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domingo, julho 12, 2026
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Curativo feito com impressão 3D em Ribeirão Preto usa células-tronco contra feridas crônicas

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Uma tecnologia desenvolvida por uma startup de Ribeirão Preto (SP) em parceria com unidades de referência na saúde como o Hemocentro, na USP, tem o potencial de combater queimaduras graves e feridas crônicas em pacientes com doenças como diabetes, por meio de um biocurativo produzido com impressora 3D a partir de células-tronco.

“A gente quer tratar aqueles que já usaram todos os medicamentos disponíveis e mesmo assim a ferida não fecha. No Brasil há 5 milhões de pacientes assim. É muita gente que trata e, com tudo que tem disponível no mercado, a ferida continua sem cicatrizar”, explica a bióloga Carolina Caliari, fundadora da In Situ Terapia Celular e ex-aluna do médico Júlio César Voltarelli [1948 – 2012], um dos pioneiros em pesquisa com células-tronco no país.

Fruto de 14 anos de pesquisas, validação e estudos de viabilidade comercial, a solução ainda depende de testes clínicos e registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e pode chegar aos primeiros pacientes por meio de parcerias com hospitais particulares a partir dos próximos dois anos, estima a cientista e CEO da empresa.

Segundo ela, o objetivo é que, em um futuro breve, o biocurativo beneficie pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“É o nosso grande objetivo que todas as pessoas do Brasil tenham acesso ao biocurativo. Nesse primeiro momento provavelmente a gente vai trabalhar em hospitais particulares, mas a ideia é comprovar que o SUS pode economizar utilizando o biocurativo”, diz.

Pesquisa com células-tronco

Carolina se aprofundou por dez anos no tema, período em que fez mestrado e doutorado em imunologia na USP de Ribeirão Preto sob orientação de Voltarelli. Ao encerrar o ciclo acadêmico, sentiu a necessidade de colocar em prática o conhecimento das pesquisas.

Em 2016, ela fundou uma startup e conseguiu investimentos públicos e privados para levar sua ideia adiante.

“Foi uma ideia que demorou dez anos para sair de dentro da universidade. Outro ponto é que a startup é uma forma que a gente tem de tentar fazer com que esse produto chegue ao mercado. Se você desenvolve um produto como esse na universidade, você publica artigo, porque isso é importante, melhora os indicadores da universidade, mas fazer com que ele chegue a quem precisa já é outra etapa que a universidade não faz. Através da startup a gente consegue encurtar um pouco esse caminho”, diz.

Hemocentro no campus da USP em Ribeirão Preto — Foto: Reprodução/EPTV

Biocurativos

Diferente de soluções já existentes no mercado, com células do próprio paciente, os biocurativos desenvolvidos por Carolina e mais cinco pesquisadores no interior de São Paulo são à base de células-tronco extraídas de cordões umbilicais de diferentes recém-nascidos, material armazenado para fins de pesquisa pelo Hemocentro e fornecido para a startup instalada no Supera Parque, principal polo de inovação de Ribeirão Preto.

“O Hemocentro tem todo um critério para armazenar essas células, tanto para obter quanto para armazenar, porque, como é um produto biológico, a gente tem que fazer vários testes para mostrar que não tem risco de contaminação da pessoa que vai receber, assim como o sangue. O mesmo critério que o Hemocentro tem com o sangue ele tem para essas células do cordão umbilical”, afirma.

Mantidas vivas sob baixas temperaturas, na técnica conhecida como criopreservação, as células são descongeladas e cultivadas em laboratório, antes de serem misturadas com um gel desenvolvido pela empresa e transformadas em uma biotinta.

Pesquisadora em laboratório de startup de Ribeirão Preto que desenvolveu biocurativo com células-tronco — Foto: Leonardo Vilela/EPTV

Com os cartuchos abastecidos, uma impressora 3D produz os biocurativos. O processo de impressão é concluído em questão de minutos e não acaba com o efeito terapêutico das células, segundo Carolina.

“O formato do curativo é bem simples, porque a ideia é fazer com que ele fique aderido à pele, mas teoricamente a gente poderia imprimir em outro formato”, acrescenta.

De acordo com ela, os testes em laboratório com animais já demonstraram a eficácia do produto, que em contato com o corpo estimula a regeneração das células da pele e ajuda na cicatrização.

“No caso da pele a gente imaginaria que ela [célula-tronco] vai virar uma célula da pele e regenerar a pele. A gente não acredita muito nisso. A gente acredita que a célula vai liberar fatores importantes para o crescimento das células da pele. Ela melhora o ambiente da ferida e faz com que as células da própria pele se proliferem”, explica.

Impressora 3D produz biocurativos com células-tronco em startup de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Leonardo Vilela/EPTV

O material é aplicado uma única vez, sem necessidade de reposição como em outros métodos, segundo Carolina.

“O processo de obtenção da célula já é caro e depois o paciente tem que ficar trocando porque é rejeitada [pelo organismo]. No nosso caso não. É única aplicação, porque essa célula do cordão umbilical não é rejeitada, ela pode ser usada de uma pessoa em outra”, diz.

Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o curativo pode evitar infecções, amputações e reduzir custos hospitalares com internações e outros procedimentos, segundo a CEO da empresa. Enquanto o produto não chega ao mercado, os pesquisadores buscam soluções que permitam um transporte mais seguro dos curativos sem prejuízo às células-tronco.

“Qual vai ser nosso grande desafio: fazer com que o curativo que a gente produz consiga chegar a lugares distantes, uma vez que são células vivas. Tem todas essas questões de logística, tudo vai ser definido conforme a gente vai evoluindo na pesquisa.”

PF faz balanço sobre investigação da tragédia de Brumadinho

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A Polícia Federal apresentou, nesta quinta (16), um balanço das investigações sobre a tragédia em Brumadinho. Ninguém foi indiciado pelas 259 mortes.

A Polícia Federal alega que teve dificuldade de encontrar peritos especialistas em barragens no Brasil e que, por isso, foi atrás de pesquisadores de duas universidades na Europa. Eles vão ajudar a apontar a prova mais importante para a investigação: o laudo indicando a causa da liquefação, fenômeno que provocou a ruptura e o vazamento de 12 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério da barragem da Vale, em Brumadinho.

“A gente trabalha com a hipótese de que esse laudo nos seja entregue em junho de 2020”, disse o delegado da Polícia Federal Luiz Augusto Pessoa.

A PF explicou que, só depois de obter essa informação, vai poder apontar o papel de cada investigado no inquérito aberto para apurar os crimes contra o meio ambiente e as mais de 250 mortes. Até agora, quase um ano depois da tragédia, ninguém foi indiciado nessa parte da investigação.

Em setembro de 2019, a PF concluiu outra parte da investigação, que apurou os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, e 13 pessoas foram indiciadas: sete gestores e funcionários da Vale e seis pessoas ligadas à empresa alemã de consultoria TÜV SÜD, que deu a declaração de estabilidade da barragem B1.

Pouco depois do rompimento da barragem, 13 funcionários da Vale e da TÜV SÜD chegaram a ser presos, mas foram soltos por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Mais de 40 perícias são realizadas pela Polícia Federal e os técnicos analisam 80 milhões de documentos, incluindo e-mails e trocas de mensagens em redes sociais.

A Polícia Federal informou que pretende ouvir novamente os executivos da Vale. Isso deve acontecer em fevereiro. E que estuda uma nova maneira de tomar um depoimento de um executivo da consultoria TÜV SÜD, que votou para a Alemanha depois de ter sido indiciado em Minas Gerais. Segundo a PF, ele já mandou dizer que não volta.

O delegado que cuida do caso pode ir à Alemanha para ouvi-lo: “através de conteúdos de contas de email de funcionários da TÜV SÜD, conseguimos identificar algumas conversas em que ele teria sido o responsável por definir se a TÜV SÜD iria ou não declarar condição de estabilidade daquela barragem”.

Morreram 259 pessoas na tragédia do dia 25 de janeiro de 2019. Os bombeiros ainda buscam 11 pessoas que provavelmente estão soterradas no meio da lama.

A TÜV SÜD não quis se manifestar. A Vale declarou que especialistas contratados por ela concluíram que a barragem se rompeu de forma abrupta e sem sinais prévios aparentes que pudessem ser detectados pelos instrumentos de monitoramento. A mineradora afirmou que sempre esteve comprometida com a segurança e que continuará contribuindo com as investigações.

Governo divulga aumento do piso salarial de professores do ensino básico, já previsto em lei de 2008

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O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciaram, nesta quinta-feira (16), em uma Live o aumento do piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira, de R$ 2.557,74 para R$ 2.888,24.

Este reajuste já estava previsto na Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro.

Na prática, o governo apenas aplicou um reajuste automático e previsto na legislação. A lei determina o cálculo base do reajuste na variação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Como, neste ano, Estados e municípios tiveram uma receita maior, o valor mínimo repassado para alunos foi reajustado em 12, 84% — porcentagem de aumento nos salários base dos professores (entenda o cálculo abaixo).

Entenda o cálculo

O Fundeb, criado em 2007 por uma lei que expira em 2020, reúne parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano. A União participa com 10% adicionais sobre esse somatório. Em 2019, o Fundeb reuniu R$ 166,61 bilhões.

Esse montante, uma vez reunido, é repassado para as unidades da Federação que tiveram a menor arrecadação (e com isso, o menor investimento) por aluno. Em 2019, nove estados do Norte e do Nordeste receberam essa complementação.

A previsão do governo era de que, com esse repasse, os alunos desses nove estados receberiam um investimento mínimo de R$ 3.238,52 por ano – valor 6,22% maior que o de 2018.

Com a melhora na arrecadação dos estados, no fim do ano, esse valor subiu para R$ 3.440,29 – alta de 12,84%. Isso significa que, no ano passado, esse foi o investimento mínimo por aluno nos estados que investiram menos.

A Lei do Piso prevê que esses mesmos 12,84%, referentes à alta no Fundeb por aluno, devem incidir sobre o piso dos professores. É por isso que, em 2020, o piso do magistério subirá de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24.

 

Toffoli suspende portaria de Moro com regras para atuação da PRF em operações

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu nesta quinta-feira (16) uma portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública que estabelece regras para a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em operações policiais conjuntas.

O texto foi assinado em outubro passado, pelo ministro Sergio Moro, e trata de operações com outras forças de segurança em rodovias federais e outras “áreas de interesse da União”. A decisão liminar (provisória) atende a pedido da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, feito em dezembro.

Na decisão, Toffoli afirmou que decidiu de forma monocrática porque os argumentos apresentados demonstram a “relevância do caso e o risco de atuação ilegítima da Polícia Rodoviária Federal em áreas de interesse da União, fazendo as vezes da Polícia Federal”.

O relator da ação é o ministro Marco Aurélio Mello, mas as regras internas da Corte permitem que o presidente do STF tome decisões em questões consideradas urgentes durante o recesso.

O recurso

A associação de delegados foi ao Supremo porque considerou que a portaria transfere, à PRF, competências que são da Polícia Federal. Também argumentou que os policiais rodoviários não estão autorizados, pela Constituição, a realizar atividades de investigação, nem atuar em ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

A associação ressaltou ainda que a portaria autoriza a PRF a atuar em “áreas de interesse da União”, mas não define quais seriam estes locais, ou os critérios para essa nomenclatura.

Ao suspender a norma, o presidente Dias Toffoli ressaltou que a Constituição conferiu à PRF a tarefa de patrulhamento ostensivo de rodovias federais. Ele também considerou que a portaria traz conteúdos que deveriam ser disciplinados por lei, a ser aprovada pelo Poder Legislativo.

“A pretexto de estabelecer diretrizes para a participação da Polícia Rodoviária Federal em operações conjuntas nas rodovias federais, estradas federais e em área de interesse da União, o Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública incursionou por campo reservado ao Congresso Nacional”, afirmou o ministro no documento.

“As atribuições da Polícia Rodoviária Federal devem ser veiculadas não em portaria, mas em lei, nas acepções formal e material, como se infere da Carta Maior. Não compreendo, outrossim, que as atribuições inscritas na portaria ministerial revelem tão somente desdobramentos do feixe de competência inerente à natureza da Polícia Rodoviária Federal.”

“Trata-se de verdadeira ampliação de atribuições desse órgão. Em outras palavras, mera portaria de Ministro de Estado não tem a envergadura normativa para ampliar as atribuições da Polícia Rodoviária Federal, estando evidenciada a ocorrência de inconstitucionalidade formal”, completou Toffoli na decisão.

Irmãs que fazem aniversário juntas dão à luz no mesmo dia

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Duas irmãs pernambucanas que nasceram no mesmo dia, com sete anos de diferença, deram à luz dois bebês na mesma data, no Recife, sem agendar o parto. Lauryanne Costa e Luciares Araújo, de 32 e 39 anos, respectivamente, pretendiam ter os filhos em parto normal, mas ambas precisaram fazer cesarianas. Elas não sabiam que, além de compartilhar o dia do aniversário, teriam tanto a dividir uma com a outra (veja vídeo acima).

Luciares nasceu no dia 14 de julho de 1980. No dia do aniversário de sete anos dela, em 1987, nasceu a irmã, Lauryanne. Elas são as irmãs mais velha e mais nova, respectivamente, entre as três filhas de José e Lúcia, moradores de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco.

Lauryanne teve bebê no mesmo dia que a irmã, no Recife — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

A primeira a dar à luz foi Lauryanne, que teve Joaquim às 9h15 do dia 12 de janeiro, no Hospital Memorial São José, na área central da capital pernambucana.

A gestação tinha atingido 41 semanas e, para não provocar riscos ao bebê, a obstetra decidiu realizar a cirurgia. Luciares, então com 39 semanas, esperava ter Mariana dias depois, quando completaria 40 semanas.

Entretanto, ao visitar a irmã mais nova e a sobrinha no hospital, ela descobriu que estava com dois centímetros de dilatação. A médica, então, decidiu mandá-la para casa, já que, mesmo em trabalho de parto, o nascimento do bebê deveria ocorrer mais tarde ou mesmo no outro dia.

“Fiquei grávida e, uma semana depois, Luciares disse que achava estar grávida. Eu pensei ‘mentira’, porque já é uma coincidência termos nascido no mesmo dia. Não quisemos agendar o parto, queríamos normal. Contratamos a mesma equipe de doulas e obstetra, no mesmo hospital, mas não foi para sermos iguais, mas porque obtivemos referências positivas e queríamos essa equipe”, afirmou Lauryanne.

Horas depois, com dores, Luciares precisou voltar à maternidade e já estava com oito centímetros de dilatação. O parto, até então, seria normal, mas depois de quatro horas tentando dar à luz, a escolha da obstetra, que foi a mesma médica que acompanhou a irmã, Lauryanne, foi de optar pela cesariana. Mariana, então, nasceu às 18h15, exatamente nove horas depois do primo Joaquim.

Luciares e a filha, Mariana, nascida no mesmo dia de Joaquim, filho da irmã dela — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

“O que aconteceu foi que o bebê dela atrasou alguns dias e a minha, se antecipou alguns dias. Eu dizia que queria que Mariana nascesse depois, porque eu queria acompanhar o parto dela, mas meu marido dizia que era muita emoção. Mas é que, como moro em Garanhuns [no Agreste], não nos veríamos por um tempo depois do nascimento”, declarou Luciares.

Para as duas irmãs, a gravidez foi uma experiência compartilhada, desde os sintomas físicos e emocionais às experiências de como aliviá-los.

“A gravidez foi tranquila, mas tive enjoo, enxaqueca, refluxo e por aí vai. Ficávamos no WhatsApp ou em chamada de vídeo falando sobre os sintomas. Era ‘tu teve isso?’ e a outra ‘tive, faz tal coisa’. Mas Luciares vinha todo mês para a médica e a gente aproveitava para se encontrar”, afirmou Lauryanne.

Depois de sair da maternidade, os dois primos, Joaquim e Mariana, ainda não se encontraram. O reencontro ainda não foi marcado. Por morar em Garanhuns, Luciares alugou um apartamento no Recife, no dia 22 de dezembro de 2019, para esperar a chegada da bebê, mas decidiu voltar ao interior dias depois do parto.

Mirko, o pai; Vicente, o filho mais velho do casal; Mariana, a bebê e Luciares, a mãe — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

“Eu, por ser a mais velha, sempre tive uma relação de muito cuidado com Lauryanne. Pegava no colo, ajudava a cuidar, tinha ciúmes. E como eu já tinha tido um filho, ajudava ela em alguns sintomas. Ela sempre tinha antes e eu, depois. Quando tinha enjoo, por exemplo, ela tinha primeiro e eu dizia ‘toma suco de limão de manhã’. Logo depois, eu tinha. Foi muito boa essa troca”, disse Luciares.

Familiares

Com as duas filhas no pós-parto, os pais delas, José Soares e Lúcia Araújo, decidiram sair de Belo Jardim para ajudar nos primeiros dias com as crianças. Segundo a mãe das duas, as filhas sempre foram bastante unidas, mas a família não imaginava que elas teriam tanto a compartilhar.

“Elas sempre foram muito amigas. Nós ficamos muito alegres quando Lauryanne disse que estava grávida, porque ela é a nossa terceira, que teria o primeiro filho e nós gostamos muito de crianças. Quando soubemos de Luciares, a alegria foi dobrada”, disse.

O pai de Luciares e Lauryanne, por sua vez, afirma que se surpreende cada vez mais com as coincidências na vida das duas.

Lauryanne e Joaquim, que nasceu no mesmo dia da prima, Mariana — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

“Quem estudar numerologia vai ter muito o que analisar nesse caso. Nenhuma programou nada e, ainda assim, isso aconteceu. Ainda tem outra coincidência que é que o marido de Lauryanne nasceu em 1978 e ela, em 1987. Ele também nasceu num dia 12, mesmo número do dia de nascimento dos dois bebês”, disse.

Marido de Luciares, o professor Mirko Gutierrez, que é peruano, conheceu a esposa na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), onde os dois trabalham. Para ele, a esposa foi uma guerreira durante as gestação do primeiro filho, Vicente, de 3 anos, e agora de Mariana.

“Vicente nasceu durante o surto de zika, que causou microcefalia em tantas crianças, e nós ficamos muito apreensivos. Na gravidez de Mariana, houve um descolamento de placenta e foi preciso haver repouso absoluto, além do fato de que ela ganhou muito peso, tanto que a bebê nasceu bem grande. Todo mundo dizia ‘nossa, que bebê grande. Olha a mão dela'”, afirmou.

Líder supremo do Irã afirma que Trump é um palhaço que vai trair os iranianos

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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (17) que o presidente Donald Trump é um palhaço que só finge apoiar os iranianos, mas que vai enfiar uma faca envenenada em suas costas.

Os comentários foram feitos durante seu primeiro sermão de sexta-feira em oito anos.

Imagem do público durante discurso de Ali Khamenei, em 17 de janeiro de 2020 — Foto: Site oficial Khamenei/Divulgação/ via Reuters

O aiatolá disse que o velório para o general Qassem Soleimani, que foi morto por um ataque dos EUA no começo deste mês, mostra que o povo iraniano apoia a república islamita.

Ele afirmou que o assassinato covarde de Soleimani tirou de campo o mais eficaz comandante contra o Estado Islâmico.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra bases americanas no Iraque. Khamenei disse que o ataque foi um golpe contra a imagem dos EUA como um superpoder.

Na parte do sermão feita em árabe, ele disse que a punição real seria forçar os EUA a sair do Oriente Médio. A Guarda Revolucionária se preparava para uma retaliação e, por engano, derrubou um avião ucraniano em Teerã, e mataram 176 pessoas.

Durante três dias, as autoridades do Irã esconderam o motivo verdadeiro da queda do avião –elas disseram que a aeronave havia caído por problemas técnicos.

Depois que elas admitiram a responsabilidade, houve dias de protestos no Irã. Khamenei classificou a queda do avião como um acidente amargo que entristeceu o Irã e deixou os inimigos felizes.

Ele disse que os inimigos usaram o avião para questionar a República Islâmica, a Guarda Revolucionária e as forças armadas.

Ele também atacou países do Ocidente, dizendo que eles são muito fracos para “colocar o Irã de joelhos”.

O Reino Unido, a França e a Alemanha disseram nesta semana que protocolaram um pedido para que o Irã aos seus compromissos pactuados no acordo nuclear de 2015.

O líder iraniano classificou os países como desprezíveis e servis aos EUA. O Irã, disse ele, está disposto a negociar, mas não com os EUA.

Khamenei é o líder supremo desde 1989. Ele tem a palavra final em todas as principais decisões. O aiatolá de 80 anos chorou no velório de Soleimani e prometeu uma retaliação dura contra os EUA.

Milhares de pessoas compareceram às cerimônias religiosas de sexta-feira. Eventualmente, o seu discurso era interrompido como gritos de “Deus é grande” e “Morte aos EUA”.

Khamenei nunca foi entusiasmado pelo acordo nuclear, mas permitiu que o presidente Hassan Rouhani, que é considerado um moderado, o concluísse com o presidente Barack Obama.

O Brasil na Antártica: veja quais são as pesquisas desenvolvidas na Estação Comandante Ferraz

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A nova Estação Antártica Comandante Ferraz foi inaugurada na quarta-feira (15), oito anos após um incêndio consumir parte da estrutura anterior, matando duas pessoas.

O Brasil é um dos 29 países presentes no continente, que não tem governo e não pertence a nenhuma nação, e é considerado uma área de preservação científica. A presença brasileira em terras tão inóspitas é considerada estratégica. Os principais motivos, são:

  • geopolítico: a principal rota para chegar ao continente antártico passa pelo Atlântico Sul, e o Brasil tem a maior costa neste oceano. Além disso, há reservas de petróleo no continente
  • ambiental: a Antártica possui 90% do gelo e 80% da água doce da Terra. O manto de gelo é o maior detentor de calor terrestre e as correntes marítimas de lá interferem na pesca na costa do Brasil
  • científico: diversos estudos feitos na região podem contribuir para o desenvolvimento nacional

Pesquisas brasileiras na Antártica

Segundo o Ministério da Ciência (MCTIC), há pesquisas sendo desenvolvidas que trarão benefícios para as áreas da medicina, com a formulação de medicamentos; da agricultura, no desenvolvimento de novos pesticidas e herbicidas; e da indústria, na fabricação de produtos como anticongelantes e protetores solares.

As pesquisas feitas na Antártica estão inseridas no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), que em 2020 completa 38 anos de atuação. Há também a presença do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) da Criosfera e pesquisas da Fiocruz.

Ao todo, são 19 projetos de pesquisa sendo desenvolvidos. Eles foram aprovados pelo Comitê Científico de Pesquisa Antártica (SCAR, sigla para Scientific Committee on Antarctic Research).

Confira abaixo alguns destaques:

Vigilância epidemiológica

Pesquisadores da Fiocruz fazem coleta de materiais na Antártica para pesquisar microorganismos — Foto: Divulgação/Fiocruz/Paulo Lara

Pela primeira vez, a Fiocruz tem um laboratório na Antárica para se dedicar ao estudo de microorganismos. De acordo com Wim Degrave, coordenador do projeto FioAntar, a ideia é identificar potenciais riscos de infecção.

“A gente pensa que a Antártica é muito longe, muito isolada, mas não é bem assim. Há golfinhos, baleias, animais marinhos, aves migratórias, correntes marítimas e de ar que transitam pelos continentes. Eles carregam micro-organismos e microplásticos que absorvem bactérias e fungos que poderiam infectar o ser humano. Além disso, há o turismo crescente na região”, diz Degrave, em entrevista ao G1.

O fluxo dos micro-organismos é tema de análise destes pesquisadores. Degrave esteve no continente entre outubro e dezembro do ano passado para finalizar a instalação dos equipamentos e fazer os primeiros testes.

Ele e os pesquisadores da Fiocruz recolheram amostras da água de degelo, do mar, e das praias. Ao longo da pesquisa, também serão coletadas amostras de fezes de animais e pássaros e carcaças

“A gente olha para a biodiversidade e quais bactérias, vírus e fungos têm ali; como a biodiversidade é influenciada pelo trânsito no continente; e quais são eventualmente as moléculas e enzimas que poderíamos aproveitar para fazer protótipos de antibióticos ou novos fármacos”, explica.

DNA ambiental

Cientista Paulo Câmara, da UnB em frente a Estação Antártica Comandante Ferraz — Foto: Arquivo Pessoal

A análise de DNA das amostras recolhidas já permitiu que fossem encontrados sinais de uva, cebola e até pachouli na Antártica. “Não é que tem um pé de uva lá”, brinca o professor de Botânica da Universidade de Brasília (UnB) Paulo Câmara, um dos pesquisadores que estão na Antártica.

“Mas o DNA está presente, e a gente imagina que tenha sido levado por turistas, que frequentam uma área com águas quentes em uma cratera de vulcão”, explica, em entrevista ao G1.

A análise do DNA também permite identificar as plantas do continente, que crescem submetidas a condições ambientais muito extremas (como frio, ventos, raios ultravioleta e escuridão total durante o inverno). “A morfologia (forma) delas é um pouco esquisita, e muitas estão identificadas errado. A gente está pela primeira vez aplicando a ferramenta molecular – estamos usando DNA – para identificar essas plantas”, explica.

A pesquisa vai ajudar a entender como as plantas se locomovem ao longo das correntes de ar, como elas chegam até a Antártica, como evoluem, e por que se estabelecem. “Se elas ficam 6 meses debaixo do gelo e ficam vivas fazendo fotossíntese, elas têm substâncias que são anticongelantes, e anticongelantes são úteis na aeronáutica”, afirma Câmara.

Biotecnologia

Os musgos da Antártica conseguem sobreviver a temperaturas menores de -80°C. Os cientistas investigam quais os mecanismos físicos e biológicos são responsáveis por esta dinâmica, segundo o Ministério da Ciência. Ao isolá-los, é possível aplicar o mesmo mecanismo anticongelante na aviação, por exemplo.

Já os fungos produzem substâncias que têm propriedades antibióticas, pigmentos e enzimas que podem levar ao desenvolvimento de novos produtos.

Pássaro avistado na Ilha Rei George, na Antártica, onde foi inaugurada a estação brasileira de pesquisas no continente gelado — Foto: Reprodução/TV Globo

Clima

O clima na América do Sul é fortemente influenciado pela Antártica. Por isso, há pesquisas sendo feitas para investigar as mudanças climáticas e o equilíbrio do ecossistema.

De acordo com o Ministério da Ciência, essas pesquisas são fundamentais para prever cenários futuros de mudança climática no Brasil.

Nos nove laboratórios do INCT da Criosfera, são analisados o impacto do degelo no nível do mares, a reconstrução paleoclimática e também a química da atmosfera a partir de amostras de gelo que guardam as substâncias químicas de cada época, segundo o Ministério da Ciência.

O INCT ainda monitora e avalia as consequências socioeconômicas decorrentes da rápida redução do gelo marinho ártico e também busca organismos extremófilos em ambientais glaciais, diz a o MCTIC, em nota.

Acampamento de pesquisadores na Antártica — Foto: Andrés Zarankin/Arquivo pessoal

Pesquisa arqueológica cortada

Uma pesquisa coordenada pela UFMG, com a participação dos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Espanha, Chile e Argentina, já escaneou 70% dos sítios arqueológicos e o material, em 3D, está disponível na internet a estudiosos de todo mundo. Mas, este ano, a continuidade dos estudos foi cortada.

De acordo com o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Andrés Zarankin, a ideia era chegar aos 100% em dois anos. Ele e a equipe tentam provar que o homem chegou à Antártica muito antes das expedições de europeus no século 19 e início do século 20.

G1 procurou o CNPq e aguarda posicionamento sobre esta pesquisa.

Secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim faz discurso sobre artes semelhante ao de ministro da Propaganda de Hitler

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O secretário especial da Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro, Roberto Alvim, fez um discurso, divulgado nesta quinta-feira (16), semelhante ao do ministro de Adolf Hitler da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, antissemita radical e um dos idealizadores do nazismo.

Assim como Goebbels havia afirmado em meados do século XX que a “arte alemã da próxima década será heroica” e “imperativa”, Alvim afirmou que a “arte brasileira da próxima década será heroica” e “imperativa”. (Compare os discursos abaixo)

Nesta manhã, Alvim afirmou em post no Facebook que a semelhança entre as frases foi “apenas uma frase do meu discurso na qual havia uma coincidência retórica”. (Leia o post completo ao final da reportagem)

Discurso a atores x discurso sobre prêmio de arte

O discurso de Goebbels consta do livro “Joseph Goebbels: Uma biografia”, do historiador alemão Peter Longerich. A declaração de Alvim foi dada em vídeo postado na página da Secretaria Especial de Cultura no YouTube nesta quinta-feira (16), para divulgar um concurso nacional de artes.

O vídeo ganhou grande repercussão nas redes sociais e tanto o nome do secretário Alvim quanto o de Goebbels foram parar entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Compare os discursos:

Roberto Alvim

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo – ou então não será nada.”

Joseph Goebbels

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada.”

No discurso de Goebbels, feito para diretores de teatro, ele buscava dar uma orientação estética aos artistas. Ele reconhecia que o expressionismo, escola artística que ganhou força na Alemanha no fim do século XIX, tinha tido algumas ideias básicas “positivas”, mas se degradara no experimentalismo.

Em seu esclarecimento, no Facebook, Alvim afirmou que “o trecho fala de uma arte heroica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro”. “Não há nada de errado com a frase”, completou.

“Todo o discurso foi baseado num ideal nacionalista para a Arte brasileira, e houve uma coincidência com UMA frase de um discurso de Goebbles… Não o citei e JAMAIS o faria. Foi, como eu disse, uma coincidência retórica. Mas a frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo. É o que queremos ver na Arte nacional”, disse Alvim

Prêmio Nacional das Artes

No discurso de Alvim, ele divulga o Prêmio Nacional das Artes, que promete patrocinar produções inéditas em diferentes áreas da cultura, como óperas, contos, espetáculos teatrais, pintura e escultura. O valor total do prêmio, segundo o governo federal, é de R$ 20,625 milhões.

“Queremos uma cultura dinâmica, mas ao mesmo enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes. A pátria, a família, a coragem do povo e sua profunda ligação com Deus amparam nossas ações na criação de políticas públicas. As virtudes da fé, da lealdade, do autossacrifício e da luta contra o mal serão alçadas ao território sagrado das obras de arte”, afirma Alvim no vídeo.

“Almejamos uma nova arte nacional, capaz de encarnar simbolicamente os anseios dessa imensa maioria da população brasileira com artistas dotados de sensibilidade e formação intelectual, capazes de olhar fundo e perceber os movimentos que brotam do coração do Brasil, transformando-os e poderosas formas estéticas.”

Notas do Enem 2019 são divulgadas pelo Inep

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As notas individuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 foram divulgadas nesta sexta-feira (17) por volta das 8h30 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

G1 conseguiu acessar as notas por meio de CPF e senha na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/) e pelo aplicativo do Enem.

Quem não lembra da senha para acessar os dados pode recuperá-la ou mesmo resetá-la e fazer uma nova. Confira aqui o passo a passo para recuperar a senha do Enem.

Os participantes poderão consultar a nota da redação (que varia de zero a 1 mil) e o desempenho em cada área de conhecimento: linguagens, ciências humanas, ciências da natureza e matemática.

De acordo com o Inep, 3.709.809 pessoas fizeram o Enem 2019 em 3 e 10 de novembro – 72,81% dos 5.095.388 inscritos.

Quem fez a prova como “treineiro”, ou seja, aqueles que ainda não concluíram o ensino médio, terão que esperar até março do ano que vem para acessar o boletim individual.

Quando se inscrever no Sisu 2020?

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o sistema do MEC que reúne centenas de milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu em 2020, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2019, e não ter tirado nota zero na prova de redação.

Com a nota do Enem 2019, os candidatos podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre de 2020. O prazo começa na próxima terça (21) e encerra as 23h59, na sexta-feira (24). A inscrição é feita pelo site do programa: http://sisu.mec.gov.br/.

Neste primeiro semestre, serão ofertadas 237.128 vagas em 128 instituições de todo o país. No site do Sisu é possível escolher duas opções de curso. Quem teve melhor pontuação no Enem tem mais chances de conquistar a vaga.

Cronograma do Sisu 2020:

  • Abertura das inscrições: 21 de janeiro
  • Fim das inscrições: 23h59 de 24 de janeiro
  • Resultado: 28 de janeiro

Além do Sisu, as notas do Enem podem ser usadas pelos candidatos no Programa Universidade para Todos (ProUni), Financiamento Estudantil (Fies), e em 37 universidades de Portugal.

Veja abaixo os cronogramas para o Prouni e para o Fies.

Quando abre Prouni?

O Programa Universidade Para Todos (Prouni) oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica.

O programa tem dois critérios de avaliação: desempenho no Enem e a avaliação da renda familiar.

Cronograma do Prouni 2020:

  • Início das inscrições: 28 de janeiro
  • Fim das inscrições: 31 de janeiro
  • Primeira chamada: 4 de fevereiro
  • Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 4 a 11 de fevereiro
  • Segunda chamada: 18 de fevereiro
  • Entrega dos documentos para garantir a matrícula: 18 a 28 de fevereiro
  • Adesão à lista de espera: 6 a 9 de março

Quando abre o Fies 2020?

O Programa de financiamento Estudantil (Fies) é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos.

Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos.

Cronograma do Fies 2020:

  • Inscrições: 5 a 12 de fevereiro
  • Pré-seleção: 26 de fevereiro
  • Chamada da lista de espera: 26 de fevereiro a 31 de março

Enem 2020

Neste ano, o Inep deverá testar uma versão totalmente digital do Enem.

O projeto é piloto e não será aplicado a todos os participantes. A ideia é testar o modelo para 50 mil candidatos de 15 capitais.

Os participantes poderão escolher no momento da inscrição se querem aderir ao modelo digital ou se preferem fazer a prova escrita tradicional. As 50 mil vagas serão preenchidas por ordem de chegada. O valor da taxa será o mesmo.

Enem digital em formato piloto acontecerá nos dias 11 e 18 de outubro.

Já o Enem regular acontecerá em 1º e 8 de novembro.

Confira abaixo alguns pontos da mudança:

  • A aplicação em 2020 será em 15 capitais brasileiras: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP);
  • A adesão dos candidatos será opcional no ato de inscrição, até um total de 50 mil participantes, o equivalente a 1% do total de participantes;
  • O valor da inscrição será o mesmo para todos os participantes;
  • O Inep estima investir cerca de R$ 20 milhões no projeto-piloto de 2020, e não pretende comprar novos computadores, mas sim usar equipamentos de instituições de ensino localizadas nas cidades participantes;
  • Entre 2021 e 2025, o Inep ampliará o número de aplicações do Enem digital, ainda em formato piloto e participação opcional;
  • A partir de 2026, o Enem será 100% digital;
  • Tanto as provas objetivas quanto a prova de redação serão feitas em formato digital no piloto;
  • O Enem para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) só passará ao formato digital a partir de 2026.

Mapa mostra as 15 capitais brasileiras que participaração da primeira edição do Enem digital, em 2020, em projeto-piloto — Foto: Rodrigo Sanches/G1

 

FEIRA DE TECNOLOGIA: PREPARAÇÃO PARA MELHOR ATENDIMENTO AO EVENTO EM CEREJEIRAS

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Nesta terça-feira (14) a equipe do Sebrae da unidade regional de Vilhena participou de reunião com os colaboradores da prefeitura e demais parceiros para a preparação da primeira feira de tecnologia de Cerejeiras (1ª Feitec). Trata-se de uma realização que
conta com cooperação da prefeitura municipal, Emater, Agrocon Assessoria Agronômica
Ltda. e Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Na feira haverá uma rodada de negócios que antecede a 9ª Rondônia Rural Show.

A analista Cristiane Helena Fujihara e o analista Charif Mohamed, da unidade regional do Sebrae em Vilhena, participaram da reunião e pretendem organizar as palestras que serão realizadas na feira, também auxiliarão no planejamento e organização de outras ações. De acordo com Cristiane foi constatado que a cidade precisa sistematizar o setor de alimentação e hospedagem, pois como o fluxo de pessoas no período será muito intenso, os hotéis e restaurantes precisam estar preparados. Pensando nisso, “reunimos os representantes na prefeitura e fizemos a proposta de um curso de atendimento em Cerejeiras para capacitar os segmentos ligados ao setor”.

Na reunião estavam presentes a Prefeita, Lisete Marth, os representantes da Agrocon, da Associação Comercial e Industrial, do Sebrae, da Seagri, da Emater e os proprietários de empreendimentos. Dentre outros assuntos também foram avaliadas as principais características a serem apresentadas na 1ª Feitec que será realizada nos dias 24, 25 e 26 de abril.

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