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domingo, julho 12, 2026
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Rondônia intensifica segurança na divisa após fuga em massa no Acre

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Após ser informada pelo Governo do Acre sobre a fuga de 26 presos de alta periculosidade do Complexo Penitenciário Francisco d’ Oliveira Conde, nesta segunda-feira (20), a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), informou que vai reforçar a atuação das policias na fronteira do Estado.

Segundo o secretário José Hélio Cysneiros Pachá, os batalhões da Polícia Militar nas divisas do Estado já foram orientados a intensificar as barreiras para tentar capturar os foragidos que tentarem entrar no Estado.
Ainda segundo o secretário, no momento não há a necessidade de enviar reforço policiais para a região e o trabalho será feito com as equipes que já atuam na Ponta do Abunã e integrantes da Operação Hórus.

A fuga

De acordo com as informações do Complexo Penitenciário, os detentos fugiram do pavilhão L, onde cumpriam pena em regime fechado. A fuga ocorre após um fim de semana violento com sete execuções.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) disse que os detentos fizeram um buraco na parede da cela e, com lençóis, fizeram cordas escapando pela muralha. Adalcimar Oliveira de Almeida foi recapturado ainda nesta manhã. 25 seguem foragidos. Os presos são da facção criminosa denominada Bonde dos 13, aliada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua em vários estados brasileiros.

As medidas tomadas após a fuga foram:

O reforço das barreiras policiais na capital e municípios com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e 4° BIS – Exército Brasileiro, nas barreiras em rodovias federais;
Acionamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Rondônia e do Amazonas para implantação de barreiras e fiscalização nas áreas de fronteira e rodovias federais;
Acionamento da Polícia Federal para apoio com equipes de inteligência para avaliação das circunstâncias de fuga, bem como o apoio de fiscalizações em aeroportos;
Acionamento do Centro Integrado Regional de Inteligência para apoio quanto à produção de conhecimento sobre o ocorrido;
Determinação para realização de revistas em todos os presídios do estado, com vistas a evitar novas fugas;
Acionamento dos corregedores da Polícia Militar e Polícia Penal para instaurar apuração imediata de eventuais responsabilidades pela fuga no aspecto administrativo, visto que a Polícia Civil irá atuar no aspecto penal;
E solicitação de apoio do Ministério Público e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para acompanhar as ações de investigação durante as ações que vão apurar eventuais responsabilidades pela fuga dos detentos.

Presidiários incendeiam celas para tentar conseguir prisão domiciliar em RO

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A Vara de Execução Penal (VEP) determinou que 26 presos do regime semiaberto voltem a cumprir pena no regime fechado de Cerejeiras (RO), no Cone Sul do estado. Isto porque duas celas da Casa de Detenção foram incendiadas pelos apenados, no último domingo (19). O objetivo dos detentos com o incêndio era conseguir autorização para migrar à prisão domiciliar.

Segundo a direção da unidade, o Corpo de Bombeiros foi acionado até a Casa de Detenção depois que os presidiários do regime semiaberto realizaram um princípio de motim e incendiarem os colchões de duas celas. As chamas foram controladas a tempo.

Cerca de 27 homens dividiam as celas incendiadas e o objetivo da ação criminosa era conseguir prisão domiciliar para todos os detentos, informou Eguinaldo Lanes, diretor do presídio.

Cela pega fogo após presos incendiarem colchões  — Foto: Casa de Detenção de Cerejeiras/Divulgação

Cela pega fogo após presos incendiarem colchões — Foto: Casa de Detenção de Cerejeiras/Divulgação

Ao G1, a direção informou ainda que a ‘inspiração’ para o crime teria sido outro incêndio provocado por detentos durante uma rebelião na unidade prisional, em fevereiro de 2019. Na ocasião, alguns presos foram colocados em prisão domiciliar enquanto as celas eram reformadas.

No entanto o plano não deu certo desta vez e a Vara de Execução Penal de Cerejeiras (VEP) emitiu medida cautelar depois do incêndio do último domingo, determinando a transferência dos presos para a ala do regime fechado, com exceção de um homem que estava trabalhando no momento do motim.

A direção afirmou ainda que está sendo feita uma limpeza nas duas celas para avaliar os danos. A previsão é que seja necessário apenas a reforma na laje e pintura das celas.

Prefeitura faz prevenção contra dengue nos bairros da capital

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A Prefeitura está combatendo a dengue com ações de prevenção por meio do Levantamento de Índice Rápido, ou Lira, considerado um termômetro para medir o nível de infestação do mosquito Aedes aegypti nos bairros da capital.

Esse trabalho dá-se por captura de larvas em criadouros colhidas nas residências trabalhadas. Essas larvas são levadas para o laboratório de entomologia do Departamento de Controle de Zoonoses para reconhecimento, se é ou não o Aedes ou outro vetor.

Esses resultados permitem diagnosticar a situação de infestação no bairro, incluindo dados referentes aos principais tipos de recipientes que servem de criadouros como pneus, garrafas pets, caixas d’água e outros, tornando possível redirecionar ou intensificar algumas intervenções e alterar estratégias de controle adotadas para evitar a proliferação.

Com o resultado do Lira é possível monitorar os bairros com maior predominância de surtos. Serão trabalhados todos os bairros da capital e uma porcentagem dos imóveis desses bairros. O objetivo é visitar um terço dos imóveis nos quarteirões sorteados com coleta de larvas e eliminação de focos e criadouros do Aedes.

Outra ação é educar as crianças e informar a população para que possam eliminar criadouros nas residências. O levantamento será realizado até o dia 30 de janeiro na capital.

Lentidão, nota de corte, ansiedade: inscrições no Sisu geram memes na internet

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Com a abertura do período de inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237,1 mil vagas em universidades federais pelo país, os candidatos passaram a compartilhar memes na internet. Às 10h17, o assunto já havia rendido 216 mil tuítes.

A lentidão do sistema, que abriu durante a madrugada de terça, foi um dos temas comentados. Além disso, os candidatos compartilharam piadas sobre a nota de corte e a ansiedade em relação ao processo de seleção.

Sisu gera memes na internet — Foto: Reprodução/TwitterSisu gera memes na internet — Foto: Reprodução/Twitter

Sisu gera memes na internet — Foto: Reprodução/Twitter

G1 entrou em contato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, para pedir um posicionamento sobre o caso. O instituto informou que os esclarecimentos deveriam ser pedidos ao Ministério da Educação (MEC). Procurado, o MEC não havia enviado resposta até as 10h45.

Os estudantes podem se inscrever no Sisu até as 23h59 do próximo domingo (26). O prazo, que antes se encerraria na sexta (24), foi prorrogado após erros nas correções de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). De acordo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, as falhas afetaram quase 6 mil candidatos. As pontuações dos candidatos foram corrigidas antes da abertura das inscrições do Sisu, segundo o governo. Candidatos entrevistados pelo G1 confirmaram a alteração.

Confira abaixo os memes:

ƒlá – latidos@germportilla

“só vai pro céu quem sofreu na terra”

os estudantes que fizeram o enem 2019 e se inscreveram no sisu:

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Cb Zoero@CbZoero

Há quanto tempo você está tentando se inscrever no Sisu:
Eu:

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I’ sorry I’m talking@Magxnlbbh

Coloco os dados e seleciono fazer inscrição

Sisu: erro

Seleciono fazer inscrição de novo

Sisu: captcha invalido

Vou selecionar de novo

Sisu: carregando página de inscrição… Erro

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Escola da Depressão@escoladepress1

Eu tentando entrar no curso que eu gosto pelo sisu

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DoGui⁷@guilaurenco

Sisu feelings

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algodãoamargo (◍•ᴗ•◍)

*Aperto no botão entrar*
Tente novamente mais tarde
2 min depois
*Aperto no botão entrar*
O Sisu:#sisu2020

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Bruna@brunakarynas

*inscrições sisu começam dia 21*
1h do dia 21: inscrições encerradas

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Farmacêuticas anunciam recall de medicamento para úlcera no estômago

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Ao menos duas farmacêuticas recolheram medicamentos usados no tratamento de úlcera gástrica por conta de uma possível contaminação com substância de potencial cancerígeno. Nesta segunda-feira (20), a Medley anunciou o recall de remédios a base de cloridrato de ranitidina, que podem estar contaminados com N-nitrosodimetilamina. Em dezembro do ano passado a Aché suspendeu a comercialização e a fabricação de medicamentos com este composto.

Em nota publicada na terça-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou “fortemente” que as empresas reavaliem os métodos de processamento para evitar a contaminação. Em setembro do ano passado, a agência suspendeu a importação de ranitidina fabricada por um laboratório indiano por conta da detecção de N-nitrosodimetilamina (NDMA) na composição.

Medley anunciou o recolhimento de medicamento por possível contaminação com impureza de potencial cancerígeno — Foto: Reprodução/Medley

Segundo a Anvisa, a suspensão de medicamentos contaminados com NDMA é uma medida preventiva, porque estudos em animais classificaram a molécula como um potencial agente cancerígeno.

O que vai ser recolhido?

Foi anunciado o recolhimento de medicamentos de dois laboratórios brasileiros. A Medley, unidade de negócios de genéricos no Brasil do laboratório francês Sanofi, faz o recolhimento voluntário de Ranitidina 150 mg e 300 mg. (Veja abaixo a lista com os lotes dos medicamentos recolhidos pela farmacêutica).

A empresa recomendou que os pacientes entrem em contato com o SAC da empresa pelo telefone 0800 729 8000 de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Medicamentos recolhidos pela Medey

ProdutoLoteProdutoLote
Ranitidina 150 mg18070254Ranitidina 150 mg9KP08061
Ranitidina 150 mg18060374Ranitidina 150 mg9KP08193
Ranitidina 150 mg18071156Ranitidina 150 mg9KP01397
Ranitidina 150 mg18040157Ranitidina 150 mg9KP05861
Ranitidina 150 mg18040158Ranitidina 150 mg9KP07342
Ranitidina 150 mg18050516Ranitidina 150 mg9KP00686
Ranitidina 150 mg18050517Ranitidina 150 mg9KP00750
Ranitidina 150 mg18050518Ranitidina 150 mg9KP01396
Ranitidina 150 mg18060375Ranitidina 150 mg9KP02487
Ranitidina 150 mg18060376Ranitidina 150 mg9KP02564
Ranitidina 150 mg18060377Ranitidina 150 mg9KP03624
Ranitidina 150 mg18070256Ranitidina 150 mg9KP05862
Ranitidina 150 mg18070257Ranitidina 150 mg9KP07442
Ranitidina 150 mg18071157Ranitidina 150 mg9KP07443
Ranitidina 150 mg18071158Ranitidina 150 mg9KP08308
Ranitidina 150 mg18071159Ranitidina 150 mg9KP08309
Ranitidina 150 mg18090450Ranitidina 300 mg9KP00963
Ranitidina 300 mg18050620Ranitidina 300 mg9KP04487
Ranitidina 300 mg18060135Ranitidina 300 mg9KP10732
Ranitidina 300 mg18070097Ranitidina 300 mg9KP11829
Ranitidina 300 mg18050622Ranitidina 300 mg9KP01528
Ranitidina 300 mg18060137Ranitidina 300 mg9KP05769
Ranitidina 300 mg18071245Ranitidina 300 mg9KP09703
Ranitidina 300 mg18080274Ranitidina 300 mg9KP11655
Ranitidina 300 mg18110541Ranitidina 300 mg9KP11807

Já o Aché Laboratórios Farmacêuticos disse em nota que o recolhimento dos medicamentos Label comprimidos, Label xarope e os genéricos de cloridrato de ranitidina foi protocolado na Anvisa em dezembro do ano passado.

A empresa disse que segue as solicitações da agência e que acompanha as discussões sobre os riscos da NDMA. A farmacêutica reforçou que os pacientes com estes medicamentos devem entrar em contato com a central de atendimento no telefone 0800-701-6900 ou pelo e-mail cac@ache.com.br.

Concentração de nitrosaminas

A NDMA é uma molécula do grupo das nitrosaminas. Segundo a Anvisa, elas são impurezas que, a longo prazo, podem aumentar o risco de câncer.

A agência alertou em um comunicado que esta impureza pode ser formada em laboratório durante a sintetização de alguns produtos a base de nitritos.

A Anvisa pediu que empresas adotem medidas de precaução para a produção de medicamentos livres desta contaminação.

Planejamento do Detran Rondônia para 2020 prevê reformas, construções e convênios com municípios

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A Diretoria Técnica de Engenharia e Patrimônio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Rondônia prestou contas das atividades realizadas em 2019 e apresentou planejamento das ações que estão previstas para serem realizadas neste ano de 2020 em todo o Estado.

O diretor técnico de Engenharia e Patrimônio, Clairton Pereira da Silva, disse que o Detran tem 34 prédios próprios onde funcionam as Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), quatro pistas de testes, o prédio da Coordenadoria Metropolitana de Trânsito (Cometran) de Porto Velho e a sede administrativa da autarquia também em Porto Velho e prédios alugados.

Clairton Pereira exibiu fotos e explicou a situação dos imóveis que necessitam de reforma devido aos desgastes continuados das instalações, incluindo as instalações elétricas com mais de oito anos de uso. O planejamento, que prevê reforma e novas construções nas unidades, deve melhorar as condições de trabalho dos servidores, bem como o atendimento ao público.

O coordenador de Engenharia do Detran, o engenheiro Carlos Antônio Trajano Borges, disse que os processos licitatórios para reformar os prédios das Ciretran dos municípios de São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Seringueiras já estão em fase de contratação. Já a reforma da Ciretran de Ariquemes, Ji-Paraná, do auditório da Ciretran de Cacoal e do prédio da Cometeram de Porto Velho estão em fase de licitação.

Alguns prédios necessitam de reforma urgente devido a precariedade. O planejamento também prevê novas obras, como por exemplo, o pátio de veículos apreendidos de Porto Velho, a construção de novos prédios das Ciretran de Mirante da Serra e de Alta Floresta que estão na fase de licitação de edital.

Neil Gonzaga destacou a importância das obras de infraestrutura e dos investimentos tecnológicos

Vários projetos técnicos estão em fase de elaboração do termo de referência, onde serão contempladas com novas sedes as Ciretrans de Costa Marques e Primavera de Rondônia, além de pista e pátio para Ariquemes, pista para Porto Velho, pista e pátio para Cacoal e Jaru e previsão de liberação de convênios de sinalização de trânsito com vários municípios.

O diretor geral do Detran, coronel Neil Aldir Faria Gonzaga, aproveitou a presença dos diretores e pediu que estendesse aos demais servidores o seu agradecimento pelo empenho de todos. Ressaltou a importância do trabalho de cada um na excelência dos serviços prestados aos usuários. Destacou que o Detran Rondônia é o único do país que está presente em todos os municípios e lembrou que existe uma logística que exige tecnologia de ponta para melhor atender aos usuários com eficiência e agilidade.

Neil Gonzaga também falou da importância do planejamento das ações que o Detran pretende realizar nesse ano, e afirmou que tem pautado sua gestão alinhada nas determinações do governador Marcos Rocha, que prevê austeridade no controle de gastos sempre pensando na eficiência do serviço oferecido ao cidadão.

Semagric continua trabalho no distrito de Rio Pardo

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Da primeira semana de 2020 até agora a patrulha mecanizada da Semagric baseada no distrito de Rio Pardo realizou o patrolamento e encascalhamento de trechos críticos em 15 km de estradas na região conhecida como Marco Azul, precisamente na linha 90, onde é forte a produção rural de pequeno e médio porte, totalmente dependente da qualidade das estradas para que a produção chegue ao consumidor na cidade, principalmente às feiras livres.

“O cronograma de trabalho para 2020 está em fase conclusiva, mas estamos mantendo o ritmo desde o ano passado, não permitindo que nenhum localidade fique sem assistência”, garantiu o secretário Luiz Cláudio da Agricultura.

Semasf recebe recursos para atendimento aos imigrantes

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semasf), recebeu o valor de R$ 150 mil como apoio financeiro para o atendimento aos imigrantes venezuelanos que estão nas Unidades de Acolhimento Institucional da Prefeitura.

O recurso recebido é resultado do trabalho de articulação política feito pelo secretário Claudi Rocha, que representando o prefeito Hildon Chaves, em reunião realizada em Brasília, em novembro do ano passado e acompanhado do deputado federal Expedito Netto, discutiu o assunto com os gestores e técnicos da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, pra tratar dos impactos sociais da migração venezuelana para Porto Velho.

Na ocasião, o secretário solicitou a liberação de recursos ao município que estava recebendo muitos imigrantes, lotando as unidades de acolhimento (popularmente conhecidas como abrigos). Segundo o Secretário Claudi Rocha, o apoio parlamentar da Bancada Federal foi fundamental para o recebimento desse recurso financeiro.

“´É fruto também da dedicação da nossa equipe que esteve apresentando todos os dados de atendimento e protocolando um plano de trabalho. Diante da quantidade de imigrantes venezuelanos, o prefeito determinou que adotássemos todas as medidas necessárias para o atendimento com dignidade e segurança para essas famílias que estão em situação de risco, de forma que não fosse prejudicado o atendimento dos nossos munícipes”, concluiu o secretário.

‘Não tenho esse tipo de pretensão’, diz Moro sobre candidatura em 2022

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Sergio Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, negou, nesta segunda-feira, 20, uma eventual candidatura à Presidência da República, durante o programa Roda Viva, da TV Cultura.

“Não tenho esse tipo de ambição. Temos de ter bastante pé no chão, existe o famoso ditado antigo que diz sic transit gloria mundi (toda glória do mundo é transitória, em latim). Então, essas questões de popularidade, elas vem, vão, passam, e o importante para mim é fazer meu trabalho como ministro da Justiça, e foi o que eu me propus com o presidente, acho que estamos num caminho certo”, afirmou.

Questionado se assinaria um documento em que se comprometeria a não concorrer, o ex-juiz da Lava Jato afirmou: “não faz sentido assinar um documento desse, porque muitas pessoas assinaram e depois rasgaram. Eu não tenho esse tipo de pretensão”.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a cogitar o nome do ex-ministro para seu vice nas próximas eleições. Pesquisa Datafolha divulgada em janeiro indica que o ministro da Justiça é conhecido por 93% dos brasileiros e aprovado por 53%. Antes, o mesmo instituto divulgou pesquisa de avaliação do presidente da República, Jair Bolsonaro, indicando que a aprovação dele é mais modesta, de 30%.

Moro, no entanto, afirma que o “candidato do presidente Jair Bolsonaro deve ser ele mesmo”. “Ele já manifestou o desejo de ser reeleito”, disse.

“Se um ministro do presidente Jair Bolsonaro, evidentemente, os ministros vão apoiar o presidente. É um caminho natural. Eu não tenho esse tipo de ambição. Eu posso dizer: minha vida é suficientemente complicada Eu estou pensando no presente momento. Não posso pensar no que vou fazer daqui a dez anos”, afirmou o ministro, que ainda especulou sobre a possibilidade de tirar “um ano sabático” ou de migrar para a iniciativa privada.

Brumadinho convive com adoecimento mental um ano após tragédia da Vale

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Crescimento do número de suicídios e de tentativas de autoextermínio, aumento do consumo de antidepressivos e ansiolíticos, elevação de afastamento entre profissionais de saúde: o diagnóstico é da Secretaria Municipal de Saúde de Brumadinho. Um ano após a tragédia da Vale, a cidade convive com o adoecimento mental de parte da população.

“Essa tragédia, esse crime, isso fez com que despertasse um movimento mental que tem adoecido as pessoas. Sensivelmente, é perceptível o adoecimento mental de grande parte da população”, diz o secretário Municipal de Saúde, Júnio Araújo.

Por causa do aumento do consumo de medicamentos como antidepressivos, farmácia em Brumadinho teve que expandir espaço no estoque para esse tipo de remédio — Foto: Raquel Freitas/G1

Segundo o secretário, em 2019, o uso de antidepressivos cresceu 56% e o de ansiolíticos aumentou 79% em comparação com 2018. Os casos de suicídio passaram de 1 para 5, sendo 3 no município e dois na região, conforme a assessoria da prefeitura. Já as tentativas saltaram de 29 para 47. Araújo, entretanto, acredita que esse último número possa ser ainda maior.

“Quando a tentativa do autoextermínio não chega a êxito, a família, a própria pessoa tem vergonha de procurar o serviço [de saúde]. Dentro da família, eles tentam esconder e só vão à unidade de saúde quando a situação é mais gravosa”, explica.

A doméstica Vicentina Moreira do Prado, de 42 anos, traz nas mãos as marcas de sentimentos que surgiram após a tragédia em que perdeu uma prima, além de amigos. São feridas provocadas por mordidas.

Vicentina Moreira do Prado, de 42 anos, traz nas mãos marcas de sentimentos que surgiram após o desastre — Foto: Raquel Freitas/G1

“O psicólogo falou que, como eu não tenho ninguém para desabafar, eu estou mordendo a mão”, conta.

Segundo Vicentina, como grande parte da cidade está em luto, ela não se sente à vontade para falar dos sentimentos.

“Eu chego em Brumadinho, eu vou conversar com meus amigos — todo mundo perdeu alguém. O meu marido trabalha na Vale. Eu não posso conversar com ele porque ele perdeu muito amigo também. As minhas crianças são pequenas. Então, todo mundo que eu vou conversar sempre perdeu alguém lá na Vale”, conta a doméstica.

Vicentina vive na comunidade de Ponte das Almorreimas, lugarejo onde está sendo instalado um ponto de captação do Rio Paraopeba. Atingido pela lama, o rio teve seu uso proibido e agora é construído um novo local para a retirada de água, antes do trecho do rompimento da barragem.

Da janela de casa, Vicentina pode ver as obras que, segundo a doméstica, tiraram a paz e a tranquilidade da comunidade. Para ela, nestes últimos de 12 meses, o consumo de medicamentos e o tratamento com psicólogo e psiquiatra se tornaram usuais.

Sônia Alves Moreira, de 45 anos, sente-se muito abalada com toda a tragédia — Foto: Raquel Freitas/G1

Essa rotina é compartilhada com a irmã Sônia Alves Moreira, de 45 anos. Com tantas máquinas e funcionários trabalhando ao lado de casa, ela reclama da perda da liberdade e da segurança, além do barulho.

Vivenciando dia a dia os transtornos da obra, Sônia ainda se sente muito abalada com toda a tragédia.

“Não tem como te explicar o que que vem na minha cabeça. Do jeito que tanta gente morreu, eu vou pôr fogo nessa casa aqui e sair. Morrer também. Sabe por quê? De agonia, tristeza”, desabafa.

No centro de Brumadinho, casos assim se repetem. Para suportar os dias, o empresário Antônio Queiroz Ribeiro, de 48 anos, tem recorrido a altas doses de medicamentos. “Acaba sendo prejudicado todo mundo. Porque o sofrimento de você ver os outros sofrendo, você sofre em pânico”, desabafa.

Na drogaria em que é cliente, foi preciso até aumentar o espaço para estocar antidepressivos e ansiolíticos.

Antônio Queiroz Ribeiro, de 48 anos, tem recorrido a remédios para suportar os dias — Foto: Raquel Freitas/G1

“Tinha produto que você comprava 6, hoje você compra 40, 50. Antidepressivo é uma coisa de doido, está vendendo, mas está vendendo demais. Agora, as pessoas têm tido dificuldade em conseguir receituário. Então, o que a gente faz? A gente passa um calmante natural até ela conseguir o receituário porque está faltando médico especialista”, afirma o dono da farmácia, Carlos Roberto de Lima, de 67.

O secretário de Saúde diz que a prefeitura precisou aumentar o quadro de pessoal na área da saúde e avalia que a quantidade de profissionais é suficiente.

“No geral, nós tínhamos 790 trabalhadores no SUS antes do rompimento da barragem. Hoje nós estamos com 1.190 trabalhadores”, afirma.

A agente de saúde comunitário Adriana Mendes de Jesus, de 41 anos, vive na mesma comunidade onde moram irmãs Vicentina e Sônia e viu de perto a busca pelo Sistema Único de Saúde crescer após a tragédia.

Adriana Mendes de Jesus, de 41 anos, é agente de saúde comunitário e viu atendimento no SUS aumentar após a tragédia — Foto: Raquel Freitas/G1

“Aumentaram bastante os atendimentos porque tem muita gente que procura mais o SUS, principalmente na psicologia porque está muito abalado com tudo isso que está acontecendo. Aqui a gente tem bastante idoso. Então, dificilmente, eles conseguem entender o que está acontecendo. Para eles é bem difícil, bem complicado”, afirma.

Diariamente, Adirana precisa lidar com a dor, o luto e os traumas de pacientes. Mas, para ela, a tragédia também trouxe a perda de primos, de um concunhado e de amigos.

“Eu posso falar que hoje eu sou uma pessoa doente. Estou cuidando e preciso de cuidado”, diz.

Até entre os florais, fórmulas para depressão e ansiedade são as primeiras a acabar em farmácia em Brumadinho — Foto: Raquel Freitas/G1

O secretário de Saúde confirma aumento do adoecimento dos profissionais da área, principalmente no campo da enfermagem. De acordo com Araújo, em 2019, foram cerca de 100 afastamentos contra aproximadamente 15 em 2018.

“É uma cidade marcada. É uma marca tão forte que eu comparo ela ao holocausto. A vida toda essa cidade vai estar marcada. (…) É uma cidade toda doente recebendo essa ressonância do fato ocorrido há muito pouco tempo. Então é uma coisa que vai demorar a passar”, diz.

O que diz a Vale

De acordo com a Vale, cerca de 600 famílias estão sendo acompanhadas por profissionais do Programa Referência da Família, como forma de garantir assistência às pessoas diretamente atingidas pelo rompimento.

“Como se trata de um luto coletivo, os esforços voltados à saúde emocional devem envolver não só um trabalho direcionado aos familiares, mas à população como um todo”, afirma mineradora por meio de nota.

Ainda segundo a Vale, a empresa assinou acordo de cooperação com a prefeitura para repasses que já totalizam R$ 32 milhões destinados, exclusivamente, à ampliação da assistência de saúde e psicossocial no município. Em 2019, foram realizados mais de 18 mil atendimentos médicos e acolhimentos psicossociais à população.

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