Dinheiro esquecido no Banco Central ainda pode ser recuperado por brasileiros, mesmo após a transferência de parte dos recursos para o fundo público que dará suporte ao Desenrola 2.0. Segundo informações do Ministério da Fazenda divulgadas pelo G1, cerca de R$ 5,7 bilhões já foram repassados ao Fundo de Garantia de Operações, o FGO.
Com base no último balanço informado pelo Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões esquecidos em bancos em março. A partir desse total, ainda restariam quase R$ 5 bilhões disponíveis para resgate por pessoas físicas e empresas. A consulta continua sendo feita pelo sistema oficial de valores a receber.
O tamanho do dinheiro ainda em disputa
Dinheiro esquecido no Banco Central segue disponível para consulta
O governo informou que os cidadãos não precisam aguardar a publicação de edital para continuar consultando e solicitando valores disponíveis no Sistema de Valores a Receber, o SVR. A orientação vale para quem quer verificar se há saldo em nome próprio, de empresa ou de pessoa falecida, nos casos permitidos.
O dinheiro esquecido no Banco Central deve ser consultado somente no endereço oficial valoresareceber.bcb.gov.br. O sistema informa se há valores disponíveis e indica os procedimentos para pedir a devolução. Para liberação via sistema, é necessário informar uma chave PIX para recebimento.
Como consultar sem cair em caminho errado
1
A consulta deve ser feita apenas no sistema do Banco Central.
2
O acesso usa CPF, senha e verificação de segurança.
3
A devolução pelo sistema exige chave para recebimento.
No caso de valores ligados a pessoas falecidas, a consulta exige que o interessado seja herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade e, depois da consulta, procurar a instituição indicada para verificar os próximos passos.
Para quem nunca acessou o sistema, o dinheiro esquecido no Banco Central pode aparecer em nome de pessoas físicas, empresas ou representantes legais autorizados. O ponto principal é seguir apenas o ambiente oficial indicado pelo Banco Central.
Parte dos recursos foi direcionada ao Desenrola 2.0
A transferência de R$ 5,7 bilhões ao FGO tem relação com a estrutura do Desenrola 2.0. O fundo será usado como garantia em renegociações de dívidas, oferecendo proteção às instituições financeiras em caso de inadimplência de contratos renegociados.
Mesmo assim, o Ministério da Fazenda informou que o cidadão pode continuar buscando o dinheiro esquecido no Banco Central. O edital de chamamento público previsto pelo governo deve trazer orientações complementares e prazos específicos para a parcela dos recursos que já foi transferida ao fundo.
Quem aparece no balanço mais recente
45,3 milhões
5 milhões
Segundo a informação divulgada, após a publicação do edital, os clientes terão 30 dias corridos para contestar a transferência do dinheiro. Se não houver contestação dentro do prazo, os valores transferidos ao FGO serão incorporados de forma definitiva ao fundo.
Na prática, o dinheiro esquecido no Banco Central envolve duas situações: os valores ainda disponíveis para solicitação no SVR e a parcela transferida ao FGO, que será tratada no edital de chamamento público.
Pedido automático pode facilitar novos resgates
Desde maio do ano passado, o Banco Central informou que pessoas físicas podem habilitar uma solicitação automática de resgate. A adesão é facultativa e depende de uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativada.
A solicitação automática do dinheiro esquecido no Banco Central está disponível apenas para pessoas físicas que possuam chave PIX do tipo CPF. Quando houver devolução, o cidadão não receberá aviso do Banco Central; o crédito será feito diretamente pela instituição financeira na conta indicada.
Três pontos para não errar na busca
Não é preciso esperar o edital para verificar valores no SVR.
O chamamento deve detalhar prazo e regras para contestação.
O governo não liga nem manda mensagem pedindo dados pessoais.
O alerta contra golpes é parte essencial do serviço. O governo não solicita dados pessoais, senhas, códigos ou informações extras por telefone, mensagem ou ligação. Por isso, qualquer contato prometendo liberação rápida de dinheiro esquecido no Banco Central deve ser tratado com desconfiança.
Para quem ainda não consultou, o caminho seguro é acessar o sistema oficial, usar a conta gov.br e seguir as orientações exibidas na tela. A busca pelo dinheiro esquecido no Banco Central continua sendo um serviço de utilidade pública, especialmente para quem pode ter saldo parado em banco, consórcio ou outra instituição financeira.
Antes de informar qualquer dado, o cidadão deve conferir se está no endereço correto. Essa checagem simples ajuda a proteger quem procura dinheiro esquecido no Banco Central e evita abordagens falsas em nome do governo.


