A paramonovius nightking recebeu este nome porque pode ser encontrada no inverno, tem uma coroa de pelos e transforma outros insetos em “zumbis”, segundo os pesquisadores.
Ela tem 1 centímetro de comprimento e vive em uma pequena região no oeste da Austrália.
Cerca de 230 novas espécies foram batizadas na Austrália no último ano.
A paramonovius nightking foi originalmente descoberta em 2012 por uma dupla de cientistas amadores no Parque Nacional Wandoo.
Anos depois, Xuankun Li, um estudante de pós-doutorado na Organização de Pesquisa Industrial e Científica da Commonwealth (CSIRO, na sigla em inglês), na Austrália, confirmou que se tratava de uma nova espécie.
Cientista quis homenagear série
O entomólogo Bryan Lessard, da CSIRO, disse que a decisão de batizar a espécie com o nome do vilão da série da HBO foi simples.
“Xuankun é um grande fã de Game of Thrones, e queria agredecer ao programa pelas horas de diversão que havia proporcionado”, disse ele à BBC.
“Esta mosca tem uma série de similaridades com o personagem. Eles dois só podem ser encontrados durante o inverno e têm uma coroa de ‘espinhos’ em sua cabeça. As fêmeas colocam seus ovos em outros insetos, que, quando eclodem, comem o hospedeiro de dentro para fora, os transformando em zumbis ambulantes, como o Rei da Noite.”
Direito de imagemAFPImage captionCientista queria homenagear a série da HBO
“Se algo acontece em uma série de ficção científica ou fantasia, as chances são de que a natureza tenha feito isso primeiro”, acrescentou Lessard.
A paramonovius nighting faz parte de um grupo de moscas que se parecem com abelhas. Os cientistas acreditam que se desenvolveram assim para evitar serem comidas por pássaros, que sabem que as abelhas picam.
Existem mais de 5.200 espécies conhecidas de moscas de abelha em todo o mundo, mas Lessard afirmou ser provável que existam “muitos mais” não documentadas.
Mulheres que têm sangue do tipo O, A, AB ou B negativos precisam ficar atentas na hora de serem mães, alertam especialistas. Caso o parceiro tenha o fator RH positivo e transmita essa característica para o bebê, o organismo da mulher pode rejeitar a criança e produzir anticorpos contra o feto, levando a doenças e até à morte.
— Para que a mãe produza esses anticorpos, o sangue do bebê precisa entrar em contato com o sangue dela. No primeiro trimestre de gestação, a chance disso acontecer é de apenas 3%. No parto, é de 70%. Por isso, na primeira gravidez o bebê não costuma ser afetado, porque os anticorpos só surgem no nascimento — explica o diretor científico do Instituto Brasileiro de Reprodução Assistida, Juliano Scheffer.
Apesar disso, é preciso fazer um acompanhamento especial, através de um exame chamado Coombs indireto. Se houver a suspeita de incompatibilidade, o obstetra pode recomendar uma transfusão de sangue para o bebê, no útero, em casos graves.
Vacina para proteger o segundo filho
Após o nascimento do primeiro filho, é feito o exame de tipo sanguíneo do bebê para saber se ele tem o fator RH positivo. Caso a suspeita seja confirmada, a mãe deve tomar uma vacina que inibe a produção dos anticorpos.
— O tratamento diminuiu a mortalidade, em caso de incompatibilidade com o segundo filho, de 90% para cerca de 30%. Mas essa taxa ainda é alta — afirma Shceffer.
Outro tipo de incompatibilidade que afeta de 10% a 15% dos casais é a chamada isoimunização do sistema ABO: quando a mulher tem sangue de tipo O e o homem de tipo A, B ou AB.
— É uma reação mais branda, com icterícia (olhos amarelados) e anemia leve — diz a diretora do Vida Centro de Fertilidade da Rede D’Or, Maria Cecília Erthal.
Remédio feito com o sangue do marido
Um terceiro problema que leva a abortos repetidos é falta de compatibilidade entre o sangue da mulher e o material genético do marido. Ainda não há causas definidas para a rejeição e o tratamento divide os especialistas.
— É fabricada uma vacina a partir das células de defesa do sangue do homem. Esse medicamento é aplicado na mulher. Chama-se crossmatch. Essa técnica ainda não é completamente aceita pois faltam evidências científicas de sua eficácia — pondera Juliano Scheffer.
A comissão da reforma da Previdência marcou uma sessão para 13h desta quarta-feira (3). Antes, às 11h, está marcada uma reunião com coordenadores das bancadas partidárias para decidir o calendário de votação.
Na terça (2), o relator na comissão, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentou seu voto complementar. Agora a comissão precisa votar o texto, mas ainda não há previsão de que isso ocorra nesta quarta. Depois de votada na comissão, a reforma tem que ser analisada no plenário da Câmara.
Deputados apresentaram ao voto complementar de Moreira 109 destaques (sugestões de alterações).
Desses destaques, a praxe é derrubar os 85 apresentados de forma individual. Ficariam, para análise, os 24 destaques apresentados pelas bancadas. Mas alguns partidos que apoiam a reforma já têm um acerto para que eles não sejam levados à votação, o que pode adiantar a votação, segundo o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).
Voto complementar
No texto apresentado por Moreira, ficaram de fora das novas regras de aposentadoria os servidores estaduais e municipais. O voto complementar incorporou sugestões de parlamentares.
“Eu me preocupei em garantir agora cada vez mais ganhos sociais, de melhoria do sistema de aposentadoria”, declarou o relator.
Samuel Moreira defendeu a possibilidade de incluir estados e municípios novamente na PEC quando ela for analisada pelo plenário.
“Nós criamos condições muito adequadas e boas para os estados e municípios. Eu acho que eles terão cada vez mais o desejo de serem inseridos. E falta muito pouco. E a melhor estratégia é a do Plenário. Porque nós vamos ter a possibilidade de votar o texto principal e poder, a partir da votação do texto principal, com uma demonstração de que governadores — que até agora ainda não gostariam de ter esta reforma, não apoiam essa reforma — eles possam vir a apoiar”, afirmou.
O relator apontou, ainda, que está aberto ao diálogo com as categorias de segurança pública, que querem alterações no texto. Ele, no entanto, ressaltou que o momento da reforma não é “para dar benefícios”.
“Nós estamos num momento de uma reforma que não é para dar benefícios, infelizmente. Vocês acham que eu não queria incluir a guarda municipal, incluir… eu adoraria. Mas não é pra gerar mais gastos. É uma reforma para ajustar o sistema de previdência. Então eu acho que as coisas estão de bom tamanho”, disse.
Categorias da segurança pública, como policiais federais, rodoviários federais e ferroviários federais, querem a mudança em suas regras de aposentadoria previstas inicialmente no texto do relator.
Querem se equiparar, em parte, a regras previstas para os militares das Forças Armadas, estabelecidas em um projeto de lei separado, enviado pelo governo, que também tramita na Câmara.
Policiais militares, bombeiros militares e policiais civis — servidores ligados aos estados — não têm suas regras de aposentadorias previstas no texto da PEC da Previdência. Eles precisam de regras específicas, a serem aprovadas pelas assembleias legislativas de cada estado.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai deixar de aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em papel a partir de 2026.
A transição do papel para o computador vai começar em 2020 com um projeto-piloto para 50 mil candidatos de 15 capitais, explicou Alexandre Lopes, o novo presidente do Inep, em entrevista coletiva a jornalistas em Brasília, na manhã desta quarta-feira (3).
Principais pontos das mudanças anunciadas:
Em 2020, o Enem terá as duas aplicações anuais, além de uma aplicação em formato digital em dois dias de outubro;
A aplicação em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de participantes;
O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores, mas sim usar equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.
Custo estimado em R$ 20 milhões
“As primeiras aplicações digitais serão opcionais”, informou o Ministério da Educação em uma nota distribuída aos jornalistas, explicando que a estimativa de custo do projeto-piloto é de R$ 20 milhões.
“Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel”, diz o comunicado, enfatizando que, “em caso de problemas logísticos na aplicação digital, o participante poderá participar da reaplicação”.
Na primeira aplicação do piloto, as 50 mil vagas serão preenchidas por ordem de chegada dos inscritos que optarem por participar dela no ato de inscrição.
“A gente acha que vai ter fila de espera para fazer o primeiro piloto. O nosso objetivo é fazer com 1% no primeiro piloto”, afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.
O processo de inscrição será o mesmo para todos os candidatos, assim como o valor da taxa.
Aumento gradual de aplicações
Segundo Lopes, na edição de 2020, o Enem terá três aplicações, ao contrário das duas que ocorrem todo ano – uma regular e uma reaplicação para candidatos de locais de provas que enfrentaram problemas logísticos, na mesma data do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL).
“Ano que vem, 2020, teremos três aplicações do Enem, a regular em papel, a reaplicação e mais uma data de prova, o Enem digital, para 50 mil pessoas”, explicou Alexandre Lopes, presidente do Inep.
“Em 2021 [o Enem digital] continua sendo opcional, com duas provas digitais, além da aplicação regular. De 2022 a 2025 a gente vai aumentando a quantidade de provas ao longo do ano, atingindo quatro provas por ano”, disse Lopes sobre o escalonamento do Enem digital no período de transição. Em 2026, não haverá mais Enem aplicado em papel.
Datas do Enem 2020 definidas
O Enem digital em formato piloto em 2020 acontecerá nos dias 11 e 18 de outubro do ano que vem. Já o Enem regular acontecerá em 1º e 8 de novembro de 2020.
A reaplicação para os dois modelos acontecerá em dezembro.
Segurança
O ministro da Educação afirmou que a segurança do processo digital será garantida pelo Inep, e explicou que, atualmente, o processo de execução do Enem já é quase todo feito digitalmente. “A parte da aplicação é analógica, todo o resto é passado no computador”, disse Weintraub.
“O bandido, principalmente um bandido sofisticado, ele é um agente racional. Se é um louco, não tem capacidade de fazer uma fraude dessa. E um agente racional considera a relação risco-retorno”, afirmou ele.
O ministro ressaltou que tentativas de fraude seriam hipoteticamente mais fáceis na hora de atribuir a nota final de um candidato, com mudanças feitas diretamente no sistema, e não durante a aplicação do exame.
Bolsonaro não viu a prova do Enem 2019
Questionado durante a entrevista coletiva, Weintraub afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não teve acesso à prova do Enem 2019 – segundo o Inep, a mídia digital contendo o conteúdo desta edição foi entregue à gráfica na última sexta-feira (28), e a impressão será feita neste mês.
“Eu não li a prova, o presidente não leu, e o Camilo [Mussi] não leu”, disse o ministro da Educação, confirmando, em seguida, que Alexandre Lopes, recém-empossado presidente do Inep, tampouco teve acesso às questões que serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro.
“Não adianta pedir uma dica pra nenhum dos quatro, porque a gente não tem ideia do que tem nas questões. Antes da aplicação eu não pretendo ler. Ninguém vai ler, salve uma hecatombe nuclear. Eu tenho uma base estatística forte, então, zero probabilidade.” – Abraham Weintraub, ministro da Educação
A Polícia Civil está investigando um caso de exploração sexual de quatro meninas no distrito de União Bandeirantes, em Porto Velho. Na última semana, uma mulher de 39 anos foi presa após uma das garotas que haviam sido aliciadas por ela conseguir fugir do bar onde eram mantidas presas e faziam programas. O caso está sendo investigado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
A adolescente de 16 anos, que conseguiu fugir, foi até a Polícia Militar (PM) do distrito e contou que é do estado do Acre e foi aliciada com outras duas amigas com a promessa de ter alimentação, moradia e o transporte até o distrito pagos pela dona do bar.
Quando chegaram no local, as jovens foram surpreendidas por regras rígidas na casa de prostituição. Ao G1, a delegada da DEPCA, Janaína Xander, contou que uma das regras era a proibição das adolescentes saírem da casa. Se saíssem, tinham que pagar uma multa à aliciadora.
“Lá elas não podiam deixar o ambiente. Tudo era cobrado uma multa para mantê-las sob controle naquela situação de exploração”, disse.
Ainda segundo o registro policial, uma das menores contou que fez cinco programas e todo o dinheiro foi recolhido pela mulher por uma dívida que ela cobrava da jovem.
Revoltada com as regras impostas pela exploradora, a menina fugiu e avisou os policiais, que foram até o local e encontraram as outras três garotas que eram mantidas presas. Elas afirmaram ter idade entre 13 e 16 anos.
Uma delas, segundo a polícia, estava consumindo bebida alcoólica, no bar que funcionava junto à casa onde as meninas faziam os programas, quando os militares chegaram.
A dona do bar, que aliciou as meninas, foi presa e levada à Central de Polícia em Porto Velho. Ela continua presa. As quatro adolescentes estão em um abrigo para menores na capital.
Durante essa semana deve acontecer a escuta especializada das garotas, feita por psicólogo e assistente social, para que não haja revitimização das jovens ao relatar as violências que sofriam.
“O próximo passo é fazer a escuta especializada dessas garotas, para saber se além dessa situação de exploração sexual, se elas não sofreram mais nenhum crime, localizar a família delas e saber como elas saíram de casa e chegaram lá”, explicou Janaína Xander.
Nos próximos dias, o resultado das investigações da Polícia Civil deve ser enviado ao Ministério Público para continuidade do processo e oferecimento da denúncia à Justiça.
A delegada relembra a importância das denúncias nesses casos, para que a polícia aja impedindo esse tipo de crime.
“Quem tiver informações de casas de prostituição, exploração sexual, faça a denúncia, pode ser no disque 100 (Ministério dos Direitos Humanos), no 197 (Polícia Civil), mas quando fizer a denúncia, dê maiores detalhes”, pede a delegada.
Produtores de Vilhena (RO), na região do Cone Sul, estão colhendo café clonal pela primeira vez no município. De acordo com a Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), a cidade não tem tradição de produzir o grão, mas a colheita está mostrando que é possível inserir a cultura nas propriedades.
O produtor João Batista Chagas, de 33 anos, produz hortaliças e, há dois anos, aceitou o desafio da Emater-RO de plantar café clonal. Ele conta que tinha vontade de trabalhar com o café, mas acreditava que as características de Vilhena, como o solo e o clima, impossibilitavam a produção.
“Pensei que Vilhena não dava café. Quando plantei as 5 mil mudas, achavam que eu era doido. E agora, a gente viu que é possível produzir café aqui. Se continuar assim, penso em deixar as hortaliças”, explica João.
O produtor João Aparecido Barboza, de 58 anos, trabalha com hortaliças há mais de 10 anos e está vendo no café clonal uma nova possibilidade de cultura. Ele plantou 1 mil mudas da espécie. “Tem que adubar bem a terra, mas produzimos bem. Agora vamos avaliar sobre as nossas produções”, diz.
Café deve ser beneficiado em Cacoal (RO) — Foto: Eliete Marques/G1
Conforme a Emater-RO, ao todo, são cerca de 40 hectares de café plantados na cidade; 30 deles da espécie clonal. Embora seja uma produção pequena, a associação acredita que a colheita está servindo para “quebrar paradigmas” na cidade.
“Havia uma tradição de que o município de Vilhena não poderia produzir café, por causa do clima, solo e altitude. Mas mudanças no sistema de produção, entre elas, adubações mais profundas, mostram que é possível. Estamos conseguindo, aos poucos, demonstrar que esse café pode ter muita produtividade”, enfatiza o engenheiro agrônomo Maciel Lemos.
Segundo a Emater-RO, nesta colheita, a média de produção está sendo de 50 sacas por hectare. O grão deve ser beneficiado em Cacoal (RO), pois Vilhena ainda não tem estrutura para o processo.
“Esta colheita são de plantas com dois anos. No terceiro ano, acreditamos em 100 sacas por hectare. Ano que vem a expectativa é que as áreas de café cresçam exponencialmente no município”, enfatiza o engenheiro.
Segundo Emater, expectativa é de crescimento de áreas plantadas em Vilhena — Foto: Maciel Lemos/Emater
Uma pesquisa feita em conjunto por vários órgãos de saúde revelou que 93% dos poços escavados estão com água contaminada por coliformes totais em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Os dados também apontaram que 67% dos poços estão contaminados pela bactéria escherechia coli. Os resultados da pesquisa foram divulgados pela Agência Municipal de Regulação (AMR), na segunda-feira (1°).
A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), AMR e Vigilância de Saúde do município, sendo realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Agência de Vigilância de Saúde (Agevisa) de Rondônia.
Ao todo, 30 amostras de água foram coletadas no município, entre os dias 24 e 25 de junho, sendo 15 amostras de água provenientes do sistema de fornecimento de água tratada e 15 amostras provenientes de poços escavados.
Ao todo, foram coletadas 30 amostras: 15 de poços escavados e 15 de sistema de água tratada. — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução
O técnico de qualidade de água da Funasa, Sirlei Gomes de Lima, explicou como foi feito o procedimento para a constatação da presença de bactérias na água.
“Submetemos essas amostras a um produto reagente e os deixamos na encubadora durante 24 horas. As amostras ficaram na temperatura de 35°C, que é a temperatura ideal para o crescimento de bactérias. As que existiam algum micro-organismo apresentaram coloração azulada e as que não existiam permaneceram da mesma forma que foi colocada”, explicou.
Para o técnico de qualidade, o resultado das amostras é assustador para a população em geral que utiliza a água dos poços escavados para consumo, sendo uma situação encontrada em todo o estado, nos locais que não possuem obras de esgotamento sanitário e rede de água tratada.
Conforme resultado, 93% dos poços possuem coliformes totais e outras 67% possuem escherechia coli. — Foto: AMR Ariquemes/Reprodução
De acordo com o resultado, 14 amostras coletadas nos poços escavados possuem os coliformes totais, representando um total de 93%. Outras 10 amostras possuem a bactéria escherechia coli, equivalente a 67%. Já as amostras provenientes do fornecimento de água tratada não apresentavam nenhuma das bactérias.
Para evitar a contração de doenças, Sirlei Gomes alertou a população para não consumirem a água dos poços escavados, assim como não utilizar os poços como fossas.
“A recomendação do Ministério da Saúde é de que as pessoas mudem alguns hábitos para evitarem que fiquem doentes, como abandonar esses poços escavados que estão com água imprópria para o consumo humano e não o utilize como fossa, pois contaminará todo o lençol freático, causando um risco para a saúde pública”, alertou.
Os micro-organismos encontrados, causam infecções gastrointestinais, urina e de boca, com sintomas que vão de diarreia, dores abdominais e vômito até febre. O risco é maior para pessoas com baixa imunidade, como crianças, idosos e quem está passando por algum tratamento de saúde.
O governo do Estado do Acre recebeu da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) a doação de um helicóptero modelo AS 350 B2 (Esquilo) para ser utilizado em missões de combate ao crime e no transporte de pacientes em locais isolados. A aeronave possui duas turbinas e tem capacidade para transportar quatro passageiros e dois tripulantes.
A aquisição do moderno helicóptero foi liderada pelo governador Gladson Cameli. O gestor acreano não mediu esforços para garantir a doação ao mostrar que a aeronave é de extrema importância para o Acre, principalmente, por conta de suas peculiaridades geográficas.
“Fomos oficialmente informados da aquisição sem nem um custo de um novo helicóptero que atenderá as nossas secretarias, principalmente a Saúde e Segurança Pública. Essa aeronave vai ajudar a combater o crime organizado e também terá a utilidade de serviço de resgate aéreo”, ressaltou Cameli.
A doação foi confirmada, oficialmente, no fim de junho. A partir de agora iniciam-se os trâmites legais para a conclusão da doação do helicóptero. A expectativa é de que a aeronave esteja sobrevoando os céus acreanos até o fim do segundo semestre de 2019.
“Quero agradecer ao secretário Nacional de Segurança Pública, Guilherme Theópançahilo, e ao governo federal que atenderam prontamente ao nosso pedido e isso é uma grande conquista para o Estado porque essa aeronave irá nos trazer inúmeros benefícios”, enfatizou.
Esta é a segunda aeronave doada ao governo do Acre somente este ano. Em fevereiro, a Polícia Rodoviária Federal cedeu um avião bimotor Sêneca III com capacidade para sete passageiros e um tripulante ao Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
O ministro da Justiça, Sergio Moro, não reconheceu a autenticidade dos diálogos com procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Moro participa de audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para esclarecer as mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil. As mensagens, segundo o Intercept, indicam que Moro orientou o trabalho do Ministério Público Federal.
Na declaração inicial, Moro defendeu o trabalho da Lava Jato. Afirmou nunca ter agido de forma ilegal. Segundo ele, o ataque a celulares de autoridades é criminoso e busca prejudicar o resultado das investigações.
Ainda de acordo com o ministro, “alguém com muitos recursos” está por trás dos ataques de hackers aos celulares de procuradores que deram origem aos áudios do Intercept Brasil. Ele disse acompanhar as investigações da Polícia Federal como “vítima”.
“Alguém com recursos porque não é a tentativa de ataque de um celular, mas a tentativa de ataque de vários, em alguns casos, talvez, com sucesso, o que não parece corresponder a atividade de um adolescente com espinha na frente de um computador”, afirmou Moro.
Um dos autores do requerimento de convite, o deputado Darcisio Perondi (MDB-RS) saiu em defesa do ministro e exaltou o Parlamento. “Vinda do ministro reflete o saudável exercício da democracia, pois permite a explicação dos vazamentos criminosos”, disse o vice-líder do governo.
Nesta audiência, o clima é de animosidade, bem diferente da reunião realizada no Senado em 19 de junho. Na ocasião, Moro negou conluio com procuradores, mas foi tratado com mais cordialidade pelos senadores, inclusive os oposicionistas.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) definiu a Lava Jato como uma farsa. Reclamou da mensagem em que o então juiz federal aconselhou o Ministério Público a não investigar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Disse que as delações premiadas foram escolhidas seletivamente, o que desmoraliza o combate à corrupção. “O país está vivendo uma farsa no Palácio do Planalto”, encerrou.
Final de campeonato
Antes do início da audiência, o clima era de final de campeonato. No lado de fora, manifestantes se dividiam entre palavras de apoio ao ministro e atos em desagravo.
Dentro da Comissão de Constituição e Justiça, petistas e governistas trocavam provocações. Presidente do colegiado, o deputado Fernando Francischini (PSL-PR) anunciava o sumiço dos óculos de Perpétua Almeida (PCdoB): “Pessoal, a deputada Perpétua perdeu seus óculos”.
Os pedidas aproveitaram para ironizar o ministro: “Manda um telegram para o Moro, Perpétua”. O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), reagiu na hora: “Manda um telegram para o Lula. Se querem provocar, então vamos provocar”. O ex-presidente Lula está preso em Curitiba, após condenação no âmbito da Operação Lava Jato.
Moro comparece à Câmara para falar sobre vazamento de diálogos com procuradores da Operação Lava Jato divulgados pelo site Intercept. Mensagens reveladas pelo veículo indicam troca de colaboração entre Moro, então juiz federal, e Deltan Dallagnol, procurador e coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Segundo a lei, o juiz não pode auxiliar ou aconselhar nenhuma das partes do processo.