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sábado, outubro 24, 2026
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Adolescente é detido por atirar em vítima que não reagiu a roubo na capital

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Na manhã desta quarta-feira (13), a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, esclareceu um crime de latrocínio tentado na qual foi vítima Adonias R. N.

O crime aconteceu na madrugada do dia 24 de fevereiro deste ano em Porto Velho (RO). A vítima tinha acabado de sair da casa da sogra em uma bicicleta na companhia da esposa. O casal foi abordado pelo suspeito portando uma arma de fogo e também em uma bicicleta. O suspeito exigiu os celulares do casal e após tomar um dos aparelhos atirou em Adonias sem mesmo ele ter esboçado reação.

Após o crime, o suspeito evadiu-se. Depois de intensas diligências, os policiais conseguiram identificar e deter o adolescente que foi levado para a delegacia e ficou à disposição da Justiça.

O TODO PODEROSO SECRETÁRIO DE SAÚDE NÃO ATENDE NEM PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA.

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Deputado JAIR MONTES se AUTOPROCLAMA PAI do SERVIDOR PÚBLICO de RONDÔNIA

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“Eu estive na assembleia dos servidores e sou o único nesta Casa que conhece o sistema prisional por dentro e por fora. O que me deixa mais indignado é que, nesse momento, não há negociação, não há entendimento e o Governo não acena com um acordo possível, ignorando o acordo judicial e a situação desses servidores”, destacou.

Ele denunciou que alunos do curso de formação de policial militar, estão sendo escalados para trabalhar nos presídios. “Não tem como aceitar isso. Essas pessoas não estão preparadas. Muitos policiais militares têm me ligado ou falado comigo, dizendo que a escala de trabalho está apertada, em razão de o Governo ter determinado a intervenção militar nos presídios”.

Montes se autodeclarou como “pai do servidor público, de todas as categorias. Tá na hora desta Casa chamar para si a responsabilidade. Em 70 dias de Governo, já são dois decretos. Já fui ameaçado, já tentaram me intimidar. Não posso ser covarde e eu tenho posicionamento. Não vou me intimidar. Como vereador de Porto Velho, sempre defendi o servidor público de carreira. Aqui nessa Assembleia, não será diferente”.

Estudantes denunciam goteiras, calor e falta de merenda em escola de Porto Velho

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Estudantes da Escola Carmela Dutra, em Porto Velho, denunciam várias irregularidades dentro da unidade. Imagens do interior da escola mostram salas de aula com goteiras em dias de chuva. Em outras, alunos estudam no escuro e há relatos de desmaios de estudantes devido ao calor. Alunos denunciam, ainda, a falta de merenda escolar.

Ao G1, estudantes contaram que na manhã desta segunda-feira (11), que amanheceu com chuva em vários pontos da capital, foram novamente surpreendidos por goteiras dentro das salas de aula. Os alunos também temem por sua segurança, pois, segundo eles, o forro de algumas salas está comprometido por infiltrações.

Em outra imagem, é possível ver que a fiação elétrica exposta divide espaço com o forro comprometido. Em outra, alunos são vistos usando a lanterna de um celular em meio a escuridão.

Alunos denunciam forro comprometido por goteiras na Escola Carmela Dutra, em Porto Velho.  — Foto: Divulgação/WhatsappAlunos denunciam forro comprometido por goteiras na Escola Carmela Dutra, em Porto Velho.  — Foto: Divulgação/Whatsapp

Alunos denunciam forro comprometido por goteiras na Escola Carmela Dutra, em Porto Velho. — Foto: Divulgação/Whatsapp

Estudantes contam também que há ares-condicionados danificados em algumas salas, os deixando no calor. Um aluno relatou que uma estudante já desmaiou dentro de sala após passar mal, devido a alta temperatura. Os que não aguentam, optam por deixar a sala de aula..

Por fim, os estudantes também afirmam que merendam de forma irregular. Ao G1, um aluno disse que refeições no período matutino não são servidas diariamente.

A reportagem procurou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e esta afirmou repassar verbas a todas escolas para a realização de reparos na estrutura e que cabe a gestão da escola prestar esclarecimentos sobre os fatos. Procurada, a direção da unidade não atendeu aos telefonemas.

Salas de aula da Escola Carmela Dutra, em Porto Velho, sofrem com goteiras durante chuva.  — Foto: Divulgação/WhatsappSalas de aula da Escola Carmela Dutra, em Porto Velho, sofrem com goteiras durante chuva.  — Foto: Divulgação/Whatsapp

Salas de aula da Escola Carmela Dutra, em Porto Velho, sofrem com goteiras durante chuva. — Foto: Divulgação/Whatsapp

Decreto que autoriza PM a requisitar laudo pericial é ‘sinal alarmante de poder autoritário em RO’, diz sindicato

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O decreto assinado pelo Governador Marcos Rocha (PSL), que permite oficiais militares a requisitarem laudo pericial contra civis presos, causou repúdio no Sindicato dos Delegados de Polícia de Rondônia (Sindepro). A entidade considera o decreto “ilegal”, por desrespeito a Constituição e um “sinal alarmante de poder autoritário”.

A mudança diz respeito a alteração do Artigo 3º do Decreto 21.256, de 2016, que estabelece os procedimentos adotados pelos órgãos de segurança pública. Na prática, o Decreto 23.682, de 27 de fevereiro de 2019, prevê que oficiais da Polícia Militar (PM) também poderão requisitar laudos periciais aos Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal (IML). Atualmente, o papel cabe a Polícia Civil (PC).

O Sindepro chegou a interpretar a decisão do governo com um sinal de “poder autoritário”, não condizente com uma democracia. O sindicato acredita que atribuir a oficiais militares o poder de requisitar perícias criminais configura uma flagrante violação por parte do atual governador a Constituição.

Segundo o Dr. Marcus Vinícius Xavier, professor universitário de Direito na Universidade Federal de Rondônia (Unir), o decreto permite aos oficiais miltares exercerem uma atribuição que não está prevista no Código de Processo Penal.

“A produção de laudos periciais, no geral, se processa no âmbito do inquérito policial quando em fase de investigação. Esta é uma atribuição privativa do delegado de polícia, que preside o inquérito policial, ato próprio da polícia judiciária. Oficiais da PM exercem atribuições próprias do policiamento ostensivo, que opera em nível preventivo-repressivo, e não investigativo” explica o professor universitário.

Para a presidência do Sindepro, o governo estadual violou os artigos 22 e 24 da Constituição Federal, ao legislar em matéria processual penal, tarefa que caberia ao Poder Legislativo, representado pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO). Ainda conforme a nota, tal ato não seria permitido nem mesmo ao presidente da República.

O professor universitário, entrevistado pelo G1, também concorda que há uma clara inconstitucionalidade na decisão do governador, podendo resultar, ainda, na anulação do decreto.

“Não tenho dúvida sobre a inconformidade desse ato administrativo. Somente a União pode legislar sobre direito processual, salvo a existência de lei complementar autorizando os Estados a fazê-lo, o que não há. Trata-se de clara inconstitucionalidade formal. A inconstitucionalidade material e a ilegalidade são flagrantes por se atribuir a oficial da polícia militar a atribuição privativa de delegado de polícia. Tanto a inconstitucionalidade como a ilegalidade geram a nulidade absoluta do Decreto”, afirma o professor.

O que o novo decreto significa?

O Sindepro acredita que a decisão de permitir a policiais militares que solicitem perícias criminais, como laudos de drogas e exames de corpo de delito contra cidadãos civis presos, significa uma militarização sem precedentes ao andamento penal.

Na prática, o sindicato explica que o cidadão poderia perder o direito de ser encaminhado para delegacias e prestar a sua versão dos fatos ao delegado antes de ser enviado ao Judiciário, que expediria uma proposta de transação de pena, como já acontece.

Como exemplo, o sindicato traz o caso de um civil preso por desacato ou desobediência. A partir do novo decreto, o cidadão, em vez de ser levado para a delegacia, seria diretamente intimado ao fórum pelo oficial militar autor da prisão, já portando a perícia criminal determinada pelo mesmo PM.

Outras críticas

Em outro ponto da nota, o Sindepro inicia críticas específicas ao decreto, como a possibilidade de retirar a função ostensiva da PM e atribuir aos oficiais militares uma função mais judiciária. Essa possibilidade, segundo o sindicato, pode causar uma redução da “polícia fardada nas ruas” no combate a crimes graves, ao sobrecarregar a PM com “outros serviços”.

A presidência do Sindepro afirma, ainda, que o decreto teria como função criar um “ilusório aumento de poder por parte de oficiais militares”, classe da qual Marcos Rocha faz parte, como lembra o sindicato.

Segundo descreve o Sindepro, áudios de próprios oficiais militares em aplicativos de conversa mostram que um dos objetivos do novo decreto seria o de “pleitar um aumento remuneratório” a classe.

Decreto autoriza oficial da PM a requisitarem laudo — Foto: Vanessa Farias/Governo de RODecreto autoriza oficial da PM a requisitarem laudo — Foto: Vanessa Farias/Governo de RO

Decreto autoriza oficial da PM a requisitarem laudo — Foto: Vanessa Farias/Governo de RO

Para o professor de Direito, entrevistado pelo G1, o decreto também aparenta não ser uma medida que tem, como objetivo, melhorar a segurança pública no estado.

“Poderá surgir confusão de atribuições, conflitos entre as corporações e seus respectivos agentes, causando dificuldades para a eficiência investigativa. Ademais, a dispersão de competências parece atender muito mais a uma reclamação de tipo corporativo – que o governador seja oficial da reserva da PM – do que uma busca pela implementação de políticas de segurança pública que se orientem pelo direito e eficiência em prol da cidadania. Sinceramente, não sei quem ganha com esse tipo de movimento. O cidadão é que não é”, acredita o Dr. Marcus Vinícius Xavier.

“Poder autoritário”

Em outro ponto da nota, o sindicato reforça a ilegalidade do decreto governamental, apontado que o Governador Marcos Rocha “extrapola seu poder regulamentar”. Segundo a categoria, a violação constitucional abriu “um precedente perigoso” no andamento penal.

A presidência do Sindepro afirma que atos, como a aprovação do novo decreto, já foram vistos em outros momentos da História e pode ser considerado um “sinal alarmante de poder autoritário”. Em outro trecho o sindicato cita a decisão como “algo inimaginável numa democracia, num governo de ordem jurídica, ainda, não militarizada”.

O G1 questionou o Governo do Estado acerca das críticas feitas ao novo decreto. A assessoria diz que vai se pronunciar sobre o caso, mas, até a publicação da reportagem, não divulgou nota.

Comunicado oficial – MEC

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O Ministério da Educação, diante dos últimos acontecimentos envolvendo a condução das medidas de apuração de indícios de irregularidades no âmbito da Pasta, denominadas “Lava Jato da Educação”, declara que continua firme no propósito de dar prosseguimento aos trabalhos. Lembrando que, mais do que uma obrigação legal, o combate à corrupção é um compromisso do Sr. presidente da República, Jair Bolsonaro, francamente assumido como diretriz de governo.

O combate à corrupção está sendo gerido pelo MEC, Ministério da Justiça e Segurança Pública, Advocacia-Geral da União e Controladoria-Geral da União, e, portanto, deve ser tratado com a isenção e impessoalidade que se exigem das atuações estatais.

O MEC, diante da estratégia de tratamento institucional da questão, assumida desde a divulgação, tem obrigação de apurar, contando com a coparticipação de outros atores institucionais, que possuem as competências técnicas e legais específicas.

A necessidade de condução séria, comprometida, respeitosa aos direitos fundamentais, individuais e coletivos, levará as apurações a um tratamento técnico, conduzido por equipes cujo compromisso não será outro senão realizar o ordenamento jurídico, suas regras, princípios e valores.

As movimentações de pessoal e de reorganização administrativa, levadas a efeito nos últimos dias, em nada representam arrefecimento no propósito de combater toda e qualquer forma de corrupção. Ademais, envolveram cargos e funções de confiança, de livre provimento e exoneração.

Nascidos em maio e junho recebem Abono Salarial 2017 a partir desta quinta-feira

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O nono e último lote do Abono Salarial ano-base 2017 será liberado nesta quinta-feira (14). A data marca o início do pagamento do benefício para trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho e servidores públicos com final da inscrição 8 e 9. A estimativa do Ministério da Economia é de que R$ 3,1 bilhões sejam destinados a 3,9 milhões de pessoas.

O prazo final para o saque de todos aqueles que têm direito ao Abono 2017 é 28 de junho. Depois dessa data, o recurso volta para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Beneficiários que são correntistas da Caixa Econômica Federal, responsável pelo pagamento do PIS (iniciativa privada), já terão os valores depositados em suas contas nesta terça-feira (12). A consulta pode ser feita pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-726 02 07.

Para servidores públicos, a referência é o Banco do Brasil, que também fornece informações pessoalmente, pela internet ou pelo telefone 0800-729 00 01.

Quem pode sacar o benefício – Tem direito ao Abono Salarial ano-base 2017 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2017, teve remuneração mensal média de até dois salários mínimos e seus dados foram informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor a que cada trabalhador tem direito é proporcional ao tempo trabalhado formalmente em 2017. Quem esteve empregado por todo o ano recebe o equivalente a um salário mínimo (R$ 998). Aquele que esteve empregado por apenas 30 dias pode sacar o valor mínimo, que é de R$ 84 – o equivalente a 1/12 do salário mínimo –, e assim sucessivamente.

O Abono Salarial ano-base 2017 começou a ser pago em julho de 2018. O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos (veja tabela abaixo). O prazo final de recebimento para todos os trabalhadores com direito ao benefício é 28 de junho de 2019.

 

Ethiopian Airlines: por atraso de dois minutos, homem perde voo que caiu deixando 157 mortos

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Antonis Mavropoulos chegou ao portão de embarque do voo ET302 neste domingo, que partiria de Adis-Abeba, capital da Etiópia, para Nairóbi, no Quênia, e o encontrou fechado. Por dois minutos, ele não entrou na aeronave que despencou 6 minutos depois da decolagem, matando todos os 157 passageiros.

“Eu estava furioso porque ninguém tinha me ajudado a chegar ao portão a tempo”, afirmou o grego, ao recapitular o que considera ter sido seu “dia de sorte”.

Um outro homem também alega ter perdido por pouco o voo operado pela Ethiopian Airlines.

As vítimas são de mais de 30 países – entre elas, há 32 quenianos, 18 canadenses e 7 britânicos.

Antonis Mavropoulos: ‘meu dia de sorte’

Mavropoulos, que é presidente da Associação Internacional de Manejo de Resíduos Sólidos, disse ter ficado irritado, inicialmente, por achar que estava desassistido no aeroporto.

“Eu tinha uma conexão de 30 minutos e meu voo tinha chegado no horário. O funcionário da companhia encarregado de me direcionar para o portão de embarque chegou pouco depois que desembarquei”, ele relata.

“Ele estava tentando me encontrar. Gostaria de agradecer esse funcionário, ele salvou a minha vida. Como minha bagagem estava comigo, o avião não precisava esperar por mim. Eu ainda vi os últimos passageiros no corredor [a caminho da aeronave]”, disse à BBC.

Em um post no Facebook intitulado “Meu dia de sorte”, ele contou ter sido realocado no voo seguinte com destino a Nairóbi e só ter descoberto sobre a tragédia quando foi impedido de embarcar novamente.

O grego foi levado a uma delegacia para depor depois de ter sido informado que era o único na lista de passageiros que não estava a bordo.

Com uma foto do cartão de embarque, Mavropoulos escreveu: “Um agente me disse para não reclamar, mas para agradecer a Deus.”

A polícia verificou sua identidade e o questionou sobre as razões para não ter embarcado no voo. Ele soube por uma mensagem enviada por um amigo que a aeronave havia caído.

Ele viajaria a Nairóbi para participar de um encontro do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Pelo menos 19 das vítimas tinham algum tipo de ligação com a ONU – e Mavropoulos conhecia algumas delas.

“Perdi amigos naquele voo. Todo mundo na conferência está arrasado. É um momento muito triste para todos nós. Pode acontecer com qualquer um. Foi algo aleatório.”

“Estou grato por viver e por ter tantos amigos que me fizeram sentir amado.”

Durante homenagem às mulheres na ALE, presidente anuncia projeto que proíbe contratação de condenados pela Lei Maria da Penha

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A Assembleia Legislativa realizou na tarde desta segunda-feira (11), uma sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, proposta em conjunto pelo presidente da Casa, Laerte Gomes (PSDB), e pelas deputadas Cassia Muleta (Podemos) e Rosângela Donadon (PDT). A secretária de Ação Social (Seas) e primeira-dama, Luana Rocha, a promotora Tânia Garcia, da 14ª Promotoria de Justiça, e a secretária adjunta da OBA/RO, Aline Silva.

“Sempre é momento de homenagearmos as mulheres. Mas, esta data especial marca o nosso reconhecimento ao brilhante trabalho desempenhado pelas mulheres, nas mais diversas funções, aqui nesta Casa. Também estendemos nossas homenagens às mulheres rondonienses, que trabalham e contribuem com a sociedade”, destacou.

Laerte lamentou que muitas mulheres ainda sofram com a violência doméstica e outros tipos de crimes. “Infelizmente, temos que criar meios que possam garantir a integridade das mulheres e assegurar o pleno exercício de sua cidadania. Mesmo com os avanços da legislação, ainda não tem sido suficiente para coibir os crimes contra as mulheres. Isso precisa mudar e essa discussão precisa estar sempre em pauta”, completou.

Ao final, o presidente anunciou que vai encaminhar ao plenário, projeto de Lei que veda a nomeação no âmbito de todos os poderes para cargos em comissão, de condenado por crimes alcançados pela lei Maria da Penha.

Rosângela Donadon presidiu a sessão e destacou que a Assembleia, com a homenagem, é um reconhecimento à importância das mulheres para a sociedade, mas também um momento de reflexão sobre a violência a qual muitas mulheres ainda sofrem.

“Se por um lado as mulheres ocupam cada vez mais espaços e mostram a sua força de luta, por outro lado, temos muitas sofrendo os mais variados tipos de agressão e de violência. Hoje, homenageamos as mulheres, mas também é um alerta para que toda a sociedade reflita sobre a violência que muitas mulheres, infelizmente, são submetidas”, destacou.

Cassia Muleta lembrou que a mulher, por sua capacidade, consegue desempenhar inúmeras funções, sempre com muita dedicação e empenho. “A mulher atua no seu trabalho com excelência, exerce sua função de mãe com maestria e cuida dos filhos com atenção. Somos um ser que carrega o dom de gerar a vida e a sociedade precisa respeitar e proteger as nossas mulheres”.

 

Alerta para a violência  

A promotora Tânia Garcia, que é natural de Espigão do Oeste, citou como referência a saudosa ex-deputada estadual Lúcia Tereza, em sua breve palestra sobre a importância de se promover políticas de proteção às mulheres.

“Que as mulheres se façam ouvidas pelas autoridades. São 536 mulheres vítimas de violência por hora no Brasil. Morrem 15 por dia e mais de 5 mil por ano. Um estupro a cada 45 minutos. Uma mulher apanha a cada 15 segundos. Os homens podem ser gentis, entregar flores e etc., mas, não podemos deixar de ver que há um número muito grande de homens que matam mulher por machismo”, lamentou.

Segundo a promotora, “temos que nos fortalecer para nos manter vivas. Quero conscientizar a todos dos riscos que as vidas das mulheres sofrem. Há um ciclo da violência, dividido em três momentos. A fase inicial é de tensão, com ofensas verbais e morais, que se tornam quase cotidianas. Depois passam à explosão, com socos, apertões, chutes e outros tipos de violência física. Depois vem a fase de ‘lua de mel’, com os pedidos de desculpa e a promessa de que aquilo não vai se repetir”.

Tânia Garcia declarou que “muitas vezes, as mulheres que sofrem esse ciclo, tem muitas limitações para romper essa realidade. E as pessoas no entorno, tem a crença de que em briga de marido e mulher, nãos e mete a colher. Mas, essa violência quase sempre não acaba e vai ficando cada vez mais perigosa”.

A representante do MP disse ainda que “os meios sociais como a igreja, o trabalho, os amigos e vizinhos, precisam estar atentos aos sinais e oferecer apoio à mulher. Muitos dos que cometem feminicídio, não têm sequer antecedentes criminais. Temos que pensar em políticas públicas que ofereçam apoio, inclusive, aos homens que cometem abusos ou crimes contra as mulheres, para que não façam mais isso”.

Ao final, ela fez uma reflexão: “Não somos mais as mulheres que as nossas mães foram. Nem os homens também. Temos que ter um espaço de respeito mútuo, de respeito às liberdades das mulheres, em suas escolhas de vida. A gente precisa olhar para as mulheres que não têm muito espaço para falar e mostrarem suas necessidades. Convivendo em harmonia, com respeito”.

Pronunciamentos 

O líder do Governo na Assembleia, Eyder Brasil (PSL) disse que as mulheres precisam ocupar a cada dia mais espaços na sociedade. “O Brasil tem que virar a página do estupro, do assassinato e de outros crimes. Se com todo o aparato de leis, ainda existe esse número elevado de crimes contra as mulheres, é sinal de que há muito ainda a ser feito”, garantiu.

Já o deputado Luizinho Goebel (PV) declarou que a palavra para resumir esse momento é “gratidão”. “Estava acompanhando as falas que me antecederam, e imaginei que a gratidão seria a expressão mais apropriada. Quero sugerir que a nossa Escola do Legislativo possa realizar palestras de conscientização sobre os direitos das mulheres e contra a violência”.

Ao final de sua fala, Goebel apontou que “este plenário leva o nome da deputada Lúcia Tereza, que sempre acolheu a todos, que sempre se dedicou à sociedade. É uma justa homenagem que simboliza um pouco de como as mulheres agem e de como elas cuidam da família, de como se dedicam ao que fazem e de como contribuem para a nossa sociedade”.

O deputado Cirone Deiró (PP) iniciou sua fala enaltecendo a importância de sua mãe, Jacirene, na condução da família. “Ela é um exemplo inspirador para mim, por sua luta, por sua dedicação. E como ela, temos muitas mulheres com histórias de vida parecidas de superação. Que a luta por respeito e por igualdade possa assegurar mais direitos e proteção às mulheres”.

Chiquinho da Emater (PSB) disse que “não se pode mais admitir que, em pleno século XXI, a mulher continue sendo ameaçada, estuprada, machucada e morta de forma brutal e inaceitável. As mulheres que solidificam as famílias e peço que Deus as protejam”.

Já Alex Silva (PRB), que preside a Comissão destacou que. “tem mulher que faz o papel de mãe e de pai. Perdi meu pai muito cedo, mas ele me disse que homem de verdade não bate em mulher e respeita a sua mãe, suas filhas e as demais mulheres. Fui criado por minha mãe e minhas irmãs e louvo a Deus por isso”, relatou.

O deputado disse que o papel do verdadeiro homem, que assume um compromisso com a mulher, é cuidar dela. “Não temos homenagem que possa simbolizar o quanto a mulher merece ser respeitada. Temos que defender essa causa. Os dados da violência contra a mulher são assustadores. Essa violência não vem de agora, ela sempre existiu. Isso precisa ser enfrentado pela sociedade com muita seriedade”.

Cabo Jhony Paixão (PRB) abriu a sua fala citando um versículo bíblico e em seguida citou a importância de sua mãe, dona Rosinei, e da avó, dona Rosária, na sua formação como pessoa. “Foram e são tudo para mim. São a minha base, minha referência. Fui policial militar por 14 anos e vi muitos casos de mulheres que sofreram com a violência doméstica, nas mais cruéis e variadas formas. Que possamos refletir e combater essa violência. Lugar de mulher é onde ela quiser”.

A secretária da Seas defendeu que sejam ensinados os valores da família, para que sejam formados cidadãos que respeitem as mulheres. “Se bem ensinados, que eles não venham a se desvirtuar quando adultos. É preciso trabalhar mais políticas para assegurar a proteção e os direitos das nossas mulheres. E o Governo, através da Seas e das demais pastas, está atento e atuando para superar esse enorme desafio”, destacou.

A servidora Mara Valverde, que é membro do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindler), alertou que é preciso estabelecer uma política efetiva de defesa da mulher. “Defendo que haja uma política de enfrentamento da violência contra a mulher, com recursos para campanhas permanentes de alerta e outras ações, como geração de renda, acesso à educação e qualificação, entre outros”.

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