Nutrição de pets é o tema do episódio do Vida Plena de 13 de setembro de 2026. Em três vídeos, o programa reúne perguntas do dia a dia sobre ração, comida preparada em casa, petiscos, quantidade e frequência das refeições de cães e gatos.
A conversa recebe as veterinárias Marina Cordisco, Beatriz de Assis Pimenta e Beatriz Lopes Penna Cury. Para quem cuida de um animal, a principal questão é compreender as opções disponíveis sem imaginar que uma única dieta serve para todas as espécies, idades e condições de saúde.
Clique em um tópico para ir direto à informação:
➜ O que considerar na escolha da ração
➜ Cuidados com alimentação caseira e crua
Nutrição de pets começa por entender a necessidade de cada animal
Cães e gatos não possuem as mesmas exigências nutricionais. Idade, crescimento, condição corporal, atividade e doenças também influenciam a escolha. Antes de trocar o alimento, é importante identificar para qual espécie e fase da vida ele foi formulado e observar a indicação do fabricante.
O material de orientação da WSAVA, associação mundial de veterinária de pequenos animais, recomenda conferir a adequação nutricional e buscar informações consistentes sobre o alimento. Não basta que a embalagem apresente ingredientes atraentes: o conjunto da dieta precisa atender às necessidades do pet.
Perguntas úteis antes da compra
A ração foi formulada para cães ou gatos? É indicada para a idade do animal? A quantidade diária considera o peso e a condição corporal? Um veterinário pode ajudar a interpretar esses pontos quando houver dúvidas.
▶ Assista ao Bloco 1 — alimentação de cães e gatos
Veja a primeira parte da conversa com as três veterinárias.
Ração e rotina: por que a porção indicada não é uma regra fixa
Na nutrição de pets, medir a comida é tão importante quanto escolher o produto. A indicação da embalagem oferece um ponto de partida, mas a quantidade pode precisar de ajustes conforme a resposta do animal, sua condição corporal e as orientações recebidas em consulta.
Também vale observar se mais de uma pessoa oferece comida durante o dia. Uma família pode seguir a porção da ração e, sem perceber, acrescentar biscoitos ou outros alimentos em diferentes momentos. Registrar o que foi servido facilita uma conversa objetiva com o profissional.
Alimentação natural exige formulação, não apenas ingredientes frescos
Uma refeição caseira pode ser preparada com cuidado e ainda assim ficar incompleta em nutrientes. A equipe de nutrição veterinária da Universidade Tufts ressalta que dietas feitas em casa precisam de formulação apropriada, pois combinações improvisadas podem não oferecer equilíbrio nutricional.
Há também diferença entre alimentação caseira cozida e dietas cruas. Segundo a agência reguladora norte-americana FDA, alimentos crus para animais apresentam riscos de contaminação por bactérias, com possíveis consequências para pets e pessoas que manipulam a comida. A informação se refere a segurança alimentar e não substitui avaliação veterinária.
Alimentação natural sem improviso
Antes de substituir a ração por comida caseira, procure orientação veterinária sobre formulação, preparo, conservação e eventuais restrições do animal. Não utilize receitas genéricas como garantia de uma dieta completa.
▶ Assista ao Bloco 2 — segunda parte da conversa
Confira a segunda parte do episódio e as dúvidas apresentadas no programa.
Petiscos e recompensas precisam entrar na conta diária
Petiscos podem fazer parte da convivência com cães e gatos, mas continuam sendo alimento. Na nutrição de pets, as calorias extras devem ser consideradas junto às refeições principais para evitar que pequenas porções oferecidas muitas vezes passem despercebidas.
Para escolher recompensas, é importante observar composição e quantidade, além de possíveis restrições individuais. Se o animal recebe uma dieta veterinária específica, uma recompensa aparentemente inofensiva pode não fazer parte do plano recomendado. Não existe um número único de petiscos adequado a todos.
Frequência de refeições deve considerar idade e rotina
O horário para servir a comida também merece organização. Filhotes, adultos e animais com necessidades clínicas podem precisar de rotinas diferentes. Por isso, em vez de copiar horários encontrados na internet, é melhor alinhar a distribuição das refeições às necessidades reais do cão ou gato.
Na prática, a nutrição de pets fica mais fácil de acompanhar quando os tutores sabem quem oferece a comida, qual é a porção prevista e como entram os petiscos. A observação da rotina ajuda a identificar mudanças persistentes no apetite ou no peso.
▶ Assista ao Bloco 3 — terceira parte do episódio
Assista à terceira parte e ao encerramento do programa.
Nutrição de pets: o que observar antes de mudar a dieta
Mudanças no consumo de água, recusa persistente de alimentos, alterações digestivas ou variações de peso merecem atenção. Um profissional pode avaliar se há relação com a comida ou se o animal precisa de investigação clínica. O episódio é educativo e não substitui atendimento individual.
Outra parte do cuidado envolve higiene e conservação. A FDA recomenda armazenar alimentos secos em local fresco e seco, respeitar as orientações da embalagem e refrigerar adequadamente as sobras de alimentos úmidos. Água limpa deve estar disponível conforme as necessidades do animal.
Antes de alterar o cardápio
Anote o alimento utilizado, a quantidade diária, os petiscos e qualquer mudança observada. Leve essas informações ao atendimento veterinário para discutir um plano adequado ao seu cão ou gato.
Com três vídeos e diferentes dúvidas, o Vida Plena oferece um ponto de partida para tutores de Rondônia e de outras regiões. Uma nutrição de pets bem planejada depende de informação confiável, acompanhamento e atenção às características de cada animal.
Fontes dos vídeos
Vida Plena — Alimentação de cães e gatos — Bloco 1
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Para planejar a nutrição de pets com segurança, comece observando a rotina de alimentação e leve as dúvidas sobre ração, receitas, porções e petiscos ao veterinário responsável pelo animal.






