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sábado, maio 30, 2026

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Semaglutida brasileira avança com teto de preço definido pela Anvisa

Semaglutida brasileira terá o mesmo teto de preço do Ozempic e do Wegovy, segundo definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, órgão vinculado à Anvisa. A decisão abre caminho para a chegada do Ozivy, primeira caneta nacional de semaglutida da EMS, às farmácias brasileiras.

A definição do preço máximo é uma etapa obrigatória antes da comercialização de medicamentos no país. Apesar do teto regulatório igual ao dos concorrentes estrangeiros, a EMS informou ao G1 que pretende praticar preço cerca de 30% menor. O valor final de mercado e a data de venda ainda serão anunciados pela empresa.

Painel de preço

Os principais números da semaglutida brasileira

A decisão da CMED define o limite regulatório, mas não obriga a EMS a vender pelo teto.

R$ 1.077,79
Teto sem imposto

Preço máximo para canetas de 1,5 ml, sem ICMS.

30%
Desconto prometido

Percentual que a EMS diz pretender aplicar frente à concorrência.

R$ 630
Estimativa citada

Valor aproximado nas dosagens menores, caso o desconto se confirme.

Semaglutida brasileira depende de preço final para chegar ao consumidor

A semaglutida brasileira foi anunciada após a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Com a etapa do teto de preço definida, a comercialização fica mais próxima, embora ainda dependa da decisão comercial da fabricante e da chegada efetiva do produto às farmácias.

Segundo a reportagem, nenhuma farmácia pode cobrar acima do preço máximo definido pela CMED. No entanto, o teto não representa necessariamente o valor de prateleira. Ele funciona como limite regulatório. Portanto, a EMS pode vender abaixo desse valor, conforme informou que pretende fazer.

Como funciona

O caminho até a venda nas farmácias

1. Liberação sanitária

A Anvisa autorizou a caneta Ozivy, fabricada pela EMS.

2. Definição do teto

A CMED estabeleceu o preço máximo permitido para o medicamento.

3. Decisão comercial

A empresa ainda vai informar o preço de mercado e a data de chegada às farmácias.

CMED comparou Ozivy a Ozempic e Wegovy

Na decisão, a CMED enquadrou o Ozivy na chamada categoria 4, usada para novas apresentações de medicamentos que já existem no mercado. Por isso, a semaglutida brasileira foi comparada ao Ozempic e ao Wegovy, o que permitiu a definição de teto equivalente.

O valor final também muda conforme a carga tributária de cada estado. Em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37. Em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Já nas versões de 3 ml, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72.

Comparação regulatória

O que muda entre teto e preço de venda

Teto regulatório
Limite máximo

É o valor acima do qual a farmácia não pode vender o medicamento.

Preço de mercado
Definição comercial

É o valor que a EMS ainda deve anunciar para o consumidor.

Imposto estadual
Varia por região

O ICMS altera o teto final conforme a alíquota aplicada em cada estado.

Quais versões da semaglutida brasileira foram autorizadas

A EMS está autorizada a produzir quatro apresentações do Ozivy, todas com solução injetável de 1,34 mg/ml. A lista inclui cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e dois cartuchos de 3 ml.

O G1 informou que a empresa deve apresentar o preço de mercado e a data de chegada às farmácias na próxima semana. Até lá, o principal dado confirmado é o teto definido pela CMED. Assim, a semaglutida brasileira avança uma etapa importante, mas o consumidor ainda precisa aguardar o valor final.

Impacto ao consumidor

O que ainda falta confirmar

Preço real
Valor nas farmácias

A EMS afirma que pretende cobrar menos, mas ainda não divulgou o preço final.

Data de venda
Chegada ao varejo

A empresa também ainda deve informar quando o Ozivy estará disponível.

Concorrência
Mercado em movimento

A queda da patente pode aquecer o setor e influenciar a disputa por preços.

A reportagem também aponta que especialistas avaliam que a queda da patente pode aquecer o mercado e tornar os preços menores e mais acessíveis. A Anvisa tinha, até o início do ano, 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, e o Ozivy foi a primeira aprovação de semaglutida brasileira.

Com isso, a semaglutida brasileira entra em uma fase decisiva. O teto de preço já foi definido, a autorização sanitária foi concedida e a fabricante promete valor menor. No entanto, a confirmação prática para o consumidor dependerá do anúncio oficial do preço de mercado e da disponibilidade nas farmácias.

Fonte da notícia: G1

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