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sexta-feira, abril 24, 2026
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Motorola Razr volta com tela dobrável

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Pondo fim a meses de rumores e espera, a Motorola anunciou nesta quinta-feira (14) o smartphone Motorola Razr, com tela dobrável e sistema operacional Android. O aparelho é uma reedição moderna do celular de flip mais popular dos anos 2000. Antes da linha Moto G superá-la, com 40 milhões de unidades vendidas, ela era a mais vendida da história da Motorola.

O aparelho tem tela que se dobra verticalmente. Esse é o primeiro smartphone a adotar tal implementação de tela dobrável. A Samsung e a Huawei também contam com seus produtos com displays que se dobram, mas a abordagem é diferente. Eles se dobram ao meio, mas horizontalmente.

Veja o visual do novo produto na imagem abaixo. A reportagem continua na sequência.

O Motorola Razr conta com processador intermediário da Qualcomm, um Snapdragon 710 octa-core, 6 GB de RAM, 128 GB de memória e tela de 6,2 polegadas. Há apenas uma câmera traseira no produto, de 16 megapixels, que funciona tanto quando a tela está dobrada quanto quando está aberta. Há também uma câmera frontal de 5 megapixels. Assim como em seus rivais, o produto não tem proteção certificada contra a entrada de água.

A Motorola mantém sua estratégia de buscar preços acessíveis, mesmo neste que agora é seu smartphone mais caro, vendido a 1.499 dólares. Os aparelhos de Samsung e Huawei têm preços sugeridos na casa dos 2 mil dólares.

O novo Motorola Razr conta com um modo de software que imita a interface do antigo modelo dos anos 2000, um recurso nostálgico para quem usava o aparelho no passado. E, como era antes, ao dobrar a tela verticalmente, você pode desligar uma ligação.

Ainda não há previsão de lançamento do Razr no mercado brasileiro, apesar de já existir uma página do produto no site oficial da Motorola no Brasil.

Em entrevista a Revista EXAME, o presidente global da Motorola Sergio Buniac afirmou que a empresa acelerou o ciclo de inovação de seus smartphones e deixou em segundo plano categorias como relógios e fones de ouvido para dar prioridade ao que fazem bem, os celulares.

Centro de Referência da Mulher passa a ser Centro Integrado Materno Infantil

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Nesta semana, o Centro de Referência da Mulher alterou sua rotina porque os servidores da unidade de saúde estavam participando de uma capacitação ministrada pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

A oficina integrou o cronograma do projeto Planifica – SUS que consiste na organização da atenção ambulatorial especializada em rede com a atenção primária à saúde.

Porto Velho está sendo contemplado com esse avanço porque o prefeito Hildon Chaves assinou um termo de adesão que garante a reorganização da rede municipal de saúde.

Com esse novo sistema, o Centro de Referência da Mulher passará a ser Centro Integrado Materno Infantil e vai trabalhar com as unidades básicas de saúde da família, na assistência a gestantes de alto risco e o cuidado de crianças até dois anos de idade.

Segundo a secretária municipal de saúde, Eliana Pasini, no projeto Planifica SUS, o Centro Integrado Materno Infantil é a unidade laboratório de saúde especializada para a região Madeira – Mamoré nessa reorganização que compreende os municípios de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Guajará-Mirim, Candeias e Nova Mamoré.

As unidades laboratório de saúde da família na Atenção Primária são: Ronaldo Aragão no bairro Nacional; Osvaldo Piana, no Areal; Renato Medeiros, Cidade do Lobo e José Adelino no Ulisses Guimarães. “A meta é que até 2020, a padronização seja implantada nas demais unidades de saúde de Porto Velho”, informou a secretária.

Segundo ela, o Centro atenderá as pacientes de forma integrada com os profissionais das unidades básicas da região Madeira-Mamoré no projeto Planifica Sus. Quando chegar a unidade básica de saúde da família laboratório, a gestante ou criança que for identificada com alto risco será encaminhada para ser acompanhada pelo Centro Integrado Materno Infantil.

Os mesmos serão atendidos por uma equipe multidisciplinar formada por obstetra, enfermeiro, psicólogo, assistente social, nutricionista, fisioterapeuta e pediatra. A gestante receberá um plano de cuidados que vai ser compartilhado com a atenção básica para que tenha acompanhamento integral.

A ideia é que profissionais dos dois níveis de atenção à saúde compartilhem a responsabilidade do cuidado. Entre os casos mais comuns de gravidez de alto risco estão em mães com hipertensão, diabetes, sífilis e toxoplasmose.

Semas faz alerta para beneficiários do Bolsa Família que não realizaram acompanhamento de saúde

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Na última semana a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), realizou um mutirão de atendimentos para a atualização do acompanhamento de saúde dos beneficiários do Bolsa Família. Aqueles que não atualizarem seu acompanhamento até o dia 10 de dezembro, podem ter o benefício suspenso.

A enfermeira da Atenção Básica, Rosângela Hampe, que realizou o acompanhamento, faz importante alerta. “São cadastrados em Vilhena 5.464 famílias no Bolsa Família. Antes do mutirão, 3.005 famílias já estavam com o acompanhamento em dia. Durante a semana passada outras 219 pessoas fizeram a atualização e ainda faltam 2.240 famílias”, explica a enfermeira.

Os beneficiários têm até o dia 10 de dezembro para procurar a Atenção básica, localizada na Av. Sabino Bezerra de Queiroz, n° 3920, próximo ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) e atualizar o acompanhamento. Caso não o façam, os beneficiários terão o recurso suspenso.

É necessário ter em mãos o cartão do NIS (Número de Identificação Social) e o cartão de vacina. Mais informações pelo número de telefone 3321-1232 (das 7h às 13h) ou na página do Facebook “Semas Vilhena”.

Deputados vão apurar se Energisa está retirando das contas de energia dinheiro para pagar o Governo

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Na audiência pública da CPI da Energisa realizada na Assembleia Legislativa na noite de quarta-feira (13) para ouvir empresários de Porto Velho, os deputados destacaram a necessidade de apurar se a concessionária de energia elétrica está cobrando dos consumidores mais do que deveria para conseguir pagar o que deve ao Governo de Rondônia e também para fazer os investimentos que se comprometeu em realizar com recursos próprios. De acordo com o que foi apurado, teriam ocorrido cortes no fornecimento de energia baseados em supostos débitos com mais de 90 dias, o que é proibido pela legislação.

Segundo o presidente da CPI, Alex Redano (Republicanos), os abusos cometidos pela Energisa seriam os mais frequentes, como funcionários subindo no forro de estabelecimentos comerciais. “Isso é passível de pagamento de indenização por danos morais. Há empresários reduzindo o quadro de pessoal, atrasando o pagamento de funcionários e fornecedores. Alguns precisam escolher entre pagar a Energisa ou o salário dos colaboradores”, acrescentou.

O parlamentar afirmou que a suspeita é a de que tenha havido adulteração nos relógios medidores de consumo. “Não estamos acusando. A suspeita existe porque os aumentos nas contas não foram de 10% ou de 30%, mas de 100% ou até 200% desde que a empresa assumiu a distribuição de energia em Rondônia”, acrescentou.

Alex Redano disse, ainda, que há casos em que os empresários desligam as lâmpadas e todos os aparelhos, mas mesmo assim o relógio continua marcando consumo. “A Politec não faz perícia. O Ipem emite somente um relatório, algo que nem laudo é. Temo pelo que possa acontecer. Em Cacoal, por exemplo, há o risco de a população ir às ruas de forma não ordeira. Não estou incentivando isso, mas a possibilidade existe. Em Seringueiras o povo fechou uma subestação da Energisa e há ameaças de interdição de rodovias”, alertou.

O relator da CPI, Jair Montes (Avante), lembrou que no início da CPI havia muitas dificuldades, mas grandes avanços aconteceram. Ele citou que anteriormente o Ipem, órgão que deveria fiscalizar os relógios para ajudar a defender o consumidor de supostos abusos, era prestador de serviços da Energisa, através de um contrato de mais de R$ 1 milhão.

“Agora temos algo inédito. Pela primeira vez uma CPI terá uma audiência na Câmara Federal, em Brasília, com participação do ministro das Minas e Energia e do presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Chegamos com força em Brasília e também recebemos requerimento de CPIs da Mato Grosso do Sul e Paraíba. Querem que mandemos tudo o que apuramos em Rondônia, para que eles possam ter um norte”, expôs Jair Montes.

Ele também falou sobre uma suposta ligação da Energisa com a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero). “Parece que viraram sócios. Parece que está tudo bem para os empresários ligados à Fiero. Esses dias mesmo eu recebi em meu gabinete um convite da Fiero junto com a Energisa”, acrescentou.

O deputado Cirone Deiró (Podemos) explicou que a CPI não foi criada para assustar empresa alguma, e sim para trazer a verdade à tona. “Há muita gente reclamando nas redes sociais, e se tem reclamações, vamos apurar. A Assembleia Legislativa é a caixa de ressonância da sociedade”, afirmou, destacando o importante papel de Jair Montes “diante este mundo de papel que está chegado”.

O empresário Chico Holanda, representando o Instituto de Ação Empresarial do Estado de Rondônia, disse que as reclamações contra a Energisa partem dos mais diversos ramos possíveis. Ele confirmou o que já tinha sido dito pela presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Joana Joanora, de que comerciantes precisam desligar as centrais de ar durante o expediente por conta do alto valor da conta de energia, o que afasta os clientes.

“Os aumentos começaram no ano passado. Por conta disso houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa, marcada pelo deputado Laerte Gomes, e eu vi a Fiero afastada disso. E a audiência pública que deveria resultar em mais um aumento na tarifa foi marcado na Fiero. É de se estranhar que uma entidade que deveria defender todas as indústrias defenda somente uma, a Energisa”, disse Chico Holanda.

Ele contou, ainda, que teve uma conversa com o presidente da Energisa, na qual cobrou respeito ao consumidor. “É preciso verificar se os medidores estão corretos, e para isso é necessário que aconteçam perícias, e fora de Rondônia. A reclamação não é sobre o aumento na tarifa, e sim no consumo”, destacou.

Clemildo de Melo, proprietário da empresa Minalinda, disse que está há 18 anos no ramo, gera 55 empregos diretos e aproximadamente 500 indiretos. Ele disse que sua conta de energia deste mês veio R$ 29 mil, em um período em que praticamente não está circulando dinheiro em todo o Brasil.

O empresário levou contas de consumo de 12 meses no período da Ceron, e de mais 12 no período da Energisa, comprovando um aumento de mais de 50%. “Conversei com um advogado que era da Ceron, mas por questões de segurança não quero dizer o nome dele. Ele me pediu para dizer aos deputados que a Energisa comprou a Ceron por R$ 50 mil com o compromisso de fazer investimentos com dinheiro próprio. Vocês devem ver onde esses investimentos estão sendo feitos, e se a empresa está retirando dinheiro das contas de energia para pagar por isso”, finalizou Clemildo de Melo.

SALÁRIO | Prefeitura de Porto Velho paga retroativo de reajuste salarial nesta quinta-feira

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A Prefeitura de Porto Velho paga nesta quinta-feira (14/11), o retroativo do reajuste salarial concedido pelo prefeito Hildon Chaves a todos os servidores municipais. Os valores, equivalentes a 3,75% de um total de 5%, são referentes aos meses de setembro e outubro. O restante, 1,25% será pago a partir de janeiro do próximo ano.

Hildon chaves além de conceder o reajuste de salários, promoveu o realinhamento salarial do chamado grupo geral (técnicos), implantou piso nacional para as categorias que ainda não recebiam, aumentou o valor do auxílio alimentação e também concede gratificações, benefícios estes aprovados recentemente pela Câmara Municipal.

De acordo com o prefeito, sua gestão está corrigindo injustiças e dando o devido valor aos trabalhadores municipais, em reconhecimento pelo muito que eles fazem pela máquina administrativa e, principalmente, em prol de toda a comunidade.

Todos os benefícios

Conforme as matérias aprovadas, haverá reajuste salarial de 5% para todas as categorias de servidores municipais, sendo 3,75 pagos retroativos a setembro e 1,25 em janeiro; realinhamento dos vencimentos do grupo geral, já que muitos recebiam menos que um salário mínimo; R$ 30 de aumento no auxílio-alimentação, que passa para R$ 330,00; auxilio deslocamento para os servidores lotados nos distritos; pagamento do lustro da licença prêmio por negativa; gratificação de 360,00 aos servidores da Semagric, classes A e B, DRL/ Semad e Defesa Civil; implantação do piso nacional aos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias.

Equipe do Hospital de Base Ary Pinheiro realiza a primeira cirurgia endovascular de lesão traumática no Estado

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Pela primeira vez em Rondônia e na região Norte, uma equipe de cirurgiões do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), especializada em cirurgia vascular e endovascular, realizou o procedimento da artéria subclávia de um paciente via endovascular. Esse procedimento só está sendo possível após a estruturação da hemodinâmica feita pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que faz parte da estratégia montada para atender pacientes que aguardam por este tipo de procedimento.

De acordo com o médico cirurgião vascular, Daniel Barretos Gomes, o paciente Fernando Alves da Silva, 47 anos, sofreu um acidente de trânsito e foi para o Pronto Socorro João Paulo II, onde teve os primeiros atendimentos. Através do exame de angiotomografia, os médicos detectaram uma lesão na artéria subclávia, apresentando um pequeno hematoma.

“Vimos que o paciente estava estável e tínhamos todo o material necessário para a realização da cirurgia, resolvemos encaminhá-lo à hemodinâmica do HBAP, reunimos a equipe endovascular e fizemos esse primeiro procedimento, e foi um sucesso”, disse o especialista.

O especialista disse ainda que, se não fosse feito esse procedimento, teria que abrir o peito ao meio fazendo uma toracotomia (cirurgia peito aberto), para poder acessar a artéria e fazer o tratamento. “Nós realizamos apenas um furo na artéria femoral, entramos onde soltamos um stent revestido na artéria subclávia direita, onde estava o furo e a lesão, e com dois dias já teve alta e segue via ambulatorial”, destacou.

Outro procedimento realizado pelo HBAP é o tratamento endovascular de aneurismas de aorta. “Rondônia está crescendo cada vez mais nesse tipo de tratamento minimamente invasivo, ou seja, fazemos um corte em cada virilha, dependo do caso e do tipo mais complexo, a gente disseca a artéria subclávia para poder revascularizar as duas artérias hipogástricas. Antigamente tinha que abrir a barriga inteira (abdome) ou até o peito (tórax) do paciente, onde ficaria cerca de uma semana na UTI,  sendo que em paciente idoso o risco de morte é maior. Com esses novos procedimentos endovasculares, o paciente fica um dia na UTI, um dia na enfermaria e no outro dia já está em casa”, afirmou Daniel Barreto Gomes.

Pedro Tavares da Costa, 72 anos, fez a cirurgia de aneurisma da aorta abdominal, e com menos de uma semana teve alta. “Eu estou vindo aqui para avaliação, mas me sinto muito bem, fiquei um dia na UTI, por precaução, mas a cirurgia foi maravilhosa, só tenho que agradecer essa equipe de médicos que salvaram minha vida”.

Assembleia aprova projeto de Lebrão que transforma Porto Velho em estância turística

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O projeto de Lei que transforma a Capital do Estado em estância turística foi aprovado pela Assembleia Legislativa durante a sessão desta terça-feira (12). A proposta é de autoria do deputado Lebrão (MDB).

A iniciativa visa alavancar o turismo na cidade e transformá-lo em um dos principais pilares da economia local. O projeto agora segue para a sanção do governador Marcos Rocha.

Na justificativa do projeto, Lebrão destaca os pontos turísticos de Porto Velho, tanto os naturais quanto os históricos, como o complexo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Ainda de acordo com o parlamentar, Porto Velho também tem vários pontos turísticos naturais como balneários, cachoeiras e parques, como Parque Natural Municipal, que conta com uma área de 390 hectares e possui toda a infraestrutura necessária para receber visitantes.

O projeto de transformação da Capital de Rondônia em estância turística é amparado na Constituição do Estado de Rondônia, que no parágrafo 3º, do artigo 6º, afirma que “Poderão ser criadas Estâncias Turísticas, hidrominerais e climáticas em municípios do Estado, mediante lei complementar que estabelece as condições e os requisitos mínimos a serem observados para esse fim, em consonância com a manifestação dos órgãos técnicos do Estado”.

3 desafios de Bolsonaro para criar o partido Aliança pelo Brasil

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Nos últimos dias, o próprio presidente e políticos aliados a ele detalharam o plano. Os leitores de impressões digitais dos celulares permitiriam coletar as cerca de 492 mil assinaturas necessárias a tempo de lançar candidatos a prefeito e a vereador já em 2020. E as migrações de deputados federais hoje no PSL e em outros partidos de centro e de direita fariam com que a Aliança pelo Brasil chegasse à marca dos 100 deputados — perto do recorde registrado pelo antigo PFL (hoje DEM) em 1998, quando a sigla chegou a ter 105 representantes na Câmara.

Mas há pelo menos três dificuldades para concretizar esta visão.

A primeira está relacionada com a migração de deputados: a lei eleitoral hoje não garante automaticamente ao deputado o direito de ficar com mandato ao migrar para um partido que acabou de ser montado.

Depois, o projeto esbarra também nas incertezas sobre a possibilidade de fazer a coleta de assinaturas via celular.

Por fim, há a questão dos prazos na Justiça Eleitoral: mesmo que as assinaturas sejam coletadas rapidamente, a tramitação no Tribunal Superior Eleitoral pode impedir a nova sigla de lançar candidatos em 2020.

Lançamento

A primeira convenção do partido está marcada para as 10h da manhã da próxima quinta-feira (21), no hotel Royal Tulip em Brasília. O Estatuto da nova legenda deve ser apresentado nesta cerimônia, dando início ao processo de criação da sigla.

A reportagem da BBC News Brasil conversou com políticos e especialistas em direito eleitoral envolvidos com o caso para entender cada um desses desafios. Nem todas as pessoas ouvidas podem ter seus nomes divulgados.

Ministro Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal

1. Partido novo não cria ‘janela’ para migração de deputados

No começo da semana, políticos aliados ao Presidente da República disseram que a criação da nova legenda resolveria a questão da saída da ala “bolsonarista” dos deputados do PSL: a formação da nova legenda abriria a brecha legal para a mudança de partido, com a manutenção dos mandatos.

O problema é que esta hipótese não consta da lei eleitoral brasileira, para deputados estaduais, federais e vereadores – o entendimento atual da Justiça Eleitoral é de que esses cargos, conquistados no sistema proporcional, pertencem ao partido.

Já quem possui cargo majoritário (prefeitos, governadores, senadores, presidente da República) pode mudar de partido quando quiser.

“Quando esse partido for criado de maneira formal no TSE, abre-se uma janela, tanto para os deputados estaduais quanto para os federais, para a gente poder sair do PSL ou de qualquer outro partido em que nós estejamos”, disse a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) em um áudio distribuído por ela a seus contatos no WhatsApp, na tarde de terça.

“Inclusive vários aliados já vieram falar conosco de que querem sair dos seus partidos para vir para o partido do Bolsonaro. Então abre-se essa janela, com possibilidade inclusive de ser o maior partido do Brasil, em número de Estaduais e federais”, diz ela, no áudio. Ao longo da semana, aliados do presidente especularam que o número de representantes na Câmara poderia passar de uma centena – algo que não é visto desde os anos 1990.

Mas a tal “janela” não existe na Lei dos Partidos Políticos de 1995, lembra o advogado especializado em direito eleitoral Fernando Neisser.

Deputado federal Eduardo Bolsonado

O artigo 22-A da lei cita três casos nos quais a pessoa que ocupa cargo proporcional pode sair da legenda e manter o cargo: caso a legenda se afaste demais de suas ideias e propostas anteriores; quando o congressista é alvo de discriminação ou perseguição dentro do partido; e em ano de eleições, ao fim do mandato (2022, no caso dos deputados).

A “janela” para novos partidos existia até 2015, lembra Neisser – no fim daquele ano, o Congresso aprovou a toque de caixa uma “minirreforma eleitoral” excluindo essa hipótese de migração. A Rede Sustentabilidade, partido fundado naquele ano pela ex-ministra Marina Silva, só foi beneficiada pela “janela” graças a uma decisão liminar (provisória) do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. A decisão foi depois confirmada pelo plenário da corte, em 2018, mas não se aplica a novos partidos.

Por causa da mudança de 2015, alguns dos principais líderes do Congresso não trabalham com a hipótese de uma mega-bancada da Aliança —pelo menos no curto prazo.

“A lei eleitoral mudou (em 2015), depois do escândalo do PMB, o Partido da Mulher Brasileira. Não pode mais o parlamentar mudar para um partido novo e manter o mandato”, disse à BBC News Brasil o presidente nacional do MDB e líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP), em mensagem de texto.

Segundo Neisser e outros especialistas em direito eleitoral consultados pela reportagem, cada um dos deputados – do PSL ou de outros partidos – teria de pleitear na Justiça, individualmente, o direito de continuar com seus mandatos. A ala do PSL ligada ao atual presidente, o deputado Luciano Bivar, tem dito que ingressará com ações judiciais para manter os mandatos.

O novo partido também nasceria, a princípio, sem grandes recursos dos fundos Partidário e Eleitoral, além de pouco tempo de TV e rádio para as campanhas eleitorais – o que não desincentivaria a migração de congressistas.

Deputado Paulo Pereira da Silva

2. Coleta digital é incerta, e a manual é trabalhosa

Para colocar o novo partido de pé antes das eleições de 2022, os advogados eleitorais que auxiliam Bolsonaro criaram um plano ousado: usar um aplicativo de celular e o leitor de impressões digitais de cada aparelho para coletar as quase 492 mil assinaturas necessárias.

A ideia esbarra na falta de clareza: não é certo que a Justiça Eleitoral permitirá a inovação. A área técnica do tribunal já se manifestou favoravelmente ao uso de uma tecnologia diferente — a chamada “assinatura digital” — para a coleta. Mas esta modalidade é pouco difundida, e costuma ser usada apenas por advogados, jornalistas e outros profissionais. O deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) formulou uma consulta ao TSE no fim de 2018 sobre o assunto, mas o pedido dele ainda não foi analisado.

A reportagem da BBC News Brasil questionou o advogado eleitoral e ex-ministro do TSE Admar Gonzaga sobre o assunto, mas ele disse que não poderia comentar.

Aliados de Bolsonaro admitem que, se a coleta via aplicativo não for liberada a tempo, as assinaturas serão buscadas pela via tradicional, em papel.

Só que este é um processo cheio de tecnicalidades: os partidos costumam coletar um número bem maior que o necessário, pois grande parte das assinaturas é descartada.

O deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente nacional e fundador do partido Solidariedade, disse que em 2013, época de fundação do partido, foram coletadas 1,5 milhão de assinaturas — mas só cerca de 500 mil foram aceitas.

“Você tem que mandar as assinaturas uma por uma, em ordem alfabética, para o cartório eleitoral. E aí tem cartório que pede a assinatura igual ao do dia que a pessoa tirou o Título de Eleitor. Tem outro que pede assinatura igual ao do dia da última eleição. Não há uma uniformidade entre eles”, diz Paulinho da Força, como é conhecido.

“Só para você ter uma ideia, em Mogi das Cruzes (SP) eu perdi 53 mil assinaturas, porque o cartório local considerou que eram falsas. Não quiseram nem olhar o restante. Aí, para não brigar, eu deixei para lá”, exemplifica ele. “Se o Bolsonaro não trabalhar direito, corre o risco de chegar em 2022 sem ter o partido pronto”, diz.

No caso do Solidariedade, diz ele, sindicalistas da Força Sindical trabalharam para coletar as assinaturas necessárias. “É muito trabalhoso. Não é uma coisa simples, e não dá para fazer via WhatsApp”, disse ele à BBC News Brasil.

3. A tramitação no TSE é demorada mesmo depois das assinaturas

O processo para criar um novo partido político no Brasil não é tão simples quanto pode parecer à primeira vista.

Depois da coleta das assinaturas — que precisam ser verificadas pela Justiça Eleitoral — há uma série de prazos que precisam ser cumpridos antes do processo ser finalmente julgado pelos sete ministros que compõem o TSE.

“Obter as assinaturas é algo que pode ser feito, em tese, em um único dia. Nunca aconteceu, mas é tecnicamente possível. Agora, independente disso, você tem um rito processual a ser cumprido”, diz à BBC News Brasil um ex-ministro do TSE, sob anonimato.

O primeiro ato após a validação das assinaturas é a indicação de um relator — o ministro que decidirá quando o caso irá a julgamento. Há prazos para impugnação (quando qualquer cidadão brasileiro poderá apontar problemas no processo de criação do novo partido) e para manifestação do Ministério Público Eleitoral, por exemplo. Só depois disso o pedido vai ao plenário.

A legislação atual acaba fazendo com que os processos se arrastem ao longo do tempo. De 76 partidos considerados “em formação” no Brasil, só quatro chegaram à fase final — e nenhum foi julgado ainda. Os mais avançados são a Unidade Popular, um partido de esquerda, e o Partido Nacional Corinthiano. O primeiro está com o processo tramitando desde agosto de 2014. O segundo, desde outubro de 2016.

HOMENAGEM | Equipe da Semes recebe Honra ao Mérito e Votos de Louvor na Assembleia Legislativa

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Implantado na gestão do prefeito Hildon Chaves, em 2017, o Programa Talentos do Futuro, executado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semes), rendeu mais uma homenagem a secretária Ivonete Gomes e aos servidores daquela pasta, desta vez pela Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE), durante sessão solene na tarde de quarta-feira (13/11).

O presidente da ALE, Laerte Gomes disse que “o objetivo dessa homenagem foi fazer justiça e oficializar o reconhecimento, pelo parlamento, de um trabalho que tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”. Ele destacou toda trajetória de Ivonete Gomes como jornalista, empreendedora e secretária da Semes, bem como seus relevantes serviços prestados a Rondônia e a Porto Velho.

“Estou de fato muito emocionada. É uma honraria muito grande. Essa oportunidade que o prefeito Hildon me deu de poder contribuir com a comunidade, com a sociedade de Porto Velho, é uma coisa que eu nunca vou esquecer. E o presidente Laerte Gomes, nosso deputado, que tem visto um grande esforço da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, foi o autor (proponente) dessa honraria e a gente só tem a agradecer porque o Programa Talentos do Futuro tem realmente mostrado muitos resultados, bons resultados”, disse Ivonete Gomes.

Inovador

O parlamentar enfatizou a importância do Talentos do Futuro, que promove a inclusão social por meio das Escolinhas Esportivas, beneficiando principalmente as crianças e jovens mais carentes. “É uma justa homenagem pela grandiosidade do programa. Parabenizo toda equipe da Semes e o prefeito Hildon Chaves pelo programa inovador e transformador de vidas”, completou o deputado.

Secretário adjunto da Semes, Edilson Pacheco enalteceu o apoio do prefeito Hildon Chaves e da titular Ivonete Gomes a todos os servidores da secretaria, que os levou a atingir um patamar de trabalho que rendeu tamanha homenagem. “É muito bom para o poder público municipal ter o reconhecimento da Assembleia Legislativa do nosso Estado de Rondônia, nossa casa de leis, reconhecer o trabalho de todos nós, servidores”, declarou.

Atendimentos

Atualmente o Programa atende 1.360 crianças e adolescentes carentes, de 4 a 17 anos, mas a meta para 2020, com orçamento melhorado e inauguração da vila olímpica, é elevar para 6 mil a quantidade de atendimentos. O trabalho é realizado por meio de 10 escolinhas esportivas, sendo 9 de modalidades olímpicas, além da capoeira. “Também estamos procurando melhorar as nossas praças esportivas para que as crianças façam as aulas com mais dignidade”, pontuou a secretária.

Diferencial

O grande diferencial do Talentos do Futuro e que coloca Porto Velho à frente dos demais municípios nos projetos de escolinhas de iniciação esportivas, é o fato de ser o único município no Brasil que fornece complementação alimentar para os futuros atletas durante os treinos.

“O resultado dessa complementação é uma evasão quase zero das nossas escolinhas. É uma realidade triste, mas é uma realidade que a gente precisa enfrentar enquanto gestor público, que muitas crianças ainda vão para as escolinhas por causa do lanche”, comentou a secretária.

Além disso, por meio de parceria da Prefeitura com clubes profissionais, os alunos das escolinhas de futebol de campo estão na categoria de base Porto Velho, Genus e Rondoniense. Também a partir de 2020, o Município será o único a fornecer uniforme completo para os alunos de todas as modalidades esportivas que fazem parte do Programa Talentos do Futuro.

TRF-4 abre caminho para anular condenação de Lula no Sítio de Atibaia

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O TRF-4 julgou nesta quarta-feira um caso envolvendo uma sentença condenatória proferida pela juíza Gabriela Hardt e decidiu anular a decisão por considerar que a magistrada copiou e reproduziu como seus argumentos de terceiros, no caso o MPF, ao condenar investigados ligados a uma entidade, o Instituto Confiance.

Embora não se trate de uma investigação da Lava-Jato, a decisão do TRF-4 tem potencial para abrir um rombo no casco da operação.

A tese defendida pelos advogados Antonio Augusto Figueiredo Basto e Rodrigo Mattos, acatada pela 8ª Turma do tribunal, inspirou a defesa de Lula a pedir a anulação da condenação do petista no caso do Sítio de Atibaia.

Os advogados do petista argumentaram que a mesma juíza, ao condenar Lula pelas reformas das empreiteiras do petrolão no sítio, copiou trechos da sentença do tríplex do Guarujá, assinada por Sergio Moro. Uma perícia, encomendada pela defesa com trechos supostamente copiados pela juíza chegou a ser enviada ao STF.

Gabriela, que chegou a substituir Moro na Justiça Federal de Curitiba, condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio, em fevereiro, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

O TRF-4 já iria julgar no fim do mês se a sentença de Lula no caso do Sítio de Atibaia deveria ser suspensa por outro motivo: o fato de os prazos de alegações finais terem sido iguais para delatores e delatados. O STF decidiu anular condenações da Lava-Jato por considerar que essa posição de igualdade desequilibrou a luta processual.

Se o caso retornar às alegações, como o próprio MPF deseja, essa falha dos trechos copiados na sentença poderá ser corrigida.

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