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quinta-feira, abril 9, 2026
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Ministro da Educação envia carta a escolas do Brasil

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A carta diz o seguinte:

“Brasileiros! Vamos saudar o Brasil dos novos tempos e celebrar a educação responsável e de qualidade a ser desenvolvida na nossa escola pelos professores, em benefício de vocês, alunos, que constituem a nova geração. Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!”.

No e-mail em que a carta foi enviada, pede-se ainda que, após a sua leitura, professores, alunos e demais funcionários da escola fiquem perfilados diante da bandeira do Brasil, se houver na unidade de ensino, e que seja executado o Hino Nacional.

Para os diretores que desejarem atender voluntariamente o pedido do ministro, a mensagem também solicita que um representante da escola filme (com aparelho celular) trechos curtos da leitura da carta e da execução do hino. E que, em seguida, os vídeos sejam encaminhados por e-mail ao MEC (imprensa@mec.gov.br) e à Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República (secom.gabinete@presidencia.gov.br). Os vídeos devem ter até 25 MB e a mensagem de envio deve conter nome da escola, número de alunos, de professores e de funcionários.

Após o recebimento das gravações, será feita uma seleção das imagens com trechos da leitura da carta por um representante da escola. Antes de qualquer divulgação, será solicitada autorização legal da pessoa filmada ou de seu responsável.

A atividade faz parte da política de incentivo à valorização dos símbolos nacionais.

Visando economicidade, Assembleia Legislativa revisa contratos e cancela serviços

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A atual Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, com apoio dos deputados estaduais, tomou a decisão de revisar e analisar minuciosamente cada contrato em vigor e também de cancelar os serviços que não julga essenciais para o funcionamento da Casa.

A medida visa gerar economicidade, sem prejudicar o exercício do mandato parlamentar, mas se adequando à atual realidade financeira, com a redução de gastos. Inicialmente, já foram definidos os cortes nos serviços de telefonia fixa e pacote de serviços de modem com internet móvel. O contrato vence em abril e não deverá ser renovado.

“Estamos analisando cada contrato, cada serviço, para que possamos readequar à nossa realidade financeira. O momento atual exige que cada gestor tome medidas duras e, com o apoio de todos os parlamentares, determinamos prioridade nessa importante ação, que vai implicar em redução de custos”, explicou o presidente Laerte Gomes (PSDB).

Despesas de aluguel estão sendo reduzidas, com o novo prédio em funcionamento e o aproveitamento da sede anterior do Legislativo para abrigar a Escola do Legislativo, por exemplo. O serviço de internet também está sendo revisto e a ordem é reduzir gastos com telefone móvel, combustível, energia elétrica e outras despesas cotidianas.

Outro convênio que está sendo analisado é a parceria entre a Assembleia e o Centro Integrado Escola Empresa (CIEE), que assegura a contratação de estagiários, oriundos de diversos cursos superiores. Previamente, foram verificados alguns pontos que diferem dos convênios semelhantes entre o CIEE e o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, por exemplo.

Projeto criminaliza porte de arma de brinquedo usada em ação criminosa

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A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) irá analisar o projeto de lei (PL 991/2019), que criminaliza, com pena de um a três anos de detenção, o porte de arma de brinquedo, simulacro ou réplica de arma de fogo usados como meio de intimidação. O projeto, que altera o parágrafo único do artigo 14 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826, de 2003), é de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES) e aguarda o recebimento de emendas na CCJ, onde será analisado em caráter terminativo.

De acordo com o texto, quem portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder — ainda que gratuitamente —, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de brinquedo, simulacro ou réplica de arma de fogo, capaz de atemorizar alguém, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar, estará sujeito à pena de detenção de um a três anos e ao pagamento de multa.

Embora o Estatuto do Desarmamento proíba expressamente a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros que possam se confundir com armas de fogo, Contarato observa que o poder público não tem sido capaz de coibir de forma eficiente a proliferação desses objetos que, embora não sejam dotados de potencialidade lesiva, podem representar séria ameaça à vida e à integridade física.

“Logo, ante a patente omissão estatal no combate ao fabrico e a entrada de tais instrumentos proibidos no território nacional, vários indivíduos têm aplicado tais ferramentas com a finalidade de cometer crimes das mais variadas espécies, em especial o roubo e a ameaça, fato esse que tem causado imensa sensação de insegurança na vida cotidiana da população. Tais instrumentos são tão parecidos com armamentos reais que chegam até mesmo a confundir experientes policiais em suas abordagens, o que, infelizmente, tem causado a morte de muitos indivíduos que portam esses itens com ou sem a finalidade de cometer delitos”, observa o autor do projeto.

Pena razoável

Contarato explica que o projeto não pretende coibir a prática esportiva ou recreacional relacionada a itens que remetem a armas de fogo, visto que o Estado não pode interferir na liberdade do indivíduo de forma desarrazoada, conforme estabelece o artigo 5º da Constituição Federal.

“É necessário deixar claro que o objetivo da presente inovação legislativa tem o escopo de tripla proteção. Isso porque salvaguarda a coletividade contra a prática de conduta que gera grave temor social; mantém incólume a vida daquele que, mesmo sem intenção delituosa, esteja portando o objeto e, nessa circunstância, corra o risco de ser confundido com um autor de crime, vindo a ser neutralizado por agentes policiais; e traz maior segurança às autoridades policiais no cumprimento de seus deveres legais”, observa o autor da proposição.

No que tange à atual redação do parágrafo único do artigo 14 do Estatuto do Desarmamento, que dispõe ser inafiançável o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, Fabiano Contarato diz ser oportuna a alteração do texto normativo, uma vez que o dispositivo já foi considerado inconstitucional no julgamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3112) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesse aspecto, o fundamento adotado pela Corte foi no sentido de que a proibição de estabelecimento de fiança para o delito é desarrazoada, por ser crime de mera conduta, que não se equipara aos crimes que acarretam lesão ou ameaça de lesão à vida ou à propriedade. Dessa forma, demonstra-se adequado alterar a redação do inciso para comportar a nova tipificação penal”, conclui Fabiano Contarato.

Jogador leva CHUTE no ROSTO e sai desfigurado

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O confronto entre Altos e River-PI, pela 7ª rodada do Campeonato Piauiense, teve um lance que marcou a carreira do meia Humberto, do Altos. O jogador levou um chute no olho direito com apenas 15 minutos de jogo, desmaiou no gramado e ficou com o rosto desfigurado após o choque, precisando de atendimento médico após a partida.

“Eu não lembro, parece que apaguei no lance. Disseram que foi o Biro Biro, ele foi tirar a bola e acabou me acertando. Não lembro de muita coisa. Fiz a tomografia aqui em Altos e não deu nada, vou agora a Teresina para fazer um tratamento melhor lá”, disse o jogador.

Biro Biro, do River-PI, tentou afastar a bola com uma bicicleta, mas atingiu o rosto de Humberto, que deixou o gramado e foi levado ao Hospital Municipal José Gil Barbosa para exames. Segundo o médico do Altos, Humberto deixou o gramado com uma concussão, mas a tomografia não apontou fraturas na região. O atleta segue em observação.

Vice-Presidente diz que é possível a Venezuela voltar a democracia

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Guaidó sugere considerar todos cenários para restabelecer a democracia

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Na reunião do Grupo de Lima, em Bogotá, na Colômbia, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino da Venezuela, apelou hoje (25) para que sejam considerados todos os “cenários internacionais possíveis” para restabelecer a democracia, a liberdade, os direitos civis e retire do poder o presidente venezuelano, Nicolás Maduro. O pedido ocorre no momento em que são apresentadas soluções, como sanções econômicas e intervenção externa.

“É o momento, irmãos e irmãs, de atuar construindo essa capacidade com todos os cenários internacionais possíveis com respeito à Constituição venezuelana para poder cessar essa situação dramática”, afirmou Guaidó, primeiro representante da Venezuela a participar de uma reunião do Grupo de Lima, criado em 2017 e que reúne 14 países.

Guaidó acrescentou que o momento exige firmeza e não sutileza. “Não dá para ser sutil com os termos devido o tamanho da crise. A tragédia hoje se agrava”, destacou o interino, lembrando que mais de 60 líderes de países o apoiam.

Pressão

O presidente interino disse que o caminho para a transição democrática na Venezuela é o pacífico. “A pressão e o cerco diplomático estão apenas começando”, ressaltou. “A pressão por reconstruir a democracia, a liberdade, está apenas começando por parte de uma região determinada disposta a por força para recuperar valores fundamentais.”

Guaidó afirmou que o movimento de resistência de Maduro envolve um esquema criminoso e armado. “O custo hoje é do regime utilizar suas últimas linhas de defesa porque não tem mais a lealdade de muitos dos seus militares. Utilizaram presos, coletivos armados, paramilitares urbanos para massacrar a população.”

Para o presidente interino, o processo de transição está em curso. “A transição é um fato na Venezuela”, disse. “Queremos uma transição pacífica com geração de emprego. De uma esperança que nasceu na Venezuela para não morrer.”

Sadismo

O interino classificou como “sadismo” o incêndio provocado em dois caminhões que cruzavam a ponte partindo de Cúcuta (Colômbia) para Ureña (Venezuela) levando remédios e alimentos à população. “É sádico queimar alimentos e remédios na frente de pessoas que precisam”, resumiu.

Para Guaidó, apesar das dificuldades envolvendo a ajuda humanitária internacional, o esforço não foi em vão. “O mundo viu quem bloqueia a saída pacífica e democrática”, disse. “Tentaram vender um falso de dilema: de esquerda ou de direita. Esse é um problema de direitos fundamentais. Respeito à liberdade privada.”

O interino enfatizou que a ajuda humanitária “foi uma tentativa de salvar vidas na Venezuela”. A passagem da fronteira foi fechada, na semana passada, por ordem de Maduro. “Estamos pedindo ajuda e cooperação para continuar nessa pressão necessária para que o regime vem resistindo.”

Roraima decreta estado de calamidade pública na saúde

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O governador eleito de Roraima e interventor, Antônio Denarium, acompanhado do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, fala à imprensa, após reunião com o presidente Michel Temer, sobre a intervenção federal em Roraima.

O governador de Roraima, Antonio Denarium,  assinou decreto de calamidade pública na saúde, a ser publicado hoje (25) no Diário Oficial do estado, segundo a assessoria de imprensa do governo.

A decisão foi motivada pelo agravamento dos conflitos na fronteira com a Venezuela, o que elevou o número de atendimentos no Hospital Geral de Roraima (HGR), principal unidade da rede e a única a realizar procedimentos de alta complexidade.

Por meio de nota, o governo de Roraima informou que, nas últimas 36 horas, 18 pacientes venezuelanos em estado grave foram atendidos no hospital. Destes, 13 precisaram passar por procedimento cirúrgico, sobrecarregando as unidades de terapia intensiva, o setor de trauma e a ocupação de leitos.

“Já estávamos com situação crítica no setor da saúde em Roraima. A partir dos conflitos na Venezuela, esse problema se agravou”, disse o governador.

Com a publicação do decreto, o governo espera ter mais facilidade em compras emergenciais de medicamentos e de materiais médico-hospitalares. O estado analisa ainda a possibilidade de contratação de leitos hospitalares privados para deixar como retaguarda, caso haja necessidade.
“Entendemos que a capacidade de atendimento da saúde ficou sobrecarregada. Não sabemos o que pode acontecer de agora em diante e estamos nos prevenindo para não deixar ninguém desassistido”, disse Denarium.

Apoio federal

Além da instituição de calamidade pública na saúde, o governador busca apoio do governo federal para enfrentar a situação.

O estado informou já ter entrado em contato com o Ministério da Saúde, Ministério da Defesa, a Casa Civil e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Uma das opções estudadas, segundo o governador, é levar, diretamente de Brasília, material médico-hospitalar – pelo menos até que as compras sejam normalizadas.

O Exército encaminhou, até o momento, sete ambulâncias ao estado. Ao todo, 12 veículos estão disponíveis e cinco estão de sobreaviso, preparados para fazer o transporte de pacientes. A equipe de médicos e enfermeiros no HGR e no hospital de Pacaraima, segundo a assessoria de imprensa do governo de Roraima, também foi reforçada.

Fronteira

Outra preocupação do governo de Roraima é o provável crescimento do número de imigrantes entrando no Brasil via Roraima, após a reabertura da fronteira.

“Precisamos lembrar que a fronteira está fechada há alguns dias e o fluxo de venezuelanos entrando em Roraima era de aproximadamente 500 por dia. Com a abertura da fronteira nos próximos dias, deve haver um aumento substancial desse número e isso, consequentemente, vai aumentar a demanda por saúde no estado”, finalizou o governador.

Tecnologia 5G chega com muitas promessas e o risco de decepcionar

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Ela é a grande protagonista nos salões do Mobile World Congress (MWC) de Barcelona: após anos falando-se sobre ela, a tecnologia 5G tornou-se uma realidade, embora seja aconselhável que o público consumidor espere para para ver seus efeitos.

A quinta geração de tecnologia móvel é uma promessa de rapidez e de melhora do tempo de resposta graças ao uso de ainda mais banda larga e à associação de novas tecnologias que devem permitir um melhor funcionamento da rede.

No entanto, algumas vozes da indústria, como a sueca Ericsson, advertem que este acúmulo de promessas pode gerar grandes expectativas no grande público que não serão cumpridas com a capacidade das primeiras redes.

Segundo um estudo da Ericsson ConsumerLab apresentado no fim de 2018, uma das principais esperanças é que o 5G ofereça uma velocidade de conexão muito superior ao 4G desde suas primeiras implementações.

“Só estamos no começo”, alerta Yannick Sadowy, diretor-geral para meios e telecomunicações na Accenture.

“Promete-se tempo (de conexão) real e muito pouca latência, mas isto só será realidade em 2023 ou 2025”, acrescenta.

“Será uma tecnologia revolucionária mas no longo prazo, vai levar tempo para ver tudo que permitirá fazer com um smartphone, mas nos surpreenderá”, diz Dexter Thilien, analista na Fitch Solutions.

“O risco de decepção existe”, afirma Stéphane Téral, diretor executivo de pesquisa na indústria móvel na IHS Markit. “Isto que apresentamos hoje é uma espécie de 4G++, faz-se muito barulho para pouca coisa no fim das contas”.

Thomas Coudry, analista de telecomunicações para a Bryan, Garnier & Co, concorda: “Quando vemos os serviços existentes hoje em dia, com um bom nível de cobertura 4G, o interesse do 5G não é evidente. E é difícil identificar neste momento os futuros serviços que surgirão com o 5G”.

– Operadoras são prudentes –

A lista de serviços prometidos com o 5G é longa: envios a domicílio com drones, cinema de realidade virtual, robôs conectados e até mesmo a possibilidade de fazer ligações com hologramas.

Mas muitas destas aplicações não são imediatas, considera Stéphane Téral, porque “para tê-las, seria necessária uma rede cuja implementação custaria uma fortuna com um retorno incerto sobre o investimento”.

“Não vimos tantas promessas por parte das operadoras”, aponta Dexter Thillien. “Nos Estados Unidos pode ser que sim, mas na Europa as operadoras parecem ter aprendido com os erros no lançamento do 3G”.

Na época, a promessa de uma internet móvel demorou anos para ser realizada e o celular adaptado, o primeiro iPhone em 2007, só saiu três anos depois do lançamento das redes na Europa.

Esta vez, a implementação será progressiva, explica Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, a associação mundial das operadoras que organiza o MWC.

“Só 15% das conexões no mundo serão feitas em 5G em 2025, vai continuar sendo uma tecnologia relativamente limitada”, insiste.

Por enquanto, as redes começam a funcionar e os primeiros telefones compatíveis são muito caros, de modo que as operadoras não têm muitos motivos para impulsar o marketing.

“No curto prazo, o principal interesse do 5G para as operadoras será absorver o crescimento do volume e do tráfego a um custo marginal inferior ao do 4G”, chegando inclusive a custar a metade, conclui Thomas Coudry.

O grande público, portanto, deverá aguardar pacientemente a chegada de novos serviços realmente inovadores.

Bolsonaro e Forças Armadas avaliam situação na fronteira com Venezuela

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A situação na fronteira do Brasil com a Venezuela foi assunto de reunião hoje (25), no Palácio do  Planalto, entre o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e os quatro comandantes das Forças Armadas.

O encontro ocorreu após um fim de semana de tensão e conflitos em Pacaraima, Roraima, na fronteira​ do Brasil​ com a Venezuela, e a tentativa frustrada de envio de ajuda humanitária do governo federal ao país vizinho, que enfrenta crise de abastecimento.

​Ao deixar o Palácio do Planalto​, o​ chefe de Logística e Mobilização do Exército, general Laerte de Souza Santos, ​disse que a ajuda humanitária do Brasil pro​ssegue na fronteira, por meio da Operação Acolhida​. Além de Azevedo, estiveram na reunião os comandantes da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior; do Exército, general Edson Leal Pujol; da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez; e do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, interino, almirante Cláudio Portugal de Viveiros

Enquanto isso, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, estão em Bogotá, na Colômbia. Eles participam de encontro do Grupo de Lima, formado por países das Américas para tratar do acirramento da crise na Venezuela.

Lava Jato aponta erro material em sentença contra Lula

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O Ministério Público Federal apontou “omissões e contradições por erro material” na sentença da juíza federal Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal, contra o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato. A magistrada condenou o petista, em janeiro passado, a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no processo do sítio de Atibaia.

Segundo a Procuradoria da República, Lula foi denunciado por dez crimes de corrupção passiva. “Em alguns pontos da sentença houve menção à prática do crime de corrupção ativa por Luiz Inácio Lula da Silva”, relatou a Lava Jato. “Tratando-se de mero erro material, o Ministério Público Federal requer seja essa contradição retificada, para que passe a constar o crime de corrupção passiva.”

Na manifestação, os procuradores apontaram uma “omissão na parte dispositiva da sentença”. “Embora no mérito, a sentença proferida mencione a absolvição de Agenor Medeiros, José Adelmário Pinheiro Filho e Luiz Inácio Lula da Silva, em relação aos crimes de corrupção ativa e passiva em razão dos contratos do Gasoduto Pilar-Ipojuca e GPL Duto Urucu-Coari, deixou de fazê-lo na parte dispositiva”, indicaram. “Requer o Ministério Público Federal seja suprida a omissão da r. sentença para fins de inclusão da absolvição dos réus quanto às imputações feitas em relação a esses dois contratos.”

O petista foi sentenciado por supostamente receber R$ 1 milhão em propinas referentes às reformas do imóvel, que está em nome de Fernando Bittar, filho do amigo de Lula e ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. A Lava Jato afirma que o sítio passou por três reformas: uma sob comando do pecuarista José Carlos Bumlai, no valor de R$ 150 mil, outra da Odebrecht, de R$ 700 mil e uma terceira reforma na cozinha, pela OAS, de R$ 170 mil, em um total de R$ 1,02 milhão. Lula nega ter cometido qualquer irregularidade.

A pena imposta por Gabriela Hardt é maior do que a estabelecida pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Em julho de 2017, o então magistrado da Lava Jato condenou o ex-presidente no caso triplex a 9 anos e seis meses de prisão, pena depois ampliada para 12 anos e um mês pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o tribunal de apelações da Lava Jato.

No dia em que Lula foi condenado, sua defesa se manifestou desta forma:

“A defesa do ex-presidente Lula recorrerá de mais uma decisão condenatória proferida pela 13ª Justiça Federal de Curitiba que atenta aos mais basilares parâmetros jurídicos e reforça o uso perverso das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, prática que reputamos como ‘lawfare’”, diz o texto.

“A sentença segue a mesma linha da sentença proferida pelo ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem ele ter praticado qualquer ato de ofício vinculado ao recebimento de vantagens indevidas, vale dizer, sem ter praticado o crime de corrupção que lhe foi imputado. Uma vez mais a Justiça Federal de Curitiba atribuiu responsabilidade criminal ao ex-presidente tendo por base uma acusação que envolve um imóvel do qual ele não é o proprietário, um ‘caixa geral’ e outras narrativas acusatórias referenciadas apenas por delatores generosamente beneficiados.”

“A decisão desconsiderou as provas de inocência apresentadas pela Defesa de Lula nas 1.643 páginas das alegações finais protocoladas há menos de um mês (07/01/2019) – com exaustivo exame dos 101 depoimentos prestados no curso da ação penal, laudos técnicos e documentos anexados aos autos. Chega-se ao ponto de a sentença rebater genericamente a argumentação da defesa de Lula fazendo referência a ‘depoimentos prestados por colaboradores e co-réus Leo Pinheiro e José Adelmário’, como se fossem pessoas diferentes, o que evidencia o distanciamento dos fundamentos apresentados na sentença da realidade”.

“Ainda para evidenciar o absurdo da nova sentença condenatória, registra-se que:

– Lula foi condenado pelo ‘pelo recebimento de R$ 700 mil em vantagens indevidas da Odebrecht’ mesmo a defesa tendo comprovado, por meio de laudo pericial elaborado a partir da análise do próprio sistema de contabilidade paralelo da Odebrecht, que tal valor foi sacado em proveito de um dos principais executivos do grupo Odebrecht (presidente do Conselho de Administração); esse documento técnico (elaborado por auditor e perito com responsabilidade legal sobre o seu conteúdo) e comprovado por documentos do próprio sistema da Odebrecht foi descartado sob o censurável fundamento de que ‘esta é uma análise contratada por parte da ação penal, buscando corroborar a tese defensiva’ – como se toda demonstração técnica apresentada no processo pela defesa não tivesse valor probatório;

– Lula foi condenado pelo crime de corrupção passiva por afirmado ‘recebimento de R$ 170 mil em vantagens indevidas da OAS’ no ano de 2014 quando ele não exercia qualquer função pública e, a despeito do reconhecimento, já exposto, de que não foi identificado pela sentença qualquer ato de ofício praticado pelo ex-presidente em benefício das empreiteiras envolvidas no processo;

– foi aplicada a Lula, uma vez mais, uma pena fora de qualquer parâmetro das penas já aplicadas no âmbito da própria Operação Lava Jato – que segundo julgamento do TRF4 realizado em 2016, não precisa seguir as ‘regras gerais’ – mediante fundamentação retórica e sem a observância dos padrões legalmente estabelecidos.

Em 2016 a defesa demonstrou perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU a ocorrência de grosseiras violações às garantais fundamentais, inclusive no tocante à ausência de um julgamento justo, imparcial e independente. O conteúdo da sentença condenatória proferida hoje somente confirma essa situação e por isso será levada ao conhecimento do Comitê, que poderá julgar o comunicado ainda neste ano – e eventualmente auxiliar o país a restabelecer os direitos de Lula”.

Assina a nota o advogado Cristiano Zanin Martins.

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