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terça-feira, agosto 4, 2026

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Novas regras do CNJ miram influenciadores mirins nas redes sociais

Influenciadores mirins estão no centro de uma nova proposta do Conselho Nacional de Justiça, que pretende ampliar o controle sobre a participação de crianças e adolescentes em conteúdos monetizados nas redes sociais. A medida prevê a exigência de autorização judicial específica quando houver lucro, impulsionamento ou grande exposição pública de menores na internet.

Segundo o material divulgado, as plataformas digitais serão notificadas a partir da próxima terça-feira, dia 16, sobre a necessidade de observar regras para influenciadores mirins. A proposta, apresentada pelo conselheiro Fábio Esteves, busca evitar que interesses comerciais se sobreponham aos direitos de crianças e adolescentes que atuam como criadores de conteúdo digital.

Dados centrais

O que está em discussão

16 de junho: data prevista para início das notificações às plataformas digitais.

Autorização judicial: poderá ser exigida para conteúdos com monetização ou impulsionamento.

12 e 18 meses: prazos máximos citados para validade dos alvarás, conforme a faixa etária.

CNJ quer controle sobre influenciadores mirins

A proposta do CNJ estabelece que conteúdos com participação de menores, quando vinculados a remuneração ou impulsionamento, passem a depender de aval judicial específico. Na prática, o objetivo é criar uma camada de proteção antes que influenciadores mirins sejam expostos a rotinas digitais com alcance comercial.

O ponto central não é impedir a presença de jovens criadores nas redes, mas avaliar quando essa presença passa a envolver trabalho, renda, publicidade, frequência de gravações e exposição contínua. Por isso, a análise judicial poderá considerar idade, tipo de atividade, intensidade da exposição e riscos associados aos influenciadores mirins.

Como funciona

A lógica do aval judicial

Quando o conteúdo envolver ganho financeiro, publicidade ou impulsionamento, a autorização poderá deixar de ser apenas familiar e passar pelo Judiciário.

Primeiro: a atividade digital com menor é identificada como remunerada ou de alta exposição.

Depois: a Justiça avalia limites, rotina, imagem, voz, dados pessoais e bem-estar.

Por fim: o alvará pode definir condições específicas para proteger a criança ou o adolescente.

Proteção financeira é um dos pontos mais sensíveis

Outro eixo da proposta envolve a renda obtida por influenciadores mirins. O texto prevê que juízes possam criar mecanismos para impedir o uso inadequado desses valores, incluindo contas ou aplicações em nome do menor e regras específicas para movimentação do dinheiro.

A intenção, segundo a proposta, é preservar os ganhos até a maioridade ou permitir o uso apenas em condições seguras e supervisionadas. Esse ponto tenta responder a uma preocupação recorrente sobre influenciadores mirins: a diferença entre conteúdo familiar e exploração comercial da imagem de crianças e adolescentes.

Diretrizes em debate

O que os juízes poderão observar

  • Exposição: nível de visibilidade pública da criança ou adolescente.
  • Rotina: horários, frequência e duração das gravações.
  • Escola: garantia de continuidade escolar e bem-estar.
  • Imagem: proteção de voz, dados pessoais e privacidade.
  • Renda: regras para preservação e uso dos rendimentos digitais.

ECA Digital amplia responsabilidade das plataformas

As mudanças também estão alinhadas ao chamado ECA Digital, que entrou em vigor em março e trouxe novas exigências para a atuação de menores na internet. A legislação reforça a responsabilidade das plataformas digitais na prevenção de conteúdos abusivos e situações de risco envolvendo crianças e adolescentes.

Dentro desse cenário, as redes sociais passam a ser vistas como parte do ambiente de fiscalização. A notificação às plataformas indica que o CNJ pretende envolver as empresas digitais no cumprimento das exigências relacionadas a conteúdos monetizados ou impulsionados com participação de menores.

Os alvarás citados na proposta terão validade de até 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes, podendo ser revistos a qualquer momento pela Justiça. A proposta também prevê a criação de um banco nacional de autorizações, o que permitiria o acompanhamento por órgãos como o Ministério Público.

Impacto da proposta

Mais controle antes da exposição comercial

A consequência principal é deslocar parte da decisão sobre conteúdos pagos com influenciadores mirins para uma análise judicial específica.

A proposta tenta equilibrar a atuação digital de jovens criadores com proteção jurídica, financeira, escolar e emocional, sem tratar a exposição online apenas como uma escolha familiar ou comercial.

Proposta sobre influenciadores mirins ainda será analisada

De acordo com o material divulgado, o CNJ afirma que a medida tem o objetivo de resguardar a dignidade de crianças e adolescentes e protegê-los do trabalho infantil digital exploratório. A proposta ainda será analisada e pode passar por ajustes antes de entrar em vigor.

Com as novas diretrizes, o Conselho Nacional de Justiça tenta estabelecer um controle mais claro sobre influenciadores mirins, especialmente quando a produção de conteúdo deixa de ser apenas participação eventual e passa a envolver monetização, impulsionamento, rotina de gravações e exposição pública contínua.

Fonte da notícia: Olhar Digital

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