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domingo, outubro 25, 2026
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Vida Plena mostra como a IA ajuda micro e pequenas empresas

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IA para pequenas empresas
Vida Plena debate como a inteligência artificial pode ajudar micro e pequenas empresas a automatizar tarefas, melhorar processos e aumentar a produtividade.

Bullying e cyberbullying são o tema desta edição do Vida Plena, que reúne especialistas para discutir como identificar agressões recorrentes, abrir canais de escuta e fortalecer a prevenção dentro e fora da escola. O programa também aborda o ambiente digital, onde situações iniciadas entre estudantes podem continuar por mensagens e redes sociais.

Apresentado por Henrique Prata Filho, o episódio recebe Beatriz Zancaner, fundadora da Plataforma Grãoedu; Eziquiel Borges da Silva Neto, coordenador pedagógico do Colégio Nomelini Cirandinha; e Alisson dos Santos, advogado e coordenador do projeto “OAB Vai à Escola”. A conversa percorre sinais de alerta, parceria entre família e escola, acolhimento, prevenção e formas de interromper a violência sem incentivar revide.

▶️ Ative o som e assista ao primeiro bloco

O início da conversa diferencia conflito pontual de bullying e discute por que ações isoladas não bastam.

Bullying e cyberbullying: reconhecer o problema é só o começo

No primeiro bloco, Beatriz apresenta uma pesquisa realizada pela Grãoedu com parceiros e afirma que o levantamento ouviu 629 gestores escolares. Segundo a convidada, 77% reconhecem o bullying como um tema essencial, enquanto 19,4% mantêm uma prática continuada de combate. O contraste é usado no programa para mostrar a distância entre reconhecer o problema e manter medidas durante todo o ano.

A discussão reforça que bullying e cyberbullying não devem ser tratados como qualquer desentendimento. Um conflito pode ser pontual; já o bullying envolve repetição e uma relação em que a vítima encontra dificuldade para interromper sozinha o que está acontecendo. Por isso, palestras e conversas eventuais precisam ser acompanhadas por observação, formação da equipe e resposta quando surgem sinais.

Bloco 1 do Vida Plena sobre bullying e cyberbullying com foco em respeito e empatia
O primeiro bloco apresenta o problema e destaca respeito, empatia e ações contínuas. Arte editorial / TVdoPOVO.

Prevenção precisa fazer parte da rotina escolar

Entre os pontos discutidos está a necessidade de observar o que acontece fora da sala de aula. Corredores, pátios e momentos sem supervisão direta do professor podem revelar isolamento, provocações e mudanças nas relações entre estudantes. Funcionários treinados e canais acessíveis de comunicação aumentam a chance de uma situação ser percebida antes de se agravar.

O programa também chama atenção para quem presencia a agressão. Em casos de bullying e cyberbullying, colegas podem reforçar a exposição quando funcionam como plateia, mas também podem interromper esse ciclo ao procurar um adulto de confiança. Para os convidados, criar uma cultura de respeito reduz o espaço para a repetição da violência.

▶️ Assista ao segundo bloco

Veja os sinais que podem aparecer na rotina e por que família e escola precisam compartilhar informações.

Sinais podem aparecer antes da queda nas notas

No segundo bloco, os participantes citam mudanças de comportamento que merecem atenção: isolamento de quem antes convivia em grupo, faltas recorrentes, resistência em ir à escola e sintomas associados à ansiedade. Eziquiel observa que o rendimento escolar nem sempre cai logo no início, o que torna a sociabilidade e a rotina informações importantes para adultos próximos.

A parceria entre família e escola é apresentada como parte central da resposta. Mudanças importantes em casa podem afetar o comportamento de uma criança, enquanto situações percebidas no ambiente escolar precisam ser comunicadas aos responsáveis. Em vez de disputar de quem é a responsabilidade, o programa defende atuação conjunta para identificar bullying e cyberbullying e apoiar quem está envolvido.

Bloco 2 do Vida Plena mostra como escola e família podem agir contra bullying e cyberbullying
O segundo bloco aprofunda escuta, acolhimento e atuação conjunta entre escola e família. Arte editorial / TVdoPOVO.

Escuta precisa produzir resposta e acompanhamento

Os convidados defendem que a criança ou o adolescente tenha mais de uma forma de pedir ajuda. Conversa com a coordenação, contato com um professor de confiança, canais de denúncia e outros espaços de escuta podem ser úteis, especialmente quando a vítima tem dificuldade para relatar diretamente o que está acontecendo.

Abrir o canal, porém, não é suficiente. A mensagem precisa gerar alguma resposta. Quando uma denúncia é repetida sem retorno, a sensação de desproteção pode aumentar. No debate, bullying e cyberbullying aparecem como problemas que exigem registro, acompanhamento e avaliação de cada situação, evitando respostas automáticas ou exposição desnecessária da vítima.

▶️ Assista ao terceiro bloco

O fechamento reúne prevenção, orientação, acompanhamento e alternativas para evitar que o caso chegue a um estágio crítico.

Bullying e cyberbullying: prevenção, orientação e acolhimento

No terceiro bloco, Beatriz apresenta ferramentas de acompanhamento usadas pela Grãoedu para apoiar escolas na identificação de prioridades e sinais de sofrimento. A plataforma é citada dentro do programa como um exemplo de uso de dados para orientar ações, mas a conversa amplia o foco para formação de profissionais, rapidez na resposta e acompanhamento individual quando necessário.

Os participantes também ressaltam que quem pratica a agressão continua sendo uma criança ou adolescente e pode precisar de acompanhamento. Isso não elimina a responsabilização. A proposta debatida é interromper o comportamento, proteger a vítima, compreender o contexto e evitar que a situação se repita.

Bloco 3 do Vida Plena apresenta prevenção e soluções para bullying e cyberbullying
O terceiro bloco reúne caminhos de prevenção, diálogo, orientação e acolhimento. Arte editorial / TVdoPOVO.

Responder agressão com agressão pode ampliar o problema

No encerramento, os convidados rejeitam a ideia de orientar a vítima a responder com violência. A recomendação apresentada no programa é estabelecer limites, procurar ajuda e acionar adultos e instituições responsáveis. Para eles, o revide pode aumentar o conflito e criar novas consequências para todos os envolvidos.

A principal mensagem do episódio é que bullying e cyberbullying não devem ser naturalizados como “coisa de criança” ou simples brincadeira. Escuta, observação e prevenção precisam fazer parte da rotina, com participação da escola, da família e da rede de proteção sempre que o caso exigir apoio adicional.

13 idosos são retirados de instituição irregular na zona Leste de Porto Velho

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Idosos em instituição irregular são acompanhados por equipe de assistência social em Porto Velho
Imagem ilustrativa representa ação de proteção e acompanhamento de pessoas idosas em Porto Velho.

Uma ação integrada retirou 13 idosos em instituição irregular de um imóvel no bairro São Francisco, zona Leste de Porto Velho. Segundo a Prefeitura de Porto Velho, o grupo foi encaminhado para uma instituição regular e referenciada, onde passou a receber alimentação, acompanhamento e cuidados.

Durante a ocorrência, três pessoas foram detidas. A Polícia Civil apura suspeitas relacionadas à retenção e ao uso de cartões de benefícios dos acolhidos. O caso de idosos em instituição irregular segue, portanto, com pontos sob investigação, e a informação oficial não detalha o enquadramento jurídico nem a situação posterior dessas pessoas.

O que o caso de idosos em instituição irregular confirmou

A retirada dos idosos em instituição irregular envolveu policiais civis do 8º Distrito Policial, Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e apoio da Polícia Militar. A ação ocorreu após denúncias de possíveis violações de direitos.

A Prefeitura classificou o local como instituição irregular e relatou condições precárias. O fundamento administrativo ou jurídico exato dessa irregularidade, porém, não foi detalhado na publicação. Também não há base segura para afirmar que o imóvel funcionava formalmente como ILPI ou que faltavam licenças específicas.

O que está confirmado
PESSOAS IDOSAS: 13 retiradas do local.
LOCAL: bairro São Francisco, zona Leste.
DETIDOS: três pessoas durante a ocorrência.
DESTINO: acolhimento regular e referenciado.
idosos em instituição irregular recebem acompanhamento durante ação de proteção em Porto Velho
Equipes de proteção social e fiscalização acompanham o encaminhamento de idosos para instituição regular na capital.

Detenção não significa prisão, indiciamento ou condenação

A presença de idosos em instituição irregular no imóvel não autoriza concluir que as três pessoas detidas foram presas em flagrante, indiciadas, denunciadas ou condenadas. A fonte pública informa apenas que houve detenção durante a ação e que a ocorrência passou a ser apurada.

As suspeitas sobre cartões de benefícios também permanecem em investigação. Até a divulgação oficial consultada, não havia confirmação pública de autoria, valor movimentado, prejuízo financeiro ou crime formalmente atribuído. Esses pontos não podem ser apresentados como fatos consumados.

Grupo foi encaminhado para acolhimento regular

Depois da retirada, os 13 idosos em instituição irregular foram levados para uma instituição regular e referenciada. Segundo a administração municipal, o grupo passou a receber alimentação, acompanhamento e cuidados no novo local.

O encaminhamento mostra que a ocorrência não se resume à atuação policial. O caso de idosos em instituição irregular envolve principalmente proteção social, garantia de cuidados e defesa dos direitos da pessoa idosa, com atuação conjunta da rede municipal e dos órgãos de segurança.

Situação da ocorrência
LOCAL: considerado irregular pela Prefeitura.
CARTÕES: suspeitas ainda em apuração.
INVESTIGAÇÃO: Polícia Civil.
SITUAÇÃO DOS DETIDOS: não detalhada pela fonte.

O que não está confirmado sobre o imóvel

No caso de idosos em instituição irregular, a comunicação oficial não especifica qual requisito administrativo teria sido descumprido. Assim, não é correto atribuir ao endereço falta de alvará, ausência de licença sanitária, registro inadequado ou infração específica sem documento que comprove essas situações.

Regras gerais para serviços de acolhimento não podem ser convertidas automaticamente em acusações contra o imóvel fiscalizado. O dado seguro é que a Prefeitura o classificou como irregular e transferiu o grupo para um serviço considerado regular.

Como denunciar violações contra pessoas idosas

Situações semelhantes às de idosos em instituição irregular, como suspeita de negligência, abandono, violência ou retenção indevida de recursos, podem ser comunicadas ao Disque 100. O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Além da ligação para o número 100, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informa atendimento pelo WhatsApp no (61) 99611-0100 e pelo Telegram, buscando por DireitosHumanosBrasil. A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa e pode ser anônima.

Quando houver risco imediato à vida ou crime em andamento, a orientação oficial é acionar também a Polícia Militar pelo 190. Em situações de idosos em instituição irregular ou outras suspeitas de violação, o registro no Disque 100 ajuda a formalizar a denúncia e encaminhá-la aos órgãos competentes.

Floresta+ Amazônia aceita projetos de até R$ 650 mil em Rondônia

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Edital Floresta+ Amazônia com planejamento comunitário de projetos ambientais em Rondônia
Imagem ilustrativa representa planejamento comunitário de projetos ambientais e produtivos em área amazônica.

Organizações representativas de povos indígenas e povos e comunidades tradicionais podem apresentar propostas ao edital Floresta+ Amazônia para projetos em qualquer um dos 52 municípios de Rondônia. Cada iniciativa pode solicitar de R$ 200 mil a R$ 650 mil, e o prazo termina em 4 de setembro de 2026.

A chamada tem orçamento total de até R$ 4,9 milhões e expectativa de apoiar até 14 projetos. Conforme o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Rondônia está entre as localidades prioritárias, mas isso não significa recurso garantido ao estado.

Quem pode participar do edital Floresta+ Amazônia

O edital Floresta+ Amazônia é voltado a Organizações da Sociedade Civil, ONGs e outras entidades privadas sem fins lucrativos constituídas há pelo menos três anos e representativas das comunidades beneficiárias. Grupos comunitários ainda não formalizados podem participar por meio de entidade parceira habilitada e com atuação comprovada no território.

Órgãos públicos, empresas privadas e pessoas físicas não podem aparecer como proponentes. O regulamento permite parcerias com instituições públicas, organizações de pesquisa e outros atores locais, mas a responsabilidade pela proposta permanece com uma organização elegível.

Edital em números
ABRANGÊNCIA: todos os 52 municípios de Rondônia.
VALORES: de R$ 200 mil a R$ 650 mil por projeto.
ORÇAMENTO TOTAL: até R$ 4,9 milhões.
PRAZO: 4 de setembro de 2026.

Valores chegam a R$ 650 mil por projeto

No edital Floresta+ Amazônia, a primeira faixa financia propostas de R$ 200 mil a R$ 300 mil voltadas a um eixo temático. A segunda admite valores de R$ 301 mil a R$ 650 mil para iniciativas que integrem até dois eixos, conforme os critérios da chamada.

O teto de R$ 650 mil vale por projeto. Não representa dinheiro já destinado a Rondônia, nem valor garantido para cada município. A previsão de até dois projetos por localidade também não assegura duas contratações no estado. Cada organização pode apresentar somente uma proposta.

Que ações podem entrar no edital Floresta+ Amazônia

As linhas do edital Floresta+ Amazônia incluem sociobiodiversidade e produção sustentável, com possibilidades como sistemas agroflorestais, hortas, viveiros, sementes, manejo sustentável e cadeias de produtos como açaí, castanha e copaíba.

Também podem ser apresentados projetos ligados à recuperação ambiental, água, saneamento, energia limpa, resiliência climática e prevenção a incêndios. Outro eixo reúne práticas socioculturais, comunicação comunitária e educação ambiental, com espaço para ações de proteção às mulheres e primeira infância. O PNUD detalha a chamada e seus objetivos.

edital Floresta+ Amazônia com comunidade planejando projeto ambiental em viveiro de mudas
Projetos podem envolver sociobiodiversidade, produção sustentável, clima, gestão territorial e educação ambiental.

Documentação depende do território e da proposta

O edital Floresta+ Amazônia exige demonstração de interesse coletivo e benefício para a comunidade. A documentação pode incluir atas, memórias de reunião, listas ou registros de participantes e comprovação de consulta ou consentimento, conforme a situação do território beneficiado.

No edital Floresta+ Amazônia, algumas propostas podem exigir anuência de órgãos como ICMBio, Funai, Incra ou autoridades ambientais. Documentos fundiários e ambientais não são obrigatórios em todos os casos; a exigência depende da intervenção prevista, especialmente quando houver pequenas obras, reformas ou tecnologias sociais.

Antes de enviar
PROPONENTE: organização habilitada.
PROPOSTAS: uma por organização.
ENVIO: por e-mail.
ARQUIVOS: até 35 MB.

Como enviar a proposta até 4 de setembro

A proposta do edital Floresta+ Amazônia deve ser enviada para modalidadecomunidades@undp.org. O assunto precisa conter “EDITAL DE APOIO A PROJETOS LOCAIS nº 01/2026” e o nome da instituição. Os documentos devem seguir em um único e-mail, com arquivos de até 35 MB; links em nuvem precisam permanecer acessíveis.

O cronograma não informa horário final para 4 de setembro. Por isso, é prudente evitar o envio nas últimas horas. O MMA informou que a seleção prevê até 14 projetos, com limite de dois por localidade prioritária e execução ao longo de 2027.

Alcançar 70 pontos na avaliação não garante contratação. A classificação depende das demais etapas e da disponibilidade financeira. Os projetos selecionados terão duração de até 12 meses, entre janeiro e dezembro de 2027, e a inscrição no edital Floresta+ Amazônia não representa liberação imediata de recursos.

UE interrompe entrada de carne bovina brasileira; veja o alcance para Rondônia

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Carne bovina na UE com pecuária de Rondônia e logística de exportação
Imagem ilustrativa representa a cadeia da carne bovina, da pecuária à logística de exportação para o mercado internacional.

A União Europeia passa a aplicar em 3 de setembro novas exigências para produtos de origem animal importados, e o Brasil ficou fora da lista atual para bovinos. Com isso, o fluxo de carne bovina na UE fica interrompido enquanto o país não for reincluído. A medida é regulatória, não um caso de carne contaminada ou reprovação de lotes.

Em Rondônia, a carne respondeu por cerca de US$ 873,2 milhões em exportações no primeiro semestre de 2026, equivalentes a 42,3% da pauta estadual, segundo a FIERO. O cenário da carne bovina na UE merece acompanhamento, mas esses números não permitem calcular perda direta causada pela decisão europeia.

Carne bovina na UE entra em nova regra em 3 de setembro

A Comissão Europeia confirmou que, a partir de quinta-feira (3), as exportações de animais e produtos de origem animal para consumo humano precisam cumprir as regras europeias sobre antimicrobianos. O Brasil não aparece, neste momento, na lista aplicável aos bovinos.

Na prática, a entrada de carne bovina na UE fica suspensa enquanto as garantias brasileiras não forem consideradas suficientes pelo bloco. A situação não precisa ser definitiva: a lista pode ser atualizada e há diálogo técnico em andamento, mas ainda não existe data confirmada para reinclusão.

O que muda
BRASIL: fora da lista atual para bovinos.
MOTIVO: garantias exigidas sobre antimicrobianos.
EFEITO: fluxo para a União Europeia interrompido.
REINCLUSÃO: possível, mas sem prazo confirmado.

Regra não proíbe qualquer uso de antibióticos

A mudança envolvendo carne bovina na UE não significa que todo bovino tratado com antibiótico esteja impedido de entrar na cadeia exportadora. O foco europeu inclui antimicrobianos usados como promotores de crescimento ou rendimento e substâncias reservadas para determinadas infecções humanas.

Por isso, a suspensão não deve ser descrita como surto sanitário, contaminação ou falha de qualidade da proteína brasileira. O ponto central é a demonstração de conformidade com as exigências regulatórias do bloco.

Brasil e União Europeia divergem sobre as garantias

O Ministério da Agricultura afirma ter encaminhado documentação técnica sobre fiscalização, rastreabilidade, monitoramento e certificação. Para o governo brasileiro, as informações demonstram mecanismos oficiais de controle aplicáveis também à cadeia bovina.

A União Europeia, por outro lado, afirma que as garantias disponíveis ainda não permitem manter os bovinos brasileiros na lista a partir de 3 de setembro. Essa diferença de avaliação explica a interrupção da carne bovina na UE enquanto continuam as tratativas.

carne bovina na UE com gado, transporte frigorificado e terminal de exportação
Pecuária, transporte frigorífico e logística internacional compõem a cadeia de exportação brasileira.

Rondônia tem peso na carne, mas perda direta não está demonstrada

Os US$ 873,2 milhões exportados por Rondônia no primeiro semestre não representam prejuízo provocado pela União Europeia. Da mesma forma, os 42,3% correspondem à participação da carne na pauta estadual, e não à parcela das vendas rondonienses destinada ao mercado europeu.

No primeiro quadrimestre de 2026, os principais destinos da carne bovina fresca ou congelada do estado foram China, Estados Unidos e México. A página do MAPA sobre áreas autorizadas à exportação, atualizada em agosto de 2025, também não listava Rondônia entre as áreas autorizadas para carne bovina fresca diretamente à União Europeia.

A alteração na carne bovina na UE pode influenciar estratégia comercial, distribuição de cortes e concorrência entre destinos. Ainda assim, não há base para calcular efeito sobre arroba do boi, empregos, faturamento de frigoríficos ou arrecadação estadual.

Brasil ainda pode voltar à lista europeia

A suspensão do fluxo de carne bovina na UE pode ser revertida se o Brasil atender às exigências avaliadas pelo bloco. Uma eventual reinclusão depende de análise técnica, possíveis auditorias e da tramitação europeia aplicável.

Até que haja mudança formal, a carne bovina na UE continua submetida à interrupção para o Brasil. A carne bovina na UE deve ser acompanhada como negociação regulatória em andamento, sem prazo confirmado para retorno e sem base para tratar a exclusão atual como definitiva.

Fontes:
Comissão Europeia,
MAPA
e
FIERO.
Via: AgoraRO.

Vacina contra nicotina é testada em animais; Rondônia amplia busca por tratamento

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Vacina contra nicotina em pesquisa experimental realizada em laboratório no Brasil
Imagem ilustrativa representa pesquisa laboratorial sobre uma candidata a vacina contra nicotina ainda em fase experimental.

Uma vacina contra nicotina em desenvolvimento no Brasil apresentou resultados iniciais em modelos animais, mas ainda está longe de ser uma opção disponível para pessoas. O projeto do Laboratório Cristália está em fase Early Discovery e não iniciou estudos clínicos em humanos.

Enquanto a pesquisa avança no campo experimental, Rondônia registrou forte aumento na procura pelo tratamento para parar de fumar oferecido pelo SUS: foram 10.427 atendimentos em 2025, contra 4.437 em 2022, alta aproximada de 135%, segundo o Ministério da Saúde.

Vacina contra nicotina ainda está na fase inicial da pesquisa

A vacina contra nicotina começou a ser estruturada a partir de maio de 2024, quando o laboratório criou uma plataforma voltada a tecnologias contra dependência química. A etapa atual é de seleção de protótipos e demonstração de resultados em modelos experimentais.

Até agora, os testes foram realizados apenas em animais. O próprio laboratório informa que ainda são necessários estudos pré-clínicos de eficácia e segurança, desenvolvimento farmacotécnico e analítico, aumento de escala e, depois, estudos clínicos em seres humanos antes de qualquer eventual pedido de registro à Anvisa.

O que já está confirmado
FASE: Early Discovery.
TESTES: apenas em animais até o momento.
HUMANOS: estudos clínicos ainda não iniciados.
ANVISA: sem registro e sem previsão confirmada de disponibilidade.

Como a candidata pretende agir sobre a nicotina

A proposta da vacina contra nicotina é estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos capazes de se ligar à nicotina ainda na corrente sanguínea. A ideia é reduzir a quantidade da substância que alcança o cérebro e, com isso, diminuir o reforço associado à sensação de prazer.

Esse mecanismo permanece experimental. A vacina contra nicotina ainda precisa atravessar etapas de desenvolvimento antes que qualquer efeito em pessoas possa ser medido. Os resultados relatados pelo desenvolvedor em animais não podem ser convertidos em eficácia ou segurança humana.

Também não há base para afirmar que a tecnologia funcionará para cigarro eletrônico ou substituirá os tratamentos já oferecidos pelo SUS. A vacina contra nicotina não deve ser apresentada como alternativa disponível para quem deseja interromper o tabagismo agora.

vacina contra nicotina em estudo experimental com pesquisadores em laboratório
A candidata brasileira ainda está em fase inicial e foi testada somente em animais.

Estudos anteriores reforçam a cautela

A ideia de uma vacina contra nicotina não é nova. Candidatos anteriores chegaram a estudos clínicos sem demonstrar benefício suficiente para virar tratamento de rotina. Um estudo indexado no PubMed sobre uma vacina de nicotina mostrou por que respostas de anticorpos não garantem, por si só, sucesso clínico.

No caso brasileiro, a divulgação disponível vem do próprio laboratório responsável pelo desenvolvimento. Os dados iniciais ainda não foram publicados em artigo científico revisado por pares, e a empresa informa que a publicação está prevista para depois do depósito de patente.

Procura por tratamento mais que dobrou em Rondônia

Os números do SUS ajudam a mostrar por que a vacina contra nicotina desperta interesse, embora ela ainda não tenha papel no atendimento atual. Em Rondônia, os atendimentos relacionados à cessação do tabagismo passaram de 4.437 em 2022 para 10.427 em 2025.

O crescimento de cerca de 135% não significa que o número de fumantes tenha aumentado na mesma proporção. Ele mostra expansão da procura por apoio. Em Porto Velho, o percentual de adultos fumantes caiu de 18,5% em 2006 para 8,9% em 2023, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Tratamento para parar de fumar já está disponível no SUS

A eventual vacina contra nicotina não deve adiar a busca pelo cuidado existente. O tratamento do tabagismo é oferecido gratuitamente na rede pública e pode incluir acompanhamento individual ou em grupo, orientação profissional e medicamentos quando houver indicação clínica.

A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde. Adesivos e gomas de nicotina e bupropiona estão entre as opções que podem ser utilizadas conforme avaliação dos profissionais. A vacina contra nicotina, por outro lado, continua sendo uma tecnologia em pesquisa, sem indicação para uso na população.

Porto Velho reúne debate sobre crédito, terra e ilegalidade na Amazônia

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Desenvolvimento sustentável na Amazônia com produção rural e floresta preservada em Rondônia
Imagem ilustrativa representa planejamento rural, produção sustentável e preservação florestal na Amazônia.

Porto Velho recebe em 10 de setembro um encontro sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia que vai reunir crédito, regularização de terras, bioeconomia, mercado de carbono, segurança e formalização econômica. A programação começa às 8h, no auditório do edifício-sede do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO).

O sistema oficial informa limite de 200 participantes e inscrição gratuita. Esse número representa a capacidade informada para o encontro e não revela quantos lugares continuam disponíveis. A agenda de desenvolvimento sustentável na Amazônia também tem divergência entre páginas oficiais sobre o encerramento das inscrições.

Neste artigo, você vai ver
Como crédito e terra entram no debate, o papel da segurança, onde aparecem bioeconomia e cooperativismo e como participar.

Crédito e terra entram no debate sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia

O primeiro painel reúne exclusão creditícia, passivos ambientais, transferência de propriedades rurais, manejo florestal e mercado de carbono. A regularização aparece como uma das condições capazes de ampliar segurança jurídica e acesso a instrumentos formais de financiamento.

Dentro da agenda de desenvolvimento sustentável na Amazônia, produção, conservação e regularidade do uso do território serão analisadas de forma conjunta. O encontro não estabelece que falta de crédito ou irregularidade fundiária cause criminalidade; são fatores distintos colocados em discussão no mesmo território.

Quatro frentes da programação
CRÉDITO E TERRA: regularização, passivos ambientais e oportunidades econômicas.
JUSTIÇA: crime organizado no campo e instrumentos jurídicos.
SEGURANÇA: inteligência e integração institucional.
FORMALIZAÇÃO: crédito, bioeconomia, carbono e cooperativismo.

Crime organizado no campo entra no segundo eixo

O segundo painel discute criminalidade organizada no campo e instrumentos jurídicos disponíveis para atuação institucional. O tema conecta proteção territorial, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável na Amazônia, mas a programação não anuncia operação policial, força-tarefa ou nova política pública já aprovada.

O terceiro eixo amplia a discussão para integração entre forças de segurança, órgãos ambientais e estruturas fundiárias. O foco é avaliar como dados, fiscalização e inteligência podem melhorar a coordenação. Dentro do desenvolvimento sustentável na Amazônia, essa integração é apresentada como tema de debate, não como plano operacional já definido.

desenvolvimento sustentável na Amazônia com planejamento rural e preservação ambiental
Produção rural, regularização e uso do território fazem parte dos temas do encontro em Porto Velho.

Bioeconomia e cooperativismo entram na agenda de formalização

O quarto painel tem como título a pergunta “Mais CNPJ, menos crime?”. A formulação deve ser lida como provocação para o debate, não como conclusão. A simples abertura de empresas ou formalização econômica não pode ser apresentada como causa direta de redução da criminalidade.

Crédito rural, mercado de carbono, bioeconomia e cooperativismo aparecem como possibilidades para ampliar participação na economia formal. Na discussão sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia, esses instrumentos serão relacionados à geração de oportunidades e ao uso regular de território e recursos naturais.

O encontro pretende produzir recomendações para possíveis ações e políticas públicas ligadas ao desenvolvimento sustentável na Amazônia. Essas recomendações ainda serão construídas durante a programação e não representam decisões já tomadas ou programas com execução garantida.

Inscrição é gratuita e prazo oficial aparece com divergência

O encontro sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia será realizado em 10 de setembro, com início às 8h, no auditório do edifício-sede do TJRO. O endereço informado é Avenida Desembargador Francisco César Soares Montenegro, antiga Rua José Camacho, nº 585, bairro Olaria, em Porto Velho.

Para participar
DATA: 10 de setembro.
INÍCIO: 8h.
LOCAL: sede do TJRO, em Porto Velho.
LIMITE INFORMADO: 200 participantes.

O formulário da Emeron informa inscrições até 9 de setembro, enquanto outro sistema oficial do TJRO exibia 10 de setembro. Para evitar perda do prazo, a orientação preventiva é concluir a inscrição até o dia 9. O limite informado representa capacidade do evento, não disponibilidade remanescente.

A programação do encontro sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia começa às 8h, mas não há horário de encerramento confirmado. Também não há base para antecipar quais recomendações serão aprovadas ao fim dos quatro painéis.

Rondônia apresenta central para regular vagas prisionais após déficit de 1.187 vagas

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Regulação de vagas prisionais em Rondônia com monitoramento de dados do sistema prisional
Imagem ilustrativa representa o monitoramento de capacidade, ocupação e fluxos do sistema prisional em Rondônia.

Rondônia tem nesta quarta-feira, 2 de setembro, uma nova etapa da regulação de vagas prisionais com a apresentação institucional da Central de Regulação de Vagas (CRV). A iniciativa integra o Plano Pena Justa e busca organizar informações sobre capacidade, ocupação e fluxo de entrada e saída no sistema prisional.

O contexto usado para dimensionar o problema é de 31 de dezembro de 2025: o SISDEPEN registrava 8.256 pessoas em celas físicas para capacidade de 7.069 vagas, diferença de 1.187 e taxa de ocupação de 116,79%. Esses números não são uma contagem de setembro de 2026.

Neste artigo, você vai ver
Como funciona a central, por que ela não significa soltura automática, o que faz o Emprega Lab e como ler corretamente o déficit prisional.

Como funciona a regulação de vagas prisionais

A regulação de vagas prisionais acompanha a capacidade efetivamente reconhecida em cada unidade, a ocupação e os fluxos do sistema. A metodologia prevê uso de informações atualizadas, alertas e revisão da capacidade disponível para orientar a gestão.

A CRV não impede novas prisões, não determina solturas automáticas e não substitui decisões judiciais individuais. A função da central é apoiar o acompanhamento institucional da lotação e dar mais previsibilidade à administração das vagas dentro das regras da política penal.

Duas frentes diferentes
CRV: acompanha capacidade, ocupação e fluxo das vagas prisionais.
EMPREGA LAB: articula qualificação, trabalho e geração de renda para pessoas privadas de liberdade e egressas.
sistema prisional de Rondônia em matéria sobre regulação de vagas prisionais
A regulação de vagas acompanha a capacidade e a ocupação das unidades sem substituir as decisões judiciais sobre cada caso.

Central já vinha sendo preparada antes de setembro

A apresentação institucional desta semana não representa a criação da estrutura do zero. Rondônia já aparecia em etapas anteriores de implantação, e a Senappen registrou avanço da Central de Regulação de Vagas antes da agenda de setembro. Esse histórico é importante para entender a regulação de vagas prisionais como continuidade de implantação.

A regulação de vagas prisionais integra o eixo do Pena Justa voltado ao controle de entrada, ocupação e gestão das vagas. O CNJ explica o Plano Pena Justa como estratégia nacional para enfrentar problemas estruturais do sistema prisional.

regulação de vagas prisionais com análise de dados e indicadores do sistema prisional
Dados de capacidade e ocupação são usados para acompanhar a pressão sobre as unidades e os fluxos do sistema prisional.

Emprega Lab articula qualificação e trabalho

A agenda de 2 de setembro também inclui o Emprega Lab Rondônia, espaço permanente de articulação entre poder público, setor produtivo, Sistema S, instituições de ensino, empresas e sociedade civil. A proposta é ampliar caminhos para qualificação profissional, trabalho e geração de renda.

O Emprega Lab não é feirão de empregos, não representa abertura imediata de vagas e não garante contratação. No contexto da regulação de vagas prisionais, ele funciona como estrutura de governança complementar para aproximar parceiros e construir ações destinadas a pessoas privadas de liberdade e egressas.

O tema aparece como frente complementar à regulação de vagas prisionais: enquanto a central atua sobre capacidade e ocupação, o Emprega Lab se relaciona à reintegração social. Metas nacionais do Pena Justa não devem ser transformadas em promessa automática de emprego em Rondônia.

Déficit de 1.187 vagas é referência do fim de 2025

Em 31 de dezembro de 2025, o sistema registrava 8.256 pessoas em celas físicas para 7.069 vagas. A diferença de 1.187 vagas e a taxa de ocupação de 116,79% ajudam a dimensionar o cenário que motivou o avanço da regulação de vagas prisionais.

Sistema prisional em números
PESSOAS EM CELAS FÍSICAS: 8.256.
CAPACIDADE: 7.069 vagas.
DÉFICIT: 1.187 vagas.
REFERÊNCIA: 31/12/2025.

Esses dados não representam uma fotografia de setembro de 2026. A regulação de vagas prisionais busca melhorar o acompanhamento da capacidade, mas a implantação da central, por si só, não garante que a ocupação cairá imediatamente para 100%.

Segundo a programação divulgada, a agenda desta quarta inclui apresentação da CRV, Emprega Lab e atividades institucionais e de capacitação; reuniões técnicas continuam na quinta-feira (3). A regulação de vagas prisionais integra essa agenda, mas não há confirmação de que essas atividades sejam abertas ao público.

Fontes: CNJ, Senappen e SISDEPEN.
Via: AgoraRO.

Inscrições para seminário de resíduos sólidos terminam quinta-feira em Porto Velho

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Seminário de resíduos sólidos em Porto Velho com triagem de materiais recicláveis
Imagem ilustrativa representa triagem de materiais recicláveis e gestão de resíduos sólidos em ambiente organizado.

As inscrições para o seminário de resíduos sólidos que será realizado em Porto Velho seguem abertas até quinta-feira, 3 de setembro. A participação é gratuita, e o encontro ocorre na sexta-feira (4), das 8h às 17h, no auditório da sede do Ministério Público de Rondônia (MPRO), no bairro Olaria.

A programação reúne quatro painéis sobre descarbonização da gestão de resíduos, logística reversa, governança ambiental e inclusão socioeconômica de catadores. O seminário de resíduos sólidos é presencial e prevê certificação para quem cumprir o registro de presença conforme as orientações do evento.

Neste artigo, você vai ver
Como fazer a inscrição, quais temas serão discutidos, como os catadores entram no debate e o serviço completo para participar.

Seminário de resíduos sólidos recebe inscrições gratuitas até 3 de setembro

Quem pretende participar deve fazer a inscrição pela plataforma da Escola Superior do MPRO. O preenchimento presencial segue a ordem de inscrição e está limitado à capacidade do auditório.

A divulgação não fixa quantidade total de vagas. Por isso, o seminário de resíduos sólidos deve ser apresentado apenas com as condições realmente informadas pela organização, sem transformar metas institucionais de participação em capacidade disponível para inscrição.

Inscrição
PRAZO: até quinta-feira, 3 de setembro.
VALOR: participação gratuita.
FORMATO: presencial, com inscrição on-line.

Quatro painéis discutem gestão e reaproveitamento de resíduos

O primeiro painel do seminário de resíduos sólidos relaciona descarbonização da gestão de resíduos e valorização econômica dos materiais. O segundo trata de logística reversa e responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

A terceira discussão aborda governança ambiental e atuação institucional. A quarta fecha a programação temática com inclusão socioeconômica e participação dos catadores na economia circular, conectando recuperação de materiais e trabalho na cadeia de reciclagem.

O seminário de resíduos sólidos também aproxima aspectos ambientais, econômicos e sociais do mesmo problema, mostrando como decisões sobre descarte, reaproveitamento e responsabilidade pelo ciclo dos produtos envolvem empresas, poder público e trabalhadores da reciclagem.

seminário de resíduos sólidos com trabalhadores na triagem de recicláveis
Triagem e separação de materiais recicláveis ilustram processos ligados à economia circular e ao gerenciamento adequado dos resíduos.

Política Nacional de Resíduos Sólidos dá contexto aos debates

A Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, organiza princípios e instrumentos para gestão e gerenciamento de resíduos no país.

Conceitos como responsabilidade compartilhada, logística reversa, reutilização e reciclagem ajudam a explicar a agenda do seminário de resíduos sólidos. A realização do encontro, porém, não permite prometer redução automática de emissões ou qualquer resultado ambiental específico para Rondônia.

economia circular e reciclagem em seminário de resíduos sólidos
Materiais separados para reciclagem integram cadeias de reaproveitamento e geração de valor dentro da economia circular.

Catadores entram no debate sobre economia circular

O papel dos catadores aparece como um eixo próprio do seminário de resíduos sólidos. A programação relaciona inclusão socioeconômica, reciclagem, reaproveitamento e participação de trabalhadores que atuam diretamente na recuperação de materiais.

Na prática, a economia circular busca manter materiais em uso por mais tempo e reduzir perdas ao longo da cadeia. O debate se conecta a ações de coleta seletiva, triagem, destinação adequada e organização do trabalho de cooperativas e associações.

Evento será realizado das 8h às 17h no bairro Olaria

O seminário de resíduos sólidos será realizado presencialmente na sexta-feira, 4 de setembro, das 8h às 17h, no auditório do edifício-sede do MPRO. O endereço informado é Rua Jamary, 1555, bairro Olaria, em Porto Velho.

A certificação depende do registro de presença conforme as orientações da organização. Para participar do seminário de resíduos sólidos, a recomendação é concluir a inscrição dentro do prazo e acompanhar as instruções disponibilizadas na página oficial do evento.

Programe-se
INSCRIÇÃO: até quinta-feira, 3 de setembro.
EVENTO: sexta-feira, 4 de setembro.
HORÁRIO: 8h às 17h.
LOCAL: Rua Jamary, 1555, Olaria, Porto Velho.

Brasil prepara primeiros leilões de baterias com 6.091 projetos cadastrados

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Leilão de baterias no Brasil com sistema de armazenamento de energia
Imagem ilustrativa mostra sistema de baterias de grande porte conectado à rede elétrica e a fontes renováveis.

O Brasil prepara para dezembro seu primeiro grande leilão de baterias voltado à contratação de sistemas de armazenamento de energia. Antes da disputa, a Empresa de Pesquisa Energética recebeu 6.091 projetos cadastrados, que somam 296.807 MW de potência.

Os números mostram forte interesse do mercado, mas exigem cautela: 6.091 projetos cadastrados não significam 6.091 projetos contratados, aprovados ou que serão construídos. Da mesma forma, os 296.807 MW correspondem à potência cadastrada e não a capacidade já contratada no leilão de baterias.

Neste artigo, você vai ver
Como funcionam as baterias, o que mudou desde 2015, as regras dos certames e por que Rondônia entra apenas no contexto sistêmico.

Leilão de baterias vai contratar potência, não “vento estocado”

Baterias não armazenam vento. O vento movimenta as pás de uma turbina, o gerador produz eletricidade e o sistema de baterias recebe essa energia. Ela é conservada em forma química e depois devolvida à rede elétrica quando necessário.

Essa é a lógica dos sistemas BESS. No leilão de baterias, o objetivo não é apenas comprar equipamentos, mas contratar disponibilidade de potência para resposta ao comando do Operador Nacional do Sistema.

“Estocar vento” virou meme, mas o desafio energético é real

Em 2015, a então presidente Dilma Rousseff usou a expressão “estocar vento” ao discutir fontes renováveis. A formulação era tecnicamente imprecisa e virou meme. Ela não deve ser apresentada como previsão das baterias nem como uma afirmação cientificamente correta.

O problema por trás da expressão, porém, existe: solar e eólica variam conforme luz e condições meteorológicas. Em 2015 já havia armazenamento conectado à rede; o que mudou desde então foi a escala, com queda de custos, avanço da eletrônica e crescimento das fontes renováveis.

leilão de baterias no Brasil com energia solar e eólica
Sistemas de armazenamento podem receber eletricidade disponível na rede e devolvê-la em outro momento; eles não armazenam diretamente vento ou sol.

6.091 projetos foram cadastrados para o leilão de baterias

A EPE registrou 6.091 projetos, com 296.807 MW de potência cadastrada. O órgão classificou o volume como recorde de participação em certames do setor elétrico brasileiro.

O cadastramento é apenas uma etapa do processo. Os empreendimentos ainda passam por habilitação e competição antes de eventual contratação. Por isso, o interesse registrado para o leilão de baterias não permite somar toda essa potência como capacidade futura garantida.

O que os números significam
6.091: projetos cadastrados, não contratados.
296.807 MW: potência cadastrada.
PRÓXIMA ETAPA: habilitação, competição e seleção.

Dois certames estão previstos para dezembro

A audiência pública da Aneel de 1º de setembro discutiu editais e contratos. As consultas públicas seguem abertas até 14 de setembro, antes da consolidação das regras do leilão de baterias.

O Armazenamento Nacional está previsto para 2 de dezembro e exige baterias fabricadas no Brasil. O Armazenamento Geral está previsto para 4 de dezembro e não traz a mesma exigência. Os contratos terão duração de 15 anos, com início do suprimento em 1º de agosto de 2028.

Pelas regras em consulta, os sistemas precisam ter pelo menos 30 MW, entregar potência por quatro horas, aceitar até dois acionamentos diários e recompor a carga em até seis horas. A lista de fornecedores credenciados pelo BNDES não representa vitória antecipada no leilão de baterias.

Baterias dão flexibilidade, mas não resolvem todos os gargalos

O sistema elétrico já enfrenta cortes de geração solar e eólica associados a restrições operacionais ou de transmissão. As baterias podem aproveitar excedentes e entregar potência em outro horário, aumentando a flexibilidade da operação.

Isso não significa que o leilão de baterias eliminará sozinho o curtailment ou substituirá investimentos em transmissão. Também não existe, nas regras apresentadas, garantia automática de redução da conta de luz do consumidor.

Rondônia integra o sistema, mas não tem projeto confirmado

Rondônia participa do Sistema Interligado Nacional. Mais reserva de potência e flexibilidade podem produzir efeitos sistêmicos também no sistema Acre–Rondônia, especialmente em uma rede que combina diferentes fontes e longas estruturas de transmissão.

Até a apuração de origem, nenhum dos 6.091 projetos havia sido confirmado especificamente para Rondônia e não havia anúncio de bateria de grande porte para Porto Velho. O leilão de baterias tem, por enquanto, um recorte nacional, não um investimento estadual já definido.

Fontes:
Aneel,
EPE,
BNDES e
MME.
Via: AgoraRO.

Reservatório de Jirau opera no nível mínimo; Madeira segue em vazante

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Nível mínimo da UHE Jirau com vazante do rio Madeira em Rondônia
Imagem ilustrativa mostra a UHE Jirau e o rio Madeira em período de vazante em Rondônia.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) informou que o nível mínimo da UHE Jirau foi alcançado no reservatório durante a recessão hidrológica do rio Madeira. A informação se refere à faixa operacional da hidrelétrica e não significa que o rio tenha chegado ao menor nível nem que Porto Velho esteja em emergência.

Na noite de 1º de setembro, o SACE mostrava 4,34 metros na estação de Porto Velho, em medição exibida para 22h15, com classificação “Normal”. O nível mínimo da UHE Jirau e a cota do Madeira na capital são referências diferentes e precisam ser lidas separadamente.

Neste artigo, você vai ver
O que representa o mínimo operativo, qual era a cota do Madeira em Porto Velho, como estavam as defluências e quais riscos não estão confirmados.

Nível mínimo da UHE Jirau ocorre durante a vazante do Madeira

A ANA situa a redução do reservatório no ciclo natural de vazante. Jirau e Santo Antônio operaram próximas aos níveis máximos no primeiro semestre e reduziram seus reservatórios ao longo de agosto para acompanhar a recessão do rio.

As duas usinas mantinham defluências acima dos mínimos exigidos em suas outorgas. Defluência é a água liberada pela usina para seguir a jusante. Portanto, o nível mínimo da UHE Jirau não deve ser traduzido como colapso, paralisação da hidrelétrica ou risco confirmado de falta de energia.

Duas referências diferentes
JIRAU: mínimo operativo é uma referência do reservatório da usina.
PORTO VELHO: o SACE mede a cota do rio Madeira na estação da capital.

Madeira marcava 4,34 metros e seguia em situação normal

Na última leitura usada nesta matéria, o SACE/SGB mostrava 434 centímetros, ou 4,34 metros, às 22h15 de 1º de setembro, com situação “Normal”. Mais cedo, o sistema havia exibido 4,51 metros.

Essas duas medições não bastam para definir uma tendência hidrológica. O nível mínimo da UHE Jirau pode coexistir com uma leitura normal em Porto Velho porque reservatório e régua fluvial representam pontos, usos e critérios distintos dentro da mesma bacia.

nível mínimo da UHE Jirau durante a vazante do rio Madeira em Rondônia
Reservatório de Jirau chegou ao mínimo operativo durante a vazante; a leitura do Madeira em Porto Velho permanecia em situação normal no SACE.

Cota ainda estava acima da faixa municipal de atenção

O comunicado municipal mais recente usado como referência informa que a Defesa Civil de Porto Velho considera estado de atenção quando o Madeira fica abaixo de 4 metros e estado de alerta quando chega a 3 metros. Com 4,34 metros, o rio estava acima do primeiro limiar.

Isso não elimina o acompanhamento das comunidades ribeirinhas, mas impede afirmar que a capital já estivesse em atenção por esse critério. O nível mínimo da UHE Jirau também não altera por si só a classificação municipal da vazante.

SGB descreve cenário relativamente mais favorável no Madeira

O Serviço Geológico do Brasil classificou o cenário atual do Madeira como relativamente mais favorável. A recuperação dos níveis, porém, ainda depende do retorno das chuvas no início da estação chuvosa.

O El Niño entra como contexto de monitoramento. Projeções sazonais podem aumentar a atenção para seca, estiagem e calor, mas não autorizam afirmar que o nível mínimo da UHE Jirau seja consequência exclusiva do fenômeno nem que 2026 repetirá ou superará automaticamente a crise de 2024.

O que o nível mínimo da UHE Jirau não significa

Até o fechamento da apuração de origem, os órgãos consultados não haviam informado paralisação da UHE Jirau, falta de energia, nova suspensão da navegação, isolamento de comunidades ou declaração de emergência em Porto Velho. O nível mínimo da UHE Jirau é um dado operacional do reservatório, não uma confirmação automática desses impactos.

Também não há base para afirmar que o Madeira tenha chegado ao menor nível do ano ou que a vazante seguirá em queda contínua. Novas leituras do SACE e novos boletins oficiais precisam orientar qualquer atualização do cenário.

O dado objetivo permanece: o nível mínimo da UHE Jirau foi alcançado no reservatório durante a vazante, enquanto o Madeira seguia normal no SACE em Porto Velho na leitura usada para esta matéria.

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