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quinta-feira, julho 9, 2026
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Anvisa libera registro e comercialização de remédios à base de maconha

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta terça-feira, 3, por unanimidade, a regulamentação do registro e da venda de medicamentos à base da maconha em farmácias e drogarias no Brasil. A norma entrará em vigor em 90 dias e, segundo a agência, deve melhorar a vida de milhões de pacientes que dependem de medicamentos a base de cannabis.

Os diretores da Anvisa iniciaram, ainda pela manhã, uma segunda votação, que discute a liberação do plantio da maconha no território Brasileiro para uso medicinal.

A decisão da Anvisa cria uma nova classe de produtos no mercado de medicamentos do Brasil: a de produtos à base de cannabis, termo que vem sendo utilizado internacionalmente. O proposta aprovada enumera os requisitos necessários para a regularização dos medicamentos à base de maconha no País, estabelecendo parâmetros de qualidade.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RCD) deverá passar por uma reavaliação em até três anos. Segundo a proposta aprovada pela agência, as empresas não devem abandonar as pesquisas de comprovação de eficácia e segurança das formulações, uma vez que as propostas para produtos à base de cannabis se assemelham aos procedimentos dos medicamentos tradicionais.

O regulamento agora aprovado exige que a empresa interessada em fabricar medicamentos à base de maconha tenha autorizações de funcionamento específicas, além de certificado de boas práticas de fabricação emitido pela Anvisa.

A proposta aprovada prevê que os medicamentos à base de cannabis devem ser vendidos exclusivamente em farmácias ou drogarias (mediante a apresentação de receita médica). Os fabricantes que optarem por importar o substrato da cannabis para fabricação do produto deverão, segundo a Anvisa, realizar a importação da matéria prima semielaborada. Ou seja, a empresa não pode importar a planta ou parte dela.

 

JUNTOS POR UM SONHO | Prefeitura inicia campanha de arrecadação de tênis e chuteiras

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A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semes), está realizando mais uma edição da campanha “Juntos por um sonho”. A meta é alcançar 1.000 pares de tênis e chuteiras a serem entregues durante o Natal das Chuteiras, no dia 20 de dezembro, no Ginásio Eduardo Lima e Silva (Dudu).

Os pares de tênis e chuteiras serão destinados aos atletas matriculados nas escolinhas de iniciação esportiva do Programa “Talentos do Futuro” nas modalidades de basquete, voleibol, futsal e futebol de campo. Os pontos de coleta são: sede da Semes – avenida Carlos Gomes, n°2776; site Rondoniagora – avenida Guaporé, 4248; Primme Conveniência – rua Engenheiro Anysio da Rocha Compasso (Estrada da Penal), 6040; Amarok Materiais Elétricos – rua Almirante Barroso, 2042 e Uninter – avenida Rio Madeira, 3661.

Criado em 2017 e incluído no Plano Plurianual da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Porto Velho (Semes), o Programa “Talentos do Futuro” atende crianças e jovens na faixa etária de 04 a 17 anos nas escolinhas de iniciação esportiva de 09 (nove) modalidades olímpicas e a capoeira.

No ano de 2019 foram atendidas 1.360 matrículas com acompanhamento de professores de educação física, técnicos, assistentes sociais e psicólogo. Os alunos atendidos pelo programa recebem equipamentos individuais e coletivos para os treinos, coletes, uniformes completos e complementação alimentar. Entretanto, diversas crianças e adolescentes participantes do Programa não tem condições financeiras para comprar tênis ou chuteiras, motivando a criação da campanha em 2017.

Leilão da Idaron arrecada mais de R$ 140 mil para investimento em melhorias

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A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron) arrecadou mais de R$ 140 mil com o leilão de 108 lotes de bens móveis, que incluíram carros de passeio, caminhonetes, motocicletas, barcos, carreta de puxar barco e motor estacionário (gerador elétrico). O leilão aconteceu na última quinta-feira (28), no almoxarifado da Agência, em Porto Velho.

Alguns dos lotes foram arrematados com valores 300% superior ao lance inicial. Muitos dos bens vendidos foram avaliados pelo Detran e considerados sucatas, mas também houve veículos em condição de recuperação e uso.

O valor arrecadado será convertido em investimento para o aparelhamento das unidade locais da Agência. “Uma boa parte dos lotes eram sucatas, outros bens eram inservíveis para uso ou de difícil reparação, que oneraria o Governo se fosse tentada uma recuperação. Com a venda desses bens, além de arrecadar, a Idaron desonerou o patrimônio e ainda conseguiu espaço no pátio do almoxarifado”, explicou o presidente da comissão do leilão, Geferson Orlei Schock Lugtemberg..

Respeitando o edital do leilão, as sucatas foram vendidas apenas a empresas que possuem CNPJ no ramo de comércio de peças usadas ou sucatas, uma vez que só serão para aproveitamento de peças. O leilão foi presencial e contou com a participação de pessoas físicas e jurídicas da capital, do interior e de outros estados. A previsão é que mais de mil lotes sejam postos à venda em um próximo leilão que deve acontecer em março de 2020.

Comissão promove debate sobre cannabis medicinal e a perspectiva do mercado

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Foram convidados:
– o ex-diretor da Anvisa e especialista em regulação sanitária e economia da saúde Ivo Bucaresky;
– a fundadora e diretora-executiva da empresa Indeov, Camila Teixeira;
– o diretor-executivo da empresa VerdeMed, José Bacelar;
– a fundadora e diretora-executiva da plataforma Dr. Cannabis, Viviane Sedola; e
– o diretor-presidente do laboratório Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni.

O deputado Luciano Ducci (PSB-PR), um dos que pediu a realização do debate, lembra que a Anvisa tem cadastrados, desde 2015, 7.786 pacientes e 12.918 pedidos de importação de medicamentos à base de cannabis. “Ano a ano, a agência registra aumento no número de pedidos, o que demonstra que o interesse e a prescrição destes medicamentos também estão em alta”, diz ele, apontando que o problema está no alto preço desses remédios importados.

Também solicitaram a realização da audiência pública os deputados Alexandre Padilha (PT-SP), Marcelo Calero (Cidadania-RJ) e Bacelar (Pode-BA).

O evento será realizado às 14 horas, no plenário 9, e será transmitido pela internet.

Ministério Público de Rondônia deflagra Operação “BOI GORDO”

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O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Civil, deflagrou na manhã desta terça-feira (3/12), a Operação denominada “BOI GORDO”, destinada a investigar esquema de organização criminosa, envolvendo a prática de crimes contra a administração pública, a exemplo de crimes de corrupção, ativa e passiva, falsidades ideológica e documental, dentre outros, em desfavor do Erário Estadual.

Por meio de conteúdo probatório aportado junto ao Ministério Público Estadual, revelou-se estrutura criminosa no Estado, envolvendo empresários do ramo de Frigoríficos e servidores públicos, a qual, durante anos, impediu fiscalizações do ICMS, e, assim, possibilitou a sonegação expressiva deste imposto, mediante pagamento de milhões de reais à título de propina.

Estão sendo cumpridos medidas de busca e apreensão nos Municípios de Ariquemes e Porto Velho.

Pisa: Brasil tem leve melhora em prova mundial, mas 4 em 10 alunos não aprendem o básico

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O Brasil teve uma leve melhora nas pontuações de leitura, matemática e ciências no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), mas apenas dois a cada 100 estudantes atingiram os melhores desempenhos em pelo menos uma das disciplinas avaliadas. Os resultados da avaliação, que é referência mundial, foram divulgados hoje (3), pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Pisa 2018 foi aplicado em 79 países e regiões a 600 mil estudantes de 15 anos. No Brasil, cerca de 10,7 mil estudantes de 638 escolas fizeram as provas. O país obteve, em média, 413 pontos em leitura, 384 pontos em matemática e 404 pontos em ciências. Na última avaliação, aplicada em 2015, o Brasil obteve, 407 em leitura, 377 em matemática  e 401 em ciências.

As pontuações obtidas pelos estudantes colocam o Brasil no nível 2 em leitura, no nível 1 em matemática e também no nível 1 em ciências, em uma escala que vai até 6. Pelos critérios da OCDE, o nível 2 é considerado o mínimo adequado. Ao todo, quase metade, 43,2% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 nas três disciplinas avaliadas. Na outra ponta, apenas 2,5% ficaram nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma das disciplinas.

O Brasil ficou abaixo das médias dos países da OCDE. Em leitura, os 37 países membros do grupo, composto por exemplo, por Canadá, Finlândia, Japão e Chile, obtiveram 487 pontos em leitura, 489, em matemática e 489, em ciências. Como na avaliação 35 pontos equivalem a um ano de estudos, o Brasil está a pouco mais de dois anos atrás desses países.  Na OCDE, 15,7% dos estudantes estão nos níveis 5 e 6 em pelo menos uma disciplina e 13,4% estão abaixo no nível 2.

O desempenho na avaliação posicionou o Brasil no 57ª lugar entre os 77 países e regiões com notas disponíveis em leitura, na 70ª posição em matemática e na 64º posição em ciências, junto com Peru e Argentina, em um ranking com 78 países. China e Singapura lideram os rankings das três disciplinas. O Brasil, nos três fica atrás de países latino americanos como Costa Rica, Chile e México. Supera, no entanto, Colômbia e Peru em leitura e a Argentina em leitura e matemática.

Apesar de participar do relatório, os resultados do Vietnã não são comparáveis, de acordo com a OCDE e, por isso não fazem parte do ranking, e a Espanha não teve os resultados de leitura divulgados.

Leitura

O Pisa é aplicado a cada três anos e, a cada edição, a ênfase é em uma das disciplinas. Nessa edição, o foco é em leitura. Em 2009, último ano, em que o foco foi em leitura, o Brasil obteve 412 pontos. De acordo com a OCDE, o Brasil não apresentou grandes saltos desde esse ano. “Depois de 2009, na matemática, assim como na leitura e na ciência, o desempenho médio pareceu flutuar em torno de uma tendência estável”, diz o relatório.

No Brasil, metade dos estudantes obteve pelo menos o nível 2 em leitura. Isso significa que esses estudantes são capazes de identificar a ideia principal de um texto de tamanho moderado e que podem refletir sobre o objetivo e a forma dos textos quando recebem instruções explícitas. Entre os países da OCDE, em média, 77% dos estudantes obtiveram esse desempenho.

Já os estudantes que obtiveram as melhores notas em leitura, que no Brasil representam apenas 2%, são capazes de compreender textos longos, lidar com conceitos abstratos e estabelecer distinções entre fato e opinião, com base em pistas implícitas relativas ao conteúdo ou fonte das informações. Entre os países da OCDE, 9% dos estudantes estão nos melhores níveis.

Matemática e ciências

Após queda na última avaliação, em 2015, a nota dos estudantes brasileiros em matemática voltou a crescer, mas apenas um a cada três estudantes, 32%, teve o desempenho mínimo – nível 2 ou superior. Entre os países da OCDE, três a cada quatro estudantes, 76%, obtiveram esse resultado.

Apenas 1% dos brasileiros está no nível 5 ou 6 em matemática. A média da OCDE é 11%. Esses alunos podem resolver situações complexas matematicamente.

Em ciências 45% dos estudantes brasileiros estão pelo menos no nível 2 e 1% está entre os melhores. Entre os países da OCDE, essas porcentagens são respectivamente, 78% e 7%.

Desigualdade

De acordo com a OCDE, o nível socioeconômico dos estudantes teve impacto no desempenho nas provas. No Brasil, a diferença de desempenho entre aqueles com nível socioeconômico alto e aqueles com nível baixo, foi de 97 pontos em leitura, o que equivale a quase três anos de estudo. Essa diferença superou a média da OCDE, que é de 89 pontos.

Público terá árvore com 30 metros e presépio ao vivo na noite de 5 de dezembro, em frente ao Palácio Rio Madeira

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Nesta quinta-feira (5), às 18h30, nas escadarias do Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, o Governo de Rondônia abre oficialmente as comemorações natalinas com a solenidade do Natal de Luz.

Após a recepção musical aos convidados, luzes se acenderão na sede do Poder Executivo. Um padre e um pastor apresentarão a liturgia e, em seguida, o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, falará aos presentes.

O Natal de Luz de 2019 foi programado pelo Núcleo de Publicidade da Superintendência de Gestão de Gastos Públicos Administrativos (Sugesp), segundo informou Marcela Alves.

Novidades deste ano: no meio da praça haverá uma passarela com túnel iluminado, medindo 24 metros de comprimento, e sobre ele, uma bola de 6 metros de diâmetro.

Além da iluminação em si, será instalada uma árvore de 30 metros de altura em frente à Torre Pacaás Novos. O Papai Noel no trem ficará no Prédio Rio Cautário, e o presépio no prédio Rio Jamari, segundo o coordenador do Núcleo Administrativo da Sugesp, Fábio Bentos.

Às 19h se apresentarão o Coral Canto Livre, do Ministério Público do Estado de Rondônia, e o Coral Vozes do Madeira, do Tribunal de Justiça. Às 19h15, o Coral de Libras apresentará em linguagem de sinais o Pai Nosso. Às 19h20 o Coral Iperon entoará A Paz e Natal todo dia. Às 19h25, o grupo teatral da Associação São Tiago Maior apresentará o Nascimento do Menino Jesus, com presépio ao vivo. Às 19h35 se apresentará o Coral da Igreja Batista e, às 19h45 chega o Papai Noel. A festa termina às 20h. As pessoas poderão fazer fotos com o Papai Noel.

Detran Rondônia informa que Placa de Identificação Veicular passou a valer no Estado

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Conforme determinação da Resolução nº 780 de 2019 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) Rondônia implantou a Placa de Identificação Veicular (PIV) – novo sistema padrão Mercosul. O novo sistema entrou em vigor nesta segunda-feira (2) a partir das 10h em todas as unidades da autarquia no Estado. O primeiro veículo que foi emplacado em Rondônia com a nova Placa de Identificação Veicular foi um Cívic na cidade de Porto Velho.

O diretor geral do Detran, coronel Neil Aldrin Faria Gonzaga, e a diretora Técnica de Veículos, Maria Aparecida Izidro dos Santos acompanharam o emplacamento do primeiro veículo com o novo sistema e tudo funcionou perfeitamente dentro da normalidade, “em seguida o sistema foi liberado para todas as unidades do Detran no estado”, disse o diretor geral.

O coronel Neil Gonzaga explicou que a conversão para o novo modelo de placa segue um ritmo normal, sendo o primeiro emplacamento, quando a pessoa compra um carro novo, o veículo já sai da concessionária com o novo modelo de placa; os automóveis que precisam trocar as chapas em decorrência da mudança de categoria (exemplo – veículo de passeio que passará a ser utilizado como táxi), transferência de município ou estado e nos casos de furto, extravio, roubo ou dano da placa ou quando a pessoa quiser aderir ao novo modelo por livre e espontânea vontade.

Conforme a Resolução, a fabricação da nova placa passa a ser controlada por um sistema informatizado nacional, criado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). As novas placas vêm com um QR Code que possibilitará o rastreamento do veículo e os agentes de trânsito, por meio de um aplicativo de fiscalização, terão acesso às informações.

Natal de Luz: Programação Natalina começa no próximo sábado 7

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Além de uma das decorações mais atrativas de Rondônia, o município de Jaru também terá uma extensa programação para celebrar o período natalino.

A tradicional cantata de natal, realizada pela prefeitura em parceria com a Associação Amigos  de Jaru, começa no próximo sábado (07) com a apresentação das escolas de educação infantil e do Coral Vozes de Jaru (exclusivo de servidores da prefeitura).

As apresentações seguem no dia 14 com os alunos de ensino fundamental.  Já no dia 20, está programado para a igreja católica, e no dia 21, para as igrejas evangélicas.

E para encerrar a programação, no dia 22, se apresentará a orquestra Fontinele de Ji-Paraná.

É importante ressaltar que em todos os dias, o evento inicia-se sempre às 19h.

CPI da Energisa em Rolim de Moura recebe documentos e relatos de consumidores contra a empresa

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa para apurar possíveis irregularidades e práticas abusivas contra os consumidores de energia elétrica, praticadas pela empresa Energisa, realizou na manhã desta segunda-feira (02), no plenário da Câmara Municipal de Rolim de Moura, a sexta audiência pública no interior do Estado, para ouvir as denúncias da população e de entidades.

O vice-presidente da CPI, Ismael Crispin (PSB), conduziu os trabalhos, junto com os deputados Jair Montes (Avante), relator da CPI, Adailton Furia (PSD) e Cirone Deiró (Podemos). O defensor público, Sérgio Muniz, o prefeito de Rolim de Moura, Luizão do Trento (PSDB), o presidente da Câmara de Rolim, Aldo Júlio (MDB), o advogado da Assembleia Legislativa, Artur Ferreira, vereadores e representantes de entidades participaram do evento. A CPI já realizou audiências públicas em Vilhena, Ji-Paraná, Cacoal, Guajará-Mirim e Nova Mamoré.

“Desde o começo do ano, temos indícios de várias irregularidades cometidos pela empresa Energisa. Mas, nesta CPI, precisamos que as pessoas que se sentem prejudicadas, apresentem material que no dê embasamento para levarmos adiante. Nosso maior aliado, são os consumidores. Somo contra os abusos e as ilegalidades cometidos pela empresa e fazemos esse enfrentamento à altura. É pelas pessoas honestas, pelas pessoas de bem, que estamos nessa luta”.

Segundo ele, “a Energisa não tem oferecido qualidade, tem cobrado além daquilo que a Aneel permitiu de aumento, que eu tenho como imoral, mas é legal, embora seja uma afronta. Não dá para pagar que um cidadão que pagava R$ 150 mil, ter que pagar R$ 500. Isso não podemos aceitar e dentro dos fatos sérios e apurados, temos trabalhado para dar uma resposta à altura à população”.

Jair Montes afirmou que “temos uma missão árdua, mas já temos alcançados alguns resultados positivos. Graças a Deus, já temos bons avanços. Uma vitória gigante foi o bloqueio ao novo aumento, o fim de convênios com órgãos públicos, que penalizam o cidadão, além da aprovação de leis que protegem os consumidores. Destaco ainda a parceria da Aneel com a Agero, que vai poder aplicar multa na empresa, em caso de abuso. Essas empresas gigantes, só sentem quando sentem no bolso”.

Ele agradeceu ao presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), pelo apoio para os trabalhos da CPI e disse ainda que “além do preço alto da tarifa, temos ainda a má qualidade no serviço. Somos ‘barriga de aluguel’: temos três usinas e ainda pagamos uma das maiores tarifas de energia do país. Não podemos aceitar mais tantos abusos, tantas ilegalidades. A força do povo é o que nos move e estamos dando voz à população”.

Montes declarou ainda que “a empresa deve mais de R$ 1,7 bilhão e quer pagar apenas R$ 700 milhões. O Governo encaminhou um projeto de renegociação para a Assembleia Legislativa, mas ele foi engavetado. Não vamos dar nenhum desconto, nenhuma moleza para a Energisa, de forma alguma”.

Adailton Furia afirmou que “desde que a empresa Energisa se instalou em nosso Estado, causou prejuízos irreversíveis, causando inclusive desemprego, pois muitas empresas não conseguem pagar as contas de energia e acabam demitindo. A primeira coisa que a Energisa fez, foi se apropriar dos órgãos reguladores, como o Ipem e o Procon, e até da Polícia Civil, através de convênios”.

O parlamentar lamentou ainda que “infelizmente, os conselheiros da Aneel se posicionam contra os interesses da população. Nós não queremos energia de graça, mas pagar o que for justo. Somos trabalhador e ordeiro, mas ninguém é besta. A população está revoltada, pois a empresa, de forma arbitrária, vem massacrando o nosso povo. Por mim, eu gostaria que essa empresa deixasse de atuar em Rondônia, mas não depende de nós”.

Cirone Deiró declarou que “a indignação das pessoas não é somente com a alta conta de energia, mas também com a má qualidade na prestação de serviços. Quando a Energisa comprou a Ceron, por R$ 50 mil, prometia R$ 500 milhões de investimentos nesse ano, o que não foi feito, acarretando prejuízos com a falta de energia.

“Aa leis estão em vigor, mas a Energisa não respeita. Além das leis, a CPI já conseguiu, com a força de toda a sociedade, suspender o novo aumento de energia que estava previsto. Mas, conclamo que as pessoas busquem a Defensoria, busquem a justiça quando se sentirem lesados, pois só judicializando é que conseguiremos dobrar essa empresa”.

Ele defendeu ainda que a OAB possa estar junto, num mutirão de ações e conclamou que a imprensa leve a informação aos consumidores sobre seus direitos, para que as pessoas ingressem na justiça e gerem ações judiciais.

Ismael Crispin retomou a palavra, destacando que “o presidente da Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), esteve presente à reunião da Aneel que iria definir um novo aumento na tarifa, e sua manifestação foi decisiva para evitar um novo reajuste. O caminho é a união da Assembleia Legislativa, com a bancada federal, com as entidades e com a população, visando somar forças para enfrentar essa luta”.

O advogada da Assembleia aproveitou para informar que “na semana passada, o Ministério Público comunicou que vai ajuizar ações, com base no trabalho já realizado pela CPI. A Advocacia da Casa já recomendou a suspensão pelo Governo dos termos de cooperação do Ipem, Procon e da Polícia Civil”.

 

Pronunciamentos 

O prefeito de Rolim de Moura afirmou que “a população esperava a presença da CPI e as pessoas que estão presentes aqui, representam os mais de 60 mil habitantes do município. Vocês percorrendo o Estado todo, estão comprovando a indignação da população, que está cansada dos abusos da Energisa. Produzimos energia e mandamos pro Brasil, mas pagamos uma conta cara e ainda sofremos abusos da concessionária de energia”.

O vereador Dr. Lauro ressalto que “a população está tendo essa oportunidade ter voz, de mostrar a sua indignação contra os abusos cometidos pela Energisa, mas também de trazer suas contas, para de forma comparativa, poder servir como base para o trabalho da CPI”.

Segundo o vereador, “a CPI já rendeu bons frutos, com a aprovação de leis que protegem os consumidores, para evitar que a empresa continue agindo de forma abusiva e sem respeitar o cidadão e as leis em vigor”.

O defensor Sérgio Muniz observou que “existe uma problemática muito grande, no que tange à energia elétrica em Rondônia, já temos alguns elementos, com o trabalho da CPI. A Defensoria está atuando com o seu caminhão ambulante e temos acolhido as demandas da população e fornecendo orientações jurídicas em relação à empresa Energisa. Aqui, estamos no papel de ouvir a população, receber e tentar ajudar no que for juridicamente possível, para cada um dos consumidores”.

O vereador Aldo Júlio (MDB) declarou que a chegada da Energisa prejudicou a toda a população. “Temos muitos abusos, uma falta de respeito com o consumidor. Tem gente que paga a energia e fica sofrendo com a falta de energia constante. Temos empresários que fazem seguidos protocolos, cobrando ações, e nada de soluções para os apagões constantes, com aparelhos queimados e muitos prejuízos. Vou anexar esses documentos à CPI, mostrando a falta de ação da empresa”.

O vereador Uender Nogueira (PSL) agradeceu aos deputados pela ação com a CPI e pediu que a Defensoria Pública e o Ministério Pública seja mais próximo ao cidadão. “Temos aqui problemas como os apagões constantes, cortes de energia, aumento abusivo nas contas. Também alerto que a faltou ação da bancada federal, na legislatura passada, que não esteve atenta. Também cobro que o Governo execute a cobrança à empresa. Se fosse um pequeno, já teria sido executado”.

O vereador Claudinei Fernandes (PSL) também destacou que a ação da CPI tem gerado ações positivas, com a defesa da população. “Além de cara, é muito ruim o serviço: não pode dar um relâmpago, que cai a rede de energia”.

O vereador Chico do Sindicato (PT) disse que “se tivesse sido feita uma audiência pública, antes da venda da antiga Ceron, acredito que a população não teria aceitado. A coisa tá feia para todos. Todos estão com dificuldade de pagar a energia, mas é o mais pobre que sofre mais, tendo que escolher entre comprar comida, remédios e pagar o aluguel, por exemplo, ou pagar a energia”.

O vereador Alisson Ferreira (PSDB) ressaltou que a CPI está fazendo bem o seu papel, ouvindo a população. “O consumidor reclama contra o valor alto da energia, mas também pelas quedas constantes de fornecimento de eletricidade”.

Já o vereador Enio Reinicke (MDB) também relatou os constantes apagões, que atingem principalmente a zona rural, com a falta de manutenção das redes de energia. “Várias agroindústrias estão sofrendo, ficando dois a três dias sem energia. Quando ligamos para empresa, perdemos muito tempo esperando para sermos atendidos. Uma vergonha”.

O vereador Diogo Padilha (PTB), de Novo Horizonte do Oeste, trouxe o drama vivido por produtores rurais. “Temos produtores de leite perdendo o produto, por falta de energia constante. Essas pessoas precisam ser ressarcidos pelos prejuízos. A queda de energia é direto. E quando cobramos uma solução, não recebemos resposta da empresa. Energia muito cara e de má qualidade, penalizando a todos”.

 

Reclamações 

A dona de casa Adelaide Freire foi a primeira pessoa a se manifestar. “No ano passado, eu pagava R$ 80. Agora, estamos pagando R$ 250. Eu estava acompanhando meu marido, em tratamento fora de Rondônia, mas mesmo assim a energia veio esse valor, com a casa fechada. Como explicar esse aumento? Quando estamos em casa, nem ligamos mais o ventilador, com medo de pagar ainda mais”.

A senhora Osnira Ruffato reside há 38 anos em Rolim de Moura e disse que nunca enfrentou uma situação tão difícil. “Quando muito, pagava R$ 130. Minha sogra de 101  anos mora comigo e precisa de assistência. A energia chegou a mais de R$ 400. Ontem, foram dois apagões, um atrás do outro, lá no bairro Cidade Alta, onde moro”.

Ela disse ainda que “um vizinho meu, no bairro Cidade Alta, tem um ventilador, um tanquinho, uma geladeira e uma televisão e a conta veio mais de R$ 500. Na última sexta-feira, outra vizinha nossa, que é diarista, teve a energia cortada. Ela ficou acompanhando a mãe dela por mais de dois meses, em tratamento de saúde e teve a energia cortada”.

A moradora Maria da Penha que mora também no Cidade Alta, reclamou dos constantes apagões. “Falta energia direto. Eu pagava R$ 70 e agora pago R$ 200. Tá impossível, tá inaceitável”.

O pastor Nédio apresento uma reclamação contra a empresa. “Minha energia vinha de R$ 70 a R$ 90. Agora chega a quase R$ 200, sem ter aumentado nada de equipamentos em casa. Toda a nossa cidade de Rolim de Moura sofre. Basta o tempo ficar nublado, que falta energia. No sítio é que a situação é ainda pior. O produtor rural está desamparado e é preciso levantar a voz em defesa dele”.

A moradora Anísia da Cruz relatou que recebeu uma informação do Serasa, dando conta da inscrição de seu nome pela Energisa, alegando que ela tinha conta atrasada. “Está tudo pago, mas meu nome foi pro Serasa. Tive a energia cortada e não devia nada. Um abuso, eu faço o maior esforço para pagar em dia, mesmo sendo muito cara a conta de energia, mas ainda assim fui afetada com essa ação. Tive o nome negativado”.

A senhora Lucineide Santos, é presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável, disse que “todos estão insatisfeitos com a situação da energia. Na minha casa, moramos eu e minha filha. Passamos o dia fora e estamos pagando R$ 130 a R$ 150 por mês. Sem contar a falta de energia direto. Meu filho mora no bairro Centenário e falta energia todo dia. Você liga para reclamar e nada. Não resolvem nada”.

O senhor Antônio Ferreira fez um desabafo. “Minha energia veio mais de R$ 400. Eu vivo com meio salário mínimo, pois sou encostado no INSS. Eu vou comer o quê? Vento? É revoltante”.

A Câmara Municipal de Rolim de Moura vai seguir acolhendo as demandas da população, para encaminhar à CPI os relatos e documentos, para serem incluídos no relatório.

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