back to top
terça-feira, julho 14, 2026
Início Site Página 625

Bolsonaro diz que acabou com Lava Jato após fim da corrupção

0

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 7, que acabou com a Operação Lava Jato, porque, segundo ele, “não há mais corrupção no governo”. A declaração foi uma resposta às críticas de lavajatistas por ter se aproximado de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que se posicionam contrários à operação tocada pelo ex-juiz Sérgio Moro.

Os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli chancelaram o nome do desembargador Kassio Marques para a vaga a Corte. Bolsonaro selou a indicação após uma reunião com os dois integrantes da Corte. O gesto motivou uma reação negativa de apoiadores e aliados tradicionais do presidente.

“É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”, disse em cerimônia no Palácio do Planalto nesta tarde.

A indicação de Kassio, costurada com o apoio do Centrão e do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), vem sendo contestada por diversos grupos de apoio ao presidente. Evangélicos, ideológicos militares e lavajatistas externaram nas redes sociais e nos bastidores do governo a decepção com o escolhido. Como o Estadão mostrou informações do currículo do desembargador são inconsistentes.

Nesta tarde, Bolsonaro voltou a sair em defesa de Marques. “Quando eu indico qualquer pessoa para qualquer local, eu sei que é uma boa pessoa tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe da grande mídia”, disse Bolsonaro.

Império do WhatsApp: imediatismo que pode gerar ansiedade

0

 

A multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz e de vídeo WhatsApp ainda não era onipresente nas telas dos smartphones dos brasileiros e tampouco era tão poderosa e versátil quando, em 2009, Telma Oeueing, 32, começou a utilizá-la. À época, a ferramenta era oferecida apenas como uma alternativa às mensagens de texto SMS com a vantagem de custar pouco. Com o tempo, mais e mais pessoas passaram a fazer uso do aplicativo e logo começaram a surgir os primeiros grupos, como os de colegas da faculdade ou do trabalho e os de familiares. Então, à medida que, diuturnamente, notificações começaram a se avolumar, tornou-se comum, para ela, a sensação de sentir-se pressionada a acompanhar as intermináveis conversas em diferentes grupos e a responder mensagens de amigos e conhecidos 24 horas por dia, sete dias por semana.

Sentindo-se cada vez mais sufocada, a mestranda em educação chegou a um ato extremo: apagou sua conta no aplicativo neste ano, quando, por conta da pandemia, sentiu que a frequência das conversas pelo mensageiro havia se ampliado exponencialmente. Contudo, o período de abstinência não durou muito – o que, na opinião dela, só prova como se instalou no país uma certa dependência das pessoas em relação à plataforma, que é utilizada por pelo menos 120 milhões brasileiros. Os dados são do próprio Facebook, que desembolsou a bagatela de US$ 16 bilhões na operação de compra do WhatsApp em 2014.

De fato, a experiência de uso da ferramenta – que tem como principal apelo a rapidez, o baixo custo e a praticidade na comunicação – pode se tornar geradora de estresse e de ansiedade, como ocorreu no caso de Telma. “A sensação de constante disponibilidade e de cobrança por respostas tem impacto geral no bem-estar mental momentâneo e, no longo prazo, nas relações afetivas e na saúde”, observa o doutor em psicologia social Cláudio Paixão Anastácio de Paula, lembrando que o problema não é a tecnologia em si, mas a forma como a chamada “cultura da urgência” , em que se espera imediata reação a qualquer estímulo, foi potencializada neste canal. “O WhatsApp invadiu a vida das pessoas de forma que, hoje, tudo acaba se tornando um grupo na plataforma”, completa ele.

Tanto que, hoje, é difícil responder perguntas simples sobre o uso que fazemos do aplicativo. Enfim, quanto tempo dedicamos a responder amigos, colegas e outros contatos por meio do serviço e quantas vezes checamos as suas notificações diariamente? Em quantos grupos estamos e com quantos interagimos rotineiramente? Essas questões evidenciam como se tornou difícil quantificar o uso do WhatsApp. Mas as respostas para elas não indicam, necessariamente, um uso problemático da ferramenta – afinal, há quem lide bem com o aplicativo mesmo se a frequência de utilização for mais assídua. Neste sentido, outras perguntas tornam mais perceptíveis indícios de uma relação abusiva com a plataforma. No fim das contas, como nos sentimos quando uma mensagem não é respondida imediatamente? E que sensação temos ao deixar alguém sem resposta?

MEDO DE REJEIÇÃO SE ASSOCIA À CULTURA DA URGÊNCIA 

Ocorre que, sem fazer uso moderado do mensageiro, a sensação de eterna cobrança que Telma relata vai resultar em um estado de alerta contínuo, gerando estresse. Por isso, não raro, a demora em obter uma resposta pode implicar em sentimentos de angústia e de raiva, por exemplo.

É como se não pudéssemos relaxar, explica Anastácio de Paula. Daí, o corpo reage liberando diversos hormônios, entre eles o cortisol, aumentando a pressão sanguínea e reduzindo as funções digestivas para que descargas de energia sejam enviadas para os músculos. Mas essa operação do organismo deveria ocorrer apenas esporadicamente. “É como se o corpo se preparasse para lutar ou para fugir”, exemplifica. E, obviamente, estar em o combate ou a fuga continuamente é algo que vai gerar esgotamento.

Há ainda outros elementos que potencializam esse fenômeno. “Estamos habituados a ter soluções rápidas. Está tudo a um clique. O que pode repercutir em uma baixa tolerância à frustração. Além disso, naturalizamos a exigência por essa velocidade por respostas, tanto por parte do outro quanto em relação a nós mesmos”, examina a psicóloga clínica Ellen Morente, também sublinhando que o problema não está no WhatsApp em si, mas do uso que se faz dele.

Ela lembra que uma mensagem sem resposta imediata pode gerar insegurança e medo de rejeição entre os interlocutores. Por um lado, quem aguarda o retorno pode criar fantasias negativas – “pode pensar: ‘Não me responde porque não gosta de mim’, por exemplo” –; por outro, quem ainda não respondeu pode se sentir pressionado e também imaginar consequências danosas para aquele ato – “pode imaginar: ‘Se eu não responder rápido, este interlocutor vai ficar com raiva de mim’, ou variações desse pensamento”.

A PROLIFERAÇÃO DE GRUPOS E AS FRONTEIRAS BORRADAS ENTRE DIFERENTES CONTEXTOS SOCIAIS 

Detendo-se a analisar a dinâmica social que se impõe nos grupos – muitos dos quais surgem com propósitos muito específicos e possibilitam, entre outras coisas, a democratização da informação –, o psicólogo Cláudio Paixão Anastácio de Paula lembra que há uma nivelação de diversas dimensões da vida no aplicativo. Dessa maneira, o sujeito passa a conviver com grupos de trabalho, amigos ou família em um mesmo ambiente, tornando mais tênue as demarcações sociais de cada situação.

Além disso, a lida com o excesso de notificações pode acentuar a já descrita sensação de constante cobrança por atenção. “Notamos que parte dos usuários esáo em diversos grupos, mas buscam desabilitar as notificações daqueles que menos frequentam. Mesmo assim, quando abre o aplicativo, se depara com dezenas e até centenas de mensagens”, diz. Acompanhar tantas conversas parece humanamente impossível. Em vez de proximidade e de intimidade, chega-se a uma sensação de relações superficiais, que geram frustração por não serem suficientes, critica o estudioso.

A psicóloga Ellen Moronte adiciona outra problemática: “Algumas pessoas têm dificuldade em sair de grupos e ficam mesmo a contragosto porque entendem que a sua saída pode ser mal interpretada, entendida como um posicionamento contra aquelas pessoas, por exemplo”. Na linha do que pontua Anastácio de Paula, ela lembra que esse borrar de fronteiras entre as diversas esferas sociais deixa algumas pessoas à vontade para acionar seus contatos a qualquer dia e horário. “Não é incomum que um paciente escreva para seu médico em um domingo à noite para relatar algo, mesmo que não se trate de uma urgência”, exemplifica.

“COM A PANDEMIA E O ISOLAMENTO SOCIAL, ESSA SITUAÇÃO SE AGRAVOU AINDA MAIS” 

De forma geral, foi esse conjunto de fatores que fez Telma se afastar da ferramenta. Ela se deu conta que o WhatsApp era a principal ferramenta de conversa e de organização de diferentes projetos que participava. E mesmo que tivesse deixado de fazer parte da organização, sentia que seria indelicado sair do grupo e acabava permanecendo e interagindo, chegando a tirar dúvidas dos participantes.

“Eu já vinha de um incômodo por chegar muita informação sempre. Com a pandemia e o isolamento social, essa situação se agravou ainda mais. A vida estava girando online. E, quando estamos online, é presente essa ideia de que todo mundo está disponível o tempo todo e que devemos também estar”, reclama. “Como é só uma mensagem, quem está enviando não pensa que a outra pessoa pode estar já saturada de demandas. Chegou um dia em que senti fisicamente essa ansiedade”, cita. Foi quando decidiu apagar a sua conta no aplicativo.

Quando voltou para o WhatsApp, Telma já estava fora dos diversos grupos que anteriormente fazia parte, o que ajudou na lida com a ferramenta. Além disso, ela desabilitou as notificações e só vê as mensagens quando abre o aplicativo, algo que, como 93% dos usuários de smartphone no Brasil, faz todos os dias – conforme pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box do ano passado.

ESTRATÉGIAS. ELLEN MORONTE ARGUMENTA QUE NÃO EXISTEM FÓRMULAS ÚNICAS QUE POSSAM MELHORAR A RELAÇÃO COM O APLICATIVO, LEMBRANDO QUE CADA INDIVÍDUO DEVE AVALIAR MEDIDAS QUE POSSA ADOTAR PARA MANTER UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL COM A TECNOLOGIA. EM ALGUNS CASOS, QUANDO POSSÍVEL, ELIMINAR AS NOTIFICAÇÕES – PRINCIPAIS ESTÍMULOS PARA A CHECAGEM DE NOVAS CONVERSAS – E VERIFICAR O MENSAGEIRO APENAS EM ALGUNS HORÁRIOS PODE SER UMA INICIATIVA OPORTUNA. OUTRA ESTRATÉGIA É ADOTAR LINHAS DIFERENTES, UMA PARA O TRABALHO E OUTRA PARA AS RELAÇÕES PESSOAIS. MAIS UMA AÇÃO FUNCIONAL É DEIXAR DE LEVAR PARA A CAMA O CELULAR.

CULTURA DA URGÊNCIA FACILITA DISSEMINAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS

Desde os anos 90 se discute a chamada cultura da urgência, que se constituiu a partir de ambientes corporativos e rapidamente foi incorporada à rotina social.  “É como se tudo precisasse de uma respostas imediata. Logo, o fato de eu tomar ciência de alguma coisa já implica que eu precise agir e reagir a isso prontamente”, expõe Cláudio Anastácio de Paula. Uma dinâmica que é, portanto, anterior à popularização dos mecanismos de troca de mensagens instantâneas, mas que encontrou neles terreno fértil.

E esse imediatismo está entre as características que especialistas apontam como potencializadoras da disseminação de informações falsas, pois somos chamados a reagir a tais notícias antes mesmo de saber se são mesmo confiáveis. Além disso, se aproveitando dessa vulnerabilidade sociocultural, há empresas que se especializaram no disparo em massa de mensagens, permitindo, inclusive, segmentação do público. Uma prática que, diga-se, fere as normas de uso da plataforma.

Neste aspecto, é importante lembrar que, de acordo com pesquisa realizada a pedido da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em 2019, 79% dos brasileiros usam o WhatsApp como principal fonte de informação. Veículos tradicionais e redes sociais aparecem em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

NA TRINCHEIRA CONTRA A DESINFORMAÇÃO

Hoje, há pessoas que, individualmente, encampam a luta contra a disseminação de mentiras nas redes sociais. É o caso da jornalista Camilla Feltrin, 28. Quando o surto do novo coronavírus chegou ao país, ela por muito tempo se desdobrou e buscou desmentir notícias falsas, escolhendo como trincheira justamente o WhatsApp.

Estimulada por uma amiga, ela criou uma lista de transmissão e passou a disparar, todos os dias, um boletim, o Coronanews, com informações verdadeiras sobre boatos que circularam na web.

Camilla começou a usar a plataforma em 2012. “Espera. Estou atravessando a rua”, ela lembra de ter escrito a um amigo. Uma frase que tem um quê de revolucionário: antes do WhatsApp, a comunicação por escrito – como em cartas ou emails – era pensada como que para alguém que pudesse estar ausente. Mas mesmo ela, que criou um projeto que rodava especificamente no mensageiro, toma uma série de cuidados para que o uso não se torne problemático.

“Eu não recebo notificação de nada e, para o trabalho, tenho outra linha. Acho que ajuda a diminuir a ansiedade”, garante, mencionando que compreende que exista uma expectativa para que as respostas sejam respondidas prontamente. Uma cobrança com a qual lida bem.

Bebê é deixada sozinha em casa e mãe presa em bar após denúncia de ex-marido

0

Policiais militares prenderam na madrugada desta quarta-feira (07) uma mulher de 31 anos pelo crime de abandono de incapaz ao deixar a filha de um ano e 11 meses sozinha em casa localizada no bairro Três Marias, na zona Leste de Porto Velho (RO).

Consta em ocorrência, que o ex-marido da mulher acionou a PM informando que ela estava em um bar bebendo e a criança sozinha em casa chorando. A bebê  não é filha do denunciante.

Policiais militares foram ao local e encontraram a bebê ainda chorando e sem ninguém cuidando dela. A mulher foi localizada em um bar nas proximidades e recebeu voz de prisão. Ela foi encaminhada para a Central de Flagrantes.

Vídeo: Sucuri fêmea é perseguida por machos enquanto atravessa estrada em SP

0

O estudante de medicina veterinária Antônio Stábile dos Santos registrou uma cobra sucuri fêmea atravessando uma estrada em Ituverava (SP). A serpente estava sendo perseguida por pelo menos cinco machos que disputavam o “cargo” de procriador. As informações são do G1.

De acordo com o estudante, o vídeo foi feito no final de setembro próximo à Faculdade de Ituverava Dr. Francisco Maeda (FAFRAM). A cobra, segundo Antônio, tinha entre seis e sete metros.

Conforme o biólogo Willianilson Pessoa, em cobras dessa família, as fêmeas são muito maiores do que os machos. A espécie Eunectes murinus da serpente do vídeo é a segunda maior do mundo.

Governo lança campanha para detecção precoce do câncer de mama

0
A primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro, participa do lançamento da campanha para detecção precoce do câncer de mama

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (7), em evento online, a Campanha do Outubro Rosa 2020. A ação é um alerta sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, bem como para a prevenção da doença.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; da primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro; e da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

Pandemia pode atrasar tratamento de câncer de mama

Levantamento feito pela Fundação do Câncer, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), revela queda de 84% no número de mamografias feitas no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus, em comparação ao mesmo período do ano passado. 

Exposição de fotografias alerta para prevenção do câncer de mama

Durante todo o mês de outubro uma exposição de fotografias de mulheres que venceram o câncer de mama estará disponível em seis pontos da capital paulista. Idealizada pela organização não governamental (Ong) Instituto Viver Hoje a mostra Mulheres no Espelho tem o objetivo de informar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, além de incentivar o aumento da autoestima das mulheres que passaram pela doença. 

Psiquiatra alerta para relação do câncer de mama com doenças mentais

O movimento Outubro Rosa marca o mês de conscientização do cuidado e de prevenção ao câncer de mama, mas também ressalta a importância de se compreender e dialogar sobre a relação do tratamento do câncer de mama e as doenças mentais, para o enfrentamento de todo o processo.

Definição sobre fonte para o Renda Cidadã é adiada mais uma vez

0

O senador Marcio Bittar (MDB-AC), relator da Lei Orçamentária Anual de 2021, vai deixar para a semana que vem a definição sobre qual será a fonte de financiamento do Renda Cidadã, o principal entrave para que a proposta que cria o programa comece a tramitar no Congresso. A ideia é que o programa social substitua o Bolsa Família e supra a lacuna que será deixada pelo fim do auxílio emergencial, que será pago até 31 de dezembro. Além de reunir benefícios que já existem, o governo pretende ampliar o valor mensal pago às famílias.

Diante do impasse sobre como o programa poderia ser financiado, Bittar acredita que é melhor anunciar algo quando o consenso for construído, o que espera nos próximos dias. Ainda na avaliação do senador, a retomada de conversas entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve facilitar um acordo. 

Depois de trocarem farpas, Maia e Guedes selaram a paz na segunda-feira (5) em um jantar na casa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas.

Por enquanto, o senador garante que a verba do programa não ultrapassará o teto de gastos, regra criada em 2016 para segurar as despesas públicas e que limita os gastos do governo à reposição da inflação. Além da PEC Emergencial, que cria gatilhos para controlar os gastos públicos, Bittar é o relator do projeto da Lei Orçamentária Anual de 2021 e da proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo.

Histórico

Durante as discussões da criação do programa, algumas ideias para viabilizar o Renda Cidadã elevaram a temperatura entre os parlamentares e acabaram sendo descartadas. Nessa lista estão, por exemplo, a utilização de verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e de recursos destinados ao pagamento de precatórios.

Mercado de boi tende a continuar com oferta restrita, mesmo com confinamentos

0

O mercado de boi gordo no Brasil tende a continuar observando uma oferta limitada de animais prontos para o abate neste mês, ainda que seja esperado algum alívio com a entrada no mercado de animais dos confinamentos, avalia o banco Itaú BBA. Em relatório mensal sobre commodities, analistas reforçam que as chuvas devem começar na região central do País a partir da segunda metade de outubro, o que não deve permitir que haja oferta de animais terminados a pasto antes do início de dezembro.

O banco chama a atenção para a percepção de até que ponto os preços da carne continuarão aumentando. “Afinal, como as margens do mercado doméstico estão bem pressionadas, seria improvável um descolamento do boi do mercado interno de carne”, diz o relatório. Dessa forma, se não houver novos reajustes na cotação da carcaça do boi casado, os frigoríficos podem moderar as ofertas de preço pelos animais, segundo o Itaú BBA.

Na ponta da demanda, o destaque é o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo federal em decorrência da pandemia do novo coronavírus, o que levou a uma demanda atípica e positiva. Foi por causa desse cenário que os níveis de preços do boi, do bezerro e da carne chegaram a recordes neste ano. Entretanto, o resultado dos últimos meses pode não se repetir nos próximos, ponderam analistas. Eles citam as exportações, que continuam aquecidas, mas com reajustes das cotações aquém da variação da matéria-prima.

“Para o produtor rural, o risco que observamos é a reposição (principal insumo) muito cara entrando nos sistemas de recria e engorda, o que não deixa margem de segurança, caso o boi inflacione mais adiante, sendo prudente o cuidado com escalar as operações neste patamar”, conclui o relatório.

Filho de Cristian Cravinhos solicita anulação da paternidade

0

Filho de Cristian Cravinhos tinha 3 anos quando seu pai, junto do tio Daniel Cravinhos, mataram a pauladas o casal Manfred e Marísia Richthofen, em 2002.

Na época, junto com os irmãos Cravinhos, estava Suzane von Richthofen, filha das vítimas assassinadas.

Após 20 anos do fatídico assassinato, o filho de Carlinhos sofre com constrangimentos e é “fulminado por olhares desconfiados” todas as vezes que precisa apresentar um documento em que consta o nome do seu pai. O rapaz pede anulação da paternidade na justiça. “Tenho vergonha”, disse ele à Justiça.

No ano de 2009, o rapaz obteve o direito de mudar seu sobrenome. Agora, ele não quer só retirar os dados do pai de todos os seus documentos, como também revogar qualquer dever jurídico da relação pai-filho. Ele abre mão do direito de receber pensão ou uma eventual herança.

O filho de Cristian relata ainda que além do constrangimento, ele nunca teve amparo afetivo e material do pai. A última vez que eles se encontraram foi em 2010, quando o rapaz visitou o criminoso no presídio de Tremembé, em São Paulo.

PF apreende dinheiro em espécie na casa de funcionário da Petrobras durante ação da Lava Jato no Rio

0

Uma grande quantidade de dinheiro em espécie foi apreendida, na manhã desta quarta-feira (7), na casa de um funcionário da Petrobras, alvo da 76ª fase da Lava Jato. Os quatro mandados da operação foram cumpridos no Rio de Janeiro.

Em outro local, os agentes apreenderam malas com mais dinheiro. Até o momento, não foi informado se a quantia pertence ou não ao funcionário da Petrobras que tinha valores em espécie em sua casa. A quantia ainda está sendo contabilizada pela Polícia Federal.

Até o começo da tarde desta quarta, os agentes já tinham contabilizado, pelo menos, R$ 200 mil em dinheiro. A contagem ainda não havia finalizado às 13h45.

A ação, batizada de Sem Limites III, investiga crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro na área comercial da Petrobras, especialmente no comércio de bunker, como é conhecido o produto escuro usado como combustível de navio.

G1 apurou que dois dos alvos são: Marcos Antônio Collyer e Daniel Gomes Filho. A reportagem tenta contato com a defesa deles.

Polícia Federal apreendeu malas com dinheiro durante a 76ªFase da Lava Jato — Foto: Reprodução

Polícia Federal apreendeu malas com dinheiro durante a 76ªFase da Lava Jato — Foto: Reprodução

A suspeita é que funcionários e ex-funcionários da estatal estejam envolvidos no esquema que movimentou cerca de R$ 45 milhões em propinas entre 2009 e 2018.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há várias provas de que os investigados promoviam um verdadeiro rodízio no fechamento de operações com as empresas do setor e que estas também pagavam vantagens indevidas.

Em nota, a Petrobras disse que colabora com as investigações da Lava Jato desde 2014, e atua como coautora do Ministério Público Federal e da União em 21 ações de improbidade administrativa em andamento e ser assistente de acusação em 71 ações penais relacionadas a atos investigados pela Lava Jato.

“Cabe salientar que a Petrobras já recebeu mais de R$ 4,6 bilhões, a título de ressarcimento, incluindo valores que foram repatriados da Suíça por autoridades públicas brasileiras”, diz a nota.

Polícia apreende dinheiro em espécie na casa de alvo da Operação Lava Jato no Rio — Foto: Reprodução

Polícia apreende dinheiro em espécie na casa de alvo da Operação Lava Jato no Rio — Foto: Reprodução

Como funcionava o esquema

De acordo com os delatores, funcionários da Petrobras que eram responsáveis pelas negociações de compra e venda de bunker e diesel marítimo recebiam vantagens indevidas para favorecer empresas de combustíveis. A compra era destinada ao abastecimento dos navios a serviço da Petrobras em portos estrangeiros.

As comissões eram geradas a partir da celebração das operações comerciais, e os executivos realizavam os pagamentos dos funcionários públicos com auxílio de um operador financeiro. Para isso, eles celebravam contratos fictícios para geração de recursos em espécie.

Um dos ex-funcionários da estatal, conforme as investigações, foi o responsável pelas negociações de combustíveis marítimos que abasteciam no porto de Singapura.

Cobra é encontrada em embalagem de brócolis

0

Uma moradora de Brusque (SC), no Vale do Itajaí, teve uma surpresa ao voltar do supermercado na noite de sábado (3). Após arrumar as compras, a mulher descobriu que, além das verduras e frutas, levou para casa uma cobra dentro de uma embalagem de brócolis. Ela gravou um vídeo contando o episódio.

As imagens, que viralizaram nas redes sociais, mostram o momento que a mulher encontra a cobra, de ao menos de 30 centímetros, dentro do recipiente de isopor envolto a um plástico transparente.

O supermercado Archer informou que a consumidora foi até o local, e a situação foi resolvida. De acordo com a gerente do departamento pessoal do estabelecimento, Luciane da Silva Mafra, a embalagem não foi manuseada e foi enviada ao produtor na segunda-feira (5) da forma como foi entregue pela cliente.

“Realmente aconteceu, esse caso foi verídico. A cliente veio fazer a devolução e ela entendeu que o caso foi resolvido”, disse. O animal estava vivo no momento da entrega ao produtor, de acordo com Luciane.

Apesar do susto da consumidora, o animal não apresenta perigo, segundo explicou o biólogo Tobias Kunz, especialista em répteis.

“É uma cobra que se alimenta de lesmas. Essas dormideiras têm hábito noturno e são bem lentas”, disse o biólogo.

Kunz afirma que a espécie, conhecida como dormideira, não é venenosae se move muito devagar.

“Pela imagem, me parece uma cobra jovem. Elas são bem inofensivas e é bem comum aparecerem nessas hortas e enroladas nos legumes”, disse.

Diferenças entre jararaca e dormideira

Apesar de gerar dúvida entre os leigos, há diferenças entre jararacas e dormideiras. De acordo com Kunz, as serpentes peçonhentas, como a jararaca, possuem glândulas especializadas localizadas lateralmente na cabeça. Elas também têm um orifício entre os os olhos e a narina, chamado de fosseta loreal.

“A gente vê logo de cara que é essa espécie [dormideira], mas as pessoas às vezes confundem”, explica o especialista que é um dos colaboradores do livro virtual “Ofidismo em Santa Catarina: identificação, prevenção de acidentes e primeiros socorros”.

Outra característica das cobras venenosas é a cabeça, que geralmente é mais larga que o pescoço e possui uma forma triangular.

Já os animais não-venenosos têm uma cabeça mais arredondada, sem ângulos agudos.

Jararaca e dormideira — Foto: Ofidismo em Santa Catarina/ Reprodução NSC TV

Jararaca e dormideira — Foto: Ofidismo em Santa Catarina/ Reprodução NSC TV

O que fazer

Conforme o biólogo Alex Giordano Bergmann, quem encontrar um animal parecido deve evitar colocar as mãos ou se aproximar. A recomendação é para se afastar e chamar órgãos especializados para avaliar a situação.

“É para chamar a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros. Eles conhecem os animais e sabem como retirar eles das casas”, comentou Alex.

Onde ligar

  • Entre em contato com os Bombeiros (193) ou com a Polícia Ambiental da sua cidade (190);
  • Em caso de acidente com serpente, entre em contato com o Samu (192), os Bombeiros (193) ou se dirija ao hospital público mais próximo;
  • Em caso de dúvidas ou orientações sobre procedimentos de primeiros socorros, ligue para o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), pelo telefone: 0800 643 5252.
Animal foi encontrado em embalagem de brócolis no Vale do Itajaí — Foto: Reprodução/ NSC TV

Animal foi encontrado em embalagem de brócolis no Vale do Itajaí — Foto: Reprodução/ NSC TV

Henrique Alves participa do RuralCast sobre café indígena em Rondônia, Embrapa, Robustas Amazônicos e preservação da floresta

Henrique Alves explica como o café indígena valoriza a floresta

0
Henrique Alves explica como ciência, qualidade e tradição indígena estão valorizando o café produzido em Rondônia.
Execução da Aldir Blanc em Rondônia é apurada pelo MPF após relatos de atrasos

MPF investiga atrasos e uso de recursos da Aldir Blanc em Rondônia

0
Levantamento preliminar cita cerca de R$ 23 milhões sem execução em 2025.
Morcegos com raiva em Rondônia exigem alerta de saúde e acionamento da zoonoses

Agevisa aponta três morcegos com raiva em Rondônia

0
Exposição suspeita exige lavagem imediata e avaliação em unidade de saúde.
Composição das vacinas contra Covid-19 é atualizada pela Anvisa com novas variantes

Anvisa atualiza composição das vacinas contra Covid-19

0
LP.8.1 e derivados de JN.1 entram entre as opções admitidas para atualização dos imunizantes.
Fagner Peixoto no PodRondônia fala sobre trajetória no campo, agronegócio, cafeicultura, obras públicas e desenvolvimento de Rondônia

Nova lei detalha formação continuada na educação pública

0
Fagner Peixoto relembra a origem no campo, a força da família, o agro, o café e a atuação em obras públicas.