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sexta-feira, julho 17, 2026
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Serviços da Caerd serão oferecidos durante ação comunitária na zona Leste de Porto Velho

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A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia – Caerd estará presente na ação comunitária “Cuidados com a Saúde e Cidadania”, promovida pela Associação de Moradores e Proprietários do Loteamento Parque Amazônia, zona Leste de Porto Velho. O evento acontecerá neste sábado (25), na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ely Bezerra de Salles, que fica na Avenida Mangabeira, Bairro Mariana, das 8h às 15h.

Nesta ação, a Companhia oferecerá três importantes serviços: o cadastramento, atualização e negociação de contas em atraso. “A Diretoria Executiva da Caerd destaca a importância da participação social. Será uma oportunidade para que os moradores possam ter acesso aos serviços da Companhia próximo de casa”, destaca o presidente da Caerd, Cleverson Brancalhão.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destaca a importância da participação dos órgãos de governo nas ações com atendimento e serviços oferecidos aos cidadãos.

HTLV: entenda o que é o vírus “primo” do HIV, que afeta até 2,5 milhões no Brasil

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A infecção pelo HTLV pode ser silenciosa. Entre 5% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus podem manifestar quadros graves como doenças da medula espinhal, doença neurológica degenerativa grave ou leucemia das células T.

No Brasil, entre 800 mil e 2,5 milhões de pessoas vivem com o vírus, segundo estimativas do Ministério da Saúde. No entanto, o número de casos pode ser ainda maior uma vez que o diagnóstico acontece em na maior parte das vezes durante a doação de sangue.

O HTLV, chamado tecnicamente de vírus linfotrópico de células T humanas, é um tipo de retrovírus, assim como o HIV, vírus da imunodeficiência humana. O HTLV foi o primeiro retrovírus humano com capacidade de levar ao desenvolvimento de câncer descoberto na década de 1980.

De acordo com o Ministério da Saúde, a detecção só foi possível a partir de 1983, quando foram introduzidos testes sorológicos para a avaliação da disseminação do vírus. No Brasil, estes testes foram introduzidos em 1993, sendo obrigatórios em todos os bancos de sangue.

O vírus é classificado a partir de dois grupos: o HTLV-I e o HTLV-II. A transmissão acontece a partir das seguintes situações:

  • Transmissão vertical (de mãe infectada para o bebê) durante a amamentação e raramente durante a gestação;
  • relação sexual desprotegida (sem uso de camisinha) com parceiro infectado;
  • compartilhamento de seringas e agulhas.

“O HTLV é um vírus que infecta células do sistema de defesa chamadas linfócitos T e pode causar diversas síndromes. Entre as mais graves está a mielopatia associada ao HTLV, também chamada de paraparesia espástica tropical, que afeta a medula espinhal, provocando dificuldades de movimento, até mesmo com perda da locomoção”, explica a pesquisadora Ana Carolina Paulo Vicente, do Laboratório de Genética Molecular e Microrganismos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

“Outro quadro importante é a leucemia de células T humana do adulto, um tipo de câncer sanguíneo associado ao vírus. Além disso, o vírus está ligado a síndromes dermatológicas, oftalmológicas e urológicas”, completa.

A pesquisadora destaca que medidas podem ser adotadas com potencial de reduzir significativamente os novos casos.

“Uma das ações fundamentais é incluir a triagem para o HTLV nos exames do pré-natal em países com transmissão do vírus. Dessa forma, é possível fazer o aconselhamento das gestantes com relação ao aleitamento materno, que é a via de transmissão mais expressiva atualmente”, afirma.

Nos bancos de sangue, o Brasil foi um dos pioneiros ao implantar a triagem para o HTLV ainda no começo dos anos 1990, mas essa ainda é uma questão em alguns países.

“Medidas como o não compartilhamento de seringas e uso da camisinha nas relações sexuais também são importantes para a proteção, da mesma forma que ocorre com o HIV”, pontua Ana.

Sintomas

A maioria das pessoas não apresenta sintomas, mas aquelas que apresentam podem desenvolver manifestações clínicas graves, como alguns tipos de câncer, problemas musculares, nas articulações, nos pulmões, na pele, nos olhos.

A infecção também pode levar ao desenvolvimento da síndrome de Sjögren, uma doença autoimune que destrói as glândulas que produzem a lágrima e a saliva.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado laboratorialmente, a partir de imunoensaios e testes complementares, quando indicado.

Quando diagnosticado HTLV na gestação, recomenda-se não amamentar. Nesses casos, deverá ser feito o uso de fórmula láctea para evitar a transmissão do vírus para a criança.

Ainda não foi descoberta uma solução terapêutica definitiva para eliminar o vírus completamente do organismo infectado.

Por isso, o tratamento é direcionado de acordo com a doença relacionada ao HTLV. A pessoa pode ser acompanhada nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e, quando necessário, receber seguimento em serviços especializados para diagnóstico e tratamento precoce de doenças associadas ao HTLV.

Lula avalia se prorroga desoneração de combustíveis; Fazenda é contra

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Gasolina comum registra queda e custa menos de R$ 7 em Salvador.Na foto: Posto de gasolina Gaivota na avenida Vasco da GamaFoto: Olga Leiria / Ag. A TardeData: 06/07/2022

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se encontrar nesta sexta-feira (24) com Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, para avaliar alternativas à desoneração de combustíveis, que termina em 1º de março.

O objetivo, segundo assessores do presidente, é saber se a companhia tem como absorver parte do impacto do fim da desoneração.

Editada no governo de Jair Bolsonaro (PL), a desoneração foi prorrogada por Lula (PT) no início do governo, por meio de uma medida provisória com validade até o fim de fevereiro. Caso decida não prorrogar a desoneração – e se nenhuma medida for tomada em substituição a ela, o litro da gasolina deve subir R$ 0,69 e o do álcool, R$ 0,24, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Memorial Rondon atinge a marca de cem mil visitantes com destaque à história rondoniense

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O Memorial Rondon reúne referências da história de Rondônia relacionadas à Expedição Rondon e à antiga vila de Santo Antônio do Rio Madeira. Desde que foi reinaugurado pelo Governo de Rondônia, o local já recebeu cem mil visitantes, não somente de Rondônia, mas também do Brasil e do mundo, e se consagra como um dos mais importantes pontos turísticos administrados pela Superintendência Estadual de Turismo – Setur.

No espaço externo está instalada uma oca que resgata a imagem da habitação indígena no século passado, na Amazônia e no País. No interior do Memorial, logo na entrada fica um painel que marca a linha do tempo desde o século 17. Já o Museu de Gente de Rondônia, que faz parte do complexo, conta atualmente com trezentas entrevistas gravadas com lideranças populares, políticos, artistas, agricultores e empresários em diversas regiões.

Para o superintendente estadual de turismo, Gilvan Pereira, “o visitante que vê desenhos e painéis, também pode assistir aos filmes que divulgam a saga do marechal Cândido Rondon. A visita guiada por soldados da 17ª Brigada de Infantaria de Selva – 17ª BIS, dura em média 40 minutos”, explicou.

No total, quatrocentas peças, um filme de seis minutos e o secular aparelho de telégrafo compõem o acervo. O local mais visitado costuma ser o Salão de Expedições Paz e Fronteiras, que apresenta painéis, fotografias, quadros, utensílios e réplicas de objetos usados pelo marechal Cândido Rondon. Em uma redoma, estão as poucas peças arqueológicas recolhidas pelo Museu Regional de Presidente Médici e cedidas ao Memorial. “São pedras polidas, algumas datadas de mais de mil anos”, ressaltou Gilvan Pereira.

O interesse pelas riquezas da história de Rondônia reflete no número de visitantes, atingindo a casa de cem mil. Para o governador Marcos Rocha, “este número reflete no reconhecimento de que a população e o governo de Rondônia também valorizam a história “Este espaço cultua Rondon, mas significa a preservação da própria história do Estado que recebeu o nome desta importante personalidade, tanto que Rondônia é o único no país a adotar nome de pessoa”, ressalta o governador.

SERVIÇO

O Memorial Rondon funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 16h, na Estrada Santo Antônio n° 4863. Conheça mais e viva experiências únicas em Rondônia. Visite o Rondônia tem tudo

O que é esfera metálica misteriosa que apareceu em praia no Japão, segundo oceanógrafo

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A enorme esfera metálica que apareceu misteriosamente em uma praia japonesa na última semana — despertando curiosidade e até teorias da conspiração — pode não passar de uma inofensiva boia.

É o que afirma o oceanógrafo Mark Inall, da Associação Escocesa de Ciências Marinhas.

Ele conta que soube “de cara” o que era.

“É inconfundível”, diz ele à BBC. 

“Nós as usamos para manter instrumentos flutuando no oceano.”

De acordo com ele, muitas surgem com frequência na costa da Escócia.

A esfera, de aproximadamente 1,5 metro de diâmetro, foi encontrada por um morador local na cidade costeira de Hamamatsu, a cerca de 200 quilômetros a sudoeste de Tóquio.

Apelidado de “ovo de Godzilla”, o objeto gerou bastante especulação — com algumas pessoas supondo até que teria vindo do espaço sideral.

A polícia e um esquadrão antibombas foram acionados para investigar a esfera. A área chegou a ser isolada, mas exames de raio-X confirmaram que não havia perigo.

Ela agora já foi removida. E, de acordo com as autoridades locais, ficará armazenada “por um certo período de tempo” e depois será “descartada”.

“Acho que todos na cidade de Hamamatsu estavam preocupados e curiosos para saber do que se tratava, mas estou aliviado porque o trabalho acabou”, disse uma autoridade local à imprensa japonesa. 

Embora Inall tenha dito que ficou surpreso com o fato de a esfera de metal não ter sido identificada mais rápido, ele reconhece que o público em geral não teria necessariamente como saber do que se tratava.

“Pode ser confundida com uma mina da Segunda Guerra Mundial… mas teriam pontas saindo dela”, observa.

Ele explica que esses objetos podem flutuar no oceano por décadas e podem perder suas marcas e enferrujar quando chegam à praia.

Segundo ele, as boias podem se soltar de sua ancoragem durante uma tempestade forte ou ao serem puxadas por um navio de pesca de grande porte.

Muitos questionaram nas redes sociais por que as autoridades japonesas não explicaram claramente do que se tratava.

Outros manifestaram constrangimento em relação ao episódio.

“Não acredito que autoridades de um país cercado pelo oceano não reconheçam uma boia”, dizia um tuíte.

“Meu Deus! É uma boia de amarração de aço, gente. Tenho vergonha de ser japonês”, escreveu outro.

O escritório local de engenharia civil de Hamamatsu disse que “considera que é uma boia de fabricação estrangeira”.

Imagem da esfera na praia de Hamamatsu, no Japão, em 22 de fevereiro de 2023 — Foto: @XMiS10C4M6QthSG via Reuters

A resposta das autoridades japonesas à esfera de metal foi tão curiosa quanto o objeto em si.

A bola misteriosa apareceu em meio a um clima de tensão geopolítica no país. Na semana passada, a imprensa local estava discutindo os desdobramentos da recente atividade de mísseis da Coreia do Norte.

No sábado (18), um míssil balístico intercontinental (ICBM) caiu nas águas territoriais do Japão. Na segunda-feira, a Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos no Mar do Japão depois que os Estados Unidos realizaram exercícios militares conjuntos com aliados do Leste Asiático.

Há também a questão dos balões espiões chineses. Na quarta-feira, autoridades japonesas e chinesas realizaram reuniões de segurança em Tóquio pela primeira vez em quatro anos, nas quais o Japão manifestou preocupação com os balões de vigilância.

Na semana passada, o governo japonês informou que pelo menos três objetos voadores não identificados avistados sobre seu território entre 2019 e 2021 eram “fortemente suspeitos” de serem chineses.

Pequim negou as acusações de espionagem e fez uma apelo a Tóquio para parar de seguir o exemplo de Washington de exagerar as ameaças chinesas.

Dada a tensão diante dos eventos geopolíticos recentes e das ameaças percebidas de países vizinhos, a enxurrada de especulações no Japão é compreensível.

“Dados os eventos recentes… consigo entender que há interesse em um objeto flutuante não identificado”, diz Inall.

Cuidado! Criminosos roubam dinheiro durante transferência no PIX; entenda

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Usuários das redes sociais têm reclamado de problemas ao realizar transferências via Pix. De acordo com os relatos, ao realizar uma transferência bancária, eles percebem que o dinheiro foi destinado a outra conta que eles não pretendiam enviar.

De acordo com a empresa de cibersegurança ThreatFabric, foram identificados problemas com clientes de diferentes instituições financeiras do país, como: Nubank, Inter, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica.

  • Esse novo golpe utiliza o vírus BrasDex, um tipo de malware que usa a técnica de keylogging para acessar o dispositivo do usuário remotamente;
  • O malware foi descoberto no final de 2022 pela ThreatFabric. Na época a empresa destacou que esse era um malware destinado especialmente aos brasileiros;
  • Outro malware descoberto recentemente foi o PixPirate, um trojan bancário que abusa da API (interface de programação de aplicativos) de serviços de acessibilidade de sistemas operacionais para realizar os golpes e rouba senhas inseridas em aplicativos bancários.

Como ocorre a contaminação do dispositivo

Os cibercriminosos buscam contaminar o dispositivo da vítima com o malware através de e-mails, mensagens de WhatsApp, sites maliciosos e SMS. As mensagens geralmente afirmam que o usuário precisa atualizar um programa instalado em seu dispositivo ou preenchimento de formulário.

Como é a atuação do malware

Após ser instalado no dispositivo, o malware permite que os usuários visualizem as informações na tela e dados digitados pelos usuários.

Nesse sentido, a prática criminosa é semelhante ao golpe da mão fantasma. A diferença é que, através do BrasDex, o criminoso visualiza todas as informações, mas é o usuário que realiza a transferência sem saber que dados de pagamento foram alterados.

Conforme explicou o ThreatFabric em dezembro, o Pix é um sistema de pagamento seguro, porém os cibercriminosos estão se aproveitando dos sistemas bancários de pagamento e problemas do Android para realizar as transferências fraudulentas.

Com milhares de mortos e refugiados, guerra na Ucrânia completa um ano

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Rússia e Ucrânia completam nesta sexta-feira (24) um ano de conflito. Milhares de vidas foram ceifadas, milhões de pessoas tiveram de deixar suas casas para tentar a vida em outros países e milhões de crianças abandonaram as escolas. Verdades e mentiras são espalhadas não apenas pela internet, mas também por fontes oficiais.

Para se ter uma ideia do desencontro de informações, o número de mortos varia, dependendo da fonte, de cerca de 7 mil, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a mais de 300 mil, de acordo com fontes militares consultadas por mídias europeias.

Em meio a todo esse cenário de dúvidas e incertezas, a Agência Brasil buscou com especialistas e intelectuais referências que possibilitem aos leitores entender o que está, de fato, por trás do conflito.

Professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Goulart Menezes explica que o embate vai muito além de duas nações, o que de certa forma lembra a antiga Guerra Fria, na qual os Estados Unidos (EUA) e a União Soviética se enfrentavam indiretamente, na busca por ampliar áreas de influência em diferentes regiões do planeta.

“Podemos denominar o conflito como uma guerra por procuração, após a Rússia ter violado a soberania territorial e o direito internacional, quando invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022”, diz o professor. Segundo ele, ao enfrentar a Ucrânia, a Rússia tem um embate “contra a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e contra a principal liderança do grupo: os Estados Unidos, embora não estejam diretamente atuando no conflito”.

“O que está acontecendo, na realidade, não é guerra da Ucrânia. É guerra na Ucrânia. É uma guerra do Ocidente contra a Rússia”, afirma o diretor do Instituto de Politicas Públicas e Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), professor Hector Luis Saint-Pierre.

Temores

Para os especialistas, a situação atual se deve, entre outros fatores, ao temor de avanço da Otan nos países próximos à fronteira com a Rússia, bem como ao receio de avanço de tropas russas em territórios de países vizinhos.

Tanques de tropas pró-Rússia atravessam rua na cidade de Popasna, na região de Luhansk, na Ucrânia

“O ponto inicial foi de expansão da Otan em direção às fronteiras da Rússia. Durante o governo de George Bush, entre 2001 e 2009, os EUA vinham desenvolvendo, por meio da Otan, uma espécie de escudo espacial para tentar neutralizar boa parte dos armamentos da Rússia que pudessem ser utilizados contra países europeus”, afirma Menezes.

A hostilidade, lembra o professor, só cresceu nos últimos 20 anos. “A Rússia até chegou a ter uma parceria especial com a Otan”, mas a situação mudou, sobretudo a partir de 2014, quando invadiu e anexou a Crimeia.

Menezes lembra ainda que o argumento reiteradamente utilizado pelo presidente russo, Vladimir Putin, foi de que, com a expansão da Otan em direção aos países do antigo Leste Europeu, a Ucrânia estava prestes a se tornar membro permanente do grupo liderado pelos EUA.

“Só que a Rússia considera que a Ucrânia na Otan significa a Otan em fronteiras russas, o que inclui o temor de nuclearização do território ucraniano”, completou o professor da UnB.

Para ele, o fato é que a Rússia invadiu a Ucrânia e não esperava a reação do país e o apoio da opinião pública que está recebendo, além do apoio militar. Desde então, as relações entre Otan/EUA e Rússia tem degringolado cada vez mais”, acrescentou ao classificar a Rússia como “agressora”.

Presidente deposto

Na avaliação do diretor da Unesp, Saint-Pierre, um fator relevante para a situação atual foi o fato de a Ucrânia ter sofrido um golpe de Estado em 2014, após a destituição do presidente eleito Viktor Yanukovych, em meio aos violentos protestos da chamada “Revolução da Dignidade”, iniciada na capital Kiev.

O presidente deposto refugiou-se na Rússia, em meio à acusações de ser responsável pela morte de manifestantes. Foi então instalado um governo interino, com o apoio de grupos de direita. Nas eleições seguintes, em maio de 2014, foi eleito Petro Poroshenko, um político favorável à aproximação da Ucrânia com o Ocidente.

Membros da comunidade judaica de Odessa fogem da invasão russa da Ucrânia

“O golpe de 2014 foi contra um governante eleito que não pretendia entrar na Otan. Por isso, foi golpeado e destituído. A partir daí, foi montada uma estrutura de avanço contra toda cultura russa, na Ucrânia e a na Crimeia, onde está boa parte da base naval russa”, argumentou.

Segundo Saint-Pierre, esse “golpe de Estado” teve o apoio financeiro dos Estados Unidos, “conforme declarado, inclusive, por parlamentares no próprio Congresso norte-americano”. O apoio financeiro acabou por “armar até grupos neofascistas, além de financiar laboratórios de guerra biológica”.

De acordo com Menezes, há, de fato, desde a independência da Ucrânia, a atuação de grupos neonazistas no país. “O Regimento Azov [milicia paramilitar] sempre foi controverso, pois foi fundado por ultranacionalistas e neonazistas ucranianos e atua na Região Leste do país. Mas isso é diferente de afirmar que toda a Ucrânia é fascista ou neonazista, como às vezes dizem os que tentam justificar a agressão”.

Risco nuclear

“O fato é que com sua independência, em 1991, a Ucrânia era o terceiro país no mundo em número de ogivas nucleares, com cerca de 1,9 mil dessas armas. Um acordo em 1994, envolvendo países europeus e os EUA, acabou resultando na transferência das ogivas à Rússia, com a concordância da própria Ucrânia, temendo um acidente nuclear ou mesmo a utilização ilegal desses armamentos por parte de grupos que não fossem do Estado ucraniano”, acrescentou Menezes.

O processo de negociação para a transferência das ogivas incluía garantias de que os limites fronteiriços seriam respeitados. Tratados foram assinados garantindo, de um lado, o respeito às fronteiras e, de outro, o não avanço da Otan nos países do Leste Europeu.

“Naquele momento, o que Putin exigia era plausível, que era o reconhecimento dos pactos tratados. No entanto, a própria Angela Merkel [então chanceler da Alemanha] reconheceu que nunca pensaram em cumprir os pactos, e que eles eram para dar tempo de a Ucrânia se armar e se preparar para criar uma resistência”, detalha Saint-Pierre.

O país então surpreendeu ao eleger presidente, em 2019, um outsider do mundo político: Volodimir Zelensky, um comediante que usava os próprios personagens durante a campanha eleitoral.

Local atingido por bombardeio durante invasão da Ucrânia pela Rússia

O então candidato adotou discursos antissistema, em uma campanha basicamente virtual, por meio de redes sociais. A liderança nas pesquisas de opinião e a eleição foram possíveis graças à rejeição da população a políticos tradicionais do país.

Crimeia

Tanto a Rússia quanto a Ucrânia reivindicavam a região da Crimeia, considerada estratégica pelo seu posicionamento geográfico. A disputa pelo território acentuou ainda mais a crise que já vinha crescendo entre os dois países.

“Os dois países faziam parte da União Soviética, que foi dissolvida em 1991. Antes disso, em 1956, o então presidente da União Soviética era ucraniano: Nikita Krushev, que, na época, cedeu o território da Crimeia para a Ucrânia”, explica Menezes.

Do ponto de vista russo, no entanto, a Crimeia teria muito mais vínculos históricos com a Rússia do que com a Ucrânia.

Em março de 2014, o Parlamento da Crimeia aprovou a entrada do país na Federação Russa – decisão que posteriormente foi aprovada pela população local, em referendo cujo resultado sofreu contestações devido a uma suposta “falta de monitoramento por terceiros”. Mesmo diante de questionamentos, a Crimeia oficializou pedido de adesão à Rússia.

Crimeia

Nesse contexto, o presidente deposto e exilado Yanukovych solicitou à Rússia que usasse forças militares para ajudar o povo ucraniano a “estabelecer a legitimidade, a paz, a lei e a ordem”. Putin, então, obteve, no Parlamento, autorização para assumir o controle da Crimeia.

Sebastopol

O interesse pela região envolve, em especial, o controle do Porto de Sebastopol, que além de valor histórico e turístico, tem localização estratégica, uma vez que é a principal base para a frota russa no Mar Negro, possibilitando acesso direto ao Mediterrâneo.

O porto é bastante utilizado para o transporte de gás natural, bem como para o escoamento de produção, em especial de “recursos minerais metálicos, energéticos e grãos”, disse Menezes.

“Se somarmos a incorporação da Ucrânia aos territórios de Donetsk, Donbass [no Leste ucraniano] e de outras áreas coladas a essas províncias, já temos cerca de um quinto do território ucraniano tomado à força pela Rússia”, acrescenta o professor.

Economia

Professor de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Ricardo Caichiolo explica que o conflito entre Rússia e Ucrânia resultou em “modificação significativa no cenário geopolítico mundial”, o que, segundo ele, acabou por se refletir, também de forma significativa, na economia mundial, “com aumento dos preços de forma generalizada”.

“Praticamente o mundo inteiro passa por um processo inflacionário em suas economias internas, com aumentos nos preços de alimentos e do petróleo”, disse. “E a questão energética está muito sensível, principalmente na Europa, que ainda passa por um inverno, com problemas no fornecimento de gás que vinha da Rússia”, afirmou, referindo-se ao corte no fornecimento de gás russo para a Europa.

Brasil

O Brasil também sentiu os efeitos da guerra em sua economia. “Obviamente fomos e continuamos impactados pelo conflito”, diz Caichiolo.

“Houve aumento da inflação e, então, medidas foram tomadas, comoo  aumento significativo da taxa de juros, o que causa impacto negativo no aumento da produção e no desenvolvimento das atividades econômicas dentro do país”.

“Em termos geopolíticos, o Brasil, ao longo do governo anterior [o de Jair Bolsonaro], se manteve com discurso relativamente neutro e, em alguns momentos, sinalizando apoio à Rússia para a garantia de envio de fertilizantes”, acrescentou, referindo-se à movimentação do então presidente em favor do interesse do agronegócio brasileiro.

Na opinião de Roberto Menezes, da UnB, “o Brasil não é neutro nesse conflito”. “O então presidente Jair Bolsonaro inclusive tomou o lado do mais forte, que é o da Rússia. Fomos muito comedidos quando era para condenar a invasão do território ucraniano. Tanto é que Bolsonaro não esteve na Ucrânia. Ele poderia ter saído da Rússia e ido à Ucrânia naquele momento em que a guerra não havia começado ainda. Mas preferiu sair de Moscou e foi direto à Hungria encontrar-se com seu aliado da extrema direita, Viktor Orbán”.

Governo Lula

Já o governo Lula, segundo Menezes, adotou posição de condenação do conflito, mas mantendo “equidistância, exatamente para defender [a instituição de] um clube da paz”. Lula tem defendido publicamente a criação de um grupo, formado por países não envolvidos na guerra, para mediar uma saída pacífica para o conflito.

“O que ele está defendendo não é um voluntarismo do Brasil, mas que a diplomacia volte ao primeiro plano nesse conflito. E que, pela via diplomática, envolvendo países como Índia, Turquia, México, Indonésia e China, tenhamos pelo menos a possibilidade de abrir uma mesa de negociação entre Rússia e Ucrânia”, afirmou.

Menezes diz acreditar que o Brasil possa, de fato, ter um papel que vá além de mediador, “podendo contribuir, enquanto potência média, para, pelo menos, tentar equalizar alguns pontos, tanto da Rússia quanto da Ucrânia”, com a ajuda do grupo.

Ele lembrou que o Brasil optou por não enviar armamentos. “Isso mostra a posição do país, até este momento diplomático, de reiterar aquilo que fez em 1991 na Guerra do Golfo, quando o então presidente Fernando Collor manifestou posição contrária à guerra. Em 2003, na Guerra do Iraque, e agora, no atual conflito, Lula adotou a mesma posição”, complementou.

Município promove campanha fevereiro roxo e laranja no combate à leucemia e outras doenças

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Com o objetivo de conscientizar a importância da prevenção de doenças como a leucemia, representada pela cor laranja, fibromialgia, alzheimer e lúpus, representadas pela cor roxa, a Prefeitura de Porto Velho vai realizar uma manhã de palestras na segunda (27) aos servidores municipais.

A campanha “Fevereiro Roxo e Laranja” é coordenada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) e será desenvolvida através de palestras e bate-papos, marcados para começar às 8h30, no auditório da biblioteca Francisco Meirelles.

Direcionada aos servidores municipais e também aberta ao público geral, a ação é organizada pela Coordenadoria de Saúde Ocupacional (CSO) e a Divisão de Planejamento e Desenvolvimento de Projetos de Saúde (DIDPS) da Semad.

O evento repassará informações sobre cada doença, abordando sinais, sintomas e tratamento, além de levar relatos de pessoas diagnosticadas com as patologias. Os temas serão abordados por médicos da rede municipal de saúde.

Veja a programação:

8h40 – Ginástica Laboral
9h – Fala de autoridades
9h20 – Bate-papo sobre lúpus
9h40 – Bate-papo sobre superação lúpus
9h50 – Bate-papo sobre fibromialgia
10h10 – Bate-papo sobre superação fibromialgia
10h20 – Ginástica Laboral
10h30 – Bate-papo
10h50 – Bate-papo sobre prevenção a leucemia

Obra da Unisp em Buritis está com mais de 90% de execução

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A execução da obra de construção na Unidade Integrada de Segurança Pública – Unisp, no município de Buritis, está em fase final. O local contempla uma área de 678,95 metros quadrados de construção e prevê 31 ambientes entre recepção, sala de reconhecimento, sala de identificação, sala de inquéritos, sala de cartório, despensa, alojamento, copa, cozinha, sala de espera das vítimas, depósitos de materiais apreendidos, banheiros e garagem para as viaturas.

A estrutura que vai abrigar as polícias civil e militar, promovendo a integração das forças de segurança no mesmo espaço, terá como foco, atender a população do município que conta com mais de 40 mil habitantes, potencializando assim, a capacidade de ação coordenada, em face das demandas de policiamento preventivo e de investigação. Desta forma promoverá agilidade e acesso à população, que encontrará vários serviços no mesmo prédio.

INVESTIMENTO E VALORIZAÇÃO

A obra que está com mais de 90% de execução, recebeu investimento no valor de R$ 1.173.127,64 (um milhão, cento e setenta e três mil, cento e vinte sete reais e sessenta e quatro centavos), por meio da Unidade Orçamentária Fundo Nacional de Segurança Pública – Funesp e tem como responsável pela fiscalização dos serviços, a Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos – Seosp.

Segundo o governador de Rondônia, Marcos Rocha, “o local fortalecerá a integração entre as forças de Segurança Pública, garantindo melhores condições de trabalho aos servidores e atendimento adequado para os moradores de Buritis, na região do Vale do Jamari”, destacou.

O policial civil Dimas Pinheiro de Souza, que exerce há 12 anos a função de agente de polícia, na delegacia da cidade, está com boas expectativas para trabalhar no local, que oferecerá melhores condições. “Estou lotado aqui desde que passei no concurso em 2011 e, realmente, a nossa equipe estava há muito tempo necessitando de um local adequado. Acompanho as obras diariamente, pois fica ao lado da nossa unidade policial. A gente fica empolgado em perceber que está em fase de acabamento”, disse.

A Secretaria de Estado da Segurança e Defesa da Cidadania – Sesdec vem trabalhando para consolidar a integração entre as forças de Segurança Pública, reduzindo drasticamente, o tempo de permanência do cidadão na delegacia, com um atendimento mais humanizando. A Unisp em Buritis fará atendimento na Avenida Porto Velho, s/n, Setor 01, quadra 06 A, lote 01.

As consequências da guerra na Ucrânia para o Brasil

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Um ano atrás, a Rússia invadiu a Ucrânia, dando início a uma guerra cujos efeitos geopolíticos e econômicos são sentidos não só na Europa, mas também em países sem qualquer relação direta com o conflito, como o Brasil.

Os primeiros efeitos que surgiram para o Brasil, logo após o início da guerra, foram econômicos. A guerra elevou os preços dos combustíveis e da energia – a Rússia, afinal, é o maior exportador mundial de gás natural e o segundo maior exportador de petróleo.

O barril de petróleo logo passou de 100 dólares, para alcançar o pico de 130 dólares, o que se refletiu também na elevação dos preços dos combustíveis, pressionando, assim, a inflação em todo o mundo, inclusive no Brasil.

No outro lado, a alta internacional do petróleo ao longo de 2022 elevou os lucros das empresas petrolíferas, entre elas a Petrobras, que, assim como outras petrolíferas, registrou lucros exorbitantes: R$ 145 bilhões nos três primeiros trimestres do ano passado, quase o dobro do mesmo período de 2021.

Esse valor extraordinário fez com que a política de preços para os combustíveis praticada pela estatal se tornasse um dos temas da campanha eleitoral do ano passado.

Num cenário que já era de crescimento baixo e inflação alta, a elevação nos preços dos combustíveis contribuiu para um aumento ainda maior da taxa de juros pelo Banco Central. A autoridade monetária, que já vinha subindo a taxa básica de juros desde março de 2021, elevou-a para 13,75% ao ano até o fim de 2022.

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Ordem da votação 2026 em urna eletrônica de Rondônia

Urna terá seis escolhas e dois votos ao Senado em Rondônia

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Eleitorado terá dois votos para senador e deve conferir a sequência apresentada pela urna.