstimo consignado do INSS passa a ter regras mais rígidas para confirmação, limite de renda comprometida e participação dos cartões consignados. O objetivo informado é aumentar a segurança nas modalidades de crédito.

Outra alteração citada envolve os cartões consignados e de benefícios. Acabam os 10% de margem exclusiva para essas modalidades, antes divididos em 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão de benefícios. A participação desses cartões passa a ficar limitada a, no máximo, 5% cada.

Impacto ao beneficiário

A contratação fica mais controlada

Mais confirmação
A biometria exige validação direta pelo beneficiário no Meu INSS.
Menor comprometimento
A margem geral cai para 40% e seguirá redução gradual.
Contrato cancelado
Sem reconhecimento facial em cinco dias, a proposta perde validade.

Para quem analisa o empréstimo consignado do INSS, a principal mudança prática é a combinação entre validação facial, novo teto de margem e cancelamento automático sem confirmação.

Com as mudanças, o empréstimo consignado do INSS passa a depender de uma etapa digital de confirmação. Para quem solicita o crédito, a atenção principal deve estar no aplicativo ou site Meu INSS, onde a proposta ficará pendente até a validação facial.

O novo conjunto de regras reorganiza pontos centrais da operação: margem, prazo, carência, forma de contratação e autorização do beneficiário. Dessa forma, o empréstimo consignado do INSS entra em uma fase com mais exigências de confirmação e novas limitações sobre o quanto pode ser descontado da renda mensal.

Fonte da notícia: G1 Economia

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