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quinta-feira, julho 16, 2026
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PF prende homem suspeito de quebrar relógio de Dom João VI no Palácio do Planalto

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Polícia Federal (PF) prendeu em Minas Gerais, na noite desta segunda-feira, 23, Antônio Cláudio Alves Ferreira, suspeito de quebrar um relógio histórico no Palácio do Planalto, em Brasília, durante ataques às sedes dos Três Poderes no último dia 8. 

“A Polícia Federal prendeu no início da noite desta segunda (23), em Uberlândia/MG, o homem filmado ao destruir relógio histórico, trazido ao Brasil em 1808, durante os atos do dia 8/1. A prisão preventiva foi solicitada pela PF e autorizada pelo STF no âmbito da Op. Lesa Pátria”, informou a Polícia Federal. 

Ainda de acordo com a PF, o preso será interrogado na delegacia da Polícia Federal, passará por audiência de custódia e depois será encaminhado ao sistema prisional. 

Antônio Cláudio Alves Ferreira, de 30 anos, mora em Catalão, no sudeste de Goiás, e era considerado foragido.  

Apesar das investigações sobre os ataques às sedes dos Três Poderes serem conduzidas pela Polícia Federal, a Polícia Civil de Goiás informou que recebeu informações anônimas sobre o paradeiro de Antônio. 

“A Polícia Civil de Catalão recebeu duas ligações na terça-feira pela manhã, de maneira anônima, nas quais duas pessoas diziam que sabiam quem era o indivíduo que havia danificado aquele objeto nas manifestações em Brasília. A Polícia Civil realizou uma checagem nos nossos sistemas internos, conferimos a existência desse indivíduo com o nome completo, com todos os seus dados e registros”, explicou o delegado Jean Carlos Arruda em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.

De acordo com os investigadores, o carro de Antônio Cláudio saiu de Catalão no dia 1º de janeiro e chegou em Brasília na madrugada do dia 2. Após os atos golpistas, o veículo retornou para Catalão.

Imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto flagraram o momento em que Antônio joga a peça histórica no chão. Antônio tem passagens pela polícia por tráfico de drogas, em 2017, e por receptação, em 2014, mas os processos foram arquivados. 

Relógio raro

O relógio Balthazar Martinot é do século 17 e foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI. A peça foi desenvolvida por Martinot, que era relojoeiro de Luís XIV, que foi rei da França entre os séculos 17 e 18. Atualmente, existe apenas um relógio desse autor, cujo modelo está exposto no Palácio de Versailles, na França.

Ji-Paraná: Prefeitura avança com bloqueteamento de vias

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Prosseguindo com os trabalhos de infraestrutura da cidade e melhoramento de vias, a Prefeitura de Ji-Paraná está realizando o serviço de pavimentação com blocos de concreto (bloquetes) em mais cinco ruas do bairro Nova Brasília (2º distrito). As ações acontecem com projeto e fiscalização da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan).

Iniciado na primeira quinzena de janeiro, por meio de empresa terceirizada, o bloqueteamento vai beneficiar, aproximadamente, 900 metros de ruas do Nova Brasília, nos limites com os bairros Vila Jotão e São Francisco (2º distrito). Os trabalhos estão adiantados, com os meios-fios concluídos e os blocos de concretos sendo assentados.

Estão sendo beneficiados cerca de 200 metros da rua Castelo Branco (T-1), no trecho entre Curitiba até a Goiânia. 300 metros da rua Padre Silvio Micheluzzo (T-2), entre Curitiba e avenida Jorge Teixeira (K-5). Outros 100 metros da São Paulo, entre Castelo Branco e Silvio Micheluzzi. Cerca de 200 metros da Goiânia, entre Castelo Branco e Idelfonso da Silva (T-3), além de 100 metros da avenida Jorge Teixeira, entre Silvio Micheluzzi e Idelfonso da Silva.

A obra é orçada em, aproximadamente, R$ 7 milhões. A ação faz parte do programa Poeira Zero, do município, em parceria com o Tchau Poeira, do governo de Rondônia. O projeto de pavimentação com o uso de blocos de concreto beneficiará 28 ruas de diversos bairros de Ji-Paraná.

No ano passado, foram bloqueteados trechos das ruas São Luiz, entre Maracatiara (T-20) e Joaquim Francisco de Oliveira (T-24); rua Imburana (T-21), entre Manoel Franco e Teresina; rua Castanheiras (T-22), entre Manoel Franco e Aracajú, no 2º distrito. Foram beneficiadas as ruas Gonçalves Dias e rua Acre, no Jardim Presidencial (1º distrito).

Também serão pavimentadas as ruas Mogno (T-19), dos Mineiros, Macaé, Cruzeiro do Sul, Francisco Pereira dos Santos (T-25), Joaquim Francisco de Oliveira (T-24), Feijó, Miguel Ludke, Sena Madureira, Calama, Vicente Cavalcante, João Vieira, Brasileia, Amazonas, rua das Flores, Itajaí e a avenida 2 de Abril.

Após o assentamento dos blocos de concreto (bloquetes), com meio-fio, a empresa começou a construção de calçadas em toda a extensão pavimentada. O projeto e fiscalização dos trabalhos são realizados pela equipe técnica da Semplan.

As descobertas sobre origem e história dos povos indígenas da América do Sul reveladas pela genética

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Como os primeiros seres humanos chegaram ao continente americano? Como se expandiram por regiões tão diferentes, desde as geleiras canadenses ao litoral brasileiro? E qual era a relação entre os povos que dividiram territórios próximos, mas completamente distintos, como os Andes e a Amazônia?

Muitas dessas perguntas começaram a ser respondidas com mais precisão na última década, graças ao avanço da genética e das técnicas que permitem avaliar e comparar a ancestralidade de duas ou mais pessoas.

Mais especificamente na América do Sul, essas ferramentas de análise do DNA estão causando uma verdadeira revolução no conhecimento — e permitem entender melhor as origens e as histórias dos povos originários.

Esse trabalho é liderado por um grupo de cientistas do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).

Nos últimos anos, a equipe coordenada pela geneticista Tábita Hünemeier publicou pelo menos três trabalhos que modificaram o que se sabia sobre as populações que já habitavam o continente bem antes da chegada dos europeus nos séculos 15 e 16.

“Graças à genética e à capacidade de processamento de dados pelos computadores, conseguimos hoje estudar essas populações de uma maneira muito mais profunda. A partir disso, detectamos mutações e traçamos a história desses indivíduos”, resume Hünemeier.

“Saber tudo isso é muito importante, porque temos praticamente um apagão da história indígena brasileira. Nas escolas, o estudo da época pré-colombiana não é obrigatório e, mesmo quando existem aulas sobre o tema, elas focam de forma superficial apenas nos incas, nos maias e nos astecas.”

“O DNA talvez seja a única maneira de reconstruir a história dessas populações”, completa.

Conheça a seguir as principais descobertas sobre o passado dos povos indígenas do Brasil e da América do Sul até agora — e o que ainda falta descobrir.

Os primeiros humanos nas Américas

Nas aulas de História na escola, aprendemos que a chegada dos primeiros indivíduos às Américas se deu pelo Estreito de Bering, um canal de gelo e terra firme que conectou a Sibéria, na Rússia, ao Alasca, nos Estados Unidos.

Vista aérea do estreito de Bering

E esse trajeto continua a ser encarado como a principal — e talvez a única — porta de entrada para o continente. A partir dali, os grupos “desceram” até chegar à Patagônia, ao sul.

“Mas nossos trabalhos mostram que o povoamento das Américas é muito mais complexo do que se imaginava”, aponta Hünemeier.

Um dos conceitos que caiu por terra a partir das pesquisas da USP é a ideia de uma entrada única — ou seja, a teoria de que houve apenas uma incursão de seres humanos pelo novo território, que deu origem a todas as populações ameríndias dali em diante.

“Hoje em dia, vemos que foram vários fluxos migratórios. As populações vieram da Ásia e chegaram nessa região conhecida como Beríngia, que se conectava com as Américas. Mas elas permaneceram ali por cerca de 10 mil anos”, calcula a pesquisadora.

Depois, com a mudança nas condições climáticas locais — como a inundação desses territórios —, essas populações tiveram que sair da Beríngia e foram em direção ao que conhecemos hoje como Alasca e Canadá.

Outra vantagem dessa mudança de território pode ter sido a maior quantidade de recursos em terras americanas. Embora a porção norte do continente seja tão fria quanto a Sibéria, ela apresenta uma umidade maior, o que facilita o desenvolvimento da fauna, com mais possibilidade de caça e alimentos.

“Também vimos que essas ondas migratórias da Beríngia não aconteceram todas ao mesmo tempo. Elas ocorreram em levas, e grupos foram chegando aos poucos às Américas”, explica Hünemeier.

Outra descoberta interessante das pesquisas foi a de que algumas populações nativas da América do Sul, como os suruí, os karitiana, os xavante e os guarani-kaiowá, no Brasil, e os chotuna, no Peru, ainda trazem no genoma uma pequena, mas estável semelhança com povos da Austrália e da Oceania.

Segundo o trabalho, eles compartilham 3% do genoma.

Isso indica, segundo Hünemeier, que esses indivíduos seriam descendentes de uma daquelas primeiras levas que cruzaram a Beríngia há cerca de 15 mil anos.

Esse grupo antepassado é conhecido entre os cientistas como população Y (a letra inicial de ypykuéra, ou “ancestral” em tupi).

Que fique claro: não há nenhuma evidência de que povos da Oceania cruzaram o Pacífico e chegaram diretamente à América do Sul. O que muito provavelmente aconteceu, segundo os dados mais recentes, foi a migração deles para a Ásia e depois para a Beríngia.

Ali, eles se relacionaram com as populações que já habitavam o local — e uma fração do DNA desses indivíduos se preservou até hoje.

A (intensa) troca entre povos andinos e amazônicos

O biólogo Marcos Araújo Castro e Silva, que faz parte da equipe de Hünemeier, explica que, durante muito tempo, acreditava-se que as dinâmicas populacionais eram muito diferentes na América do Sul.

“Por um lado, teríamos grandes populações conectadas nos Andes, que teriam dado origem a impérios, como os incas. Do outro, acreditava-se que os povos da Amazônia eram pequenos e isolados”, contextualiza.

Em tese, essa teoria poderia ser explicada pelo DNA. Se isso fosse de fato verdade, a tendência era que a diversidade genética dos andinos fosse vasta — já que eles estariam em maior número e com comunidades conectadas —, enquanto os amazônicos teriam uma menor variabilidade genômica — porque seriam poucos e sem muita relação entre os grupos.

“Só que não foi isso o que vimos na prática. Com base na diversidade genética que encontramos entre os habitantes da Amazônia, podemos inferir que existiam grandes populações ali, com milhões de indivíduos”, pontua Castro e Silva.

Esse achado, aliás, vai ao encontro do que é observado em outras áreas do conhecimento. Em trabalhos publicados recentemente pelo arqueólogo Eduardo Góes Neves, também da USP, há estimativas de que a Amazônia teria abrigado entre 8 e 10 milhões de pessoas no passado, antes da chegada dos europeus.

Outro mito que cai por terra a partir das últimas pesquisas é a chamada “divisão Andes-Amazônia”. Segundo essa noção, existiria uma pretensa separação entre os povos que habitavam essas duas regiões, de modo que eles não se relacionavam.

“As análises genéticas revelam que isso não acontecia, e essas populações tiveram trocas e contatos”, afirma Hünemeier.

Mapa topográfico de parte da América do Sul

A grande expansão Tupi

“A expansão tupi é uma das maiores migrações da história da humanidade”, diz a geneticista.

“Em resumo, eles saíram do noroeste da Amazônia e andaram mais de 4 mil quilômetros para vários cantos da América do Sul. E isso tudo aconteceu em cerca de mil anos.”

De acordo com as pesquisas, essas populações tupi estavam em franco crescimento e foram margeando os rios ou a costa litorânea, em busca de terras férteis para a agricultura.

Esse fenômeno começou mais ou menos há 2,1 mil anos e teria atingido o seu pico no ano 1000, quando a população tupi teria de 4 milhões a 5 milhões de indivíduos.

“Antes, acreditava-se que essa onda migratória tinha acontecido por uma rota só”, diz Hünemeier.

Os trabalhos da USP mostram que a expansão se iniciou no noroeste amazônico e, já na origem, se desmembrou em três ramos principais.

A primeira parte seguiu até a Ilha de Marajó, no Pará, e desceu pela costa do Atlântico até o litoral sul de São Paulo — no caminho, deu origem aos tupinambá, tupiniquim e tamoios, grupos que se tornaram os senhores da costa litorânea e fizeram os primeiros contatos com os portugueses.

“Um segundo grupo foi em direção ao sul, na borda da Bolívia e Paraguai, e deu origem aos Guarani. O terceiro, por sua vez, seguiu para o oeste, na região da fronteira entre Brasil e Peru”, completa.

A pesquisadora entende que esse é um feito notável, já que falamos de uma sociedade que não tinha acesso a metalurgia ou exércitos organizados.

“Os tupis se locomoveram em grupos grandes e, conforme encontravam outros indivíduos, lutavam ou desviavam o caminho”, explica.

Mulher tupi guarani

Uma evidência dessa “dominação” vem da Amazônia peruana: lá, é possível encontrar o povo kokama, que há gerações fala tupi.

Mas a análise do DNA de integrantes dessa população mostra que eles são muito mais semelhantes geneticamente aos chamicuro, que são seus vizinhos e falam a língua arawak.

“Ou seja, eles adotaram a língua tupi, mas, geneticamente, são mais próximos de outro povo”, explica Hünemeier.

“Essa pode ter sido uma assimilação cultural que ocorreu a partir da expansão tupi, e corrobora algo que já foi sugerido por estudos de outras áreas.”

A ascensão tupi foi seguida por uma queda vertiginosa.

“Tivemos o crescimento dessa população até chegar aos 5 milhões de indivíduos. Porém, um pouco antes da chegada dos portugueses, ela entra em declínio”, observa.

Ainda não se sabe muito bem os motivos disso — as principais suspeitas são mudanças climáticas ou uma tensão populacional por recursos cada vez mais escassos.

“Quando os europeus se instalam, então, acontece um desastre. A partir dali, estimamos uma redução de 98% na população tupi, números semelhantes ao que foi observado entre os povos que habitavam o México e a América Central”, calcula Hünemeier.

Os tupiniquim estão entre nós

Para fechar a lista de descobertas, o grupo da USP conseguiu restaurar por meio da genética a história e a origem dos tupiniquim.

Hünemeier conta que essa população era considerada completamente desaparecida.

“Eles não estão no censo do IBGE e eram declarados extintos desde o século 19”, diz ela.

Mesmo assim, alguns moradores de Aracruz, no Espírito Santo, sempre declararam pertencer à etnia tupiniquim.

A análise genética feita pelo grupo da USP mostrou que, de fato, os tupiniquim nunca foram extintos, e os genes deles estão presentes nesses indivíduos até hoje.

“Eles nos disseram que sempre lutaram muito para que fossem ouvidos. É claro que nós nunca duvidamos — se eles se consideram tupiniquins, são tupiniquins —, mas agora há um dado que corrobora e dá força ao que sempre defenderam”, destaca a geneticista.

Com isso, os indígenas tupiniquim de Aracruz se juntam aos tupinambá da Bahia e aos potiguara da Paraíba como os últimos remanescentes dos povos tupi que ocupavam o litoral na época das grandes navegações europeias.

Ilustração do DNA

Ela conta que, depois de concluir o estudo, a equipe de cientistas foi mostrar os resultados aos participantes.

“Daí, nós contamos que eles tinham vindo do norte, e não a partir dos guarani do sul, que chegaram a ser uma população de 100 mil pessoas e, hoje, são cerca de 3 mil”, afirma.

“E foi interessante ver os caciques dizendo que já sabiam daquilo tudo. Porque eles têm muito forte as questões da ancestralidade e da transmissão do conhecimento de geração em geração”, complementa.

Muito trabalho pela frente

Mas como é possível descobrir tanta coisa sobre o passado?

Castro e Silva explica que nosso DNA é formado por 3 bilhões de letrinhas (ou pares de bases nitrogenadas, no jargão científico). Elas formam o genoma e definem basicamente todas as nossas características físicas e condições de saúde.

“Dessas 3 bilhões, 99,9% são idênticas em todos os seres humanos. Mas há 0,1% que varia de pessoa para pessoa”, calcula o cientista.

Esse 0,1% pode até parecer pouco, mas, em um universo de 3 bilhões de bases nitrogenadas, representa um espaço para 3 milhões de “letrinhas” diferentes.

“Ao comparar isso, conseguimos inferir qual a relação entre dois indivíduos, de acordo com as mutações compartilhadas ou não entre eles”, diz o geneticista.

Ilustração de 1888 retrata algumas das etnias das Américas
Ilustração de 1888 retrata algumas das etnias das Américas

Ao coletar amostras de DNA no sangue e na saliva das populações indígenas, os cientistas usam equipamentos para fazer o sequenciamento genético. Depois, todas essas informações são comparadas e classificadas por computadores muito potentes.

E, embora o esforço de pesquisa já tenha encontrado algumas peças deste enorme quebra-cabeça, o trabalho está apenas começando.

“Queremos montar uma espécie de fotografia de como era o Brasil em 1499, antes da chegada dos portugueses. A partir daí, poderemos voltar ou avançar no tempo para entender as dinâmicas populacionais e migratórias”, avalia Hünemeier.

“Os indígenas são a população menos estudada do ponto de vista genético, então, precisamos fazer praticamente tudo desde o início”, pondera.

E, considerando as características da América do Sul, a genética talvez seja a mais poderosa ferramenta para reconstituir esse passado remoto.

“Na maioria das vezes, não encontramos registros por escrito, e o próprio clima dessa região dificulta a preservação de esqueletos de seres humanos ou animais”, complementa Castro e Silva.

“É claro que não andamos sozinhos e precisamos da antropologia, da arqueologia e da história, entre outras disciplinas”, acrescenta Hünemeier.

“Mas não há dúvidas de que estamos diante de um trabalho imenso, para o qual ainda temos mais perguntas do que respostas”, conclui.

Após inspeção do Município, União Bandeirantes receberá empresa de laticínios na região

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O ano de 2023 começa com avanços promissores na área da agroindustrialização de Porto Velho. Após tratativas, por parte da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Semagric), o distrito de União Bandeirantes abrigará, em breve, uma grande empresa de laticínios na região.

“Eles terão a capacidade final de produção para 20 mil litros por dia, mas inicialmente conseguirão entregar cinco mil litros por dia. Lá, serão produzidos mussarela, creme de leite e manteiga. As tratativas começaram, ainda, em setembro de 2022. Eles pegaram uma estrutura comprometida e revitalizaram totalmente”, explica o secretário da Semagric, Gustavo Serbino.

A produção leiteira da região de União Bandeirantes é considerada promissora e de boa qualidade. No entanto, os produtos acabavam sendo vendidos para outros municípios. A expectativa agora é de que boa parte dessa produção seja absorvida pela agroindústria.

INVESTIMENTOS

Para garantir mais incentivos não somente à região leiteira de União Bandeirantes, mas em todos os distritos, a Prefeitura atuará em um tripé importante para esse setor: o manejo da terra, a nutrição animal e genética de produção. Na prática, o produtor rural da matéria-prima consegue atender, em parte, os dois primeiros componentes.

Para solucionar a questão da genética leiteira, o município firmou um convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para ofertar aos produtores uma genética leiteira de ponta. Ao todo, serão mais de 1,8 mil procedimentos de inseminação artificial e mais 132 procedimentos de transferência de embrião.

“Hoje, temos uma grande produção leiteira, contudo, a média por vaca ainda é baixa. A expectativa é de ver uma grande melhora na produção em médio prazo, esperando triplicar a produção animal em poucos anos.”, explica o secretário.

QUALIDADE DA PRODUÇÃO

Todo alimento de origem animal possui uma legislação federal própria, como resfriadores e produção em área livre de contaminação. Nesse ponto, a Semagric atua para seguir todos os critérios exigidos até que a empresa tenha a certificação de inspeção municipal, que garante a sanidade do produto adquirido. Além disso, outros benefícios também surgem para os cofres públicos.

“Uma agroindústria regularizada começa a gerar emprego e renda para o distrito onde se instalou. Mas também gera contribuições tributárias para o município e também para o Estado, através do recolhimento de impostos. Ou seja, a Prefeitura, distritos e Estado saem ganhando”, finaliza o secretário.

Lula participa nesta terça da 7ª Cúpula da Celac na Argentina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa na manhã desta terça-feira (23) da 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) na Argentina. A abertura do evento está marcada para as 10h em Buenos Aires.

A Celac é um bloco regional composto pelo Brasil, que voltou a integrá-lo em 2023 após ter-se retirado há dois anos, e mais 32 países. Desde sua criação, a Celac tem promovido reuniões sobre os diversos temas de interesse das nações latino-americanas e caribenhas, como educação, desenvolvimento social, cultura, transportes, infraestrutura e energia, além de ter se pronunciado em nome de todo o grupo por ocasião de assuntos discutidos globalmente, como o desarmamento nuclear, a mudança do clima e a questão das drogas, entre outros.

Em janeiro de 2020, o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu suspender a participação brasileira no grupo. No dia 5 de janeiro, o Itamaraty anunciou aos representantes dos países-membros da Celac a decisão de retornar ao bloco regional. A medida também foi comunicada aos governos de países e de grupos de nações com quem a Celac tem relações, como a União Europeia, China, Índia, Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) e a União Africana.

“O retorno do Brasil à comunidade latino-americana de Estados é um passo indispensável para a recomposição do nosso patrimônio diplomático e para a plena reinserção do país ao convívio internacional”, informou, na ocasião, o Itamaraty, por meio de nota.

Argentina

Ontem (22), o presidente Lula iniciou sua primeira viagem internacional com a visita à Argentina. No país vizinho, ele anunciou, juntamente com o presidente argentino Alberto Fernández, o estudo para a criação de uma moeda comum para trocas comerciais, disse que está de volta para fazer bons acordos para que Brasil e Argentina possam crescer economicamente e anunciou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltará a financiar projetos em países vizinhos.

Lula também teve encontros com empresários brasileiros e argentinos e discutiu com Fernández a relação bilateral entre os dois países.

Como China superou Brasil e virou grande produtora de peixes amazônicos

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Uma rápida pesquisa no site de comércio online chinês AliBaba permite encontrar algumas ofertas de “red pacu”, um peixe cinza de barriga vermelha, vendido por US$ 0,80 a 1,23 (R$ 4,35 a 6,68) o quilo.

O tal “red pacu” nada mais é que a pirapitinga, um peixe típico da região amazônica e da bacia dos rios Araguaia-Tocantins.

Os dados oficiais da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) revelam que a China é hoje a maior fonte deste peixe no mundo.

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Em 2020, foram produzidas 59,4 mil toneladas de pirapitinga no país asiático. Na sequência, aparecem Colômbia (33 mil toneladas), Vietnã (23 mil), Peru (2,1 mil) e Brasil (1,8 mil) — vale destacar que esse peixe não é muito apreciado entre os habitantes da região amazônica brasileira, que preferem outras opções locais, como o tambaqui, o matrinxã e o jaraqui, sobre os quais falaremos mais adiante.

Além da produção de pescados para consumo humano, a China e outras nações asiáticas viraram referência na criação de peixes ornamentais amazônicos. Hoje, há variações de uma espécie chamada acará-disco que só são encontradas neste continente, segundo pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil.

Mas como esses peixes, nativos de Amazônia e adjacências, foram parar do outro lado do mundo? Por trás dessa verdadeira saga, existem lendas, histórias de cooperação e investimento pesado em ciência de ponta.

Da Amazônia para a Ásia

Diz a lenda que, antes da Rio-92, a histórica conferência do clima realizada no Rio de Janeiro, o primeiro-ministro chinês Li Peng teria viajado para Manaus, onde se reuniu com o então governador do Estado do Amazonas, Gilberto Mestrinho (MDB).

Durante o encontro, o emissário da China recebeu de presente casais vivos de tambaquis, que foram levados de volta ao país asiático — e teriam dado início ao interesse pelas espécies aquáticas amazônicas por lá.

O fato é que existem poucas evidências ou registros oficiais dessa reunião entre emissários chineses e amazonenses, e os principais nomes supostamente envolvidos no episódio (Li Peng e Gilberto Mestrinho) já morreram.

A BBC News Brasil entrou em contato com o Governo do Estado do Amazonas e com a Embaixada da China no país para confirmar ou descartar o tal episódio de 1992, mas não foram enviadas respostas até a publicação desta reportagem.

Os especialistas em piscicultura consideram que é muito mais provável que essa introdução de espécies amazônicas em outros países tenha acontecido aos poucos e por meio de várias fontes diferentes.

Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), lembra de um convênio firmado nos anos 1980 entre Brasil e China.

“Houve uma troca, em que nosso país recebeu carpas e tecnologias para a produção desses peixes e, em troca, ofereceu materiais sobre algumas espécies nativas”, diz. “E cada parte aproveitou as informações do jeito que quis.”

Hoje em dia, a China produz mais pirapitinga que o Brasil

Um artigo publicado em 2018 destaca que o tambaqui e espécies híbridas já foram observadas em diversos países onde eles não são nativos, como Estados Unidos, China, Indonésia, Myanmar, Vietnã, Tailândia e Singapura.

Ainda segundo os autores, essa introdução aconteceu de forma acidental ou deliberada, com o objetivo de iniciar criações desses peixes em outros lugares.

Outra possível fonte do espalhamento é o aquarismo, a prática de manter espécies aquáticas em tanques para decoração e apreciação.

Um estudo de 2011 feito na Universidade de Zagreb, na Croácia, tentou desvendar como duas pirapitingas foram parar em rios da Europa Central.

A principal hipótese levantada é a de que aquaristas jogaram por algum motivo esses seres em reservatórios de água locais, que reuniam as condições básicas para que eles pudessem sobreviver e se reproduzir.

Que fique claro: essa troca de espécies entre países era bem menos regulada há três ou quatro décadas. Só mais recentemente que surgiram leis rígidas que impedem ou dificultam a saída e a entrada de vegetais, animais, fungos e outros seres vivos entre fronteiras.

“É só lembrar que a soja, um dos principais produtos de exportação do Brasil nas últimas décadas, é originária da China”, ilustra Medeiros.

“Ou seja, falamos de um processo legal. A diferença, no caso dos peixes, é que a China resolveu transformá-los num produto comercial e ganhar dinheiro com isso.”

Mais beleza nos aquários

Além das espécies criadas para consumo (como o tambaqui e a pirapitinga), também chama a atenção o que aconteceu com os peixes ornamentais amazônicos.

“O acará-disco, nativo da Amazônia, é vendido no exterior com novas colorações e características que não existem no próprio Brasil”, aponta Giovanni Vitti Moro, pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Essas novas linhagens da espécie foram desenvolvidas a partir de cruzamentos ou pela seleção de características desejadas por meio da manipulação genética e são apreciados por aquaristas do mundo inteiro.

“Hoje em dia, nós temos que importar essas matrizes diferentes do acará de China, Índia e Tailândia”, complementa Moro.

O biólogo Adalberto Luis Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, aponta que o Brasil também está ficando para trás nesse mercado do aquarismo.

Isso porque os produtores locais ainda dependem do extrativismo, que se baseia em coletar esses peixes diretamente na natureza, em vez de criá-los e reproduzi-los em tanques.

“Nós precisamos desenvolver tecnologias para a produção desses animais em cativeiro. A China já faz isso, e o mercado de aquarismo sinalizou que, entre 2025 e 2030, vai reduzir aos poucos a importação de peixes ornamentais oriundos do extrativismo”, conta o pesquisador e professor.

“Isso porque, de cada dez peixes que são coletados do ambiente natural para exportação, nove morrem no caminho.”

Nativo da Amazônia, o acará-disco ganhou variações na Ásua
Nativo da Amazônia, o acará-disco ganhou variações na Ásua

O que dizem os números

Não há dúvidas de que a China é de longe a líder global no mercado de pescados. Segundo os registros da FAO, o país asiático produziu 83,9 milhões de toneladas métricas de peixe com captura e aquicultura só em 2020.

Para se ter uma ideia, o segundo lugar é da Indonésia, com 21,8 milhões, um valor quase quatro vezes menor. Na sequência, aparecem Índia (14 milhões), Vietnã (8 milhões) e Peru (5,8 milhões).

Dentro desse cenário, os peixes amazônicos ainda representam uma fatia muito pequena, quase insignificante, do mercado piscicultor chinês.

“Por lá, a pirapitinga atende a alguns nichos específicos. Ela é vendida pequena, grande, inteira, em filé… Conforme o tamanho, o preço muda”, descreve Moro.

Medeiros acrescenta que “a China vê a pirapitinga como um produto de combate, vendido para públicos com baixo poder aquisitivo de África e Índia”. “O preço é menor, mas eles ganham no volume”, diz.

E o Brasil?

Apesar de possuir uma costa litorânea extensa e a maior quantidade de recursos hídricos do planeta, o país está bem longe da liderança do mercado de pescados.

A FAO calcula que o Brasil produziu 1,3 milhões de toneladas de peixes para consumo em 2020. Isso faz com que o país ocupe a 21ª posição no ranking mundial, atrás de nações com menos território, como Equador, Marrocos, Japão e Peru.

Também é curioso pensar que o peixe mais consumido pelos brasileiros é “estrangeiro”: a tilápia, originária do Rio Nilo, no continente africano, reina absoluto nas cozinhas do país.

O anuário de 2022 da Peixe BR aponta que a tilápia já representa 63,5% da produção brasileira (486,2 mil toneladas), e a tendência é que esse número suba para 80% até o final da década.

Na sequência, aparecem os peixes nativos do país, que representam hoje 31,2% do total (262,3 mil toneladas). E o principal representante do grupo é justamente o tambaqui.

O grande problema, apontam os pesquisadores, é que esse consumo dos peixes nativos está concentrado principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, e as carnes de tambaqui, matrinxã, pirarucu e companhia são muito menos frequentes nos lares no Nordeste, Sudeste e Sul, onde a densidade populacional é maior.

Para Moro, há pelo menos três entraves para a popularização desses pescados.

“Vamos pegar a tilápia como exemplo. Ela tem uma proteína de alta qualidade, um preço competitivo e é fácil de preparar”, diz.

“O tambaqui e outros peixes amazônicos são vendidos inteiros e têm espinhas entre os músculos, o que dificulta o preparo e o consumo.”

Nativa do Rio Nilo, a tilápia é o peixe mais consumido do Brasil
Nativa do Rio Nilo, a tilápia é o peixe mais consumido do Brasil

O desafio está, então, em desenvolver linhagens com menos espinhas e mais carne, capazes de crescer rapidamente e que tenham um tamanho padrão.

Esse é mais ou menos o caminho que levou a tilápia e o salmão ao sucesso de vendas em mercados e peixarias: nos últimos 40 anos, foram feitos vários estudos com o objetivo de desenvolver um produto que reunisse uma série de características desejáveis, como maciez, gosto, facilidade de preparo…

E o mesmo processo já começou a ser feito com o próprio tambaqui mais recentemente. Além dos trabalhos realizados na China e no resto da Ásia, os pesquisadores brasileiros também pensam em como desenvolver esse setor por aqui.

“Nos últimos cinco ou seis anos, temos trabalhado na Embrapa formas de garantir a rastreabilidade dos tambaquis, para garantirmos que aquele produto não foi retirado da natureza de forma indevida”, destaca Moro.

“Isso é algo que certamente fará a diferença, especialmente na hora de exportar o pescado para mercados cada vez mais preocupados com o manejo sustentável dos recursos.”

Cientistas brasileiros também descobriram linhagens do tambaqui que possuem pouca ou nenhuma espinha entre os músculos, o que futuramente pode render cortes maiores e mais fáceis de preparar ou consumir.

Um potencial enorme

Entre os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, não há dúvidas de que peixes como o tambaqui podem turbinar o mercado nacional e até as exportações.

“Trata-se de uma carne de excelente qualidade, muito apreciada pelo público, com a qual é possível fazer diferentes cortes e pratos, como o lombo, a costelinha, a moqueca, as iscas fritas ou os filés assados”, diz Antonio Leonardo, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental, do Instituto de Pesca de São Paulo.

Outro ponto positivo do tambaqui está na facilidade de produção. Afinal, trata-se de uma espécie resistente e que cresce com velocidade — na natureza, ele pode chegar a até 30 ou 40 quilos.

“Além disso, o tambaqui se alimenta principalmente de frutos. Isso significa que, para se desenvolver, ele não depende de farinhas de peixe usadas em outras criações”, afirma o zootecnista Alexandre Hilsdorf, pesquisador do Núcleo Integrado de Biotecnologia da Universidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo.

“Essas farinhas estão se tornando um problema de sustentabilidade, pois as empresas precisam capturar peixes para processar e transformar em ração para os outros peixes.”

“Reunindo todas essas características, para mim não há dúvidas de que peixes como o tambaqui podem se transformar em uma commodity no futuro”, opina Hilsdorf, que publicou um artigo no ano passado sobre a produção sustentável desse pescado.

Carne do tambaqui é muito apreciada e pode ser consumida de várias maneiras
Carne do tambaqui é muito apreciada e pode ser consumida de várias maneiras

A economia da floresta em pé

Mas aumentar a produção de pescados nativos não pode representar uma ameaça à biodiversidade?

“A piscicultura depende do meio ambiente. Sem o equilíbrio dos recursos naturais, nosso negócio fracassa”, responde Leonardo.

Para Val, é possível incentivar esse mercado sem destruir a natureza: “O segredo está no manejo das espécies”.

O biólogo, inclusive, acredita que há potencial em desenvolver a produção não apenas do tambaqui, como também do pirarucu, do jaraqui, do matrinxã e de outras variedades populares entre os moradores da Amazônia.

“Sabemos que o matrinxã, por exemplo, pode ser produzido em pequenos igarapés espalhados pela Amazônia. Um canal de 20 metros de extensão, dois metros de largura e um metro de profundidade é capaz de gerar até uma tonelada desse peixe por ano”, calcula o biólogo.

“Agora, imagine que esse pequeno igarapé seja gerido por uma família de quatro pessoas, que vai consumir 400 quilos de pescado por ano. Os 600 quilos que sobram poderiam ser vendidos para cooperativas, que fariam o processamento e a venda em larga escala”, complementa.

Segundo o especialista, “o produto mais importante da bioeconomia, ou a economia da floresta em pé, é a informação”.

“Ao saber como os peixes vivem, comem e se reproduzem, temos o domínio do conhecimento para fazer o manejo adequado, sem prejuízo à biodiversidade”, conclui.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-64178820

Assista: Promovido pela Prefeitura de Porto Velho o PROGRAMA TALENTOS DO FUTURO já tem data definida para retorno em 2023

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Atividades serão retomadas
no dia 13 de fevereiro

Com a chegada cada vez mais próxima do dia de retorno dos alunos matriculados e rematriculados no programa de iniciação esportiva Talentos do Futuro, que será no dia 13 de fevereiro próximo, a equipe técnica da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semes) já realizou as vistorias necessárias nos espaços públicos esportivos de Porto Velho.

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O programa é promovido pela Prefeitura de Porto Velho e coordenado pela Semes, e as visitas foram realizadas nas quadras Sérgio Siqueira de Carvalho, localizada no bairro Esperança da Comunidade, zona Leste da capital; ginásio Eduardo Lima e Silva, o Dudu, zona Sul; na quadra João Lima de Souza do bairro Nacional, zona Norte e quadra do Três Marias, zona Leste, além da Vila Olímpica Chiquilito Erse – Ginásio Vinícius Danin.

Todos os alunos recebem uniforme completo, alimentação após cada prática esportiva e ainda tem acompanhamento com psicólogo

A proposta do programa Talentos do Futuro é ampliar as experiências motoras de crianças e adolescentes de forma contínua, democrática e inclusiva, contribuindo para a formação esportiva, qualidade de vida, além de promover a integração e convívio social por meio das escolinhas de iniciação esportiva.

As vagas são ofertadas em diversas modalidades e as inscrições são gratuitas. Todas as atividades são orientadas e supervisionadas por profissionais de Educação Física com formação acadêmica e registro de classe.

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Com isso, o diretor do programa Talentos do Futuro, Marcus Arturo, informa que, como o feriado da Instalação do Município de Porto Velho fora transferido para a segunda-feira (23), os pais e responsáveis de alunos que desejam inscrever seus filhos no programa devem comparecer à Semes a partir da terça-feira (24), munidos dos documentos pessoais do estudante: Declaração Escolar Original 2023, Boletim Escolar, Atestado de Aptidão Física (emitido por um clínico geral nos últimos seis meses), cópia do Cartão do SUS, Cópia do documento do responsável pelo aluno com foto (CNH, RG, Carteira de Trabalho e etc), cópia de Certidão de Nascimento ou Identidade do aluno e uma foto 3×4 atualizada.

 

As rematrículas dos alunos já inscritos no ano de 2022 também poderão ser realizadas com prazo até o dia 24 de fevereiro. As aulas do programa Talentos do Futuro serão iniciadas no dia 13 de fevereiro. Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (69) 98471-9511 (WhatsApp). A Semes está localizada na avenida Carlos Gomes, 2776, bairro São Cristóvão, atendendo das 8h às 14h.

Texto: Semes
Foto: Semes

Governo fortalece parceria com Acuda para fomentar o trabalho de ressocialização no Estado

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Com foco no trabalho realizado para a ressocialização no sistema prisional do estado, o Governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Justiça – Sejus assinou o termo de convênio no valor de R$ 458.143,46 (quatrocentos e cinquenta e oito mil cento e quarenta e três reais e quarenta e seis centavos) que irá fomentar as ações executadas pela  Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e do Egresso – Acuda, através do projeto “Iluminar”.

Em funcionamento desde julho de 2021, atualmente o projeto atende por dia, 90 reeducandos da Penitenciária Estadual Aruana,  Penitenciária Estadual Edvan Mariano Rosendo e Centro de Ressocialização Vale Guaporé, ofertando atividades de fabricação de tapetes romanos e chilenos, peças em madeira (mesas, cadeiras, bancos e outros utensílios) e cerâmica, artes plásticas e esculturas, além de serviços como a oficina de mecânica de veículos leves, musicalidade multinstrumental, corte e costura, linhas e barbantes, lavanderia e barbearia. As atividades  visam a capacitação técnica, voltada para o trabalho. Além dessas atividades os privados de liberdade recebem atendimento odontológico, psicológico e terapêutico.

O governador Marcos Rocha ressaltou a importância da parceria entre o governo e Acuda. “Precisamos pensar no pós cumprimento de pena dos privados de liberdade. Essa parceria com a Acuda permite a oferta de capacitação através não somente da teoria, mas também da prática para que se formem profissionais capacitados com possibilidades reais de atender às necessidades do mercado de trabalho. Aliado a isso, temos o cuidado com a saúde mental, bem como um trabalho completo, em prol da ressocialização e segurança do Estado”, concluiu.

Todos os reeducandos que participam do projeto passam por um processo de classificação realizado pela Sejus, onde um dos principais fatores é o bom comportamento e disciplina apresentados dentro das unidades prisionais. O convênio foi assinado no dia 28 de dezembro de 2022, e tem validade de um ano, a contar do dia 1º de janeiro de 2023.

Prefeitura lança oficialmente o Calendário de Carnaval em Porto Velho

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A expectativa para a festa já contagia Porto Velho a poucos dias do início do Calendário Oficial de Carnaval. Nesta sexta-feira (17), a Prefeitura promoveu o lançamento oficial do calendário momesco, reunindo representantes dos blocos carnavalescos, autoridades e agentes culturais da capital

“Depois de dois anos sem poder realizar essa festa, a Prefeitura agora retorna com uma programação extensa. Uma mobilização de várias pastas para que os blocos de rua possam sair com segurança e os foliões tenham a melhor experiência”, falou o secretário-geral de Governo, Fabricio Jurado, que representou o prefeito na ocasião.

Camisetas oficiais, marchinhas e temas dos desfiles dos blocos foram apresentados. Por parte da Prefeitura, o destaque deste ano será o tradicional Baile Municipal, que acontece já no dia 4 de fevereiro próximo.

Siça Andrade, presidente da Banda, fala da emoção e das novidades para este ano

“Tudo foi pensado para que Porto Velho tenha o melhor carnaval de todos. Temos blocos espalhados por toda a cidade e para todos os públicos. A Prefeitura prestou todo o apoio possível para que os blocos possam sair e com a devida segurança”, afirmou Godofredo Neto, presidente da Fundação Cultural do Município (Funcultural).

Ao todo, 19 atrações integram o Calendário Oficial de Carnaval de Porto Velho e o destaque é a Banda do Vai Quem Quer, considerado o maior bloco de rua da região Norte. Representando todos representantes de blocos, Siça Andrade, presidente da Banda, fala da emoção e das novidades para este ano.

“Tenho certeza que este será o maior carnaval de todos os tempos em Porto Velho. Só a Banda espera levar para a rua cerca de 150 mil pessoas, além dos outros blocos já tradicionais da capital. A Prefeitura tem dado todo o suporte possível para fazermos uma festa linda”, afirmou.

Confira o calendário completo dos blocos aqui.

Justiça espanhola ordena prisão preventiva de Daniel Alves

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A Justiça espanhola determinou prisão preventiva e sem fiança para o jogador brasileiro Daniel Alves, nesta sexta-feira (20), por conta de um processo que ele responde por suposta agressão sexual.

Alves já havia sido detido pela polícia de Barcelona, na Espanha, mais cedo, ao prestar depoimento sobre o caso.

A denúncia, em trâmite na Justiça da região da Catalunha, foi feita por uma mulher que estava na mesma festa de Alves, em uma boate da cidade, no fim de dezembro. Ele nega.

Ex-lateral do Barcelona e convocado para a seleção na Copa do Catar de 2022, Daniel Alves foi detido ao prestar declaração, nesta manhã, em uma delegacia de Barcelona. O brasileiro saiu do depoimento em um carro da polícia, que o levou a uma sede da Justiça, onde ele ficou sob custódia judicial.

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