back to top
segunda-feira, julho 27, 2026
Início Site Página 434

EUA lançam primeiro foguete rumo à Lua após mais de meio século

0

Um imponente novo foguete levantou voo, transportando o que poderia ser o primeiro módulo de pouso comercial a pousar na Lua – e a primeira missão de pouso lunar lançada dos Estados Unidos desde 1972.

O foguete Vulcan Centaur, um modelo nunca antes visto desenvolvido pela United Launch Alliance (ULA), uma joint venture da Boeing e Lockheed Martin, ganhou vida na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, às 4h18 (horário de Brasília) desta segunda-feira (8).

O veículo de lançamento está avançando em direção ao espaço, gastando seu combustível enquanto tenta se libertar da gravidade da Terra e enviar o módulo lunar, chamado Peregrine, dentro de seu interior a caminho da Lua.

Por volta das 5h (horário de Brasília), espera-se que a espaçonave Peregrine se separe do foguete e comece sua lenta jornada até a superfície lunar. Se tudo correr conforme o planejado, a sonda poderá pousar na Lua em 23 de fevereiro.

O que há a bordo

A empresa Astrobotic Technology, sediada em Pittsburgh, desenvolveu o módulo de pouso Peregrino – em homenagem ao falcão, que é o pássaro que voa mais rápido do mundo – sob um contrato com a NASA.

A agência espacial pagou à Astrobotic US$ 108 milhões para desenvolver o Peregrine e levar os experimentos científicos da NASA à superfície lunar.

Mas a agência espacial é apenas um cliente entre muitos desta missão.

Das 20 cargas que o Peregrine levará para a Lua, cinco são instrumentos científicos da NASA. Os outros 15 vêm de diversos clientes.

Alguns são cargas científicas adicionais de países como o México, enquanto outros incluem um experimento de robótica de uma empresa privada sediada no Reino Unido e bugigangas ou lembranças que a empresa de transporte alemã DHL reuniu.

Peregrine também carrega restos mortais em nome de duas empresas comerciais de enterros espaciais – Elysium Space e Celestis – um movimento que gerou oposição da Navajo Nation, o maior grupo de nativos americanos nos Estados Unidos.

O grupo afirma que permitir que os restos mortais pousem na superfície lunar seria uma afronta a muitas culturas indígenas, que consideram a Lua sagrada. A Celestis se oferece para levar cinzas à Lua por preços a partir de mais de US$ 10 mil, segundo o site da empresa.

Os cinco experimentos patrocinados pela NASA incluem dois instrumentos para monitorar o ambiente de radiação, “ajudando-nos a nos preparar melhor para enviar missões tripuladas de volta à Lua”, disse Paul Niles, cientista do projeto da NASA para o programa Commercial Lunar Payload Services, o braço da NASA que forneceu financiamento para Peregrine, durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira.

Outros instrumentos analisarão a composição do solo lunar, procurando moléculas de água e hidroxila. A NASA também estudará a atmosfera superfina da lua.

Uma vez na superfície da Lua, espera-se que o Peregrine opere por até 10 dias antes de seu local de pouso mergulhar na escuridão – tornando-o muito frio para continuar.

Também a bordo do foguete Vulcan Centaur, embalado separadamente do módulo de pouso Peregrine, está outra carga útil da empresa funerária espacial Celestis.

O objeto, em uma missão chamada Enterprise Flight, conterá 265 cápsulas com restos humanos, bem como amostras de DNA dos ex-presidentes dos EUA John F. Kennedy, George Washington e Dwight Eisenhower.

Os restos mortais também incluem “o criador e vários membros do elenco da série de televisão original Star Trek, bem como um astronauta da era Apollo, juntamente com pessoas de todas as esferas da vida, interesses e vocações”, segundo o site da empresa.

O astronauta da Apollo cujos restos mortais estão a bordo do Enterprise Flight é Philip Chapman , que foi selecionado para o corpo de astronautas em 1967, mas nunca voou para o espaço. Ele morreu em 2021.

Um novo foguete

Deixando de lado a emoção de uma tentativa iminente de pouso lunar, o lançamento do foguete Vulcan Centaur da ULA foi um evento por si só.

O foguete é um dos novos veículos mais esperados a voar em anos. Se a missão do foguete for bem-sucedida, poderá mudar o jogo para a ULA e para a indústria de lançamento em geral.

A ULA foi formada em 2006 em resposta à necessidade dos militares dos EUA de manter operacionais os foguetes Delta da Boeing e Atlas da Lockheed Martin. Mas a indústria de lançamentos parece muito diferente hoje do que era há quase duas décadas e, entretanto, a SpaceX emergiu como uma força dominante que reduz o preço da ULA.

A ULA e seu CEO, Tory Bruno, prevêem que o Vulcan Centaur substituirá seus foguetes Atlas e Delta. Vulcan Centaur já tem cerca de 70 missões agendadas, segundo Bruno.

A ULA tem um histórico de lançamento impecável, praticamente sem missões fracassadas. Vulcan Centaur baseia-se no sucesso dos foguetes Atlas da ULA usando essencialmente o mesmo estágio superior – a parte do foguete que impulsiona uma espaçonave a velocidades orbitais após a decolagem inicial.

Mas uma grande mudança foi feita no primeiro estágio do foguete, a parte inferior que lhe dá a explosão inicial de energia da plataforma de lançamento.

O Vulcan Centaur será impulsionado por dois propulsores laterais, bem como por dois motores de foguete fabricados nos EUA – desenvolvidos pela empresa Blue Origin, financiada por Jeff Bezos – na base de seu propulsor de primeiro estágio, substituindo os motores fabricados na Rússia que alimentavam os foguetes Atlas.

A dependência da ULA dos motores russos tornou-se politicamente impopular à medida que as tensões entre os Estados Unidos e a Rússia aumentaram nos últimos anos.

A estreia do Vulcan Centaur já estava atrasada há anos, embora seja comum na indústria aeroespacial as empresas ultrapassarem os prazos.

A ULA encontrou longos atrasos aguardando os novos motores da Blue Origin. E um estágio superior do Vulcan Centaur foi inadvertidamente destruído em uma bancada de testes no ano passado.

Apesar desses contratempos, Bruno disse em novembro que o desenvolvimento do Vulcan Centaur foi um dos “programas de desenvolvimento mais ordenados e bem executados em que trabalhei em minha longa carreira na indústria aeroespacial”.

Com investimentos em Segurança Pública e programas sociais, Rondônia registra redução no número de feminicídios

0

O comparativo no número de ocorrências registradas nos dois últimos anos revela que, em 2023, Rondônia teve redução nos crimes de feminicídios, (-17%), comparado ao ano anterior. Essa queda se deu pelas ações do Estado na repressão, e em especial na prevenção, com ações desenvolvidas pelo Governo do Estado.

A redução é resultado direto das ações coordenadas entre as forças de segurança, as instituições especializadas e os programas sociais, com medidas desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), através da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) e Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), bem como pela Secretaria de Estado da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), fortalecendo o trabalho para erradicar essa violência e garantir um ambiente seguro para todas as mulheres rondonienses.

O titular da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Felipe Bernardo Vital disse que, o trabalho das forças de segurança, alinhadas com outras instituições, refletem na redução de crimes. “A redução dos casos de feminicídios reflete o empenho incansável das forças policiais, em conjunto às entidades especializadas na proteção e prevenção desses crimes hediondos. Estamos comprometidos em fortalecer cada vez mais nossas estratégias de combate à violência contra a mulher, buscando assim, a justiça e segurança que cada cidadã merece”, ressaltou.

DELEGACIA ESPECIALIZADA 

Com a missão de combater a violência doméstica, o feminicídio e os crimes sexuais,  a Deam realiza o trabalho de Polícia Judiciária, de forma presencial e remota, encaminha ao Poder Judiciário os requerimentos de Medida Protetiva, assim como destina s mulheres em situação de vulnerabilidade ao Plantão Social, para serem alojadas (com seus filhos e familiares), inclusive na Casa Abrigo.

As instruções policiais são realizadas com a identificação e classificação de risco à vítima. Ao chegar à delegacia, a mulher recebe o acolhimento prestado por uma psicóloga/assistente social, e é ouvida em suas queixas e informada sobre seus direitos, em especial sobre o instrumento da Medida Protetiva (ordem judicial que proíbe o agressor de se aproximar ou manter contato com a mulher), sobre o Programa Mulher Protegida, o Creas e os núcleos de atendimento à vítima, instalados no Ministério Público do Estado de Rondônia (MPE) e no Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). Após o acolhimento, a mulher em situação de violência doméstica ou vítima de crime sexual realiza o registro de ocorrência, presta declarações sobre os fatos e é encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), se for necessário.

No ano de 2023, a Delegacia Especializada da Capital, composta por uma equipe seriamente comprometida ao combate ao feminicídio, alcançou a conclusão de 94% dos Inquéritos instaurados no ano; remeteu 1.825 Medidas Protetivas de Urgência, executou 14 Operações Policiais, realizou 26 Mutirões de atendimento às vítimas, no transcurso do Projeto Ampliação, e ministrou 35 palestras informativas, no transcurso do Projeto Informação, inclusive com participação no evento nacional “Vozes Delas”, promovido pela Ouvidoria da Mulher da Justiça Militar da União.

A delegada titular da Deam, Amanda Ferreira Levy enfatizou a importância de denunciar a violência doméstica, “É crucial estar atento aos sinais de perigo e agir para prevenir o feminicídio. Se perceber uma mulher isolada do seu ambiente social e familiar, receosa após manifestar intenção de se separar ou após uma separação recente não aceita pelo parceiro, denuncie pelo disque 197 ou 69 98439-0102,  que funciona como whatsApp, inclusive de forma anônima e, se possível, forneça dados dos envolvidos e contatos múltiplos para que possamos acelerar a proteção e inclusão da mulher na rede de apoio”, solicitou.

PATRULHA MARIA DA PENHA

As ações são conduzidas por uma guarnição da Polícia Militar, composta por no mínimo dois policiais, sendo obrigatoriamente um deles do sexo feminino e capacitados para as ações do Programa de Prevenção à Violência Doméstica e Familiar. A implementação das Patrulhas ocorreu nos municípios com índices significativos de violência, supervisionadas pelo Comandante da Unidade Policial Militar em nível de Batalhão, coordenadas pela Coordenadoria de Atividades Sociais, através do Nupevid, da Polícia Militar de Rondônia, sendo este, responsável pelo Peticionamento de Medidas Protetivas e o acompanhamento aos casos de violências contra a Mulher.

Criada em Rondônia em 2017, inicialmente como Projeto Piloto em Ji-Paraná, atualmente, a Polícia Militar conta com 12 equipes distribuídas nos Batalhões do 1º ao 11º BPM, além da equipe na cidade de Ouro Preto do Oeste. Em resumo, as Patrulhas desempenham um papel vital na conscientização, prevenção e acompanhamento, refletindo o compromisso firme da Polícia Militar, com a segurança e bem-estar das mulheres e de toda a população.

PROGRAMA MULHER PROTEGIDA

Com mais de duas mil mulheres cadastradas, o programa Mulher Protegida foi criado pelo Governo de Rondônia com a Lei Estadual nº 5.165, de 29 de novembro de 2021, tendo como foco incentivar as mulheres com medida protetiva vigente a saírem do ciclo de violência, oferecendo auxílio inicialmente de R$ 2.400, dividido em seis parcelas mensais. Além disso, elas recebem assistência e acompanhamento psicossocial da equipe técnica de referência do município e cursos de capacitação ou aperfeiçoamento profissional.

Em novembro de 2023, para comemorar os dois anos do Programa, o Governo ampliou para R$ 600 o auxílio e o prazo de recebimento para 12 meses, que ao final serão R$ 7.200.

Com o novo valor do auxílio, o investimento anual do Governo Estadual do Programa Mulher Protegida, é estimado em R$ 7 milhões, destinados ao auxílio e ações preventivas, como o ônibus lilás e o Programa Estadual Rondônia Cidadã, que leva informações e acessibilidade aos lugares mais longínquos do Estado.

Com a proposta de expandir as ações do programa para as escolas, o Governo promoveu em 2023, o encontro abordando a importância da educação na prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher junto às novas gerações e sociedade. A orientação é para que a temática seja trabalhada a partir das séries iniciais, visando “uma sociedade onde homens e mulheres possam conviver de maneira respeitosa”, conforme destacou a secretária.

Em Porto Velho, o cadastro das mulheres é feito no Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creas) ou na Central do Programa Mulher Protegida, localizada no Tudo Aqui, na Avenida Sete de Setembro, n° 830. Nos demais municípios, elas devem se dirigir aos Creas ou  na falta desse, o local indicado é o Cras.

Você pode ajudar a combater o feminicídio e a violência doméstica, denunciando através dos telefones 190 ou 197 ou indo até a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher, em Porto Velho; localizada na Unisp Leste, Avenida Amazonas, n° 8.145, Bairro Escola de Polícia, que funciona das 7h30 às 19h de segunda a sexta-feira.

Especialista ensina a microempresários como sair da dívida ativa

0

O cadastro de Microempreendedor Individual (MEI) é uma forma de trabalhadores informais entrarem na formalidade, tendo a possibilidade, inclusive, de contribuir para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, ao tornar-se MEI, o empresário precisa ficar atento a algumas obrigações para não cair na dívida ativa, ou seja, em débito com a Receita Federal.

O contador Alexandre Siqueira conta que tem sido frequentemente procurado por MEIs para regularizar a situação frente ao governo, principalmente após encerrar o negócio. “Na pandemia, muitos recorreram ao cadastro a fim de conseguir alguma renda no período das restrições. Com a volta das atividades econômicas, muita gente conseguiu emprego e não deu baixa no cadastro”, relata.

Em 2022, Roger Batista, 44 anos, foi chamado para assumir um cargo administrativo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Antes, ele tocava um negócio de venda de açaí na QNL 9, em Taguatinga Norte. Ao saber que foi chamado para assumir o cargo público, descobriu que estava na dívida ativa. “No momento de assumir me falaram que eu era empresário. Não tinha conhecimento sobre a legislação e descobri que tinha uma dívida de quase R$ 5 mil com a Receita Federal”, lembra o servidor.

Enquanto o empreendedor tiver o cadastro de MEI ativo, é cobrada uma taxa mensal de R$ 65. “É possível dar baixa no cadastro sem pagar a dívida, mas a pessoa continua negativada, porque o débito passa do CNPJ para o CPF do titular, que terá que quitá-lo de qualquer forma”, alerta Alexandre Siqueira.

Por não ter pagado algumas das taxas, Roger levou multa e os juros aumentaram ainda mais a dívida com a Receita. Ele procurou um contador que o ajudou a dar baixa no cadastro e conseguiu assumir o cargo que hoje ocupa na Secretaria de Saúde. Para o pagamento da dívida, Roger conseguiu negociar em 12 parcelas com o governo.

Paulo Roberto foi um dos que recorreram ao empreendedorismo individual para conseguir renda durante o período de restrições da pandemia, prestando serviços de manutenção de computadores. A empresa na qual trabalhava havia fechado as portas por conta da crise sanitária. No entanto, ele logo conseguiu um emprego com carteira assinada, ainda em 2020. Paulo diz que não chegou a completar um mês com o cadastro ativo.

Algumas semanas depois, uma carta da Receita Federal chegou à sua residência, em Taguatinga. “Informava que eu tinha que entrar em contato com a Receita no prazo de 15 dias, com risco de entrar na dívida ativa”, recorda o técnico em TI, que conseguiu regularizar a situação com o fisco com a ajuda de um contador.

MEI

De acordo com o governo federal, a formalização do empreendedor individual deve cumprir algumas exigências, entre elas, a de que o faturamento não ultrapasse R$ 81 mil ao ano, R$ 6.750 mensais. Outras exigências são que o empresário não seja servidor público federal, titular ou sócio de outra empresa, não possua sócios, filia e conte com, no máximo, um empregado.

Para dar baixa no MEI, o empresário precisa primeiro entrar no portal do empreendedor do governo federal, solicitar a baixa da MEI. Depois, ele precisa ir ao Portal do Simples Nacional, para gerar o boleto dos débitos pendentes e fazer o pagamento. A terceira etapa é fazer a Declaração Anual do Simples Nacional no mesmo portal. Alexandre Siqueira recomenda que o empresário guarde todos os documentos e comprovantes para eventuais cobranças indevidas. 

O passo a passo no hora de baixar

Etapa 1:

Acessar o Portal do Empreendedor
a) Selecione o tema “Já Sou”;
b) Acesse o card “Baixa de MEI”;
c) Acesse o card “Solicitar baixa”;
d) Informe a Conta de acesso ao gov.br;
e) Informe os dados solicitados;
f) Revise o formulário;
h) Assinale a declaração de baixa;
i) Finalize.

Etapa 2

Quitar débitos – Documento de Arrecadação Simplificado (DAS-MEI)
a) Acesse o Portal do Simples Nacional;
b) Informe o número completo do CNPJ;
c) Gere o boleto para eventuais débitos em aberto;
d) Realize o pagamento.

Etapa 3

Fazer a Declaração Anual do Simples Nacional Situação especial
a) Acesse o Portal do Simples Nacional;
b) Informe o número completo do CNPJ;
c) Revise o formulário;
d) Finalize.

Café Robusta Amazônico é elevado a patrimônio cultural e imaterial do estado de Rondônia

0

A qualidade sustentável e a valorização do Café Robusta Amazônico o tornaram Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado de Rondônia na quinta-feira (4). Com a Lei nº 5.722, sancionada pelo Governo do Estado, o grão tradicional conquistou mais um importante reconhecimento da marca, o que fortalece as políticas públicas de incentivo para o cultivo do produto.

A Lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE/RO), baseada na preservação do produto pelo Estado, em parceria com centenas de produtores rurais que fazem o cultivo de geração em geração. Outro ponto fundamental para o feito, é a notoriedade que o café vem ganhando, por meio de premiações e reconhecimentos nacionais e internacionais, além de alcances expressivos na produção.

Para o governador em exercício, Sérgio Gonçalves, o Executivo Rondoniense caminha junto aos agricultores, promovendo a cafeicultura por meio de diversas ações. “São muitas políticas públicas que já foram desenvolvidas para atender o Agro, principalmente na produção do Café Robusta Amazônico. É uma honra dizer, agora, que este produto é nosso patrimônio, graças às ações do Governo, em parceria com o Poder Legislativo e os 52 municípios”, declarou.

A potencialidade da espécie tem refletido especialmente no crescimento econômico, considerando o trabalho árduo de muitos cafeicultores na linha de frente. De acordo com o Informativo Agropecuário de Rondônia 2023, o Estado tornou-se o 2º maior produtor de Café Robusta do Brasil, com produção média de mais de 194 mil toneladas. Além desse ranking, o grão ganhou outras notoriedades marcantes com o incentivo do Estado.

A coroação deste título é resultado da atuação de produtores rurais e do Governo do Estado que garantiram diversas iniciativas de fomento, a exemplo da realização do 8º Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia (Concafé) que, somente no ano passado, entregou mais de R$ 264 mil em prêmios para os vencedores. Houve, também, outros eventos que levaram produtores rondonienses a subirem ao pódio nos últimos anos.

PREMIAÇÕES

Recentemente, no Estado, tivemos campeões nacionais e internacionais do segmento, reunindo conquistas em 1º, 2º e 3º lugares na competição Florada Premiada 2023. Investimentos e qualidade ainda renderam mais vitórias, como a garantia do 2º melhor café do Brasil, do Coffee of The Year, na categoria “Canephora Robusta Amazônico”, ambos eventos realizados em Minas Gerais.

Segundo o presidente da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RO), Luciano Brandão, está sendo feito um trabalho efetivo para transformar cada vez mais a cafeicultura. “É uma satisfação receber este reconhecimento justamente na data do aniversário do Estado, que se somará a outros. A declaração, aliada ao selo de Identificação Geográfica Matas de Rondônia, agrega ainda mais valor ao café produzido no Estado, que chega ao mercado brasileiro e exterior”, ressaltou.

INVESTIMENTOS

Em conjunto com a Emater/RO, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) incentiva o pequeno produtor de café, por meio de programas de distribuição de mudas, transporte de calcário, fomento com máquinas e implementos agrícolas. No ano de 2023, foram investidos mais de R$ 200 milhões em máquinas, assistência técnica, feiras e exposições, com ênfase à Rondônia Rural Show Internacional, que é uma grande vitrine de comercialização do agronegócio.

Para o secretário da Seagri, Luiz Paulo, o reconhecimento enaltece o esforço dos produtores para melhoria da produção e entrega de um produto de excelência. “O Governo tem cumprido a sua missão principal, com assistência, distribuição de mudas, calcário e incentivos por meio de concursos. Com tudo isso, a entrega dos resultados pelo agricultores tem sido ainda melhor”, acrescentou.

CAFÉ EM RONDÔNIA

O café foi introduzido em Rondônia por migrantes, atraídos pelos projetos de colonização e reforma agrária criados pelo Governo Federal, na década de 1970. As primeiras plantações de café foram estabelecidas com sementes da espécie Arábica, trazidas com a movimentação dos primeiros colonizadores.

Com os migrantes do Estado do Espírito Santo vieram as primeiras sementes da espécie Canéfora, popularmente chamadas de Conilon e Robusta. Pela resistência às condições do relevo e ao clima amazônico, essa espécie prevaleceu sobre as variedades do café Arábica.

A seleção de plantas da espécie Canefóra, potencialmente mais produtivas e de sabor agradável, realizada por produtores e mediante pesquisas, deu origem aos clones que hoje são conhecidos como Robustas Amazônicos. Com o incentivo do Governo de Rondônia, por meio de projetos de revitalização da cafeicultura, prestação de assistência técnica e outros serviços, houve um crescimento que refletiu não só na cultura, mas no desenvolvimento socioeconômico ao longo dos anos.

Vida virtual após a morte: aceitação da clonagem digital é analisada em novo estudo

0

Uma das propostas mais controversas sobre a vida após a morte (ou algo nessa linha) tem a ver com a clonagem digital. Por exemplo, em uma espécie de tecnologia que simula precisamente a personalidade de quem se foi, permitindo a quem ficou continuar tendo a companhia da pessoa.

Atualmente, essa ideia tem ganhado mais força graças aos avanços da inteligência artificial generativa. Porém, ainda há muitas dúvidas e dilemas éticos a esse respeito. Inclusive, porque a clonagem digital envolve não só os interesses das pessoas vivas, como os do clonado.

Em um novo estudo, o professor Masaki Iwasaki, da Universidade Nacional de Seul, buscou analisar como as pessoas avaliam a clonagem digital. E a ideia se mostrou mais aceitável para os casos onde a pessoa falecida deu permissão antecipadamente (58% dos entrevistados).

Receio com a clonagem digital

Mas mesmo assim, essa “ressurreição virtual” dividiu opiniões. Muitos foram relutantes com qualquer procedimento do tipo, mesmo com consentimento do falecido. Já sem a pessoa ter dado consentimento (ou até com o falecido tendo discordado da clonagem quando era vivo), apenas 3% dos entrevistados aceitaram a ideia – e quando a pergunta foi sobre se o entrevistado aceitaria ser clonado, 59% das respostas foram negativas.

Iwasaki aponta que uma atitude cautelosa é documentar os desejos relacionados à própria morte. Como uma comunicação clara à família para ser considerada em momentos futuros. Algo que faz bastante sentido, já que ferramentas e aplicativos de inteligência artificial já estão bem avançados quando o assunto é chatbots personalizados e geração de avatares.

Método para tornar café mais saboroso é comprovado cientificamente

0

Um estudo realizado pela Universidade de Oregon investigou se a técnica de umedecer os grãos de café antes de moê-los – já bem conhecida entre os aficionados – resulta em uma bebida mais saborosa. A resposta foi positiva: o método é eficaz!

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Matter.

Por que molhar os grãos de café melhora o sabor da bebida?

  • A melhora no sabor do café com grãos umedecidos está associada à eletricidade estática.
  • O atrito entre os grãos durante a sua trituração é responsável por gerar essa forma de energia.
  • Ao umedecer os grãos com um pouco de água, é possível reduzir essa eletricidade estática.
  • Isso evita que os grãos grudem uns nos outros ou sejam expelidos para fora do moedor.
  • Além disso, a água consegue extrair mais sabor do pó úmido, realçando o gosto.
  • Segundo os pesquisadores, essa abordagem torna o processo de moagem mais lento, porém resulta em uma bebida consistente e saborosa

Tipos de grãos

A equipe de pesquisa conduziu o estudo utilizando diversos tipos de grãos de café, tanto de origem comercial quanto aqueles torrados em laboratório. Eles variavam em origem, tempo de torra e teor de umidade.

Os experimentos revelaram que os grãos de café mais secos e escuros têm maior propensão a se aglomerar durante a moagem do que os grãos mais claros. Os pesquisadores acreditam que isso ocorre porque os grãos escuros quebram mais facilmente, enquanto os levemente torrados retêm mais umidade, não apresentando o mesmo efeito.

Qual a quantidade ideal de água para um bom café?

Christopher Hendon, químico de materiais da Universidade de Oregon e um dos autores do estudo, afirmou ao New Scientist que ideal é adicionar cerca de 20 microlitros de água por grama de café para aprimorar o sabor.

Apesar de ainda ser necessário realizar mais testes para compreender os efeitos da água em diferentes tipos de moedores e métodos de preparo, a conclusão é a mesma:

Alguns simples jatos de água resolvem os problemas de aglomeração, canalização e extrações ruins, ao mesmo tempo em que contribuem para a busca pelo café expresso mais saboroso.

Os cientistas acreditam que essas descobertas podem ser úteis em outros estudos de geofísica, podendo servir como base para investigar desde deslizamentos de terra até erupções vulcânicas ou o processo de infiltração da água no solo.

Farmácia Popular distribuiu R$ 7,4 bi a falecidos de 2015 a 2020

0

Programa tradicional de distribuição gratuita ou com desconto de 90% de remédios subsidiados pelo Ministério da Saúde, o Farmácia Popular distribuiu, entre julho de 2015 e dezembro de 2020, R$ 7,43 bilhões em medicamentos a pacientes falecidos. O programa também vendeu R$ 2,57 bilhões em medicamentos sem nota fiscal que comprovasse a compra pelo estabelecimento credenciado.

As conclusões constam de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o relatório, os problemas decorreram da falta de um controle maior nos ressarcimentos às farmácias onde os medicamentos são retirados. Isso porque a fiscalização ocorre, na maior parte dos casos, a distância e de forma manual.

No caso da distribuição a pacientes falecidos, a CGU cruzou o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do paciente com autorizações emitidas pelo Ministério da Saúde e informações do Sistema Nacional de Registro Civil (Sirc), do Sistema de Controle de Óbitos do Ministério da Previdência (Sisobi) e do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do DataSus.

“A situação denota desperdício de recursos públicos e fraude cometida pelo particular que efetua a compra, burlando os controles na farmácia, ou pelo próprio estabelecimento”, destacou a CGU no relatório.

Em relação à venda sem nota fiscal, a auditoria constatou que os gastos com remédios sem nota fiscal equivaleram a 18,5% dos R$ 13,8 bilhões desembolsados pelo Farmácia Popular no período da investigação. Ao analisar 362 milhões de registros de venda nesse intervalo, 17,4% não estavam cobertos por estoque de medicamentos amparados em documentação fiscal.

No Farmácia Popular, os estabelecimentos credenciados repassam aos pacientes os medicamentos com desconto de 90% em relação ao valor de referência. Os remédios para o tratamento de hipertensão, diabete e asma são distribuídos de forma gratuita. Os comerciantes são ressarcidos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde, do Ministério da Saúde, que subsidia a aquisição dos medicamentos.

Amostragem

A fiscalização foi realizada por meio de amostragens em farmácias e drogarias credenciadas em cinco estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba. Nesses estabelecimentos, foram analisados os registros diários de entradas e saídas, comparados com as notas fiscais eletrônicas da Receita Federal. Segundo a CGU, esse método é mais eficaz que o procedimento tradicional de verificação mensal consolidada.

Após a fiscalização eletrônica, os técnicos inspecionaram fisicamente os estabelecimentos para confirmar a eficácia da ferramenta desenvolvida. Os comerciantes que cometeram irregularidades, destacou a CGU, podem sofrer punições, como a devolução dos recursos, o pagamento de multa e até descredenciamento do programa.

Recomendações

Para diminuir os prejuízos, a CGU recomendou a elaboração de um plano de tratamento de risco, semelhante aos adotados pela inteligência da Receita Federal, e o descredenciamento de estabelecimentos que não comprovarem as vendas com nota fiscal. O órgão também aconselhou o aprimoramento de mecanismos de controle que atestem a presença do beneficiário final no ponto de venda e adoção de medidas para recuperação dos recursos pagos indevidamente.

O relatório recomendou que o Ministério da Saúde utilize o sistema Sentinela, que poderá ser disponibilizado pela própria CGU, ou outra aplicação com metodologia semelhante para reforçar os controles de primeira linha de defesa. Segundo a CGU, esse sistema automatiza a circulação das informações de distribuição de remédios ante a comprovação da efetiva e regular compra dos medicamentos no mercado.

O Ministério da Saúde informou que avalia o resultado e as recomendações da auditoria da CGU. A pasta não forneceu mais detalhes.

Repressão a fraudes

Fraudes no Programa Farmácia Popular não são incomuns e têm sido reprimidas pelo governo. Em setembro, a Polícia Federal (PF) cumpriu 62 mandados de busca e apreensão contra acusados de vendas fictícias de medicamentos em quatro estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Ceará.

As investigações começaram em outubro de 2022, com base em notícia da venda fictícia de medicamentos por uma rede de farmácias com atuação na Região Sul do país. Os acusados usavam indevidamente dados de cidadãos para fraudar compras por farmácias. Segundo a PF, os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato contra a União, falsificação de documento particular, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Ações do Governo Federal fortaleceram economia brasileira

0

Aumento real de 3% no salário mínimo, mais investimentos nas políticas sociais e equilíbrio entre despesas e receitas estão entre as ações do Governo Federal para fortalecer a economia brasileira em 2024. Em 2023, o trabalho econômico fez com que o Brasil conquistasse a 9ª posição de maior economia do mundo, após deixar o 12º lugar por ultrapassara a Rússia e o Canadá, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa guinada para o Brasil foi impulsionada pelo forte crescimento do PIB, com estimativa de fechar o ano de 2023 em US$ 2,13 trilhões.

Em suas redes sociais, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, destacou que o País já esteve em 7º lugar entre 2010 e 2014. “De volta ao Top 10: ultrapassamos o Canadá e somos oficialmente a 9ª maior economia do mundo de acordo com o FMI […] Em 2010, saímos do top 10. Começamos 2023 na 12ª posição no ranking e vamos fechar o ano subindo 3 posições”, escreveu o ministro.

O aumento do salário mínimo, que passou de R$ 1320 para R$ 1.412 em 1º de janeiro de 2024, só foi possível devido ao trabalho desenvolvido pelo Grupo de Trabalho de Valorização do Salário Mínimo, criado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No cálculo para chegar ao valor, foi considerada a variação da inflação do ano anterior e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

Ao falar dos desafios de 2023 e planos para 2024, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, enfatizou estar otimista. “Se 2023 foi o ano de recompor políticas públicas e voltar a planejar o Brasil que queremos, 2024 manterá o compromisso com a qualidade do gasto, com planejamento e orçamento de longo prazo e com o desenvolvimento e a integração regional”.

Segundo ela, em 2024, o foco é trabalhar para “um desenvolvimento inclusivo, que não vai deixar ninguém para trás.” Para a reconstrução do Plano Plurianual (PPA) – que define as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública federal, o Governo Federal ouviu os brasileiros em plenárias nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal para que respondessem “Que Brasil vocês querem para os próximos quatro anos”. As respostas nortearam as ações desenhadas no planejamento.

Tebet ressaltou que, entre as reformas importantes, em 2023, está o “arcabouço fiscal”, que limitou o crescimento das despesas a 70% do aumento das receitas, contribuindo para que o governo cumpra seu compromisso com a responsabilidade fiscal sem descuidar do social. Ela também citou a Reforma Tributária, “que permitirá ao Brasil crescer de forma sustentável e acima da média medíocre de 1% ao ano que marcou os últimos 30 anos da economia brasileira”, disse. Em 2024, a ministra trabalhará para entregar a agenda 2050, um planejamento com foco nos desafios dos próximos 25 anos. 

No orçamento de 2024, previsto pela Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada em 22 de dezembro de 2023 pelo Congresso Nacional e que garantiu o aumento real de 3% do salário mínimo, também estão previstos aportes de R$ 169 bilhões para o Bolsa Família e de R$ 180 bilhões para a educação. Para a saúde pública, serão destinados R$ 231 bilhões, sendo que parte custeará ações dos agentes da família, vacinação e farmácia popular. 

Já os bancos públicos federais contribuirão com R$ 1,7 trilhões em crédito para os programas da União no Plano Plurianual 2024-2027 (PPA 2024-2027). São eles: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia S.A. (Basa).

Ao todo, R$ 1,5 trilhão ou 90,5% serão aplicados em cinco programas, sendo a maior parte voltado à moradia digna (R$532 bilhões). Depois, vêm agropecuária sustentável (R$ 404 bi); neoindustrialização, ambiente de negócios e participação econômica internacional (R$355 bi); desenvolvimento regional e ordenamento territorial (R$124 bi); e agricultura familiar e agroecologia (R$ 117 bi).

Outras ações a serem desenvolvidos no 6º triênio do programa (2024-2026) são 122 projetos aprovados pelo Comitê Gestor do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O investimento pode atingir R$2,5 bilhões oriundos de imunidade tributária de seis hospitais de excelência que fazem parte do programa: Hospital Israelita Albert Einstein, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital do Coração, Moinhos de Ventos, Sírio Libanês e Oswaldo Cruz.

Em 2023, o Proadi-SUS foi estratégico no Ministério da Saúde para o fortalecimento do SUS com iniciativas que visam a inovação tecnológica e soluções para a garantia da equidade na saúde. O programa investiu R$7,9 bilhões em mais de 700 ações, com impacto direto em 5,5 mil municípios. Entre as iniciativas estão a promoção de cursos para mais de 580 mil profissionais; realização de 4,7 mil transplantes; treinamento de 6 mil profissionais para atendimento de alta complexidade; participação de mais de 400 mil pessoas em pesquisas de interesse da saúde pública; e 2 milhões de teleatendimentos com 986 mil telediagnósticos pelo Telessaúde.

Para 2024, além dos investimentos e planejamento econômico, o governo lançará o edital do Concurso Público Nacional Unificado em 10 de janeiro de 2024 para melhorar o atendimento e cumprir com todas as entregas. As inscrições podem ser feitas a partir de 19 de janeiro até 9 de fevereiro. As provas devem ser aplicadas em 5 de maio em 217 cidades. O calendário foi planejado entre o Ministério da Gestão e a Cesgranrio, banca responsável pela elaboração das provas.

+Milionária sorteia R$ 119 milhões neste sábado; saiba como jogar

0

Jogou na Mega da Virada 2023 e não ganhou? Não tem problema, pois os apostadores das loterias da Caixa têm mais uma chance de mudar de vida neste sábado, 6, com o sorteio de mais um concurso da +Milionária. 

O prêmio estimado é de R$ 119 milhões. As apostas podem ser feitas até às 19h em casas lotéricas, ou de forma digital, através do site ou aplicativo da Caixa. O sorteio acontece às 20h, no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O valor mínimo para apostar é de R$ 6, marcando seis números no volante e mais dois trevos.

De acordo com dados estatísticos da Caixa, as chances de um apostador acertar os 6 números mais os 2 trevos da loteria com uma aposta mínima e levar o prêmio total é de 1 em 238 milhões.

Desde que foi criada pela Caixa Econômica Federal, em maio de 2022, a +Milionária ainda não teve nenhum ganhador na faixa principal em 59 concursos realizados. Com sorteios sempre aos sábados, a modalidade possui apenas um concurso por semana.

Como apostar na +Milionária
Apostas podem ser feitas nas casas lotéricas, no portal Loterias Caixa e no aplicativo. A aposta simples, com seis números e dois trevos custa R$ 6. Na aposta simples o apostador precisa marcar seis números de 1 a 50 e dois “trevos” de 1 a 6. Para apostas múltiplas, poderá escolher de 6 a 12 números entre os 50, e de 2 a 6 entre os 6 trevos.

Também é possível fazer um bolão na +Milionária. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. As apostas em grupo têm preço mínimo de R$ 12, cada cota não pode ser inferior a R$ 6, sendo possível realizar um bolão com no mínimo 2 e podendo chegar a 100 cotas.

É possível também comprar cotas de bolões organizados pelas casas lotéricas. O prêmio principal é destinado ao ganhador que acertar todas as seis dezenas e os dois trevos numerados.

Na +Milionária, as faixas de premiação são:

6 acertos + 2 trevos
6 acertos + 1 ou nenhum trevo
5 acertos + 2 trevos
5 acertos + 1 ou nenhum trevo
4 acertos + 2 trevos
4 acertos + 1 ou nenhum trevo
3 acertos + 2 trevos
3 acertos + 1 trevo
2 acertos + 2 trevos
2 acertos + 1 trevo

 

Morre Zagallo, o Único Tetracampeão Mundial de Futebol

0

O Brasil perde uma das maiores lendas de seu futebol.

Mário. Jorge. Lobo. Zagallo. Quatro nomes, quatro Copas do Mundo. Difícil não confundir a história deste alagoano com a do próprio futebol. Tinha em si a mistura do brasileiro quando a linguagem é o esporte bretão: personalidade forte, às vezes até turrão, determinado ao extremo. Tudo com uma grande pitada de superstição em sua paixão desenfreada pelo número 13. Prenúncio de sorte, ele dizia. Um senhor que viajou ao longo de mais de oito décadas e provou sabores e dissabores que o mundo da bola pode proporcionar. Um caminho que ele estava convencido de que fora destinado a cumprir. E o mundo, em parte, a engolir.

“Sou predestinado. Quando o céu está coberto não tem estrela. Agradeço sempre por tudo que conquistei”, disse certa vez o “Velho Lobo”.

Aos 92 anos, nesta sexta-feira (05/01), a lenda do futebol brasileiro deixou a vida para ser definitivamente história, conforme anunciou uma nota de pesar postada em seu próprio Instagram.

E que história. Nascido em Maceió, Alagoas, em 9 de agosto de 31 – 13 ao contrário – chegou ao Rio de Janeiro com apenas oito meses de idade. A família se estabeleceu pelas ruas da Tijuca, Zona Norte da cidade, próximo ao rubro América. Pelas calçadas da Praça Afonso Pena, o garoto assumiu o gosto pela bola. E, destemido, decidiu: seria jogador de futebol.

O problema seria convencer os pais, Haroldo e Maria Antonieta. Na década de 40 fazer da bola um ofício não era visto com bons olhos. Mas, com a intervenção do irmão mais velho a seu favor, conseguiu. Em 1948 ingressou nas categorias de base do América, clube do qual seu pai era sócio. Entre treinos e jogos, Zagallo arrumava tempo para frequentar a sede social. E foi em um dos bailes de confete que conheceu Alcina, sua futura esposa. Com ela, ganhou o 13 em sua vida.

Devota fervorosa de Santo Antônio, celebrado em 13 de junho, Alcina fez de Zagallo o mais ferrenho defensor do algoritmo. O que para muitos era sinônimo de azar, para o então ponta-esquerda era símbolo de sorte. Zagallo exaltava a predileção pelo número, mas dizia ser apenas fé. Com Alcina casou-se em 13 de janeiro de 1955. E o número da camisa passou a ser o mesmo. Coisas de Santo Antônio. Coisas de fé. Não superstição.

No América permaneceu até o ano seguinte, quando seguiu para o Flamengo, time pelo qual se profissionalizou. Diante da concorrência, decidiu deixar o centro do meio de campo para jogar na ponta-esquerda. Ali se encontrou. Em 1950, com 19 anos, servia o Exército quando deixou o Maracanã calado em meio à multidão diante do gol de Gigghia em Barbosa. O Uruguai era campeão do mundo. E o Brasil, garantia Zagallo para si mesmo em meio a tantas lágrimas, também seria. A determinação quase obcecada em levar a pátria ao topo mais alto do futebol desenhou sua trajetória.

Em 1958, lá estava ele entre os convocados de Vicente Feola. Na ponta-esquerda, em um vaivém frenético entre ataque e defesa. Muito disciplinado. De tanto se dedicar recebeu o apelido de “Formiguinha”. Ao lado de Pelé e Garrincha, levou o Brasil ao topo do mundo da bola. Na final, diante da Suécia, fez um dos gols na vitória de 5 a 2. A Jules Rimet estava no alto, em mãos brasileiras, com Bellini.

Zagallo sentiu de novo o gosto de título mundial em 1962, no Chile, com praticamente os mesmos companheiros. À essa altura, já com a camisa do Botafogo, depois de títulos cariocas, a aposentadoria batia à porta. Até chegar em 1965. O jogador virou técnico. A lenda ganhava novos contornos. Primeiro nos juvenis do Botafogo, de onde foi alçado aos profissionais. Mário Jorge Lobo Zagallo já era nome decantado nas ruas do país, mas em 1970 teve de enfrentar a rejeição. Técnico da seleção de tantos astros, o popular e liberal João Saldanha deixara o cargo por supostamente não agradar a ditadura de Emílio Médici.

Zagallo foi chamado para assumir o time. Do banco de reservas, persistiu contras as duras críticas e juntou Pelé, Tostão e Rivellino na mesma equipe. Fez ser possível reunir tantas feras. Depois do fracasso retumbante em 1966, a seleção brasileira voltava ao topo do futebol com o melhor time de todos os tempos, em goleada estonteante de 4 a 1 sobre a Itália. O tri mundial, no México. Era também o terceiro de Zagallo, que ali entrava pela história como o primeiro a ser campeão mundial em duas funções: jogador e técnico.

A glória de 1970 o fez continuar no comando da seleção brasileira. Mas 1974 foi duro. Diante de uma Holanda inovadora, a “Laranja Mecânica” de Cruyff, o Brasil de Zagallo naufragou na segunda fase em meio a tanta novidade. Houve, então, um intervalo na relação dele com a “Amarelinha”, como costumava se referir à seleção brasileira. A carreira de Zagallo continuou como técnico em Flamengo, Botafogo, Kuwait, Arábia Saudita, Botafogo e tantos outros. A seleção continuava em maus lençóis. Parecia aguardar o retorno de estrela e se ressentir falta de relação tão próxima.

Em 1991, ele assumiu o Brasil como coordenador técnico. Uma espécie de escudo para Carlos Alberto Parreira, o treinador. À sua maneira, Zagallo fez funcionar. Durante a campanha do tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, não cansava de se virar para as câmeras e iniciar a contagem regressiva para a conquista. Faltavam sete, cinco, quatro… Até não faltar mais nenhuma. O pênalti nas alturas de Roberto Baggio elevou, também, a carreira de Zagallo. Quatro Copas do Mundo vencidas no currículo. Não era mesmo pouco.

Tanto que, diante da saída de Parreira, ele voltou ao posto de técnico da seleção. Persistente com suas ideias, acumulou críticas. Pressionado durante a Copa América de 1997, na Bolívia, desabafou para as câmeras, dedo em riste, rosto vermelho, olhos furiosos contra seus críticos, em episódio que entrou para a história e virou sua marca quase tanto quanto a superstição pelo número 13.

“Você vão ter que me engolir!”, vociferou após o título.

A frase foi marcada a ferro na biografia, mas, aos 66 anos, Zagallo mostrara ainda ter fôlego para mais batalhas. Na Copa de 98 enfrentou problemas. Primeiro, no corte de Romário, que lhe rendeu uma “homenagem” na porta de um banheiro do bar do atacante no Rio de Janeiro, onde aparecia, em caricatura, sentado em um vaso. A brincadeira de gosto para lá de duvidoso rendeu um processo judicial ao “Baixinho”.

No Mundial da França em si, o Brasil até chegou à final. Suas imagens ao motivar jogador por jogador, com seus poucos cabelos traçando o vento e as veias pulsantes no pescoço, antes dos pênaltis na semifinal contra a Holanda, foram marcantes. Mas a polêmica com Ronaldo, inicialmente cortado do jogo e que teria sofrido uma convulsão horas antes da decisão, fez o cenário ficar pesado. E Zagallo, de novo, se exasperou contra a imprensa após os 3 a 0 retumbantes diante dos donos da casa. Mostrara ali sua personalidade forte, de quem não levava desaforo para casa. Mas, talvez por isso, também se excedia.

“Entrou porque entrou. Tenho moral e personalidade para falar. Vocês devem muito a mim. Estou aqui porque sou homem. Tenho dignidade e caráter”, disparou, com dedo em riste, ao ser perguntado sobre a razão da escalação de Ronaldo. Em seguida, abandonou a coletiva.

Foi o fim de sua passagem no comando da seleção. Mais leve, sem a pressão de um país às costas, retomou a carreira de treinador na Portuguesa, em 1999. No ano seguinte, voltou ao Flamengo, clube do coração. De novo na Gávea, viveu momento histórico. Foi ele o técnico do gol do tricampeonato carioca, de Petkovic, em 2001.

À beira do gramado, camisa rubro-negra com número 13 às costas, andava em êxtase agarrado a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida após o gol do sérvio, aos 43 minutos do segundo tempo. O placar? 3 a 1 para o Flamengo. 13, ao contrário. Na arquibancada, ouviu os gritos de “Ih, Ih, Ih, vai ter de me engolir”. O “Velho Lobo” sorria. Parecia, de novo, o garoto das ruas da Tijuca.

No mesmo ano, por maus resultados, deixou o clube e carreira de técnico, de vez. E aquietou-se. Em 2006, voltou a uma Copa do Mundo, novamente ao lado de Parreira, como assistente técnico. Mas a força já não era a mesma de antes. Sua participação foi mais tímida. Desde então, afastou-se do futebol. Mas, sempre que procurado, não se furtava a dar opiniões. Falar de futebol era como falar da própria vida.

No Rio de Janeiro que aprendeu a amar desde menino passou os últimos anos de vida. E com alguns sustos e pesares. Em 2011 e em 2014, foi vítima de assaltos. No primeiro, tão logo foi reconhecido, os bandidos o pouparam. No segundo, não houve nem tempo e o relógio do filho foi levado. Em 2012, perdeu a esposa, Alcinda. No ano seguinte, sofreu um acidente de carro, com pequenas escoriações. Garantia ser forte. E, de fato, era.

Certa vez, ao ser perguntado até quando gostaria de viver, respondeu na lata: 85 anos. Explicou: a soma dos algaritmos daria 13. Mas pensou bem e, com um sorriso travesso, garantiu poder ir até 94, com a mesma lógica. Ficou na primeira opção. A história de Zagallo se entrelaça à das Copas do Mundo.

Quiseram os deuses da bola que o “Velho Lobo” ficasse vivo a tempo de ver um novo Mundial no Brasil, em 2014. Dois anos depois, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio, causou comoção ao aparecer, muito debilitado, em uma cadeira de rodas no revezamento da tocha. Bem fraco, acenou a todos mansamente três dias antes de ser internado. Mas mantinha a vaidade.

“Uma homenagem é sempre gostoso”, disse após carregar a chama olímpica.

A luta agora era com problemas na coluna e no estômago que avisavam que a idade avançava e o obrigavam a manter a rotina de visitas aos hospitais. Realidade tão distinta de seus tempos na Amarelinha. Neste dia 5 de janeiro, o Brasil perde um ícone. O futebol brasileiro, um dos autores de seus mais belos capítulos. Mário. Jorge. Lobo. Zagallo. Quatro nomes. Quatro Copas do Mundo. E uma história grandiosa.

Intolerância à lactose é tema do Vida Plena com explicações sobre alergia ao leite e APLV

Vida Plena explica intolerância à lactose e alergia ao leite

0
Episódio esclarece sintomas, diagnóstico, rótulos, APLV, leite sem lactose e cuidados com restrições alimentares.
Perícias do INSS podem ser antecipadas por segurados de Cacoal e Alta Floresta d’Oeste

Perícias do INSS podem ser antecipadas em Cacoal e Alta Floresta

0
Segurado deve confirmar nova data, horário e agência antes de viajar.
Imagem editorial representa profissionais avaliando quartos, instalações e condições de acolhimento em uma Casa de Apoio à Saúde Indígena de Rondônia.

MPF pede melhorias urgentes em Casai de Cacoal e Ji-Paraná

0
Ações pedem reparos, colchões adequados e reforço das equipes em duas Casai.
Água na irrigação é monitorada por produtores rurais em uma propriedade de Rondônia

Irrigação concentra metade da retirada de água no Brasil

0
Indicador é nacional e exige análise técnica antes da captação no campo.
Inscrições da Agrotec 2026 são conferidas por produtora rural e representante de empresa em Porto Velho

Agrotec 2026 recebe inscrições de produtores e empresas

0
Cadastros são gratuitos, mas o protocolo não garante participação na feira.