Semaglutida nacional recebeu o primeiro registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil. A decisão envolve o Ozivy, medicamento fabricado pela EMS com o mesmo princípio ativo usado em produtos como Ozempic e Wegovy.
A aprovação marca uma nova etapa para o mercado farmacêutico brasileiro. Segundo o material publicado pelo g1, o registro do Ozivy é o primeiro concedido a um concorrente de semaglutida nacional desde a abertura do mercado para novos fabricantes. Apesar do aval regulatório, o medicamento ainda não tem data definida para chegar às farmácias.
O que a Anvisa aprovou
concorrente nacional
Primeira aprovação após o fim da patente.
validade do registro
Autorização válida até junho de 2036.
apresentações
Soluções injetáveis com canetas aplicadoras.
Semaglutida nacional foi registrada como medicamento novo
O Ozivy foi aprovado como um medicamento novo por uma modalidade chamada desenvolvimento abreviado. Esse caminho é usado para produtos que se baseiam em substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia diante da agência reguladora.

De acordo com a reportagem, a semaglutida nacional entrou em análise dentro de um ambiente de forte interesse da indústria. A patente da Novo Nordisk caiu em março, e a partir daí outras farmacêuticas passaram a disputar espaço em um mercado de grande valor, associado às chamadas canetas emagrecedoras.
A reportagem também lembra que a análise da Anvisa ocorreu após meses de avaliação. Em abril, alguns pedidos relacionados à substância chegaram a ser negados por falhas na documentação e na comprovação de requisitos técnicos.
Mercado já tinha ao menos 17 pedidos envolvendo semaglutida
A aprovação do Ozivy acontece em meio a uma corrida iniciada antes mesmo da expiração da patente. Um levantamento citado pelo g1 mostrou que havia ao menos 17 pedidos envolvendo medicamentos à base de semaglutida em tramitação na Anvisa.
Esses processos começaram a ser protocolados em 2023, o que mostra o interesse antecipado da indústria pela abertura do mercado. A própria agência informou, à época, que os produtos passavam por avaliação rigorosa por causa da complexidade da molécula.
Corrida regulatória
O tamanho da disputa pela semaglutida
pedidos
Processos citados em tramitação na Anvisa.
protocolos
Empresas se anteciparam à queda da patente.
abertura
Fim da patente abriu espaço a concorrentes.
Entre os pontos analisados estavam estudos de imunogenicidade, controle de impurezas e métodos capazes de detectar pequenas alterações na estrutura da substância. Esse trecho é importante porque explica por que a semaglutida nacional não chega ao mercado pelo mesmo caminho de um genérico simples.
Preço da semaglutida nacional ainda não foi divulgado
A entrada de concorrentes tende a aumentar a competição em um mercado que, até março, era exclusivo da Novo Nordisk. A expectativa citada na reportagem é que os preços possam diminuir gradualmente ao longo dos próximos anos, conforme mais fabricantes disputem espaço.
A semaglutida nacional, no entanto, ainda não tem preço definido. A EMS também não divulgou previsão de lançamento. Antes de chegar às farmácias, a empresa precisa concluir etapas comerciais e logísticas, como definição de preço, produção dos primeiros lotes e distribuição para o varejo farmacêutico.
A reportagem ainda informa que a concorrência já começou a produzir efeitos no setor. A Novo Nordisk anunciou estratégias comerciais para ampliar o acesso a seus produtos, incluindo condições especiais para algumas apresentações do Wegovy e ajustes de preços do Rybelsus.
O que muda agora
Segundo a resolução citada pelo g1, o Ozivy foi aprovado em apresentações de solução injetável de 1,34 mg/ml, em cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, com caneta aplicadora. Há versões com um ou dois cartuchos, conforme a apresentação.
Com isso, a semaglutida nacional passa a ter registro sanitário aprovado no Brasil, mas o impacto prático para o consumidor dependerá das próximas etapas. A chegada às farmácias só deve ocorrer depois que a fabricante concluir produção, preço e distribuição.
O caso também reforça a atenção do mercado para medicamentos de alta demanda. A aprovação da semaglutida nacional não encerra a disputa regulatória, mas inaugura uma fase concreta após o fim da patente da Novo Nordisk no país.
Fonte da notícia: G1





