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quinta-feira, junho 25, 2026
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Defesa Civil reconhece emergência em seis cidades do Acre

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Emergência no Acre com rio cheio avançando sobre área urbana
Rio Acre registra cheia próxima a bairros urbanos durante período de fortes chuvas no estado

Emergência no Acre foi reconhecida oficialmente em seis municípios após o avanço das cheias dos rios e o impacto direto das chuvas sobre comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas. Segundo a Agência Brasil, cerca de 40 mil pessoas foram afetadas pelas inundações registradas no estado neste mês.

A medida foi tomada pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, que publicou a Portaria nº 1.188 no Diário Oficial da União nesta terça-feira (14). Com isso, as prefeituras atingidas podem solicitar recursos federais para ações de resposta, assistência humanitária e recuperação de áreas danificadas.

Emergência no Acre com casas cercadas pela água após cheia dos rios
Vista aérea mostra bairro tomado pela água após cheia provocada pelas fortes chuvas no Acre

Resumo rápido

Pessoas afetadas
40 mil
Moradores sofreram impactos diretos das inundações.
Municípios
6 cidades
Reconhecimento federal permite pedir apoio ao governo.
Chuva acumulada
até 280 mm
Volume foi registrado em regiões do estado no início de abril.

Emergência no Acre envolve seis municípios

As cidades com situação reconhecida são Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá. Todas enfrentam reflexos do grande volume de chuva, que elevou o nível dos rios e pressionou a estrutura local de atendimento às famílias.

Além disso, os principais rios já ultrapassaram ou se aproximaram das cotas de transbordamento. Em Cruzeiro do Sul, o rio chegou a 14,06 metros, acima da cota de 13 metros. Em Feijó, o nível atingiu 12,34 metros, o que reforça o estado de atenção das autoridades.

Emergência no Acre mostra rio cheio próximo a bairros e áreas ribeirinhas
Vista aérea mostra rio com nível elevado próximo a áreas urbanas e ribeirinhas no Acre

Cidades com reconhecimento federal

Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá passam a ter base legal para pedir apoio emergencial à União.

Cheias provocam danos e pressionam serviços locais

O cenário preocupa porque a emergência no Acre não atinge apenas áreas urbanas. Comunidades rurais e ribeirinhas também foram diretamente impactadas, com prejuízos à mobilidade, à infraestrutura e à agricultura de subsistência.

Segundo o governo estadual, há famílias desalojadas e desabrigadas. Portanto, a resposta pública precisa envolver abrigo, alimentação, transporte, monitoramento dos rios e recuperação de acessos comprometidos pelas águas.

O que o reconhecimento permite

1. Solicitação de recursos federais para ações de defesa civil.

2. Envio de planos de trabalho pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres.

3. Avaliação técnica das metas e dos valores pedidos pelos municípios atingidos.

Ajuda federal depende de planos de trabalho

Com o reconhecimento da emergência no Acre, os municípios podem acionar o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A solicitação deve ser feita pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, conhecido como S2iD.

Depois do envio, a Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho apresentados pelas prefeituras. Essa análise considera as metas, os danos informados e os valores necessários para apoiar a população afetada.

Ponto de atenção

A prioridade agora é transformar o reconhecimento formal em resposta prática, com apoio rápido às famílias e recuperação das áreas mais afetadas pelas cheias.

emergência no Acre também reforça a necessidade de monitoramento contínuo dos rios durante o período de chuvas. Como os níveis permanecem elevados em pontos sensíveis, a atuação integrada entre governo federal, estado e municípios será decisiva para reduzir riscos, acelerar o atendimento e organizar a retomada nas áreas afetadas.

Além do socorro imediato, a resposta deve considerar os danos acumulados nas comunidades ribeirinhas e rurais, onde o deslocamento costuma ficar mais difícil durante as cheias. Por isso, o reconhecimento federal funciona como uma etapa administrativa importante para destravar recursos, apoiar prefeituras e dar mais agilidade às ações de defesa civil.

Embora a medida não resolva sozinha os prejuízos provocados pelas inundações, ela cria o caminho legal para que as cidades apresentem planos de trabalho e solicitem ajuda. Dessa forma, a emergência no Acre passa a permitir uma resposta mais estruturada diante dos impactos causados pela chuva.

Fonte da notícia: Agência Brasil

Novo Desenrola deve ser anunciado após viagem de Lula

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Dario Durigan fala em coletiva sobre a nova versão do Desenrola em evento oficial do governo
Dario Durigan detalha os preparativos do governo para lançar a nova versão do Desenrola após a viagem de Lula.

A nova versão do Desenrola deve ser anunciada após a viagem internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo informou nesta segunda-feira 13 o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo conclui os últimos detalhes da proposta e pretende apresentar o desenho final ao presidente antes do lançamento oficial.

A iniciativa mira a redução da inadimplência em um cenário de juros ainda elevados e pode incluir medidas de impacto direto no bolso dos brasileiros. Entre elas, está em estudo a liberação de valores retidos no FGTS para quitação de dívidas, além de mecanismos para conter fatores que ampliam o endividamento das famílias, como o uso excessivo de apostas.

Resumo rápido

Anúncio
Após a viagem
Lula deve apresentar o programa quando retornar ao país.
Objetivo
Reduzir dívidas
Programa tenta diminuir a inadimplência entre famílias e empresas.
Medida em estudo
Uso do FGTS
Governo avalia liberar valores retidos para quitar débitos.
Valor citado
R$ 7 bilhões
Estimativa preliminar do montante que pode ser liberado.

O que prevê a nova versão do Desenrola

De acordo com Durigan, a equipe econômica ainda finaliza o desenho da nova versão do Desenrola. A proposta será levada ao presidente nos próximos dias, e o anúncio ficará sob responsabilidade de Lula. A sinalização do ministro reforça que o governo quer apresentar um pacote com potencial de alcance amplo, voltado não apenas a pessoas físicas, mas também a empresas.

Ponto central
Desendividar a população

A nova versão do Desenrola surge em meio à preocupação do governo com o peso das dívidas no orçamento familiar. A expectativa é criar condições para renegociação e aliviar o comprometimento da renda em um ambiente de crédito caro.

Uma das principais medidas em estudo é a liberação de valores retidos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Segundo informações preliminares citadas pelo ministro, o montante pode alcançar cerca de R$ 7 bilhões. A ideia é permitir que parte desses recursos ajude na quitação de dívidas acumuladas, o que pode reduzir a pressão financeira sobre milhões de consumidores.

FGTS e apostas entram no debate do governo

Além disso, o Ministério da Fazenda avalia mecanismos para conter o uso excessivo de apostas esportivas e plataformas eletrônicas. O tema entrou no radar porque o crescimento desse gasto tem sido apontado como um dos fatores de agravamento do endividamento das famílias. Assim, a nova versão do Desenrola pode combinar renegociação com medidas de prevenção.

Medidas em análise

Liberação de recursos do FGTS

Uso de valores retidos para abater ou quitar dívidas pendentes.

Renegociação mais ampla

Programa pode contemplar pessoas físicas e também empresas.

Freio no endividamento por apostas

Governo discute formas de reduzir o impacto desse gasto no orçamento doméstico.

O anúncio, porém, não deve ocorrer de imediato. Durigan viaja para compromissos nos Estados Unidos e na Europa e deve se encontrar com Lula durante a agenda internacional, que inclui passagens por Barcelona e Alemanha. A avaliação do governo é fechar os últimos pontos ao longo desse período e voltar com a proposta pronta para apresentação pública.

Leitura de cenário

Se confirmada, a nova versão do Desenrola chegará em um momento em que o governo busca aliviar a inadimplência e, ao mesmo tempo, reorganizar fatores que pressionam a renda das famílias. O pacote tende a ganhar relevância porque une crédito, consumo e política social em uma mesma agenda econômica.

Com isso, a expectativa do Planalto é lançar uma iniciativa com apelo popular e impacto direto na vida financeira da população. A nova versão do Desenrola ainda não teve todas as medidas detalhadas, mas já indica que o governo quer ampliar a capacidade de renegociação e criar instrumentos para reduzir o peso das dívidas no país.

Sites falsos usam declaração do IR 2026 como isca para golpes

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Golpes no Imposto de Renda 2026 em celular com página falsa que imita ambiente oficial
Celular exibe página falsa inspirada em ambiente oficial da declaração, em alerta para golpes digitais no Imposto de Renda 2026.

Golpes no Imposto de Renda 2026 entraram no radar de especialistas em segurança digital após a identificação de mais de 60 sites falsos que usam a temporada de declaração para enganar contribuintes. A prática mira principalmente o roubo de credenciais, dados bancários e pagamentos indevidos feitos com aparência de urgência.

O alerta ganhou força porque os criminosos simulam páginas, mensagens e cobranças ligadas à Receita Federal, explorando o medo de pendências no CPF e a pressa de quem ainda precisa regularizar a situação. Com isso, o risco não fica apenas no vazamento de informações, mas também em perdas financeiras imediatas por Pix ou boleto fraudulento.

Resumo rápido
Mapeamento
60+
Sites falsos foram identificados no primeiro mês da temporada do IR 2026.
Alvo
Dados e dinheiro
Fraudes buscam capturar senha, CPF, acesso ao gov.br e valores pagos indevidamente.
Estratégia
Urgência falsa
Mensagens pressionam por pagamento imediato e ameaçam bloqueios para induzir erro.
Proteção
Canal oficial
A recomendação é acessar diretamente os serviços oficiais e evitar links recebidos.

Como os golpes no Imposto de Renda 2026 funcionam

Segundo o material-base, os golpistas usam uma técnica de phishing para se passar por instituições confiáveis e capturar informações sensíveis. Eles enviam e-mails, SMS e publicações com links que direcionam a páginas falsas, muitas vezes visualmente parecidas com os ambientes do governo. Em outros casos, a fraude tenta arrancar dinheiro da vítima com supostas pendências fiscais e pedidos urgentes de quitação.

Sinais que acendem o alerta
Prazo curto demais: cobrança para pagar em poucos minutos ou imediatamente.
Ameaça exagerada: bloqueio de CPF, conta bancária ou punição instantânea.
Oferta improvável: promessa de desconto, prêmio ou vantagem para quem declara.
Endereço suspeito: domínio fora do padrão gov.br ou com variações estranhas.

Para parecer legítimo, essas páginas costumam usar termos ligados ao universo tributário, como “IRPF”, “Receita Federal” e “gov”. Esse detalhe ajuda a enganar quem faz uma busca rápida ou acessa o conteúdo pelo celular sem conferir com atenção o endereço completo. Por isso, os golpes no Imposto de Renda 2026 combinam apelo visual, linguagem oficial e senso de urgência.

Quais canais devem ser usados pelo contribuinte

A orientação é simples: digitar o endereço oficial no navegador e evitar qualquer link recebido por mensagem. O uso do Programa IRPF, do Meu Imposto de Renda online e do aplicativo oficial reduz o risco de cair em páginas clonadas. Além disso, o contribuinte não deve informar CPF, senha ou dados bancários em sites e aplicativos que não pertençam ao ambiente oficial.

Canal seguro
Acesso direto aos serviços oficiais
Use apenas o programa oficial do IRPF, o serviço Meu Imposto de Renda e o aplicativo oficial. Em caso de dúvida, a conferência de pendências deve ser feita no portal e-CAC, sem clicar em atalhos enviados por terceiros.

Especialistas alertam que os golpes no Imposto de Renda 2026 exigem atenção redobrada, principalmente quando houver cobrança urgente, promessa de desconto ou pedido de dados fora dos canais oficiais. Esse cuidado é importante porque mensagens fraudulentas costumam explorar medo, pressa e aparência de legitimidade para induzir o contribuinte ao erro.

O que fazer antes de pagar qualquer cobrança

Antes de concluir qualquer operação, confirme se existe de fato uma pendência no ambiente oficial. Essa checagem é decisiva porque muitos golpes no Imposto de Renda 2026 usam boletos e Pix para pressionar a vítima. Se houver dúvida, a recomendação é sair da página suspeita, não informar dados e verificar a situação diretamente no e-CAC ou nos canais oficiais da Receita.

O avanço dos golpes no Imposto de Renda 2026 mostra que a temporada de declaração também virou uma janela de oportunidade para quadrilhas digitais. Por isso, o contribuinte deve redobrar a atenção, conferir o domínio acessado e abandonar imediatamente qualquer mensagem que tente assustar, prometer vantagem ou exigir pagamento fora do fluxo oficial. Em períodos de maior busca por serviços fiscais, os golpes no Imposto de Renda 2026 ganham força justamente pela pressa e pela aparência de legitimidade.

Fonte: CNN Brasil

PF destrói ponte do garimpo ilegal em Rondônia

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garimpo ilegal em RO
Agente da Polícia Federal acompanha cenário de destruição de ponte clandestina usada por garimpeiros em área protegida de Rondônia.

Garimpo ilegal em RO entrou no foco de uma nova operação da Polícia Federal em Rondônia, que destruiu uma ponte clandestina usada por garimpeiros e apreendeu diversos equipamentos empregados na atividade ilegal dentro de áreas protegidas. A ação atingiu uma estrutura utilizada para acesso às Terras Indígenas Roosevelt e ao Parque do Aripuanã, duas áreas sensíveis do ponto de vista ambiental e territorial.

Segundo as informações divulgadas, a ofensiva buscou interromper a logística do grupo que atuava na região e enfraquecer a ocupação irregular em espaço de proteção. Além da ponte, os agentes recolheram pás carregadeiras, motores, gerador, acampamentos, combustível, celulares e equipamentos de comunicação via satélite, o que indica uma estrutura de apoio já montada para sustentar a extração ilegal.

Agente da Polícia Federal diante de ponte clandestina destruída em área de garimpo ilegal em RO
Agente da Polícia Federal observa ponte clandestina destruída durante operação contra o garimpo ilegal em área protegida de Rondônia.

Resumo rápido

Ação
Ponte destruída
Estrutura clandestina era usada para levar invasores até áreas protegidas.
Alvo
Terras protegidas
Operação mirou acesso às Terras Indígenas Roosevelt e ao Parque do Aripuanã.
Apreensões
Máquinas e combustível
PF retirou equipamentos que davam suporte contínuo ao garimpo ilegal.
Forças
Ação integrada
PF atuou com Ibama, Força Nacional e CCPI-Amazônia.

Como a operação atingiu o garimpo ilegal em RO

Ao destruir a ponte clandestina, a operação não apenas retirou uma passagem física. Na prática, ela atacou um elo decisivo da cadeia de abastecimento do garimpo ilegal em RO. Em crimes ambientais desse tipo, a mobilidade define a permanência dos invasores. Quando o acesso é interrompido, máquinas pesadas, combustível e suprimentos deixam de circular com a mesma facilidade.

Fluxo da ofensiva
1. Identificação da rota clandestina
A ponte funcionava como elo de entrada para a atividade ilegal em território protegido.
2. Interrupção do acesso
A destruição da estrutura dificulta o transporte de pessoas, máquinas e insumos.
3. Retirada da estrutura de apoio
A apreensão de equipamentos reduz a capacidade operacional dos responsáveis.

Além disso, o volume de itens recolhidos mostra que não se tratava de uma presença improvisada. A apreensão de pás carregadeiras, motores, gerador, acampamentos e aparelhos de comunicação reforça que havia uma base funcional instalada para sustentar o avanço do garimpo ilegal em RO. Esse tipo de estrutura amplia os danos ao solo, aos cursos d’água e ao entorno das áreas protegidas.

Agente da Polícia Federal diante de ponte clandestina destruída em área de garimpo ilegal em RO
Policial federal acompanha a destruição de ponte usada por garimpeiros em área de proteção ambiental durante operação em Rondônia.

Força-tarefa elevou a pressão sobre os invasores

A presença conjunta da Polícia Federal, do Ibama, da Força Nacional e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia amplia o peso institucional da ofensiva. Essa integração costuma elevar a capacidade de fiscalização, proteção territorial e repressão logística, sobretudo em regiões de difícil acesso e com histórico de pressão ambiental.

Ponto crítico da operação

Estrutura desmontada antes de avançar

Ao atingir rota, máquinas e suprimentos de uma só vez, a ação reduz a capacidade imediata de permanência do grupo na área protegida.

Territórios citados
Roosevelt e Parque do Aripuanã
Alvos operacionais
Ponte, máquinas, combustível e comunicação 

Por isso, o episódio reforça que o combate ao garimpo ilegal em RO não depende apenas de chegar ao local, mas de neutralizar a infraestrutura que mantém a atividade. Sem ponte, sem combustível e sem suporte de campo, a permanência dos invasores tende a ficar mais difícil, ainda que a vigilância posterior siga sendo necessária.

O que a apreensão revela sobre a atividade clandestina

O material apreendido também ajuda a dimensionar a gravidade da operação. Máquinas pesadas e comunicação via satélite não costumam aparecer em ações pontuais de pequena escala. Eles apontam organização, planejamento e permanência, fatores que costumam elevar o impacto ambiental e dificultar a remoção rápida dos envolvidos.

Leitura do cenário

Sinais de operação estruturada

Máquinas pesadas
Indicam capacidade de escavação e movimentação intensa de material.
Gerador e acampamentos
Sugerem permanência prolongada em área remota.
Combustível armazenado
Aponta suporte contínuo às frentes de trabalho ilegal.
Comunicação via satélite
Mostra tentativa de manter coordenação mesmo longe da infraestrutura urbana. 

A destruição da ponte e as apreensões tornam a ação simbólica e prática ao mesmo tempo. Simbólica, porque o Estado demonstra presença em uma área disputada por interesses ilegais. Prática, porque a retirada da infraestrutura interfere diretamente na capacidade de continuidade do garimpo ilegal em RO, especialmente em territórios que exigem proteção permanente.

Agora, o efeito mais importante será a continuidade da fiscalização. Em casos assim, uma única operação já causa impacto imediato, mas o resultado de longo prazo depende da manutenção da pressão sobre rotas clandestinas, equipamentos de apoio e novas tentativas de invasão. A ofensiva recente mostra que o enfrentamento ao garimpo ilegal em RO seguirá sendo uma frente decisiva para a defesa ambiental e territorial em Rondônia.

Fonte: G1 RO

The Guardian aponta paraíso de água doce no Brasil

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caribe de água doce
Alter do Chão, em Santarém, no Pará, é conhecido pelas praias de água doce formadas pelo rio Tapajós

Caribe de água doce é o apelido que voltou a colocar Alter do Chão, no Pará, no radar de turistas brasileiros e estrangeiros. O distrito de Santarém ganhou destaque por causa das praias formadas pelo rio Tapajós, com areia clara, água de tom azul-esverdeado e um cenário que surpreende por não depender do mar.

A região foi lembrada em reportagem do jornal britânico The Guardian, que já havia apontado Alter do Chão como um dos destinos de praia mais bonitos do Brasil. No lugar de ondas oceânicas, o visitante encontra bancos de areia que aparecem principalmente durante a vazante dos rios amazônicos.

Praia de Alter do Chão no Pará com areia branca, água clara do Tapajós, barcos e vegetação amazônica ao entardecer
Vista de Alter do Chão, em Santarém, com faixa de areia branca, barcos no rio Tapajós e vegetação amazônica ao fundo

Resumo rápido

Destino
Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará.
Diferencial
Praias de rio aparecem quando o Tapajós baixa e revela faixas de areia branca.
Melhor período
Entre agosto e dezembro, quando a vazante deixa as praias mais visíveis.

Como o Caribe de água doce aparece no Tapajós

As praias de Alter do Chão não ficam iguais durante todo o ano. Elas surgem conforme o nível dos rios baixa. Quando a água recua, o fundo arenoso aparece e forma grandes faixas de areia no meio da paisagem amazônica.

Esse movimento natural ocorre por causa dos sedimentos levados pela água. Ao longo do tempo, partículas de areia e terra se acumulam em determinados pontos. Depois, durante a vazante, esses bancos ficam expostos e viram áreas de banho, descanso e circulação de barcos.

Por que a paisagem muda tanto

Na cheia, parte das praias desaparece sob a água e a floresta alagada ganha força visual. Na seca, a areia volta a surgir e revela o cenário que tornou o Caribe de água doce conhecido fora do Brasil.

Água clara diferencia o Tapajós do Amazonas

Um dos pontos que mais chamam atenção é a cor da água. O rio Tapajós costuma apresentar tons mais claros, entre azul e verde, enquanto o rio Amazonas carrega mais sedimentos e tem aspecto barrento.

Em Santarém, os dois rios se encontram. A diferença visual entre eles cria um dos fenômenos mais conhecidos da região: as águas correm lado a lado por um trecho antes de se misturarem completamente. Esse contraste ajuda a explicar por que Alter do Chão ganhou tanta força como destino turístico.

ENTENDA O APELO DO DESTINO

O nome Caribe de água doce não é técnico. Ele traduz, de forma simples, a combinação de areia clara, água transparente e clima amazônico que diferencia Alter do Chão de praias tradicionais do litoral.

Alter do Chão une turismo e cultura amazônica

Alter do Chão também carrega forte ligação com a história e a cultura local. A região tem relação com povos indígenas, especialmente o povo Borari, e faz parte da identidade amazônica do oeste paraense.

Caribe de água doce em Alter do Chão com areia branca, águas claras do Tapajós e vegetação amazônica
Alter do Chão, no Pará, é conhecido como Caribe de água doce pelas praias fluviais formadas no rio Tapajós

Além das praias, o distrito atrai visitantes interessados em natureza, gastronomia, passeios de barco e experiências ligadas ao modo de vida ribeirinho. Por isso, o turismo local depende diretamente da preservação dos rios, das florestas e das comunidades.

Embora o apelido ajude a divulgar o destino, o Caribe de água doce representa um ambiente muito diferente do Caribe tradicional. Não há mar, ondas fortes nem litoral oceânico. Tudo acontece no ritmo dos rios, da chuva e da vazante.

O que o visitante precisa saber

  • O cenário é sazonal
    As praias aparecem melhor quando o rio baixa e revela as faixas de areia branca.
  • A experiência é amazônica
    O atrativo combina rio, floresta, cultura local e paisagem natural no oeste do Pará.
  • A preservação é essencial
    O turismo depende do equilíbrio ambiental do Tapajós e da valorização das comunidades locais.

Destino reforça a força do turismo brasileiro

A visibilidade internacional de Alter do Chão mostra que o Brasil tem destinos capazes de competir com paisagens famosas do mundo sem depender apenas do litoral. O destaque do Caribe de água doce também amplia o interesse por roteiros amazônicos e por experiências de natureza.

Para o visitante, a principal diferença está na sensação de descobrir uma praia onde não há mar. Para a região, o desafio é transformar essa atenção em turismo responsável, com geração de renda, proteção ambiental e valorização das comunidades locais.

Nova lei amplia acesso a terapias e vacinas contra o câncer no SUS

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Terapias e vacinas contra o câncer no SUS em laboratório oncológico moderno
Profissional de saúde manipula equipamento de alta precisão em laboratório oncológico, em imagem que representa inovação no tratamento do câncer no SUS.

As terapias e vacinas contra o câncer no SUS passam a ganhar novo impulso com a publicação da Lei nº 15.385, que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde. A norma também cria o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer, uma estratégia voltada a organizar melhor o percurso do paciente desde a identificação da doença até o tratamento.

Com a nova legislação, pacientes de todo o país poderão ter acesso a protocolos mais ampliados de prevenção, controle e cuidado oncológico. O texto busca modernizar o sistema público ao prever acesso a terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos, além de estimular inovação, pesquisa e produção nacional.

Terapias e vacinas contra o câncer no SUS em laboratório de pesquisa oncológica
Imagem mostra profissional manipulando equipamento de laboratório em pesquisa ligada à inovação no diagnóstico e tratamento do câncer.
RESUMO RÁPIDO
LEI
15.385
Cria nova política nacional para prevenção e controle do câncer no SUS.
ACESSO
Universal
A norma prevê gratuidade e igualdade no acesso a tecnologias oncológicas.
INOVAÇÃO
Avanço
Inclui terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos.

Nova lei amplia terapias e vacinas contra o câncer no SUS

A nova política define princípios para a produção, regulação e incorporação de tecnologias contra o câncer. Entre os pontos centrais estão a redução da dependência de importações, o estímulo à transferência de tecnologia, o incentivo a parcerias público-privadas, a valorização da produção nacional e a geração de inovação.

Na prática, o marco legal tenta aproximar pesquisa, indústria, regulação e atendimento. Com isso, terapias e vacinas contra o câncer no SUS podem avançar de forma mais organizada, especialmente quando houver capacidade técnica, financiamento e regulamentação para transformar as diretrizes em ações concretas.

EIXOS DA NOVA POLÍTICA

Produção nacional: a lei incentiva o desenvolvimento interno de tecnologias oncológicas.

Parcerias estratégicas: o texto prevê cooperação com universidades, centros de pesquisa e setor produtivo.

Tratamento inovador: a norma reforça o acesso a medicamentos, vacinas e produtos de terapia avançada.

Como a navegação do paciente pode melhorar o cuidado

O Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer busca enfrentar um dos maiores desafios da oncologia pública: a fragmentação do atendimento. Muitas vezes, o paciente precisa passar por diferentes etapas, unidades, exames e encaminhamentos. Portanto, organizar essa jornada pode reduzir atrasos e melhorar a continuidade do cuidado.

Terapias e vacinas contra o câncer no SUS com profissional de saúde em jaleco
Jaleco com identificação do SUS simboliza o avanço de políticas públicas voltadas ao acesso a terapias, vacinas e tratamentos contra o câncer.

Esse modelo também pode ajudar o sistema a acompanhar melhor cada caso, desde a suspeita inicial até a definição da conduta terapêutica. Assim, terapias e vacinas contra o câncer no SUS deixam de ser apenas uma promessa tecnológica e passam a depender de uma rede capaz de identificar quem precisa, quando precisa e em quais condições clínicas.

JORNADA DO PACIENTE
Diagnóstico, encaminhamento e tratamento precisam funcionar como uma linha contínua.
A navegação do paciente pode ajudar a reduzir perdas no caminho, orientar etapas e fortalecer o acesso ao cuidado oncológico dentro da rede pública.

Pesquisa, biotecnologia e inteligência artificial

A lei também prevê fortalecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa. Além disso, estimula a criação de startups de biotecnologia voltadas a vacinas e medicamentos oncológicos. O texto ainda menciona apoio ao uso de inteligência artificial em pesquisa e incentivo ao sequenciamento genético.

Esses pontos indicam uma tentativa de alinhar o SUS às novas fronteiras da medicina. Quando bem aplicadas, essas ferramentas podem contribuir para diagnóstico mais preciso, escolha de tratamentos mais adequados e desenvolvimento de soluções nacionais. Dessa forma, terapias e vacinas contra o câncer no SUS podem ganhar escala com mais segurança e planejamento.

SUS
PONTO DE ATENÇÃO
A lei cria a base, mas a chegada real ao paciente depende de execução.
Regulamentação, orçamento, produção, compras públicas e estrutura assistencial serão decisivos para transformar a política em acesso efetivo.

Embora a publicação da lei represente um avanço institucional, seus efeitos dependerão da capacidade do poder público de implementar as medidas. Ainda assim, a norma consolida uma direção importante: integrar prevenção, diagnóstico, inovação, produção nacional e tratamento em uma política mais robusta.

Por isso, terapias e vacinas contra o câncer no SUS passam a ocupar um espaço mais estratégico na agenda da saúde pública. Se a política avançar com planejamento e execução, o país poderá reduzir desigualdades no acesso à inovação e fortalecer a resposta nacional ao câncer.

 

Região Matas de Rondônia transforma café especial em referência nacional

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café das Matas de Rondônia em secagem com produção sustentável
Grãos de café secam em propriedade rural da região Matas de Rondônia, símbolo da força do agro sustentável no estado.

O café das Matas de Rondônia ganhou novo peso no cenário nacional ao unir produtividade elevada, identidade regional e preservação ambiental em uma mesma cadeia produtiva. A região responde por cerca de 75% da produção estadual, reúne 15 municípios e se consolidou como vitrine do café canéfora produzido na Amazônia, com reconhecimento pela qualidade e pelo modo sustentável de cultivo.

Mais do que um resultado agrícola, o avanço do café das Matas de Rondônia passou a representar uma nova fase do agro rondoniense. A região ganhou selo de Indicação Geográfica, acumulou premiações, ampliou a visibilidade no mercado externo e reforçou um modelo de produção familiar que cresce com assistência técnica, tecnologia adaptada ao clima e respeito à floresta.

Veja como a produção regional de café especial une tecnologia, sustentabilidade, turismo rural e valorização do agro na Amazônia.

Resumo rápido
produção
75%
da produção estadual de café está concentrada na região das Matas
selo
IG desde 2021
a denominação de origem reforçou identidade, valor e reputação do produto
safra 2026
63,6 sc/ha
produtividade histórica atribuída a Rondônia no quadro nacional do café
território
15 municípios
formam a área reconhecida que sustenta a identidade do café regional

Café das Matas de Rondônia fortalece origem e valor agregado

Produzido na espécie canéfora, o café das Matas de Rondônia ficou conhecido como Robustas Amazônicos. O perfil sensorial descrito no material oficial destaca bebida encorpada, doce, com notas achocolatadas, frutadas, de caramelo e floral. Esse conjunto ajudou a transformar o produto em um ativo de identidade territorial, vinculado ao chamado terroir amazônico e ao ambiente em que ele é cultivado.

infográfico sobre o café das Matas de Rondônia com dados de produção, sustentabilidade e exportações
O Robustas Amazônico é um café mais encorpado, doce, com sabor achocolatado e frutado, com toque de caramelo e floral

O reconhecimento institucional foi decisivo nesse processo. A conquista do selo de Indicação Geográfica, no tipo Denominação de Origem, passou a sinalizar ao mercado que o café das Matas de Rondônia não é apenas mais um café regional, mas um produto com características próprias, resultado de clima, solo, manejo, tradição produtiva e organização local.

Leitura do território
Poupa-terra
A cafeicultura ocupa apenas uma fração da área regional, o que reforça o discurso de eficiência produtiva em espaço reduzido.
Floresta preservada
Grande parte do território segue coberta por vegetação nativa, inclusive com presença de terras indígenas na composição da paisagem.
Agricultura familiar
A base produtiva é formada em boa parte por pequenas propriedades, o que amplia o valor social da cadeia do café.

Sustentabilidade ajuda a projetar o café regional

O avanço do café das Matas de Rondônia também se sustenta em dados ambientais. O estudo citado no material mostra que as lavouras sequestram mais carbono do que emitem, com saldo positivo por hectare. Isso reforça a leitura de que a cafeicultura regional pode crescer com produtividade e renda sem se afastar da lógica de conservação da Amazônia.

Esse diferencial tem impacto direto no posicionamento do produto. Em vez de depender apenas de volume, o café das Matas de Rondônia passou a agregar valor por reunir qualidade da bebida, narrativa de origem e comprovação de sustentabilidade. Para o mercado, isso amplia a competitividade. Para Rondônia, fortalece a imagem de uma produção moderna, técnica e compatível com a floresta.

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Indicador de impacto
A cadeia local passou a ser apresentada como modelo de produção familiar aliada ao clima e à floresta.
A mensagem central é clara: produzir mais, em áreas menores, com tecnologia, assistência técnica e menor pressão por abertura de novas áreas.

Premiações, turismo e mercado ampliam a visibilidade

O café das Matas de Rondônia cresceu também porque deixou de ser apenas uma pauta agrícola. A região passou a reunir concursos, histórias de produtores, visitas em propriedades e eventos voltados à cadeia cafeeira. A Rota Turística do Café ampliou essa exposição ao aproximar visitantes do campo, da torrefação e da experiência de consumo em municípios ligados à produção.

Além disso, as premiações reforçaram a reputação do produto. O material destaca conquistas em concursos nacionais, a força do Concafé e o caso emblemático do cacique Rafael Suruí, associado a um marco de excelência para o café canéfora. Com apoio institucional e maior visibilidade externa, o café das Matas de Rondônia entrou em uma fase de reconhecimento mais amplo, com crescimento expressivo nas exportações e presença em ações de promoção internacional.

Movimentos da nova fase
Qualidade premiada: concursos e notas de destaque ajudaram a elevar a reputação do café regional.
Turismo rural: propriedades e rotas do café passaram a atrair visitantes e fortalecer o vínculo com o território.
Mercado externo: missões internacionais e exportações maiores ampliaram a presença do produto fora do estado.

Na prática, a trajetória recente mostra que o café regional passou a ocupar um espaço estratégico na economia de Rondônia. O conjunto de origem, qualidade, assistência técnica, produtividade e preservação faz do setor uma vitrine de desenvolvimento regional. Por isso, o café das Matas de Rondônia segue como um dos exemplos mais fortes de como o agro pode ganhar valor quando transforma território, cultura e sustentabilidade em ativo econômico.

Anvisa barra três canetas emagrecedoras no Brasil

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Anvisa barra canetas emagrecedoras em imagem horizontal com caneta injetável em primeiro plano e balança ao fundo
Caneta injetável usada em tratamentos para perda de peso aparece em destaque após decisão da Anvisa que barrou novos registros.

Anvisa barra canetas emagrecedoras e impede, ao menos por agora, a entrada de três novos concorrentes no mercado brasileiro de medicamentos usados para perda de peso e diabetes. A decisão publicada nesta segunda-feira, 13 de abril, atingiu produtos das farmacêuticas Cipla e Dr. Reddy’s, todos baseados em semaglutida e liraglutida, substâncias que ganharam forte projeção por trás das chamadas canetas para emagrecimento.

Na prática, o veto mantém o setor sob controle rígido da agência reguladora e reforça a dificuldade para novos fabricantes entrarem em um segmento marcado por alta demanda, oferta ainda limitada e preços elevados ao consumidor. O entendimento da Anvisa é que, mesmo em processos abreviados, as empresas precisam apresentar provas próprias e robustas de qualidade, eficácia e segurança antes de chegar às farmácias.

Resumo rápido
O que houve
3 registros barrados
Pedidos envolviam novos produtos ligados à semaglutida e à liraglutida.
Empresas
Cipla e Dr. Reddy’s
As versões citadas foram Plaobes, Lirahyp e Embeltah.
Justificativa
Dados insuficientes
A agência entendeu que faltaram comprovações técnicas próprias e consistentes.
Cenário
17 pedidos sem aval
Até agora, nenhuma alternativa de semaglutida recebeu aprovação.

Anvisa barra canetas emagrecedoras e endurece exigência técnica

Anvisa barra canetas emagrecedoras dentro de um cenário de forte pressão regulatória e alta procura por tratamentos com semaglutida e liraglutida.

A negativa atinge produtos apresentados dentro do rito de desenvolvimento abreviado, uma modalidade que tenta acelerar a análise regulatória ao aproveitar estudos já realizados com o medicamento de referência. Ainda assim, a Anvisa deixou claro que essa via não elimina a obrigação de apresentar evidências próprias sobre o produto final.

Caneta emagrecedora em primeiro plano com balança ao fundo durante tratamento para perda de peso
Caneta usada em tratamento para emagrecimento aparece em destaque diante de uma balança, em imagem associada ao mercado de semaglutida.

Esse ponto foi decisivo para o resultado. Segundo a avaliação da agência, as farmacêuticas não entregaram comprovações suficientes para demonstrar, de forma individual, a qualidade e a segurança das formulações. Com isso, a venda ficou impedida e o processo foi travado antes da entrada no mercado.

Por que a aprovação ficou mais difícil
Molécula complexa
A semaglutida não é tratada como uma substância simples, o que exige avaliação mais detalhada.
Segurança individual
Cada nova formulação precisa provar, por conta própria, que funciona e que é segura.
Sem atalhos regulatórios
O modelo abreviado acelera etapas, mas não aceita omissões técnicas ou lacunas documentais.

Sem concorrência nova, oferta segue pressionada

A decisão também tem efeito econômico. A entrada de novos fabricantes é vista pelo setor como um caminho para ampliar a oferta e aliviar os preços ao consumidor. Sem genéricos ou similares aprovados, as marcas já consolidadas continuam com vantagem num mercado que ainda convive com procura intensa.

Por isso, quando Anvisa barra canetas emagrecedoras, o impacto vai além do ambiente regulatório. O resultado mantém a expectativa do público sob pressão e prolonga a dependência de opções já conhecidas, especialmente em um segmento que reúne pacientes com diabetes e pessoas em busca de tratamentos para perda de peso.

Impacto no mercado
OfertaContinua limitada enquanto alternativas não recebem aval regulatório.
PreçoA ausência de concorrentes reduz a chance imediata de queda no custo final.
ConsumidorQuem aguarda novas opções segue dependente do estoque e das marcas já dominantes.

Setor ainda aposta em aprovações ao longo de 2026

Mesmo com o novo revés, o mercado farmacêutico não abandonou a expectativa de ver as primeiras versões alternativas aprovadas ainda em 2026. Hoje, a maior parte dos pedidos está em fase de exigências técnicas, etapa em que a Anvisa cobra correções, informações adicionais e documentação complementar antes de decidir se o produto poderá ou não ser comercializado.

Pessoa segura caneta emagrecedora em imagem ilustrativa sobre medicamentos para perda de peso
Caneta emagrecedora aparece nas mãos de uma pessoa em imagem ilustrativa ligada ao debate sobre semaglutida e regulação sanitária.

Esse contexto mostra que Anvisa barra canetas emagrecedoras neste momento, mas não encerra a disputa. O recado da agência é que não basta repetir o sucesso comercial dos produtos originais: cada novo fabricante terá de atravessar um filtro técnico rigoroso. Até lá, o mercado segue restrito, e o acesso mais amplo a essas terapias continua dependendo de aprovações que ainda não chegaram.

!
Leitura final
A mensagem da agência é clara: velocidade regulatória não substitui comprovação técnica.
Enquanto a análise exigir evidências individuais robustas, novas versões continuarão enfrentando barreiras. Para o consumidor, isso significa menos opções imediatas e um mercado ainda concentrado.
Mesmo com a expectativa do setor para novas aprovações em 2026, o fato é que Anvisa barra canetas emagrecedoras sempre que entende que os dados apresentados não comprovam, de forma robusta, a segurança e a qualidade exigidas.

Irã reage a bloqueio de Ormuz e chama ação dos EUA de ilegal

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Bloqueio de Ormuz com navio cargueiro em mar agitado sob tensão entre Irã e EUA
Navio cargueiro cruza águas sob forte tensão geopolítica no Estreito de Ormuz, em cenário de crise entre Irã e Estados Unidos.

O bloqueio de Ormuz anunciado pelos Estados Unidos elevou a tensão entre Washington e Teerã e abriu um novo capítulo de incerteza em uma das áreas marítimas mais sensíveis do planeta. O Exército do Irã afirmou que a medida seria “ilegal” e classificou a ação como “pirataria”, em resposta ao comunicado americano sobre a interrupção de todo o tráfego marítimo ligado aos portos iranianos.

A reação iraniana veio acompanhada de um alerta direto. Teerã disse que, se seus portos no Golfo Pérsico e no Mar Arábico forem ameaçados, nenhum porto da região estará seguro. A declaração aumenta o temor de uma escalada com reflexos diplomáticos, militares e econômicos, sobretudo em um corredor estratégico para a navegação internacional.

Resumo rápido
Reação
Irã chamou a medida de ilegal
O Exército iraniano disse que a restrição à navegação internacional equivale a pirataria.
Ação dos EUA
Centcom anunciou bloqueio total
O comunicado americano prevê restrição a embarcações que acessem portos e áreas costeiras iranianas.
Risco
Portos da região entraram no alerta
Teerã afirmou que, se seus terminais forem ameaçados, outros portos no entorno também não estarão seguros.

Irã reage ao bloqueio de Ormuz com tom de confronto

Segundo o texto-base, o Exército iraniano declarou na televisão estatal que as restrições impostas pelos Estados Unidos à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais configuram um ato ilegal. Na mesma manifestação, o governo iraniano afirmou que a segurança na região não pode ser seletiva e reforçou a mensagem de que responderá caso seus próprios portos passem a ser ameaçados.

O posicionamento endurece a retórica entre os dois países em um momento já marcado por forte desgaste nas negociações sobre a questão nuclear. O tom adotado por Teerã mostra que o bloqueio de Ormuz não foi tratado como simples pressão diplomática, mas como um gesto com potencial de desestabilizar a região inteira.

Ponto central da crise
Por que o Estreito de Ormuz virou foco global
Corredor marítimo sensível
Qualquer restrição nessa rota eleva a preocupação internacional porque afeta um ponto estratégico da circulação marítima.
Escalada entre potências
O impasse saiu do campo diplomático e passou a envolver ações práticas ligadas à navegação e à segurança regional.
Impacto além do Irã
A ameaça iraniana sugere que a crise pode ultrapassar seus portos e atingir o equilíbrio de toda a vizinhança marítima.

Anúncio dos EUA amplia crise no bloqueio de Ormuz

De acordo com a matéria original, o Comando Central dos Estados Unidos informou que o bloqueio começaria às 11h desta segunda-feira, no horário de Brasília. O comunicado afirma que a medida será aplicada contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo terminais no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

A decisão teria sido tomada após ordem do presidente Donald Trump, num cenário de fracasso das conversas sobre a questão nuclear. Esse contexto aumenta a gravidade política do anúncio, porque indica que o bloqueio de Ormuz não nasceu de um incidente isolado, mas de uma escalada dentro de uma disputa já consolidada.

Leitura do cenário
Passo 1
EUA anunciam restrição marítima
Passo 2
Irã chama a decisão de pirataria
Passo 3
Portos do entorno entram no radar

Para o leitor, o ponto central é que a crise já não se limita ao embate verbal entre Irã e Estados Unidos. Quando o bloqueio de Ormuz alcança rotas marítimas, portos e segurança regional, o risco de reação em cadeia cresce. Além disso, qualquer agravamento nessa área pode repercutir rapidamente em mercados, cadeias logísticas e na estabilidade política do Oriente Médio.

O que observar agora
Os próximos movimentos podem definir se a crise ficará na pressão estratégica ou avançará para ruptura maior
A resposta prática do Irã, a execução do bloqueio pelos EUA e a reação dos portos da região serão decisivas para medir o alcance real da escalada no Golfo Pérsico e no Mar Arábico.

O texto-base mostra que o impasse ganhou contornos ainda mais graves porque o Irã vinculou sua segurança portuária à segurança de toda a vizinhança marítima. Com isso, o bloqueio de Ormuz deixa de ser apenas um anúncio americano e passa a representar uma ameaça concreta de alastramento regional, com potencial para afetar a navegação e elevar a instabilidade internacional.

Novo exame de fezes pode ampliar rastreamento do câncer colorretal

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Exame de fezes para câncer colorretal com análise por inteligência artificial
Ilustração médica mostra intestino grosso com área de alerta e referência ao uso de inteligência artificial no rastreamento do câncer colorretal.

Exame de fezes com apoio de inteligência artificial pode abrir uma nova frente no rastreamento do câncer colorretal ao oferecer uma triagem mais simples e menos invasiva para a população. A proposta foi apresentada por pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, e chamou atenção pela taxa de identificação de cerca de 90% dos casos.

Exame de fezes com análise da microbiota para rastreamento do câncer colorretal
Ilustração médica mostra amostra para exame de fezes, análise ampliada de bactérias intestinais e intestino grosso com área de alerta clínico.

O resultado ganha relevância porque o câncer colorretal continua entre os mais letais, embora tenha maior chance de tratamento quando descoberto cedo. Hoje, a colonoscopia segue como principal exame diagnóstico, mas o desconforto, o custo e a resistência de parte dos pacientes ainda dificultam o rastreamento regular.

Resumo rápido
Detecção
90%
Foi o índice de identificação de casos no modelo testado com dados clínicos disponíveis.
Base do método
Microbiota intestinal
A leitura do teste parte da análise de bactérias presentes no intestino.
Tecnologia
Aprendizado de máquina
A ferramenta cruza padrões bacterianos para reconhecer sinais ligados ao tumor.
Uso previsto
Triagem inicial
Pessoas com resultado positivo seriam encaminhadas para colonoscopia.

Segundo a pesquisa, publicada na revista Cell Host & Microbe em agosto de 2025, os cientistas usaram aprendizado de máquina para examinar a microbiota intestinal humana. O diferencial foi observar subespécies bacterianas, e não apenas grupos mais amplos, buscando sinais mais finos da relação entre bactérias e doença.

Como o exame de fezes foi construído

O exame de fezes nasce de um catálogo microbiano detalhado. A partir dele, os pesquisadores criaram um modelo capaz de detectar marcas associadas ao câncer colorretal em amostras fecais. A lógica é tornar o rastreamento mais fácil, sobretudo para pessoas que adiam a colonoscopia.

Fluxo do método
Coleta da amostra
O material fecal fornece a base para o mapeamento das bactérias intestinais.
Leitura da microbiota
O sistema identifica padrões microbianos e diferenças em subespécies bacterianas.
Cruzamento com IA
O aprendizado de máquina reconhece combinações associadas ao câncer colorretal.
Encaminhamento clínico
Casos positivos podem seguir para colonoscopia, que confirmaria o diagnóstico.

Nos testes com dados clínicos já disponíveis, o exame de fezes identificou cerca de 90% dos casos. A taxa ficou próxima da colonoscopia, apontada no texto-base com índice de cerca de 94%, e também superou outros exames não invasivos já disponíveis. Isso coloca o método como uma alternativa promissora para ampliar a triagem.

Desempenho do novo teste
90%
Resultado alcançado pelo método baseado em bactérias intestinais e inteligência artificial.
Comparação com referência
Colonoscopia: cerca de 94%
A proximidade entre os índices reforça o potencial do teste como porta de entrada para o rastreamento.

O objetivo, porém, não é substituir de imediato o principal exame usado hoje. Os cientistas defendem o exame de fezes como uma ferramenta de rastreamento inicial. Na prática, ele ajudaria a identificar pessoas com maior chance de ter a doença e a direcioná-las para a colonoscopia confirmatória.

O que muda se o exame de fezes avançar

Essa estratégia pode reduzir barreiras importantes. Como a colonoscopia costuma ser vista como cara e desconfortável, muita gente adia o exame mesmo diante do risco. Um método menos invasivo e com boa taxa de identificação pode aumentar a adesão ao rastreamento e favorecer diagnósticos em fases mais tratáveis.

Mapa de impacto
Menos barreira para começar o rastreamento
A utilidade principal do método está em facilitar a triagem e acelerar a chegada ao diagnóstico confirmatório.
Mais adesão
Pacientes podem aceitar melhor uma etapa inicial menos invasiva.
Triagem mais ampla
Serviços de saúde podem selecionar melhor quem precisa avançar na investigação.
Diagnóstico mais cedo
Mais pessoas rastreadas significam mais chance de encontrar a doença em fase inicial.

A pesquisa ainda não encerra o caminho até a adoção ampla. A equipe prepara um ensaio clínico com os Hospitais Universitários de Genebra para entender melhor quais estágios da doença podem ser detectados com o método. Além disso, os autores acreditam que a mesma lógica poderá abrir espaço para testes não invasivos voltados a outras doenças baseadas na microbiota intestinal.

Com isso, o exame de fezes surge como um avanço concreto na busca por ferramentas mais acessíveis, mais simples e potencialmente mais eficazes para ampliar o rastreamento do câncer colorretal. Ainda depende de novas validações, mas já entra no radar da saúde como uma solução com forte valor preventivo.

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