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terça-feira, junho 9, 2026
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Vida virtual após a morte: aceitação da clonagem digital é analisada em novo estudo

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Uma das propostas mais controversas sobre a vida após a morte (ou algo nessa linha) tem a ver com a clonagem digital. Por exemplo, em uma espécie de tecnologia que simula precisamente a personalidade de quem se foi, permitindo a quem ficou continuar tendo a companhia da pessoa.

Atualmente, essa ideia tem ganhado mais força graças aos avanços da inteligência artificial generativa. Porém, ainda há muitas dúvidas e dilemas éticos a esse respeito. Inclusive, porque a clonagem digital envolve não só os interesses das pessoas vivas, como os do clonado.

Em um novo estudo, o professor Masaki Iwasaki, da Universidade Nacional de Seul, buscou analisar como as pessoas avaliam a clonagem digital. E a ideia se mostrou mais aceitável para os casos onde a pessoa falecida deu permissão antecipadamente (58% dos entrevistados).

Receio com a clonagem digital

Mas mesmo assim, essa “ressurreição virtual” dividiu opiniões. Muitos foram relutantes com qualquer procedimento do tipo, mesmo com consentimento do falecido. Já sem a pessoa ter dado consentimento (ou até com o falecido tendo discordado da clonagem quando era vivo), apenas 3% dos entrevistados aceitaram a ideia – e quando a pergunta foi sobre se o entrevistado aceitaria ser clonado, 59% das respostas foram negativas.

Iwasaki aponta que uma atitude cautelosa é documentar os desejos relacionados à própria morte. Como uma comunicação clara à família para ser considerada em momentos futuros. Algo que faz bastante sentido, já que ferramentas e aplicativos de inteligência artificial já estão bem avançados quando o assunto é chatbots personalizados e geração de avatares.

Método para tornar café mais saboroso é comprovado cientificamente

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Um estudo realizado pela Universidade de Oregon investigou se a técnica de umedecer os grãos de café antes de moê-los – já bem conhecida entre os aficionados – resulta em uma bebida mais saborosa. A resposta foi positiva: o método é eficaz!

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Matter.

Por que molhar os grãos de café melhora o sabor da bebida?

  • A melhora no sabor do café com grãos umedecidos está associada à eletricidade estática.
  • O atrito entre os grãos durante a sua trituração é responsável por gerar essa forma de energia.
  • Ao umedecer os grãos com um pouco de água, é possível reduzir essa eletricidade estática.
  • Isso evita que os grãos grudem uns nos outros ou sejam expelidos para fora do moedor.
  • Além disso, a água consegue extrair mais sabor do pó úmido, realçando o gosto.
  • Segundo os pesquisadores, essa abordagem torna o processo de moagem mais lento, porém resulta em uma bebida consistente e saborosa

Tipos de grãos

A equipe de pesquisa conduziu o estudo utilizando diversos tipos de grãos de café, tanto de origem comercial quanto aqueles torrados em laboratório. Eles variavam em origem, tempo de torra e teor de umidade.

Os experimentos revelaram que os grãos de café mais secos e escuros têm maior propensão a se aglomerar durante a moagem do que os grãos mais claros. Os pesquisadores acreditam que isso ocorre porque os grãos escuros quebram mais facilmente, enquanto os levemente torrados retêm mais umidade, não apresentando o mesmo efeito.

Qual a quantidade ideal de água para um bom café?

Christopher Hendon, químico de materiais da Universidade de Oregon e um dos autores do estudo, afirmou ao New Scientist que ideal é adicionar cerca de 20 microlitros de água por grama de café para aprimorar o sabor.

Apesar de ainda ser necessário realizar mais testes para compreender os efeitos da água em diferentes tipos de moedores e métodos de preparo, a conclusão é a mesma:

Alguns simples jatos de água resolvem os problemas de aglomeração, canalização e extrações ruins, ao mesmo tempo em que contribuem para a busca pelo café expresso mais saboroso.

Os cientistas acreditam que essas descobertas podem ser úteis em outros estudos de geofísica, podendo servir como base para investigar desde deslizamentos de terra até erupções vulcânicas ou o processo de infiltração da água no solo.

Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020

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Programa tradicional de distribuição gratuita ou com desconto de 90% de remédios subsidiados pelo Ministério da Saúde, o Farmácia Popular distribuiu, entre julho de 2015 e dezembro de 2020, R$ 7,43 bilhões em medicamentos a pacientes falecidos. O programa também vendeu R$ 2,57 bilhões em medicamentos sem nota fiscal que comprovasse a compra pelo estabelecimento credenciado.

As conclusões constam de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o relatório, os problemas decorreram da falta de um controle maior nos ressarcimentos às farmácias onde os medicamentos são retirados. Isso porque a fiscalização ocorre, na maior parte dos casos, a distância e de forma manual.

No caso da distribuição a pacientes falecidos, a CGU cruzou o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do paciente com autorizações emitidas pelo Ministério da Saúde e informações do Sistema Nacional de Registro Civil (Sirc), do Sistema de Controle de Óbitos do Ministério da Previdência (Sisobi) e do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do DataSus.

“A situação denota desperdício de recursos públicos e fraude cometida pelo particular que efetua a compra, burlando os controles na farmácia, ou pelo próprio estabelecimento”, destacou a CGU no relatório.

Em relação à venda sem nota fiscal, a auditoria constatou que os gastos com remédios sem nota fiscal equivaleram a 18,5% dos R$ 13,8 bilhões desembolsados pelo Farmácia Popular no período da investigação. Ao analisar 362 milhões de registros de venda nesse intervalo, 17,4% não estavam cobertos por estoque de medicamentos amparados em documentação fiscal.

No Farmácia Popular, os estabelecimentos credenciados repassam aos pacientes os medicamentos com desconto de 90% em relação ao valor de referência. Os remédios para o tratamento de hipertensão, diabete e asma são distribuídos de forma gratuita. Os comerciantes são ressarcidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, do Ministério da Saúde, que subsidia a aquisição dos medicamentos.

Amostragem

A fiscalização foi realizada por meio de amostragens em farmácias e drogarias credenciadas em cinco estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba. Nesses estabelecimentos, foram analisados os registros diários de entradas e saídas, comparados com as notas fiscais eletrônicas da Receita Federal. Segundo a CGU, esse método é mais eficaz que o procedimento tradicional de verificação mensal consolidada.

Após a fiscalização eletrônica, os técnicos inspecionaram fisicamente os estabelecimentos para confirmar a eficácia da ferramenta desenvolvida. Os comerciantes que cometeram irregularidades, destacou a CGU, podem sofrer punições, como a devolução dos recursos, o pagamento de multa e até descredenciamento do programa.

Recomendações

Para diminuir os prejuízos, a CGU recomendou a elaboração de um plano de tratamento de risco, semelhante aos adotados pela inteligência da Receita Federal, e o descredenciamento de estabelecimentos que não comprovarem as vendas com nota fiscal. O órgão também aconselhou o aprimoramento de mecanismos de controle que atestem a presença do beneficiário final no ponto de venda e adoção de medidas para recuperação dos recursos pagos indevidamente.

O relatório recomendou que o Ministério da Saúde utilize o sistema Sentinela, que poderá ser disponibilizado pela própria CGU, ou outra aplicação com metodologia semelhante para reforçar os controles de primeira linha de defesa. Segundo a CGU, esse sistema automatiza a circulação das informações de distribuição de remédios ante a comprovação da efetiva e regular compra dos medicamentos no mercado.

O Ministério da Saúde informou que avalia o resultado e as recomendações da auditoria da CGU. A pasta não forneceu mais detalhes.

Repressão a fraudes

Fraudes no Programa Farmácia Popular não são incomuns e têm sido reprimidas pelo governo. Em setembro, a Polícia Federal (PF) cumpriu 62 mandados de busca e apreensão contra acusados de vendas fictícias de medicamentos em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Ceará.

As investigações começaram em outubro de 2022, com base em notícia da venda fictícia de medicamentos por uma rede de farmácias com atuação na Região Sul do país. Os acusados usavam indevidamente dados de cidadãos para fraudar compras por farmácias. Segundo a PF, os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato contra a União, falsificação de documento particular, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Ações do Governo Federal fortaleceram economia brasileira

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Aumento real de 3% no salário mínimo, mais investimentos nas políticas sociais e equilíbrio entre despesas e receitas estão entre as ações do Governo Federal para fortalecer a economia brasileira em 2024. Em 2023, o trabalho econômico fez com que o Brasil conquistasse a 9ª posição de maior economia do mundo, após deixar o 12º lugar por ultrapassara a Rússia e o Canadá, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa guinada para o Brasil foi impulsionada pelo forte crescimento do PIB, com estimativa de fechar o ano de 2023 em US$ 2,13 trilhões.

Em suas redes sociais, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, destacou que o País já esteve em 7º lugar entre 2010 e 2014. “De volta ao Top 10: ultrapassamos o Canadá e somos oficialmente a 9ª maior economia do mundo de acordo com o FMI […] Em 2010, saímos do top 10. Começamos 2023 na 12ª posição no ranking e vamos fechar o ano subindo 3 posições”, escreveu o ministro.

O aumento do salário mínimo, que passou de R$ 1320 para R$ 1.412 em 1º de janeiro de 2024, só foi possível devido ao trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Valorização do Salário Mínimo, criado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No cálculo para chegar ao valor, foi considerada a variação da inflação do ano anterior e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

Ao falar dos desafios de 2023 e planos para 2024, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, enfatizou estar otimista. “Se 2023 foi o ano de recompor políticas públicas e voltar a planejar o Brasil que queremos, 2024 manterá o compromisso com a qualidade do gasto, com planejamento e orçamento de longo prazo e com o desenvolvimento e a integração regional”.

Segundo ela, em 2024, o foco é trabalhar para “um desenvolvimento inclusivo, que não vai deixar ninguém para trás.” Para a reconstrução do Plano Plurianual (PPA) – que define as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal, o Governo Federal ouviu os brasileiros em plenárias nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal para que respondessem “Que Brasil vocês querem para os próximos quatro anos”. As respostas nortearam as ações desenhadas no planejamento.

Tebet ressaltou que, entre as reformas importantes, em 2023, está o “arcabouço fiscal”, que limitou o crescimento das despesas a 70% do aumento das receitas, contribuindo para que o governo cumpra seu compromisso com a responsabilidade fiscal sem descuidar do social. Ela também citou a Reforma Tributária, “que permitirá ao Brasil crescer de forma sustentável e acima da média medíocre de 1% ao ano que marcou os últimos 30 anos da economia brasileira”, disse. Em 2024, a ministra trabalhará para entregar a agenda 2050, um planejamento com foco nos desafios dos próximos 25 anos. 

No orçamento de 2024, previsto pela Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada em 22 de dezembro de 2023 pelo Congresso Nacional e que garantiu o aumento real de 3% do salário mínimo, também estão previstos aportes de R$ 169 bilhões para o Bolsa Família e de R$ 180 bilhões para a educação. Para a saúde pública, serão destinados R$ 231 bilhões, sendo que parte custeará ações dos agentes da família, vacinação e farmácia popular. 

Já os bancos públicos federais contribuirão com R$ 1,7 trilhões em crédito para os programas da União no Plano Plurianual 2024-2027 (PPA 2024-2027). São eles: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia S.A. (Basa).

Ao todo, R$ 1,5 trilhão ou 90,5% serão aplicados em cinco programas, sendo a maior parte voltado à moradia digna (R$532 bilhões). Depois, vêm agropecuária sustentável (R$ 404 bi); neoindustrialização, ambiente de negócios e participação econômica internacional (R$355 bi); desenvolvimento regional e ordenamento territorial (R$124 bi); e agricultura familiar e agroecologia (R$ 117 bi).

Outras ações a serem desenvolvidos no 6º triênio do programa (2024-2026) são 122 projetos aprovados pelo Comitê Gestor do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O investimento pode atingir R$2,5 bilhões oriundos de imunidade tributária de seis hospitais de excelência que fazem parte do programa: Hospital Israelita Albert Einstein, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital do Coração, Moinhos de Ventos, Sírio Libanês e Oswaldo Cruz.

Em 2023, o Proadi-SUS foi estratégico no Ministério da Saúde para o fortalecimento do SUS com iniciativas que visam a inovação tecnológica e soluções para a garantia da equidade na saúde. O programa investiu R$7,9 bilhões em mais de 700 ações, com impacto direto em 5,5 mil municípios. Entre as iniciativas estão a promoção de cursos para mais de 580 mil profissionais; realização de 4,7 mil transplantes; treinamento de 6 mil profissionais para atendimento de alta complexidade; participação de mais de 400 mil pessoas em pesquisas de interesse da saúde pública; e 2 milhões de teleatendimentos com 986 mil telediagnósticos pelo Telessaúde.

Para 2024, além dos investimentos e planejamento econômico, o governo lançará o edital do Concurso Público Nacional Unificado em 10 de janeiro de 2024 para melhorar o atendimento e cumprir com todas as entregas. As inscrições podem ser feitas a partir de 19 de janeiro até 9 de fevereiro. As provas devem ser aplicadas em 5 de maio em 217 cidades. O calendário foi planejado entre o Ministério da Gestão e a Cesgranrio, banca responsável pela elaboração das provas.

+Milionária sorteia R$ 119 milhões neste sábado; saiba como jogar

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Jogou na Mega da Virada 2023 e não ganhou? Não tem problema, pois os apostadores das loterias da Caixa têm mais uma chance de mudar de vida neste sábado, 6, com o sorteio de mais um concurso da +Milionária. 

O prêmio estimado é de R$ 119 milhões. As apostas podem ser feitas até às 19h em casas lotéricas, ou de forma digital, através do site ou aplicativo da Caixa. O sorteio acontece às 20h, no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O valor mínimo para apostar é de R$ 6, marcando seis números no volante e mais dois trevos.

De acordo com dados estatísticos da Caixa, as chances de um apostador acertar os 6 números mais os 2 trevos da loteria com uma aposta mínima e levar o prêmio total é de 1 em 238 milhões.

Desde que foi criada pela Caixa Econômica Federal, em maio de 2022, a +Milionária ainda não teve nenhum ganhador na faixa principal em 59 concursos realizados. Com sorteios sempre aos sábados, a modalidade possui apenas um concurso por semana.

Como apostar na +Milionária
Apostas podem ser feitas nas casas lotéricas, no portal Loterias Caixa e no aplicativo. A aposta simples, com seis números e dois trevos custa R$ 6. Na aposta simples o apostador precisa marcar seis números de 1 a 50 e dois “trevos” de 1 a 6. Para apostas múltiplas, poderá escolher de 6 a 12 números entre os 50, e de 2 a 6 entre os 6 trevos.

Também é possível fazer um bolão na +Milionária. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. As apostas em grupo têm preço mínimo de R$ 12, cada cota não pode ser inferior a R$ 6, sendo possível realizar um bolão com no mínimo 2 e podendo chegar a 100 cotas.

É possível também comprar cotas de bolões organizados pelas casas lotéricas. O prêmio principal é destinado ao ganhador que acertar todas as seis dezenas e os dois trevos numerados.

Na +Milionária, as faixas de premiação são:

6 acertos + 2 trevos
6 acertos + 1 ou nenhum trevo
5 acertos + 2 trevos
5 acertos + 1 ou nenhum trevo
4 acertos + 2 trevos
4 acertos + 1 ou nenhum trevo
3 acertos + 2 trevos
3 acertos + 1 trevo
2 acertos + 2 trevos
2 acertos + 1 trevo

 

Morre Zagallo, o Único Tetracampeão Mundial de Futebol

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O Brasil perde uma das maiores lendas de seu futebol.

Mário. Jorge. Lobo. Zagallo. Quatro nomes, quatro Copas do Mundo. Difícil não confundir a história deste alagoano com a do próprio futebol. Tinha em si a mistura do brasileiro quando a linguagem é o esporte bretão: personalidade forte, às vezes até turrão, determinado ao extremo. Tudo com uma grande pitada de superstição em sua paixão desenfreada pelo número 13. Prenúncio de sorte, ele dizia. Um senhor que viajou ao longo de mais de oito décadas e provou sabores e dissabores que o mundo da bola pode proporcionar. Um caminho que ele estava convencido de que fora destinado a cumprir. E o mundo, em parte, a engolir.

“Sou predestinado. Quando o céu está coberto não tem estrela. Agradeço sempre por tudo que conquistei”, disse certa vez o “Velho Lobo”.

Aos 92 anos, nesta sexta-feira (05/01), a lenda do futebol brasileiro deixou a vida para ser definitivamente história, conforme anunciou uma nota de pesar postada em seu próprio Instagram.

E que história. Nascido em Maceió, Alagoas, em 9 de agosto de 31 – 13 ao contrário – chegou ao Rio de Janeiro com apenas oito meses de idade. A família se estabeleceu pelas ruas da Tijuca, Zona Norte da cidade, próximo ao rubro América. Pelas calçadas da Praça Afonso Pena, o garoto assumiu o gosto pela bola. E, destemido, decidiu: seria jogador de futebol.

O problema seria convencer os pais, Haroldo e Maria Antonieta. Na década de 40 fazer da bola um ofício não era visto com bons olhos. Mas, com a intervenção do irmão mais velho a seu favor, conseguiu. Em 1948 ingressou nas categorias de base do América, clube do qual seu pai era sócio. Entre treinos e jogos, Zagallo arrumava tempo para frequentar a sede social. E foi em um dos bailes de confete que conheceu Alcina, sua futura esposa. Com ela, ganhou o 13 em sua vida.

Devota fervorosa de Santo Antônio, celebrado em 13 de junho, Alcina fez de Zagallo o mais ferrenho defensor do algoritmo. O que para muitos era sinônimo de azar, para o então ponta-esquerda era símbolo de sorte. Zagallo exaltava a predileção pelo número, mas dizia ser apenas fé. Com Alcina casou-se em 13 de janeiro de 1955. E o número da camisa passou a ser o mesmo. Coisas de Santo Antônio. Coisas de fé. Não superstição.

No América permaneceu até o ano seguinte, quando seguiu para o Flamengo, time pelo qual se profissionalizou. Diante da concorrência, decidiu deixar o centro do meio de campo para jogar na ponta-esquerda. Ali se encontrou. Em 1950, com 19 anos, servia o Exército quando deixou o Maracanã calado em meio à multidão diante do gol de Gigghia em Barbosa. O Uruguai era campeão do mundo. E o Brasil, garantia Zagallo para si mesmo em meio a tantas lágrimas, também seria. A determinação quase obcecada em levar a pátria ao topo mais alto do futebol desenhou sua trajetória.

Em 1958, lá estava ele entre os convocados de Vicente Feola. Na ponta-esquerda, em um vaivém frenético entre ataque e defesa. Muito disciplinado. De tanto se dedicar recebeu o apelido de “Formiguinha”. Ao lado de Pelé e Garrincha, levou o Brasil ao topo do mundo da bola. Na final, diante da Suécia, fez um dos gols na vitória de 5 a 2. A Jules Rimet estava no alto, em mãos brasileiras, com Bellini.

Zagallo sentiu de novo o gosto de título mundial em 1962, no Chile, com praticamente os mesmos companheiros. À essa altura, já com a camisa do Botafogo, depois de títulos cariocas, a aposentadoria batia à porta. Até chegar em 1965. O jogador virou técnico. A lenda ganhava novos contornos. Primeiro nos juvenis do Botafogo, de onde foi alçado aos profissionais. Mário Jorge Lobo Zagallo já era nome decantado nas ruas do país, mas em 1970 teve de enfrentar a rejeição. Técnico da seleção de tantos astros, o popular e liberal João Saldanha deixara o cargo por supostamente não agradar a ditadura de Emílio Médici.

Zagallo foi chamado para assumir o time. Do banco de reservas, persistiu contras as duras críticas e juntou Pelé, Tostão e Rivellino na mesma equipe. Fez ser possível reunir tantas feras. Depois do fracasso retumbante em 1966, a seleção brasileira voltava ao topo do futebol com o melhor time de todos os tempos, em goleada estonteante de 4 a 1 sobre a Itália. O tri mundial, no México. Era também o terceiro de Zagallo, que ali entrava pela história como o primeiro a ser campeão mundial em duas funções: jogador e técnico.

A glória de 1970 o fez continuar no comando da seleção brasileira. Mas 1974 foi duro. Diante de uma Holanda inovadora, a “Laranja Mecânica” de Cruyff, o Brasil de Zagallo naufragou na segunda fase em meio a tanta novidade. Houve, então, um intervalo na relação dele com a “Amarelinha”, como costumava se referir à seleção brasileira. A carreira de Zagallo continuou como técnico em Flamengo, Botafogo, Kuwait, Arábia Saudita, Botafogo e tantos outros. A seleção continuava em maus lençóis. Parecia aguardar o retorno de estrela e se ressentir falta de relação tão próxima.

Em 1991, ele assumiu o Brasil como coordenador técnico. Uma espécie de escudo para Carlos Alberto Parreira, o treinador. À sua maneira, Zagallo fez funcionar. Durante a campanha do tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, não cansava de se virar para as câmeras e iniciar a contagem regressiva para a conquista. Faltavam sete, cinco, quatro… Até não faltar mais nenhuma. O pênalti nas alturas de Roberto Baggio elevou, também, a carreira de Zagallo. Quatro Copas do Mundo vencidas no currículo. Não era mesmo pouco.

Tanto que, diante da saída de Parreira, ele voltou ao posto de técnico da seleção. Persistente com suas ideias, acumulou críticas. Pressionado durante a Copa América de 1997, na Bolívia, desabafou para as câmeras, dedo em riste, rosto vermelho, olhos furiosos contra seus críticos, em episódio que entrou para a história e virou sua marca quase tanto quanto a superstição pelo número 13.

“Você vão ter que me engolir!”, vociferou após o título.

A frase foi marcada a ferro na biografia, mas, aos 66 anos, Zagallo mostrara ainda ter fôlego para mais batalhas. Na Copa de 98 enfrentou problemas. Primeiro, no corte de Romário, que lhe rendeu uma “homenagem” na porta de um banheiro do bar do atacante no Rio de Janeiro, onde aparecia, em caricatura, sentado em um vaso. A brincadeira de gosto para lá de duvidoso rendeu um processo judicial ao “Baixinho”.

No Mundial da França em si, o Brasil até chegou à final. Suas imagens ao motivar jogador por jogador, com seus poucos cabelos traçando o vento e as veias pulsantes no pescoço, antes dos pênaltis na semifinal contra a Holanda, foram marcantes. Mas a polêmica com Ronaldo, inicialmente cortado do jogo e que teria sofrido uma convulsão horas antes da decisão, fez o cenário ficar pesado. E Zagallo, de novo, se exasperou contra a imprensa após os 3 a 0 retumbantes diante dos donos da casa. Mostrara ali sua personalidade forte, de quem não levava desaforo para casa. Mas, talvez por isso, também se excedia.

“Entrou porque entrou. Tenho moral e personalidade para falar. Vocês devem muito a mim. Estou aqui porque sou homem. Tenho dignidade e caráter”, disparou, com dedo em riste, ao ser perguntado sobre a razão da escalação de Ronaldo. Em seguida, abandonou a coletiva.

Foi o fim de sua passagem no comando da seleção. Mais leve, sem a pressão de um país às costas, retomou a carreira de treinador na Portuguesa, em 1999. No ano seguinte, voltou ao Flamengo, clube do coração. De novo na Gávea, viveu momento histórico. Foi ele o técnico do gol do tricampeonato carioca, de Petkovic, em 2001.

À beira do gramado, camisa rubro-negra com número 13 às costas, andava em êxtase agarrado a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida após o gol do sérvio, aos 43 minutos do segundo tempo. O placar? 3 a 1 para o Flamengo. 13, ao contrário. Na arquibancada, ouviu os gritos de “Ih, Ih, Ih, vai ter de me engolir”. O “Velho Lobo” sorria. Parecia, de novo, o garoto das ruas da Tijuca.

No mesmo ano, por maus resultados, deixou o clube e carreira de técnico, de vez. E aquietou-se. Em 2006, voltou a uma Copa do Mundo, novamente ao lado de Parreira, como assistente técnico. Mas a força já não era a mesma de antes. Sua participação foi mais tímida. Desde então, afastou-se do futebol. Mas, sempre que procurado, não se furtava a dar opiniões. Falar de futebol era como falar da própria vida.

No Rio de Janeiro que aprendeu a amar desde menino passou os últimos anos de vida. E com alguns sustos e pesares. Em 2011 e em 2014, foi vítima de assaltos. No primeiro, tão logo foi reconhecido, os bandidos o pouparam. No segundo, não houve nem tempo e o relógio do filho foi levado. Em 2012, perdeu a esposa, Alcinda. No ano seguinte, sofreu um acidente de carro, com pequenas escoriações. Garantia ser forte. E, de fato, era.

Certa vez, ao ser perguntado até quando gostaria de viver, respondeu na lata: 85 anos. Explicou: a soma dos algaritmos daria 13. Mas pensou bem e, com um sorriso travesso, garantiu poder ir até 94, com a mesma lógica. Ficou na primeira opção. A história de Zagallo se entrelaça à das Copas do Mundo.

Quiseram os deuses da bola que o “Velho Lobo” ficasse vivo a tempo de ver um novo Mundial no Brasil, em 2014. Dois anos depois, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, causou comoção ao aparecer, muito debilitado, em uma cadeira de rodas no revezamento da tocha. Bem fraco, acenou a todos mansamente três dias antes de ser internado. Mas mantinha a vaidade.

“Uma homenagem é sempre gostoso”, disse após carregar a chama olímpica.

A luta agora era com problemas na coluna e no estômago que avisavam que a idade avançava e o obrigavam a manter a rotina de visitas aos hospitais. Realidade tão distinta de seus tempos na Amarelinha. Neste dia 5 de janeiro, o Brasil perde um ícone. O futebol brasileiro, um dos autores de seus mais belos capítulos. Mário. Jorge. Lobo. Zagallo. Quatro nomes. Quatro Copas do Mundo. E uma história grandiosa.

Quarenta e três esqueletos e mais de 100 mil peças arqueológicas são descobertos durante construção de condomínio em São Luís

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Quarenta e três esqueletos humanos foram encontrados nas escavações de uma obra no bairro Vicente Fialho, em São Luís, onde a construtora MRV está erguendo condomínios residenciais do programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida.

Além das ossadas, o trabalho de pesquisa e escavação arqueológica, realizado pela empresa W Lage Arqueologia e coordenado pelo arqueólogo Wellington Lage, descobriu um número enorme de peças de valor histórico: são cerca de 100 mil fragmentos, entre cerâmicas, materiais líticos (ferramentas de pedra), carvão, ossos e conchas decoradas.

Análises de laboratório ainda estão em andamento para descobrir com precisão quão antigos são esses materiais e os esqueletos, mas o número de sepultamentos e a quantidade de peças encontradas apontam para um sítio arqueológico que pode vir a ter um valor ímpar para o estudo do passado brasileiro.

“Além da importância implícita desses materiais, as datações [preliminares] realizadas oferecem novos panoramas inéditos para a arqueologia do Maranhão e, consequentemente, do Brasil”, afirmou o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) ao g1. “Os achados arqueológicos contribuem, ainda, para a escrita de uma história indígena de longa duração.”

Vários esqueletos foram localizados embaixo de um sambaqui (espécie de morro de conchas e sedimentos construído na beira de rios e no litoral por populações que habitaram o Brasil há milhares de anos) e podem pertencer, pelo que indicam análises preliminares, a homens e mulheres fortes e de baixa estatura que foram cuidadosamente enterrados (leia mais sobre eles abaixo).

Infográfico mostra esqueletos encontrados durante obra da MRV em São Luís, no Maranhão — Foto: g1

Em uma das sepulturas, foi encontrado um vaso de cerâmica que possivelmente é do tipo Mina, um tipo de produção que data de cerca de 5 mil a 7 mil anos atrás e é encontrado em outras áreas do Norte do Brasil – a tradição ceramista dos povos amazônicos remonta a 8 mil anos.

Não é a primeira vez que sítios arqueológicos são descobertos durante obras de engenharia em São Luís, que, segundo pesquisas, é ocupada há mais de 7 mil anos. Um outro sambaqui, o Vinhais Velho, foi encontrado durante a construção da Via Expressa, uma rodovia, e guardava registros de povos pescadores e coletores de marisco que viveram na região há cerca de 3 mil anos.

A nova descoberta foi feita a poucos quilômetros dali e, após a retirada dos itens de interesse arqueológico, o terreno – localizado num bairro de classe média a pouco menos de 5 km da avenida litorânea – irá abrigar 4 condomínios que, pelo fato de São Luís ser uma ilha, foram batizados com nomes caribenhos (Aruba, Havana, San Andrés e San Martin).

Ao todo, serão 1.600 apartamentos que, segundo a MRV, devem contribuir para a diminuição do déficit habitacional de São Luís e gerar cerca de 2.100 empregos diretos e indiretos.

Novos achados ‘a cada dia’

Terceiro esqueleto encontrado durante pesquisa arqueológica em área em que será construído um condomínio pela MRV, em São Luís. — Foto: Reprodução de W Lage Arqueologia

O trabalho de pesquisa e escavação arqueológica, realizado pela empresa W Lage Arqueologia, começou ainda em 2019 e segue em andamento.

Procurado, o arqueólogo coordenador do trabalho, Wellington Lage, disse que prefere não dar mais informações enquanto o material está em análise – e em descoberta. Um relatório parcial da W Lage de novembro de 2023 diz que “novos achados estão sendo evidenciados a cada dia”.

Os resultados das análises – que indicarão, por exemplo, a datação dos esqueletos e dos fragmentos – devem levar meses para sair, dado o volume de material e o fato de que alguns exames estão sendo feitas fora do Brasil.

A análise mais aprofundada do conjunto de artefatos e esqueletos pode vir a revelar, ainda, mais informações sobre os grupos que habitaram São Luís e quais eram suas práticas funerárias.

A MRV, dona do empreendimento, diz que “vivenciar estas descobertas foi incrível ainda mais porque pudemos e poderemos contribuir para que mais pessoas tenham a oportunidade de estudar e conhecer esta riqueza arqueológica de valor inestimável”.

A construtora afirma ter fornecido, desde o início, materiais e colaboradores para o trabalho arqueológico e que buscou atender todas as exigências legais. Por determinação do Iphan, a empresa está construindo um centro na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) para guarda dos itens.

A legislação brasileira não impede a construção de empreendimentos imobiliários em locais de interesse arqueológico, desde que seguido o licenciamento ambiental, o que foi feito. Em casos de interesse arqueológico, o Iphan é incluído no processo.

A respeito dos sambaquis, a lei que trata dos monumentos arqueológicos e pré-históricos diz apenas que eles terão “precedência para o estudo” e que não pode haver aproveitamento econômico nem destruição das estruturas antes da devida pesquisa. Não há, na legislação, regulamentação específica para o trabalho com remanescentes humanos.

Robustos, baixos e fortes

Décimo quinto esqueleto encontrado em escavação. Pela análise inicial, se tratava de uma mulher de cerca de 1,46 metro de altura. — Foto: Reprodução de Ana Luzia Freitas/W Lage Arqueologia

Os dois primeiros esqueletos na área das obras foram descobertos em 2020. Ambos estavam calcados em fragmentos cerâmicos em meio a camadas de concha do sambaqui.

Um deles foi sepultado junto a um vaso de cerâmica possivelmente do tipo Mina (ainda são necessárias pesquisas para se ter certeza), nome dado a uma produção que data de cerca de 3 mil a 5 mil anos antes de Cristo e já foi encontrada em outros sambaquis de São Luís e do Norte do país, como no município de Quatipuru (PA), a cerca de 350 km (em linha reta) da capital maranhense.

Datações preliminaresde sedimentos próximos aos esqueletos apontam para uma ampla faixa de antiguidade entre cerca de 9 mil e 1 mil anos atrás.

A faixa condiz com pesquisas do arqueólogo Arkley Bandeira, da UFMA, que mostram que São Luís começou a ser ocupada há mais de 7 mil anos, e que os povos associados à cerâmica Mina apareceram por volta de 5,8 mil anos antes de Cristo.

Coincidentemente, dois dos sambaquis estudados por Bandeira também foram descobertos “acidentalmente em obras de engenharia” e já estavam impactados pelas construções em andamento.

“Os sítios Vinhais Velho e Maiobinha I não mais existem. O que permaneceu para as futuras gerações foram a cultura material resgatada, a documentação produzida nas atividades de campo e a interpretação dos dados coletados”, escreveu ele em sua tese de doutorado.

Nas escavações do empreendimento da MRV, foram encontrados mais 41 esqueletos ao longo deste ano.

Observações iniciais apontam para homens e mulheres adultos de baixa estatura: um deles tinha cerca de 1,51 metro de altura; outro, possivelmente uma mulher, 1,46 metro.

Pelo menos um deles, o esqueleto do indivíduo 19, foi enterrado com um enfeite. Segundo uma análise inicial, trata-se de um adorno feito de concha, encontrado na região pélvica. Não foi possível precisar o sexo biológico, mas a observação inicial aponta para um adulto de cerca de 1,47 metro.

“Do que pude analisar, aparecem pessoas de diferentes faixas etárias, bastante robustas e de estatura baixa. Pelo tipo de marca que os músculos deixaram nos ossos, eram pessoas acostumadas a muito esforço físico, muita caminhada, muita remada, eram fortes”, diz a arqueóloga Claudia Cunha, que trabalhou como consultora de bioarqueologia no local entre fevereiro e outubro deste ano.

A bioarqueologia estuda remanescentes biológicos humanos, como ossos e dentes. Em campo, bioarqueólogos também buscam garantir os direitos dos esqueletos encontrados — “porque são pessoas, não coisas”, lembra Cunha.

Na avaliação dela, a legislação nacional é hoje insuficiente para orientar o trabalho com remanescentes humanos — e garantir a proteção deles.

Ainda são necessários mais estudos para saber detalhes sobre as pessoas que ali viveram e a cultura que tinham, como o tipo de trabalho que realizavam, do que se alimentavam, que doenças tiveram em vida, como eram seus ritos funerários, quais eram suas idades ao morrer, além de possíveis causas das mortes.

Também ainda não se sabe se o local era um cemitério sobre o qual foi, posteriormente, construído um sambaqui, ou se os corpos foram enterrados no sambaqui, segundo análise feita por Claudia Cunha e Ana Luiza Freitas, respectivamente professora e mestranda na Universidade Federal do Piauí, a pedido da W Lage.

O sítio arqueológico e o andamento das obras

Achados arqueológicos em área de construção de condomínio em São Luís

Esqueleto milenar encontrado durante pesquisa arqueológica, determinada pelo Iphan, em área de construção de condomínio. — Foto: Reprodução de W. Lage Arqueologia

O potencial arqueológico da área em que o condomínio da MRV está sendo construído é conhecido desde os anos 1980. À época, os pesquisadores Olir Correia Lima Aroso e Olavo Correia Lima encontraram um conjunto de urnas funerárias que indicavam que o local poderia ser um “sítio de enterramento” — hipótese que, agora, pode vir a ser confirmada.

Em 2019, a MRV iniciou o processo de licenciamento ambiental junto ao Iphan para poder tocar a obra. A empreiteira até tentou, em um primeiro momento, que o órgão dispensasse o investimento em pesquisa arqueológica – sem sucesso.

Mais recentemente, em fevereiro deste ano, o relatório de uma visita técnica do Iphan ao local apontou que “os responsáveis da obra reclamaram da morosidade em liberar os espaços onde estão sendo feitas as pesquisas arqueológicas”. Na ocasião, as peritas registraram terem explicado a importância do sítio arqueológico.

“A necessidade de adoção dessas medidas no contexto de um licenciamento ambiental impõe um ritmo específico à execução do empreendimento, de modo que não há como comparar o ritmo de obras em um local com a presença de sítio arqueológico em relação a uma obra em um terreno onde não exista a presença desses bens”, informou o órgão ao g1.

Questionada, a MRV diz que buscou atender todas as exigências legais desde o início, e que o diálogo entre todos os envolvidos – o que inclui o Iphan – ”sempre foi pautado nas soluções técnicas do trabalho e nas tratativas referentes ao andamento da execução do empreendimento, que seguiu paralelo nas áreas previamente liberadas pela arqueologia”.

Em 2021, a construtora dividiu o terreno em quatro condomínios de quatro prédios cada um: Ilha de Aruba (praticamente pronto), Ilha de San Martin (previsto para 2025), Ilha de San Andrés (em fase preliminar da obra) e Ilha de Havana (segundo a MRV, quase metade da obra já está pronta).

A maioria dos esqueletos foi encontrada na área onde será erguida a terceira torre do condomínio Ilha de Havana, que já teve dois dos quatro prédios construídos. No último mês de novembro, o trecho foi colocado à disposição da MRV, após a retirada dos esqueletos. Alguns deles foram removidos em blocos para posterior escavação e exumação.

Em dezembro, as pesquisas continuaram sendo feitas na área onde será o condomínio Ilha de San Andrés. Após a descoberta, pela W Lage, de muitas peças de cerâmica e indícios da existência de um sambaqui (não se sabe se o mesmo de outras áreas do terreno, ou se é um novo), alicença de operação desse empreendimento foi suspensa pelo Iphan.

Até o início do mês passado, o Iphan aguardava a apresentação de um relatório sobre o trabalho arqueológico feito nesta parte do terreno para se manifestar sobre a possibilidade de liberação de novas áreas para as obras do San Andrés.

Esqueletos e objetos vão ficar na UFMA

Foto aérea mostra construção dos condomínios da MRV. Pesquisa arqueológica na área, determinada pelo Iphan e realizada pela W Lage Arqueologia, encontrou esqueletos e 100 mil peças de valor arqueológico. — Foto: Paulo Soares

Todos os achados arqueológicos, incluindo os esqueletos, serão alocados em um espaço que a MRV vai construir, a partir deste ano, na UFMA.

Enquanto o espaço não fica pronto, alguns esqueletos foram abrigados provisoriamente em containers instalados pela empreiteira no campus da universidade.

A construtora diz que vai investir R$ 1 milhão na preservação dos achados, incluindo os custos dos serviços de arqueologia e da construção do Centro de Curadoria e Guarda, como será chamado o local.

“A MRV buscou ainda, fornecer toda a estrutura necessária para preservar a integridade dos achados, isolando áreas, fornecendo salas climatizadas, produzindo caixotes sob medida para os achados mais sensíveis, dentre outras ações no trato diário das atividades”, diz a empresa.

Prefeitura divulga calendário oficial do carnaval 2024 em Porto Velho

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A programação carnavalesca de 2024 em Porto Velho começa oficialmente no próximo dia 20 de janeiro, a partir das 19h, no Mercado Cultural, quando será realizado o tradicional Baile de Carnaval. O calendário com todas as atividades carnavalescas foi divulgado pela Prefeitura, através da Fundação Cultural do município (Funcultural).

“Trata-se de uma ação de grande importância, representatividade cultural e valor econômico, social, turístico e cidadão. O evento é realizado de forma colegiada por algumas secretarias municipais, que além do suporte da Prefeitura, fortalece as frentes produtoras e fazedoras de cultura local, neste que é o mais tradicional e preferido movimento cultural popular do país”, destacou o presidente da Funcultural, Godofredo Neto.

Depois do Baile Municipal, o próximo evento carnavalesco será o desfile do bloco Areal Folia, que abre o carnaval de rua no dia 2 de fevereiro, a partir das 22h. A concentração dos foliões será nas confluências das ruas Alexandre Guimarães e 13 de setembro, no bairro Areal, no Centro.

O último bloco a desfilar este ano será o Axé Folia Mix, no dia 17 de fevereiro, também a partir das 22h. O local de partida dos brincantes será a Av. Pinheiro Machado, entre Rogério Weber e Presidente Dutra, na região central da cidade.

BANDA

Considerado um dos maiores e mais antigos blocos carnavalescos do Norte do País, a Banda do Vai Quem Quer entrará na avenida no dia 10 de fevereiro, a partir das 16h, e mais uma vez deve arrastar uma multidão. A concentração dos brincantes, como tradicionalmente acontece todos os anos, será na Praça das Três Caixas d’Água, na Av. Carlos Gomes com Rogério Weber, Centro.

OUTROS BLOCOS

A programação ainda inclui o desfile dos blocos Até Que a Noite Vire Dia, Pirarucu do Madeira, Furacão da Zona Sul, Vai e Volta, Galo da Meia Noite, Us Dy Phora, Vesperal Curumim Folia, Furacão Kids, Murupi, Tô de Folga, Leva Eu, Canal Remix Folia, Jatuarana Sul, Leste Folia, Bloco das Kaxorras e Porto Maria, totalizando 20 agremiações carnavalescas.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

20/01/24 (SÁBADO)
BAILE MUNICIPAL
HORÁRIO: DAS 19H À 01H
LOCAL: MERCADO CULTURAL

02/02/2024 (SEXTA)
BLOCO AREAL FOLIA (ZONA NORTE/ AREAL)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO ALEXANDRE GUIMARÃES COM 13 DE SETEMBRO, SEGUINDO ROGÉRIO WEBER/ RIO DE JANEIRO/ 13 DE SETEMBRO.

03/02/2024 (SÁBADO)
BLOCO ATÉ QUE A NOITE VIRE DIA (ZONA NORTE/ AREAL)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: RUA CAP. ESRON DE MENEZES, AV. ALEXANDRE GUIMARÃES, AV. ROGÉRIO WEBER, RUA RIO DE JANEIRO E RUA 13 DE SETEMBRO.

04/02/2024 (DOMINGO)
BLOCO PIRARUCU DO MADEIRA (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 15H
SAÍDA: 17H
ENCERRAMENTO: 21H
PERCURSO: PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO E CARLOS GOMES. FINALIZANDO NA PRAÇA DAS 3 CAIXAS D’ÁGUA OU MERCADO CULTURAL. A DEFINIR.

04/02/2024 (DOMINGO)
BLOCO FURACÃO DA ZONA SUL (ZONA SUL)
CONCENTRAÇÃO: 20H
SAÍDA: 22H
ENCERRAMENTO: 02H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO CAMPO FLORESTÃO ENTRE AS RUAS DANIEL NERI E MONTE AZUL, SEGUINDO PELA AV. JATUARANA ATÉ A CONFLUÊNCIA COM RUA SUCUPIRA.

08/02/2024 (QUINTA)
BLOCO VAI E VOLTA (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 23H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO ROGÉRIO WEBER ENTRE PINHEIRO MACHADO E CARLOS GOMES SEGUINDO AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

08/02/2024 (QUINTA)
BLOCO GALO DA MEIA NOITE (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 21H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 03H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO ROGÉRIO WEBER ENTRE PINHEIRO MACHADO E CARLOS GOMES SEGUINDO AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

09/02/2024 (SEXTA)
BLOCO US DY PHORA (ZONA NORTE/AREAL)
CONCENTRAÇÃO: 23H
SAÍDA: 23H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO RUA 13 DE SETEMBRO ENTRE RAIMUNDO CANTUÁRIA E AV. ALEXANDRE GUIMARÃES SEGUINDO PELA ROGÉRIO WEBER, RIO DE JANEIRO,
MARECHAL DEODORO, ALEXANDRE GUIMARÃES E 13 DE SETEMBRO.

10/02/2024 (SÁBADO)
BLOCO BANDA DO VAI QUEM QUER (CENTRO/CAIARI)
CONCENTRAÇÃO: 16H
SAÍDA: 18H
ENCERRAMENTO: 22H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. CARLOS GOMES ENTRE ROGÉRIO WEBER E PRESIDENTE DUTRA, SEGUINDO PELA CARLOS GOMES, JOAQUIM NABUCO, SETE DE SETEMBRO E ROGÉRIO WEBER.

11/02/2024 (DOMINGO)
EVENTO VESPERAL CURUMIM FOLIA (CENTRO)
HORÁRIO: DAS 16H ÀS 20H
LOCAL: MERCADO CULTURAL

11/02/2024 (DOMINGO)
EVENTO INFANTIL PARADO FURACÃO KIDS (ZONA SUL)
HORÁRIO: DAS 16H ÀS 20H
LOCAL: CAMPO FLORESTÃO – AV. JATUARANA

11/02/2024 (DOMINGO)
BLOCO MURUPI (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. PINHEIRO MACHADO ENTRE SANTOS DUMONT E ROGÉRIO WEBER, SEGUINDO PELA PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

12/02/2024 (SEGUNDA)
BLOCO TÔ DE FOLGA (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 21H
SAÍDA: 23H
ENCERRAMENTO: 03H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. PINHEIRO MACHADO ENTRE PRESIDENTE DUTRA E JOSÉ DE ALENCAR E SEGUINDO PELA AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

12/02/2024 (SEGUNDA)
BLOCO LEVA EU (ZONA NORTE/ CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 21H
SAÍDA: 23H
ENCERRAMENTO: 03H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. PINHEIRO MACHADO ENTRE PRESIDENTE DUTRA E JOSÉ DE ALENCAR E SEGUINDO PELA AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

12/02/20234 (SEGUNDA)
BLOCO CANAL REMIX FOLIA (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. PINHEIRO MACHADO ENTRE PRESIDENTE DUTRA E JOSÉ DE ALENCAR E SEGUINDO PELA AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

12/02/2024 (SEGUNDA)
BLOCO JATUARANA SUL (ZONA SUL)
CONCENTRAÇÃO: 20H
SAÍDA: 22H
ENCERRAMENTO: 02H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO CAMPO FLORESTÃO ENTRE AS RUAS DANIEL NERI E MONTE AZUL, SEGUINDO PELA AV. JATUARANA ATÉ A CONFLUÊNCIA COM RUA SUCUPIRA.

13/02/2024 (TERÇA)
BLOCO LESTE FOLIA (AV. MAMORÉ)
CONCENTRAÇÃO: 14H
SAÍDA: 16H
ENCERRAMENTO: 20H
PERCURSO: AV. MAMORÉ ENTRE JOSÉ VIEIRA CAÚLA E RIO DE JANEIRO

13/02/2024 (TERÇA)
BLOCO DAS KAXORRAS (ZONA LESTE)
CONCENTRAÇÃO: 16H
SAÍDA: 17H
ENCERRAMENTO: 22H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO RUA JAGUARÃO PERCURSO RUA AMÉRICA, DANIELA, BENEDITO INOCÊNCIO, VANICE BARROSO, ATLAS, DANIELA, AMÉRICA E DE VOLTA À CONCENTRAÇÃO RUA JAGUARÃO.

13/02/2024 (TERÇA)
BLOCO PORTO MARIA (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: RUA AMÉRICA, DANIELA, BENEDITO INOCÊNCIO, VANICE BARROSO, ATLAS, DANIELA, AMÉRICA E DE VOLTA À CONCENTRAÇÃO RUA JAGUARÃO.

17/02/2024 (SÁBADO)
BLOCO AXÉ FOLIA MIX (ZONA NORTE/CENTRO)
CONCENTRAÇÃO: 22H
SAÍDA: 00H
ENCERRAMENTO: 04H
PERCURSO: CONCENTRAÇÃO AV. PINHEIRO MACHADO ENTRE ROGÉRIO WEBER E PRESIDENTE DUTRA, SEGUINDO PELA AV. PINHEIRO MACHADO, JOAQUIM NABUCO, CARLOS GOMES E ROGÉRIO WEBER.

Lavar o cabelo todos os dias faz mal? Existe uma frequência ‘ideal’? Veja o que dizem especialistas

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“Você lava os seus cabelos todos os dias? Mas isso não faz mal?”. Se você é adepto da lavagem diária, certamente já ouviu essa pergunta. Para quem não abre mão de usar shampoo e condicionador sete vezes por semana, uma boa notícia: não, não faz mal.

? Antes de continuar, precisamos explicar que couro cabeludo e fios de cabelo são duas coisas diferentes. Quando falamos em “lavar os cabelos todos os dias”, estamos falando da lavagem do couro cabeludo, não só de jogar água na cabeça.

Voltando à pergunta do título desta reportagem: não existe certo ou errado ou uma regra sobre a lavagem do cabelo. A periodicidade depende de vários fatores, como o tipo de cabelo, hábitos e estilo de vida da pessoa. Por exemplo: se você faz exercício físico todos os dias e acaba suando muito, é natural que lave os cabelos todos os dias.

“A lavagem do couro cabeludo é necessária de acordo com a oleosidade que você tem nele. É muito importante que você adapte o número de lavagens ao tipo. Se ele é mais oleoso, ela deve ser mais frequente. Se ele é seco, pode ser mais espaçado“, explica a dermatologista Fabiane Brenner, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Luciana Passoni, dermatologista especialista em cabelos e em transplante capilar, lembra que não lavar o couro cabeludo pode favorecer o aumento de doenças, como caspa, lesão por fungo, foliculite, alergias e dermatites.

“Pense no nosso rosto. Se a gente não lava, cria sebo e oleosidade. A mesma coisa ocorre com o couro. Se não lavar, obstrui a saída do fio de cabelo e isso pode acarretar problemas, como alopecia, queda de cabelo”, diz a dermatologista.

??? Mas alguém deveria evitar a lavagem diária? Sim. Segundo as médicas, pessoas com cabelos muito ressecados não precisam lavar o cabelo todos os dias, porque a ação pode até danificar os fios.

Lavar o cabelo todos os dias faz mal? — Foto: Imagem de valuavitaly no Freepik

Shampoo + condicionador

O shampoo nada mais é do que um “detergente” para o nosso couro cabeludo e vai retirar impurezas. Não é necessário passar no comprimento dos fios. O foco deve ser o couro. Conforme a água vai descendo pelos fios, o shampoo também faz a limpeza.

“Durante a lavagem, a pessoa pode aproveitar para fazer uma terapia capilar. Com as pontas dos dedos (nada de unhas!), o indivíduo massageia o couro cabeludo e pode ‘soltar’ um pouco ele do crânio. Dessa forma, você está ativando a circulação. Quanto maior o aporte de circulação do sangue, mais aporte para o folículo”, orienta a dermatologista Luciana Passoni.

Já o condicionador tem como função principal balancear o pH e deixar os fios mais emolientes. Não é preciso passar no couro cabelo.

? E o shampoo a seco? Ele promove um efeito Cinderela — diminui a oleosidade, mas não limpa o couro cabeludo.

Shampoo a seco reduz a oleosidade, mas não limpa o couro cabeludo — Foto: Imagem de pikisuperstar no Freepik

Os hábitos que podem danificar os cabelos

Algumas práticas podem parecer inofensivas, mas podem causar danos significativos aos cabelos. As dermatologistas ouvidas pelo g1 fizeram uma lista do que devemos tentar evitar:

  • Uso excessivo de fontes de calor, como secadores, chapinhas, modeladores de cachos. Se for secar o cabelo, o uso de protetor térmico é obrigatório.
  • Escovar o cabelo enquanto ele está excessivamente molhado. “Saiu do banho, seque um pouco com a toalha, espere cinco minutos e comece a desembaraçar com cuidado“, alerta Luciana.
  • Lavar o cabelo esfregando o shampoo em todo o comprimento. Ele é como se fosse um detergente e deve ser usado para limpar o couro cabeludo.
  • Ignorar o condicionador. Assim como o shampoo, ele tem a sua função, que é fazer o balanço de pH e devolver o brilho ao cabelo. Mas não esqueça: o condicionador não deve ser usado no couro cabeludo!
  • Prender o cabelo com muita força (em rabo de cavalo, coque). “Isso danifica muito o fio, eles vão ficando mais fracos e pode aumentar a queda de cabelo”, diz Luciana.
  • Secar o cabelo esfregando-o com uma toalha. O ideal é ir amassando o cabelo para secar.
  • Lavar os cabelos com água muito quente. A água quente retira os óleos naturais do cabelo e pode deixá-lo seco e sem vida.
  • Dormir com o cabelo molhado.
  • Uso excessivo de tratamentos químicos. Colorações, alisamentos e permanentes, por exemplo, podem causar danos significativos aos cabelos.
  • Esquecer de hidratar os cabelos. A hidratação traz brilho e elasticidade.

E como estamos no verão, valem algumas dicas bônus:

  • Mar ou piscina, não importa: depois de dar um mergulho, vale dar aquela corrida até a ducha para tirar o sal ou cloro do cabelo.
  • Vai se expor ao sol? Use protetor solar para os fios (atenção: ele é diferente do protetor térmico).
  • Atenção ao couro cabeludo: transpiramos ainda mais no verão e podemos ter mais acúmulo de oleosidade.
  • É careca, calvo ou tem cabelo fino? Capriche no protetor solar no couro cabeludo – pode ser o de rosto ou um bem fluido à base de água ou uso o boné.

Uso excessivo de fontes de calor pode prejudicar os fios — Foto: Freepik

Idoso sonha com ouro, cava buraco dentro de casa, escorrega e morre

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Uma história de “caça ao tesouro” acabou em morte na cidade de Ipatinga, no Vale do Rio Doce, na noite de quinta-feira (4). Um idoso de 71 anos não resistiu aos ferimentos ao cair de um buraco de 40 metros de profundidade.

A escavação na área de serviço da casa da vítima, no bairro Betânia, começou depois que João Pimenta da Silva teve um sonho, uma revelação de que haveria ouro debaixo da casa dele.

Depois disso, ele iniciou a jornada cavando um círculo no chão de aproximadamente 90 centímetros de diâmetro e 40 metros de profundidade.

A informação da busca pelo tesouro foi repassada ao Corpo de Bombeiros por testemunhas.

Ao sair do buraco, João se desequilibrou em uma estrutura de madeira na parte de cima da escavação.

Os bombeiros informaram que o idoso foi retirado sem vida com politraumatismo, fraturas expostas nas duas pernas, fratura no quadril, laceração do abdômen e tronco e traumatismo craniano grave.

Área de serviço onde a escavação foi feita — Foto: Corpo de Bombeiros

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