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sexta-feira, maio 15, 2026
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Estudo no Polo Industrial de Manaus tenta viabilizar respirador hospitalar para tratamento da covid-19

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Pesquisadores da Fundação Paulo Feitoza (FPF), no Polo Industrial de Manaus, deram início ao desenvolvimento de um novo respirador hospitalar para auxiliar pacientes diagnosticados com coronavírus no Amazonas. De acordo com a instituição, a ideia é desenvolver um respirador de baixo-custo e funcional para produção em grande escala. No estado, são mais de 100 casos da doença na capital e interior.

Os respiradores são aparelhos automáticos que auxiliam pacientes a respirarem artificialmente, através do bombeamento de oxigênio. O equipamento auxilia pessoas com dificuldades respiratórias, um dos principais sintomas do novo Coronavírus, e pode ficar em falta devido à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com a FPF, o projeto do novo respirador está em sua fase inicial e passará por uma série de testes e validações conforme as etapas de desenvolvimento, de modo que quando pronto seja seguro, eficiente e atinja os padrões de qualidade exigidos. As equipes também fazem levantamento dos custos da pesquisa.

A equipe multidisciplinar envolvida no estudo reúne engenheiros, médicos e profissionais da área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

De acordo com Luís Braga, diretor executivo da FPF Tech, a ideia é desenvolver um aparelho apto à salvar vidas.

“É um projeto muito desafiador que está sendo desenvolvido por uma equipe multidisciplinar. Estamos contato com apoio de uma equipe médica no sentido de nos orientar no desenvolvimento deste produto. Trata-se de um produtor que, no final, será utilizado por seres humanos. Para isso, não basta somente um desenvolvimento de engenharia, de software de hardware, tem que passar por uma série de testes para garantir que é um produto seguro. Estamos confiantes”, disse Luís Braga.

Braga explicou, ainda, que a iniciativa surgiu após pesquisadores da FPF terem acesso a um protótipo de respirador que estava circulando na internet.

“Então, através da análise desse material, percebemos que tínhamos como contribuir desenvolvendo um protótipo de respirador que possa ser produzido em escala com o objetivo de distribuí-lo para todo o Brasil”, disse.

Coronavírus no Amazonas

Subiu para 140 o número de casos do novo coronavírus no Amazonas, segundo dados do último balanço divulgado pela FVS-AM no domingo (29). Desse total, 131 casos foram confirmados na capital.

No interior, são dois casos em Parintins (dos quais um chegou a óbito), dois em Manacapuru, um em Boca do Acre e um em Santo Antônio do Içá. Pela primeira vez, aparecem Itacotiara (com dois casos confirmados) e Anori, com uma confirmação.

AM tem quatro pacientes curados do coronavírus, anuncia governo

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O Amazonas contabiliza, até as 13h30 desta segunda-feira (30), quatro pacientes curados do novo coronavírus, segundo o boletim divulgado pela Secretaria da Saúde, nesta segunda-feira (30). O número de casos confirmados da Covid-19 no estado chega a 151.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, as quatro pessoas – uma mulher e três homens – deixaram o período de quarentena e estão fora do quatro de transmissibilidade da doença. Elas têm idades entre 30 a 52 anos e não precisaram de internação.

De acordo com o novo balanço, do total de 151 casos, 140 casos são na capital. Deles, 22 estão internados – 11 em leites clínicos, dez na rede privada e um no Delphina Aziz, que se tornou a unidade de referência da Covid-19 no estado.

No interior do estado, sete municípios têm registros de casos confirmados de Covid-19. Manacapuru (2), Parintins (3), Itacoatiara (2), Santo Antônio do Içá (1), Boca do Acre (1), Anori (1) e Novo Airão (1) estão na lista de cidades com ocorrências da doença.

Coronavírus: Com aumento de casos, Amazonas estuda criar hospitais de campanha

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A capital amazonense deve receber hospitais de campanha para adicionar cerca de 200 leitos a quantidade que já está disponível para atendimento de pacientes com diagnósticos confirmados de Covid-19. A medida tem sido adotada em estados com números elevados de casos de contaminação pelo novo coronavírus e foi anunciada nesta segunda-feira (30) pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).

No Estado, o número de casos confirmados do novo coronavírus subiu para 151. Os números foram anunciados pela Fundação de Vigilância em Saúde nesta tarde (30). Destes, 11 pacientes estão internados na UTI. Quatro pessoas no estado já se curaram e estão fora do período de transmissibilidade.

O Estado analisa a possibilidade de que pelo menos 200 leitos novos sejam instalados nos arredores do Delphina Aziz em estrutura de campanha. O uso de estádios e da Arena da Amazônia, que seria uma opção de local para a estrutura, segue fora de cogitação, a princípio, conforme explicado secretário de Saúde do Estado, Rodrigo Tobias.

“Nós estamos escolhendo a estrutura de campanha no Hospital Delphina Aziz por critérios técnicos. Temos rede de gases, elétrica, esgoto. Tudo isso entra como critério para a gente escolher o melhor lugar para ocupar esses leitos clínicos. Já temos conversado com iniciativa privada e Forças Armadas para a gente oferecer esse conjunto de estrutura de campanha”, explicou o secretário.

De acordo com secretário, atualmente o governo conta com 50 leitos de UTI no Hospital Delphina Aziz, situado na Colônia Terra Nova. “Pensando na expectativa de ampliação no número de leitos, estamos recebendo mais 10 leitos de UTI do Ministério da Saúde. E para uma fase dois, estamos identificando quais são os respiradores que temos hoje na rede e transferindo para o Delphina”, afirmou.

O secretário explicou ainda que 84 leitos clínicos, para questões de suporte, estão disponíveis na unidade. “A ideia é que numa fase mais ampliada tenhamos 350 leitos de UTI”, acrescentou.

Entre as medidas a serem adotadas, a Susam também afirmou que prevê a contratação de 600 profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros intensivistas, psicólogos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem. Segundo Tobias, as contratações terão início nesta segunda (30) e a previsão é que seja concluída até dia 7 de abril.

“Estamos em fase de aluguel de 300 leitos de UTI com a empresa que ganhou licitação do Ministério da Saúde e a gente depende deles, de quando vão trazer os leitos pra cá. À medida que for chegando, vamos fazer essas contratações”, informou Rodrigo Tobias.

Para os municípios do interior, o secretário informou que será liberado a quantia de R$ 23,4 milhões, referente a primeira parcela do Fundo de Fomento, Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para que as prefeituras usem nas unidades de saúde.

“O uso desse recurso é para compra de insumos, EPI e todas as ações. Mais três parcelas ao longo do ano serão disponibilizadas para as ações do interior”, acrescentou.

Internações por síndrome respiratória aumentaram antes da covid-19

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Diagnóstico laboratorial de casos suspeitos do novo coronavírus (2019-nCoV), realizado pelo Laboratório de Vírus Respiratório e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que atua como Centro de Referência Nacional em Vírus Respiratórios para o Ministério da Saúde

O número de internações no Brasil por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) teve um aumento muito acima da média a partir de fevereiro, antes da declaração de pandemia do novo coronavírus (covid-19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e antes de os governos estaduais adotarem medidas de contenção para evitar o contágio em massa, como a determinação de quarentena nas cidades e o cancelamento de eventos públicos, tomadas a partir de segunda semana de março.

Os dados estão no sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As informações mais recentes se referem à semana epidemiológica 12, que vai de 15 a 21 de março, quando as notificações já estavam na zona de risco do gráfico e a atividade semanal considerada muito alta. Os dados mostram a estimativa de 2.251 casos notificados na semana, sendo a maior incidência, com 503 casos, em maiores de 60 anos, ou 22,3% do total.

Desde o começo do ano as internações já estavam acima dos níveis de segurança, com cerca de 300 casos por semana, quando o número dentro da normalidade seria na faixa de 100. Na sétima semana epidemiológica, de 9 a 15 de fevereiro, os casos aumentam para 437 notificações, sendo a maioria em bebês, com 120 casos (27,5%), enquanto a notificação de idosos somou 74 casos, 16,9% do total.

Registros no país

Até o momento, foram registrados 6.883 casos no país. Na distribuição por faixa etária, os menores de 2 anos e os maiores de 60 são sempre os principais grupos afetados, ou seja, são os grupos mais vulneráveis à síndrome respiratória. Porém, nos anos anteriores, a proporção de bebês sempre é maior que a de idosos nas primeiras semanas epidemiológicas.

Na comparação com outros anos, nota-se o aumento da proporção de idosos entre os internados com SRAG, bem como a evolução durante o ano de 2020. No ano passado, por exemplo, foram 432 casos reportados na semana 7, com 191 bebês, ou 44,2% do total. Na semana 12 de 2019 foram 934 casos, com 508 menores de 2 anos, ou 54,4%.

Em 2017, considerado pela Fiocruz como um ano de temporada regular para as internações por SRAG, a semana 7 teve 312 casos, sendo 94 bebês, ou 30,1% do total. Na semana 12 daquele ano foram registrados 575 casos, sendo 227 em bebês abaixo de 2 anos, o que corresponde a 39,5%.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, pesquisador em saúde pública no Programa de Computação Científica da Fiocruz, lembra que outras doenças, além da covid-19, causam a síndrome respiratória, como influenza e pneumonia. Porém, os dados mostram elevação abrupta coincidente com a chegada do coronavírus no país.

“Os dados indicam que a infraestrutura de atendimento hospitalar já está observando uma carga de ocupação em função de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) extremamente elevada, acima da média. Já vinha acima do esperado e com tendência de alta. Porém, nas duas últimas semanas disparou.”

Covid-19

Gomes esclareceu que nem todos os casos reportados de SRAG são da covid-19, mas, por orientação do Ministério da Saúde, todos passaram a ser considerados suspeitos do novo coronavírus.

“Desde a nova portaria do Ministério, todos os casos de SRAG passam a ser suspeitos de covid-19. Certamente nem todos os casos levantados pelo relatório são casos de covid-19, mas não sabemos ainda qual o percentual foi em decorrência de qual vírus respiratório.”

O pesquisador lembrou que apenas os exames laboratoriais podem dar a certeza sobre que doença levou os pacientes à internação.

“A mudança brusca de comportamento sugere que há algo diferente acontecendo, e isso pode ser justamente o novo coronavírus. Seriam necessários exames laboratoriais para saber qual agente infeccioso está causando estas internações, saber quantos casos são influenza e quantos são do novo coronavírus”.

O Estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional foi decretado pelo Ministério da Saúde no dia 3 de fevereiro, após a OMS declarar a Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional em 30 de janeiro. No dia 11 de março a OMS declarou a pandemia do novo coronavírus e o Congresso Nacional reconheceu no dia 20 de março o Estado de Calamidade Pública, com validade até 31 de dezembro deste ano.

Evolução no ano

Segundo os dados do InfoGripe, os níveis de segurança para a semana epidemiológica 12 de cada ano seriam na faixa de 300 casos de internação por SRAG no país. O gráfico das internações costuma subir a partir da última semana de abril, com pico em junho, quando o nível de segurança chega a 600 casos, voltando a cair a partir da última semana de julho.

Neste ano, desde a semana epidemiológica 8, de 16 a 22 de fevereiro, portanto antes da primeira confirmação da covid-19 no Brasil, ocorrida no dia 26 de fevereiro, a evolução das internações por SARG no país ocorreu da seguinte forma, com a diminuição da proporção de bebês e o aumento dos casos entre idosos.

– Semana 8: 580 casos, com 150 abaixo de 2 anos (25,86%) e 69 acima de 60 (11,89%);
– Semana 9: 662 casos, com 149 abaixo de 2 anos (22,50%) e 96 acima de 60 (14,50%);
– Semana 10: 851 casos, com 188 abaixo de 2 anos (22,09%) e 145 acima de 60 (17,03%);
– Semana 11: 1.626 casos, com 230 abaixo de 2 anos (14,14%) e 340 acima de 60 (20,91%);
– Semana 12: 2.251casos, com 186 abaixo de 2 anos (8,26%) e 503 acima de 60 (22,34%).

O sistema InfoGripe foi criado em 2009 como uma resposta à pandemia de influenza H1N1 e traz a análise contínua de situação epidemiológica no país, a partir das notificações oficiais de casos de SRAG no Sistema de Informação de Agravos de Notificações (Sinan), do Ministério da Saúde.

Publicado resultado final do concurso para Procurador do MPC-RO

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Foi divulgado nesta segunda-feira (30) o edital com o resultado final da avaliação de títulos e, consequentemente, com o resultado final do concurso público para o preenchimento de vaga ao cargo de Procurador do Ministério Público de Contas (MPC-RO).

O documento está disponível na página eletrônica da entidade responsável pela realização do certame, o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), neste endereço: http://www.cebraspe.org.br/concursos/tce_ro_19_procurador.

Também foi publicada no Diário Oficial eletrônico do TCE-RO, edição 2080, que circula nesta segunda-feira.

Segundo o edital, as respostas aos recursos interpostos contra o resultado provisório da avaliação de títulos estarão à disposição dos candidatos a partir da data provável de 5 de abril de 2020, no endereço eletrônico http://www.cebraspe.org.br/concursos/tce_ro_19_procurador.

Já o resultado final foi publicado na seguinte ordem: número de inscrição, nome do candidato em ordem de classificação, nota final no concurso e classificação final no concurso.

Prefeitura da Capital vai comprar 10 mil kits de exames para Coronavírus

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A Secretaria Municipal da Saúde (Semusa) de Porto Velho também pretende realizar exames para constatação de contágio por Coronavírus (Covid-19). Extrato de edital de dispensa de licitação foi publicado nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial. Serão “testes rápido imonocromatográficos para diagnostico de Covid-19”, de acordo com a publicação.

A assessoria de comunicação da Prefeitura informou que serão adquiridos 10 mil kits em uma ação pioneira. Destaca ainda que os testes são novidade no mundo.

O edital de dispensa de licitação informa ainda que os interessados em apresentar propostas poderão entrar em contato com a Semusa até 14 horas desta terça-feira (31), através do telefone (69) 3901 2941.

Prefeitura da Capital vai comprar 10 mil kits de exames para Coronavírus

 

Supremo declara inconstitucional a lei que instituiu o Dia do Evangélico

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Por unanimidade o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a Lei de Rondônia 026/2001, que instituiu o feriado do Dia do Evangélico em Rondônia. A norma, sancionada pelo então governador José Bianco, foi questionada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) a pedido da Fecomércio. A decisão do STF foi publicada nesta segunda-feira (30) no Diário da Justiça

Nas alegações da CNC, a criação do feriado “passou a interferir nas relações trabalhistas entre empregados e empregadores do comércio” do Estado de Rondônia. Os artigos 68 a 70 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determinam que, em dias de feriado, é vedado o trabalho, exceto com permissão prévia da autoridade competente.

Na ação, a CNC sustentou que o poder de legislar sobre direito do trabalho é privativo da União e que “a criação de um feriado religioso de âmbito estadual não encontra amparo na Constituição Federal nem na lei federal que disciplina a matéria (Lei 9.093/95)”

A CNC argumentou também, que a existência de feriados em demasia no país “causa elevados custos na economia” e “dificulta a geração de emprego e renda. ”E alerta para a possibilidade de vivermos num “país de feriados” se o poder de legislar sobre eles ficar nas mãos dos legisladores estaduais e municipais.

RONDONIAGORA manteve contato com a assessoria de imprensa do STF e aguarda o parecer do ministro relator, Gilmar Mendes.

Supremo declara inconstitucional a lei que instituiu o Dia do Evangélico

MPF pede multa de R$ 100 mil a Bolsonaro por descumprir decisão sobre quarentena

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Em pedido à 1ª Vara Federal de Duque de Caxias (RJ), o MPF (em solicitação assinada pelo procurador Julio José Araújo Junior) diz que Bolsonaro descumpriu uma decisão judicial da mesma vara – tomada na sexta-feira (27/03) – que havia determinado que a União se abstivesse “de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde)”.

Diante do pedido, a Justiça deu prazo de 24 horas para que a União se manifeste.

No domingo, Bolsonaro visitou ao menos três pontos do Distrito Federal, onde conversou com comerciantes e consumidores.

“Esse isolamento horizontal, se continuar assim, com a brutal quantidade de desemprego que vem pela frente, teremos um problema seríssimo, que vai levar anos para resolver”, afirmou Bolsonaro ao público que o assistia.

Ele divulgou no Twitter vídeos gravados durante o giro. A plataforma apagou uma das gravações, argumentando que o conteúdo violava suas regras.

O Twitter anunciou recentemente que passou a deletar posts que possam ampliar os riscos de transmissão da covid-19 e que destoem das orientações de profissionais de saúde.

Suspensão de decreto

Na sexta-feira, o juiz Márcio Santoro Rocha, da Justiça Federal em Duque de Caxias (RJ), suspendeu um decreto de Bolsonaro que definia como serviços essenciais casas lotéricas e templos religiosos.

Com o decreto, Bolsonaro buscava permitir que lotéricas e igrejas continuassem em funcionamento mesmo durante a vigência de quarentenas determinadas por autoridades estaduais e municipais.

Na decisão de sexta, que atendeu um pedido do MPF, Rocha argumentou que templos e lotéricas estimulavam a aglomeração e a circulação de pessoas, ampliando os riscos de propagação da covid-19.

O juiz ordenou então que a União se abstivesse de editar novos decretos que tratem de atividades e serviços essenciais sob pena de multa de R$ 100 mil.

A decisão também se aplicava ao município de Duque de Caxias (RJ).

Para o MPF, no entanto, a União descumpriu a sentença.

‘Promovendo aglomerações’

No pedido enviado à Justiça nesta segunda, o MPF diz que, apesar da determinação para não estimular o descumprimento do isolamento, “o Presidente da República realizou caminhadas em cidades-satélite do Distrito Federal, promovendo aglomerações e estimulando a volta ao trabalho”.

O MPF também citou reportagens segundo as quais Bolsonaro cogita tomar decisões para permitir que todos os profissionais voltem ao trabalho.

Segundo o órgão, o presidente sinaliza a intenção de descumprir o trecho da decisão judicial que o proibia de editar novos decretos sobre serviços essenciais.

O MPF pede que a União seja imediatamente multada em R$ 100 mil e que a Justiça amplie para R$ 500 mil o valor de eventuais multas futuras caso o governo volte a violar a decisão judicial.

O Palácio do Planalto ainda não se pronunciou sobre o pedido do MPF.

Em outra decisão judicial recente, Bolsonaro também foi proibido de veicular uma campanha publicitária estimulando pessoas a retornar ao trabalho.

Um vídeo da campanha, intitulada “O Brasil não pode parar”, chegou a ser divulgado pelo Twitter na conta do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ), mas foi retirado do ar.

Na decisão, a juíza Laura Bastos Carvalho afirmou que “o incentivo para que a população saia às ruas e retome sua rotina, sem que haja um plano de combate à pandemia definido e amplamente divulgado, pode violar os princípios da precaução e da prevenção, podendo, ainda, resultar em proteção deficiente do direito constitucional à saúde, tanto em seu viés individual, como coletivo”.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou que o vídeo foi feito “em caráter experimental” e que não há qualquer “campanha do Governo Federal com a mensagem do vídeo sendo veiculada por enquanto”.

Imprensa internacional repercute postura de Bolsonaro diante da pandemia de coronavírus

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Diversos veículos da imprensa internacional estão noticiando a postura do presidente Jair Bolsonaro frente à pandemia de coronavírus, pelo fato de defender a retomada de atividades econômicas e o fim do isolamento, contrariando recomendações da Organização Mundial da Saúde e de especialistas.

Veja abaixo o que dizem os veículos estrangeiros:

BBC, Reino Unido

Reportagem da BBC diz que Bolsonaro está 'em negação' — Foto: Reprodução/BBC

A rede pública britânica publicou reportagem neste domingo descrevendo as atitudes de Bolsonaro que dão a entender que ele não está levando a sério o perigo da pandemia.

“Enquanto o mundo tenta desesperadamente combater a pandemia de coronavírus, o presidente do Brasil está fazendo o possível para minimizá-la”, afirma o texto. “Jair Bolsonaro tem relutado bastante para levá-la a sério. Indo contra o conselho de seu próprio Ministério da Saúde, no início de março, e enquanto aguardava os resultados de um segundo teste de coronavírus, ele deixou o auto-isolamento para participar de manifestações contra o Congresso”, destaca a BBC.

‘The Economist’, Reino Unido

Reprodução da matéria da "The Economist" em que Jair Bolsonaro é chamado de BolsoNero — Foto: Reprodução

A “The Economist”, uma das revistas mais importantes do mundo, chamou o presidente Jair Bolsonaro de “BolsoNero” –o último imperador romano, tido como um tirano extravagante que, para a população, iniciou um incêndio para construir um palácio.

O artigo da revista afirma que o Sars-Cov-2 ignora classes sociais no Brasil, que são socialmente distante, mas fisicamente próximas. “Um vetor pode ser o presidente populista, Jair Bolsonaro. No dia 15 de março, depois que seu secretário de Comunicações foi diagnosticado com o vírus, ele ignorou ordens de quarentena e tirou selfies com fãs. Quando o primeiro brasileiro morreu de Covid-10 no dia seguinte, ele denunciou uma ‘histeria’ sobre o vírus.”

‘The New York Times’, Estados Unidos

Reprodução de página do "The New York Times" sobre política para a Covid-19 no Brasil — Foto: Reprodução

O jornal norte-americano reproduziu um texto da agência de notícias Reuters no qual se afirma que as medidas econômicas de austeridade põem em risco a luta contra o coronavírus.

Está escrito que as medidas para mitigar a pandemia no Brasil são “muito cautelosas e limitadas”.

“A razão para isso é em grande parte política. O presidente Jair Bolsonaro, que assumiu em janeiro de 2019 com a promessa de uma mudança econômica, repetidamente culpou a ‘histeria’ da mídia por causar pânico em torno do que ele classifica de ‘uma gripezinha’. Ele chamou o fechamento do comércio em muitos dos estados de ‘um crime’.”

‘The Atlantic’, Estados Unidos

Texto da 'The Atlantic' em que Bolsonaro é chamado de líder de movimento negacionista — Foto: Reprodução

A revista descreveu as frases de Bolsonaro a respeito da pandemia, como a que descreve o Sarc-Cov-2 como uma gripezinha e a declaração de que “brasileiro tem que ser estudado” porque “pula no esgoto ali, sai, mergulha, tá certo? E não acontece nada com ele”.

No título, a publicação classifica o presidente do Brasil como o líder do movimento de negacionistas do vírus.

“O movimento de negacionistas do coronavírus agora tem um líder””, afirma a revista. “O presidente Jair Bolsonaro atacou as autoridades locais que implementaram isolamentos severos, os acusando de destruir o país”, descreveram.

‘La Nación’, Argentina

Jornal argentino 'La Nación' traz reportagem sobre quem seriam os conselheiros que influenciam Bolsonaro na sua atitude perante a pandemia — Foto: Reprodução/La Nación

O diário argentino publicou reportagem sobre os assessores que estariam influenciando a postura de Bolsonaro. O texto se intitula “O ‘gabinete do ódio’: o corpo de conselheiros de Bolsonaro na crise pela pandemia”.

“Bolsonaro aprofundou a radicalização de seu discurso diante da crise do coronavírus, cada vez mais aconselhado pelo “gabinete do ódio”: um grupo de consultores ideologizados (assim chamados pela imprensa brasileira), com o selo e a presença de seu filho Carlos Bolsonaro”, descreve a reportagem.

‘Der Spiegel’, Alemanha

Site da alemã 'Spiegel' noticiou que Bolsonaro teve posts apagados do Twitter — Foto: Reprodução/Spiegel.de

O site da revista alemã noticia nesta segunda-feira o fato de Bolsonaro ter tido dois posts apagados do seu Twitter porque violavam as regras da rede social.

“As mensagens excluídas pelo Twitter são dois vídeos que mostram como Bolsonaro pessoalmente desconsidera as recomendações de seu próprio Ministério da Saúde para combater a pandemia. O presidente pode ser visto andando pela capital Brasília no domingo, encontrando-se com apoiadores e instando-os a manter a economia funcionando”, diz a “Spiegel”.

‘Le Monde’, França

Jornal francês 'Le Monde' noticiou que Bolsonaro teve posts apagados do Twitter — Foto: Reprodução/Le Monde

O jornal francês publicou nesta segunda (30) que as publicações do presidente brasileiro, mostrando um encontro com pessoas nas ruas de Brasília são uma “contradição” ao que seu próprio governo prega para evitar a propagação da Covid-19.

“Menos de 24 horas antes, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a importância do confinamento no combate à pandemia de coronavírus, que já infectou 4.256 pessoas e deixou 136 mortos, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde”, diz a publicação.

Autoridades defendem isolamento social para combater o coronavírus

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Várias autoridades se manifestaram nesta segunda-feira (30) em defesa do isolamento social como forma de combate ao novo coronavírus (Covid-19).

Até a última atualização desta reportagem, o Brasil já tinha registrado 4.371 infectados em todos os estados e 141 mortos em decorrência da doença.

Na contramão da orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde do Brasil e de líderes de outros países, o presidente Jair Bolsonaro tem se posicionado contra o isolamento e defendido a volta da população ao trabalho (leia mais abaixo).

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, afirmou nesta segunda-feira que o isolamento social é importante neste período para reduzir as contaminações.

“Tudo o que tem ocorrido no mundo leva a crer da necessidade do isolamento, que é para puxar a diminuição de uma curva [do número de casos] e ter atendimento de saúde para população em geral. Momento de solidariedade no nosso país e no mundo todo”, afirmou Toffoli.

O próprio ministro está em isolamento em casa desde que teve contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que está com a doença. Toffoli deu as declarações em uma transmissão ao vivo feita em uma rede social pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

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