back to top
quarta-feira, setembro 9, 2026

AO VIVO

D

Mais notícias

ÚLTIMAS

PF apura possível desvio de Fundo Eleitoral em Rondônia

A Operação Dreno em Rondônia foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, para aprofundar a apuração sobre possível apropriação e desvio de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o FEFC, usado nas eleições municipais de 2024. As medidas foram cumpridas em Ji-Paraná, Nova Mamoré e Porto Velho.

Segundo a PF, o caso ainda está em fase de investigação. Isso significa que a operação não deve ser tratada como prova de culpa, nem como confirmação de crime já demonstrado. A corporação também não divulgou nomes dos alvos, quantidade de ordens judiciais, partidos, candidaturas ou o valor total sob apuração.

Como a investigação da Operação Dreno em Rondônia começou

De acordo com a nota oficial da Polícia Federal, a investigação teve início após a análise de prestação de contas eleitorais. Nesse trabalho, foram identificadas movimentações consideradas atípicas envolvendo uma empresa que prestava serviços contábeis a campanhas, sem que o nome dela tenha sido divulgado.

A Operação Dreno em Rondônia trata essas informações como elementos de apuração. Uma movimentação atípica, por si só, não comprova crime, e a menção a empresa ou pessoas relacionadas não equivale a responsabilização formal. O estágio factual permanece sendo investigação com cumprimento de ordens e apreensão de materiais.

Estágio do caso
SITUAÇÃO: investigação em andamento
MEDIDAS: ordens judiciais e apreensão de materiais
RESPONSABILIZAÇÃO: não informada pela fonte oficial

O que a PF apura nas movimentações financeiras

Segundo a corporação, a apuração apontou recebimento de valores de origem eleitoral e transferências posteriores para pessoas físicas e jurídicas relacionadas. Também foram mencionadas outras movimentações cuja vinculação com os serviços declarados ainda está sob análise.

Por isso, a Operação Dreno em Rondônia não permite concluir que houve desvio comprovado. A investigação busca esclarecer a finalidade dessas transações e a eventual relação delas com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

Outra trava importante é que transferência financeira não é sinônimo automático de desvio. O próprio material oficial não detalha se todas as movimentações identificadas eram irregulares, nem indica até aqui responsabilização criminal de empresa, pessoas ou campanhas específicas.

O que foi apreendido na Operação Dreno em Rondônia

A Polícia Federal informou a apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos e cerca de R$ 56,3 mil em espécie. As buscas ocorreram nas três cidades mencionadas pela nota oficial: Ji-Paraná, Nova Mamoré e Porto Velho.

Na Operação Dreno em Rondônia, esse valor em dinheiro não foi identificado pela PF como sendo, de forma comprovada, recurso do FEFC. Também não deve ser apresentado como total supostamente desviado. O montante apreendido é apenas um dos elementos recolhidos para análise no prosseguimento da investigação.

Outro ponto que precisa ser preservado é o alcance territorial da diligência. O fato de as ordens terem sido cumpridas em Ji-Paraná, Nova Mamoré e Porto Velho não significa investigação contra as respectivas prefeituras, nem contra o Governo do Estado, já que a nota oficial não atribui responsabilidade a esses entes.

Faixa editorial sobre Operação Dreno em Rondônia e investigação do Fundo Eleitoral
Imagem editorial representa a investigação da Polícia Federal sobre possível desvio de recursos eleitorais.

O que é o FEFC investigado no caso

O FEFC é o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como Fundo Eleitoral. Ele é diferente do Fundo Partidário, que tem outra finalidade e regras próprias. A distinção é reforçada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que separa expressamente os dois instrumentos.

No caso da Operação Dreno em Rondônia, a referência temporal está nas eleições municipais de 2024. Isso quer dizer que a pauta não deve ser confundida com as Eleições 2026 nem usada para preencher lacunas que a própria PF não detalhou em sua nota pública.

Até que novas informações oficiais sejam divulgadas, a leitura correta é a de uma investigação federal em andamento sobre possível desvio de recursos eleitorais, sem atribuição de culpa a pessoas, empresas, partidos, candidaturas ou órgãos públicos não identificados pelas autoridades.

Fonte: Polícia Federal

Via: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

OUTRAS