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sexta-feira, maio 15, 2026
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Agroindústrias temem prejuízos e perda de mercadorias em estoque por causa da redução de transporte de cargas em MT

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As agroindústrias do estado esperam que as vendas de produtos voltem a ser feitas, caso contrário, muita mercadoria será perdida nos estoques. No caso da cadeia leiteira, isso pode afetar o produtor.

Nos laticínios, as câmaras frias ficaram cheias de mercadorias durante a semana. Com as atividades paradas em muitos comércios que usam os derivados de leite, principalmente queijos, as indústrias venderam um volume bem menor de produtos.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindlat), Leonir Chaves, em Mato Grosso existem 40 laticínios, entre pequenas, medias e grandes empresas. Juntos, eles compram o leite produzio por mais de 35 mil produtores rurais.

“A maioria dos nossos clientes fecharam. Os distribuidores que não fecharam, não tem pra quem vender, já que os restaurantes, mercados, pizzarias e outros estabelecimentos estão fechados”, afirma.

Indústria de laticínios está com o estoque parado  — Foto: Reprodução/TVCA

Uma cooperativa em Araputanga, no noroeste do estado, reúne 900 criadores. Os estoques também ficaram cheios. A empresa recolhe diariamente 125 mil litros de leite e a produção não foi interrompida.

No campo, a lida com as vacas não parou.

Outra situação que comprometeu o campo foi a redução de caminhões nas estradas.

“Nos últimos dias os produtores passaram por momentos de apreensão, devido a incerteza da chegada dos produtos. Muitos produtores estão aplicando fungicida nas suas lavouras de milho e precisam do produto”, explica Lucas Costa, diretor da Aprosoja.

Em algumas regiões, como no leste do estado , os produtores ainda colhem a soja. Alem disso os insumos nas fazendas chegam de caminhão.

Os problemas no transporte de cargas afeta a chegada dos insumos agrícolas — Foto: Reprodução /TVCA

De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea) a cotação média da soja, durante a semana, chegou a R$ 83 no estado.

Apesar do aumento nos preços do grão, o dólar acima de R$ 5 exige analise do produtor na hora de comprar os insumos para a próxima safra de soja.

Advogada acreana que está na UTI com Covid-19 já respira sem ajuda aparelhos, diz Saúde

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A advogada Isabella da Silva, de 37 anos, acometida pela Covid-19, já respira sem ajuda dos aparelhos. A informação foi confirmada pela direção do pronto-socorro de Rio Branco, para onde Isabella foi transferida na sexta-feira (27).

O quadro dela é estável, mas ainda requer cuidados. Uma outra paciente, uma idosa, também ocupa um dos 10 leitos disponíveis na unidade para Covid-19. Isabella ficou na Unimed antes de ser transferida para o PS e a idosa também foi encaminhada pela rede particular. Até domingo (29), a Saúde confirmou 34 casos da doença no estado.

A advogada contraiu a doença em Fortaleza, onde participou da conferência OAB Mulher, que reuniu 3 mil pessoas. Desde o diagnóstico, a advogada estava em isolamento domiciliar, mas o agravamento do quadro fez com que ela fosse internada e, segundo a Unimed, ela estava com pneumonia viral.

“Isabella foi desentubada ontem [sábado, 28] e está respirando sem ajuda de de aparelhos, respira em ar ambiente, o quadro é estável, porém os dois casos ainda inspiram cuidado”, disse o diretor do PS, Areski Peniche.

A idosa está entubada e fazendo uso de medicação.

Curados

Na sexta-feira (27), o idoso Manoel José da Silva, de 81 anos, que estava internado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco, desde o domingo (22), com Covid-19, recebeu alta médica. Segundo os médicos, o idoso está curado e vai ficar em casa com a família.

Silva é dono de uma cooperativa no Acre. Ele estava em observação na UPA e tinha o quadro de saúde estável. A Sesacre disse, logo após a internação, que a medida foi tomada devido ao idoso ser do grupo de risco.

Neste domingo (29), a arquiteta Rose Moretto, de 50 anos, usou as redes sociais para informar que foi curada da doença. Ela recebeu o diagnóstico também no dia 17 e desde então seguia o tratamento em casa, isolada.

Funcionária de funerária de Paris faz relato doloroso sobre crise

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Em tempos normais, uma funerária em Paris recebe entre dois e três falecidos por dia. Mas com a epidemia de coronavírus, o influxo é tal que não há câmaras frias suficientes e os corpos se acumulam nas salas de vigília.

“No momento, temos 50 cadáveres. Eles chegam o tempo todo!”, diz Sabine, funcionária de uma funerária na capital francesa. “Chegam tantos caixões que nem sabemos onde colocá-los!”, afirma, com a voz embargada.

Diante do afluxo, esta funerária que possui 32 geladeiras não teve escolha a não ser amontoar os cadáveres nas salas de vigília. “Nossas seis salas estão cheias”, diz a mulher, que prefere não ser identificada.

Funcionária de funerária de Paris faz relato doloroso sobre crise

Na França, um dos países mais atingidos pelo coronavírus, mais de 2.600 mortes em hospitais foram confirmadas pela COVID-19, embora especialistas digam que esse número pode ser maior, já que o saldo oficial não leva em conta os falecidos em lares de idosos, muitos dos quais morreram sem serem testados.

“Não nos dizem a verdade. Muitos vêm e dizem que foram mortes naturais, que morreram de ataque cardíaco ou insuficiência respiratória, e depois descobrimos que eles possivelmente morreram de COVID-19”, diz essa mulher de 35 anos.

“Para muitos, acreditamos que simplesmente não foram testados”.

– Medo de contágio –

Na funerária onde trabalha, as medidas de proteção são extremas. As instalações são desinfetadas todos os dias e os trabalhadores se protegem com óculos, roupas, luvas e máscaras, mas ela e seus colegas estão preocupados com o fornecimento de material.

“No momento, faltam máscaras e as luvas que eles nos deram não são adequadas”, diz Sabine. “Temos muito medo de contágio”, acrescenta.

Os caixões dos pacientes que morreram oficialmente de COVID-19 chegam à funerária fechados. Não podem ser maquiados, arrumados ou trocados de roupa. São enterrados ou cremados com o que estavam vestindo quando morreram.

“A única coisa que podemos fazer nesses casos é desinfetar os caixões e levá-los para uma das nossas salas”, diz essa mulher, que admite que está “exausta” tanto física quanto mentalmente.

Os funcionários das casas funerárias dobraram seus turnos. “Trabalhamos muito mais do que antes. Começamos às 7h30 e trabalhamos até as 18h30. Dois colegas já desistiram, ninguém quer fazer esse trabalho”, ressalta Sabine.

Para limitar os riscos de contágio, a funerária reduziu o número de membros da família permitidos no local e solicitou que os entes queridos fossem lembrados em breves cerimônias.

“Todos os dias recebemos telefonemas de parentes que querem ver seus entes queridos, mas com a dor na alma dizemos que não podem vê-los, é muito difícil”, conta a funcionária.

– “Alguns não têm ninguém” –

Para aliviar a dor das família, algumas funerárias, como o grupo francês Advitam, oferecem um serviço gratuito de transmissão em vídeo das cerimônias, um pequeno gesto importante para os enlutados.

Outros oferecem a possibilidade de adiar a cerimônia de recordação até quando a crise do coronavírus terminar.

Alguns caixões permanecem na funerária por alguns dias, outros por mais tempo. “Há pessoas falecidas, principalmente as idosas, que chegam e não têm absolutamente ninguém; nesse caso, a prefeitura cuida delas”, explica a funcionária.

Os caixões são levados em vans para o cemitério ou crematórios, em função do desejo da família.

Lá, seguindo as diretrizes do governo, até 20 membros da família podem acompanhar seus entes queridos até sua morada final.

Ajuda respiratória é concebida com engenheiros de Fórmula 1

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Pesquisadores, médicos e engenheiros da equipe Mercedes de Fórmula 1 desenvolveram em menos de uma semana uma assistência respiratória para aliviar os pulmões dos pacientes com o novo coronavírus, evitando colocá-los nos respiradores.

O princípio deste dispositivo, conhecido pelo acrônimo CPAP (ventilação por pressão positiva contínua), tem sido amplamente utilizado em hospitais na Itália e na China para ajudar pacientes com COVID-19 com infecções pulmonares graves a respirarem quando a máscara de oxigênio não é suficiente, informou a University College London (UCL) em um comunicado.

Os engenheiros da UCL trabalharam incansavelmente desde 18 de março com médicos do University College London Hospital (UCLH) e a equipe da Mercedes para adaptar e melhorar um CPAP. O resultado foi alcançado em menos de 100 horas de trabalho.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), que aprova dispositivos médicos no Reino Unido, aprovou o uso do dispositivo, disse a UCL.

O UCLH distribuirá 100 destes dispositivos para testes clínicos antes de uma rápida implantação em hospitais em todo país, que aguarda uma onda de pacientes com COVID-19.

Relatórios da Itália indicam que cerca de metade dos pacientes em CPAP evitou dispositivos mais invasivos.

Os CPAP consistem na difusão de uma mistura de ar e oxigênio na boca e no nariz a uma taxa contínua, mantendo as vias aéreas abertas e aumentando a quantidade de oxigênio que entra nos pulmões.

Já os respiradores invasivos exigem uma forte sedação do paciente, bem como a conexão a um tubo colocado em sua traqueia.

Os novos dispositivos “ajudarão a salvar vidas, garantindo que o número limitado de respiradores seja usado apenas para os pacientes mais graves”, disse o professor Mervyn Singer, consultor de terapia intensiva no UCLH, citado no comunicado.

Em alguns hospitais europeus, na Itália, ou na Bélgica, esses aparelhos respiratórios foram projetados adaptando máscaras de mergulho.

África registra quase 5 mil casos do novo coronavírus

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Em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), os países que compõem o continente africano já somam 4.718 casos da nova doença, com 152 mortes confirmadas, segundo dados disponibilizados nesta segunda-feira (30) pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade John Hopkins.

A África do Sul é o país com o maior número de contaminados, com 1.280 casos, mas é o Egito que contabiliza a mais elevada quantidade de mortes, com 40. No país, são 609 infectados.

Segundo o governo de Joanesburgo, até o momento, apenas duas pessoas morreram da Covid-19.

Já o Marrocos vem na sequência com 516 casos e 27 mortos, seguido por Argélia, com 511 infectados e 31 mortos, Tunísia, 312 casos e oito mortes, e Burkina Faso, com 222 contaminados e 12 mortes.

As medidas de isolamento social estão sendo tomadas em diversas nações, como na África do Sul, no Zimbábue e em Gana. O Marrocos também anunciou uma série de medidas de saúde e econômicas para enfrentar a pandemia, como a compra de 550 novos respiradores pulmonares e a construção de 1,1 mil novos leitos.

Além disso, os grupos hoteleiros do país colocaram suas estruturas nas maiores cidades para que o governo transforme os quartos em leitos médicos.

De acordo com a revista científica “Lancet”, o continente africano e a América Latina serão atingidos pela próxima “onda” de novas contaminações, após a Ásia, Europa e América do Norte.

Na África, 42 dos 54 países já registraram casos da Covid-19. Veja o número de casos por países no continente: – África do Sul 1.280 casos confirmados e 2 mortes.

– Egito 609 confirmados e 40 mortes – Marrocos 516 casos e 27 mortes – Argélia 511 casos e 31 mortes – Tunísia 312 casos e 8 mortes – Burkina Faso 222 casos e 12 mortes – Costa do Marfim 165 casos e 1 morte – Gana 152 casos e 5 mortes – Senegal 142 casos e nenhuma morte – Camarões 139 casos e 6 mortes – Nigéria 111 casos e 1 morte – República Democrática do Congo 81 casos e 8 mortes – Ruanda 70 casos e nenhuma morte – Quênia 42 casos e 1 morte – Madagascar 39 casos e nenhuma morte – Uganda 33 casos e nenhuma morte – Togo 30 casos e 1 morte – Zâmbia 29 casos e nenhuma morte – Etiópia 23 casos e nenhuma morte – República do Congo 19 casos e nenhuma morte – Níger 18 casos e 3 mortes – Mali 18 casos e 1 morte – Djibouti 18 casos e nenhuma morte – Guiné 16 casos e nenhuma morte – Tanzânia 14 casos e nenhuma morte – Eritreia 12 casos e 1 morte – Guiné-Equatorial 12 casos e nenhuma morte – Namíbia 11 casos e nenhuma morte – Suazilândia 9 casos e nenhuma morte – Líbia 8 casos e nenhuma morte – Moçambique 8 casos e nenhuma morte – Gabão 7 casos confirmados e nenhuma morte – Angola 7 casos e 2 mortes – Benim 6 casos e nenhuma morte – Sudão 6 casos e 1 morte – Mauritânia 5 casos e nenhuma morte – Gâmbia 4 casos e 1 morte – Chade 3 casos e nenhuma morte – Libéria 3 casos e nenhuma morte – República Centro-Africana 3 casos e nenhuma morte – Somália 3 casos e nenhuma morte – Guiné-Bissau 2 casos e nenhuma morte. (ANSA)

Olimpíadas de Tóquio têm nova data: 23 de julho a 8 de agosto de 2021

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As Olimpíadas e as Paralimpíadas de Tóquio têm uma nova data. Nesta segunda-feira, os Jogos Olímpicos foram confirmados para serem realizados entre 23 de julho e 8 de agosto de 2021 na capital japonesa. Os Jogos Paralímpicos serão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro.A decisão foi tomada após estudos e negociações entre o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, e dirigentes das federações esportivas e de comitês nacionais. A nova data cumpre a promessa do COI de que os Jogos seriam realizados até o verão de 2021.

– Quero agradecer às Federações Internacionais pelo apoio unânime e às Associações Continentais dos Comitês Olímpicos Nacionais pela grande parceria e pelo apoio no processo de consulta nos últimos dias. Também gostaria de agradecer à Comissão de Atletas do COI, com quem mantemos contato constante. Com este anúncio, estou confiante de que, trabalhando em conjunto com o Comitê Organizador de Tóquio 2020, o Governo Metropolitano de Tóquio, o Governo Japonês e todas as nossas partes interessadas, podemos superar esse desafio sem precedentes. Atualmente, a humanidade se encontra em um túnel escuro. Estes Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 podem ser uma luz no fim deste túnel – disse Thomas Bach, em comunicado oficial divulgado pelo COI (confira o texto completo no fim da matéria).

Na tarde desta segunda-feira em Tóquio (madrugada no Brasil), membros do Comitê Executivo do COI e do Comitê Organizador de Tóquio 2020 realizaram o primeiro encontro desde que as Olimpíadas foram adiadas. Em uma primeira coletiva após o encontro, a nova data não foi confirmada. Logo depois, porém, uma nova coletiva foi convocada às pressas para fazer o anúncio.

Presidente do Comitê Tóquio 2020, Yoshiro Mori disse ter recebido uma ligação do Comitê Olímpico Internacional após a primeira coletiva, pedindo para que a nova data fosse confirmada. Pouco antes, Toshiro Muto, diretor-executivo do Comitê Organizador, havia negado que a nova data já estava definida.

Assim como havia feito no domingo, a TV japonesa NHK, a maior do país, já havia cravado que o novo início para os Jogos estava marcado para 23 de julho, citando fontes internas do comitê. Ao término da reunião, o CEO do Comitê Organizador Tóquio 2020, Thoshiro Muto, enfatizara que ainda não havia uma data para a realização dos Jogos, mas que isso seria resolvido o mais breve possível.

As Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio 2020 foram oficialmente adiadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no dia 24 de março por causa da pandemia de coronavírus. A decisão foi tomada após uma teleconferência entre Thomas Bach, presidente do COI, e Shinzo Abe, Primeiro-Ministro do Japão, para resguardar a segurança de atletas, técnicos e de todos que participariam diretamente ou indiretamente das competições.

Thomas Bach, presidente do COI — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

O orçamento de todos os Jogos terá de ser revisto. O contrato com algumas das sedes esportivas também passará por uma renegociação. Há ainda a preocupação sobre como ficará a questão dos ingressos e devolução de dinheiro para quem não quiser mais ir aos Jogos.

Em sua 32ª edição, a previsão era de que 11 mil atletas, de pelo menos 204 países, disputassem os Jogos, distribuídos por 33 esportes. Se não bastasse esse contingente de pessoas, o COI e o Comitê Organizador do Japão tinha por estimativa que as provas recebessem até cinco milhões de espectadores de todo o mundo, nos 43 locais de disputas.

Vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil e chefe de missão da equipe em Tóquio, Marco Antônio La Porta festejou o anúncio da nova data.

Confira o comunicado oficial do COI:

“As lideranças dos principais partidos se reuniram via conferência telefônica hoje cedo, com a presença do presidente do COI, Thomas Bach, do presidente Mori Yoshiro, do Comitê Olímpico Tóquio 2020, do governador de Tóquio, Koike Yuriko, e do ministro olímpico e paralímpico Hashimoto Seiko, que concordaram com o novo cronograma.

Essa decisão foi tomada com base em três considerações principais e em conformidade com os princípios estabelecidos pelo Conselho Executivo do COI, em 17 de março de 2020, confirmados em sua reunião de hoje. Estes foram apoiados por todas as Federações Esportivas Olímpicas Internacionais de Verão e todos os Comitês Olímpicos Nacionais:

1. Proteger a saúde dos atletas e de todos os envolvidos e apoiar a contenção do vírus COVID-19.

2. Resguardar os interesses dos atletas e do esporte olímpico.

3. O calendário internacional dos esportes.

Essas novas datas dão às autoridades de saúde e a todos os envolvidos na organização dos Jogos o tempo máximo para lidar com o cenário em constante mudança e com as perturbações causadas pela pandemia do COVID-19. As novas datas, exatamente um ano após as originalmente planejadas para 2020 (Olimpíadas em 24 de julho a 9 de agosto de 2020, e Paralimpíadas em 25 de agosto a 6 de setembro de 2020), também têm o benefício adicional de que qualquer problema que o adiamento cause ao calendário esportivo internacional pode ser reduzido ao mínimo, algo que interessa aos atletas e as Federações Internacionais. Além disso, eles fornecerão tempo suficiente para concluir o processo de qualificação. As mesmas medidas de mitigação de calor planejadas para 2020 serão implementadas.

Em uma teleconferência na terça-feira, 24 de março de 2020, com base nas informações fornecidas pela OMS na época, o presidente do COI Thomas Bach e o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe concluíram que os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 seriam realizados em sua forma completa e até o verão de 2021 O Primeiro Ministro reiterou que o governo do Japão está pronto para cumprir sua responsabilidade de sediar os Jogos com sucesso. Ao mesmo tempo, o presidente do COI, Thomas Bach, enfatizou o compromisso total do COI com os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Após a decisão de hoje (segunda-feira, 30), o Presidente do COI disse: “Quero agradecer às Federações Internacionais pelo apoio unânime e às Associações Continentais dos Comitês Olímpicos Nacionais pela grande parceria e pelo apoio nas consultas feitas nos últimos dias. Também gostaria de agradecer à Comissão de Atletas do COI, com quem mantemos contato constante. Com este anúncio, estou confiante de que, trabalhando em conjunto com o Comitê Organizador de Tóquio 2020, o Governo Metropolitano de Tóquio, o Governo Japonês e todas as nossas partes interessadas, podemos superar esse desafio sem precedentes. Atualmente, a humanidade se encontra em um túnel escuro. Estes Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 podem ser uma luz no fim deste túnel. ”

Andrew Parsons, presidente do IPC, comentou: “É uma notícia fantástica podermos encontrar novas datas tão rapidamente para os Jogos de Tóquio 2020. As novas datas garantem segurança aos atletas, tranquilizam as partes interessadas e dá algo para o mundo inteiro esperar ansiosamente. Quando os Jogos Paralímpicos acontecerem em Tóquio no próximo ano, eles serão uma exibição extra-especial da humanidade, unindo-se como uma só, em uma celebração global da resiliência humana e uma sensacional demonstração do esporte. Com os Jogos Paraolímpicos de Tóquio 2020 a 512 dias, a prioridade para todos os envolvidos no Movimento Paralímpico deve ser o de manter a segurança com seus amigos e familiares durante este período sem precedentes e difíceis. ”

O Presidente do Comitê Organizador de Tóquio 2020, Mori Yoshiro, disse: “O Presidente do COI Thomas Bach e o Comitê Organizador de Tóquio 2020 realizaram uma teleconferência hoje para discutir em detalhes as datas dos Jogos de Tóquio 2020. O ministro dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, Hashimoto Seiko, e o governador de Tóquio, Koike Yuriko, participaram da da conferência. Propus que os Jogos fossem sediados entre julho e agosto de 2021 e realmente aprecio o fato de que o Presidente Bach, depois de discutir essa proposta com as várias federações esportivas internacionais e outras organizações relacionadas, aceitou minha sugestão. É necessário um certo período de tempo para a seleção e qualificação dos atletas e para seu treinamento e preparação, e o consenso foi de que seria preferível a realização dos Jogos remarcados durante as férias de verão no Japão. Em termos de transporte, organização de voluntários e fornecimento de ingressos para residentes do Japão e do exterior, dependendo do que for permitido pela situação do COVID-19, achamos que seria melhor reprogramar os Jogos para um ano depois do planejado, no verão de 2021. Além do adiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos pela primeira vez na história, e de várias outras questões que já foram destacadas, a programação do evento é a pedra angular dos preparativos futuros e estou convencido de que tomar essa decisão prontamente ajuda a acelerar os preparativos futuros. Eu gostaria de agradecer todas as partes interessadas, incluindo a cidade de Tóquio e o Governo do Japão pelo trabalho árduo durante esse curto período. O Comitê Organizador de Tóquio 2020 continuará trabalhando duro para o sucesso dos Jogos do ano que vem.”

O governador Koike Yuriko disse: “Considerando o surto global de coronavírus, precisamos de um certo prazo antes de nos prepararmos totalmente para a entrega de jogos seguros e protegidos para os atletas e espectadores. Além disso, a preparação para as novas datas ocorrerá sem problemas pois as datas coincidem com o mesmo período das datas originais da competição, correspondendo com a emissão dos ingressos, equipe do local, voluntários e transporte. Portanto, acredito que celebrar a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 em 23 de julho de 2021 é o ideal. Os atletas, voluntários, carregadores da tocha e governos municipais locais se preocuparam com a situação. Como agora temos novas datas concretas a serem buscadas, o Governo Metropolitano de Tóquio comprometerá todos os seus recursos e trabalhará em estreita colaboração com o Comitê Organizador de Tóquio 2020, o governo nacional e outras partes interessadas para se preparar totalmente para a entrega de Jogos seguros e protegidos.

Foi confirmado anteriormente que todos os atletas já qualificados e as cotas já atribuídas para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 permanecerão inalteradas. Isso é resultado do fato de que esses Jogos Olímpicos de Tóquio, de acordo com o Japão, continuarão sendo os Jogos da XXXII Olimpíada”.

Twitter apaga publicações de Jair Bolsonaro por violarem regras da rede

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O Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29). No lugar das publicações, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

G1 entrou em contato com o Twitter e com a Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto para comentar o assunto. O Planalto diz que não vai comentar. O Twitter respondeu o seguinte:

“O Twitter anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível neste post em nosso blog.”

No post citado pela empresa, são listados todos os tipos de mensagens que podem colocar em risco a saúde pública em relação ao coronavírus. Veja o texto mais abaixo.

Mais cedo neste domingo, o presidente Jair Bolsonaro provocou aglomerações durante um passeio em Brasília e voltou a se posicionar contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro. O passeio e o posicionamento foram registrados em posts no Twitter.

Conteúdos contrariam autoridades de saúde do mundo

O Twitter não informou quais pontos específicos das imagens ou das declarações dos dois posts levaram à exclusão. Além dos dois apagados, há outros posts do passeio dele em Brasília e de declarações deste domingo sobre o coronavírus que continuam no ar.

Em um dos vídeos apagados, Bolsonaro conversa com um ambulante, defende que as pessoas continuem trabalhando, e diz para “quem tem mais de 65 ficar em casa”. Ele acena positivamente quando uma das pessoas na aglomeração diz que “tem que abrir os comércios e trabalhar normalmente”.

Imagem de vídeo de Bolsonaro que foi excluído do Twitter — Foto: Reprodução

No segundo vídeo, ele entra em um supermercado, volta a provocar aglomerações, critica as medidas de isolamento e diz para jornalistas que “o país fica imune quando 60, 70% foram infectados” e que um remédio contra o coronavírus “já é uma realidade”, sem apresentar comprovação.

Apesar de haver pesquisas iniciais, não há remédio com atuação comprovada contra o coronavírus e ninguém sabe quando teremos.

As autoridades sanitárias do mundo inteiro defendem que todos os que puderem fiquem em casa para diminuir os riscos de quem tem de trabalhar, como aqueles de setores essenciais, como saúde, transportes e fábricas, entre outros. Bolsonaro, porém, insiste num isolamento mais restrito, apenas de idosos e doentes crônicos.

Os dois vídeos de Bolsonaro continuam no ar nas páginas oficias de Bolsonaro no YouTube e no Facebook. O G1 perguntou ao Google, dono do YouTube, e ao Facebook sobre o posicionamento das empresas em relação a estes conteúdos, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.

Posts apagados de Ricardo Salles e Flávio Bolsonaro

No dia 23 de março, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, teve um post apagado por colocar a população em risco de contaminação com a doença. O post tinha um vídeo antigo sobre a doença apresentado como se fosse novo, confundindo a população.

Flávio Bolsonaro, que tinha compartilhado o vídeo, também teve seu post apagado.

Twitter apaga duas publicações de Jair Bolsonaro por violar regras da rede social — Foto: Reprodução/Twitter/jairbolsonaro
IMAGEM DOS POSTS ANTES DE SEREM APAGADOS - Twitter apaga tuítes de Bolsonaro com vídeos em Sobradinho e em Taguatinga por violarem regras da rede social — Foto: Reprodução/Cache do Google

Veja o trecho do blog do Twitter que cita os tipos de conteúdos que passam a ser contra as regras da rede:

“[Medidas que estamos tomando:] Abranger nossa definição de danos para atuar em conteúdos que vão diretamente contra as informações globais e locais de saúde pública orientadas por fontes oficiais. Em vez de depender de denúncias, atuaremos próximos a parceiros confiáveis, incluindo autoridades de saúde pública e governos, e continuaremos usando e consultando informações dessas fontes ao revisar os conteúdos. Sob essa nova orientação, solicitaremos que as pessoas removam Tweets que incluam:

  • Negação das recomendações de autoridades de saúde locais ou globais para diminuir a possível exposição ao COVID-19 com a intenção de influenciar as pessoas a agir contra as orientações recomendadas, como: “o distanciamento social não é eficaz” ou incentivar ativamente as pessoas a não se distanciar socialmente em áreas impactadas pelo COVID-19.
  • Descrição de tratamentos ou medidas de proteção que não sejam diretamente prejudiciais, mas ineficazes; que não se aplicam ao contexto do COVID-19; ou que estão sendo compartilhadas com a intenção de enganar outras pessoas, mesmo que sejam em tom de humor, como “o coronavírus não é resistente ao calor – caminhar ao ar livre é suficiente para se proteger” ou “use aromaterapia e óleos essenciais para prevenir o COVID-19”.
  • Descrição de tratamentos prejudiciais ou medidas de proteção ineficazes; que não se aplicam ao COVID-19; ou estão sendo compartilhadas fora de contexto para enganar pessoas, mesmo que sejam feitas em tom de brincadeira, como “beber água sanitária e ingerir prata coloidal curará o COVID-19”.
  • Negação de fatos científicos estabelecidos em relação a transmissão durante o período de incubação ou orientação das autoridades de saúde locais e globais, como “COVID-19 não infecta crianças porque não vimos nenhum caso de crianças doentes”.
  • Afirmações específicas em torno das informações do COVID-19 que têm como objetivo manipular as pessoas para um determinado comportamento, para ganho de terceiros com um pedido de alguma ação, como “o coronavírus é uma fraude e não é real – saia e curta seu bar local!!” ou “as notícias sobre lavar as mãos são propaganda para as empresas de sabão, parem de lavar as mãos” ou “ignorem as notícias sobre o COVID-19, elas são apenas uma tentativa de destruir o capitalismo, quebrando o mercado de ações”.
  • Afirmações específicas e não verificadas que incitam as pessoas a agir e causam pânico generalizado, agitação social ou desordem em larga escala, como “a Guarda Nacional acaba de anunciar que não haverá mais reposição de alimentos por 2 meses – vá até o supermercado o mais rápido possível e compre tudo o que puder!”
  • Afirmações específicas e não verificadas feitas por pessoas que se passam por um funcionário, organização ou governo de saúde, como uma conta de paródia de um oficial de saúde italiano afirmando que a quarentena do país acabou.
  • Propagação de informações falsas ou enganosas sobre os critérios ou procedimentos de diagnóstico do COVID-19, como “se você puder prender a respiração por 10 segundos, não terá coronavírus”.
  • Declarações falsas ou enganosas sobre como diferenciar COVID-19 de outra doença e informações que tenham o objetivo de diagnosticar alguma pessoa, como “se você tem tosse úmida, não é coronavírus – mas tosse seca é” ou “você vai sentir como se estivesse se afogando em catarro se tiver coronavírus – não é uma secreção nasal normal”.
  • Informações de que grupos específicos ou nacionalidades nunca são suscetíveis ao COVID-19, como “pessoas com pele escura são imunes ao COVID-19 devido à produção de melanina” ou “a leitura do Alcorão tornará um indivíduo imune ao COVID-19”.
  • Afirmações de que grupos específicos ou nacionalidades são mais suscetíveis ao COVID-19, como “evite empresas pertencentes ao povo chinês, pois é mais provável que tenham o COVID-19”.

‘Como cidadão, quero ficar em casa e fazer o isolamento’, diz Paulo Guedes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste domingo (29), durante uma videoconferência com representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que, “como cidadão” quer “ficar em casa e fazer o isolamento” diante da pandemia do coronavírus.

Ele ressaltou que, como economista, gostaria de ver a atividade econômica se mantendo ativa no país. Guedes lembrou que a recomendação das autoridades de Saúde, do governo e da sociedade civil, é seguir com o isolamento social para retardar o alastramento do vírus.

“Eu mesmo, como economista, gostaria que pudéssemos manter a produção, voltar o mais rápido possível. Eu, como cidadão, seguindo o conhecimento do pessoal da Saúde, ao contrário, quero ficar em casa e fazer o isolamento”, afirmou o ministro.

Guedes repetiu a preocupação do governo com os efeitos econômicos das medidas de isolamento, adotadas por governadores em todo o país. O presidente Jair Bolsonaro tem afirmado que as medidas são “excessivas” e, neste domingo, caminhou pelo comércio em Brasília, gerando pequenas aglomerações e contrariando determinações do Ministério da Saúde.

“Para a saúde, aparentemente, você precisa desses dois ou três meses. Então, nós estamos aí esticados, espremidos, porque mais de dois, três meses a economia não aguenta. Mas menos de dois, três meses, parece que a saúde também se precipita”, disse Guedes.

“Nós temos que estar atentos. Temos que ter respeito pela opinião dos dois lados. Vamos conversar sobre isso de uma forma construtiva”, completou o ministro.

CORONAVÍRUS: Pres. JAIR BOLSONARO Fala na Saída do Palácio do Alvorada (30/03/2020).

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CORONAVÍRUS: Pres. JAIR BOLSONARO Fala na Saída do Palácio do Alvorada (30/03/2020).

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Espanha tem 812 mortes por Covid-19 em 24 horas; total supera as 7,3 mil

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A Espanha teve 812 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, divulgou o Ministério da Saúde do país nesta segunda (30). O número é levemente menor que os dos últimos dois dias: no sábado (28), o país havia registrado 832 mortes, e no domingo (29), o número mais alto até então com 838 mortes.

Nesta segunda, o número de infecções pelo novo coronavírus chegou a 85.195 na Espanha, 6.398 a mais do que as registradas até domingo, quando havia 78.797 casos. A quantidade de registros da doença na Espanha é a terceira maior do mundo e com isso o país ultrapassa as confirmações da China, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália.

Ao todo, 7.340 pessoas morreram por Covid-19 no território espanhol. O número é o segundo maior no mundo, menor apenas que o da Itália – que teve 10.779 mortes, segundo o Ministério da Saúde italiano.

Freiras cantam em uma igreja quase vazia em Barcelona, na Espanha, no domingo (29) — Foto: Pau Barrena / AFP

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