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Brasil cria 1,279 milhão de postos de trabalho em 2025, aponta Caged

Brasil cria 1,27 milhão de empregos formais em 2025, segundo dados do Caged
Brasil registra saldo positivo de empregos formais em 2025, apesar da desaceleração econômica

A criação de empregos formais no Brasil totalizou 1.279.498 postos de trabalho em 2025, segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 23,7% em relação a 2024, quando o país havia registrado 1.677.575 vagas com carteira assinada.

O indicador do Caged considera a diferença entre admissões e desligamentos ao longo do ano. De acordo com o governo federal, o resultado foi impactado principalmente pelo patamar elevado da taxa de juros e pela desaceleração da atividade econômica ao longo de 2025.

Dezembro registra forte saldo negativo

Somente no mês de dezembro, tradicionalmente marcado por desligamentos, o Brasil registrou a eliminação de 618.164 empregos formais, volume 11,3% maior do que o observado no mesmo mês de 2024. O resultado foi o pior para um mês de dezembro desde 2020, ano marcado pelos efeitos mais severos da pandemia da covid-19.

O Ministério do Trabalho ressalta que os números do Caged passam por ajustes periódicos, em razão de declarações entregues fora do prazo por empresas e retificações de dados de meses anteriores.

Todos os setores fecharam 2025 com saldo positivo

Apesar do desempenho negativo no último mês do ano, todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo de empregos em 2025.

O setor de serviços liderou a geração de vagas, com 758.355 postos, impulsionado principalmente pelas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas. Na sequência aparecem:

  • Comércio: 247.097 vagas

  • Indústria: 144.319 vagas

  • Construção civil: 87.878 vagas

  • Agropecuária: 41.870 vagas

Na indústria, o maior destaque foi a indústria de transformação, responsável pela abertura de 114.127 empregos ao longo do ano.

Sudeste lidera geração de empregos no país

Todas as regiões brasileiras registraram criação líquida de postos de trabalho em 2025. O Sudeste concentrou o maior volume, com 504.972 vagas, seguido por:

  • Nordeste: 347.940

  • Sul: 186.126

  • Centro-Oeste: 149.530

  • Norte: 90.613

Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos, com saldo positivo de 311.228 vagas, seguido por Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380).

Os menores saldos foram registrados em Roraima, Acre e Tocantins, ainda assim com resultados positivos.

Juros elevados pesaram sobre o mercado de trabalho

Segundo o governo, o cenário de juros básicos elevados ao longo de 2025 teve impacto direto sobre o ritmo de contratações, especialmente nos setores mais sensíveis ao crédito, como indústria e construção civil. A expectativa é que uma eventual redução do custo do crédito possa favorecer uma recuperação mais consistente do emprego formal nos próximos meses.

Mais de 100 pessoas estão em quarentena na Índia após casos do vírus Nipah

Ilustração do vírus Nipah usado em reportagem sobre quarentena na Índia
Autoridades da Índia colocaram mais de 100 pessoas em quarentena após casos do vírus Nipah.

Mais de 100 pessoas estão em quarentena na Índia após a confirmação de novos casos do vírus Nipah, uma infecção considerada altamente letal e com potencial epidêmico. A medida foi adotada depois que dois profissionais de saúde testaram positivo para a doença no início de janeiro de 2026, segundo autoridades locais.

O surto reacendeu o alerta internacional, já que o vírus está na lista de patógenos prioritários da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao risco de disseminação e à elevada taxa de mortalidade.

O que é o vírus Nipah

O vírus Nipah é uma doença zoonótica, ou seja, transmitida de animais para humanos. Os principais reservatórios naturais são morcegos frugívoros, mas a infecção também pode ocorrer por meio de porcos e pelo contato direto entre pessoas infectadas.

Desde que foi identificado pela primeira vez, o Nipah tem sido associado a surtos localizados no sul da Ásia, especialmente na Índia e em Bangladesh.

Sintomas e gravidade da infecção

Os sintomas iniciais do vírus Nipah costumam se assemelhar aos de uma gripe comum, incluindo febre, dores no corpo e dor de cabeça. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para infecções respiratórias agudas e encefalite, um inchaço no cérebro que pode causar confusão mental, coma e morte.

De acordo com a OMS, a taxa de mortalidade pode chegar a 70%, dependendo do surto e da capacidade de resposta do sistema de saúde.

Situação atual na Índia

Após a confirmação dos casos entre profissionais de saúde, as autoridades indianas colocaram cerca de 110 pessoas em isolamento preventivo. O objetivo é conter a transmissão e identificar rapidamente possíveis novos infectados.

Equipes médicas intensificaram o rastreamento de contatos e adotaram protocolos rígidos de vigilância epidemiológica na região afetada.

Existe tratamento ou vacina?

Atualmente, não há vacina nem medicamento específico para o tratamento do vírus Nipah. O cuidado médico é baseado em tratamento de suporte, com hidratação, monitoramento clínico e controle dos sintomas.

Por esse motivo, a detecção precoce e o isolamento rápido dos casos são considerados essenciais para evitar surtos maiores.

Há risco para o Brasil?

Segundo especialistas, não há registros do vírus Nipah no Brasil ou na América Latina. A principal razão é que a região não abriga a espécie de morcego que atua como hospedeiro natural do vírus, o que reduz significativamente o risco de transmissão local.

Mesmo assim, autoridades de saúde mantêm o monitoramento constante de doenças emergentes, especialmente em um cenário de intensa circulação internacional de pessoas.

Vale Gás em Porto Velho saiba como garantir o benefício pelo CadÚnico

Vale Gás em Porto Velho com orientação sobre cadastro no CadÚnico
CadÚnico atualizado é essencial para famílias garantirem o benefício do Vale Gás em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho reforçou que a principal forma de garantir o acesso ao programa federal Vale Gás é estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O benefício é voltado a famílias de baixa renda e tem como objetivo auxiliar no custeio do gás de cozinha, item essencial no orçamento doméstico.

Por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias), o município atua diretamente no cadastramento e na atualização das informações das famílias, enquanto a seleção final dos beneficiários é feita pelo Governo Federal.

Prefeitura amplia acesso aos serviços de assistência social

O prefeito Léo Moraes destacou que a gestão municipal tem trabalhado para ampliar o acesso da população aos serviços da assistência social, especialmente nas regiões mais vulneráveis e nos distritos.

Segundo ele, as unidades estão sendo estruturadas para oferecer atendimento mais ágil e digno à população. O gestor ressaltou que o Vale Gás é um direito de quem mais precisa e que cabe ao município garantir que o CadÚnico, porta de entrada para diversos programas sociais, esteja funcionando de forma eficiente.

Atualização do cadastro é fundamental

De acordo com o coordenador da Central do Cadastro Único em Porto Velho, Clóvis Henrique, a atualização correta das informações é determinante para a concessão do benefício.

Ele explica que a Prefeitura atua na ponta, realizando a coleta e atualização dos dados nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos polos distritais. Mudanças de renda, endereço ou composição familiar devem ser informadas imediatamente, pois a desatualização do cadastro é uma das principais causas de bloqueio de benefícios sociais.

Como garantir o benefício do Vale Gás

O processo para ter acesso ao Vale Gás segue algumas etapas básicas:

Inscrição no CadÚnico
O responsável familiar deve comparecer a um CRAS com documentos pessoais, como RG, CPF, comprovante de residência e certidão de nascimento ou documentos de todos os moradores da residência.

Acompanhamento pelo aplicativo
Após a análise do Governo Federal, o beneficiário é informado sobre a aprovação do benefício pelos aplicativos Gov.br ou Bolsa Família.

Retirada do gás
Com o benefício liberado, é necessário acessar o aplicativo específico do Vale Gás para gerar um QR Code, que deve ser apresentado em um ponto de revenda parceiro, junto com uma botija vazia.

A Semias orienta que famílias que ainda não possuem cadastro ou que precisam atualizar as informações procurem um CRAS. A atualização deve ser feita, obrigatoriamente, a cada dois anos.

CRAS em Porto Velho

Porto Velho conta com diversas unidades do CRAS distribuídas pelas zonas urbana e distrital, responsáveis pelo atendimento, cadastramento e atualização do CadÚnico. A Prefeitura recomenda que os cidadãos procurem a unidade mais próxima de sua residência para evitar o bloqueio de benefícios sociais.

Cientistas eliminam câncer de pâncreas em testes com animais

Ilustração médica mostra pâncreas humano destacado durante pesquisa que eliminou câncer em testes com animais
Estudo internacional identificou combinação de medicamentos capaz de eliminar tumores pancreáticos em modelos animais

Uma pesquisa conduzida por cientistas espanhóis identificou uma combinação tripla de medicamentos capaz de eliminar completamente tumores de câncer de pâncreas em testes com animais. Além da regressão total da doença, o estudo também demonstrou que a estratégia impediu o desenvolvimento de resistência ao tratamento, um dos principais desafios da oncologia moderna.

O trabalho foi publicado em dezembro de 2025 na revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) e foi liderado por Mariano Barbacid, diretor do Grupo de Oncologia Experimental do Centro Nacional de Pesquisa Oncológica (CNIO).

Segundo os pesquisadores, os tumores desapareceram em diferentes modelos de camundongos entre três e quatro semanas, com resultados consistentes em todos os testes realizados.

Como funciona a terapia combinada

A estratégia terapêutica reúne três compostos diferentes, cada um atuando em uma via essencial para a progressão do câncer de pâncreas.

Um dos medicamentos age diretamente sobre o oncogene KRAS, considerado o principal fator causador desse tipo de câncer. Os outros dois atuam sobre as proteínas EGFR e STAT3, envolvidas em mecanismos de sinalização celular que favorecem o crescimento e a sobrevivência das células tumorais.

De acordo com o estudo, a atuação simultânea dessas três frentes foi decisiva para impedir que o tumor se adaptasse ou desenvolvesse resistência ao tratamento.

Tumores não retornaram após suspensão do tratamento

Um dos dados mais relevantes da pesquisa foi observado após a interrupção da terapia. Mesmo mais de 200 dias depois do fim do tratamento, os animais permaneceram livres da doença e não apresentaram sinais de toxicidade associados aos medicamentos.

Esse resultado indica que a terapia não apenas elimina os tumores, mas também mantém o controle da doença a longo prazo nos modelos testados.

O que é o câncer de pâncreas

O pâncreas é um órgão localizado na região abdominal, atrás do estômago, responsável pela produção de insulina e de enzimas digestivas. Anatomicamente, é dividido em cabeça, corpo e cauda.

O câncer de pâncreas costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Em fases mais avançadas, a localização do tumor pode provocar dor abdominal, perda de peso e icterícia. O tipo mais comum é o adenocarcinoma, responsável por mais de 90% dos casos.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), trata-se de uma doença agressiva e com alta taxa de mortalidade. No Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de pâncreas ocupa a 14ª posição entre os mais frequentes, respondendo por cerca de 5% das mortes por câncer no país.

Próximos passos da pesquisa

Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que o estudo ainda está em fase experimental. O próximo passo envolve o refinamento das substâncias para que possam ser testadas com segurança em ensaios clínicos com humanos.

Os pesquisadores avaliam que o fato de a regressão tumoral ocorrer sem o auxílio do sistema imunológico pode representar uma vantagem importante, especialmente para pacientes com imunidade comprometida.

Embora reconheçam que a adaptação da terapia para uso em humanos “não será simples”, os autores destacam que os achados abrem uma nova perspectiva para o tratamento de uma doença historicamente associada a poucas opções terapêuticas.

Servidora vai ao hospital retirar vesícula e fica em estado vegetativo

Servidora pública que ficou em estado vegetativo após cirurgia de vesícula em hospital do Recife
Camila Nogueira entrou no hospital para retirar a vesícula e sofreu danos neurológicos irreversíveis após o procedimento

Uma cirurgia classificada como simples e de baixo risco mudou de forma definitiva a vida da servidora pública e consultora de moda Camila Nogueira, de 38 anos. Ela deu entrada em um hospital no Recife (PE) para realizar a retirada da vesícula e a correção de uma hérnia, mas saiu do procedimento em estado neurovegetativo, com danos cerebrais irreversíveis.

Segundo familiares, Camila chegou à unidade hospitalar caminhando e consciente, sem histórico de doenças pré-existentes. Desde o dia 27 de agosto de 2025, data da cirurgia, ela passou a depender integralmente de terceiros para realizar atividades básicas, como se alimentar, tomar banho e se locomover.

“Ela entrou bem e saiu em estado irreversível”, diz família

De acordo com o marido, Paulo Menezes, a mudança foi abrupta e devastadora.
“Ela saiu de uma pessoa ativa, independente, para alguém que hoje oscila entre o estado neurovegetativo e o minimamente consciente”, relatou.

O casal tem dois filhos pequenos. Paulo afirma que precisou assumir sozinho todas as responsabilidades familiares. “Hoje, se ela ficar desassistida por 24 horas, não sobrevive sozinha. Foi exatamente assim que deixaram a minha mulher”, desabafou.

Parada cardiorrespiratória durante o procedimento

Segundo o advogado da família, Paulo Maia, Camila sofreu uma parada cardiorrespiratória durante a cirurgia, o que teria provocado a falta prolongada de oxigenação no cérebro. A defesa afirma que o quadro de sofrimento respiratório teria se estendido por cerca de 15 minutos, antes da parada ser clinicamente reconhecida pela equipe médica.

Ainda conforme a representação, Camila só teria sido reanimada 17 minutos após o início do colapso, já com sequelas neurológicas permanentes.

Família denuncia negligência médica

A família entrou com uma representação no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) pedindo o afastamento e a cassação do registro de três médicas que integraram a equipe responsável pelo procedimento: a anestesista e duas cirurgiãs.

Entre os pontos apontados pela defesa estão:

  • atraso no início da cirurgia;

  • substituição da anestesista originalmente escalada;

  • ausência de anamnese pré-anestésica adequada;

  • desconsideração de alarmes de monitorização;

  • demora na identificação da parada cardiorrespiratória.

Para os advogados, houve negligência, imprudência e imperícia, com falhas sucessivas que poderiam ter sido evitadas.

“Episódios evitáveis não podem se repetir”, diz pai

O pai de Camila, Roberto Wanderley Nogueira, afirmou que a família decidiu tornar o caso público para evitar que situações semelhantes se repitam.
“Um paciente em estado de apneia não pode ser submetido a cirurgia eletiva. Tudo isso está documentado. Não queremos segredo, queremos que isso não aconteça com mais ninguém”, declarou.

Conselho de Medicina acompanha o caso

Procurado, o Cremepe informou que todas as denúncias e sindicâncias correm sob sigilo processual, conforme prevê o Código de Processo Ético-Profissional, e que o caso segue em apuração.

O espaço permanece aberto para manifestações das profissionais citadas.

Cegonha branca rara, desaparecida há 600 anos, é avistada na natureza

Cegonha branca rara avistada em estado selvagem no País de Gales após 600 anos
Cegonha branca, espécie não vista na natureza desde a Idade Média, foi registrada no País de Gales.

Uma cegonha branca, considerada extremamente rara no Reino Unido, foi registrada recentemente em estado selvagem no País de Gales, após cerca de 600 anos sem registros na natureza. O avistamento chamou a atenção de observadores de aves e especialistas em conservação ambiental.

A ave foi fotografada próxima a uma estrada movimentada, enquanto se alimentava tranquilamente, comportamento considerado incomum para a época do ano. O registro reacende o debate sobre recuperação ambiental e reintrodução de espécies extintas localmente.

Espécie não era vista desde a Idade Média

Registros históricos indicam que a cegonha branca foi comum na Inglaterra e no País de Gales até o século XV. A última nidificação conhecida no território britânico teria ocorrido em 1416, na Catedral de St Giles, em Edimburgo.

Com o passar dos séculos, a espécie desapareceu da região devido, principalmente, à perda de habitat e às mudanças no uso da terra. Desde então, a cegonha branca passou a existir apenas em registros históricos, obras culturais e lendas populares.

Registro raro chama atenção de especialistas

O recente avistamento ocorreu na região de Oswestry, na divisa entre a Inglaterra e o País de Gales, e foi feito pelo fotógrafo de vida selvagem Andrew Fusek-Peters. Segundo ele, a ave não apresentava anilha de identificação, o que levanta a possibilidade de que não faça parte direta de programas de monitoramento humano.

“Por 600 anos não tivemos cegonhas aqui. Elas começaram a ser reintroduzidas apenas em 2020 e, nesta época do ano, normalmente estariam na África”, explicou o fotógrafo.

Ave pode ter nascido em ambiente natural

Especialistas avaliam que o animal registrado seja jovem. Uma das hipóteses é que ele seja descendente das cegonhas que começaram a se reproduzir no sul da Inglaterra nos últimos anos e que, agora, estejam se expandindo para outras regiões.

O fato de a ave permanecer no território britânico durante o inverno também é considerado incomum, já que a espécie costuma migrar para áreas mais quentes do continente africano.

Projetos de reintrodução começaram em 2020

A volta das cegonhas brancas ao Reino Unido teve início em 2020, por meio de um projeto de reintrodução realizado na propriedade Knepp Estate, no sul da Inglaterra. A iniciativa envolve organizações ambientais, pesquisadores e proprietários rurais.

O objetivo do projeto é estabelecer uma população sustentável da espécie, com a meta de alcançar ao menos 250 cegonhas brancas até 2030.

Símbolo histórico e ambiental

Além da importância ecológica, a cegonha branca ocupa um lugar simbólico no imaginário europeu. Na Idade Média, era comum associá-la a prosperidade, fertilidade e nascimento de crianças — imagem que atravessou gerações.

Agora, longe das lendas e mais próxima da ciência, a cegonha branca volta a ser observada na natureza, tornando-se um exemplo concreto de como projetos de rewilding podem resgatar espécies desaparecidas do cotidiano humano.

Educação profissional incentiva empreendedorismo sustentável em Rondônia

Estudantes da educação profissional participam de projeto de horta hidropônica voltado ao empreendedorismo sustentável em Rondônia
Alunos da educação profissional desenvolvem práticas sustentáveis em projeto de horta hidropônica em Rondônia

A educação profissional tem se consolidado como um dos principais pilares para o fortalecimento do empreendedorismo sustentável em Rondônia. Por meio de cursos técnicos e projetos práticos, estudantes passam a desenvolver uma visão voltada à economia verde, à preservação ambiental e à geração de renda com responsabilidade social.

Alunos do ensino profissionalizante estão sendo capacitados para criar e gerir negócios que vão além do lucro imediato. A proposta é formar profissionais conscientes do impacto ambiental e social de suas atividades, preparados para atuar em um mercado que exige inovação, sustentabilidade e compromisso com o futuro.

Educação profissional como motor da economia verde

Alunos da educação profissional cultivam novos conhecimentos sobre desenvolvimento sustentável, fortalecendo a sustentabilidade

Com foco no desenvolvimento sustentável, o Instituto Estadual de Desenvolvimento da Educação Profissional (Idep) desenvolve ações que integram educação, meio ambiente e empreendedorismo. A proposta é estimular práticas que preservem os recursos naturais, incentivem o uso de fontes renováveis e promovam modelos produtivos mais eficientes.

O conceito de empreendedorismo sustentável trabalhado nos cursos envolve a adoção de processos produtivos responsáveis, reciclagem, redução de desperdícios e uma cultura organizacional baseada em propósito e responsabilidade socioambiental. Dessa forma, os alunos aprendem a alinhar crescimento econômico com conservação ambiental.

Horta hidropônica une aprendizado, sustentabilidade e inovação

Uma das iniciativas que exemplificam essa política foi a inauguração de uma horta hidropônica sustentável, em dezembro de 2025, na sede do Idep, em Porto Velho. O projeto permite a produção de alimentos saudáveis sem o uso do solo, utilizando sistemas que economizam água e aumentam a produtividade.

A horta funciona como laboratório prático para os estudantes, que aprendem técnicas modernas de cultivo e gestão sustentável. A iniciativa demonstra que é possível produzir alimentos de forma eficiente, mesmo em espaços reduzidos, ampliando as possibilidades de negócio para pequenos empreendedores.

Benefícios do cultivo hidropônico para novos negócios

Estudantes conhecem os benefícios do projeto sustentável

Entre os principais benefícios do sistema hidropônico estão a economia de água, o aumento da produção em menor espaço, a qualidade dos alimentos livres de agrotóxicos e a rapidez no crescimento das plantas. Além disso, o manejo facilitado e a possibilidade de instalação em diferentes ambientes tornam o modelo acessível e atrativo para quem deseja empreender.

Essas vantagens reforçam o potencial da agricultura sustentável como alternativa econômica viável, especialmente para jovens que buscam inserção no mercado de trabalho com inovação e responsabilidade ambiental.

Sustentabilidade como política pública em Rondônia

Para o governador Marcos Rocha, a sustentabilidade é um princípio fundamental das políticas públicas estaduais. Segundo ele, capacitar as futuras gerações com uma mentalidade sustentável é essencial para garantir desenvolvimento econômico aliado ao progresso social.

A abordagem é aplicada não apenas na educação profissional, mas também em outras ações governamentais que estimulam práticas responsáveis e o uso consciente dos recursos naturais em Rondônia.

Da sala de aula ao empreendedorismo verde

Horta hidropônica, construída de forma sustentável, visa produzir alimentos saudáveis e nutritivos

O impacto dessas iniciativas já é percebido fora do ambiente escolar. Ex-alunos dos cursos técnicos em agroecologia relatam que a formação recebida foi decisiva para a criação de negócios sustentáveis e para a atuação como consultores em práticas agrícolas responsáveis.

Ao unir teoria e prática, a educação profissional contribui para a geração de empregos, o fortalecimento da economia local e a construção de um modelo de desenvolvimento alinhado às demandas ambientais do presente e do futuro.

Sisu 2026: MEC divulga resultado e orienta como consultar

Resultado do Sisu 2026 divulgado pelo MEC com orientação para consultar a lista de aprovados no sistema
Sisu 2026: MEC divulga resultado da chamada regular; candidatos podem consultar a lista de aprovados no site do programa

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado da chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026, uma das principais portas de entrada para o ensino superior público no Brasil. A consulta pode ser feita diretamente no site oficial do programa, mediante login com a conta Gov.br.

Nesta edição, o Sisu bateu recorde histórico de vagas, com mais de 274 mil oportunidades distribuídas em universidades federais, estaduais, institutos federais e centros federais de educação tecnológica (Cefets), abrangendo 587 municípios em todo o país.

Como consultar o resultado do Sisu 2026

Para verificar se foi aprovado na chamada regular, o candidato deve acessar o site do Sisu e realizar o login com a conta Gov.br. Após o acesso, o sistema exibe a situação do estudante nas opções de curso selecionadas durante a inscrição.

O MEC orienta que os candidatos fiquem atentos às informações disponibilizadas pelas instituições de ensino, já que os procedimentos e prazos de matrícula podem variar conforme a universidade ou instituto.

Matrícula começa em fevereiro

Os estudantes aprovados na chamada regular poderão realizar a matrícula a partir do dia 2 de fevereiro de 2026, respeitando as regras e cronogramas definidos por cada instituição de ensino superior.

A divulgação da lista de convocados da lista de espera está prevista para ocorrer a partir do dia 11 de fevereiro, sob responsabilidade das próprias instituições.

Lista de espera é alternativa para quem não foi aprovado

Quem não foi selecionado na chamada regular ainda pode disputar uma vaga por meio da lista de espera. O prazo para manifestar interesse vai de 29 de janeiro a 2 de fevereiro, diretamente no site do programa.

Cada candidato poderá optar por apenas uma das duas opções de curso indicadas no momento da inscrição. As vagas disponibilizadas na lista de espera correspondem às oportunidades que não forem preenchidas na primeira chamada.

Maior edição da história do Sisu

O Sisu 2026 registrou crescimento em relação ao ano anterior, com aumento de cerca de 5% no número de vagas. Do total ofertado, aproximadamente 54% são destinadas a políticas de ações afirmativas, conforme a Lei de Cotas.

Distribuição das vagas:

  • Universidades federais: 106,3 mil

  • Institutos federais: 23,3 mil

  • Universidades estaduais: 17,3 mil

  • Cefets: 1,5 mil

Cronograma oficial do Sisu 2026

  • Inscrições: 19 a 23 de janeiro

  • Resultado da chamada regular: 29 de janeiro

  • Matrícula da chamada regular: a partir de 2 de fevereiro

  • Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro

  • Convocação da lista de espera: a partir de 11 de fevereiro

Mega-Sena pode pagar R$ 102 milhões nesta quinta-feira

Volantes da Mega-Sena e moedas ilustram prêmio estimado de R$ 102 milhões no sorteio desta quinta-feira
Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio de R$ 102 milhões no sorteio desta quinta-feira

A Mega-Sena pode pagar um prêmio estimado em R$ 102 milhões no concurso 2.966, cujo sorteio acontece na noite desta quinta-feira (29), em São Paulo. O valor acumulou após ninguém acertar as seis dezenas no concurso anterior, realizado na terça-feira.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), tanto nas casas lotéricas credenciadas quanto pela internet, por meio do site ou aplicativo oficial das Loterias Caixa.

Sorteio acontece às 21h

O sorteio do concurso 2.966 está marcado para 21h, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Caixa. Caso apenas um apostador acerte as seis dezenas, ele levará sozinho o prêmio milionário. Se houver mais de um ganhador, o valor será dividido.

Valor da aposta e como jogar

A aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 6 e permite a escolha de seis números entre os 60 disponíveis no volante. Quanto mais dezenas forem marcadas, maiores são as chances de ganhar — porém, o preço da aposta também aumenta.

As apostas online podem ser pagas via Pix, cartão de crédito ou internet banking, no caso de correntistas da Caixa. Para participar, é necessário ter 18 anos ou mais.

Probabilidade de ganhar o prêmio

Segundo a Caixa Econômica Federal, a chance de ganhar o prêmio principal com uma aposta simples de seis dezenas é de 1 em 50.063.860. Já uma aposta com 20 dezenas, que custa mais de R$ 230 mil, eleva a probabilidade para 1 em 1.292.

Três sorteios por semana

A Mega-Sena realiza três sorteios semanais, sempre às terças, quintas e sábados. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o prêmio acumula para o concurso seguinte, aumentando ainda mais a expectativa dos apostadores.

Cientistas brasileiros criam colágeno em laboratório para salvar jumentos

Colágeno criado em laboratório ajuda a salvar jumentos da extinção
Tecnologia desenvolvida no Brasil produz colágeno em laboratório sem necessidade de abate de jumentos.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de produzir, em laboratório, um colágeno com as mesmas propriedades daquele tradicionalmente extraído da pele de jumentos. A descoberta representa um avanço científico relevante e, ao mesmo tempo, uma alternativa concreta para evitar o abate em larga escala de animais que hoje enfrentam risco real de extinção no Brasil.

A pesquisa é conduzida pelo Laboratório de Zootecnia Celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e utiliza um método conhecido como fermentação de precisão, já aplicado em outros segmentos da biotecnologia. Com a nova técnica, o colágeno é produzido sem a necessidade de criação, exploração ou morte dos animais.

Extinção acelerada preocupa pesquisadores

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um cenário alarmante. Entre 1996 e 2024, a população de jumentos no Brasil caiu cerca de 94%.

“De cada 100 jumentos que existiam há 30 anos, hoje restam apenas seis”, afirma Patricia Tatemoto, coordenadora da pesquisa e doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

Segundo os pesquisadores, o principal fator para essa redução é o abate extrativista dos animais para atender à demanda do mercado internacional de ejiao, uma gelatina medicinal tradicional muito valorizada na China e produzida a partir do colágeno animal. O setor movimenta aproximadamente US$ 1,9 bilhão por ano e pode dobrar de valor até 2032.

Como o colágeno é produzido em laboratório

A tecnologia brasileira se baseia na inserção do DNA responsável pela produção do colágeno do jumento em leveduras. A partir desse processo, os micro-organismos passam a produzir a proteína dentro de biorreatores, em um sistema semelhante ao utilizado na fabricação de cerveja.

“O produto final apresenta alta pureza e elimina totalmente a necessidade de criação animal, uso de pastagens ou abate”, explica Carla Molento, coordenadora do laboratório da UFPR.

De acordo com a equipe, as etapas mais complexas da pesquisa já foram superadas. O próximo passo é transformar a levedura em uma verdadeira biofábrica de colágeno.

Próximos passos e investimentos

As fases iniciais de bancada foram concluídas em 2025. Agora, os pesquisadores buscam captar cerca de US$ 2 milhões para ampliar a produção em biorreatores e validar a tecnologia em escala industrial.

A meta é apresentar a chamada prova de conceito até dezembro de 2026, com a produção das primeiras miligramas integrais de colágeno. Caso o financiamento seja confirmado, a produção em escala piloto pode começar em 2027.

O modelo de negócio previsto é do tipo B2B, com transferência da tecnologia para empresas responsáveis pela produção dos itens finais destinados ao mercado global.

Menor impacto ambiental e preservação da espécie

Além de atender a um mercado em expansão, a tecnologia desenvolvida no Brasil reduz significativamente o impacto ambiental. Em um único galpão com biorreatores, é possível produzir grandes volumes de proteína com menor consumo de recursos naturais.

O projeto já conta com financiamento do Ministério do Meio Ambiente e parceria com a Universidade de Wageningen, na Holanda, referência internacional em proteínas alternativas.

Na avaliação dos pesquisadores, a iniciativa representa uma solução técnica eficiente para manter um mercado ativo sem comprometer a sobrevivência da espécie. Uma resposta científica a um problema ambiental que, até pouco tempo atrás, parecia não ter saída.

Trator moderno preparando o solo ao amanhecer representando o agronegócio em Rondônia e produtividade sustentável

Dia do Agronegócio reforça foco do governo de Rondônia em produtividade sustentável

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Agronegócio em Rondônia recebe reforço estratégico do governo estadual, com foco em produtividade sustentável e fortalecimento do produtor rural.
Bombeiros resgatam mulher entre escombros após temporais que deixaram 36 mortos em Juiz de Fora e Ubá

Mortos em temporais em Juiz de Fora e Ubá chegam a 36

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Temporais deixam 36 mortos em Juiz de Fora e Ubá, com desaparecidos e milhares de desabrigados na Zona da Mata mineira.
Ilustração científica de cérebro iluminado em azul e laranja representando a ligação entre depressão e metabolismo

Até 30% da depressão pode estar ligada ao metabolismo

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Até 30% dos casos de depressão podem estar ligados ao metabolismo. Pesquisas apontam que inflamação e resistência à insulina cerebral influenciam sintomas e resposta ao tratamento.

Produção de peixes de cultivo supera 1 milhão de toneladas no Brasil

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A produção de peixes de cultivo no Brasil superou 1 milhão de toneladas em 2025, com avanço da tilápia e crescimento das exportações.
PL Antifacção aprovado pela Câmara prevê penas de até 40 anos e exclui imposto sobre bets

PL Antifacção prevê penas de até 40 anos e exclui bets

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Câmara aprova PL Antifacção com penas de até 40 anos para facções criminosas. Proposta exclui imposto sobre bets e segue para sanção.