Bairros sustentáveis em Rondônia começam com algo simples: ouvir quem mora no lugar. Esse é o ponto de partida do quarto episódio da série “Ocupação Urbana”, do programa PontoDeVista, produzido pela Câmara dos Deputados.
Mariana Monteiro conversa com Liza Maria Andrade, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília e coordenadora do Laboratório Periférico. A entrevista fala de ruas caminháveis, jardins de chuva, transporte público, economia local e participação popular.
Os exemplos apresentados vêm principalmente do Distrito Federal, mas ajudam a olhar para Porto Velho e o interior. Criar bairros sustentáveis em Rondônia significa aproximar casa, escola, saúde, comércio, trabalho, lazer e áreas verdes sem copiar modelos que não combinam com a realidade amazônica.
A professora mostra como pequenas decisões no bairro podem melhorar mobilidade, drenagem, segurança e qualidade de vida.
Como criar bairros sustentáveis em Rondônia ouvindo moradores
Liza defende que técnicos e governos escutem quem conhece a rotina da rua. O morador sabe onde falta iluminação, qual trecho alaga, quanto tempo leva até o ônibus e onde crianças e idosos enfrentam riscos.
Para criar bairros sustentáveis em Rondônia, a participação precisa ocorrer antes de a obra estar pronta. Em Porto Velho, o Plano Diretor Participativo oferece uma referência para acompanhar o crescimento e cobrar que as decisões públicas considerem território, ambiente e necessidades sociais.
A convidada explica por que uma única audiência nem sempre revela os problemas de cada comunidade.
Bairro bom precisa ter vida, serviço e oportunidade
A sustentabilidade apresentada no episódio não se limita a plantar árvores. Ela reúne quatro dimensões: ambiental, social, econômica e cultural. Isso envolve saneamento, moradia acessível, equipamentos públicos, emprego próximo e valorização das iniciativas locais.
Os bairros sustentáveis em Rondônia precisam evitar a lógica de cidade-dormitório, na qual o morador atravessa longas distâncias para trabalhar, estudar ou receber atendimento. Quanto mais serviços existem perto de casa, menor é o peso do deslocamento no bolso e no tempo da família.
Ambiente: árvores, água, saneamento e conforto térmico.
Vida cotidiana: escola, saúde, lazer e transporte.
Renda: comércio, trabalho e economia de vizinhança.
Identidade: cultura, memória e participação comunitária.
Liza relaciona saúde, áreas verdes, moradia, transporte e economia local.
Jardins de chuva ajudam a criar bairros sustentáveis em Rondônia
O jardim de chuva é uma área preparada para receber parte da água que escorre pela rua. Solo, vegetação e desenho adequado ajudam a reter e infiltrar água, reduzindo a pressão sobre a drenagem convencional.
Em Porto Velho, soluções desse tipo ajudam a aproximar os bairros sustentáveis em Rondônia das condições locais de chuva e calor. Elas devem funcionar junto com limpeza urbana, manutenção, galerias, saneamento e proteção dos cursos d’água.
Solução verde precisa de cuidado contínuo
Projeto: o local deve ser escolhido com critério técnico.
Manutenção: lixo e sedimentos não podem bloquear o funcionamento.
Participação: moradores podem ajudar a preservar o paisagismo e cobrar resultados.
O episódio mostra por que pavimentação, água e vegetação precisam ser planejadas juntas.
Caminhar só é opção quando a rua oferece segurança
Uma cidade caminhável precisa de calçada contínua, sombra, iluminação, comércio, transporte público e conexão com bicicletas. A chamada cidade de 15 minutos resume a ideia de encontrar serviços importantes perto da moradia.
Nos bairros sustentáveis em Rondônia, esse conceito deve ser adaptado ao calor, às chuvas e às distâncias de cada município. Não adianta copiar um modelo estrangeiro sem considerar quem mora no bairro e quanto custa viver ali.
A professora fala sobre transporte, bicicletas, fachadas ativas e serviços próximos.
Urbanismo tático fortalece bairros sustentáveis em Rondônia
O urbanismo tático transforma ideias simples em testes reais. Uma horta, um parquinho ou a recuperação de uma área usada como depósito de lixo podem mostrar novas possibilidades para o espaço.
Essas iniciativas ajudam a fortalecer bairros sustentáveis em Rondônia, mas não substituem o dever do poder público. A comunidade pode iniciar, participar e fiscalizar; obras estruturais, segurança e manutenção continuam sendo responsabilidade governamental.
Ouça: registre as necessidades de quem usa o espaço.
Teste: faça uma intervenção simples, segura e reversível.
Cobre: leve o resultado ao poder público e acompanhe a continuidade.
Liza explica como hortas e parquinhos podem iniciar a recuperação de áreas abandonadas.
O episódio mostra que bairros sustentáveis em Rondônia não nascem apenas de grandes obras. Eles dependem de escuta, serviços próximos, mobilidade, infraestrutura verde e continuidade.
A mudança começa no bairro, mas precisa chegar ao orçamento e às políticas públicas. O programa completo está disponível no canal da Câmara dos Deputados no YouTube.



