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sábado, julho 11, 2026
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Cassol terá que pagar quase R$ 10 milhões ao Estado de RO por segurança particular e uso de veículos quando era governador

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Nos autos da ação nº 7033557-71.2017.8.22.0001, a juíza de Direito Inês Moreira da Costa, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Porto Velho, determinou que em 15 dias o ex-governador Ivo Cassol devolva quase R$ 10 milhões aos cofres do Estado de Rondônia.

João Cahúlla, que assumiu o mandato por alguns meses em 2010 no lugar de Cassol, terá de pagar pouco mais de R$ 2,5 mil a título de honorários “fixados na sentença de conhecimento”.

A magistrada deixou claro: ” Intimem-se as partes executadas para pagar a dívida no prazo de 15 dias, sob pena de penhora imediata (BACEN-JUD e RENAJUD) e incidência de multa de 10% sobre os valores devidos”, concluiu.

>>> CONFIRA A DECISÃO:

[…]

PODER JUDICIÁRIO

Porto Velho – 1ª Vara de Fazenda Pública 7033557-71.2017.8.22.0001 – Cumprimento de  sentença

POLO ATIVO

EXEQUENTES: ESTADO DE RONDÔNIA, SEM ENDEREÇO, DOMINGOS BORGES DA SILVA, AC ALTO PARAÍSO 1083, RUA GONÇALVES DIAS – BAIRRO CAIARY CENTRO – 76862-000 – ALTO PARAÍSO – RONDÔNIA

ADVOGADOS DOS EXEQUENTES: ANDRE LUIZ LIMA OAB nº RO6523, PROCURADORIA GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA, MARCELO DUARTE CAPELETTE OAB nº RO3690

POLO PASSIVO

EXECUTADOS: IVO NARCISO CASSOL, RUA ELIAS GORAYEB 1420, EDIFICIO PORTINARI NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS – 76804-144 – PORTO VELHO – RONDÔNIA, JOAO APARECIDO CAHULLA, CONDOMÍNIO SAN RAFAEL 49, RUA MARTINICA 320 COSTA E SILVA – 76803-902 – PORTO VELHO – RONDÔNIA ADVOGADOS DOS EXECUTADOS: ERNANDES VIANA DE OLIVEIRA OAB nº RO1357, MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA CAHULLA OAB nº RO4117, TIAGO FAGUNDES BRITO OAB nº RO4239, THIAGO FERNANDES BECKER OAB nº RO6839

Decisão:

Intimado a impugnar o cumprimento de sentença, o executado afirmou que haveria inconsistência nos cálculos apresentados pelo exequente, sob argumento que a data de início da aplicação de correção monetária e juros de mora ocorreram de forma inadequada.

Aduz ainda que não foram levados em consideração a data em que os servidores que atuaram na segurança particular daquele encontravam-se no período de férias ou afastado por algum motivo, o que também torna inadequado o valor cobrado pelo exequente.

Por fim, afirma que foram cobrados valores de alugueis dos carros do Estado utilizados na segurança do exequente, quando na verdade o veículo utilizado na segurança do executado era de sua propriedade.

Desta forma, a impugnação defende que os valores cobrados se encontram em excesso.

Ocorre que a suposta alegação de que os veículos eram particulares não pode ser reanalisada, pois trata-se de matéria dos autos principais, em que já foi reconhecido no mérito a utilização de veículos oficiais em atividades particulares do executado.

Ainda, o alegado excesso de valores executados não foi demonstrado em planilhas ou cálculos apresentados pelo executado. Ao afirmar que os supostos agentes públicos não prestaram serviços em períodos de afastamento ou férias, deixou de apresentar documentos sobre tais fatos.

Não obstante a isso, percebe-se que mesmo no período de férias de alguns agentes, outros lhe substituiriam, o que gerava a permanência constante do serviço de segurança em favor do executado, o que depõe em desfavor do impugnante.

Por fim, sobre a data em que deveriam ocorrer a aplicação de juros e correção, como sendo a da citação válida, não prospera, tendo em vista que em se tratando de ato dano praticado ao erário, o mesmo deve incidir na data em que ocorreu o evento danoso, sendo no momento em que foi pago salários a servidores públicos para exercício de atividade particular em favor do executado.

Assim, não havendo impugnação específica, mas genérica, nem mesmo comprovação do suposto excesso nos valores executados e, por tal motivo, homologo, como devidamente atualizado pelo exequente (id. 32247471), o valor principal de R$ 9.604.895,32, assim como os honorários advocatícios concedidos em sentença de R$ 5.053,92, sob os quais deverá prosseguir a presente execução. Ainda, condena-se o executado Ivo Narciso Cassol, em honorários sucumbenciais em fase de execução, o qual arbitro em 5% calculados sob o valor impugnado, nos termos do art. 85, §3º, III do CPC.

Assim, a execução deverá prosseguir com os seguintes valores, os quais deverão ser cobrados da seguinte forma:

a) do executado IVO NARCISO CASSOL, através de seus patronos, para no prazo legal, efetuar os pagamentos da quantia de R$ 9.604.895,32 (nove milhões, seiscentos e quatro mil, oitocentos e noventa e cinco reais e trinta e dois centavos) ao Estado de Rondônia, o valor de R$ 2.526,96 (dois mil, quinhentos e vinte e seis reais e noventa e seis centavos), devidos a título de honorários fixados na sentença de conhecimento, assim como o valor de R$ 480.244,76 (quatrocentos e oitenta mil duzentos e quarenta e quatro reais e setenta e seis centavos) devidos a título de honorários fixados em fase de execução;

b) do executado JOÃO APARECIDO CAHULLA, através de seus patronos, para no prazo legal, pagar a quantia de R$ 2.526,96 (dois mil, quinhentos e vinte e seis reais e noventa e seis centavos), devidos a título de honorários fixados na sentença de conhecimento.

Intimem-se as partes executadas para pagar a dívida no prazo de 15 dias, sob pena de penhora imediata (BACEN-JUD e RENAJUD) e incidência de multa de 10% sobre os valores devidos, conforme preceitua o artigo 523, §1º, do Código de Processo Civil.

Decorrido o prazo sem comprovação do pagamento, façam-se conclusos para decisão.

Porto Velho , 10 de janeiro de 2020 .

Inês Moreira da Costa

Avenida Pinheiro Machado, nº 777, Bairro Olaria, CEP 76801-235,

Porto Velho, – de 685 a 1147 – lado ímpar […].

Reformulação do Bolsa Família inclui aumento de benefício e bônus a famílias

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A reestruturação que o governo quer fazer no Bolsa Família prevê aumentar a renda de 10 milhões de beneficiários mais pobres que já estão no programa social e deve custar em torno de R$ 7 bilhões. Hoje, o programa usa como linha de corte para a concessão do benefício a situação financeira de cada família, classificada em extrema pobreza (rendimento de até R$ 89 per capita) e pobreza (até R$ 178 per capita).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o ministro da Cidadania, Osmar Terra, afirmou que essas faixas de enquadramento serão reajustadas para R$ 100 e R$ 200, respectivamente.

Como o valor do enquadramento corresponde também ao piso mínimo pago hoje pelo Bolsa Família, o governo afirma que as novas faixas vão representar na prática um aumento para as famílias em condições de maior miséria (além do piso, a renda final do programa depende de outros critérios, como número de filhos na família).

Atualmente, o Bolsa Família atende a 13,5 milhões de famílias e tem orçamento total de R$ 30 bilhões. “É um público que está na fronteira da miséria, da pobreza extrema”, diz o ministro.

Segundo o governo, também está prevista a criação de um bônus para as famílias com filhos que passarem de ano e tiverem bom desempenho escolar, com nota superior a sete. O prêmio será dado no fim de cada ano. As famílias que tiverem jovens fazendo curso profissionalizante também serão beneficiadas.

Terra informou que o ministério está negociando com empresas a oferta de cursos gratuitos. O jovem vai ganhar um benefício enquanto estiver fazendo o curso.

Segundo ele, o Brasil tem hoje 4,6 milhões de jovens entre 18 a 29 anos que são “nem-nem” – como é chamada a população que nem trabalha nem estuda. “Temos de reduzir esse contingente. Nosso foco é esse jovem.”

As famílias que têm um filho pequeno também vão ganhar mais. O programa já dá um benefício para a mãe com filho recém-nascido, de zero até os seis meses, mas a ideia é estender esse benefício. Questionado, o ministro não quis antecipar os valores exatos das bonificações e vantagens às famílias em extrema pobreza, mas afirma que será um valor considerável, capaz de estimular a família a ser “protagonista” das mudanças.

O custo da medida deve ficar em torno de R$ 4,5 bilhões. Além disso, para manter o pagamento de um 13.º salário em 2020, serão necessários outros R$ 2,5 bilhões. Segundo Terra, o governo procura espaço fiscal no Orçamento para bancar as mudanças.

O assunto está sendo discutido com a equipe econômica, que tem apontado restrição à ampliação maior de recursos pela falta de espaço no Orçamento. “Botaria R$ 20 bilhões, mas não podemos perder a responsabilidade com o ajuste fiscal. Temos de garantir que todo esse processo de sucesso na economia prossiga.”

Alternativas

Uma das possíveis fontes de recursos é um aperto nas políticas de fiscalização dos próprios programas sociais.

Em 2019, o governo conseguiu poupar R$ 1,4 bilhão com o combate a fraudes no pagamento do Bolsa Família.

Um pente-fino na concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, também está nos planos do governo e poderá ajudar a compensar a ampliação das despesas com o programa social. A transferência de receitas do petróleo também poderá ser outra fonte de receita para bancar a reestruturação.

Segundo Terra, o governo também quer garantir que o beneficiário mantenha o Bolsa Família, por pelo menos dois anos, depois de encontrar um novo emprego, para fazer a transição de saída do programa.

Quatro perguntas para Osmar Terra

1. De onde virá o dinheiro para a reestruturação?

Vai vir do ajuste que fizermos. A gente tira de um lugar e coloca em outro. Com um pente-fino conseguimos economizar R$ 1,4 bilhão do programa em 2019. Acho que o BPC pode dar uma economia maior e ajudar a compensar.

2. Ainda não teve pente-fino do BPC?

Não. Fizemos um recadastramento, e muita gente não foi se recadastrar. Só com o recadastramento, já tivemos uma economia perto de R$ 2 bilhões. Agora vai ter a perícia do pessoal, ver se quem se apresentou tem condições de trabalhar ou não. Isso depende do INSS.

3. O Ministério da Cidadania quer cruzar dados dos programas com o Imposto de Renda. Como será?

A maneira que a gente tem de localizar aquele funcionário que está fraudando o Bolsa Família no município é ver se ele paga ou não Imposto de Renda. Quem paga IR, não pode estar no Bolsa Família. O projeto de lei que estou discutindo com o presidente é isso.

4. Vai ter reajuste do Bolsa Família em 2020?

O Bolsa vai buscar a garantia do 13.º. O reajuste, a gente não está discutindo ainda. Mas a reformulação vai ser, na prática, um reajuste.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estudo relaciona desnutrição de mães com agravamento dos efeitos do vírus da zika na malformação de fetos

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A desnutrição de mulheres grávidas estaria diretamente relacionada ao aumento dos casos de microcefalia pelo vírus da zika. Um estudo publicado na sexta-feira (10) pela revista “Sciences Advances” mostrou que uma alimentação pobre em proteínas aumenta os riscos de infecção nas mães o que pode provocar a malformação dos fetos.

Cientistas brasileiros e ingleses defenderam que os casos de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus da zika (CZS, da sigla em inglês) estão ligados a fatores ambientais e de estilo de vida. O estudo foi feito em conjunto por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Patrícia Gaez, pesquisadora da UFRJ e uma das autoras do estudo, disse ao G1 que durante o surto de 2015, 40% das mães que deram a luz a crianças com microcefalia associada ao zika tinham algum tipo de restrição proteica.

A CZS, engloba uma série de malformações associadas com a zika que podem se manifestar durante a gestação. Entre elas estão as alterações cerebrais (microcefalia e lisencefalia), problemas na retina e aumento dos ventrículos cardíacos.

A zika é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue.

Aedes aegypti possui coloração escura e listras brancas pelo corpo — Foto: Pixabay

Casos se concentram no Nordeste

O Brasil foi apontado pelos pesquisadores como um dos países mais afetados pelo zika. A maior parte dos casos – cerca de 75% – esteve concentrada na região Nordeste.

“A infecção congênita pelo zika pode ser piorada por fatores ambientais, principalmente uma dieta pobre em proteínas”, disse em nota o professor da Universidade de Oxford Zoltán Molnár, um dos autores do estudo.

Os cientistas explicaram que a dieta das comunidades mais pobres do país, baseada no alto consumo de carboidratos e baixo consumo de proteínas teve um papel definitivo no agravamento dos efeitos da síndrome.

Já a pesquisadora brasileira explicou que a comunidade científica conhecia a relação entre desnutrição e enfraquecimento do sistema imunológico.

“Quando tem uma dieta de restrição proteica, o indivíduo fica mais suscetível a infecções”, disse Garcez. “E essa foi uma das nossas hipóteses para explicar porque teve mais casos de microcefalia nas regiões com menos IDH. A alimentação é um co-fator relevante.”

Mesmo resultado em cobaias

O estudo replicou os efeitos da infecção em camundongos que receberam uma dieta pobre em proteínas. Os pesquisadores observaram que os sinais da doença, já registrados em humanos, também foram identificados nas cobaias.

As fêmeas de camundongo com uma alimentação não balanceada tiveram infecções mais persistentes que as com uma dieta mais saudável. Entretanto, o cientista alertou que apenas comer bem não é suficiente para evitar a doença.

“Melhorar a dieta por si só não protege contra infecções pelo zika”, explicou Molnár. “Mas pode determinar a gravidade da infecção.”

A pesquisadora da UFRJ alertou também para a prevenção. Garcez defendeu a importância de evitar a proliferação do mosquito, vetor da doença.

O estudo ponderou que ainda é cedo para realizar experimentos clínicos em humanos, mas defendeu que o padrão identificado nos camundongos já seria suficiente para apontar um caminho no desenvolvimento de tratamentos para a infecção.

MP-GO faz nova denúncia contra João de Deus por estupros cometidos com a ajuda de guias de turismo

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou João de Deus, pela 12ª vez, por crimes sexuais durante atendimentos espirituais em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal. Desta vez, dois guias de excursão também foram responsabilizados por estupros cometidos contra duas turistas do Rio Grande do Sul.

“Os guias eram coniventes e atuavam energicamente para que elas não interrompessem o ‘tratamento’. Chegavam a dizer que eles também já tinham passado por este processo de ‘cura’, mas que era praticado por outro homem e não João Faria”, relata a promotora de Justiça Renata Caroliny Ribeiro e Silva.

João de Deus está preso há mais de 1 ano e nega ter cometido os crimes. O advogado de João de Deus, Anderson Van Gualberto, disse que a defesa ainda não foi intimada sobre esta nova denúncia, mas que, “de antemão, caso está denúncia tenha sido desenhada com os mesmos contornos das anteriores, não terá melhor sorte nos tribunais superiores, pois o MP vem fazendo verdadeiro malabarismo jurídico para tentar prevalecer a qualquer custo as imputações criminais inverídicas”.

A 12ª denúncia foi feita ao Poder Judiciário no dia 26 de dezembro, mas divulgada apenas nesta segunda-feira (13). A juíza Rosângela Rodrigues afirmou que recebeu o documento, mas, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o caso, pois corre segredo de Justiça.

Vítimas do Rio Grande do Sul

A investigação apontou que os abusos citados na denúncia aconteceram ente janeiro de 2009 e janeiro de 2011. As vítimas tinham, à época, entre 20 e 28 anos.

De acordo com a promotora, os guias denunciados tinham um relação próxima a elas e trabalhavam com excursões de fiéis do Rio Grande do Sul para Abadiânia. As viagens aconteciam mensalmente.

A denúncia diz que, durante as excursões, as vítimas reportavam aos guias os abusos que aconteciam dentro da casa Dom Inácio de Loyola. Porém, eram orientadas de que tudo fazia parte do tratamento espiritual.

“Eles diziam que as ejaculações poderiam ser muito mais fortes que centenas de cirurgias espirituais que essas vítimas poderiam realizar”, disse a promotora.

Força-tarefa do MP oferece 12º denúncia contra João de Deus — Foto: Guilherme Rodrigues/TV Anhanguera

De acordo com Renata, com esta denúncia, o MP-GO abre uma nova etapa de apurações que pretende chegar a uma rede de proteção ligada a João de Deus.

“Nós estamos indo além da responsabilização criminal do João Teixeira de Faria. Nós percebemos que essa rede de proteção atuava energicamente, não só no sentido de serem coniventes, mas também atuavam para que essas vítimas não procurassem a Justiça. Persuadindo-as no sentindo de continuarem com a garantia de cura e limpeza espiritual”, relata a promotora.

Processos na Justiça

Desde quando as denúncias vieram à tona, em dezembro de 2018, o MP-GO já recebeu cerca de 320 denúncias de mulheres que se dizem vítimas de João de Deus. Destas, 194 formalizaram o processo junto ao órgão e 147 já foram remetidas ao poder judiciário até esta segunda-feira.

Ao todo, ele já foi denunciado 14 vezes pelo Ministério Público, sendo 12 delas por crimes sexuais. Veja a situação de cada uma:

  • Dez por crimes sexuais: sendo uma delas com condenação por quatro abusos. As demais aguardam a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por crimes sexuais e falsidade ideológica: aguardando sentença;
  • Uma por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: está aguardando a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por posse ilegal de armas de fogo e munição em Abadiânia: João de Deus foi condenado a quatro anos no regime semiaberto e teve a prisão revogada. A esposa dele, Ana Keyla Teixeira também era ré no processo, mas foi absolvida;
  • Uma por apreensão de documentos, armas de fogo e munição, em Anápolis: não teve o andamento informado pelo Tribunal de Justiça.

Cantor Victor Chaves, ex dupla com Léo, é condenado por agredir a mulher em BH

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O cantor Victor Chaves, que fazia dupla com Léo, foi condenado em primeira instância na acusação de agressão contra a mulher dele, em Belo Horizonte. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma pena foi fixada no dia 29 de novembro, estabelecendo o cumprimento de 18 dias de prisão em regime aberto. O cantor recorreu da decisão na última quinta-feira (9), e o caso foi enviado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Victor se tornou réu em 2017, depois de ser indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por vias de fato, uma contravenção penal contra a mulher. Na época, Poliana Bagatini Chaves estava grávida do segundo filho do casal.

Segundo o boletim de ocorrência, ela disse que foi agredida pelo marido por motivos fúteis, que foi jogada no chão e que recebeu vários chutes, em fevereiro daquele ano, em um prédio no bairro Luxemburgo, na Região Centro-Sul da capital.

Na tarde desta segunda-feira (13), o G1 tentou contato com a defesa do artista, mas, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.

Ainda segundo o TJMG, o cantor também foi condenado a pagar R$ 20 mil à vítima, “como indenização em decorrência dos danos morais causados”, além de ter que arcar com os custos processuais. Foi estabelecido o benefício de so surcis, que é a suspensão condicional da pena, pelo prazo de dois anos.

Em fevereiro do ano passado, o cantor fez uma sátira citando a acusação de agressão, em um vídeo publicado na internet.

O MPMG informou ao G1 que não vai se manifestar sobre o processo, que corre em segredo de Justiça.

Polícia encontra presença de dietilenoglicol em um dos tanques da Backer em BH

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A Polícia Civil disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (13) que a substância dietilenoglicol foi encontrada em um dos tanques da cervejaria Backer, em Belo Horizonte. A polícia apura a relação entre a substância e a síndrome nefroneural que afetou 11 pessoas em Minas Gerais.

O dietilenoglicol é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática e pode levar à morte em caso de ingestão. A substância foi encontrada inicialmente em dois lotes da cerveja Belorizontina, segundo um laudo da Polícia Civil divulgado na quinta-feira (9). Depois, foi identificada no sangue de quatro vítimas internadas.

A empresa nega que usa a substância no processo de fabricação. No mesmo tanque foi encontrada a presença de outra substância que não deveria estar na cerveja, o monoetilenoglicol, usado pela Backer como anticongelante de serpentinas. Porém, não deveria estar presente na cerveja.

De acordo com a Polícia Civil, o tanque analisado é o de armazenamento de fluído anticongelante, ou refrigerante.

“Ele tem um tanque onde se coloca o líquido refrigerante e este líquido circula pelos outros tanques da empresa, em tese sem contato com a cerveja, para poder refrigerar os tanques onde se encontram a cervejas. Já teve uma perícia técnica do setor de engenharia da Polícia Civil. […] Mas já foi coletada amostra do tanque de chiler, que é o que faz rodar o líquido refrigerante pelos outros tanques da cerveja. E no tanque de chiler a amostra evidenciou positividade para tanto para mono quanto para dietilenoglicol”, afirmou o delegado Thalles Bittencourt.

G1 ainda aguarda posicionamento da empresa em relação à coletiva desta segunda.

Ainda segundo a polícia, as amostras recolhidas na fábrica foram levadas para Brasília, para a realização de estudo de carbonatação, que avalia se houve violação da embalagem. O resultado, de acordo com a polícia, deu negativo.

De acordo com o superintendente da Polícia Técnico Científica da Polícia Civil, Tales Bittencourt, a contaminação por dietilenoglicol pode ser letal com a dosagem entre 0,014mg por quilo a 0,17 mg por quilo.

“Isso significa que a dose letal para um homem de 70 quilos pode ser entre 1 grama a 12 gramas.”

Mais um lote contaminado

Lote L2 1354, da cerveja Belorizontina, é analisado pela Polícia Civil. — Foto: Flávia Lages/ TV Globo

A Polícia Civil confirmou que mais um lote da cerveja Belorizontina, da Backer, está contaminado por dietilenoglicol e monoetilenoglicol. Trata-se do L2 1354, segundo o delegado Flávio Grossi.

“É importante ressaltar a existência de mais este lote, que não era de conhecimento. E ao contrário do que imaginávamos, o lote não estava concentrado só no Buritis”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, este é o terceiro lote analisado. Mas, segundo a fabricante, os dois primeiros itens, L1 e L2, pertencem um único lote, 1348.

A corporação investiga se um ex-funcionário participou de suposta sabotagem na contaminação da cerveja. No fim do ano passado, um supervisor da cervejaria chegou a registrar boletim de ocorrência de contra o ex-trabalhador, que o ameaçou.

“Não posso afirmar se foi sabotagem ou se foi erro.”, disse Flávio Grossi Delegado titular do inquérito na coletiva.

Até agora, a Polícia Civil confirmou onze casos da chamada síndrome nefroneural. Um deles morreu em Juiz de Fora, onde estava internado, na semana passada. Além dos pacientes internados em Belo Horizonte, há um em São Lourenço e outro em Viçosa.

Ônibus não circulam pelo 3° dia em Porto Velho devido à greve no transporte coletivo

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A greve dos motoristas do transporte público entrou no terceiro dia em Porto Velho nesta segunda-feira (13). A paralisação total dos ônibus teve início no último sábado (11) e ocorre devido ao atraso salarial e diversos benefícios devidos aos trabalhadores.

A Secretaria Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transporte (Semtran) afirmou que está em reunião com o consórcio e os funcionários na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano de Rondônia (Sitetuperon) para tentar uma solução.

Ainda de acordo com a secretaria, o presidente do sindicato não compareceu à conciliação.

Segundo o Sitetuperon, os funcionários estão solicitando que a empresa pague o 13°salário, cesta básica, férias e vários outros benefícios, além do salário de janeiro, que está atrasado desde o dia 6.

O Consórcio SIM confirmou os atrasos e comunicou, em nota, que não tem recursos para pagar os funcionários pela diminuição de passageiros pagantes.

Afirmou ainda que apresentou propostas de pagamentos ao sindicato da categoria e que “não há motivo para a realização dessa paralisação”.

Colaborou: Vitória Gomes*

Beneficiários do programa ‘Nutri Vidas’ são chamados para recadastramento em Vilhena, RO

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Os beneficiários do programa “Nutri Vidas”, em Vilhena (RO) no Cone Sul do estado, devem realizar o recadastramento junto a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) até o dia 22 de janeiro. Os atendimentos começaram nesta segunda-feira (13). Quem não atualizar os dados terá o benefício suspenso.

Segundo a prefeitura de Vilhena, o programa social entrega 499 litros de leite por dia para crianças em situação de vulnerabilidade, e conta com nove pontos de distribuição.

Para organizar o recadastramento, a Semas definiu um dia para receber os beneficiários de cada ponto (veja calendário abaixo).

Os atendimentos acontecem das 13h às 17h, no prédio da Semas, localizado na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, esquina com a avenida Juraci Correia Müller, no bairro Jardim Eldorado.

Calendário de Recadastramento

DiaGrupo a ser atendido na Semas
Segunda-feira (13)Quem recebe leite na Igreja Católica
Terça-feira (14)Quem recebe leite no projeto Roda Moinho
Quarta-feira (15)Quem recebe leite no ponto 1 do bairro Cristo Rei
Quinta-feira (16)Quem recebe leite no ponto 2 do bairro Cristo Rei
Sexta-feira (17)Quem recebe leite no Setor 19
Segunda-feira (20)Quem recebe leite no bairro União
Terça-feira (21)Quem recebe leite no bairro São José
Quarta-feira (22)Quem recebe leite no Setor 13

Transplante de rins e córneas avançam na saúde pública de Rondônia em 2019

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Em 2019, foram realizados em Rondônia 109 transplantes de rins e córneas. Os  procedimentos são coordenados e executados pela Central Estadual de Transplantes e a parte hospitalar (internações e cirurgias) acontece no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HBAP), em Porto Velho.

Dos 109 transplantes, 18 foram de rins, um percentual maior do que em 2018, que foram 12 transplantes renais.

Desde que foi iniciado o procedimento no Estado, já foram realizados 96 transplantes deste tipo de órgão, mas a equipe acompanha outros 215 pacientes que foram transplantados em outros estados e que residem em Rondônia. Atualmente, 117 pacientes estão em lista (esperando órgãos).

De acordo com a coordenadora da Central de Transplante, Edcléia Gonçalves, o aumento no número de doadores de rins foi positivo, porém poderia ser maior se a recusa por parte das famílias não fosse tão grande ainda. Para  superar o número de recusa de doações, as equipes atuam 24 horas conscientizando as famílias, o que refletiu no aumento de doações.

“Todos os pacientes que necessitam do transplante entram automaticamente no sistema depois de avaliados pela equipe e são inscritos em lista tanto córneas como de rins. Então começa ser acompanhado até ser contemplado por um órgão ou tecido”, explicou a coordenadora.

O transplante de córnea é o mais realizado, pois, além de ser um tecido muito resistente, ele pode ser armazenado por até 14 dias após a doação, facilitando o trabalho da equipe chamada de Organização para Procura de Órgãos (OPO) e a Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), são profissionais que realizam a busca ativa de doadores de órgãos na Capital e no interior do Estado.

“Em 2019 foram 91 transplantes de córneas, porém em 2018 foram 123, nós percebemos que isso se deve ao número de notificação de um potencial doador que diminuiu, mas desde que iniciou já foram transplantadas 506 córneas”, explica a coordenadora.

Durante um transplante, aproximadamente 10 pessoas participam da cirurgia. Os pacientes transplantados recebem acompanhamento antes, durante e depois da cirurgia, pois a recuperação é considerada de fundamental importância para o sucesso do transplante.

Os principais critérios que definem a escolha do paciente são tempo de espera e urgência. A lista é gerenciada pela Central de Transplantes. Nem o doador, nem a família podem escolher para quem vão os órgãos.

Rondônia também faz a intermediação para transplantes de coração, fígado, médula, pâncreas, pulmão e rins. Cerca de 540 processos foram intermediados através da Central.

As cirurgias de captação são realizadas no próprio Hospital de Base e os doadores são viabilizados nas cidades de Porto Velho, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena.

MUDANÇAS

No mês de dezembro, devido à necessidade de reorganização de fluxo de exames, o serviço de pós-transplante renal sofreu uma paralisação temporária. Para que fosse corrigido, houve uma mudança de fluxo na realização dos exames de biopsias para transplante renal. As demais solicitações para o bom andamento do serviço também já estão sendo solucionadas para o retorno dos exames.

Os exames de histocompatibilidade (doador/receptor) continuam e os atendimentos ambulatoriais também prosseguem na Policlínica Oswaldo Cruz para os transplantados renais.

Rondônia deve produzir 1,2 milhões de toneladas de soja na safra 2019/2020

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O governo do Estado projeta que a produção de soja, em Rondônia, deve chegar a 1,2 milhões de toneladas na safra 2019/2020. O anúncio foi feita no sábado (11), durante o Circuito Tecnológico Amaggi, realizado na Fazenda São Paulo – Grupo Céu Azul, no município de Cujubim, pelo vice-governador e governador em exercício, José Jodan.

Apesar de ser um estado novo, com 38 anos, hoje Rondônia se destaca na produção de soja na região Norte, pois está em constante desenvolvimento. O escoamento dos grãos é realizado através da hidrovia do Madeira, em Porto Velho. Os grãos são levados até o município de Itacoatiara, no estado do Amazonas.

“Cada ano que passa nós estamos melhorando a produção de soja. O nosso Estado é privilegiado com os nossos portos, com as condições do nosso ciclo chuvoso, considerado muito correto, e com nossas terras boas, além das capacitações dos nossos produtores que vêm investindo diariamente para melhorar a produção”, disse Jordan.

Rondônia contém em torno de 24 milhões de hectares, desses 33% são áreas antropizadas e os restantes ainda são matas nativas protegidas por governos estaduais, federais, áreas indígenas, reservas legais e particulares.

De acordo com o secretário da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, a soja, como área de principal cultura do estado, cresce por ano em torno de 20%.  “Rondônia tem um potencial muito grande. Neste ano, na safra de 2019/2020, nós devemos passar de 400 mil hectares, podendo chegar a produção de 1,2 milhões de toneladas”, explicou. Padovani ainda informou que nos próximos cinco anos, Rondônia pode chegar a 1 milhão de hectares na área de produção de soja.

O Estado já mostrou que é possível produzir e conservar. Hoje tem um grande percentual de matas preservadas e uma produção com sustentabilidade significativa. O avanço da soja em Rondônia se dá, principalmente, em cima de áreas degradadas de pastagens abertas há 40 anos e que hoje estão sendo efetuados os trabalhos de Integração, Lavoura e Pecuária (ILP), já que Rondônia tem o 6º maior rebanho do Brasil, com mais de 14 milhões de cabeças de bovino e 7 milhões de hectares ocupado pela pecuária.

Padovani ainda ressalta que a soja entra recuperando essas áreas degradadas com sustentabilidade. “A soja não está entrando em novas áreas, não está promovendo o desmatamento, ao contrário, nós estamos recuperando áreas que estavam sem produtividade, principalmente na pecuária e voltando ela a ser altamente produtiva. Então a integração, lavoura e pecuária é o que está sendo trabalhado fortemente aqui no estado de Rondônia”, relatou.

CIRCUITO TECNOLÓGICO

O evento Circuito Tecnológico também ofereceu aos produtores rurais, técnicos e estudantes um dia de campo recheado com novidades do setor.

Os participantes puderam conhecer as novas tecnologias disponíveis para aumentar a produção da soja. Os técnicos também apresentaram aos participantes temas voltado aos cuidados de adubação, boas práticas de aplicação de defensivos agrícolas, sustentabilidade e cuidado do com o meio ambiente para o plantio e colheita da soja.

“Nossos produtores são muitos passíveis à aceitação dessas novas tecnologias e orientação.  O governo do Estado vem realizando esse trabalho junto com a Emater/RO e Idaron/RO para ajudar nossos produtores. O mercado nacional e o mercado internacional estão muito exigentes e nós precisamos cuidar da certificação de nossas propriedades e produzir com sustentabilidade”, finalizou o secretário, Evandro Padovani.

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