Um anúncio pode parecer verdadeiro mesmo quando a pessoa mostrada nunca gravou aquela recomendação. A Anvisa alerta que vídeos falsos de remédios e suplementos podem usar inteligência artificial para alterar rostos e vozes e convencer consumidores a comprar produtos sem procedência segura.
O cuidado vale para moradores de Porto Velho e do interior de Rondônia que recebem ofertas pelo WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok ou marketplaces. Os vídeos falsos de remédios podem divulgar itens clandestinos, falsificados ou inadequados para a condição de saúde de quem compra.
- como os anúncios manipulados tentam convencer;
- quais promessas indicam risco;
- onde medicamentos devem ser comprados;
- como verificar produto, empresa e vendedor;
- o que fazer depois de uma compra suspeita.
Como os vídeos falsos de remédios tentam convencer
Os anúncios costumam combinar uma pessoa conhecida, depoimento emocional, suposta autoridade profissional e promessa de resultado rápido. Nos vídeos falsos de remédios, a fala pode ter sido criada artificialmente, mesmo quando os movimentos, a iluminação e o tom de voz parecem naturais.
A pressão também aparece em descontos por poucos minutos, contagem regressiva, estoque supostamente limitado e pedidos de pagamento imediato. O TVdoPOVO já explicou como a inteligência artificial pode criar anúncios, páginas e atendimentos falsos durante compras pela internet.
- promessa de cura ou resultado garantido;
- desconto que termina em poucos minutos;
- perfil recém-criado ou sem histórico verificável;
- pagamento para pessoa física ou conta desconhecida;
- vendedor que desencoraja consulta médica ou pesquisa oficial.
Medicamentos e suplementos não seguem as mesmas regras
Medicamentos devem ser adquiridos em farmácias e drogarias autorizadas ou nos canais oficiais desses estabelecimentos. Antes de confiar em vídeos falsos de remédios, o consumidor deve confirmar quem fabrica, quem vende, quem entrega e se o produto possui situação regular nos sistemas da Anvisa.
Suplementos alimentares não são medicamentos e não podem ser apresentados como cura, tratamento ou prevenção de doenças. Expressões como “elimina diabetes”, “substitui remédio”, “cura ansiedade” ou “emagrece sem esforço” exigem desconfiança e verificação.
Como verificar vídeos falsos de remédios
Pare o vídeo e procure a mesma publicação no perfil oficial da pessoa utilizada no anúncio. Compare voz, movimentos da boca, expressões, cortes e iluminação. Pausas artificiais e sincronização imperfeita podem aparecer, mas a ausência dessas falhas não comprova que o conteúdo seja verdadeiro.
A pesquisa do produto deve ser feita fora do link recebido. Digite diretamente o endereço oficial da Anvisa, da empresa ou da farmácia no navegador. O TVdoPOVO também reúne orientações sobre como verificar produtos irregulares antes da compra.
O que fazer depois de uma compra suspeita
Quem já comprou um produto anunciado em vídeos falsos de remédios deve guardar o anúncio, o endereço da página, as mensagens, a embalagem e os comprovantes. Esses registros ajudam na reclamação ao vendedor, aos órgãos de defesa do consumidor ou à vigilância sanitária.
Se houver mal-estar ou reação inesperada, a prioridade é procurar atendimento de saúde. Medicamentos prescritos não devem ser iniciados, suspensos ou substituídos apenas por causa de uma publicação nas redes sociais.
Conteúdo viral não substitui orientação profissional
Os vídeos falsos de remédios exploram confiança, urgência e preocupação com a saúde. Número de seguidores, aparência profissional, jaleco, depoimento emocionado ou rosto conhecido não comprovam que a indicação seja segura para todas as pessoas.
O mesmo cuidado vale para vitaminas, cápsulas, produtos naturais, dietas e outras soluções anunciadas como milagrosas. No PrevCast, especialistas explicam por que suplementos e promessas da internet exigem avaliação individualizada. Informação oficial e acompanhamento profissional continuam sendo as formas mais seguras de decidir.





